Santa Teresina do Menino Jesus(Santa Teresa de Lisieux)HISTÓRIA DE UMA VIDA
Aos três anos, a pequena Teresa já está
decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco
filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os
outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que
chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa
recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria,
Paulina, Leônia e Celina.
No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o
sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no
coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada
decisiva em sua vida, que ela chama de conversão:
aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho
abandona os cueiros da infância.
Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho
da perfeição.
No dia 9 de abril de 1888, após muitas
dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo.
Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite
seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da
Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre
Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios
que lhe são confiados.
Acolhe sua enfermidade como a misteriosa
visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova
de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com
paciência e amor. Chega a dizer que jamais
pensou que fosse capaz de sofrer tanto. Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho
de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no
afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores
atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou: Não
me arrependo de haver-me entregue ao amor.
O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de
maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o
mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva: Eu
quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra. No dia 1o. de agosto havia
profetizado: Ah,
eu sei que o mundo inteiro me amará. 1.
De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil
prodígios atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando,
há cem anos, incontáveis conversões. Santa Teresinha do Menino Jesus (Teresa de
Lisieux) Os pais de Santa Teresinha foram Luís e Zélia Martin, que se casaram em 1858.
Ambos haviam
aspirado entrar para a vida religiosa. De caráter contemplativo, mais
silencioso, Luís, nascido em Bordeaux, França, aos 22 de agosto de 1823,
sonhara em ser monge cartuxo. Não foi aceito porque não sabia latim. Voltou a
Alençon, onde residia com os pais, e aí montou uma relojoaria. Zélia tentou ser
religiosa visitandina, mas a Superiora logo intuiu que a jovem não era chamada
à vida religiosa. Ambos foram levados a desistir da vocação religiosa. Após o
casamento, permaneceram convivendo como se fossem monges. Um confessor
convenceu Zélia a ter filhos e, assim preparar almas para o céu. Não eram pessoas muito alegres. Luís tem um
temperamento dado à melancolia: seu gosto é retirar-se para uma casinhola à
beira d’água, apartada de Alençon, cidade onde moram e onde ele é relojoeiro.
Zélia afirmará que sua infância, cercada de pais severos, foi “triste como uma
mortalha”. Antes de morrer, ela escreveria a seu irmão: “É forçoso renunciar a
tudo! Eu nunca tive prazer algum na minha vida”.
Luís e Zélia vivem profundamente a
espiritualidade católica de sua época, que lhes faz ver a vida terrestre e a
história como um momento penoso a atravessar, antes de alcançar o céu. Eles não
acreditam na felicidade; e a prosperidade parece-lhes um mau sinal. O casal vive na prosperidade. Não tanto da
parte de Luís, mas da parte de Zélia. Alençon é, na França, a capital da
confecção de rendas; Zélia cursara a Escola de rendeiras e, aos 22 anos,
estalecera-se por conta própria. Ao casar, havia cinco anos que fabricava
rendas. O seu negócio prosperava a olhos vistos: ela ganha de oito a dez mil
francos por ano. O negócio de Luís era algo mais do que estagnante. Não demora
em desistir da relojoaria e pôr-se a serviço da esposa. Eis pois, como era o casal Martin: ele, um
sonhador austero e melancólico. Ela, uma pessoa angustiada, que afogava na
atividade as próprias ansiedades, pois o seu desejo era que cada uma das filhas
tivesse um destino feliz, que todas tivessem um dote à altura. Quando Teresa nasceu, no dia 2 de janeiro de
1873, Maria, a primogênita das meninas Martin, preferida de Luís, tem doze
anos. Paulina, a segunda filha, é a preferida de Zélia, na qual a mãe vê seu
próprio retrato. A terceira, Lêonia, não é morena como as precedentes,
mas loura de olhos azuis, todavia, menos bonita do que as outras. Entre ela e
sua mãe não tardou a criar-se um clima de antipatia: “Ela não me fará tanta
honra quanto as outras”, dizia Zélia. De fato, Leônia tem saúde frágil, caráter
difícil e uma inteligência acima da mediana. Celina tem quatro anos mais do que Teresa.
Dotada duma extraordinária vivacidade. Seu pai a denomina “a intrépida”. Breve,
Teresa seria a companheira inseparável de Celina. Celina com quem se parece e
da qual não pode prescindir. Teresa, quando nasce, é uma criança frágil.
Desde o nascimento, exige cuidados, pois é vítima de crises de enterites.
Confia-se então Teresa a uma ama-de-leite, chamada Rosa Taillé e que todos
chamam “Rosinha”; a ama, que tem quatro filhos, mora em Semallé, a 8 kms de
Alençon, num pequeno sítio com uma só vaca. Eis, pois, Teresa fora da casa
paterna, com apenas seis meses de vida, nas mãos de uma ama-de-leite; e sem
demora, ela recupera as forças, engorda, dá mostras de uma saúde maravilhosa. Quando a vêm mostrar aos seus, em Alençon,
Teresinha repele vigorosamente a mãe, debate-se, solta gritos. Destarte, os
quinze primeiros meses da vida de Teresa transcorrem no campo, numa fazendinha,
em meio às pradarias. Volta para casa em abril de 1874. Faz três
meses que já caminha. Agora, é-lhe vedado correr em liberdade, mora dentro de
uma casa onde é objeto de constante desvelo dos pais, das quatro irmãs, das
operárias de sua mãe. Aliás, esta se esmera tanto mais por mimá-la, porque
censura a si mesma o não ter podido alimentá-la pessoalmente. Por seu turno,
Teresa, a que chegou por último, exige o primeiro lugar, exige tudo. Colérica,
obstinada, impaciente, é dotada de uma vitalidade a toda prova.
A Sra. Martin trabalha com tanto afinco por
ser uma mãe angustiada com o futuro das filhas; tanto mais angustiada por ter sentido
uma dor no seio desde o início de 1865, primeiro sintoma de um câncer que a
mataria. Com o passar dos anos, ela se transforma numa pessoa obcecada pela
idéia da morte. Em agosto de 1876, Teresa tem três anos e meio. O médico
anuncia à Sra. Martin que ela tem um câncer incurável. Voltando para casa, não
pode evitar de dar a má notícia. Sabendo estar condenada, a Sra. Martin daz
suas recomendações; a Isidoro, seu irmão, e sua esposa, ela confia as filhas. O
Sr. Martin fecha-se no próprio sofrimento. O mal conquista inexoravelmente sua
esposa. No dia 26 de agosto, dão-lhe a
extrema-unção, cerimônia que impressiona profundamente Teresa. Zélia falece no
dia 27 de agosto, à meia-noite. Dia 28, pela manhã, Teresa é despertada pelo
pai que a toma nos braços e a carrega até o quarto onde jaz a falecida. “Vem
beijar uma última vez a tua mãezinha”. A Sra. Martin quisera que, depois de sua
morte, o marido e as filhas fossem morar em Lisieux, onde o irmão Isidoro é
farmacêutico. Ela confia neste irmão, na sua energia. Receia que o marido não
seja capaz, com seu temperamento sonhador, de ocupar-se cabalmente das cinco
filhas. Os amigos e conhecidos de Luís, bem como sua mãe que ali morava,
dissuadiram-no de abandonar Alençon. Mas Isidoro Guérin lembra ao cunhado o
desejo da falecida; sem mais delongas, pôs-se à procura duma moradia para
Teresa, seu pai e suas irmãs. Doze dias depois da morte da Sra. Martin, o pai
cumpriu o desejo da falecida: descobrir em Lisieux uma casa com jardim.
A 15 de novembro de 1877, depois duma última
visita ao cemitério de Alençon, Luís Martin e as filhas partem para Lisieux.
Esta cidade está situada no coração da Normandia. É uma cidade pitoresca:
naquela época, ruas inteiras de casas de madeira emprestavam-lhe um aspecto
medieval encantador. A pedido do cunhado, o Sr. Guérin encontrou em Lisieux,
próxima à sua própria residência, uma casa encantadora dominada por um mirante,
conhecida como “Os Buissonnets”. Teresa morará mais de dez anos nesse ambiente
aprazível. Para a caçula convergem as ternuras das irmãs
mais velhas, que se fizeram suas “mãezinhas”; e, especialmente, as do pai, seu
“rei querido”, que demonstra um “amor verdadeiramente maternal”. No início de janeiro de 1878, Leônia e Celina
são entregues às beneditinas da cidade. Paulina desdobra-se, então, para a
pequena Teresa, em professora firme e afetuosa. A aluna se mostra muito
aplicada em aprender a escrever sozinha antes dos 7 anos. Em outubro de 1881, quando está com oito anos
e meio, Teresa ingressa como semi-interna na abadia das beneditinas. Porém, a
menina mimada e solitária dos Buissonnnets não consegue integrar-se ao grupo.
Apesar dos bons resultados escolares, e, sobretudo, do afeto das religiosas, Teresa
designará esses cinco anos de internato como “os mais tristes anos da sua
vida”. Nessa época, seu grande sonho era ir um dia,
com Paulina, “para um deserto remoto”. De fato, Paulina, que está com 21 anos,
dirige o olhar para o “deserto” do Carmelo. Sua partida é rapidamente decidida.
Teresa fica sabendo, com surpresa, durante o verão de 1882. O golpe é brutal.
Paulina explica-lhe o que é o Carmelo e Teresa pensa com seus botões que o
Carmelo é o “deserto” onde Deus quer que ela vá se esconder. Ela o diz a
Paulina e, algum tempo depois, à própria priora do Carmelo. Não somente Paulina a abandona para entrar no
Carmelo, mas também muda o seu modo de tratar Teresa, esquivando-se a qualquer
contato direto com ela. Furta-se a continuar servindo-lhe de mãe. Mais tarde,
Teresa contaria: “Confesso que os sofrimentos que tinham precedido a sua
entrada nada foram em comparação com os que se lhe seguiram. Todas as
quintas-feiras nós íamos ‘em família’ ao Carmelo e eu, acostumada que estava a
abrir-lhe o meu coração de par em par em entretenimentos familiares, só a muito
custo conseguia dois ou três minutos no fim da entrevista no locutório:
naturalmente, passava-os chorando e retiravam-me com o coração dilacerado...”.
Era uma segunda morte: “Para mim, Paulina está perdida!”. A reação de Teresa não poderia ser pior.
Adoece, procurando provocar atenções maternais da sua tia Guérin e da irmã,
Maria, a quem chama incessantemente: “Mamãe, mamãe”, forçando-a a permanecer
junto dela. No dia 23 de março de 1883, o Sr. Martin leva
Maria e Leônia a Paris para as cerimônias da Semana Santa. Já aflita, entregue
a seu tio e sua tia, Teresa não consegue superar esta breve separação. Na tarde
da Páscoa, 25 de março, o Sr. Guérin, sem se dar conta, completa a tragédia
quando evoca a lembrança da Sra. Martin. Algumas horas mais tarde, a menina é
tomada por tremores nervosos aos quais sucedem crises de medo e alucinações.
Chama-se com urgência o Sr. Martin e suas filhas. Maria instala-se à cabeceira
da menina, na casa dos Guérin, pois ela não pode ser transportada. O desejo de abraçar Pauline, mais uma vez,
por ocasião da tomada de hábito, provoca uma melhora, em 6 de abril. No dia
seguinte, há recaída, nos Buissonnets. Manifestações desoladoras
multiplicam-se. A “estranha doença” desnorteia o Dr. Notta, que, por um
momento, fala de “dança de São Guido”, mas exclui formalmente a histeria. Após cinco semanas de angústias, a fé da
família Martin consegue finalmente a cura da doença diante da qual a ciência
fora impotente. No domingo, 13 de maio de 1883, dia de Pentecostes, a menina
sente-se repentinamente curada pelo “encantador sorriso da Santíssima Virgem”. Poder-se-ia julgar que a conseqüência de tal
evento fosse apaziguar profundamente Teresa. Na realidade, pôs-se a perguntar a
si mesma se tudo aquilo não fora inventado por ela. Começou a sofrer de
enxaquecas. Em maio de 1885, durante o retiro preparatório à comunhão solene,
um sermão frenético dum padre que pregava sobre o medo do inferno fez despertar
nela o que denominou “a doença terrível dos escrúpulos”, doença esta que só
findaria no Natal de 1886: “É preciso ter passado por este martírio para ter
dele uma justa compreensão: ser-me-ia impossível dizer tudo o que eu sofri
durante um ano e meio... Todos os meus pensamentos e ações as mais triviais
tornavam-se-me causa de perturbação.” No Natal de 1886, Teresa é ainda uma criança,
que retorna da missa do galo toda apressada para procurar seus presentes. Mas
Luís Martin está farto dessas atitudes infantis. Ela conta: “Enfadou-se ao ver
meus sapatos na lareira e disse as seguintes palavras, que me transpassaram o
coração: “ Afinal, ainda bem que este é o último ano!” Teresa dá-se conta de
que, cedo ou tarde, precisará renunciar à infância, abrir mão de todas as
criancices. Chama este Natal de “Noite de luz”, “Noite da minha conversão”,
quando deixa de lado os “ defeitos da infância”. Insistirá muito na importância
desta noite de Natal: “Desde esta noite abençoada, eu não fui vencida em nenhum
combate, pelo contrário, caminhei de vitória em vitória”. O que ela recebe é um
Dom de força e de coragem. No dia de Pentecostes de 1887, seis meses
depois de sua conversão, Teresa comunica ao pai que quer entrar para o Carmelo.
Mas tem apenas 14 anos! O pai abençoa sua vocação e a conduz ao bispo de
Bayeux. O vigário da paróquia de Saint-Jacques, superior canônico do Carmelo,
nem sequer aceitava falar de tamanha loucura. E é a este padre que Mons.
Hugonin remete a questão de Teresa. O Sr. Luís, que tanto gostava de
peregrinações, resolveu levar Teresa a Roma e sobretudo permitiu à filha falar
de sua vocação ao Papa para conseguir autorização para ingressar no Carmelo aos
14 anos. Na audiência do Papa, a 20 de novembro de 1887, Teresa fez o seu
pedido. Leão XIII deixa nas mãos dos Superiores a decisão. Na realidade, quem
tinha a chave de sua entrada para o Carmelo era Mons. Hugonin. Ele dissera que
lhe daria a resposta por escrito. Começa para Teresa uma longa espera. A
resposta chegou a 28 de dezembro: o bispo escreve à priora do Carmelo de
Lisieux confiando-lhe a decisão. Madre Maria de Gonzaga comunica esta resposta
a Teresa no dia 1º de janeiro, véspera dos seus quinze anos. As portas do Carmelo abrir-se-iam para Teresa
na Segunda-feira, 9 de abril de 1888. No dia 10 de janeiro de 1889 recebe o
hábito de carmelita. Ela acabara de completar dezesseis anos. Depois de um ano,
a jovem religiosa poderá emitir os votos perpétuos. Em janeiro de 1890,
alcançaria os exatos 17 anos exigidos pelas Constituições para o compromisso
definitivo. Os superiores julgam mais prudente adiar: uma prolongação lhe é
imposta. A cerimônia de 10 de janeiro foi, para o
Senhor Martin, “seu triunfo, sua última festa neste mundo”. O drama do pai
começa no dia 12 de fevereiro: ele, doente, vê “coisas horríveis, carnificinas,
batalhas”. O tio Guérin decide transferir
imediatamente o cunhado para uma casa de saúde, o Bon Sauver de Caen. Teresa é
atingida bem no coração e não ignroa que em Lisieux muitos a consideram
responsável pela doença do pai, abalado pela partida sucessiva de suas filhas
para o convento. Os meses se sucedem. A esperança de uma melhora para o sr.
Martin enfraquece. Na manhã do dia 24 de setembro de 1890 Teresa
recebe o véu negro. Não há mais comunicação possível com seu pai, internado
desde fevereiro de 1889. Porém, anos depois, uma surpresa: no dia 12 de maio de
1892, o tio Isidoro chega ao Carmelo trazendo o Sr. Luís Martin. Fora buscá-lo
no manicômio de Caen. Em momento de lucidez, queria ver as filhas que, ao verem
o pai no locutório, ficaram imensamente tristes: estava magro e pálido. Lúcido,
nada dizia. Apenas ouvia. Quanto a Teresinha, teve apenas forças para rezar:
“Muito obrigada, ó Deus, pelo bom pai que nos destes. Pudemos ver nele uma
imagem do amor que tens por todos os homens”. Ao sair do locutório, o pai,
apontando para o alto com o indicador, apenas conseguiu dizer uma palavra: “No
céu”. Celina continuava com Leônia a cuidar do pai na casa dos Guérins. Quando Paulina, Irmã Inês, foi eleita priora,
resolveu nomear a ex-priora Madre Maria de Gonzaga como Mestra das Noviças.
Teresinha foi nomeada sua ajudante. Além de ser ajudante de mestra, foi
encarregada de pinturas, da confecção de imagens e das festas conventuais.
Nessa ocasião estreou compondo versos e poesias.
No verão de 1893 acharam melhor levar o pai
de Teresinha da cidade de Caen para o castelo de La Musse. Desta vez Leônia não
quis ir com o pai e Celina. Após um retiro na visitação de Caen, ela voltou com
o firme propósito de fazer uma nova tentativa para a vida religiosa. Teresinha começou a sentir umas dores de
garganta em conseqüência da poeira e das emanações da lavagem de roupas e
louças. Depois vieram umas contínuas dores no peito. Paulina não teve coragem
de chamar o médico da família, um primo, o Dr. Francis La Néele. O médico
oficial da comunidade era o Dr. Cornière, grande amigo de Madre Maria de
Gonzaga. No dia 14 de setembro de 1894 entra para o
Carmelo de Lisieux mais uma Martin, Celina. Desde o tempo de Teresa de Ávila
nunca um Carmelo acolhera quatro irmãs da mesma família. Teresinha não sabia
como agradecer a Deus. As dores de garganta de Teresinha persistiam.
Já causavam sérias apreensões. Os remédios não surtiam nenhum efeito. Não
obstante, ela não diminuía as suas atividades. Antes, seus trabalhos
aumentaram com a entrada de mais quatro postulantes, entre elas, Celina. Em fins de 1894, Teresinha começou a se
questionar. Há seis anos entrara para o Carmelo e jamais abrira mão do desejo
de se tornar santa. A leitura da vida dos grandes santos deixou-a meio confusa.
Todos esses santos distinguiram-se por uma vida de grandes mortificações,
praticaram em alto grau toda as virtudes e Deus dotou-os dos mais
extraordinários dons e carismas. Perto deles, ela se julga um “obscuro grão de
areia”. Mas não desanima. Não se sente apta a “subir a rude escada da
perfeição”, mas há que se santificar por outro caminho. Lembrou-se então de que
ouvira, num retiro, o Pe. Prou falar de um caminho pequeno e reto,
completamente novo para se chegar ao amor total. Teresinha descobre esta
“Pequena Via”, que se tornará a essência de sua espiritualidade. Já que não
consegue, através de férreas disciplinas e sacrifícios, alcançar a santidade,
Jesus mesmo será sua santidade. Ele irá conduzí-la nos braços até a Montanha do
Amor. O seu pequeno caminho será o do abandono, da entrega confiante nas mãos
do Pai. Teresinha descobre a alegria de ser pequena.
Se ela não ensinou nada de novo, ensinou um novo modo de fazer-se pequeno.
Significa reconhecer que somos pequenos diante de Deus; significa acreditar que
Deus se agrada de quem se faz pequeno na humildade. Numa noite de inverno de 1895, as irmãs
Martin conversavam na sala aquecida. A mais nova, Teresinha, com seu jeito
desembaraçado, contava às irmãs lembranças do passado, nos Buissonnets. Maria
volta-se para Paulina, a priora, e sugeriu-lhe para pedir a Teresinha para
escrever suas lembranças da infância. A conversa terminou com uma ordem de
Paulina para que escrevesse suas memórias. Teresinha obedeceu e em pouco tempo
encheu o primeiro caderno. Celina foi sua primeira leitora. Estava começando a
escrever a “História de uma Alma”. Um dia, após a missa da Santíssima Trindade,
Teresa quis oferecer-se como vítima de holocausto ao Amor Misericordioso. Pediu
a obteve permissão da Priora. Quis que Celina também o fizesse. Foi diante da
imagem de Nossa Senhora das Vitórias que fez sua consagração, ela e a irmã. Um dia, quando lavava roupas, Teresa foi
chamada pela Priora. Paulina disse-lhe logo do que se tratava. Um futuro
sacerdote e missionário pedia orações ao Carmelo. Chamava-se Maurice Bellière,
de 22 anos. Teresinha aceitou ser sua “irmã” espiritual, fazendo pequenos
sacrifícios por ele. Mais tarde foi-lhe confiado outro sacerdote e missionário:
Adolfo Roulland, que depois de ordenado seria enviado para as missões na China.
Sem sair do Carmelo, ela foi irmã de caminhada dos sacerdotes e missionários.
Acreditava que podia estar sempre “unida às obras de um missionário pelos laços
da oração, do sofrimento e do amor”. Era a Semana Santa de 1896. Na noite de Quinta-feira
Santa, 3 de abril, Teresinha estava no coro fazendo adoração. Fica aí até
meia-noite. Depois vai repousar. Mal se deita, sente uma golfada, como vômito,
que lhe sobe até os lábios. Como a lâmpada já estava apagada, ela não quis
verificar. Só no dia seguinte pôde constatar. O vômito era sangue. Não teve
medo. Era um anúncio do Bem Amado de seu coração. No dia seguinte, conta o
ocorrido à Priora, completando: “Estou passando bem, e suplico-lhe que não me
conceda nada de especial”. A Priora, sem se dar conta do estado real de
Teresinha, concorda. Durante o dia Teresinha se entrega aos trabalhos na forma
de sempre. Na noite seguinte, o mal se repete. Teresinha
é socorrida e atendida pelo Dr. Néele. O diagnóstico do médico e os remédios
não surtiram o mínimo efeito de alício para Teresinha. Ela só podia sonhar de
em breve estar junto do Bem Amado! O sexto aniversário de sua profissão
religiosa Teresa preferiu passá-lo na solidão. Nesse dia um raio de luz
iluminou-a,
e ela pôde escrever: “Ó meu Bem Amado, no sexto aniversário de nossa união,
perdoa se te digo disparates. Peço que concedas a minha alma o que ela espera”.
Teresa fez questão de não se dispensar de
nada. Andava pelos corredores do claustro exposta à neve, ao frio e à chuva sem
baixar a cabeça e sem se proteger. Passava longas horas no coro sem se encostar
em nada, sem desfalecer, mesmo quando mal podia respirar. Esforçava-se por rir,
gracejar, e mostrava-se interessada por tudo. Comia de tudo o que lhe
apresentavam. Ninguém a ouvia tossir durante a noite. Encarregava-se dos
pequenos serviços da comunidade. Costurava, pintava, escrevia versos e cartas
enquanto havia luz em seu quarto. Quando estava só é que tudo mudava. As
energias lhe fugiam. Sentia imensa dificuldade em subir e descer escadas.
Passava as noites com febre e frio; tossia sangue. É simplesmente
incompreensível que durante todo o tempo do inverno ninguém tivesse notado a
gravidade de sua doença. Ela queria morrer em atividade. Enquanto isso a doença
progredia. Permaneceu fiel em não pedir nenhuma isenção. Madre Gonzaga, de seu
lado, não tomava a mínima iniciativa em providenciar-lhe os cuidados
necessários. Só depois que o estado de Teresinha se
complicou é que Madre Gonzaga resolveu desvelar-se mais do que uma mãe. Desde
abril Paulina não saía de perto da irmã enferma, para anotar tudo o que ela
podia dizer. O período de maio a 30 de setembro de 1897, dia de sua morte, foi
uma longa agonia. Desenganada pelos médicos, Teresa esperava morrer. Mas,
apenas viu adiar-se sempre mais a sua agonia. No dia 3 de junho, por sugestão de Madre
Gonzaga, começa a escrever suas memórias. Suas relações com a Priora haviam
melhorado muito. A partir deste dia as irmãs de Teresinha crivam-na de mil
perguntas como se quisessem arrancar-lhe todos os segredos e mistérios de seu
coração. As três irmãs estavam absolutamente convencidas que Teresa era uma
santa. Por isso queriam recolher cada uma de suas palavras para transmiti-las
depois à posteridade. Em julho vê pela última vez seus familiares.
Neste mesmo mês já não consegue retomar a pena para escrever. Pede a unção dos
enfermos. Com fervor diz: “Eu creio! Eu amo para crer mais firmemente!” Até
agosto as hemoptises repetem-se. No dia 8 de julho tem de ser levada para a
enfermaria onde inicia uma longa agonia de doze semanas. Leva consigo a imagem
de Nossa Senhora das Vitórias. Em tudo depende dos outros. Os sofrimentos
físicos vêm todos juntos: febre, suores, falta de ar, insônia. As religiosas, em particular suas três irmãs,
velam-na noite e dia. Compreende-se que ela repetisse: “oh! como se deve rezar
pelos agonizantes!” Os dois meses derradeiros passam-se inteiramente nas
trevas. No dia 29 de setembro, questiona: “Como é que vou fazer para morrer? Eu
nunca vou saber morrer”. Dia 30, na manhã de sua morte, diz: “Eu não
me arrependo de me ter abandonado ao Amor”. Às horas finais, as mãos ficam
geladas, o rosto se congestiona. De quando em quando, Teresa solta breves
gemidos de sofrimento. Às sete da noite, ela fita o Cristo crucificado e diz:
“Eu vos amo”, inclina a cabeça e expira. O corpo ficou exposto no coro, atrás das
grades, de sexta a domingo, para a visitação dos parentes e amigos. Todos
queriam vê-la e tocá-la com terços e medalhas, como se já quisessem pedir-lhe
graças e favores. No
dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis, foi sepultada no cemitério de
Lisieux a Irmã Teresa do Menino Jesus da Santa Face, falecida aos 24 anos. Quem
dirige o cortejo fúnebre é sua irmã Leônia; de coração despedaçado. Havia muito
pouca gente no pequeno cemitério. Depois do enterro o Carmelo voltou à rotina. Quando Teresinha já estava na enfermaria,
ouviu uma Irmã dizer: “Eu não sei porque falar tanto de Irmã Teresinha; ela não
faz nada de nota; ninguém a vê praticar a virtude, nem sequer se pode dizer que
ela seja uma boa religiosa”. Paulina assumira o compromisso de publicar os
escritos da irmã. Por isso pôs logo mãos à obra. Em pouco tempo transformou-os
num volume de 474 páginas. Assim, um ano depois, em 1898, aparece a “História
de uma Alma”, com uma tiragem de dois mil exemplares. Em 1899 foi preciso fazer
uma nova edição. Em 1900 tinham sido vendidos seis mil exemplares. Nos anos
seguintes saem as traduções para o inglês, alemão, italiano, espanhol,
português, japonês e russo. Chegam ao Carmelo de Lisieux milhares de
cartas e pedidos de lembranças e relíquias. As romarias e visitas ao túmulo
foram-se somando. Chegaram notícias de graças alcançadas, de conversões, etc.
As próprias irmãs não sonhavam tamanho sucesso. O certo é que de uma fagulha
fez-se um incêndio. Em 1906 o Pe. Prévost encarrega-se de dar os
primeiros passos na causa da beatificação e canonização de Teresinha. O
processo foi mais rápido do que se podia esperar. O Papa Pio X, antecipando-se,
chamou Teresinha “a maior santa dos tempos modernos”. Em 1921 o papa Bento XV promulgou o decreto
de heroicidade de suas virtudes. Depois, seu sucessor, Pio XI, fez dela a
“estrela de seu pontificado”. No dia de sua beatificação, 23 de abril de 1923,
sua vida foi considerada uma “Palavra de Deus” para o nosso século. Finalmente,
no dia 17 de maio de 1925, o papa Pio XI, contrariando as leis canônicas,
diante de cinqüenta mil pessoas dentro da Basílica de São Pedro e diante de
mais de quinhentas mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, em Roma,
canoniza Teresinha. A cerimônia contou com a presença de 33 cardeais e 250
bispos do mundo inteiro. Dois anos depois o mesmo Pio XI proclama Santa
Teresinha “padroeira principal das missões”, pondo-a em pé de igualdade com o
grande missionário São Francisco Xavier. Quando
visitou a França, o papa João Paulo II quis visitar também Lisieux. Na ocasião,
ele falou diante de uma multidão de mais de cem mil pessoas: De Teresinha pode-se dizer com convicção que o
Espírito de Deus permitiu ao seu coração revelar diretamente aos homens do
nosso tempo o mistério fundamental, a realidade fundamental do Evangelho: o
fato de termos recebido realmente ‘um espírito de filhos adotivos que nos faz
exclamar: Abba! Pai!’’. O papa Pio XII, em 1944, declarou-a padroeira
da França em pé de igualdade com Santa Joana d’Arc. No dia das Missões de 1997, ano do centenário
de sua morte, Teresinha foi proclamada Doutora da Igreja pelo papa João Paulo
II, na Basílica de São Pedro em Roma. DOUTORA
DA IGREJA
Sem lastimar sua fraqueza, física e
espiritualmente indisposta a exageros ascéticos, estava apenas começando a
intuir que para ela deveria existir outra escada de santidade. Não poderia
subir sozinha, mas Alguém a acudiria. Tentou ser uma poderosa águia que pousa
nos altos montes e daí perscruta os vales. Sabia-se um pardalzinho ciscador,
suficientemente ousado, entretanto, para encarar o Sol divino no intento de sentir nele todas as aspirações da águia. O pequeno pássaro de Deus
carecia de asas mais fortes que a fizessem atingir as alturas da Montanha do
Amor: as asas da Misericórdia do Pai. Voou com tal intrepidez, que se
transformou numa águia de sabedoria. A fraqueza se fez força em Teresinha.
Essa lúcida mulher que um dia desistiu da rude escada da perfeição foi proclamada Doutora da Igreja pelo
Papa João Paulo II, em Roma, no dia 19 de outubro de 1997. Nesse dia, o Papa
disse, no momento da homilia:
E na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, ainda
afirma o Papa: Teresa oferece uma síntese
amadurecida da espiritualidade cristã. Ela une a teologia e a vida espiritual,
exprime-se com vigor e autoridade, com grande capacidade de persuasão e de
comunicação, como demonstram o acolhimento e a difusão da sua mensagem no Povo
de Deus. Tal proclamação pode escandalizar os
eruditos, os adultos e os sábios deste mundo. Não aqueles que são enamorados da
meninice evangélica da Santa Lisieux. Sua sabedoria e inteligência colocados a
serviço do anúncio da Palavra vêm transformando os corações, conduzindo
gerações e gerações de pessoas no mundo inteiro à experiência do amor
misericordioso de Deus, de forma simples, descomplicada. Meninos e meninas,
pobres e desprezados, todos os que têm um coração de criança são homenageados
nesse título que tanto demorou para ser conferido. Os pequenos se tornam
Doutores.
O Evangelho pode ser vivido por pequenos
pássaros como nós. Teresinha, com seu ensinamento, nos mostra como isso pode
acontecer. A menina, agora teóloga laureada, prova-nos que o Evangelho está
vivo e pode pulsar em nós, em nossa vida. Ele existe também para nós, cristãos
frágeis e atônitos ante a realidade que nos aflige neste final de milênio. A Doutora nos faz descobrir que o
Evangelho não é um compêndio de frases edificantes escritas para nos comover ou
atemorizar. O Evangelho é uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré! Uma vez
apaixonados por Ele e atentos à lição de Teresinha, saberemos encontrar o
melhor modo de segui-lo. Santa Teresinha, a Doutora do Amor,
guiai-nos nos caminhos do Evangelho!
COMO VIVEU SANTA THEREZINHA DO MENINO
JESUS E DA SAGRADA FACE?
“Nunca pedi para morrer nova, pois seria um pedido covarde, mas desde a
infância Deus se dignou inspirar-me a convicção de que minha vida seria curta”. Assim escreveu Marie Françoise Thérèse
Martin, conhecida por Teresa de Lisieux, Santa Teresinha do Menino Jesus ou,
simplesmente, Santa Teresinha. Religiosa carmelita francesa, nasceu em Alençón
em 1873 e faleceu em 1897. Caçula dos nove filhos de Luis Martin e de Zélia
Guérin, Teresa tinha 15 anos quando foi em peregrinação a Roma com seus
familiares e, na audiência concedida pelo Papa Leão XIII, ousou pedir-lhe a
permissão de fazer-se carmelita mesmo sem a idade exigida. Duas de suas irmãs
já se encontravam então no Carmelo de Lisieux. Em 1889, conseguiu afinal
realizar seu sonho, recebendo o hábito de carmelita com apenas 16 anos. Viveria
mais oito anos. Que poderia ter realizado em tão curta existência? Graças aos
seus escritos, ficamos sabendo que a jovem carmelita, além de cumprir
extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada, distinguiu-se
por sua grande simplicidade, brandura e invulgar espírito religioso. Obediente
aos superiores, escreveu sua autobiografia, publicada após sua morte sob o
título “História de Uma Alma”. Num momento de entusiasmo, escreveu Teresa que por amor do
Amor desejava ser guerreiro, padre, apóstolo, mártir:“ Compreendi
que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se
extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires se
recusariam a derramar seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as
vocações, que o amor é tudo, abraça todos os tempos e lugares... Numa palavra,
que o amor é eterno... Encontrei minha vocação... Minha vocação é o amor”.
Essas palavras adocicadas poderiam soar como romantismo, não fossem
corroboradas pela vida de Santa Teresinha. Temperamental e hipersensível,
suportou sempre com um sorriso nos lábios as fraquezas humanas de suas irmãs,
que encontrava no dia-a-dia. Sua doutrina consistia numa atitude de corajosa e
alegre simplicidade em enfrentar as adversidades da vida; em abandonar-se,
como dizia, nas mãos divinas, com a ternura e confiança de uma criança. Desde
1896 começou a sentir os primeiros sintomas da tuberculose que lhe minava o
pobre organismo, e que levou-a a praticar, sem alarde, uma heróica paciência.
Além disso, durante os dezoito últimos meses de vida, padeceu terrível provação
espiritual, como que trevas densas que inundaram sua alma. Morreu a 30 de
setembro de 1897, num ato de amor, dizendo:
“Eu
o amo, Meu Deus, eu Vos amo”.
Foi canonizada a 17 de maio de 1925 e proclamada Padroeira das Missões a
14 de dezembro de 1927 pelo Papa Pio XI, e em 19 de outubro de 1997, cem anos de sua “Entrada na vida”, João
Paulo II a proclamou Doutora da Igreja: “DOUTORA DA CIÊNCIA DO AMOR”. A
sua autobiografia, escrita em obediência às suas Superioras do Carmelo, assim
como seus poemas e cartas, revelam o segredo da sua rápida santificação: uma
grande fé no Amor Misericordioso de Deus e uma ilimitada confiança na Bondade
do Senhor. Vivendo plenamente as virtudes da Fé, da Esperança e da Caridade,
Irmã Teresinha oferece ao mundo moderno um caminho simples para se atingir a
Santidade: viver o dia-a-dia de nossa vida fazendo bem todas as coisas ,
principalmente as pequeninas. Aproveitava tudo, trabalho e descanso, alegria e
tristeza, e tudo oferecia a fim de que todos, indistintamente, pudessem provar
da Salvação que vem de Jesus. “Compreendi que, se a Igreja tinha um corpo, composto de diferentes membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a Igreja tinha um coração e que esse coração era ardente de amor. Compreendi que só o amor fazia agir os membros da Igreja...”
“Sim, encontrei meu lugar na Igreja e esse
lugar, ó meu Deus, fostes vós que mo destes... No coração da Igreja, minha Mãe,
serei o Amor... Assim, serei tudo...Assim, meu sonho será realizado!!!” “Sinto que vou entrar em repouso... Sinto,
sobretudo, que minha missão vai começar : minha missão de fazer com que o bom
Deus seja amado como eu o amo, de dar minha vida pelas almas. Se o bom Deus
satisfaz meus desejos, passarei meu céu sobre a terra até ao fim do mundo. Sim,
QUERO PASSAR MEU CÉU FAZENDO O BEM SOBRE A TERRA.” “Sim, quero adquirir méritos, mas não para
mim; para os pobres pecadores, pelas necessidades de toda Igreja, enfim para
jogar flores a todo mundo, justos e pecadores.” “DEPOIS DE MINHA MORTE FAREI CAIR UMA CHUVA DE ROSAS”
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