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] É um fenômeno
parapsicológico que consiste em falar (empregar) sem fraude, línguas reais
que o consciente não conhece. Falar (empregar) línguas
estrangeiras sem tê-las aprendido. O fenômeno foi chamado por Richet (Charles
Richet -Parapsicólogo) de Xenoglossia (do grego xenos=estrangeiro, e
gloto=falar). Fora da ciência experimental o fenômeno é mais comumente
chamado "glossolalia" (falar línguas) ou "dom de
línguas". Usamos o termo empregar para incluir a
xenoglossia falada, escrita, ou qualquer outro sistema de expressão. A
xenoglossia escrita, etc, não se diferencia da xenoglossia falada. A única
diferença é meramente extrínseca, ficando tudo no âmbito do inconsciente. Exemplo: Uma senhora, em
um acesso de broncopneumonia, começou de repente a exprimir-se em um idioma
desconhecido por todos os presentes. Depois se comprovou que era o idioma
industani. A senhora desconhecia completamente aquela língua. Foram
necessárias longas e trabalhosas investigações para comprovar, depois de
muito tempo, que até a idade de quatro anos, aquela senhora viveu na Índia.
Desde aquela data haviam passado 60 anos. Há muitas fraudes, talvez
até inconscientes, ou ao menos irresponsáveis, e explicam muitos casos de
xenoglossia "aparente". Também não é xenoglossia entender línguas,
embora geralmente os autores incluam no conceito de xenoglossia o fenômeno de
entender línguas desconhecidas. Outro tipo de pseudoxenoglossia é o de
inventar línguas novas, mesmo perfeitas. Isto é Talento do Inconsciente mas
não é xenoglossia. São mais freqüentes os casos de
xenoglossia meramente "mecânica", com a repetição de palavras
guardadas no inconsciente; porém sem a pessoa entender o que está falando. Xenoglossia Experimental-
Não é muito raro que no sonambulismo hipnótico surjam espetaculares
xenoglossias mais ou menos provocadas pelo hipnólogo. A inconsciência da
hipnose é bastante parecida com outros estados de inconsciência, nos quais o
fenômeno surge espontaneamente: febre, transe, narcótico, traumatismo
psicofísico. Exemplo: Uma moça quase
analfabeta,posta artificialmente em estado de sonambulismo hipnótico, recitou
um longo trecho oratório em latim, língua da qual ela não sabia uma palavra
sequer. Comprovou-se porém, que anos atrás, um tio da jovem recitara um dia
aquele mesmo trecho perto do quarto de dormir da moça, que então se achava
doente. (O inconsciente não esquece nada- Pantomnésia) Plurixenoglossia- Dizemos que há
monoxenoglossia quando se fala uma só língua que o consciente desconhece.
Plurixenoglossia é quando se empregam várias línguas desconhecidas. A pantomnésia e a
hiperestesia, direta ou indireta, bastam para explicar muitos destes casos. Exemplo: Uma jovem de 17
anos, Ninfa Filituto, siciliana, sofria de uma forte crise de histerismo com
sonambulismo espontâneo. No primeiro dia da crise assegurava que era grega e
escrevia com letras gregas, mas frases italianas...Ela desconhecia a língua
grega. No dia seguinte, falava corretamente o francês, conhecendo dessa
língua, em estado normal, só os rudimentos. No terceiro dia falava algo de
inglês. No quarto dia da crise, a doente falava corretamente o italiano, que
normalmente falava bastante mal e com muito sotaque. Durante estes quatro
dias, esqueceu no consciente, completamente o siciliano, seu dialeto natal.
No quinto sai, porém, passada a crise, recobra o dialeto siciliano,
esquecendo por completo os espantosos progressos feitos em grego, francês,
inglês e italiano. Desconhecia o grego, mas consta que pouco antes da crise,
esteve folheando uma gramática grega. Para o inconsciente, pantomnésico,
basta pouco tempo para aprender o vocabulário grego. O estudo do francês e a
prática diária de falar italiano e conviver com italianos, foram suficientes
para que o inconsciente aprendesse corretamente essas línguas. Falava algo do
inglês.Sendo a Itália um país de turismo, haverá alguém que nunca ouviu falar
inglês? Causas- Entre as causas da Xenoglossia, como explicação
total ou explicação parcial completando a pantomnésia, parece que a
HIP-Hiperestesia Indireta do Pensamento (ou a Telepatia, em último caso) é o
fenômeno parapsicológico que mais freqüentemente intervém. Há muitos casos de xenoglossia por
HIP-Hiperestesia Indireta do pensamento. A pessoa capta o pensamento (as
respostas) da pessoa que faz perguntas e responde corretamente sem entender o
que está falando. O pensamento captado por
hiperestesia indireta pode ser o pensamento inconsciente (sentimentos,
lembranças, associações). Aliás, é mais freqüente captar o pensamento
inconsciente do que o consciente. Xenoglossia
inteligente- (A pessoa entende o que ela está
falando) Ao inconsciente hiperestésico chegam inúmeros
dados lingüísticos. Os fenômenos paranormais de atividade inconsciente podem
colaborar no descobrimento e apresentação de dados. A Pantomnésia (memória do inconsciente) conserva para o
inconsciente esses dados, como também os dados captados por "vias
normais", em número imensamente maior do que pode conservar o
consciente. E o inconsciente possui um assombroso talento: pode elaborar
complicados raciocínios, fazer descobertas prodigiosas, comparar e combinar
dados, etc em uma proporção que o consciente dificilmente pode alcançar. O
resultado de tudo isso em determinadas circunstâncias é uma xenoglossia
verdadeiramente "inteligente", ás vezes de freqüente uso. Por Oscar G. Quevedo S.J. - Livro
"A Face Oculta da Mente" Ed Loyola Existe
Xenoglossia paranormal? Não! A xenoglossia sempre é por HIP (Hiperestesia
Indireta do Pensamento), por Pantomnésia (O inconsciente se lembra de frases
ou palavras um dia ouvidas), por Talento do Inconsciente (O inconsciente pode
ter a capacidade de formular ou aprender uma língua em pouquíssimo tempo)...
nunca se aprende uma língua por telepatia! Uma palavra, pode ser. Uma frase,
pode ser. Uma língua inteira, se não há alguém por perto, não aprende.
Aprende-se na rua, no cinema, cruzando na rua com alguém que fale a língua...
não existe xenoglossia por Psi-Gamma. A xenoglossia sempre é extranormal, em todos
os fenômenos; ou xenoglossia
supra-normal,
(Milagre) enormemente superior. ______________ Copyright 2003 - Paróquia
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