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] Osmogênese Parapsicológica Entende-se
por osmogênese o aparecimento parapsicológico de odores (do grego
gêneses=produção; osmé=odor). Passaremos por alto falsas osmogêneses
obtidas por truques, as vezes grosseiros Como todo fenômeno parapsicológico de
efeitos físicos, a osmogênese se deve a exteriorização e transformação da
energia somática. Deve-se à telergia. De uma maneira até hoje não bem
conhecida e ainda não bem compreendida, esta energia, que segundo os físicos,
é uma só com diversas transformações; em determinadas circunstâncias
parapsicológicas deixa de ser tecido humano, ou térmica, ou motora, etc e se
transforma em odorífica. Neste artigo focalizamos a osmogênese entre
os místicos católicos, por ser muito mais freqüente. Não damos importância à
diferença numérica; no entanto, a vida dos místicos e santos católicos tem
apresentado, incomparavelmente mais casos de fenômenos parapsicológicos do
que qualquer outro grupo. Destaquemos que a ação da telergia para a
osmogênese pode ser indireta, isto é, em vez da própria telergia
apresentar-se como cheiro, poderiam, em certos casos, acontecer aportes de
partículas odoríferas de flores próximas. Osmogênese Milagrosa Em
cadáveres de santos- Se certos fenômenos de osmogênese
em vida são difíceis de serem explicados, muito mais o são na morte e depois,
quando pela lei natural, segue a deteriorização e conseqüente estado de
putrefação. Quando se poderia esperar emanações fétidas provenientes da
decomposição, surge do cadáver de muitos santos, um aroma próprio,
característico, não identificável com aromas naturais ou artificiais,
perdurável. É a isto que se denomina "odor de santidade". Durante
toda a história este fato só foi verificado com o corpo de alguma pessoa
santa, sempre no meio católico. Um dos casos melhor comprovados é de santa
Teresa de Jesus. Durou a osmogênese pelo menos 6 anos após sua morte com
muitas verificações Uma sucinta relação de nomes de santos mais
conhecidos que se verificou a osmogênese em seus corpos: São
João de Deus: Vinte anos depois da sua morte, seu corpo exalava suave
perfume. São
Pascoal Bailão: 19 anos depois, por exumação do corpo incorrupto emanava suave
fragrância. São
João Facundo: 54 anos após sua morte, por ocasião de sua transladação,
emanou extraordinária fragrância. São
Vicente de Paula: 77 anos após a morte, apesar de estar seu corpo reduzido
a pó, dele provinha o típico "odor de santidade". São
Tomás de Vilanova: 27 anos depois, uma fragrância notável. Santa
Teresa de Ávila: com maravilhosa fragrância, 6 anos após. São
João Câncio: 130 anos após, do corpo reduzido a pó, emanavam suaves odores. Os
exemplos citados, para não aumentar indefinidamente o número, são bastante
para dar uma idéia da extensão do fato inexplicável do "odor de
santidade" verificado em cadáveres, incorruptos ou não, em meio
católico. Se é possível que em vida de algumas
pessoas, santas ou não, se verifique o fenômeno da osmogênese e que este fato
tenha uma explicação natural, telérgica, exteriorização e transformação da
energia somática em determinadas situações de excitação psicológica ou
parapsicológica, esta mesma explicação se torna insustentável ao se tratar de
um corpo morto. Poderia ainda pretender-se alguma
explicação natural desconhecida quando o fato é verificado logo depois da
morte ou poucos dias depois: talvez fosse uma continuação ou conseqüência no
cadáver do influxo sobre o organismo. Mas nenhuma ciência poderá explicar o
fato, verificado há muitos séculos, que continua ocorrendo e que está
confirmado por estudos aprofundados, do "odor de santidade" nas
suas características específicas e, significativamente, fenômeno relacionado
exclusivamente com santos católicos. Em lugares- Embora muito rara, a osmogênese supranormal
ou milagrosa, como pode ser verificada com determinados cadáveres de santos,
é também verificada em determinados locais, independente de pessoas, mas
ligada a alguma manifestação divina. No dia 12 de Abril de 1947 Bruno
Cornacchiola acompanhado por seus três filhos, Isola de 10 anos, Carlo de 7 e
Gianfranco de 4 anos estava dando um passeio pelo campo, nas proximidades de
uma gruta. Gianfranco olha para a gruta e cai de joelhos, com as mãos postas
dizendo: "Que bela Senhora, que bela Senhora". Sucessivamente
acontece com os demais e finalmente com o Pai que era totalmente indiferente
religiosamente. A "aparição" (visão) dizia chamar-se Nossa Senhora
da Revelação. O local ficou sendo conhecido como : " A gruta das três
fontes", e as curas de sucederam contando-se entre elas verdadeiros
milagres, milagres atestados e bem verificados por médicos e parapsicólogos.
Neste local, conforme relata o médico Dr. Roberto Alliney,além de outros
milagres, constatou-se a osmogênese milagrosa. O odor suave foi percebido nas
mais diversas horas do dia, em várias temperaturas diferentes, com chuva ou
com sol, com vento ou sem ele.O que poderia se esperar da gruta seria justamente
o contrário, uma vez que a gruta era local de despejo de lixo, cheia de
imundice. Esta osmogênese sobrenatural (milagrosa),
tão claramente superior à osmogênese natural (parapsicológica), foi um dos
milagres que deu fundamento científico-parapsicológico ao teólogo para
deduzir que aquela "aparição" (visão), alucinatória em si mesma era
providencial, pretendida por Deus. Todas as circunstâncias naturais
verificam-se em outras pessoas, só a doutrina é diferente. Seria absurdo
atribuir o "odor de santidade" à doutrina em si mesma. Não fica,
pois, senão aceitar que o "odor de santidade" (assim como todo
Milagre autêntico) é realizado por Deus para confirmar precisamente a
Doutrina. É inútil dizer que excluímos qualquer
possibilidade de explicação natural ao afirmar uma osmogênese milagrosa. Não
nos referimos à prática dos primeiros cristãos de jogarem nos corpos dos
mártires, suaves perfumes como símbolo de imortalidade. Esta explicação
racionalista poderá solucionar talvez alguns casos antigos. Concordamos também com o bolandista Victor
de Buck em que alguns casos de fragrância exalada da tumba podiam proceder de
ervas aromáticas colocadas no ataúde. Tais não são as explicações científicas do
fenômeno em outros casos, tantas vezes verificados, e onde é excluída
qualquer possibilidade de faculdades humanas. (de ser um fenômeno natural);
ou seja não tem explicação. São fatos de todo fora de série,
inexplicados e inexplicáveis, em ambiente religioso, divino católico; perante
os quais é impossível permanecer indiferente, cético, ou simplesmente negar a
realidade. Cabe à ciência, uma vez que o fato é
perceptível pelos sentidos, analisá-los e tentar explicá-los, estabelecer a
superação das possibilidades de uma explicação natural. Corresponderá então à ciência verificar
o ambiente em que aconteceu tal fenômeno sobrenatural, deixando após isso, o
fato à teologia. José Lorenzatto-Revista
de Parapsicologia, número 29, elaborada pelo CLAP ______________ Copyright 2003 - Paróquia
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