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Guadalupe | [
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Imagem
de Nossa Senhora de Guadalupe A
história- Conforme a lenda e tradição, no Sábado, 9 de dezembro de
1531, pelas seis horas da manhã, quando o índio Juan Diego se
dirigia de sua aldeia para a de Tolpetlac para assistir uma função
religiosa na missão franciscana de Tratetolco, ao chegar ao monte
Tepeyac, às margens do Texcoco, encontrou-se com uma jovem de uns 15
anos que lhe ordenou ir ter com o Bispo a fim de pedir-lhe que
construí-se um templo no vale próximo. O
índio Juan Diego, cujo nome asteca era Cuauhtlatohayc, nasceu em
1471, perto da cidade do México, na aldeia de Cautitlán, pertencente
aos índios Mazehuales. Era
então Arcebispo da cidade do México, Dom Juan de Zumárraga,
franciscano basco. Era o segundo bispo da Nova Espanha. Zumárraga,
após a visita do índio, pediu provas acerca do que lhe disse. O
índio, por sua vez, pediu as provas à jovem que lhe tinha
"aparecido". No
dia 12 de dezembro, após a Quarta "aparição", Juan Diego
leva em seu poncho, como prova, rosas frescas de Toledo e isto em
pleno inverno mexicano. Na hora que abriu o poncho onde estavam
embrulhada as flores, estava a imagem: "A Virgem de
Tequatlaxopeuh". A mesma que hoje se venera na Basílica de
Guadalupe. Proporções
do poncho- A imagem estampada é de 140 cm de altura sendo o
comprimento do cobertor de 106 cm. Aparece uma jovem morena,
aparentando 15 anos e trajando um vestido comprido. O poncho é
composto de três lados e confeccionado de cacto, chamado
"maguey", grosseiramente confeccionado, assemelhando-se a um
saco de estopa. Cada lado mede perto de 50 cm de largura. Ocupando
dois desses lados está desenhada a imagem da jovem. O terceiro lado
está dobrado para detrás das outras. Exames
científicos- Em 1966 reuniu-se uma comissão de sete pintores, os
mais famosos de então, que após um estudo demorado, deram seu
parecer sobre o desenho do ponche, perante escrivãos e dignitários. Em
1751, Miguel Cabrera, chamado também de "Miguel Angelo
mexicano" e mais três outros pintores de renome voltaram a
realizar novos estudos sobre a pintura. Desde então, repetidamente,
vem sendo realizado este trabalho científico, cada vez com meios mais
adequados (tais como raio X, análises químicas e novas modalidades
de investigação) na medida em que a Ciência avança e facilita
melhores técnicas. No
transcorrer do tempo, os homens tentaram realçar as cores para que
fossem vistas melhor de longe e pretenderam introduzir outros
"enfeites". Nas nuvens foram pintados anjos-(desapareceram
com o tempo) Os raios de sol foram recobertos de ouro- o ouro está
descascando. A lua branca foi "iluminada com prata- (ficou preta
e o preto está descascando) Pintaram uma coroa sobre a cabeça- (com
dificuldade pode ser vista ainda) As
tintas- Pintores e análises químicas não desvendaram ainda a origem
das tintas empregadas. Mauel Garibi, um perseverante examinador da
pintura, resume assim a estranheza dos investigadores, principalmente
quanto ao dourado que aparece nos perfis do vestido, nas quarenta e
seis estrelas, nos arabescos e nos 129 raios de sol.. "O
dourado é transparente e sob estes se vêem os fios do poncho. E como
não exista nenhum material que seja transparente, nem sequer o cobre
e o ouro, elementos indispensáveis para que o homem possa executar um
dourado. Esse dourado,dotado de transparência, não pode ser obra
humana". Incorrupção-
A pintura resistiu à umidade e ao salitre, muito abundante e muito
corrosivo naquela região, antes de ter sido secado ao lago Texcoco.
Quadros de contextura mais firme, perderam a cor e se danificaram em
poucos anos O
tecido da tela é de tão má qualidade que deveria ter se
desintegrado em questão de 20 anos. Atualmente tem 469 anos. Até as
madeiras e metais (prata, ouro e bronze) não duravam então, mais que
um século. O
tramado da tecelagem é tão separado e tão imperfeito (comprovado
cientificamente em 1751) que olhando por detrás do poncho, pode-se
ver através, como se fosse uma peneira, podendo, sem que o tecido
atrapalhe, ver os objetos e a claridade. Esta experiência foi
realizada várias vezes, conforme testemunho de Cabrera. Durante
116 anos, de 1531 a 1647, a pintura esteve desprotegida e exibida em
várias procissões solenes. A veneração popular levou piedosos e
doentes a que beijassem as mãos e a face da pintura ou que fosse
tocada com objetos cujo material deveria tEr deteriorado ou destruído
o tecido e a pintura. Carlos
Maria Bustamante conta que em 1791, quando os peritos estavam limpando
o ouro que enquadra a imagem, foi derramado um vidro de ácido
nítrico, de extraordinário poder corrosivo. "Onde está a
força corrosiva do ácido? (pergunta Bustamante) que derramado de
alto a baixo no poncho, deixou apenas um vestígio como testemunho do
prodígio para a posteridade. Hoje
percebe-se, de perto, uma leve mancha como de água, no lado esquerdo
da jovem e salpiques em vários outros lugares. A análise química
confirma: é ácido nítrico. Reflexo
nos olhos - No ano de 1929, o fotógrafo Alfonso Marené Gonzáles,
enquanto realizava o exame de uns negativos fotográficos, muito
ampliados, descobriu uma figura refletida nos olhos da jovem de
Tequatlaxopeuh. Naquele tempo, as autoridades eclesiásticas
pediram-lhe prudentemente que não publicasse suas observações até
obter uma comprovação científica. Em
1951, Carlos Salinas fez uma descoberta semelhante e o Arcebispo do
México, Dom Luis Maria Martinez, nomeou uma comissão para estudar o
fenômeno. Foi
somente em 1955 que o México soube pela rádio a notícia de que nos
olhos da Virgem de Guadalupe aparecia uma pessoa espelhada- a exemplo
do que acontece com os olhos vivos de uma pessoa. É um fenômeno
muito comum no mecanismo normal da visão humana. Não se produz
apenas um reflexo das figuras que vemos, mas três diferentes e
superpostas. Esta tríplice imagem leva o nome de seus descobridores:
Sanson (Oftalmólogo de Paris) e Purkinje (médico de
Breslau-Alemanha). Estudos
feitos em épocas diferentes e posteriormente confrontados e formando
uma só teoria, foram cientificamente comprovados e admitidos por
todas as escolas de oftalmologia. Tal
como toda imagem se reflete em nossos olhos, assim a de Juan Diego se
refletiu nos olhos da "Virgem de Guadalupe". Tríplice
imagem em cada olho, no lugar exato, com a curvatura exata... O índio
Juan Diego, tal como estaria sendo visto pelos olhos da jovem que lhe
"apareceu", saiu refletido nos olhos da imagem que ficou
gravada no poncho.
Não
parecem olhos pintados, mas olhos naturais, humanos, vivos. Diversos
oftalmólogos examinaram os olhos da "Virgem de Guadalupe".
Deixemos a palavra ao Dr. Rafael Torrija Lavagnet: "Utilizei um
Oftalmoscópio como fonte luminosa e lente de aumento, que me permitiu
uma percepção mais perfeita dos detalhes. Certifico: -que o reflexo
de um busto humano é observado no olho direito da imagem. -Que o
reflexo desse busto humano se encontra na córnea. -que a distorção
do mesmo corresponde à curvatura normal da córnea. -que além do
busto humano, observam-se no dito olho dois reflexos luminosos
correspondentes às imagens de sanson-Purkinje. -que esses reflexos
luminosos tornam-se brilhantes ao refletir a luz que é enviada
diretamente. -que os reflexos luminosos mencionados demonstram que o
busto humano é uma imagem refletida na córnea e não uma ilusão de
ótica, causada pela contextura do poncho. -que na córnea do olho
esquerdo da imagem se percebe, com suficiente claridade, o reflexo
correspondente do citado busto humano. É impossível obter esse
reflexo numa superfície plana e escura." Testemunhos-
o Dr. Torroella Bueno, o Dr. Guillermo Silva Rivera, o Dr. Ismael
Ugalde Nieto, o Dr. Jayme Palacios, o Dr. Charles J. Wahlig e o Dr.
Joseph P. Gallagher, todos oftalmologistas, após terem feito exames
separadamente, também eles chegaram às mesmas conclusões. Uma
ampliação de 25 a 30 vezes do olho da imagem permite ver com maior
clareza o busto humano.
Detalhe
do rosto de Nossa Senhora de Guadalupe A
presença de uma figura humana nos olhos da Imagem da Tilma asteca e a
descoberta do brilho e profundidade deles, deixaram os oftalmologistas
assombrados. Do ponto de vista da Ciência, eles nada puderam
explicar. Entretanto, a Jovem Rainha em atitude de oração ainda não
dissera tudo. O
Dr. José Aste Tonsmann, especialista em engenharia de sistemas
ambientais pela Universidade de Cornell (EUA), em fevereiro de 1979
iniciou a trabalhosa e minuciosa pesquisa no Centro Científico da
IBM. Não
podendo os computadores trabalhar sobre uma superfície rústica e
sinuosa como a da tilma, o Dr Aste tirou muitas fotografias. O estudo
dele concentrou-se em fotografias das íris dos olhos da imagem de
Guadalupe. Ampliou as fotografias dos olhos a diversos tamanhos: de 2
a 5 milímetros de altura por 3 a 7 milímetros de comprimento. O
computador dividiu cada milímetro quadrado entre 1.600 até 27.778
micro-quadradinhos, e depois ampliou cada micro-quadradinho entre 30
até 2000 vezes. Começou
pelo olho esquerdo. Os computadores trabalharam e forneceram a
primeira ampliação, na extremidade direita do olho, uma figura de
pouco mais de 1 milímetro de largura e 4 milímetros de altura: um
índio sentado sobre as pernas; sandálias de couro, calção, dorso
descoberto, cabelos raspados até o meio da testa segundo o costume da
época, ampliando a fronte, recolhidos na nuca, brincos em forma de
aro...brilhantes! A
segunda figura que aparece no computador foi a do esperado homem de
barba(veja foto acima) descoberto em 1929, na parte da menina ocular
mais próxima do nariz. Um espanhol com uma mão na barba, a outra na
espada, com a boca aberta como extasiado pelo que olhava, virado para
a tilma de Juan Diego. Em tripla imagem, em relevo, em cores. E no
olho direito aparece com maior clareza do que no esquerdo, como já
haviam percebido e explicado os oftalmologistas. A
terceira figura, de um velho, vestido de franciscano, com lágrimas
escorrendo pelo nariz! Pareceu-lhe de alguém conhecido. Não
conseguia lembrar-se (o Dr. José Aste Tonsmann). Procurou nos museus,
pinturas, livros, algum rosto semelhante. Um dia ocorreu-lhe um famoso
quadro do pintor Miguel Cabrera, do século XVIII, no qual o bispo
Juan de Zumárraga, ajoelhado, admirava a Imagem no poncho do índio
Juan Diego.Aquela figura no computador assemelhava-se demais com a
pintura do velho bispo: seus olhos eram fundos, como também as
bochechas, o nariz típico dos bascos, a barba branca,a calva grande e
reluzente, com algum cabelo com o corte clássico dos franciscanos da
época, isto é, uma franja ao redor da cabeça. Era o bispo Dom Juan
de Zamárraga. Descobriu
um outro índio, com um chapéu típico em forma de cone, e com uma
tilma amarrada no pescoço. Seu braço direito estendia-se sobre o
poncho, e os lábios pareciam entreabertos. Juan Diego!! Atrás
de Juan Diego, surgiu uma mulher negra que parecia observar
atentamente. Negros no México no século XVI? O engenheiro ficou
depois sabendo que o conquistador Hernán Cortés recebera e entregara
ao bispo Zumárraga e que este concedera liberdade a escrava negra,
que o servia como empregada. Era também a história sendo recuperada. À
direita do "ancião", os cérebros eletrônicos localizaram
um jovem franciscano que olhava quase de frente. Comprovou-se de[pois
que era o intérprete frei Juan González. Mas
havia mais gente no olhar calmo da Imagem de Nossa Senhora de
Guadalupe. Precisamente do centro de ambas as pupilas, os computadores
resgataram um "grupo familiar indígena" (veja foto abaixo).
Era constituído por uma jovem índia, de perfil, finas feições,
brincos em forma de aro, também brilhando, um adorno de madeira
atravessando o penteado.Levava um bebê amarrado nas costas. Havia um
homem com chapéu também em forma de cone, uma criança em pé junto
e na frente da mulher, e outro casal que apreciava a cena.
Todas
as privilegiadas personagens estavam em ambos os olhos. Diferindo
apenas tamanho, ângulo e luminosidade, o que se encaixava
perfeitamente na fenômeno da visão estereoscópica. Os alongamentos
de algumas das imagens correspondem à reflexão das mesmas numa
superfície convexa como é o olho humano. Ainda
faltava outra surpresa. Das duas personagens que estavam no extremo
mais externo do semicírculo, o espanhol com barba e o índio sentado,
o computador só podia ampliar os olhos do índio, porque o espanhol
estava meio virado. E em ambos os olhos! (nos olhos do índio que
está no olho da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe) em tripla
imagem! em cores!, os computadores comprovaram a mesma cena de outro
ângulo! Apresentamos
alguns aspectos principais do fenômeno de Guadalupe. Existem muitos
outros detalhes fantásticos. Apresentamos as conclusões obtidas por
especialistas nos respectivos campos da ciência. Textos
extraídos da Revista de Parapsicologia número 23 elaborada pelo
CLAP- Centro Latino Americano de Parapsicologia; e do livro
"Nossa Senhora de Guadalupe" de Oscar G. Quevedo - Edições
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