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| A Importância da dor | [ Retornar
] A dor é o S.O.S do organismo enfermo avisando que algo não está
bem e que alguma providência dever ser tomada imediatamente. Assim, quando um
dente dói é porque nele deve existir cárie ou algum foco começa a se instalar
na sua raiz. A dor lembra logo doença e doença chama por tratamento imediato.
Mas a pobreza do povo e a ineficiência da Previdência Social dificultam a
cura tão desejada. Para muitos resta o caminho da crendice que aponta para o
curandeirismo. Dizem os entendidos que 36% das pessoas que se dizem doentes não
o são de fato. Apenas são portadores de doenças imaginárias. E nas doenças
reais, 50% são de origem psíquica, isto é, sintomas como diarréias antes de
tomar avião, dor no peito que a mulher sente toda vez que o marido chega
bêbado, muitos casos de úlceras, colites, taquicardia, asma, carregam um
forte componente psíquico. Problemas não resolvidos podem encontrar na doença uma válvula
de escape. É o que se chama somatização. Pois bem, quase sempre nestes casos,
as preocupações se voltam para a doença, naturalmente. Numa "sessão de
cura", podem até desaparecer os sintomas da doença (por auto sugestão).
Mas se o mal não foi atacado na sua raiz, a somatização pode fazer eclodir
outra doença e mais outra, num círculo vicioso interminável. Nestes casos a
cura seria facilitada com a resolução dos problemas que estão ocasionando
todos estes males. Cessada a causa cessa o efeito. Hoje a Medicina reconhece que TODAS as doenças são
influenciáveis pelo psiquismo e aconselha os médicos a não tratarem apenas o
órgão doente, mas o doente visto como uma pessoa que carrega consigo uma
história que deve ser levada em conta. Existe até um medicamento chamado Placebo (falso medicamento sem
efeito algum que é dado ao paciente como se fosse o verdadeiro e aí se
analisa as reações do paciente) que, na verdade, não tem nenhum efeito
terapêutico. Vem em forma de comprimido ou injeção e é receitado a pessoas
que se consideram ‘muito doentes’, embora os exames atestem o contrário. Nas sessões de curandeirismo o paciente muitas vezes já chega
exausto de correr de um lado para o outro à procura dos recursos da Medicina.
Está debilitado física e psicologicamente. Será facilmente influenciado. Na verdade, o curandeiro não cura. É a fé (confiança) que o
doente deposita nele, nos objetos que ele apresenta como portadores de forças
milagrosas (água fluidificada, defumações, etc) que exercem sobre o doente um
poder de sugestão capaz de fazê-lo sentir-se aliviado de suas dores. A dor – dizíamos no começo – é importante porque nos adverte
para um problema. Esta dor pode desaparecer com uma forte dose de sugestão
numa sessão de cura. O doente pode sair aliviado e até convencido da cura.
Quem garante que não está equivocado? A doença pode muito bem continuar
instalada dentro do seu organismo, mesmo que tenham desaparecido os sintomas
que sentia antes. Sem dor, a tendência é dispensar os cuidados médicos. Mais
adiante, quando passarem os efeitos da auto-sugestão, o ‘curado’ poderá ter
surpresas desagradáveis. Tudo pode voltar à estaca zero. Talvez tarde demais... Nossa missão é alertar nossos irmãos e irmãs sobre essas
questões. Cada um tire suas conclusões. Pe. Jayme de Moura Pereira ______________ Copyright 2003 - Paróquia
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