| Fantasmogênese |

 

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 Fantasmogênese é a produção ectoplasmática de um fantasma ao menos aparentemente inteiro, de pessoa, animal ou coisa. O verdadeiro fantasma não é uma aparição meramente subjetiva, mas é imperfeito na reprodução do "modelo": o fantasma tem certa consistência material, porém é mais ou menos tênue, mais ou menos transparente, com pouquíssimo peso, em comparação com o peso do modelo reproduzido.

 Como sempre em Parapsicologia, também na fantasmogênese deve-se ter muito em conta a fraude.

 A fantasmogênese é feita pela ectoplasmia,que é a matéria prima para moldar as imagens do inconsciente do dotado: (ideoplastia). Da mesma maneira como se pode plasmar um rosto, um braço, (ecto-colo-plasmia) etc, pode-se plasmar a imagem mais ou menos completa de um ser. Até se faz compreensível que a imagem é mais ou menos tênue, leve, transparente,(mesmo que fosse só por motivo de economia de ectoplasma pelo inconsciente). O que aumenta em tamanho diminui em densidade.

 Assim considerada, a fantasmogênese nem precisaria de uma demonstração específica: é simplesmente uma modificação da ecto-colo-plasmia, um outro aspecto da ideoplastia.

 A densidade do fantasma, às vezes é tão pouca que só é visível para os hiperestésicos.(pessoas com maior sensibilidade nos sentidos); quando não seja mera alucinação.

Até fantasmogêneses de monstros-

 O Dr Osty realizou 41 seções (experiências). Sentiram o contato de monstros peludos lambendo os presentes, mordendo ou arranhando vestidos. Osty, modelo de investigador, conclui que pessoalmente está convencido da realidade dos fenômenos de Guzik.

 A célebre adivinha madame Freya sentiu a presença de um animal peludo e mal-cheiroso. Excepcionalmente, naquela ocasião tirou-se uma fotografia. A fotografia, porém, não captou absolutamente nada.

 Como há fantasmas (produções ectoplasmáticas inteiras) de animais, há também fantasmas de coisas inanimadas (objetos)

 Exemplo: William Crookes presenciou algumas fantasmogêneses realizadas pelo mais famoso de todos os dotados D.D. Home. As qualidades típicas do fantasma (tênue, vaporoso, não bem acabado) são muito bem descritas: "Ao declinar o dia, durante uma seção do Sr. Home, na minha casa, vi, agitarem-se as cortinas de uma janela que estava a uns três metros de distância do Sr. Home. Uma espécie de sombra, meio transparente, semelhante a uma forma humana foi percebida de pé, por todos os assistentes. Esta forma agitava a cortina com a mão, e enquanto a olhávamos, ela se desvaneceu e as cortinas cessaram de se mover.

 Como se vê, a fantasmogênese apresenta a forma de sombra; é meio transparente, porém sua densidade é suficiente para movimentar cortinas.(telecinesia causada pelo ectoplasma)

Aparecimento Gradativo-

 Começamos a análise interna da fantasmogênese. Temos visto que nos casos tanto de fantasmogênese como de ecto-colo-plasmia, a formação aparece e desaparece de maneira gradual. Mostra-nos muito bem que a fantasmogênese se origina do ectoplasma, e que o fantasma (ectoplasma moldado) é de constituição vaporosa.

 A constituição vaporosa, tênue, às vezes tenuíssima dos fantasmas é reconhecida por todos os autores de alguma seriedade e competência científica que investigaram o fenômeno.

 O transe da famosa médium D Esperance era tão superficial que ela conservava durante o fenômeno, quase completa consciência do que se passava: "O começo das manifestações é uma sensação de teias de aranha... Quando um ponto de luz atravessa as cortinas, posso ver a massa branca e vaporosa mover-se como o vapor de uma locomotiva. Várias vezes coloquei a mão nesse vapor, para senti-lo e examiná-lo., mas não poderei dizer que tive a sensação de tocar alguma coisa."

 O perispírito (como algumas pessoas defendem) é inadmissível. Trata-se só de ectoplasma, energia do corpo e nunca de "matéria no espírito"ou espírito "semimaterial" ou matéria "semi-espiritual, o que implicaria uma contradição de termos. A ideoplastia nada tem a ver com os espíritos ou os "perispíritos"dos mortos. Pelo contrário, ela explica como o inconsciente do dotado pode também plasmar a imagem de um morto. (ou de um animal, ou de um objeto)

Fantasma completo é raro-

 Em comparação com a ecto-colo-plasmia, claro está que a fantasmogênese é muito mais rara: requer-se maior ideoplastia e mais ectoplasmia para a produção de um corpo inteiro do que para a produção de um só membro.

 É do médium (pessoa em transe) e não do além.

 Como todo fenômeno parapsicológico em geral e ectoplasmático em particular, também a fantasmogênese, evidentemente, depende do ectoplasta (dotado).

 Já resumia admiravelmente Geley (Gustave Geley- L Ectoplasmie): " Durante todo fenômeno de materialização (isto é, fantasmogênese e fenômenos ectoplasmáticos em geral) o produto formado está em óbvia conexão fisiológica e psíquica com o médium. A ligação fisiológica por vezes é perceptível sob a forma de um fino cordão ligando a imagem ao médium, o que pode ser comparado ao cordão umbilical que liga o feto à mãe. Mesmo quando esse cordão não é visível, a relação fisiológica é sempre estreita. Cada impressão recebida do ectoplasma, reage sob o médium e vice-versa. A sensação reflexa da estrutura coexiste com o do médium. Numa palavra, tudo prova que o ectoplasma é uma parte exteriorizada do próprio médium.

Relações de peso

 Embora de difícil experimentação, existe relação de peso entre o fantasma e o ectoplasta, o que confirma que o ectoplasma, para a formação do fantasma, é exteriorizado do corpo do dotado (sendo possível a pequena colaboração (inconsciente) dos assistentes, em efeito polipsíquico)

 Conseqüentemente, sem negar que a pesagem indica que o corpo do ectoplasta perde peso para emprestar ectoplasma ao fantasma, não devemos porém, cair no erro, freqüente entre os experimentadores, de considerar que o número de quilos perdidos pelo dotado corresponde exatamente ao peso do fantasma.

Influências externas

 Mesmo quando os aparelhos atribuem ao fantasma menos peso do que ao dotado, mas ainda assim um peso bastante considerável, não devemos pensar que, de fato, o fantasma possua tanta matéria, porque sempre há várias possibilidades de que os números não indiquem o seu peso real. Há que considerar a possível ação telecinética sobre a balança. Tudo indica que o fantasma, tênue, vaporoso, ás vezes suspenso no ar e intangível, na realidade possui um peso reduzido.

Sede exagerada

 A relação da dependência fantasma-dotado deduz-se também da enorme sede que alguns ectoplastas (dotados) experimentam durante as sessões de fantasmogênese. Este fato é mais uma confirmação de que a substância para plasmar o fantasma é tirada do corpo do dotado. Pois é lógico que a perda da substância é o principal responsável por essa sede insaciável. Outros fatores secundários responsáveis pela sede, são o próprio esforço realizado parta exteriorizar e dirigir o fantasma com a conseqüente transpiração, as modificações estruturais ou fisiológicas experimentadas pelo organismo, etc.

 O agente psíquico das fantasmogêneses é o inconsciente do próprio dotado. Os impulsos e esforços motores são também os do dotado. A energia orgânica do dotado se exterioriza e molda, dirigida e acompanhada pelas faculdades psíquicas inconscientes do próprio dotado.

 Sendo a fantasmogênese um fenômeno extranormal, compreende-se perfeitamente que a densidade do fantasma seja inversamente proporcional ao afastamento do organismo que o produz.

Por Oscar G. Quevedo S.J- Livro: As Forças Físicas da Mente (Vol.2)- Ed. Loyola

 

 

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