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| Explicação sobre a
fotografia de suposto "fantasma" apresentada no ‘Programa
do Ratinho’ (SBT) |
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Explicação
sobre a fotografia de suposto "fantasma" apresentada no
programa do Ratinho Ao
olharmos rapidamente para a foto mostrada na TV poderíamos acreditar
num primeiro momento, que trata-se de uma escotografia. A
escotografia é um fenômeno parapsicológico de efeito físico, pelo
qual o pensamento exteriorizado telergicamente pode ser captado ou
fotografado. Isto quer dizer que o pensamento de alguém
involuntariamente e incontroladamente pode ser tão forte que se
exterioriza densamente e uma película fotográfica muito sensível
pode captá-la. Esse
fenômeno, embora possível, é extremamente raro e facílimo de ser
fraudado. Justamente
porque é muito fácil de ser fraudado foi muito difícil estudá-lo
cientificamente.
A
foto em questão apresentada na TV é verdadeiramente um truque
fotográfico. Vê-se claramente que o rosto do "espírito"
é um manequim. A luz amarela que emana dos orifícios oculares nada
mais é do que uma pintura feita com sulfeto de quinino ou
fluoresceína. Esse
ácido torna-se completamente transparente ao ser desenhado sobre a
película fotográfica, mas tornam-se visíveis com a exposição de
luz efetuada pelo flash ou (antigamente) à luz de um cartucho de
magnésio. Aliado
a tudo isso notamos o sensacionalismo criado sobre a foto: "Não
olhe a foto!" "Cuidado, não fixe seu olhar mais de trinta
segundos!" e outras chamadas. A sugestão imposta pelo
sensacionalismo provoca o medo e, conseqüentemente, uma ilusão, uma
alucinação coletiva. É
evidente que aquela imagem horrenda não é uma criança de 7 anos e o
ursinho perdido na mão do manequim fotografado mais parece uma boneca
destroçada. O
mistificador quis produzir um fantasma. O modelo é um manequim
vestido com roupas escuras fotografado diante de um fundo claro e com
luz tênue. Nós
tivemos ao longo deste século comprovados casos de escotografias,
algumas captaram imagens de objetos, de pessoas vivas ou mortas,
porém todas as imagens fotografadas foram captadas a menos de 50 m do
dotado que exteriorizou o pensamento captado, ou seja, a pessoa dotada
de fenômenos parapsicológicos semana um pensamento involuntário e
incontrolável tão forte, tão denso sobre outra pessoa (viva ou
morta) ou um objeto, que esse pensamento se condensa telergicamente no
espaço e pode ser fotografado, mas nunca mais do que 50 m daquele que
emitiu o pensamento. Mas
com certeza não se trata do caso em tela, que se constitui de uma
fraude e fraude bem barata. São Paulo,
23 de outubro de 2000. Graça
Maria Mihoto- Núcleo de estudos e pesquisas do Clap ______________ Copyright 2003 - Paróquia
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