| Explicação sobre a fotografia de suposto "fantasma" apresentada no ‘Programa do Ratinho’ (SBT) |

 

[ Retornar ]

 

Explicação sobre a fotografia de suposto "fantasma" apresentada no programa do Ratinho

Ao olharmos rapidamente para a foto mostrada na TV poderíamos acreditar num primeiro momento, que trata-se de uma escotografia.

A escotografia é um fenômeno parapsicológico de efeito físico, pelo qual o pensamento exteriorizado telergicamente pode ser captado ou fotografado. Isto quer dizer que o pensamento de alguém involuntariamente e incontroladamente pode ser tão forte que se exterioriza densamente e uma película fotográfica muito sensível pode captá-la.

Esse fenômeno, embora possível, é extremamente raro e facílimo de ser fraudado.

Justamente porque é muito fácil de ser fraudado foi muito difícil estudá-lo cientificamente.

Cientistas como A. AKSAKOF, D.D.HOME e McCARTHY da Society for Psychical Research tiveram muita dificuldade de comprovar a existência desse fenômeno durante o fim do século XIX e início deste, pois nessa mesma época surgiram inúmeros fotógrafos espíritas, que ganharam dinheiro fotografando "espíritos de pessoas mortas", tais como Buguet e Leymarie na França; Reimers na Alemanha; Damiani na Itália; Hope, Mrs. Deane, Hudson, Parkes, Willie, Boursnell e outros na Inglaterra, usando peças de manequins, pinturas com sulfato de quinino ou poções de "marrão" da Índia.

A foto em questão apresentada na TV é verdadeiramente um truque fotográfico. Vê-se claramente que o rosto do "espírito" é um manequim. A luz amarela que emana dos orifícios oculares nada mais é do que uma pintura feita com sulfeto de quinino ou fluoresceína.

Esse ácido torna-se completamente transparente ao ser desenhado sobre a película fotográfica, mas tornam-se visíveis com a exposição de luz efetuada pelo flash ou (antigamente) à luz de um cartucho de magnésio.

Aliado a tudo isso notamos o sensacionalismo criado sobre a foto: "Não olhe a foto!" "Cuidado, não fixe seu olhar mais de trinta segundos!" e outras chamadas. A sugestão imposta pelo sensacionalismo provoca o medo e, conseqüentemente, uma ilusão, uma alucinação coletiva.

É evidente que aquela imagem horrenda não é uma criança de 7 anos e o ursinho perdido na mão do manequim fotografado mais parece uma boneca destroçada.

O mistificador quis produzir um fantasma. O modelo é um manequim vestido com roupas escuras fotografado diante de um fundo claro e com luz tênue.

Nós tivemos ao longo deste século comprovados casos de escotografias, algumas captaram imagens de objetos, de pessoas vivas ou mortas, porém todas as imagens fotografadas foram captadas a menos de 50 m do dotado que exteriorizou o pensamento captado, ou seja, a pessoa dotada de fenômenos parapsicológicos semana um pensamento involuntário e incontrolável tão forte, tão denso sobre outra pessoa (viva ou morta) ou um objeto, que esse pensamento se condensa telergicamente no espaço e pode ser fotografado, mas nunca mais do que 50 m daquele que emitiu o pensamento.

Mas com certeza não se trata do caso em tela, que se constitui de uma fraude e fraude bem barata.

São Paulo, 23 de outubro de 2000.

Graça Maria Mihoto- Núcleo de estudos e pesquisas do Clap

 

______________

Copyright 2003 - Paróquia Divino Espírito Santo - Maceió/AL

http://www.divinoespiritosanto.cjb.net