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| Escotografia |
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] Escotografia (Skotos=obscuro e grafein=escrever),
é o termo proposto por Felícia Scatcherd no Primeiro Congresso
Internacional de Pesquisas Psíquicas realizado em Copenhague. Seria
impressão no escuro, em oposição à fotografia propriamente dita,
que é a impressão pela luz. Poderíamos
classificar a escotografia, como método de ajuda para pesquisar a
fenomenologia parapsicológica, visando o processo técnico por meio
do qual se obtém as fotografias. Ou mais exatamente, segundo a
natureza das radiações pelas quais seria impressionada a chapa
fotográfica. Deste
modo, a classificação é a seguinte: -Fotografias
de objetos visíveis capazes de impressionar não só as chapas
fotográficas como também nossa retina. -Fotografias
de objetos invisíveis que apesar de incapazes de impressionar nossa
retina, deixariam seus vestígios nas chapas fotográficas. As
primeiras seriam chamadas fotografias parapsicológicas. As segundas,
objeto de nosso estudo, são as escotografias, ou também chamadas
"fotografias espíritas", "fotografia
transcendental", "fotografia do pensamento",
"psicofotografia". Tudo
o que é visível para a objetiva da máquina fotográfica e
susceptível de ser reproduzido na fotografia, deve necessariamente,
por essa mesma razão, ser visível ao olho humano?? Devemos
responder que realmente existem coisas totalmente invisíveis ao olho
humano, e que, porém, podem ser fotografadas. Por exemplo, num quarto
ao qual só tem acesso os raios ultra-violetas do espectro solar, uma
fotografia pode ser tirada por meio dessa "luz escura". Num
quarto assim iluminado, os objetos são claramente visíveis para a
lente da câmara escura; em todos os casos eles podem ser reproduzidos
sem que a mínima claridade seja percebida pelo olho humano. A
dramatização mais freqüente foi a de atribuir as escotografias aos
espíritos dos mortos. Com isto, houve uma grande dificuldade no campo
da pesquisa, dado que a maioria da bibliografia existente denota uma
grande falta de objetividade por estar mesclada de paixões religiosas
que dificultam um trabalho objetivo e eficiente. Truques William
H. Mumler é tido como o primeiro experimentador neste gênero em
Boston (Estados Unidos) em 1861. Mumler dedicava seu tempo de lazer à
fotografia. Certo dia, viu numa de suas provas, uma figura estranha ao
grupo que fotografara. Foi o nascimento "oficial" de um dos
fatos mais discutidos e polêmicos que lembra a história da
Parapsicologia. A
explicação "lógica" que se encontrou foi que se tinha
conseguido finalmente fotografar os "espíritos dos mortos".
Segundo Alexandre Aksakof, o Sr Mumler obteve escotografia inclusive
quando a experiência foi dirigida por quatro fotógrafos
profissionais que se encarregaram de efetuar pessoalmente as
operações, do lavado da chapa até o revelado; e ainda utilizavam
seus próprios aparelhos. Mas
o caso Mumler tomou um rumo diferente no conceito dos sábios quando o
Doutor Gadner (espírita), enganado longo tempo, descobriu que tudo
fora devido à dupla exposição. O método é muito fácil e serve
para fazer acreditar que se obteve "um corpo astral
exteriorizado". Suponhamos
que o mistificador quer produzir um fantasma ao lado de uma pessoa
real. Um modelo real ou um manequim vestido de roupas claras será
fotografado diante de um fundo preto e com luz tênue. Depois, se
servirá da chapa ou do filme assim preparados para fotografar o
cliente que deseja ter perto dele uma "imagem espiritual".
Se o cliente tiver apresentado uma fotografia da pessoa falecida antes
de ser fotografado, tudo é mais fácil: substitui-se a cabeça do
manequim pela da fotografia e todos ficam contentes. Por
ser fácil de fazer e de grande efeito, este truque tornou-se famoso
entre alguns "médiuns". Entre eles se tornou tristemente
célebre o francês Buguet. Trabalhou na França e Inglaterra onde fez
fortuna. Pouco antes de ser chamado a comparecer perante a justiça,
efetuou uma série de experiências com a viúva de Allan Kardec e
Leymarie. (Leymarie era o sucessor oficial de Allan Kardec e Diretor
da Revue Espirite". Buguet tinha se associado a Leymarie) No dia
12 de maio de 1874, apareceu na experiência o falecido esposo e
famoso codificador da doutrina espírita, com a frase: "Obrigado
minha querida esposa, obrigado Leymarie, coragem Buguet". Mas...um
senhor de Montrevil-Surmer pediu a Buguet a fotografia do
"espírito" de seu filho morto na idade de dez anos e meio.
Apareceu a fotografia de um homem de cinqüenta anos. Erros
como o citado, em grande número, ocasionados pela quantidade de
clientes que atendia assiduamente, obrigaram o governo francês a
intervir. Buguet foi submetido a julgamento em 1874, juntamente com
Leymarie. Buguet teve que confessar o truque perante o acúmulo de
provas apresentadas. Foi condenado. Explicou
que enquanto o cliente se encontrava na sala de espera, ele procurava
no arquivo alguma imagem que se assemelhasse ao pedido para ser depois
evocada. A sobreposição era trabalho fácil. Mas
não acabaram as discussões. Houve inclusive no julgamento, momentos
cômicos. Buguet chegou a confessar às pessoas que tinham acreditado
nele, a maneira pela qual realizava o truque, mas foi impossível
convencer as "vítimas", que, mesmo assim continuavam
acreditando nas fotografias do além. Segundo
a "Revista Inglesa de Fotografia" somente na década de 1870
na Inglaterra enriqueceram-se trinta e cinco fotógrafos profissionais
de fotografias do além. Para
demonstrar como era fácil trucar (enganar),numa experiência dessas,
o engenheiro McCarthy (membro da "Society for Phychical
Research") avisou que ia fazer uma foto e que trucaria no
transcurso dela. Os investigadores, no transcurso da sessão,
celebrada em 1934 na filial da "S.P.R" de Sheffied, não
puderam perceber nada estranho durante toda a experiência. Porém,
trucou fazendo aparecer quatro linhas da Bíblia em Chinês e
vários"representantes do "outro mundo". Realizou isto,
como depois explicou, por meio de um minúsculo aparelho emissor de
radiações ultra-violetas escondido entre os dedos, com o qual
projetava um micro-filme do tamanho de uma cabeça de alfinete ou um
pouco maior. Deve
ter-se presente a grande credulidade dos clientes destas sessões de
"fotografias de espíritos". Basta mostrar a uma dessas
pessoas, uma fotografia fora de foco, circundada por um aro branco,
para que imediatamente eles reconheçam na fisionomia um de seus
parentes falecidos.E com freqüência, dá-se o caso de ser a mesma
imagem identificada por uma pessoa como sendo o pai e, por outra como
sendo a do seu irmão; e o original não é de nenhum dos dois, mas
foi tirado de outra pessoa, não relacionada em coisa alguma com
qualquer um deles. Por
outra parte, em certas ocasiões, a casualidade vem reforçar
admiravelmente a crença de que umas manchas combinadas fortuitamente
são a imagem verdadeira de algum defunto da família. Para
a dupla imagem que produz uma série de silhuetas mais ou menos
transparentes, o mais freqüente é um minúsculo buraquinho na
objetiva da câmara ou um deslocamento lateral da pessoa fotografada. Outro
truque: as cortinas que servem de fundo enquanto se tira a fotografia
podem esconder qualquer artifício. É fácil pintar, desenhar
silhuetas com soluções de sulfeto de quinino, de fluoresceína, ou
poções de "marrão" da Índia, de frexo, etc. Invisíveis
ao olho nu, as silhuetas aparecem sobre o filme fotográfico, à luz
do flash da máquina fotográfica. Além
do filme todo o material pode ser trucado: a câmara, a objetiva que
produzirá uma imagem acrescentada, as dobras; impregnando-as com um
material fosforescente, etc. A
hipótese do truque (consciente ou inconsciente, mais freqüentemente
consciente) embora não tenha sido constatado em todos os casos, tem
sido em tão grande número que justifica uma grande desconfiança. Tornou-se
célebre uma fotografia de Conan Doyle na qual aparecia também seu
filho, morto na guerra de 1914. Esta foto foi apresentada no congresso
espírita Internacional de 1928, celebrado em Paris. Conan
Doyle, ardente defensor das idéias espíritas, aparece aos nossos
olhos como uma pessoa profundamente afetada pela morte de seu filho,
perante a qual sente necessidade de acreditar em comunicação com o
além, como elemento consolador. Na
obra"O espiritismo desmascarado", Doyle conta como seu filho
lhe apareceu numa sessão, esquecendo-se de que algum tempo antes, o
médium confessou que um empregado seu aparentou ser o defunto que
Doyle reconheceu como seu filho, sem dúvida nenhuma.
A
foto tinha sido tirada por William Hope, famoso "fotógrafo
espírita" inglês. Hope já tinha sido desmascarado por Harry
Price, Diretor do "National Laboratory of Phychical
Research", em 1923. Apesar do desmascaramento realizado por harry
Price, Hope seguia sendo considerado pelos espíritas ingleses,
liderados por Doyle, como o mais eficiente e digno de confiança para
a produção de "fotos de espíritos". Paul
Heuzé descobriu que na realidade, a fotografia não passava de uma
vulgar fraude de dupla exposição; mostrou tratar-se de uma
reprodução da fotografia de um jornal. Mais tarde Eugene Osty,
Diretor do Instituto Metapsíquico Internacional de paris, pediu para
realizar uns testes com o médium com máquinas fotográficas
fechadas, seladas, invioláveis. Hope, naturalmente, não aceitou. A
dança das fadas. Com estas fotos tentaram convencer aos pesquisadores
da existência real destes seres fantásticos. (Truque)
Charles
Richet e o Dr. Geley experimentaram com o dotado Pasquale Erto, em
condições muito satisfatórias. Obtiveram escotografias para o
Instituto Metapsíquico Internacional de Paris. O célebre
investigador René Sudré concluiu: "O controle exclui
absolutamente a possibilidade de fraude. Trata-se de autênticos
fenômenos de escotografias". A
Telergia, energia somática pode se exteriorizar e tornar-se inclusive
visível (ectoplasma) dirigida pela psicobulia (vontade inconsciente). O
ectoplasma, pouco denso, e por isso invisível, formaria a imagem, a
idéia plasmada que aparece nas fotografias. Esse ectoplasma que forma
a imagem tem sido visto e fotografado, no começo, em forma de vapor
nebuloso, luminoso, condensando-se depois, pouco a pouco e adquirindo
contornos mais definidos. O
agricultor Felipe, de temperamento introvertido vivia com sua mulher e
seu filho Eduardo de 5 anos em Goiás-Brasil.Numa das suas raras
visitas ao povoado ficou apaixonado por uma mulher de nome Laura, com
a qual começou a ter relações. Por influências dela, matou a
mulher e o filho, enterrando-os no jardim da sua própria casa,
dizendo no povoado que tinha sido abandonado por eles, coisa que não
estranhou a ninguém, pois todos conheciam o relacionamento existente
entre Laura e Felipe. O caso foi comentado por alguns dias e depois o
assunto esfriou, passando Felipe a viver abertamente com sua amante.
Para ter uma lembrança da feliz união com Laura, Felipe levou-a
certo domingo ao povoado, onde posaram para uma fotografia. Na
quarta-feira seguinte, quando Felipe voltou para buscar as
fotografias, levou um grande susto. Além do casal, apareciam duas
figuras transparentes. Felipe fixou o olhar sobre a foto e reconheceu
sua esposa e filho assassinados por ele. A cena foi rápida: o
assassino caiu de joelhos e confessou o crime. Laura teve tempo de
fugir. Felipe enlouqueceu. Outro
caso: Sebastião Sá Barreto, ex-diretor da equipe de futebol Leon
XIII, de Recife (Brasil), morreu em 1969, em conseqüência de uma
trombose. Em 1970, ao serem reveladas as fotografias do casamento de
sua filha, ele apareceu nas mesmas. Os parentes, amigos e colegas da
infância não duvidaram em identificá-lo pelas orelhas abertas e
unidas ao rosto, pelo corte de cabelo, e pela maneira relaxada de
sentar-se, etc. Não havia nenhuma dúvida: a única pessoa estranha
à cerimônia fora o fotógrafo, Joaquim de Souza, que diz não ter
dúvidas da não presença daquela pessoa, já que foi uma cerimônia
simples, com poucas pessoas, sem convidados e só com a família
presente. Todos os assistentes reconheceram que durante a cerimônia
seus pensamentos estavam voltados,é lógico, para o falecido.
"As
melhores experiências são fortuitas, isto é, sem a intenção de
efetuar uma escotografia; e constata-se infalivelmente, que a imagem
gravada na chapa fotográfica passa instantes antes pela mente do
experimentador (pessoa que projeta a imagem). As
faculdades parapsicológicas pertencem ao inconsciente da psique.Por
isso, o consciente não pode utilizar essas faculdades a não ser de
modo excepcional ou rudimentar. É mais fácil que apareçam na
escotografia as imagens inconscientes do que as conscientes. A
Srta Scatcherd, numa experiência saiu fotografada ao lado dela mesma,
com outra roupa, porque justamente pensava em que, vestida daquela
outra maneira, estaria melhor para a fotografia. (mais uma prova que
não é fotos de espíritos mas do próprio pensamento) O
pensamento tem a faculdade de exteriorizar-se e as imagens mentais
podem em raríssimas ocasiões, impressionar filmes fotográficos. A
diferença entre uma aparição visível (Fantasmogênese) e uma não
visível, mas fotografável (escotografia) é o grau de condensação
do ectoplasma.
O
sensitivo Ted Serios, estudado na Universidade de Denver (Colorado)
pelo Dr. Eisembud confirma todo o exposto, podendo ser assim resumido:
Apesar dos inumeráveis truques (mais ou menos responsáveis), ocorre
realmente o fenômeno da fotografia do pensamento ou escotografia. O
dotado exterioriza a telergia. A Telergia se condensa em forma de
ectoplasma. Mas não sendo a condensação do ectoplasma suficiente,
não consegue impressionar o olho humano. Mas uma boa câmara
fotográfica pode captar esse ectoplasma. A última
foto é o modelo em que Ted Serios se concentrou para impressionar o
filme com seu pensamento.E as outras fotos anteriores é a seqüência
de fotos até chegar numa incrível semelhança. O
ectoplasma, substância orgânica, somática, humana, é dirigida pela
c=vontade inconsciente do dotado. A idéia do dotado é plasmada pelo
ectoplasma, sofrendo diversas modificações até chegar a parecer um
todo compacto, representando em alguns casos, embora vagamente, uma
pessoa ou objeto. Depois o ectoplasma volta a ser reabsorvido pelo
dotado. Do ponto
de vista experimental, ou da pesquisa sistemática em laboratório
universitário, o caso Ted serios é decisivo. As numerosas
experiências feitas com toda a técnica moderna, estabelecem a
realidade das escotografias. Tinha razão Heredia, Richet e os
pesquisadores antigos que esperavam com certeza que algum dia a
ciência comprovaria a existência real das escotografias. Seu
mecanismo também foi demonstrado. O ectoplasma responsável pelas
escotografias de Ted serios tem sido perfeitamente comprovado em
inúmeras fotografias e filmagens durante as experiências. Numerosos
e célebres parapsicólogos como Hans Bender (Friburgo-Alemanha),
Andreas Resch (Lateranense-Roma), Pratt (Duke Durhan), etc;
presenciaram e colaboraram com sua autoridade para as pesquisas do Dr.
Jules Eisenbud (Dember-Colorado). Antonio
Elegido. Revista de Parapsicologia número 16, elaborada pelo
CLAP-Centro Latino Americano de Parapsicologia ______________ Copyright 2003 - Paróquia
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