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| Aparições de Nossa Senhora | [ Retornar
] Das Aparições Com o advento do novo milênio, muitas são as
pessoas que dizem ter sido agraciadas com aparições de Santos, Anjos e
especialmente da Virgem Maria. Os "videntes", portadores dessas
mensagens, trazem aos demais fiéis católicos, mensagens de conversão,
exortações à oração e algumas vezes, revelações particulares que não podem
ser disseminadas ao público em geral... Diante de tais circunstâncias, o
fiel católico pergunta: qual a posição da Igreja perante estas inúmeras
aparições? Como devem se comportar os fiéis Católicos diante destas
"revelações"? Primeiramente, o Cristão culto deve estar
familiarizado com a verdadeira doutrina Católica e os avanços da ciência para
poder fazer um correto juízo das ditas aparições, seguindo o ensinamento
contido no próprio Evangelho : "E conhecereis a verdade, e a
verdade vos libertará". Num primeiro enfoque, notamos que somente
algumas pessoas percebem o fenômeno, portanto conclui-se que não se trata de aparições, as quais seriam a
manifestação sobrenatural de um ente, percebida por todas as pessoas presentes
no local e hora em que a mesma ocorre, mas de visão, algo percebido e compreendido
apenas pelo vidente que, posteriormente transmite a outros, a mensagem
recebida. Trata-se, no entender da Igreja, de
uma "revelação particular", ou seja, a mensagem é percebida apenas
pelo vidente ou videntes, e, em nada se relaciona com a Revelação Divina,
universal e obrigatória, como esclarece o Concílio Ecumênico Vaticano II, na
Constituição Dei Verbum, n° 4: "Portanto a economia cristã, como nova
e definitiva aliança, jamais passará, e não há de se esperar nenhuma outra
Revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus
Cristo"(cf. Tm 6,14;Tt 2,13) Se os fiéis católicos tomarem por
premissa que as declarações conciliares são de cunho dogmático, portanto de
observação obrigatória, verificamos que não pode haver aparições verdadeiras,
ou seja, intervenção sobrenatural direta de nenhum Santo neste mundo, por
mais belas e edificantes que pareçam ser as mensagens proclamadas por tais
videntes destas aparições, visto que toda a revelação está na Bíblia (e na
tradição Apostólica). Diante disso, pergunta o fiel cristão uma
vez mais: como se manifesta a Igreja? É evidente que, pelos aspectos já
apresentados, a Igreja, em hipótese alguma, confirmará a ocorrência de uma
aparição, até porque isso seria afrontar a própria revelação Bíblica, nos
termos já apresentados pelo Concilio Vaticano II já citado. Poderá, contudo, a Igreja, em vista dos frutos
espirituais colhidos pela propagação de uma possível aparição, abonar (aprovar) a
devoção e o culto prestado ao ente que está sendo
"visualizado" no local onde ocorrem as manifestações, em especial
se a própria Divina Providencia já os tiver reconhecido, permitindo que ali
ocorram Milagres verdadeiros, como curas sem causas conhecidas e fenômenos
espetaculares. Esse é precisamente o
posicionamento da Igreja em relação às aparições de Fátima, Lourdes,
Aparecida, que chegaram mesmo a entrar no seu calendário litúrgico, sem que
fossem confirmadas quaisquer das aparições propriamente ditas. Ressalve-se que, antes de endossar este
culto, a Igreja observa os seguintes critérios: 1. se a mensagem recebida está em harmonia
com as verdades de fé, o credo e a moral católica; 2. se os videntes gozam de boa saúde física
ou mental; 3. se há honestidade, humildade e amor
cristão nos videntes e naqueles que propagam suas mensagens; 4. quais são os benefícios que tais visões
trazem ao meio católico, como conversões e curas. Pode ocorrer também que
após vasta averiguação, a Igreja conclua que a manifestação de uma aparição e
suas conseqüências sejam contrárias à doutrina e moral católica; neste caso a
Igreja rejeita a manifestação da mesma e exorta seus fiéis a não propagar o
acontecimento, como em Garabandel na Espanha, onde os bispos declararam
espúrias as aparições de N. Senhora. 1.Verificar publicações sobre os "segredos de N.S. de
Fátima. 2.Jo 8, 32 3.Confrontar com as aparições de Cristo após sua
ressurreição, presenciada por várias pessoas. 4.Verificar volumes 1 e 2 do Livro dos Milagres de Oscar
G. Quevedo S.J. Fernando F. Queiroz - Núcleo de estudos e Pesquisas do CLAP "Com
efeito, a Virgem Maria é reconhecida e honrada como a verdadeira Mãe de Deus
e do redentor. Ela é também verdadeiramente "Mãe dos membros (de Jesus
Cristo) porque cooperou pela caridade para que na Igreja nascessem os fiéis
que são os membros desta Cabeça, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja." Por
isso, a Ela pertence um culto especial. "Todas as gerações me chamarão
bem-aventurada" (Lc 1,48): "A piedade da Igreja para com a Ssma.
Virgem Maria é intrínseca ao culto cristão". A Ssma. Virgem é
legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde
remotíssimos tempos a bem aventurada Virgem é venerada com o título de
"Mãe de Deus" sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em
todos os seus perigos e necessidades. Este culto embora seja inteiramente
singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo
encarnado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece
poderosamente; esse culto encontra a sua expressão nas festas litúrgicas
dedicadas à Mãe de Deus e na oração Mariana, tal como o Santo Rosário,
"Resumo de todo o Evangelho". (Catecismo
da Igreja Católica, números 963, 971) A Parapsicologia explica as inúmeras
"aparições" de Nossa Senhora dentro de um conceito
científico-teológico. Excetuando-se as aparições de Cristo após sua
ressurreição e antes de sua ascensão, as outras "aparições" são
meras alucinações mentais de pessoas que possuem alto grau de sensibilidade.
Na realidade, não são parições, são projeções de figuras que estão gravadas
muito vivamente no consciente e no inconsciente da própria pessoa. Nestas
alucinações não existe nada; são visões sem objeto real. A pessoa vê Nossa Senhora, mas Nossa Senhora
não está realmente aparecendo: é o inconsciente da pessoa que dramatiza como
se fosse aparição. Este tipo de alucinações visuais pode ser
reproduzido e analisando em condições experimentais favoráveis. São fenômenos
naturais; não são milagres divinos. O povo facilmente qualifica fenômenos que
não compreende de súbito tão claramente de milagres.Quando um acontecimento é
considerado milagre divino? O milagre é um fenômeno sobrenatural,
supranormal que supera as forças da natureza. O Milagre não tem limites
porque é Deus agindo em nosso mundo. Ele, pelo milagre, deixa sua assinatura
para confirmar a sua doutrina. Milagres autênticos acontecem raramente e só
em ambiente divino-religioso-cristão-católico; como tem confirmado as
pesquisas parapsicológicas. As pessoas tão facilmente dizem ter visões
que os psicólogos chamam de alucinações. O que provoca as alucinações
visuais? As causas das alucinações visuais são muito
diversas. Há causas fisiológicas, como a fadiga, lesão cerebral, golpes na
cabeça, drogas, pressões corticais. Há causas psicológicas como a grande
sensibilidade, estados de hipnose, de transe, de transe, de êxtases
"místicos"... Um ambiente religioso muito emocional pode
desencadear em pessoas muito sugestionáveis, visões como as de Nossa Senhora,
dos santos, do anjo da guarda, do Sagrado Coração, das almas do purgatório e
até de demônios. Certas neuroses e psicoses vem acompanhadas de freqüentes
alucinações que podem indicar desequilíbrios psicológicos e perturbações
mentais. Como se explica o que aconteceu em
Fátima? Teriam tido uma alucinação aquelas três crianças? Em Fátima houve uma alucinação coletiva. As
três crianças, por contágio psíquico, tiveram as visões de Nossa Senhora, sem
o objeto real presente, ou seja, Nossa Senhora não apareceu fisicamente.
Foram projeções endógenas, do interior das crianças para o exterior. Elas
acreditavam ver a Santíssima Virgem. Como visões, como alucinação, foi um
fenômeno natural. A história nos diz que milhares de pessoas
viram o sol girando, entre as quais até descrentes. Como se explica? Evidentemente que o sol não girou. Foi uma
alucinação coletiva de milhares de pessoas; e aí que está o milagre. Em
Psicologia se sabe que não existe alucinação coletiva destas proporções; três
ou quatro pessoas, no mesmo ambiente e nas mesmas condições, podem
alucinar-se coletivamente, porém isto não acontece com milhares de pessoas. A
alucinação coletiva em Fátima foi provocada por Deus, foi um milagre divino;
ela rompeu os limites naturais; foi uma alucinação coletiva providencial, de
origem sobrenatural dando autenticidade às visões naturais. Na Bíblia, são narradas várias aparições de
Jesus cristo após a sua Ressurreição aos apóstolos. Há alguma diferença entre
as "aparições" de Nossa Senhora e as aparições de Jesus
Ressuscitado? Em Fátima, em Lourdes, em Guadalupe, Nossa
Senhora não apareceu; se ela tivesse aparecido todas as pessoas poderiam
vê-la e não apenas os "videntes". O Cristo ressuscitado apareceu
mesmo; o mesmo corpo que fora crucificado ressuscitou gloriosamente: Milagre!
Milagre acompanhado de outra série de milagres confirmativos. O Cristo
ressuscitado comia realmente. Todas as pessoas podiam vê-lo, com Ele estar e
verificar sua atuação de fato no nosso mundo material. Quando um local é marcado por uma aparição
de Nossa Senhora, logo vai se tornando um centro de romarias de pessoas que
mais buscam saúde através de curas milagrosas. Poderia nos dizer se realmente
acontecem milagres de curas. Não seria nesses milagres uma confirmação da
presença de Maria nesse lugar de forma mais especial? Sim. As curas milagrosas são cientificamente
comprovadas como milagres divinos. São milagres, como já dissemos, que
comprovam a autenticidade das visões. Em Lourdes, todo processo de cura é
rigoroso. Sempre há exames médicos feitos por especialistas de todos os
países e de todos os credos, até ateus. Os exames são feitos antes e após o
milagre. Conforme o caso, psicólogos, psiquiatras e parapsicólogos, também
dão seu parecer. Lourdes é um exemplo de seriedade científica e religiosa;
até 1959, a Igreja reconheceu oficialmente somente 58 milagres em Lourdes. Quando se estuda a história de uma aparição
de Nossa Senhora, se constata que a Igreja se vê entre a parede e a espada.
Poderia nos esclarecer qual a postura da Igreja Católica em relação às
chamadas "aparições" de N. senhora? A norma da Igreja católica é de que não se
deve procurar uma explicação milagrosa, sobrenatural, quando há explicação
natural, científica. A Igreja aprova o culto a Nossa Senhora, mas desaprova aos
fanáticos movimentos religiosos; não estimula a romaria a estes locais em
atitude doentia de busca de milagres, sem o comprometimento com a vontade de
Deus. A
Igreja não exclui, no entanto, a possibilidade de que Deus possa se servir de
dons naturais para uma ação providencial. Parapsicologia é uma ciência que vem
explicando tantas coisas que pareciam misteriosas ou sobrenaturais. Tem esta
ciência interesse em explicar esses fenômenos? A sua explicação daria
tranqüilidade e impediria tantos fanatismos? Fenômenos como o das "aparições"
de Nossa Senhora se constituem o objeto de estudo e análise da
Parapsicologia. Como Ciência, ela se interessa pela veracidade histórica dos
fatos para verificar se são naturais, e, com preocupação evangélico-pastoral
possibilita à teologia, extrair as conseqüências religiosas e doutrinárias
que os fatos expressam. Todo o ser humano pode ser vítima desses
fenômenos. Uma alucinação passageira e esporádica todo o indivíduo terá
experimentado alguma vez. Agora, aqueles que se sentem perseguidos por tais
aparições, que são vítimas dessas alucinações, que deveriam fazer para sua
tranqüilidade e sua retidão de conduta? Estas pessoas precisam de tratamento, A
cura não é tão difícil desde que elas colaborem com o psicoterapêutica. O
CLAP presta este atendimento esclarecendo as pessoas sobre a origem dos
fenômenos, suas causas, os fatores desencadeadores, as circunstâncias
próprias aos mesmos. As pessoas são também orientadas no sentido de não
fomentarem estas manifestações do inconsciente para que possam viver e
conviver socialmente de forma equilibrada e sadia e possam vivenciar uma
verdadeira devoção e religiosidade sem misticismo e superstições. O MILAGRE
NÃO TEM LIMITES PORQUE É DEUS AGINDO Oscar G. Quevedo
S.J. (Padre Quevedo) ______________ Copyright 2003 - Paróquia
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