OS
21 CONCÍLIOS ECUMÊNICOS
(universais)
DA IGREJA
Os
Concílios ecumênicos (universais) realizados pela Igreja, em número de 21,
foram marcos importantíssimos na sua História, tendo em vista principalmente as
definições da doutrina católica ao longo do tempo, vencendo os erros e heresias
que comprometiam o "depositum fidei"; a sã doutrina da fé. Esses
Concílios, bem como a história dos papas, formam como que a coluna vertebral da
História da Igreja e o trabalho do Magistério. Eis porque, de maneira resumida,
queremos apresentá-los aqui, a fim de que os fiéis comecem a se familiarizar
com esses dados importantes da nossa Igreja.
Quanto mais
conhecermos a história sagrada da Igreja, mais a amaremos e a serviremos. Disse
certa vez o Papa Paulo VI que "quem não ama a Igreja, não ama Jesus
Cristo"; uma vez que a Igreja é o Seu próprio Corpo místico.
Falando a
respeito dos Concílios da Igreja, disse o Papa João Paulo II, em 7/7/96:
"Como
se sabe, um papel particularmente significativo foi desempenhado pelos
primeiros quatro Concílios, celebrados entre os anos 325 e 451 em Nicéia,
Constantinopla, Éfeso e Calcedônia. Para além dos acontecimentos históricos, em
que cada um deles se coloca e apesar de algumas dificuldades terminológicas,
eles foram momentos de graça, através dos quais o Espírito de Deus concedeu luz
abundante sobre os mistérios fundamentais da fé cristã.
E como se
poderia minimizar a sua importância? Neles estava em questão o fundamento,
diria o centro mesmo do Cristianismo. Em Nicéia e Constantinopla, determinou-se
com clareza a fé da Igreja no mistério da Trindade, com a afirmação da
divindade do Verbo e do Espírito Santo. Em Éfeso e Calcedônia discutiu-se a
respeito da identidade divino-humana de Cristo. Diante de quem era tentado a
exaltar uma dimensão em desvantagem da outra ou de as dividir em prejuízo da
unidade pessoal, foi claramente afirmado que a natureza divina e a natureza
humana de Cristo permanecem íntegras e inconfundíveis, indivisas e
inseparáveis, na unidade da pessoa divina do Verbo. Cristo é verdadeiro Deus e
verdadeiro homem...
Não faltaram
certamente, tensões na celebração daquelas assembléias conciliares. Mas o
sentido vivo da fé, corroborado pela graça divina, no final prevaleceu também
nos momentos mais críticos. Emergiu, então, com toda a evidência a fecundidade
daquela autêntica "sinergia" eclesial, que o ministério do Sucessor
de Pedro é chamado a assegurar, não certamente a mortificar...
Caríssimos
Irmãos e Irmãs, naquele tempo, como sempre, o caminho da Igreja foi acompanhado
pela intercessão materna da Virgem Santa, à qual o Concílio de Éfeso em 431,
reconheceu o título de "Theotòkos", "Mãe de Deus",
ressaltando assim que a natureza humana, por ela transmitida a Cristo, pertence
Àquele que desde sempre é Filho de Deus"(L’Osservatore Romano n.28 de 13/7/96).
01. Concílio de NICEIA I
Data: 20/05
a 25/07 de 325
Papa:
Silvestre I (314-335)
Decisões
principais:
- A
confissão de fé contra Ario: igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é
"Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não
criado, consubstancial ao Pai".
- Fixação
da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia
da primavera (hemisfério norte).
-
Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria,
Antioquia, Jerusalém.
02. Concílio de CONSTATINOPLA I
Data: maio
a junho de 381
Papa:
Dâmaso I (366-384)
Decisões
principais:
- A
confissão da divindade do Espírito Santo, e a condenação do Macedonismo de
Macedônio, patriarca de Constantinopla.
"Cremos
no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, que é adorado e
glorificado com o Pai e o Filho e que falou pelos profetas".
"Com o
Pai e o Filho ele recebe a mesma adoração e a mesma glória"(DS 150).
-
Condenação de todos os defensores do arianismo (de Ário) sob quaisquer das suas
modalidades.
- A sede de
Constantinopla ou Bizâncio ("segunda Roma"), recebeu uma preeminência
sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia.
03. Concílio de ÉFESO
Data: 22/06
a 17/07 de 431
Papa:
Celestino I (422-432)
Decisões
principais:
- Cristo é
uma só Pessoa e duas naturezas
- Definição
do dogma da maternidade divina de Maria, contra Nestório, patriarca de
Constantinopla, que foi deposto.
Maria, é
mãe de Deus - THEOTOKOS.
"Mãe
de Deus não porque o Verbo de Deus tirou dela a sua natureza divina, mas porque
é dela que Ele tem o corpo sagrado dotado de uma alma racional , unido ao qual,
na sua pessoa, se diz que o Verbo nasceu segundo a carne". (DS 251)
- Condenou
o pelagianismo, de Pelágio, que negava os efeitos do pecado original.
- Condenou
o messalianismo, que apregoava uma total apatia ou uma Moral indiferentista.
04. Concílio de CALDEDÔNIA
Data: 08/10
a 1º/11 de 451
Papa: Leão
I, o Grande (440-461)
Decisões
principais:
- Afirmação
das duas naturezas na única Pessoa de Cristo, contra o monofisismo de Êutiques
de Constantinopla.
"Na
linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo
Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em
humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de
uma alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade,
consubstancial a nós segundo a humanidade, "semelhante a nós em tudo com
exceção do pecado"(Hb4,15); gerado do Pai antes de todos os séculos segundo
a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da
Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade.
Um só e
mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem
confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas
não é de modo algum suprimida pela sua união, mas antes as propriedades de cada
uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase."(DS
301-302).
-
Condenação da simonia, dos casamentos mistos e das ordenações absolutas
(realizada sem que o novo clérigo tivesse determinada função pastoral).
05. Concílio de CONSTANTINOPLA II
Data: 05/05
a 02/07 de 553
Papa:
Virgílio (537-555)
Decisões
principais:
-
condenação dos nestorianos Teodoro de Mopsuéstia, Teodoro de Ciro e Ibas de
Edessa (Três Capítulos).
"Não
há senão uma única hipóstase [ou pessoa], que é Nosso Senhor Jesus Cristo, Um
na Trindade... Aquele que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo,
é verdadeiro Deus, Senhor da glória e Um na Santíssima Trindade".(DS 424)
"Toda
a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Pois da mesma forma
que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também, não tem
senão uma única e mesma operação" (DS 421).
"Um
Deus e Pai do qual são todas as coisas, um Senhor Jesus Cristo para quem são
todas as coisas, um Espírito Santo em quem são todas as coisas"(DS 421).
06. Concílio de CONSTANTINOPLA III
Data: 07/11
de 680 a 16/09 de 681
Papa: Ágato
(678-681) e Leão II (662-663)
Decisões
principais:
-
Condenação do monotelitismo, heresia defendida pelo patriarca Sérgio de
Constantinopla que ensinava haver só a vontade divina em Cristo.
Este
Concílio ensinou que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais,
divinas e humanas, não opostas, mas cooperantes, de sorte que o Verbo feito
carne quis humanamente na obediência a seu Pai tudo o que decidiu divinamente
com o Pai e o Espírito Santo para a nossa salvação (DS 556-559). A vontade
humana de Cristo "segue a vontade divina, sem estar em resistência nem em
oposição em relação a ela, mas antes sendo subordinada a esta vontade
todo-poderosa" (DS 556; CIC 475).
07. Concílio de NICEIA II
Data: 24/09
a 23/10 de 787
Papa:
Adriano I (772-795)
Decisões
principais:
- contra os
iconoclastas: há sentido e liceidade na veneração de imagens.
"Para
proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições
da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem
alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com
a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade, e não na aparência,
o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas
que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco"(DOC
111).
"Nós
definimos com todo o rigor e cuidado que, à semelhança da representação da cruz
preciosa e vivificante, assim as venerandas e sagradas imagens pintadas quer em
mosaico, quer em qualquer outro material adaptado, devem ser expostas nas
santas igrejas de Deus, nas alfaias sagradas, nos paramentos sagrados, nas
paredes e mesas, nas casas e nas ruas; sejam elas as imagens do Senhor Deus,
dos santos anjos, de todos os santos e justos" (DS, 600-601).
08. Concílio de CONSTANTINOPLA IV
Data: 05/10
de 869 a 28/02 de 870
Papa:
Nicolau I (858-867) e Adriano II (867-872)
Decisões
principais:
- extinção
do cisma do patriarca de Constantinopla, Fócio, que foi condenado.
- o culto
das imagens foi confirmado.
09. Concílio de LATRÃO I
Data: 18/03
a 06/04 de 1123
Papa: Calixto
II (1119-1124)
Decisões
principais:
-
confirmação da Concordata de Worms, que assegurava à Igreja plena liberdade na
escolha e ordenação dos seus bispos.
-
fortalecimento da disciplina eclesiástica.
-
confirmação do celibato sacerdotal.
10. Concílio de LATRÃO II
Data: abril
de 1139
Papa:
Inocêncio II (1130-1143)
Decisões
principais:
- o cisma
do antipapa Anacleto II.
- vetou o
exercício da medicina e da advocacia pelo clero.
- rejeitou
a usura e o lucro.
11. Concílio de LATRÃO III
Data: 05 a
19 de março de 1179
Papa:
Alexandre III ( 1159-1181)
Decisões
principais:
- fixação
da necessidade de dois terços dos votos na eleição do Papa, ficando excluído
qualquer recurso às autoridades leigas para dirimir dúvidas do processo
eleitoral.
- rejeição
do acúmulo de benefícios ou funções dentro da Igreja por parte de uma mesma
pessoa.
-
recomendação da disciplina da Regra aos monges e cavaleiros regulares, que
interferiam indevidamente no governo da Igreja.
-
condenação das heresias da época, de fundo dualista (catarismo) ou de pobreza
mal entendida (a Pattária, o movimento dos Pobres de Lião ou Valdenses)
12. Concílio de LATRÃO IV
Data: 11 a
30 de novembro de 1215
Papa:
Inocêncio III (1198-1216)
Decisões
principais:
- a
condenação dos albigenses e valdenses;
- condenação
dos erros de Joaquim de Fiore, que pregava o fim do mundo para breve,
apoiando-se em falsa exegese bíblica;
-
declaração da existência dos demônios como sendo anjos bons que abusaram do seu
livre arbítrio pecando;
"Com
efeito, o Diabo e outros demônios foram por Deus criados bons em sua natureza,
mas se tornaram maus por sua própria iniciativa" (DS 800).
- a
realização de mais uma cruzada para libertar o Santo Sepulcro de Cristo, em
Jerusalém, que se achava nas mãos dos mulçumanos;
- a
profissão de fé na Eucaristia, tendo sido então usada a palavra
"transubstanciação".
- a
obrigação da confissão e da comunhão anuais.
- fixou
normas sobre a disciplina e a Liturgia da Igreja.
13. Concílio de LYON I
Data: 28/06
a 17/07 de 1245
Papa:
Inocêncio IV (1243-1254)
Decisões
principais:
-
excomunhão e deposição do imperador Frederico II da Alemanha.
14. Concílio de LYON II
Data: 07/05
a 17/07 de 1274
Papa:
Gregório X (1271-1276)
Decisões
principais:
-
procedimentos referentes ao conclave, eleição do Papa em recinto fechado;
- união da
Igreja latina com a Igreja grega (Constantinopla)
15. Concílio de VIENA - FRANÇA
Data: 16/10
de 1311 a 06/05 de 1312
Papa:
Clemente V (1305-1314)
Decisões
principais:
- Supressão
da Ordem dos Templários;
- contra o
modo de viver a pobreza dos franciscanos, chamados "Espirituais", que
adotavam idéias heréticas sobre a pobreza;
-
condenação do franciscano Pedro Olivi, que admitia no ser humano elementos
intermediários entre a alma e o corpo.
16. Concílio de CONSTANÇA
Data: 05/11
de 1414 a 22/04 de 1418. Papas: situação de vários antipapas:
Decisões
principais:
-
resignação do Papa romano, Gregório XII (1405-1415)
- deposição
do anti-Papa , João XXIII (1410-1415) em 29/05/1415
- deposição
do anti-Papa avinhense, Benedito XIII (1394-1415) em 26/07/1417
- eleição
de Martinho V em 11/11/1417
- extinção
do Grande Cisma do Ocidente (1305-1378);
-
condenação da doutrina de João Hus, João Wiclef e Jerônimo de Praga,
precursores de Lutero.
- decreto
relativo à periodicidade dos Concílios; - rejeição do conciliarismo
(prevalência da autoridade dos concílios sobre o Papa).
17. Concílio de
BASILEIA-FERRARA-FLORENÇA
Datas e
locais:
em Basileia
de 23/07/1431 a 07/05/1437
em Ferrara
de 18/09/1437 a 1º/01/1438
em Florença
de 16/07/1439 a ?
em Roma, a
partir de 25/04/1442
Papa:
Eugênio IV (1431-1447)
Decisões
principais:
- reunião
com os gregos em 06/07/1439
- com os
armênios em 22/11/1439
- com os
jacobistas em 04/02/1442
- questões
doutrinárias sobre a SS. Trindade:
"O Espírito
Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e
procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única
expiração... E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho
Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do
Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou
eternamente." (DS 1300-1301)
"Tudo
é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330).
"Por
causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito
Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o
Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho".
" O
Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um
só princípio"(DS 1331).
18. Concílio de LATRÃO V
Data:
10/05/1512 a 16/03/1517
Papas:
Julio II (1503-1513) e Leão X (1513-1521).
Decisões
principais:
- contra o
concílio sismático de Pisa (1511-1512)
- decretos
de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc.
- condenou
a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional
da França.
-
assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a
França.
-
condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a
humanidade, de Pietro Pomponazzi.
- exigência
do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.
19. Concílio de TRENTO
Data:
13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos)
Papas:
Paulo II (1534-1549) ; Júlio III (1550-1555) e Pio IV (1559-1565)
Decisões
principais:
- contra a
Reforma de Lutero;
- doutrina
sobre a Escritura e a Tradição: reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e
declarou a Vulgata isenta de erros teológicos.
- doutrina
do pecado original, justificação, os sacramentos e a missa, a veneração e
invocação dos santos, Eucaristia, purgatório, indulgências, etc.
- decretos
de reforma.
"
Quando Deus toca o coração do homem pela iluminação do Espírito Santo, o homem
não é insensível a tal inspiração que pode também rejeitar; e no entanto, ele
não pode tampouco, sem a graça divina, chegar, pela vontade livre à justiça
diante dele"(DS 1525).
"Tendo
recebido de Cristo o poder de conferir indulgências, já nos tempos
antiquíssimos usou a Igreja desse poder, que divinamente lhe fora
doado..."(DS, 1935).
Na Sessão
VI, cânon 30, afirmou:
"Se
alguém disser que a todo pecador penitente, que recebeu a graça da
justificação, é de tal modo perdoada a ofensa e desfeita e abolida a obrigação
à pena eterna, que não lhe fica obrigação alguma de pena temporal a pagar, seja
neste mundo ou no outro, purgatório, antes que lhe possam ser abertas as portas
para o reino dos céus - seja excomungado."(DS 1580,1689,1693)
" A
Igreja ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao
povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado
na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e
negam à Igreja o poder de as conceder"(Decreto sobre as Indulgências).
"Fiéis
à doutrina das Sagradas Escrituras, às tradições apostólicas, ... e ao
sentimento unânime dos padres, professamos que os sacramentos da nova lei foram
todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo"(DS 1600-1601)
"No
santíssimo sacramento da Eucaristia, estão contidos verdadeiramente, realmente
e substancialmente, o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de
Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo"(DS 1651).
20. Concílio VATICANO
Data:
08/12/1869a 18/07/1870
Papa: Pio
IX (1846-1878)Decisões principais: - Constituição dogmática Dei Filius , sobre
a fé católica, - Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e a
infalibilidade do Papa quando se pronuncia "ex-catedra", em assuntos
de fé e de Moral.
- questões
doutrinárias.
"Este
único e verdadeiro Deus, por sua bondade e por sua virtude onipotente, não para
adquirir nova felicidade ou para aumentá-la, mas a fim de manifestar a sua
perfeição pelos bens que prodigaliza às criaturas, com vontade plenamente
livre, criou simultaneamente no início do tempo ambas as criaturas do nada: a
espiritual e a corporal" (DS 3002).
"O
mundo foi criado para a glória de Deus" (DS 3025).
"Cremos
que Deus não precisa de nada preexistente nem de nenhuma ajuda para
criar"(DS 3022).
"A
criação também não é uma emanação necessária da substância divina"(DS
3023-3024)."Deus cria livremente do nada" (DS 3025).
"Deus
conserva e governa com sua providência tudo que criou, ela se estende com vigor
de um extremo ao outro e governa o universo com suavidade (Sb8,1).(DS 3003)
"A
Santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas
as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a
partir das coisas criadas"(DS 3004).
21. Concílio VATICANO II
Data:
11/10/1962 a 07/12/1965
Papas: João
XXIII (1958-1963) e Paulo VI (1963-1978)
Decisões
principais:
"Procuremos
apresentar aos homens de nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus de tal
maneira que eles a possam compreender e a ela espontaneamente assentir. Pois
somos Pastores..." (João XXIII aos padres conciliares, na homilia de
abertura do concílio).
Sobre a
importância do Concílio Vaticano II, disse o Papa João Paulo II, em 15/10/1995:
"Na
história dos Concílios, ele reveste uma fisionomia muito singular. Nos
Concílios precedentes, com efeito, o tema e a ocasião da celebração tinham sido
dados por particulares problemas doutrinais ou pastorais. o Concílio Ecumênico
Vaticano II quis ser um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e
sobre as suas relações com o mundo. A essa reflexão impelia-a a necessidade de
uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das
grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como "sinais dos
tempos", exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus. Foi mérito de
João XXIII não só ter convocado o Concílio, mas também ter-lhe dado o tom da
esperança, tomando as distâncias dos "profetas de desventura" e
confirmando a própria e indômita confiança na ação de Deus.
Graças ao
sopro do Espírito Santo, o Concílio lançou as bases de uma nova primavera da
Igreja. Ele não marcou a ruptura com o passado, mas soube valorizar o
patrimônio da inteira tradição eclesial, para orientar os fiéis na resposta aos
desafios da nossa época.
À distância
de trinta anos, é mais do que nunca necessário retornar àquele momento de
graça. Como pedi na Carta Apostólica Tertio milennio adveniente (n.36) entre os
pontos de um irrenunciável exame de consciência, que deve envolver todas as
componentes da Igreja, não pode deixar de haver a pergunta: quanto da mensagem
conciliara passou para a vida, as intituições e o estilo da Igreja.
Já no
Sínodo dos Bispos de 1985 [sobre o Concílio] foi posto um análogo
interrogativo. Ele continua válido ainda hoje, e obriga antes de mais a reler o
Concíllio, para dele recolher integralmente as indicações e assimilar o seu
espírito... A história testemunha que os Concílios tiveram necessidade de tempo
para produzir os seus frutos. Contudo, muito depende de nós, com a ajuda da
graça de Deus. " (L’Osservatore Romano, 15/10/95)
Documentos
promulgados:
1-
Constituição Dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
2 -
Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina (Dei Verbum)
3 -
Constituição Pastoral sobre a Igreja e o mundo de hoje (Gaudium et Spes)
4 -
Constituição Dogmática Sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium)
5 - Decreto
sobre o Ecumenismo ( Unitatis Redintegratio).
6 - Decreto
sobre as Igrejas Orientais Católicas (Orientalium Ecclesiarum).
7 - Decreto
sobre a Atividade Missionária da Igreja (Ad Gentes).
8 - Decreto
sobre o Munus Pastoral dos Bispos na Igreja (Christus Dominus).
9 - Decreto
sobre o Ministério e a Vida dos Presbíteros (Presbyterorum Ordinis).
10 -
Decreto sobre a Atualização dos Religiosos (Perfectae Caritatis).
11- Decreto
sobre a Formação Sacerdotal (Optatam Totius).
12 -Decreto
sobre o Apostolados dos Leigos (Apostolicam Actuositatem).
13 -
Decreto sobre os Meios de Comunicação Social (Inter Mirifica).
14 -
Declaração sobre a Educação Cristã (Gravissimum Educationis)
15 -
Declaração sobre a Liberdade Religiosa (Dignitates Humanae).
16 -
Declaração sobre as Relações da Igreja com as Religiões não-Cristãs (Nostra
Aetate).
Fonte:
Prof. Felipe Aquino - Editora Cléofas
Conheça
os livros do prof. Felipe Aquino e
documentos da Igreja EDITORA CLÉOFAS,Caixa Postal 100 - CEP: 12600-970,
Lorena-SP, (0xx12)552-6566
Home Page: www.cleofas.com.br
Email : cleofas@cleofas.com.br
----------------------------------------------------------------
Copyright
2002 - Paróquia do
Divino Espírito Santo - Maceió/AL