A seguir apresentamos as
obras e orações enriquecidas com indulgências. Foram extraídas rigorosamente do
Manual das Indulgências, aprovado pela Santa Sé e publicado em português pela CNBB,
editado pelas Edições Paulinas em 1990. Essas obras e orações indulgenciadas
mostram aquilo que, além da santa Missa e dos Sacramentos, é mais importante na
piedade católica.
1.
Inspirai, ó Deus
Inspirai, ó Deus as
nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e para vós
termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo nosso Senhor. Amém. (Miss. Rom.,
5a. feira após as cinzas, coleta; Lit. Hor., I sem. 2a. feira, laudes.)
Indulgência parcial.
2. Atos
de virtudes teologais e de contrição
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que recitar atos de virtudes teologais e de contrição, nestas
ou em outras fórmulas válidas. Cada ato recebe a indulgência. Por exemplo:
Ato de fé
Eu creio firmemente que
há um só Deus, em três pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espirito
Santo. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para
nos salvar e ao terceiro dia ressuscitou. Creio em tudo o mais que crê e ensina
a Santa Igreja Católica, porque Deus, Verdade infalível, o revelou. Nesta
crença quero viver e morrer.
Ato de esperança
Eu espero, meu Deus, com
firme confiança, que, pelos merecimentos de nosso Senhor Cristo, me dareis a
salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente
bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar o evangelho de Jesus, como
eu proponho fazer com o vosso auxílio.
Ato de caridade
Eu vos amo, meu Deus, de
todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e
amável, e antes quero perder tudo do que vos ofender. Por amor de vós amo ao
meu próximo como a mim mesmo.
Ato de contrição
Senhor meu Jesus Cristo,
Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois,
sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e
estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me
também de ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente,
ajudado com os auxílios de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos
tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita
misericórdia. Amém.
3.
Adoração ao Santíssimo Sacramento
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que visitar o Santíssimo Sacramento para adorá-lo; se o fizer
por meia hora ao menos, a indulgência será plenária.
4. Ó
Deus verdadeiro.
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que recitar piedosamente o hino Ó Deus verdadeiro. Ó Deus
verdadeiro sob o vinho e o pão, a teus pés depomos nosso coração. Vista, gosto
e tato dizem-nos que não, mas o ouvido acolhe tua afirmação. Cremos que é
verdade, Ó Filho de Deus, tudo o que ensinaste, porque vens dos céus. Na cruz
escondias o esplendor de Deus; mas aqui se ocultam corpo e sangue teus. Pois és
Deus e homem como na paixão; dá-nos o que deste ao teu bom ladrão. Não vemos as
chagas como viu Tomé, mas Deus proclamamos com a mesma fé. Dá-nos cada dia crer
que és Senhor, única esperança, todo o nosso amor. Lembras tua morte numa
refeição, e dás vida ao homem, consagrando o pão. Dá-nos nesta terra só de ti
viver e outros alimentos não apetecer. Ó bom pelicano, Nosso Salvador, limpa no
teu sangue todo pecador! Dele uma só gota leva todo mal, faz do mundo inteiro
lúcido cristal. Jesus, que encoberto temos sobre o altar, quando te veremos
ante o nosso olhar? Quando face a face nos trará assim a alegria eterna da
visão sem fim? Amém.
5. Aqui
estamos
Aqui estamos, Divino
Espirito Santo, aqui estamos detidos pela crueldade do pecado, mas
especialmente reunidos em vosso nome. Vinde a nós, ficai conosco e dignai-vos
entrar em nossos corações. Ensinai-nos o que devemos fazer e por onde caminhar;
mostrai-nos o que devemos executar, a fim de podermos, com vosso auxílio,
agradar-vos em tudo. Só vós inspirais e levais a realizar nossos propósitos, só
vós, que possuís com Deus Pai e seu Filho um nome glorioso. Não permitais
sejamos pertubadores da justiça, vós que amais a eqüidade em tudo, Que a
ignorância não nos arraste para o mal, não nos corrompa a acepção de pessoas ou
de cargos. Mas associai-nos a vós eficazmente pelo Dom de vossa graça, para que
sejamos um em vós e por nada nos desviemos da verdade. Unidos em vosso nome,
conservemos em tudo a justiça com bondade. E assim nossas resoluções em nada se
apartem de vós e consigamos no futuro o prêmio eterno por todo o bem que
fizermos. Esta oração, que se costuma rezar antes de sessões para tratar de
assuntos em comum, é enriquecida de indulgência parcial.
6. A
vós, São José
A vós, São José,
recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de vossa
santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio.
Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem, Imaculada Mãe de Deus,
e pelo amor paternal que tivestes ao Menino, ardentemente suplicamos que
lanceis um olhar benigno sobre a herança que Cristo conquistou com seu sangue,
e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó
guarda providente da divina família, o povo eleito de Cristo. Afastai para
longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do
alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das
trevas, e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino,
assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos
e de toda a adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante
patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio,
possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança.
Amém. Indulgência parcial
7. Ação
de graças pelos benefícios
Nós vos damos graças,
Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos
dos séculos. Amém. Indulgência parcial
8. Santo
Anjo
Santo Anjo do Senhor, meu
zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarde,
governe e Ilumine. Amém. Indulgência parcial
9. Anjo
do Senhor e Rainha do Céu
a) Durante o ano
V/. O anjo do Senhor
anunciou a Maria. R/. E ela concebeu do Espírito Santo. Ave, Maria... V/. Eis
aqui a serva do Senhor. R/. Faça-se em mim segundo a vossa palavra. Ave,
Maria... V/. E o Verbo se fez homem. R/. E habitou entre nós. Ave, Maria... V/.
Rogai por nós, santa Mãe de Deus, R/. Para que sejamos dignos das promessas de
Cristo. Oremos: Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações, para que,
conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por
sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
(Miss. Rom., dom IV do Adv., coleta.)
b) No tempo pascal
Rainha do céu, alegrai-vos,
aleluia! Pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia.
Ressuscitou, como disse, aleluia. Rogai a Deus por nós, aleluia. V/. Alegrai-vos
e exultai, ó Virgem Maria, aleluia! R/. Porque o Senhor ressuscitou
verdadeiramente, aleluia! (Cf.
Lit. Hor., ord. temp. pasc., após compl.) Oremos: Ó Deus, que vos
dignastes alegrar o mundo com a ressurreição do vosso Filho, concedei-nos por
sua Mãe, a Virgem Maria, o júbilo da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Amém. (Miss. Rom., comum da B.V. Maria 6, temp. pasc., coleta.) Concede-se
indulgência parcial ao fiel que piedosamente recitar estas orações, de acordo
com o Tempo. Conforme louvável costume, estas orações se recitam de manhã, ao
meio-dia e à tarde.
10. Alma
de Cristo
Alma de Cristo,
santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água
do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me. No permitais que me separe de vós. Do
espirito maligno defendei-me. Na hora da morte chamai-me e mandai-me ir para
vós, para que com vossos Santos vos louve por todos os séculos dos séculos.
Amém. (Miss. Rom., ação de graças depois da missa.) Indulgência parcial.
11.
Visita às basílicas patriarcais de Roma
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que visitar com devoção uma das quatro basílicas patriarcais
de Roma e aí recitar o Pai-nosso e o Creio:
1) no dia da festa do
titular;
2) em qualquer festa de
preceito; (cf. cân. 1246, 1, CDC)
3) uma vez no ano, em dia
à escolha do fiel.
12.
Bênção papal
Ganha indulgência
plenária o fiel que recebe com piedade e devoção a bênção dada pelo Sumo
Pontífice a Roma e ao mundo, ou dada pelo Bispo aos fiéis confiados ao seu
cuidado, conforme a norma 10, parágrafo 2, ainda que a benção se receba por
rádio ou televisão.
13.
Visita ao cemitério
Ao fiel que visitar
devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espirito, pelos defuntos, concede-se
indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será
plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial.
14.Visita
a cemitério de antigos cristãos ou “catacumba”
Ao fiel que visitar
devotamente um cemitério de antigos cristãos ou “catacumba”, concede-se
indulgência parcial.
15.
Comunhão espiritual
A comunhão espiritual,
feita em qualquer fórmula piedosa, é enriquecida com indulgência parcial.
Comunhão espiritual (Santo Afonso de Ligório) Meu Jesus, eu creio que estais
presente no Santíssimo Sacramento. Amo-vos sobre todas as coisas e minha alma
suspira por vós. Mas como não posso receber-vos agora no Santíssimo Sacramento,
vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco como se já
estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a
separar-me de vós! Ó, sumo bem e doce amor meu, vulnerai e inflamai o meu
coração, a fim de que esteja abrasado em vosso amor para sempre. Amém.
16.
Creio
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu
sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos
mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado a direita de
Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no
Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão
dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém. Concede-se
indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente este símbolo apostólico ou
símbolo niceno-constantinopolitano.
17.
Adoração da Cruz
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que, na Sexta-feira da paixão e Morte do Senhor, toma parte
piedosamente na adoração da Cruz da solene ação litúrgica.
18.
Ofício dos defuntos
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que devotamente recitar laudes ou vésperas do ofício dos
defuntos.
19. Das
profundezas
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que recitar piedosamente o salmo Das profundezas (Sl 129 [130])
(Tradução oficial) Das profundezas eu clamo - Das profundezas eu clamo a vós,
Senhor, escutai a minha voz!- Vossos ouvidos estejam bem atentos, ao clamor da
minha prece
- Se levardes em conta
nossas faltas, quem haverá de subsistir? - Mas em vós se encontra o perdão, eu
vos temo e em vós espero - No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua
palavra, - A minh’alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora. - Espere
Israel pelo Senhor mais que o vigia pela aurora! - Pois no Senhor se encontra
toda graça e copiosa redenção. - Ele vem libertar a Israel de toda a sua culpa.
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e
sempre. Amém.
20.
Doutrina cristã
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que se dedica a ensinar ou aprender a doutrina cristã. N.B.:
Quem, levado pelo espirito de fé e caridade, ensina a doutrina cristã, pode
ganhar indulgência parcial, conforme a concessão mais geral n.1. Por esta nova
concessão confirma-se a indulgência parcial para o mestre e se estende ao
discípulo.
21.
Senhor Deus todo-poderoso
Senhor Deus todo
poderoso, que nos fizestes chegar ao princípio deste dia, salvai-nos hoje por
vosso poder, de sorte que não nos deixemos arrastar a pecado algum neste dia,
mas nossas palavras, nossos pensamentos e obras tendam sempre só ao cumprimento
da vossa justiça. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Indulgência parcial.
22. Eis -
me aqui, ó bom e dulcíssimo Jesus
Eis - me aqui, ó bom e
dulcíssimo Jesus ! De joelhos me prosto em vossa presença e vos suplico com
todo o fervor de minha alma que vos digneis gravar no meu coração os mais vivos
sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependimento de meus
pecados e firme propósito de emenda, enquanto vou considerando com vivo afeto e
dor as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi já
nos fazia dizer, ó bom Jesus: “Transpassaram minhas mãos e meus pés e contaram
todos os meus ossos” (SI 21,17; cf. Miss. Rom., ação de graças depois da
missa). Concede-se indulgência plenária, nas sextas-feiras da Quaresma, ao fiel
que recitar piedosamente esta oração, diante de uma imagem de crucificado,
depois da comunhão; e indulgência parcial nos outros dias do ano.
23.
Congresso eucarístico
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que participar com devoção do solene rito que costuma encerrar
o congresso.
24. Ouvi-nos
Ouvi-nos, Senhor santo,
Pai todo-poderoso, Deus eterno, e dignai-vos mandar do céu o vosso santo anjo,
para que ele guarde, assista, proteja, visite e defenda todos os que moram
nesta casa. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Indulgência parcial.
25.
Exercícios espirituais
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que faz os exercícios espirituais ao menos por três dias.
26.
Dulcíssimo Jesus
(Ato de reparação)
Dulcíssimo Jesus, cuja
infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida
com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na vossa
presença, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade
tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda a parte, alvejado o
vosso amoríssimo Coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que
também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em
primeiro lugar imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as
próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da
salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e
guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da
vossa santa lei. De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós
hoje desagravar-vos, mas, particularmente, da licença dos costumes e modéstias
do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos
dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos Santos, dos
insultos ao vosso Vigário, e a todo o vosso Clero, do desprezo e das horrendas
e sacrílegas profanações do Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados
e rebeldias das nações contra os direitos e, o magistério da vossa Igreja. Oh!
se pudéssemos lavar, com o próprio sangue, tantas iniqüidades! Entretanto, para
reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os
merecimentos da Virgem Mãe, de todos os Santos e almas piedosas, aquela
infinita satisfação, que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não
cessais de renovar, todos os dias, sobre nossos altares. Ajudai-nos, Senhor,
com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito,
com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e
caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso
próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de vossa divina Majestade
e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possíveis. Recebei, ó
benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea
homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos
constantes, até a morte, no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso
santo serviço, para que possamos chegar todos à pátria bem-aventurada, onde vós
com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos
séculos. Amém. Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar esse ato de
reparação piedosamente, e indulgência plenária se o ato se recitar publicamente
na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
27.
Dulcíssimo Jesus, Redentor
(Ato de consagração do gênero
humano a Jesus Cristo Rei)
Dulcíssimo Jesus,
Redentor do gênero humano, lançai sobre nós que humildemente estamos prostrados
na vossa presença os vossos olhares, Nós somos e queremos ser vossos; a fim de
podermos viver mais intimamente unidos a vós, cada um de nós se consagra,
espontaneamente, neste dia, ao vosso sacratíssimo Coração. Muitos há que nunca
vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos renegaram.
Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros e trazei-os todos ao vosso
sagrado Coração. Senhor, sede rei não somente dos fiéis, que nunca de vós se
afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes
tornem, quanto antes à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
Sede rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de vós pela discórdia;
trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja
um só rebanho e um só pastor. Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe
uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei
que, de um pólo a outro do mundo, ressoe uma só voz: louvado seja o coração
divino, que nos trouxe a salvação; honra e glória a ele, por todos os séculos.
Amém. Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar piedosamente este ato,
e plenária quando se recitar publicamente na solenidade de Jesus Cristo Rei.
28.
Indulgência na hora da morte
O sacerdote que
administra os sacramentos ao fiel em perigo de vida não deixe de lhe comunicar
a benção apostólica com a indulgência plenária. Se não houver sacerdote, a
Igreja, mãe compassiva, concede benignamente a mesma indulgência ao cristão bem
disposto para ganhá-la na hora da morte, se durante a vida habitualmente tiver
recitado para isso algumas orações. Para alcançar esta indulgência plenária
louvavelmente se rezam tais orações fazendo uso de um crucifixo ou de uma
simples cruz. A condição de ele habitualmente ter recitado algumas orações
supre as três condições requeridas para ganhar a indulgência plenária. Esta
concessão vem assinalada na const. Apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 18.
29.
Ladainhas
Com indulgência parcial
são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela autoridade competente. Sobressaem-se
entre elas as seguintes: do santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de
Jesus, do preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima
Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos.
30.
Magnificat
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que recitar piedosamente o Magnificat. Magnificat: A alegria da
alma no Senhor - A minh’alma engrandece o Senhor e exulta meu espírito em Deus,
meu Salvador; - Porque olhou para a humildade de sua serva, doravante as
gerações hão de chamar-me de bendita. - O Poderoso fez em mim maravilhas e
Santo é o seu nome! - Seu amor para sempre se estende sobre aqueles que o
temem; - Manifesta o poder de seu braço, dispersa os soberbos; - Derruba os
poderosos de seus tronos e eleva os humildes; - Sacia de bens os famintos,
despede os ricos sem nada. - Acolhe Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, -
Como havia prometido a nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos para
sempre. - Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio,
agora e sempre. Amém.
31.
Maria, ó Mãe da graça
Maria, ó Mãe da graça, Ó
Mãe da misericórdia, Do inimigo defendei-me, Na hora da morte acolhei-me!
Indulgência parcial
32.
Lembrai-vos
Lembrai-vos, ó piíssima
Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que recorreram à
vossa proteção, imploraram vossa assistência, reclamaram vosso socorro, fosse
por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem entre
todas singular, como a Mãe recorro; de vós me valho e, gemendo sob o peso de
meus pecados me prostro aos vossos pés. Não desprezeis minhas súplicas, ó Mãe
do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar
o que vos rogo. Amém.
Indulgência parcial
33.
Miserere (Tende piedade)
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que em espírito de penitência recitar o salmo Miserere (Sl 50
[51]).
Tende piedade, ó meu
Deus!
- Tende piedade, ó meu
Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! - Do meu pecado,
todo inteiro, me lavai, e apagai completamente a minha culpa! - Eu reconheço
toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. - Foi contra
vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos
- Mostrais assim quanto
sois justo na sentença, e quanto é reto o julgamento que fazeis. - Vede,
senhor, que eu nasci na iniqüidade e em pecado minha mãe me concebeu. - Mas vós
amais os corações que são sinceros, na intimidade me ensinais a sabedoria.
- Aspergi-me e serei puro
do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.
- fazei-me ouvir cantos
de festa e de alegria, e exultarão estes meus ossos que esmagastes. - Desviai o
vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! - Criai em
mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. - Ó Senhor,
não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! Dai-me
de novo a alegria de ser salvo E confirmai-me com espírito generoso! -
Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados. -
Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça! - Abri
meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor! - Pois
não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o
rejeitais.
- Meu sacrifício é minha
alma penitente, não desprezeis um coração arrependido! - sede benigno com Sião,
por vossa graça, reconstruí Jerusalém e os seus muros! - E aceitareis o
verdadeiro sacrifício, os holocaustos e oblações em vosso altar! - Glória ao
Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
34.
Novenas
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que assistir devotamente as novenas públicas que se fazem antes
das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição.
35. Uso
de objetos de piedade
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que usa devotamente objetos de piedade, como crucifixo ou cruz,
terço, escapulário, medalha, bentos ritualmente* por qualquer sacerdote ou
diácono. Se o objeto de piedade for bento pelo Sumo Pontífice ou por um Bispo,
o fiel que usa com devoção esse objeto pode ganhar a indulgência plenária na
solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, acrescentando a profissão de fé
com qualquer fórmula aprovada. * Para benzer ritualmente objetos de piedade, o
sacerdote ou diácono, conforme o uso do Ritual Romano sobre Bênçãos, observe as
formas litúrgicas prescritas: notar que basta o sinal da cruz e que é
conveniente acrescentar as palavras: “em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo” (cf. Rit. Rom. Bênçãos nn. 1165 e 1182) Esta concessão vem assinalada na
const. Apost. Indulgentiarum doctrina, normas 16 e 18.
36.
Ofícios breves
Com indulgência parcial
são enriquecidos os ofícios breves da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, do
Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição e
de São José.
37.
Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas
Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar alguma oração aprovada pela
autoridade eclesiástica para isso.
38.
Oração mental
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que se entrega à oração mental com piedade.
39.
Oremos pelo Pontífice
V/. Oremos pelo nosso
Pontífice N. R/. O Senhor o conserve, o anime, e o torne feliz na terra, e não
o entregue ao poder dos seus inimigos. Indulgência parcial.
40. Ó
sagrado banquete
Ó sagrado banquete de que
somos os convivas, no qual recebemos o Cristo em comunhão! Nele se recorda a
sua paixão, o nosso coração se enche de graça e nos é dado o penhor da glória
que há de vir. (Rit. Rom., Sagrada Com., n. 65.)
Indulgência parcial.
41. Participação
na sagrada pregação
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que assistir atenta e devotamente à sagrada pregação da palavra
de Deus. Concede-se indulgência plenária ao fiel que, no tempo das santas
missões, ouvir algumas pregações e participar, além disso, do solene
encerramento das mesmas missões.
42.
Primeira comunhão
Concede-se indulgência
plenária aos fiéis que se aproximarem pela primeira vez da sagrada comunhão ou
que assistem a outros que se aproximam.
43.
Primeira missa do neo-sacerdote
Concede-se indulgência
plenária ao sacerdote que, em dia marcado, celebra sua primeira missa, diante
do povo, e aos fiéis que devotamente a ela assistem.
44.
Prece pela unidade dos cristãos
Ó Deus todo poderoso e
cheio de misericórdia, que por vosso Filho quisestes reunir a diversidade das
nações num só povo, concedei aos que se gloriam do nome de cristãos rejeitarem
toda a divisão e se unirem na verdade e na caridade, e assim todos os homens,
iluminados pela luz da verdadeira fé, se reunam em comunhão fraterna numa só
Igreja. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Indulgência parcial.
45.
Recolhimento mensal
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que participar do recolhimento mensal.
46. Dai-lhes,
Senhor
Dai-lhes, Senhor, o
repouso eterno, e brilhe para eles a vossa luz. Descansem em paz! Amém (cf.
Rito das exéquias). Indulgência parcial aplicável somente às almas do
purgatório.
47.
Retribuí, Senhor
Retribuí, Senhor, a vida
eterna a todos os que nos fazem o bem, por causa do vosso nome. Indulgência
parcial
48. Reza
do Rosário de Nossa Senhora
Indulgência plenária, se
o Rosário se recitar na igreja ou oratório ou em família, na comunidade
religiosa ou em piedosa associação; parcial, em outras circunstâncias. (O
Rosário é uma fórmula de oração em que distinguimos quinze dezenas de saudações
angélicas [Ave-Marias], separadas pela oração dominical [Pai-nosso] e em cada
uma recordamos em piedosa meditação os mistérios da nossa redenção.) Chama-se
também a terça parte dessa oração o Terço.
Para a indulgência
plenária determina-se o seguinte:
1. Basta a reza da terça
parte do Rosário, mas as cinco dezenas devem-se recitar juntas.
2. Piedosa meditação deve
acompanhar a oração vocal.
3. Na recitação pública,
devem-se anunciar os mistérios, conforme o costume aprovado do lugar; na
recitação privada, basta que o fiel ajunte a meditação dos mistérios à oração
vocal.
4. Entre os orientais,
onde não existe a prática desta devoção, os Patriarcas poderão determinar
outras orações em honra da santíssima Virgem Maria (por exemplo, entre os
bizantinos o hino “Akathistos” ou o ofício “Paraclisis”), que gozarão das
mesmas indulgências.
49.
Jubileus de ordenação sacerdotal
Concede-se indulgência
plenária ao sacerdote que, aos 25, 50, 60 anos de sua ordenação sacerdotal,
renova diante de Deus o propósito de fidelidade aos deveres de sua vocação. Os
fiéis que assistirem à missa jubilar do sacerdote, também eles podem ganhar a
indulgência plenária.
50.
Leitura espiritual da Sagrada Escritura
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que ler a Sagrada Escritura, com a veneração devida à palavra
divina, e a modo de leitura espiritual. A indulgência será plenária, se o fizer
pelo espaço de meia hora pelo menos.
51.
Salve, Rainha
Salve, Rainha, mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de
Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas! Eia, pois,
advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste
desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre! Ó clemente, ó
piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. (Lit. Hor., no final das completas.)
Indulgência parcial.
52.
Santa Maria, socorrei os pobres
Santa Maria, socorrei os
pobres, ajudai os fracos, consolai os tristes, rogai pelo povo, auxiliai o
clero, intercedei por todas as mulheres: sintam todos a vossa ajuda, todos os
que celebram a vossa memória.Indulgência parcial.
53.
Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Santos Apóstolos Pedro e
Paulo, intercedei por nós.
Protegei, Senhor, o vosso
povo, que confia na proteção dos vossos Apóstolos Pedro e Paulo, e conservai-o
com a vossa contínua defesa. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Indulgência parcial.
54. O
culto aos Santos
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que, no dia da celebração litúrgica de qualquer Santo, recitar
em sua honra a oração tomada do Missal ou outra aprovada pela autoridade
eclesiástica.
55.
Sinal da cruz
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que faça devotamente o sinal da cruz, proferindo as palavras
costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
56.
Visita às igrejas estacionais
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que visitar com devoção a igreja estacional em seu próprio dia;
e se, além disso, assistir as sagradas funções que pela manhã ou à tarde se
celebram, ganhará indulgência plenária (cf. Cerimonial dos Bispos, nn. 260-261).
57. À
vossa proteção
À vossa proteção
recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas
necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e
bendita. (Lit. Hor., no final das completas.)
Indulgência parcial
58.
Sínodo diocesano
Concede-se indulgência
plenária uma só vez ao fiel que, no tempo do sínodo diocesano, visitar
piedosamente a igreja em que o sínodo se reúne e aí recitar o Pai-nosso e o
Creio.
59. Tão
sublime sacramento
Tão sublime sacramento
vamos todos adorar, pois um Novo testamento vem o antigo suplantar! Seja a fé
nosso argumento se o sentido nos faltar. Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o
Salvador, igual honra tributemos, ao Espirito de amor. Nossos hinos cantaremos,
Chegue ao céus nosso louvor. Amém. V/. Do céu lhes deste o pão, R/. Que contém
todo o sabor. Oremos: Senhor Jesus Cristo, neste admirável Sacramento nos
deixastes o memorial da vossa Paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o
mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher continuamente os
frutos da vossa redenção. Vós que viveis e reinais para sempre. R/. Amém. (Tit.
Rom. Da sagr. Com., n. 102.) Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar
com piedade estas orações. A indulgência será plenária na Quinta-feira da
semana santa depois da missa da Ceia do Senhor, e na ação litúrgica da
solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.
60. Te
Deum
(A vós, ó Deus)
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que recitar o hino Te Deum (A vós, ó Deus) em ação de graças, e
será plenária, quando recitado em público no último dia do ano. A vós, ó Deus,
louvamos,a vós, Senhor, cantamos.A vós, eterno Pai, adora toda a terra. A vós
cantam os anjos, Os céus e seus poderes: Sois Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus
do universo! Proclamam céus e terra A vossa imensa glória. A vós celebra o coro
glorioso dos Apóstolos. Vos louva dos Profetas A nobre multidão e o luminoso
exército dos vossos santos mártires. A vós por toda a terra Proclama a Santa
Igreja, Ó Pai onipotente, de imensa majestade. E adora juntamente O vosso Filho
único, Deus vivo e verdadeiro, e ao vosso Santo Espírito. Ó Cristo, Rei da
glória, Do Pai eterno Filho, nascestes duma Virgem, a fim de nos salvar.
Sofrendo vós a morte, Da morte triunfastes, abrindo aos que têm fé dos céus o
reino eterno. Sentastes à direita De Deus, do Pai na glória. Nós cremos que de
novo vireis como juiz. Portanto, vos pedimos: salvai os vossos servos, que vós,
Senhor, remistes com sangue precioso. Fazei-nos ser contados, Senhor, vos
suplicamos, Em meio a vossos santos Na vossa eterna glória.
(A parte que segue pode
ser omitida, se for oportuno.)
Salvai o vosso povo.
Senhor, abençoai-o Regei-nos e guardai-nos Até a vida eterna. Senhor, em cada
dia, Fiéis, vos bendizemos, Louvamos vosso nome Agora e pelos séculos. Dignai-vos,
neste dia, Guardar-nos do pecado. Senhor, tende piedade de nós, que a vós clamamos.
Que desça sobre nós, Senhor, a vossa graça, porque em vós pusemos a nossa
confiança. Fazei que eu, para sempre, não seja envergonhado: Em vós, Senhor,
confio, Sois vós minha esperança!
61. Veni
Creator
(Ó vinde, Espírito
Criador)
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que recitar devotamente o hino Veni Creator (Ó vinde, Espírito
Criador). A indulgência será plenária no dia primeiro de janeiro e na
solenidade de Pentecostes, se o hino se recitar publicamente. (Tradução
oficial:) Ó, vinde Espírito Criador, As nossas almas visitai E enchei os nossos
corações Com vossos dons celestiais. Vós sois chamado o Intercessor Do Deus
excelso o Dom sem par, A fonte viva, o fogo, o amor, A unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons, E sois poder na mão do Pai, Por ele prometido a nós,
Por nós seus feitos proclamai. A nossa mente iluminai, Os corações enchei de
amor, Nossa fraqueza encorajai, Qual força eterna e protetor. Nosso inimigo
repeli, E concedei-nos vossa paz; Se pela graça nos guiais, O mal deixamos para
trás. Ao Pai e ao Filho Salvador Por vós possamos conhecer. Que procedeis do
seu amor Fazei-nos sempre firmes crer.
62.
Vinde, Espírito Santo
Vinde, Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.Indulgência
parcial.
63. Via-sacra
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que fizer o exercício da via-sacra, piedosamente. Com o
piedoso exercício da via-sacra renova-se a memória das dores que sofreu o
divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte,
até ao monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação. Para ganhar a
indulgência plenária, determina-se o seguinte:
1. O piedoso exercício
deve-se realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.
2. Requerem-se catorze
cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras
tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.
3. Conforme o costume
mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se
acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e
Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.
4. Exige-se o movimento
de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se
pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o
dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus
lugares.
5. Os legitimamente
impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da
Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de
hora.
6. Assemelham-se ao
piedoso exercício da via-sacra, também quanto à aquisição da indulgência,
outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade: neles se fará
memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze estações.
7. Entre os orientais,
onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão determinar, para
lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança Paixão e Morte de
Nosso Senhor Jesus Cristo.
64.
Visitai, Senhor
Visitai, Senhor, esta
casa, e afastai as ciladas do inimigo; nela habitem vossos santos Anjos, para
nos guardar na paz, e a vossa benção fique sempre conosco. Por Cristo, nosso
Senhor. Amém. (Lit. Hor., compl. após vesp. de dom.)
Indulgência parcial.
65.
Visita à igreja paroquial
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que com devoção visitar a igreja paroquial:
- na festa do titular;
- a 2 de agosto, em que
ocorre a indulgência da “Porciúncula”.
Uma e outra indulgência
poderão alcançar-se no dia acima marcado ou noutro dia determinado pelo
ordinário para utilidade dos fiéis. Gozam das mesmas indulgências a igreja
catedral e, se houver, a concatedral, ainda que não sejam paroquiais, e também
as igrejas quase-paroquiais. (cf. cân. 516,1,CDC) Tais indulgências já estão
incluídas na const. Apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 15; aqui se satisfaz
aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada Penitenciaria. Na
piedosa visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., “recitam-se a
oração dominical e o símbolo dos apóstolos” (Pai-nosso e Creio).
66.
Visita à igreja ou altar no dia da dedicação
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que visitar a igreja ou o altar no próprio dia da dedicação e
aí piedosamente rezar o Pai-nosso e o Creio.
67.
Visita à igreja ou oratório
na comemoração de todos
os fiéis defuntos Concede-se indulgência plenária, aplicável somente às almas
do purgatório, aos fiéis que no dia da comemoração de todos os fiéis defuntos
visitarem piedosamente uma igreja ou oratório. Esta indulgência poderá alcançar-se
no dia marcado ou, com consentimento do ordinário, no domingo antecedente ou
subseqüente ou na solenidade de Todos os Santos. Esta indulgência já está
incluída na const. apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 15; aqui se satisfaz
aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada Penitenciária. Na
piedosa visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., (norma 22) “se recitam
a oração dominical e o símbolo dos apóstolos: Pai-nosso e Creio”.
68.
Visita à igreja ou oratório de religiosos na festa do fundador
Concede-se indulgência
plenária ao fiel que visitar piedosamente uma igreja ou oratório de religiosos
na festa de seu fundador e aí rezar o Pai-nosso e o Creio.
69.
Visita pastoral
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que visitar piedosamente uma igreja ou oratório, quando aí se
faz a visita pastoral; e indulgência plenária, se nesse mesmo tempo assistir a
uma função sagrada e presidida pelo visitador.
70.
Renovação das promessas do batismo
Concede-se indulgência
parcial ao fiel que renovar as promessas do batismo em qualquer formula de uso;
e ganhará indulgência plenária, se o fizer na celebração da Vigília Pascal ou
no aniversário do seu batismo.
PIEDOSAS
INVOCAÇÕES
Sobre cada piedosa
invocação note-se o seguinte:
1. A invocação, quanto à
indulgência, não se considera mais como obra distinta ou completa, mas como
complemento da obra, com a qual o fiel eleva o espirito a Deus com humilde
confiança no cumprimento de seus deveres e na tolerância das aflições da vida.
A piedosa invocação completa essa elevação do espirito: ambas são como uma
pérola que se insere nas atividades humanas e as adorna, ou como o sal que
tempera e dá gosto.
2. Deve-se preferir a
invocação que melhor concorda com as circunstâncias das ações e da pessoa: ela
espontaneamente brota do coração e escolhem-se as que o uso antigo mais
aprovou; delas se acrescenta uma lista, abaixo.
3. A invocação pode ser
brevíssima, expressa em uma ou poucas palavras ou só concebida na mente.
Apraz dar alguns
exemplos: Deus meu. Pai. Jesus. Louvado seja Jesus Cristo (ou outra saudação em
uso). Creio em vós, Senhor. Espero em vós. Eu vos amo. Tudo por vós. Eu vos
agradeço ou Graças a Deus. Bendito seja Deus ou Bendigamos ao Senhor. Venha a
nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade. Seja como Deus quiser. Ajudai-me,
Senhor. Confortai-me. Ouvi-me ou Atendei à minha oração. Salvai-me. Tende
piedade de mim. Perdoai-me, Senhor. Não permitais separar-me de vós. Não me
abandoneis. Ave, Maria. Glória a Deus nos céus. Senhor, vós sois grande.
INVOCAÇÕES
EM USO
(que se dão como exemplo)
1. Abençoe-nos com seu
dileto Filho a bem-aventurada Virgem Maria.
2. Amado, Senhor Jesus,
dai-lhes o descanso eterno.
3. Bendita seja a
Santíssima Trindade.
4. Coração de Jesus que
tanto me amais, fazei que eu vos ame cada vez mais.
5. Coração de Jesus
confio em vós.
6. Coração de Jesus, tudo
por vós.
7. Coração sacratíssimo
de Jesus, tende piedade de nós.
8. Cristo vence! Cristo
reina! Cristo impera!
9. Dignai-vos que eu vos
louve, ó Virgem santa, dai-me força contra vossos inimigos.
10. Doce Coração de
Maria, sede a minha salvação.
11. Ensinai-me a fazer a
vossa vontade, porque sois o meu Deus.
12. Enviai, Senhor,
operários à vossa messe.
13. Ficai conosco,
Senhor.
14. Glória ao Pai e ao
Filho e ao Espirito Santo.
15. Graças e louvores
sejam dados a todo momento ao santíssimo e diviníssimo Sacramento.
16. Jesus, Maria, José.
17. Jesus, Maria, José,
eu vos dou meu coração e minha alma!
18. Jesus manso e humilde
de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.
19. Mãe dolorosa, rogai
por nós.
20. Meu Deus e meu tudo.
21. Meu Senhor e meu
Deus!
22. Nós vos adoramos, ó
Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
23. Ó Deus, compadecei-vos
de mim, pecador.
24. Pai, em vossas mãos
entrego o meu espirito.
25. Rainha, concebida sem
pecado original, rogai por nós.
26. Rogai por nós, santa
Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
27. Salve, ó Cruz, única
esperança.
28. Santa Mãe de Deus,
sempre Virgem Maria, intercedei por nós.
29. Santa Maria, Mãe de
Deus, rogai por nós.
30. Senhor, aumentai a
nossa fé.
31. Senhor, faça-se a
unidade das mentes na verdade, e a unidade dos corações na caridade.
32. Senhor, salvai-nos,
pois perecemos.
33. Sois minha mãe e
minha confiança.
34. Todos os Santos e
Santas de Deus, rogai por nós.
35. Vós sois o Cristo,
Filho de Deus vivo.
Fonte: Prof. Felipe Aquino -
Editora Cléofas
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