48º CONGRESSO EUCARÍSTICO

31 de janeiro de 2000

« KOINONIA »

Dia dedicado à comunhão

Liturgia penitencial de renovação

pessoal e comunitária

 

INDICAÇÕES GERAIS

CELEBRAÇÃO PENITENCIAL

·I. Ritos iniciais 

·II. Liturgia da Palavra

·III. Rito da Reconciliação

·IV. Ritos finais

 

Indicações gerais

1. Propõe-se a celebração de uma liturgia penitencial comunitária, com confissão e absolvição individual, de maneira a oferecer a todas as pessoas consagradas a oportunidade de se prepararem dignamente para a celebração do Jubileu.

Para isso, é conveniente que se preveja antecipadamente um número conveniente de confessores e que os lugares das confissões sejam bem evidenciados.

2. Oferecem-se algumas indicações, tiradas do Ritual da Penitência, com algumas indicações complementares.

3. De acordo com as circunstâncias do lugar, seria oportuno que esse momento pudesse ser preparado com um dia de jejum, de modo que o valor material dessa renúncia, juntamente com outras contribuições em dinheiro ou « in natura », possa ser oferecido aos pobres e necessitados. Assim, o Jubileu para o qual estamos nos preparando, seria marcado pela oração, pelo jejum e pela esmola, sinais de comunhão com Deus, de reconciliação consigo mesmo, de caridade para com o próximo.

4. A liturgia se desenrola num clima de sobriedade. Pode-se evidenciar o sinal da cruz, colocado em destaque no meio da assembléia, e o símbolo da água benta.

 

 

CELEBRAÇÃO PENITENCIAL

I. Ritos iniciais

Enquanto o Presidente e os outros ministros se encaminham para o presbitério, a assembléia executa um canto penitencial.

Saudação litúrgica do Presidente:

Graça, misericórdia e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo seu Filho e nosso Senhor.

Amém.

O presidente da celebração dirige à assembléia estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos e irmãs,

neste dia o Senhor nos convida a viver o encontro sacramental com Ele, tendo presente o mistério da comunhão à qual Ele nos chama.

O Papa escreve: « Com a constante promoção do amor fraterno, a vida consagrada revelou que a participação na comunhão trinitária pode mudar as relações humanas, criando um novo tipo de solidariedade. Desse modo, ela aponta aos homens tanto a sublimidade da comunhão fraterna, quanto os caminhos concretos que a ela conduzem. De fato, as pessoas consagradas vivem “para” Deus e “de” Deus e, por isso mesmo, podem confessar a força da ação reconciliadora da graça, que abate os dinamismos desagregadores presentes no coração do homem e nas relações sociais » (VC, 41).

Nesta liturgia penitencial queremos pedir perdão para nós e para todos, a fim de que o vínculo da comunhão com Deus, entre nós e com todos, se reforce através do dom do Espírito Santo que nos será dado com a remissão de nossos pecados em Cristo Jesus, nosso Irmão e Redentor.

O Pai manifestou a sua grande misericórdia, reconciliando consigo o mundo em Cristo, restabelecendo a paz com o seu sangue precioso; e Jesus, não apenas exortou à penitência, mas acolheu os pecadores e os reconciliou com o Pai. « Portanto, com total confiança, aproximemo-nos do trono da graça, para alcançar misericórdia e encontrar a graça de um auxílio oportuno » (Hb 4,16).

Todos rezam em silêncio.

O celebrante diz uma das orações do Ritual.

 

II. Liturgia da Palavra

Sugerem-se estas leituras:

1a Leitura Rm 12: A vida de caridade na comunhão fraterna.

Salmo responsorial: Do Salmo 50.

Aleluia.

Evangelho: Jo 13,34-35; 15,10-13 Dou-vos um mandamento novo.

Homilia

Para a homilia pode-se usar o texto preparado: Comunhão-Ecumenismo (Anexo I.B).

EXAME DE CONSCIÊNCIA

Se for oportuno, um leitor pode sugerir algumas considerações para um breve exame de consciência.

 

III. Rito da Reconciliação

O Sacerdote convida todos a se ajoelharem. De pé, diante da cruz, ele convida à penitência com estas palavras:

Irmãos e irmãs,

Mais uma vez Deus nos chama à conversão. Rezemos a fim de obter a graça de uma vida nova em Cristo Senhor. Rezemos juntos ao Senhor:

Kyrie eleison.

Senhor Jesus, que curavas os enfermos e abrias os olhos aos cegos, tu que perdoaste a mulher pecadora e confirmaste Pedro no teu amor, perdoa os nossos pecados e dá-nos um coração novo para podermos viver na perfeita comunhão.

Kyrie eleison.

Senhor Jesus, que quiseste ser chamado amigo dos pecadores, pelo mistério da tua morte e ressurreição, livra-nos dos nossos pecados e concede-nos a paz, para que demos frutos de caridade, de justiça e de verdade.

Kyrie eleison.

Senhor Jesus Cristo, Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo, concede-nos a reconciliação com o Pai, na graça do Espírito Santo, e faze de nós criaturas novas para o louvor da tua glória.

Kyrie eleison.

Senhor Jesus Cristo, na tua grande misericórdia, tem piedade de nós, não olhes os nossos pecados e cancela todas as nossas culpas; cria em nós um coração puro e renova em nós um espírito de fortaleza e de santidade.

Kyrie eleison.

Senhor Jesus, que ordenaste que nos amemos uns aos outros, até o dom da vida, infunde em nós o teu Espírito de caridade e de unidade, de comunhão e de misericórdia, a fim de que possamos amar-nos e perdoar-nos sempre, como tu nos perdoas e nos amas.

Kyrie eleison.

Todos ficam de pé e, como preparação para a confissão, cantam a oração do Senhor:

Pai nosso...

Em silêncio, o Presidente asperge com água benta toda a assembléia, como sinal de purificação e memória do batismo.

CONFISSÕES INDIVIDUAIS

Será reservado um tempo conveniente para as confissões.

Durante esse tempo, podem ser cantados alguns salmos ou cantos penitenciais.

Durante o tempo das confissões, as pessoas podem depor, em recipientes colocados aos pés do Crucifixo, as ofertas em dinheiro ou « in natura » que entendem oferecer para os irmãos necessitados de ajuda.

ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO

Terminadas as confissões, o Presidente convida a assembléia a agradecer ao Senhor o dom da graça recebida, com o canto do Magnificat.

Terminado o canto, o Presidente encerra a celebração com esta oração:

Pai de misericórdia e Deus de toda consolação, que não desejas a morte, mas a conversão dos pecadores, socorre o teu povo, para que volte para ti e viva.

Concede-nos a graça de escutar sempre a tua voz, de nos deixarmos guiar pelo teu Santo Espírito no caminho da vida e, agradecidos pelo teu perdão, possamos progredir em tudo e sempre em adesão a Cristo, teu Filho, que nos chamou a segui-lo na via dos conselhos evangélicos.

Ele, que é Deus, e vive e reina contigo, na unidade do Espírito Santo. Por todos os séculos dos séculos.

Todos:

Amém.

Enquanto se executa um canto apropriado, o Presidente convida a assembléia a dar um recíproco sinal de paz.

 

IV. Ritos finais

BÊNÇÃO CONCLUSIVA E DESPEDIDA

O sacerdote celebrante abençoa a assembléia com uma das fórmulas do Ritual e despede o povo.

CANTO FINAL

A assembléia se retira, louvando a Deus com um canto apropriado.

 

 

 


Fonte:  Vaticano – Santa Sé

Page: http://www.vatican.va

 


Copyright 2003 – Paróquia Divino Espírito Santo – Maceió/AL

http://www.divinoespiritosanto.cjb.net