Sobre a Intercesão dos Santos São Jerônimo (340-420),
doutor da Igreja:
-Se os Apóstolos e
mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar
de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a
coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o
perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão
menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações
salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha
de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só
palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no
Evangelho?- (Adv. Vigil. 6)
Santo Hilário de Poitiers
(310-367), bispo e doutor da Igreja:
-Aos que fizeram tudo o
que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a
guarda dos anjos nem a proteção dos santos-.
São Cirilo de Jerusalém
(315-386): bispo de Jerusalém e doutor da Igreja:
-Comemoramos os que
adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires;
para que Deus, por sua intercessão e orações, se digne receber as nossas-.
Concílio de Trento (1545-1563
- 25ª Sessão):
-Os santos que reinam
agora com Cristo, oram a Deus pelos homens. É bom e proveitoso invocá-los
suplicantemente e recorrer às suas orações e intercessões, para que vos
obtenham benefícios de Deus, por NSJC, único Redentor e Salvador nosso. São
ímpios os que negam que se devam invocar os santos que já gozam da eterna
felicidade no céu. Os que afirmam que eles não oram pelos homens, os que
declaram que lhes pedir por cada um de nós em particular é idolatria, repugna à
palavra de Deus e se opõe à honra de Jesus Cristo, único Mediador entre Deus e
os homens (1 Tm 2,5)-.
SOBRE A CONFISSÃO
Santo Agostinho (354-430),
bispo de Hipona, doutor da Igreja:
-Se na Igreja não
existisse a remissão dos pecados, não existiria nenhuma esperança, nenhuma
perspectiva de uma vida eterna e de uma libertação eterna. Rendamos graças a
Deus que deu à Sua Igreja um tal dom-.
-Fazei penitência, como é
costume na Igreja, se quereis que ela ore por vós. Ninguém diga - eu faço
penitência secretamente diante de Deus. Ele sabe-o e perdoa-me, porque faço
penitência em meu coração... Poderemos nós anular o Evangelho e a palavra de
Cristo?-
São Leão Magno (400-461),
Papa e doutor da Igreja:
-Deus em sua infinita
misericórdia, preparou dois remédios para os pecados dos homens: o batismo e a
penitência. Pelo batismo nascemos para a vida da graça; pela penitência
recuperamo-lo, se tivermos a infelicidade de perdê-la. Todo cristão, portanto,
deve examinar a sua consciência, não adiando dia a dia a sua conversão. Ninguém
espere satisfazer a justiça de Deus na hora da morte. É um perigo para os
fracos e ignorantes adiar a sua conversão para os últimos dias de sua vida.-
São Gregório Magno (540-604),
Papa e doutor da Igreja:
-Os Apóstolos receberam,
pois, o Espírito Santo para desligar os pecadores da cadeia dos seus pecados.
Deus fê-los participantes do seu direito de julgar; e eles julgam em Seu Nome e
em Seu lugar. Ora, como os bispos são os sucessores dos Apóstolos têm o mesmo
direito-.
-O pecador, ao confessar
sincera e contritamente os seus pecados, é como Lázaro: já vive, mas está ainda
ligado com as ataduras de seus pecados. Precisa de que o Sacerdote lhas corte;
e corte-lhas absolvendo-o-.
Fonte:
Prof. Felipe Aquino - Editora Cléofas
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