Santa Teresinha em Gotas
Monsenhor Pedro Teixeira Cavalcante *
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ESCLARECIMENTOS
Este não é
apenas mais um livro sobre Santa Teresinha, nem somente uma nova
coletânea de pensamentos da grande Santa de Lisieux. Antologias de Santa
Teresinha existem muitas, até mesmo
aqui no Brasil.
Este livro é a apresentação da mensagem
teresiana em forma destilada, por isso, o seu título: Santa Teresinha em Gotas.
Não é, pois, uma simples coleção de
pensamentos edificantes, que teriam o objetivo de serem, tão somente, pequenos
ramalhetes espirituais.
Estes pensamentos de Santa Teresinha foram escolhidos com muito esmero e cuidado.
Foram selecionados aqueles que pudessem, realmente, apresentar uma faceta do
“Pequeno Caminho” teresiano. A ordem alfabética não deve enganar. Ela foi
escolhida, para facilitar a consulta, mas os verbetes selecionados são aqueles
que, numa síntese, poderão, muito bem, apresentar uma visão sucinta e de
conjunto da doutrina espiritual de
Santa Teresinha. Portanto, trata-se de um livro para meditação, para estudos,
para sermões, para retiros, para conferências e, também, é claro, para a
alimentação espiritual. Poder-se-ia, assim, intitular este trabalho de “Santa
Teresinha por Ela mesma”.
Com tal objetivo, os pensamentos
selecionados se sucedem, em cada
verbete, em ordem cronológica, para que o leitor possa seguir o itinerário da
Santa. Ademais, foi indicada a fonte
de cada pensamento, com referência bem
clara, para que se pudesse consultar o texto completo, para uma possível
complementação posterior, se desejada ou necessária for.
É conveniente que se expliquem alguns pontos
práticos adotados no livro.
Primeiramente, deve-se notar que, no caso de
um pensamento fazer referência a várias
idéias, foi ressaltado o verbete mais salientado pela Santa. Mesmo assim,
alguns textos aparecem repetidos, mas, em geral, eles não aparecem totalmente
iguais nas várias transcrições, uma vez que, de cada vez salienta-se a idéia
principal do verbete, em que estão situados.
Em segundo lugar, como se trata de uma obra
em um só volume, com o intuito de não torná-lo grosso demais, a síntese e a
brevidade foram pistas determinantes. Para diminuir falta inevitável, foi
colocada, após cada verbete, uma série de números complementares. Esses
números não foram escritos simplesmente para adorno, mas indicam outros
pensamentos que são, realmente, complementos das idéias propostas naquele
verbete.
Em terceiro lugar, é bom lembrar que alguns
verbetes foram incluídos em outros, cuja extensão pareceu mais longa e
abrangente. Assim, virgindade e pureza aparecem no verbete castidade. É claro
que não se poderia citar todos os temas da mensagem teresiana em forma
extensiva e separada, porque, então, o livro passaria a ser um grande
dicionário, o que não era objetivo da obra.
Por
fim, é necessário dizer que, é a própria Santa Teresinha a autora do
livro. Em três longos anos de trabalhos, selecionei, traduzi e organizei,
digitei e organizei estes pensamentos dentro de uma ótica global do “Pequeno
Caminho”, mas foi tudo o que fiz. O conteúdo da obra, a mensagem do livro, as
palavras empregadas, a metodologia da expressão usada, tudo, enfim, é de Santa
Teresinha. Portanto, o que o leitor encontrar de bom e de útil neste livro,
deve, unicamente, a Deus mediante os ensinamentos de Santa Teresinha; o que
encontrar de mal apresentado, de não bem traduzido ou de erroneamente
organizado, refira, imediatamente, à
minha imperícia cultural e à minha pobreza espiritual.
Que em tudo, porém, Deus seja louvado e
amado mediante a mensagem do “Pequeno Caminho”
teresiano, conforme sempre foi o desejo de Santa Teresa de Lisieux.
Maceió, 17 de maio
de 1994
59Erro! Indicador não definido. Aniversário da Canonização de Santa
Teresinha
ABANDONO
01. Tudo nela (Santa Cecília) me fascina,
sobretudo, seu abandono, sua confiança ilimitada, que foram capazes de
virginizar almas, que só tinham desejado as alegrias da vida presente. (MA.61v)
02. Eu me abandonei complemente, fizera tudo o
que dependia de mim, tudo.. (MA.67r)
03. Creio que essa provação foi muito grande e
me fez crescer muito no abandono e nas outras virtudes. (MA.68r)
04. Como eu quero me aplicar a fazer sempre, com
o maior abandono, a vontade do bom Deus!
(MA.84v)
05. Jesus não pede grandes ações, mas somente o abandono e a gratidão. (MB.1v)
06. Eu me sinto, apesar de tudo, cheia de
coragem, estou bem segura de que o bom Deus não vai me abandonar. (CT.27)
07. A glória de meu Jesus, eis aí tudo; quanto à minha, eu lha
abandono! (CT.103)
08. Sua Teresa não se encontra nas alturas nesse
momento, mas Jesus lhe ensina á tirar proveito de tudo, do bem e do mal, que ela
encontra em si. Ele lhe ensina a jogar
na banca do amor ou, antes, Ele joga por ela sem lhe dizer como Ele se arranja,
pois isso é seu ofício e não o de Teresa, o que lhe compete é se abandonar,
entregar-se sem nada reservar, nem mesmo a alegria de saber quanto a banca lhe
dá. (CT.142)
09. Eu não sou sempre fiel, mas jamais desanimo;
eu me abandono nos braços de Jesus.
(CT.143)
10. Não posso pensar sem arrebatamento na
querida santinha Cecília...No meio do mundo, mergulhada no centro de todos os
perigos, no momento de ficar unida a um
jovem pagão, que só respira o amor profano, parece-me que Cecília teria devido
tremer e chorar... mas, não, ao ouvir os sons dos instrumentos que celebravam
suas bodas, Cecília cantava no seu coração... Que abandono! (CT.149)
11. Seria necessária outra linguagem que não a
da terra, para exprimir a beleza do
abandono de uma alma nas mãos de Jesus,
meu coração só pôde balbuciar o que sente.
(CT.161)
12. Devemos apenas entregar nossa alma,
abandoná-la ao nosso grande Deus. (CT.165)
13. O bom Deus já lhe concedeu tantas graças,
poderia abandoná-la agora, quando
parece ter chegado ao porto? (CT.171)
14. Eu não me enganei e mesmo Jesus se contentou
com meus desejos, com meu abandono total. Ele se dignou unir-me a Ele, bem mais cedo do que eu
ousava esperar. (CT.176)
15. Jesus não pede grandes ações, mas somente o abandono e a gratidão. (CT.196)
16. Procuro não me ocupar comigo mesma em nada,
e o que Jesus se digna operar na minha alma
eu lho abandono, pois não escolhi uma vida austera para expiar minhas
faltas, mas as dos outros. (CT.247)
17. Ah, como é doce abandonar-se nos braços de Jesus, sem temores nem
desejos! (CT.263)
18. Dessa Árvore
inefável
O Amor, eis o seu nome
E seu
fruto deleitável
Ele se chama Abandono (PN.52,3)
19. Só o Abandono me entrega
Aos teus braços, ó Jesus,
É ele que me faz viver
Da vida dos teus Eleitos. (PN.52,7)
20. Ó Menino Jesus, meu único Tesouro, eu me
abandono a teus divinos caprichos, não quero outra alegria a não ser a de te
fazer sorrir. (Or.14)
21. No fundo, estou bem abandonada para viver,
para morrer, para me curar e para ir a Cochichina, se o bom Deus quiser. (CA.21/26.5.2)
22. Não compreendo mais nada sobre minha doença.
Eis que estou melhor! Mas, eu me abandono e estou feliz assim mesmo. (CA.10.6)
23. Até os Santos me abandonam! Pedi a Santo
Antônio, durante Matinas, para encontrar nosso lenço, que tinha perdido. Pensa
que ele me ouviu? Nem deu atenção! Mas,
não faz mal, disse-lhe que o amava
muito mesmo assim. (CA.3.7.6)
24. O sofrimento pode atingir os limites
extremos, mas estou segura de que o bom Deus não me abandonará jamais. (CA.4.7.3)
25. Essa palavra de Jó: 'Mesmo quando Deus me
matasse, esperaria ainda por Ele', fascinou-me desde minha
infância. Mas, demorei muito para chegar a esse grau de abandono. Agora, já
cheguei; o bom Deus me colocou aí, Ele me tomou nos seus braços e me pôs
lá. (CA.7.7.3)
26. Se minha alma não estivesse totalmente cheia, anteriormente, do abandono
à vontade do bom Deus, se fosse necessário que me deixasse submergir pelos
sentimentos de alegria ou de tristeza, que se sucedem tão depressa na terra, seria uma onda de dor bem amarga e
eu não poderia suportá-la. Mas, essas alternativas só tocam a superfície de
minha alma... Ah, elas são, contudo, grandes provações! (CA.10.7.13)
27. Creio que, não é a Santíssima Virgem quem
brinca comigo nesses dias. Ela é forçada pelo bom Deus. Então... Ele lhe diz
para me provar, a fim de que eu lhe dê mais testemunhos de abandono e de
amor. (CA.10.7.14)
28. Não tenha pena de mim! Se me falta o ar, o
bom Deus me dará a força. Eu amo! Ele não me abandonará jamais! (CA.27.7.15)
29. Que me importa, se devo ficar ainda muito
tempo na terra? Se sofro muito e sempre mais, não tenho medo, o bom Deus me
dará a força, Ele não me abandonará.
(CA.31.7.14)
30. Estou bem abandonada em Deus, esperarei
tanto quanto Ele quiser. (CA.1.8.5)
31. Estou pronta para tudo...Veja, contudo,
que até agora não tive nada acima de
minhas forças. É preciso abandonar-se. Quisera que a senhora se alegrasse.
(CA.25.8.8)
32. Eu não quero mudar, quero continuar a me
abandonar ao bom Deus inteiramente.
(CA.5.9.4)
33. Ó minha Madre, eu lhe asseguro que o cálice
está cheio até à borda!... Mas, seguramente, o bom Deus não vai me abandonar...
Ele nunca me abandonou! (CA.30.9)
Veja também os nn. 613, 618, 702, 710, 720,
723, 737, 837, 856, 1080, 1085, 1268, 1479, 1315, 1545, 1744, 1747,1757, 1817,
1916, 1954, 2015, 2016, 2028, 2031,2038, 2146, 2170, 2279, 2296, 2415, 2424,
2430, 2514.
ALEGRIA
34. Só no céu a alegria será sem
nuvens! (MA.14v)
35. Que alegria semear flores sob os
passos do bom Deus! (MA.7r)
36. Derramei lágrimas bem amargas,
porque não compreendia ainda a alegria do sacrifício! (MA.25v)
37. Os amigos que tínhamos lá eram
bastante mundanos, eles sabiam demais aliar as alegrias da terra com o serviço
do bom Deus. (MA.32v)
38. Jesus queria me fazer saborear uma alegria tão perfeita, quanto é
possível neste vale de lágrimas.
(MA.32v)
39. Não compreenderam que, quando
toda alegria do céu vem a um coração,
esse coração exilado não pode suportá-la sem derramar lágrimas. (MA.35r)
40. Sentia também o desejo de só amar o
bom Deus, de só encontrar alegria nEle. (MA.36v)
41. Jesus, querendo me mostrar que eu
devia me desfazer dos defeitos da infância, retirou-me também as inocentes
alegrias. (MA.45r)
42. Papai parecia gozar dessa alegria
tranqüila, aquela que nos dá o sacrifício cumprido. (MA.50v)
43. Na minha alma a noite tinha cessado.
Jesus, acordando-se, trouxera-me de
volta a alegria. (MA.51v)
44. Assim como os guerreiros sentiam aumentar sua coragem no meio do
periga, do mesmo modo nossa alegria crescia na proporção da pena que, tínhamos para atingir o objeto dos
nossos desejos. (MA.61r)
45. Ah, sinto-o muito bem, a alegria não
se encontra nos objetos que nos circundam, ela se encontra no mais íntimo da alma, pode-se, pois,
possuí-la quer numa prisão quer num palácio, a prova é que sou mais feliz no
Carmelo, mesmo no meio das provações interiores e exteriores, do que no mundo,
rodeada das comodidades da vida e, sobretudo, das doçuras do lar paterno!
(MA.65r)
A
alegria que sentia era calma, o mais leve zéfiro não fazia ondular as águas
tranqüilas sobre as quais vagava meu
barquinho, nenhuma nuvem escurecia meu céu azul. (MA.69v)
46. Às vezes, é verdade, o coração do passarinho se vê assaltado pela tempestade, parece-lhe
não crer que exista outra coisa afora as nuvens que o envolvem, é então o
momento da alegria perfeita para o pobre pequeno ser fraco. (MB.5r)
47. Todas as criaturas podem se voltar para ela, admirá-la,
cumulá-la de louvores, não sei por que,
mas isso não poderá ajuntar uma só gota de falsa alegria à verdadeira
alegria, que ela saboreia em seu coração, vendo-se como ela é diante aos olhos
do bom Deus. (MC.2r)
48. Existe uma alegria maior do que a de
sofrer por vosso amor? (MC.7r)
49. Corro com alegria no caminho do
vosso mandamento novo. (MC.16r)
50. Meu amor é muito forte, mas no céu,
quando lá estiver, poderei lhes(aos parentes) fazer compreender... eis aí o que
faz minha alegria... (CT.17)
51. Ademais, quando penso que. por um
sofrimento suportado com alegria, durante toda a eternidade, amar-se-á melhor o
bom Deus! (CT.43b)
52. Que alegria a de ver a Deus; a de
ser julgada por Aquele que teremos amado acima de todas as coisas! (CT.56)
53. Se você soubesse quanto minha
alegria é grande por não ter nenhuma (consolação) para agradar a Jesus!... É a
alegria refinada; mas, de modo algum, sentida! (CT.78)
54. Que alegria inefável carregar nossas
cruzes fracamente! (CT.82)
55. Só encontro uma alegria, a de sofrer
por Jesus, mas essa alegria não sentida está acima de toda alegria! (CT.85)
56. Virá um dia em que as sombras
desaparecerão, então só ficarão a alegria, a embriaguez! (CT.89)
57. Que alegria por um momento de
sofrimento! (CT.91)
58. Ah, como será bom contemplar Jesus
face à face, durante toda a eternidade! Sempre, sempre mais amor, sempre
alegrias mais embriagantes... uma felicidade sem nuvem! (CT.94)
59. Que alegria para nosso coração
pensar que nossa familiazinha ama tão ternamente a Jesus! (CT.104)
60. Ah, você pode muito bem dizer que
sua recompensa será grande nos céus, porque está escrito: ‘Bem-aventurados
sereis quando vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós'.
Então, alegre-se e exulte de alegria!
(CT.107)
61. Sim, para nós as alegrias serão
sempre misturadas com o sofrimento. (CT.114)
62. Oh, não há mais para mim senão
alegrias celestes... alegrias onde todo o criado, que não é nada, dá lugar ao
incriado, que é a realidade. (CT.116)
63. Jesus me quer órfãzinha, Ele quer
que esteja só com Ele só, para se unir mais intimamente a mim e quer também me
retribuir na Pátria as alegrias tão legítimas, que me recusou no exílio! (CT.120)
64. A figura deste mundo passa, as
sombras declinam, em breve estaremos em nossa terra natal, em breve as alegrias
de nossa infância, as noitadas do domingo, as conversas íntimas, tudo isso nos
será dado para sempre e sem usura, Jesus nos
retribuirá as alegrias das quais Ele nos privou por um instante.
(CT.130)
65. Ah, no seu amor Ele escolheu para
suas esposas o mesmo caminho que escolheu para Si... Ele quer que as mais puras
alegrias se mudem em sofrimento, a fim de que, não tendo, por assim dizer, nem
mesmo o tempo de respirar à vontade, nosso coração se volte para Ele, pois só
Ele é nosso único Sol e nossa alegria.
(CT.149)
66. Que alegria, quando nos
reencontrarmos, após o exílio da vida!
(CT.154)
67. Pedirei para ela que todas suas alegrias sejam tão puras, que
ela possa senti-las sob o olhar de Deus. Pedirei, sobretudo, que ela goze da
alegria incomparável de levar uma alma
para Nosso Senhor. (CT.159)
68. Goze em paz da alegria, que o bom Deus lhe dá sem se inquietar com o
futuro. (CT.166)
69. Você verá que a alegria sucederá à
provação e que, mais tarde, será feliz por ter sofrido. (CT.171)
70. Parece-me que, se nossos sacrifícios
são cabelos que cativam Jesus, nossas alegrias também o são, para isso basta
não se concentrar em uma felicidade egoísta, mas oferecer a nosso Esposo as
pequenas alegrias que Ele semeia no caminho da vida, para encantar nossas almas
e elevá-las para Ele. (CT.191)
71. Eu lhes disse que, certamente seu
sorriso me era mais doce do que suas melodias, porque você não podia brincar
e sorrir senão sofrendo, esquecendo-se de se mesmo. (CT.212)
72. São Francisco de Assis lhe
ensinará o meio de encontrar a alegria
no meio das provações e dos combates da vida.
(CT.213)
73. A alegria que os mundanos buscam nos
prazeres é apenas uma sombra fugidia, mas nossa alegria, buscada e sentida nos
trabalhos e nos sofrimentos, é uma doce realidade, um pregostar da felicidade
do céu. (CT.221)
74. Eu não seria tão alegre como o sou,
se o bom Deus não me mostrasse que, a única alegria na terra é cumprir sua
vontade. (CT.255)
75. Só o pensamento de cumprir a vontade
do Senhor faz toda minha alegria. (CT.258)
76. Em vista da minha morte próxima, uma
irmã me fotografou para a festa de nossa Madre. As noviças se admiraram ao
verem que tenha saído com um ar muito sério. Parece que, ordinariamente, sou
mais sorridente, mas acredite, meu irmãozinho, que, se minha foto não lhe
sorri, minha alma não cessará de lhe sorrir, quando estiver perto de você.
(CT.258)
77. Com suas flores, Teresinha queria
enviar todos os frutos do Espírito Santo, particularmente o da Alegria! (CT.260)
78. Viver de amor é navegar sem cessar
Semeando a paz, a alegria em todos os
corações (PN. 17,8)
79. Após as alegrias vieram as lágrimas!...
Foram bem grandes minhas lágrimas...
De meu Esposo eu revesti as armas
E sua Cruz
tornou-se meu apoio
Meu bem...
(PN.18,19)
80. Desprezando as alegrias da terra
Eu me tornei prisioneira
Vi que todo prazer é efêmero
És tu minha única felicidade
Senhor!...
(PN.18bis,1)
81. Ah, que alegria, eu fui escolhida
Entre os grãos de puro frumento
Que por Jesus perdem a vida...
É bem grande o meu encantamento!... (PN 25,8)
82. Pátria celeste
Alegrias da outra vida
Vós sois o Amor! (PN 28,8)
83. Agora vítima feliz
Que vos imolais ao Amor
Gozai da alegria, da paz íntima
De vos consumir cada dia. (PN 29,11)
84. Quando sonho com as alegrias da outra vida
De meu exílio já não sinto mais o peso
Pois em breve para minha única Pátria
Voarei pela primeira vez!... (PN 33,1)
85. Jogar flores é oferecer como primícias
Os mais leves suspiros, as maiores dores.
Minhas penas e minhas alegrias, meus
pequenos sacrifícios
Eis minhas flores! ... (PN.34,R1)
86. A alegria se encontra no meu coração
Essa alegria não é efêmera
Eu a possuo sem retorno
Como uma rosa primaveril
Ela me sorri todos os dias.
Minha alegria é amar o sofrimento
Sorrio ao versar minhas lágrimas
Aceito com gratidão
Os espinhos misturados às flores.
Minha alegria é ficar na sombra
É me esconder, me abaixar.
Minha alegria é a Vontade Santa
De Jesus, meu único amor
Assim, vivo sem nenhum temor
Eu amo a noite quanto o dia.
Minha alegria é ficar pequena
Assim, quando caio no caminho
Posso logo me levantar
E Jesus me toma pela mão
Então cobrindo-o de carícias
Eu lhe digo que Ele é tudo pra mim.
Se, por vezes, derramo lágrimas
Minha alegria é escondê-las muito bem
Minha alegria é ver Jesus sorrir
Quando meu coração está exilado.
Minha alegria é lutar sem cessar
A fim de gerar os eleitos. (PN 45,2,3,4,5,6)
87. Se ele é feliz, meu Deus, o anjo de asa vermelha
Que aparece diante de ti brilhando de pureza
Minha alegria já aqui na terra é igual à sua
Pois tenho o tesouro da virgindade!... (PN
53,4)
88. É com alegria que vos contemplarei,
no último dia, carregando o cetro da Cruz, pois vos dignastes me dar em herança
essa Cruz tão preciosa. (Or.6)
89. Pai eterno, vosso Filho único, o
doce Menino Jesus é meu, pois vós mo destes. Eu vos ofereço os méritos
infinitos de sua divina Infância e vos peço, em seu Nome, para levar às
alegrias do céu as inumeráveis falanges de criancinhas, que seguirão
eternamente o divino Cordeiro. (Or.13)
90. Ó Pequeno Menino, meu único tesouro,
eu me abandono a teus caprichos, não quero outra alegria senão a de fazer-te sorrir. (Or.14)
91. Hoje é dia de licença, cantei
"Minha Alegria", enquanto me vestia. (CA.7.5.1)
Por que você está tão alegre, hoje?
92. Porque, hoje de manhã, tive dois
pequenos aperreios. Oh, muito sensíveis!
Nada me causa mais "pequenas alegrias” do que "pequenos
aperreios"... (CA. 19.5.1)
93. Vejo sempre o lado bom das coisas.
Existem aqueles que olham as coisas de tal modo que sofrem mais. Para mim é o
contrário. Se só tenho o puro sofrimento, se o céu está de tal modo negro que
não vejo nenhum clarão, pois bem, faço disso minha alegria. (CA.27.5.6)
94. Pe. Youf me disse ainda: "Você
está resignada a morrer?” Eu lhe respondi: "Ah, Padre, não é preciso ter resignação senão para
viver. Para morrer, é alegria que sinto". (CA. 6.6.2)
95. Ainda quando tivesse realizado todas as obras de S.
Paulo, reconhecer-me-ia como
"servo inútil", mas é justamente
isso que faz minha alegria, pois não tendo nada, receberei tudo do bom
Deus. (CA.23.6.1)
96. Não imagine que eu sinta por morrer
uma alegria viva, como, por exemplo eu
sentia outrora por passar um mês em Trouville ou em Alençon; não sei mais o que são as alegrias intensas.
Aliás, não faço disso uma festa cheia de alegria. Não é isso que me atrai! (CA.
13.7.17)
97. Esta noite ouvia uma música bem
distante e pensava que, em breve, ouvirei melodias incomparáveis, mas esse
sentimento de alegria foi passageiro.
(CA. 13.7.17)
98. Oh, como sinto alegria ao me ver
sendo destruída! (CA.14.7.10)
99. Quando me vi tão doente, senti
alegria por ter de sofrer como vocês.
(CA.27.7.4)
100.Minha vida não foi amarga, porque soube fazer minha
alegria e minha doçura de toda
amargura. (CA.30.7.9)
101.Desde minha primeira comunhão, desde quando pedi a Jesus
para me mudar em amargura todas as
consolações da terra, sentia um contínuo desejo de sofrer. Não pensava,
contudo, em fazer disso minha alegria;
foi uma graça que me foi concedida posteriormente. (CA. 31.7.13)
102.Será necessário dizer que estão, no fundo da minha alma, a
alegria e o fervor... (CA. 15.8.1)
103.Se me dissessem que ia ficar curada, não pense que ficaria
embaraçada; ficaria contente tanto quanto se devesse morrer. Tenho um grande
desejo do céu, mas é sobretudo porque estou em uma grande paz que sou
feliz, não por sentir uma alegria imensa
como algumas vezes, quando o coração bate de felicidade... (CTest.51)
A Madre e outras irmãs comentaram
que ela era bonita e alguém lhe contou o fato.
104.Ah, que significa isso para mim!? Isso significa menos que
nada, enjoa-me. Quando a gente está tão perto da morte, não pode ter alegria com isso. (CA.28.8.2)
Se você morresse amanhã, não teria
um pouco de medo?
105.Ah, mesmo que fosse hoje à noite, não teria nenhum medo, só
teria alegria! (CA.31.8.2)
106.Se você soubesse como o pensamento de ir em breve para o céu
me deixa calma. Contudo, estou bem feliz, mas não posso dizer que sinto uma
alegria intensa e exultações de alegria, não! (CA. 4.9.6)
107.É bem verdade! Sim, quando o posso, faço o possível para ser
alegre, para dar prazer. (CA. 6.9.2)
A respeito de uma luta interior por
causa da possível tirada dos castanheiros do Carmelo.
108.No início foi uma tristeza amarga e grandes combates ao
mesmo tempo. Gostava tanto das sombras e não haveria naquele ano! Os ramos já
verdes estavam, em feixes, no chão, mais nada a não ser troncos! Depois, de repente,
passei por cima, dizendo-me: Se estivesse em outro Carmelo, que me importaria
que cortassem, até totalmente, os castanheiros do Carmelo de Lisieux! E senti
uma grande paz e uma alegria celestial!
(CA.24.9.2)
109.Não sinto nenhum prazer natural em ser amada, acariciada, mas sinto um muito grande em ser
humilhada. Quando faço uma tolice, que me humilha e que me faz ver o que sou,
oh, então, é aí que provo um prazer natural; sinto uma verdadeira alegria como
você sentiria em ser amada. (UC-ME-2.8)
Veja também os nn. 8, 26, 31, 158, 285, 341, 458, 465, 467,
486, 503, 512, 565, 571, 619, 656, 658, 664, 691, 727, 759, 858, 865, 896, 899,
903, 915, 927, 962, 1018, 1063, 1072, 1096, 1100, 1109, 1113, 1117, 1122, 1152,
1156, 1191, 1220, 1246, 1259, 1265, 1303, 1355, 1475, 1485, 1449, 1514, 1528,
1621, 1687, 1705, 1706, 1718, 1727, 1736,1750, 1782, 1847, 1850, 1914, 1976,
1983, 2048, 2075, 2088, 2093, 2110, 2138, 2156, 2157, 2159, 2166, 2188, 2190,
2227, 2237, 2261,2351, 2352, 2353, 2355, 2390, 2395, 2396, 2398, 2399, 2405,
2415, 2418, 2419, 2420, 2421, 2466, 2481, 2490, 2524, 2546, 2578, 2639, 2652,
2712, 2720.
AMOR
111. Compreendi que, o amor de Nosso Senhor se revela tão bem na mais
simples alma, que não resiste em nada à sua graça, quanto na mais sublime. (MA.2v)
112. Como é próprio do amor se abaixar, se todas
as almas parecessem como as dos Santos doutores, que iluminaram a Igreja com a
claridade de suas doutrinas, parece que o bom Deus não desceria bastante ao vir aos seus corações. (MA.2v-3r)
113. No seu amor, Jesus quis preservar sua florzinha do sopro envenenado do mundo.
(MA.3v)
114. Se Deus colocara perto de mim muito amor,
colocara-o também no meu coraçãozinho, criando-o amante e sensível, assim eu
amava muito Papai e Mamãe e lhes testemunhava minha ternura de mil maneiras,
pois era muito expansiva. (MA.4v)
115. Eu amava tanto os campos, as flores e os
passarinhos! (MA.14v)
116. Felizmente terei o céu para me vingar, meu
Esposo é muito rico e eu usarei dos seus tesouros de amor. (MA.29v)
117. Eu vejo que tudo é vaidade e aflição de
espírito sob o sol; que o único bem é
amar a Deus de todo seu coração e ser, aqui na terra, pobre em espírito. (MA.32v)
118. Ah, como foi doce o primeiro beijo de Jesus
à minha alma! Foi um beijo de amor, eu me sentia amada e dizia também: 'Eu vos
amo, eu me dou a vós para sempre'.
(MA.35r)
119. O bom Deus me deu um coração tão fiel, que
quando ele ama puramente, ama para sempre.
(MA.38r)
120. Como um coração entregue à afeição das
criaturas pode se unir intimamente a Deus? Sinto que isso não é possível. Sem
ter bebido na taça envenenada do amor demasiado ardente das criaturas, sinto
que não posso me enganar: vi tantas almas seduzidas por essa falsa luz, voar
como pobres mariposas e queimar as asas, em seguida voltar para a verdadeira, a
doce luz do amor, que lhes dava asas novas mais brilhantes e mais
ligeiras. (MA.38r-38v)
121. Ele quer que eu o ame, porque me perdoou,
não muito, mas tudo. (MA.39r)
122. Teresinha crescia no amor por sua Mãe do céu
e para lhe provar esse amor fez uma ação, que lhe custou muito. (MA.40r)
123. Compreendi que, se era amada na terra, o era
também lá no céu. (MA.44r)
124. Parecia-me ouvir Jesus me dizer como à
samaritana: “Dá-me de beber!". Era uma verdadeira troca de amor; às almas
eu dava o sangue de Jesus, a Jesus eu oferecia essas mesmas almas refrescadas
pelo seu orvalho divino; assim me parecia matar-Lhe a sede e quanto mais eu lhe dava de beber, tanto mais
a sede de minha pobre alminha aumentava e era essa sede ardente que Ele me
dava, como a mais deliciosa bebida de seu amor. (MA.46v)
125. Eu sempre amara o grande, o belo...
(MA.46v)
126. Eu já pressentia o que Deus reserva àqueles
que o amam (não com o olho do homem, mas com o do coração) e vendo que, as
recompensas eternas não tinham nenhuma proporção com os leves sacrifícios da vida, queria amar, amar Jesus com paixão,
dar-lhe mil provas de amor, enquanto ainda pudesse. Copiei várias passagens
sobre o perfeito amor e sobre a recepção que o bom Deus deve fazer a seus eleitos no momento, em que Ele mesmo
se tornará sua grande e eterna
recompensa. Eu repetia sem cessar as palavras de amor, que tinham abrasado meu
coração. (MA.47v)
127. Sim, era bem levemente que seguíamos os
passos de Jesus; as faíscas de amor que Ele semeava à mancheias nas nossas
almas, o vinho delicioso e forte que nos dava para beber faziam desaparecer a
nossos olhos as coisas passageiras e de nossos lábios saíam aspirações de amor
inspiradas por Ele. (MA.48r)
128. A dúvida não era possível, já a Fé e a
Esperança não eram mais necessárias, o amor nos fazia encontrar na terra Aquele
que buscávamos. (MA.48r)
129. Porque eu era pequena e fraca, Ele se
abaixava para mim e me instruía em
segredo sobre as coisas de seu amor.
(MA.49r)
130. E ficou só para o glorioso e sangrento
combate, ao qual Jesus a destinava como a privilegiada de seu amor! (MA.49v)
131. Sobretudo, crescia no amor do bom Deus, sentia em meu coração élans desconhecidos de
verdadeiros transportes de amor. Uma noite, não sabendo como dizer a Jesus que
o amava e quanto desejava que Ele fosse amado e glorificado por toda parte,
pensei, com dor, que Ele jamais poderia receber do inferno um só ato de amor; então,
disse ao bom Deus que, para lhe dar prazer, consentiria até me ver mergulhada
no inferno, a fim de que Ele fosse amado eternamente naquele lugar de
blasfêmia. Eu sabia que isso não poderia glorificá-lo, pois Ele não deseja
senão nossa felicidade, mas quando se
ama, sente-se a necessidade de dizer mil loucuras. (MA.52r)
132. Se eu falava da sorte (dos eleitos), não era
porque o céu excitasse meu desejo, pois, então, meu céu não era outro senão o
Amor. (MA.52v)
133. Como os passarinhos aprendem a cantar
ouvindo seus pais, assim também as crianças aprendem a ciência das virtudes, o
canto sublime do Amor Divino, junta dos almas encarregadas de formá-las para a
vida. (MA.53r)
134. Esquecerei, facilmente, meus pobres
interessesinhos, ao ver a grandeza e o poder do Deus, ao qual unicamente quero
amar. (MA.58r)
135. Ah, as pobres mulheres, como elas são
menosprezadas! Contudo, elas amam o bom Deus em maior número do que os homens.
(MA.66v)
136. Por essa época, fui tomada por um verdadeiro
amor pelos objetos mais feios e menos cômodos.
(MA.74v)
137. O amor da mortificação também me foi dado,
ele foi tão grande que nada do que me era permitido podia satisfazê-lo.
(MA.74v)
138. Jesus, só te peço a paz e também o amor, o
amor infinito sem outro limite fora de ti... o amor que não seja mais eu mas
tu, meu Jesus! (MA.76bis)
139. Com o amor não somente avanço, mas vôo.
(MA.80v)
140. Eu voei nos caminhos do amor... (MA.80v)
141. Compreendi que, sem o amor, todas as
obras são nada, mesmo as mais
brilhantes, como ressuscitar os mortos ou converter os povos. (MA.81v)
142. O bom Deus dá o cêntuplo, já nesta vida, às
almas que, por seu amor, deixaram tudo. (MA.81v)
143. Agora, já não tenho mais nenhum desejo, a
não ser o de amar Jesus até à loucura. (MA.82v)
144. Não desejo mais nem o sofrimento, nem a
morte, contudo os amo a todos os dois, mas é só o amor que me atrai. (MA.83r)
145. Como é doce o caminho do amor! (MA.83r)
146. Sem dúvida, pode-se cair, pode-se cometer
infidelidades, mas, sabendo o amor tirar proveito de tudo, bem depressa consome
tudo o que pode desagradar a Jesus, não deixando senão uma humilde e profunda
paz no fundo do coração. (MA.83r)
147. Parece-me que, se todas as criaturas tivessem as mesmas graças que eu, o bom Deus
não seria temido por ninguém, mas amado até à loucura, e que, por amor, e, não,
por temor, jamais alguma alma consentiria em lhe dar desprazer. (MA.83v)
148. Ó meu Deus, vosso Amor menosprezado vai
permanecer no vosso Coração? Parece-me que, se encontrásseis almas que se oferecessem como vítimas de
holocaustos ao vosso Amor, vós as consumiríeis rapidamente. (MA. 84r)
149. Ó meu Jesus, que seja eu essa feliz vítima,
consumi vosso holocausto pelo fogo de vosso divino amor! (MA.84r)
150. Oh, como é doce o caminho do Amor! (MA.84v)
151. Eternamente, cantarei o cântico sempre novo
do amor! (MA.84v)
152. A harpa representa ainda Teresa que quer,
sem cessar, cantar para Jesus melodias de amor. (MA.85v)
153. Eis tudo o que Jesus reclama de nós, Ele não
tem nenhuma necessidade de nossas obras, mas somente de nosso amor, pois esse
mesmo Deus que declara não ter necessidade de nos dizer se tem fome, não temeu mendigar um pouco de
água à Samaritana. Ele tinha sede... Mas, ao dizer: “dá-me de beber", era
o amor de sua pobre criatura, que o Criador do universo reclamava. Ele tinha
sede de amor... Ah, eu o sinto mais do que nunca, Jesus está sedento, Ele só
encontra ingratos e indiferentes entre os discípulos do mundo e entre seus
próprios discípulos, Ele encontra, oh! poucos corações, que se entregam a Ele
sem reserva, que compreendem toda a ternura de seu Amor infinito. (MB.1v)
154. Compreendi que o Amor englobava todas as
vocações, que o Amor era tudo, que ele abraçava todos os tempos e todos os
lugares...em uma palavra, que ele é eterno!
(MB.3v)
155. Ó Farol luminoso do amor, eu sei como chegar
a ti, encontrei o segredo de me apropriar de tua chama. (MB.3v)
156. Ó Jesus, eu o sei, amor só se paga com amor,
por isso busquei, encontrei o meio de aliviar meu coração retribuindo-te Amor
por Amor. (MB.4r)
157. Sim, meu Bem-Amado, eis como se consumirá
minha vida... Não tenho meio para te
provar meu amor senão jogar flores, isto é, não deixar escapar nenhum pequeno
sacrifício, nenhum olhar, nenhuma palavra, aproveitar todas as menores coisas e
fazê-las por amor. (MB.4r-4v)
158. Eu o sinto, ó Jesus, depois de ter aspirado
às mais elevadas regiões do amor, se me for necessário não atingi-las um dia,
terei experimentado mais doçura no meu martírio, na minha loucura, do que
experimentarei no meio das alegrias da pátria, a menos que, por um milagre, tu
me tires a lembrança de minhas esperanças terrestres. Então, deixa-me gozar,
durante meu exílio, das delícias do amor.
(MB.4v)
159. Jesus, Jesus, se é tão delicioso o desejo de
te amar, que será possuir, gozar do amor?
(MB.4v)
160. Ó Jesus, meu primeiro, meu único Amigo, tu a
quem eu amo unicamente... (MB.4v)
161. O passarinho não teme os abutres, imagens do
demônio, ele não é, de modo nenhum, destinado a se tornar presa deles, mas sim
da Águia, que ele contempla no centro do Sol de Amor. (MB.5v)
162. Ó Verbo divino, és tu a Águia adorada que amo e que me fascina. (MB.5v)
163. Ó Jesus, deixa-me, no excesso de minha
gratidão, deixa-me dizer que, teu amor vai até à loucura. (MB.5v)
164. Um dia, tenho a esperança, Águia adorada, tu
virás buscar teu passarinho, e, voltando com ele para a Fornalha de Amor, tu o
mergulharás, por toda a eternidade, no Abismo ardente desse Amor, ao qual ele
se ofereceu como vítima. (MB.5v)
165. Eu te suplico que escolhas uma legião de
pequenas vítimas dignas de teu amor.
(MB.5v)
166. Ó Jesus, se é preciso que a mesa, suja pelos
pecadores, seja purificada por uma alma
que vos ame, quero mesmo comer nela, sozinha, o pão da provação até quando vos
agradar me introduzir no vosso luminoso reino. (MC.6r)
167. Parece-me que nada me impede de voar, pois
não tenho mais grandes desejos a não ser o de amar até morrer de amor. (MC.7v)
168. Quero mesmo ficar doente durante toda minha
vida, se isso dá prazer ao bom Deus e consinto até que, minha vida seja muito
longa, a única graça que desejo é que ela seja despedaçada pelo amor. (MC.8r-8v)
169. Meu Deus, por vosso amor, eu aceito
tudo! (MC.9v)
170. Eu me aplicava sobretudo em amar a Deus e foi em O amando que compreendi que,
era necessário que meu amor não se traduzisse somente por palavras. (MC.11v)
171. Como Jesus amou seus discípulos e por que os
amou? Ah, não foram suas qualidades naturais que puderam atraí-lo, havia entre
eles e Ele uma distância infinita. (MC.12r)
172. Não é bastante amar, é preciso
prová-lo! (MC.15v)
173. O amor se alimenta de sacrifícios. Quanto
mais a alma se recusa satisfações naturais, tanto mais sua ternura se torna
forte e desinteressada. (MC.21v)
174. Eu amo tanto a Santíssima Virgem! (MC.25v)
175. Notei (e isso é bem natural) que as irmãs
mais santas são as mais amadas.
(MC.28r)
176. A resposta não se fez esperar e me mostrou
que, Aquele que amo não é pobre de meios.
(MC.31r)
177. Ó meu Jesus, a alma que se joga no oceano
sem praias de vosso amor, arrasta consigo todos os tesouros, que possui. (MC.34r)
178. Vosso amor me preveniu desde minha infância,
cresceu comigo, e, agora, é um abismo, cuja profundidade não posso sondar. O
amor atrai o amor, por isso, meu Jesus, o meu se lança para vós, ele quisera
superar o abismo que o atrai, mas, ah! é apenas uma gota d'água perdida no
oceano. Para vos amar, como Vós me
amais, devo tomar emprestado vosso
próprio amor. (MC.35r)
179. Ó meu Jesus, é, talvez, uma ilusão, mas me
parece que não podeis cumular uma alma com mais amor do que cumulastes a minha;
é por isso que ouso vos pedir para amar os que me destes como vós me amastes.
Um dia, no céu, se descubro que as amais mais do que a mim, alegrar-me-ei com
isso, reconhecendo, desde agora, que essas almas merecem vosso amor bem mais do que a minha; mas, aqui na terra,
não posso conceber uma maior imensidade de amor do que a que vos aprouve me
prodigalizar, gratuitamente, sem nenhum mérito de minha parte. (MC.35r)
180. Para vos amar como Vós me amais, preciso tomar emprestado vosso próprio amor,
então somente encontro repouso.
(MC.35r)
181. Eis a minha oração: peço a Jesus que me
arraste para as chamas de seu amor,
para me unir tão estreitamente a Ele, que Ele viva e aja em mim. (MC.36r)
182. Sinto que quanto mais o fogo do amor abrasar meu coração, tanto mais direi:
Atraí-me; tanto mais também as almas
que se aproximarem de mim (pobre pedaço de ferro inútil, se me afastasse da
fornalha divina), correrão com rapidez ao odor dos perfumes de seu Bem-Amado,
pois uma alma abrasada de amor não pode
ficar inativa. (MC.36r)
183. Para o cordeiro e o cordeirinho é necessária
a palma de Inês, se não for pelo sangue, é preciso que seja pelo amor! (CT.54)
184. É verdade que, algumas vezes, desdenhamos,
durante alguns instantes, de ajuntar nossos tesouros, é, então, o momento
difícil, somos tentados a deixar tudo para lá, mas com um ato de amor, mesmo
não sentido, tudo fica reparado e até
além do esperado, Jesus sorri e nos ajuda, sem deixar entender e as lágrimas
que os maus fazem-no derramar são enxugadas pelo nosso pobre e fraco amorzinho. (CT.65)
185. O amor pode fazer tudo, as coisas mais
impossíveis não parecem difíceis. Jesus não olha tanto a grandeza das ações,
nem mesmo as suas dificuldades, quanto o amor que faz praticar esses atos. (CT.65)
186. É incrível como meu coração me parece
grande, quando considero todos os tesouros da terra, pois vejo que todos
reunidos não poderiam contentá-lo, mas quando considero Jesus, como me parece
pequeno. Quisera tanto amá-Lo! Amá-Lo mais do que Ele nunca foi amado! (CT.74)
187. Àqueles que amam mais, Ele dá mais cruz,
àqueles que amam menos Ele dá
menos! (CT.81)
188. É preciso que Jesus a ame com um amor
particular, para prová-la dessa
maneira! (CT.81)
189. Deixemo-nos bronzear pelo Sol de seu amor...
esse sol está queimando... consumamo-nos de amor! Oh, não deixemos nada... nada no nosso coração senão Jesus! (CT.89)
190. Um só ato de amor nos fará conhecer melhor
Jesus... ele nos aproximará dEle, durante
toda a eternidade! (CT.89)
191. Só temos os curtos instantes de nossa vida
para amar Jesus, o diabo o sabe muito bem, por isso ele procura fazer que ela
se consuma em trabalhos inúteis.
(CT.92)
192. Ah, se você soubesse como o bom Deus é
ofendido! Sua alma é bem talhada para
consolá-LO... ame-O até à loucura, por todos aqueles que não O amam! (CT.93)
193. Como fez Jesus para desapegar assim nossas
almas de todo o criado? Ah, Ele deu um
grande golpe!... mas, é um golpe de amor! Deus é admirável, mas é sobretudo
amável, amemo-lo portanto... amemo-lo bastante para sofrer por Ele tudo que Ele
quiser, mesmo os sofrimentos da alma, a aridez, as angústias, as friezas
aparentes... ah, é um grande amor, amar
Jesus sem sentir a doçura desse amor! (CT.94)
194. Só Jesus é; tudo o mais não é... amemo-Lo
até à loucura! (CT.96)
195. Somos pouca coisa... contudo, Jesus quer que
a salvação das almas dependa de nossos
sacrifícios, de nosso amor... (CT.96)
196. Só há uma coisa a se fazer durante a noite, a única noite da vida que só virá
uma vez, é amar. Amar Jesus com todas as forças de nosso coração e salvar
almas, para que Ele seja amado. Oh, fazer Jesus amado! (CT.96)
197. Como você será feliz, quando puder um dia
contemplar na glória a bebida
misteriosa com que desalterou
seu Noivo celeste; quando você vir seus lábios, outrora secos,
abrirem-se para lhe dizer a única e eterna palavra de Amor...o Muito obrigado
que não terá fim! (CT.98)
198. Agora, somos órfãs, mas podemos dizer com
amor: “Pai nosso, que estais nos céus". Sim, resta-nos ainda o único tudo
de nossos almas. (CT.101)
199. Peça a Jesus que, a menor, que a última não
seja a última a amá-Lo com todo seu poder de amar! (CT.104)
200. Jesus quer nos fazer beber seu cálice até a
última gota... não lhe recusemos nada, Ele tem tanta necessidade de amor e está
tão sedento, que espera de nós a gota d'água que deve refrescá-lo! (CT.107)
201. Preparemos
para Jesus um vinho novo, que
lhe mate a sede, que lhe retribua amor por amor! (CT.108)
202. Quanto a mim, não conheço outro meio para
chegar à perfeição a não ser o Amor... Amar, como o nosso coração é bem feito
para isso!... Por vezes, busco outra palavra para exprimir o amor, mas na terra
do exílio as palavras são impotentes para expressarem todas as vibrações da
alma, por isso é preciso se ater a essa palavra única: Amar! (CT.109)
203. Mas, a quem nosso coração faminto de amor
vai prodigalizá-lo? Ah, quem será
bastante grande para isso? Um ser humano poderá compreendê-lo? E, sobretudo,
saberá retribuí-lo? Só existe um ser
que possa compreender a profundeza dessa palavra: Amar!... Só nosso Jesus sabe nos retribuir infinitamente
mais do que lhe damos! (CT.109)
204. Consolar Jesus, fazê-lo amado pelas almas!
Jesus está doente e é preciso observar que a doença do amor só se cura com o amor! (CT.109)
205. O tabernáculo é a casa de amor, onde nossas
almas estão enclausuradas. (CT.109)
206. Meu Noivo não me diz nada e eu também não
lhe digo nada, a não ser que O amo mais do que a mim, e sinto, no fundo do meu
coração, que é verdade, pois sou mais d'Ele do que de mim! (CT.110)
207. Parece-me que o amor pode suprir uma longa
vida. Jesus não olha o tempo, porque este não existe no céu, Ele só deve olhar
o amor. (CT.114)
208. Não peço amor sensível, mas somente sentido
por Jesus. Oh, amá-Lo e fazê-Lo amado, como isso é doce! (CT.114)
209. A noivinha de Jesus sente que ama Jesus só
por Ele. (CT.115)
210. Consolemos Jesus de todas as ingratidões das
almas e, por nosso amor, façamo-Lo esquecer suas dores. (CT.119)
211. Foi só Jesus quem conduziu esse negócio, foi
Ele, e eu reconheci seu toque de
amor. (CT.120)
212. Parece-me que o bom Deus não tem necessidade
de anos, para realizar sua obra de amor
em uma alma, um raio de seu coração pode, em um instante, fazer desabrochar sua
flor para a eternidade! (CT.124)
213. Aquele que ama Jesus é toda sua família. Ele
encontra nesse coração único, que não
tem semelhante, tudo que deseja. Ele
encontra nele seu céu! (CT.130)
214. Quanto mais avançamos na vida, tanto mais
amamos Jesus! (CT.132)
215. Quanto mais Teresa aprende a amar Jesus, tanto mais também sua ternura
se torna grande para com seus parentes queridos. (CT.133)
216. Jesus tem por nós um amor tão
incompreensível, que deseja que tenhamos parte com Ele na salvação das almas.
(CT.135)
217. Jesus só tem pequenos instrumentos de música para tocar sua melodia de amor,
contudo sabe se servir de todos aqueles, que Lhe são apresentados. (CT.140)
218. Como é fácil agradar a Jesus, fascinar seu
coração, basta amá-Lo sem se olhar para si mesmo, sem examinar demais seus
defeitos. (CT.142)
219. Ele lhe ensina a jogar na banca do amor ou,
antes, Ele joga por ela sem lhe dizer como se sai, pois isso é negócio
dele. (CT.142)
220. Quero, pelo menos, dizer-lhe muitas vezes,
que o amo. Não é difícil e isso
sustenta o fogo, mesmo quando esse fogo de amor me parecesse estar para
se apagar. Quisera jogar nele alguma coisa e Jesus saberia muito bem, então,
reacendê-lo. (CT.143)
221. Seu barco está em pleno mar, talvez já perto
do porto. O vento de dor que o impele é um vento de amor e esse vento é mais
rápido do que o relâmpago. (CT.144)
222. "Vinde, benditos de meu Pai! Porque
tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era um
estrangeiro e me acolhestes. Estava na
prisão, doente e me socorrestes". Foi Jesus mesmo quem pronunciou essas palavras, é Ele que quer nosso amor,
quem o mendiga. (CT.145)
223. Jesus não quer que o amemos pelos seus dons,
é Ele mesmo que deve ser nossa recompensa.
(CT.145)
224. Jesus ama você com um amor tão grande, que
se você o visse, cairia em um êxtase de felicidade, que lhe provocaria a morte,
mas você não o vê e sofre... (CT.145)
225. Todos os mais belos discursos dos maiores
santos seriam incapazes de fazer brotar um só ato de amor de um coração, que
não fosse possuído por Jesus. (CT.147)
226. Tudo nos leva para Ele, as flores que
crescem à margem do caminho não cativam nossos corações, nós as olhamos, nós as
amamos, pois elas nos falam de Jesus, de seu poder, de seu amor, mas nossas
almas ficam livres. (CT.149)
227. No seu amor, Ele escolheu para suas esposas
o mesmo caminho que escolheu para Si.
(CT.149)
228. Jesus, quem
o fez tão pequeno? O amor!
(CT.162)
229. Jesus está bem contente com você, eu o
sinto, se Ele o deixa ainda ver algumas infidelidades no seu coração, estou bem segura de que os atos
de amor, que Ele recolhe, são mais numerosos.
(CT.164)
230. Qual das Teresas será a mais fervorosa?...
Aquela que for a mais humilde, a mais unida a Jesus, a mais fiel em fazer todas
suas ações por amor! (CT.164)
231. Tudo é grande na vida religiosa... apanhar
do chão um alfinete por amor pode converter uma alma. Que mistério! (CT.164)
232. Peça para que Ele me abrase com o fogo de
seu amor, a fim de que eu possa, em seguida, ajudá-lo a acendê-lo nos
corações. (CT.189)
233. Se lhe tiro os apoios humanos é para que
somente eu encha seu coração tão amante!
(CT.190)
234. Eu não digo para se separar completamente
das criaturas, de menosprezar seu amor, suas atenções, mas, ao contrário, digo
para aceitá-los para me dar prazer, para se servir delas como degraus, pois,
distanciar-se das criaturas só serviria para uma coisa, isto é, caminhar e se
perder nas veredas da terra. (CT.190)
235. Eu lhe asseguro que, o bom Deus é bem melhor
do que você crê. Ele se contenta de um olhar, de um suspiro de amor. (CT.191)
236. Ah, nós que vivemos na lei do amor, como não
aproveitarmos das amorosas avançadas que nos faz nosso Esposo? (CT.191)
237. Saibamos reter prisioneiro esse Deus, que se
tornou mendigo do nosso amor. (CT.191)
238. Ele nos mostra que as menores ações feitas
por amor são as que encantam seu coração. (CT.191)
239. Minha única arma é o amor e o sofrimento.
(CT.193)
240. Compreendo muito bem que, só o amor pode nos
tornar agradáveis ao bom Deus, que esse amor é o único bem que ambiciono. (CT.196)
241. Eis, pois, tudo o que Jesus reclama de nós, Ele não tem, de modo algum,
necessidade de nossas obras, mas
somente de nosso amor. (CT.196)
242. Ao dizer: “Dá-me de beber", era o amor
de sua pobre criatura que o Criador do universo reclamava. Ele tinha sede de
amor!" (CT.196)
243. Sinto, mais do que nunca, que Jesus está
sedento, Ele só encontra ingratos e indiferentes entre os discípulos do mundo,
e entre os seus próprios discípulos Ele encontra poucos corações, que se
entregam a Ele sem reserva, que compreendem toda a ternura de seu amor
infinito. (CT.196)
244. Como você pode me perguntar, se lhe é
possível amar o bom Deus como eu o amo?
(CT.197)
245. Compreenda que, para amar Jesus, ser sua
vítima de amor. quanto mais se é fraco, sem desejos, nem virtudes, tanto mais
se está apropriado às operações desse
Amor consumidor e transformador. (CT.197)
246. Sim,
tenho a esperança de que, depois de longos anos passados nos trabalhos
apostólicos, após ter dado a Jesus amor por amor, vida por vida, você Lhe dará
também sangue por sangue! (CT.201)
247. Trabalhemos juntos pela salvação das almas,
só temos o único dia desta vida para salvá-las e dar assim ao Senhor provas de
nosso amor. (CT.213)
248. Eu lhe peço para não se esquecer de mim
junto dEle, se tiver a felicidade de vê-Lo antes de mim. A única coisa que lhe
solicito para pedir para minha alma é a graça de amar Jesus e de fazê-Lo amado
tanto quanto isso me é possível.
(CT.218)
249. O que Lhe pedimos é trabalhar pela Sua
glória, é amá-Lo e fazê-Lo amado.
(CT.220)
250. No céu desejarei a mesma coisa que na terra:
amar Jesus e fazê-Lo amado! (CT.220)
251. Teresa do Menino Jesus, que é a menor, mas
que não tem menos amor! (CT.222bis)
252. Procuro fazer que minha vida seja um ato de amor e não me inquieto mais em ser uma alminha, pelo contrário,
alegro-me com isso. (CT.224)
253. Para uma carmelita, pensar em uma pessoa que
ama é rezar por ela. (CT.225)
254. Ó' minha Irmã, eu lhe suplico, peça a
Jesus que eu também o ame e que o faça
amado. Quisera amá-Lo não com um amor
ordinário, mas como os Santos que faziam loucuras por ele. (CT. 225)
255. Como duvidar de que o bom Deus possa abrir
as portas de seu reino a seus filhos, que o amaram até sacrificar tudo por Ele,
que não somente deixaram suas famílias e suas pátrias para fazê-Lo conhecido e
amado, mas ainda desejam dar suas vidas por Aquele que amam? Jesus tinha mesmo
razão em dizer que não há maior amor do que esse! (CT.226)
256. Por que o bom Jesus é tão doce para comigo?
Por que Ele nunca me censura? Ah, verdadeiramente há o de que morrer de
gratidão e de amor! CT.230)
257. Só conto
com o amor, peça ao bom Jesus
que todas as orações, que estão sendo feitas por mim, sirvam para aumentar o
Fogo que deve me consumir. (CT.242)
258. Que o divino Menino Jesus encontre em sua
alma uma morada toda perfumada de rosas do Amor. (CT.246)
259. Esqueça de tudo que não seja Jesus,
esqueça-se de si mesmo por Seu amor!
(CT.251)
260. O que me atrai para a Pátria dos céus é o
apelo do Senhor, é a esperança de amá-Lo enfim como tenho tanto desejado e o
pensamento que poderei fazê-Lo amado por uma multidão de almas, que o bendirão
eternamente. (CT.254)
261. Para aqueles que O amam e que vêm, após cada
indelicadeza, pedir-Lhe perdão jogando-se nos seus braços, Jesus exulta de alegria. (CT.261)
262. Que sua vida seja toda de humildade e de
amor, a fim de que, em breve, você venha para onde eu vou: para os braços de
Jesus! (CT.264)
263. Tu o sabes, ó
meu Deus, para te amar nesta terra,
Eu só tenho dia de
hoje! (PN.5,1)
264. Viver de Amor é
te guardar
Verbo incriado,
Palavra de meu Deus! (PN.17,2)
265. Ó Trindade, vós
sois prisioneira de meu amor! (PN.17,2)
266. Viver de amor
não é nesta terra
Armar sua tenda no
cume do Tabor.
É com Jesus subir o
Calvário,
É olhar a cruz como
tesouro! (PN.17,4)
267. Viver de amor é
dar sem medida,
Sem reclamar do
salário aqui na terra. (PN.17,5)
268. Eu dei tudo ao
Coração divino,
Transbordante de
ternura
Ligeiramente
corro... não tenho mais nada
Senão minha única
riqueza: viver de amor! (PN.17,5)
269. Viver de amor é
banir todo temor
Toda lembrança das
faltas passadas. (PN.17,6)
270. Eis o meu
céu... eis o meu destino:
Viver de
Amor!!! (PN.17,15)
271. Jesus só te peço a paz e também o amor, o
amor infinito, sem outro limite senão Tu mesmo, o amor que não seja mais eu mas
tu, meu Jesus! (Or.2)
272. Ó santa Madalena, obtende-me a graça que
minha vida seja unicamente um ato de amor.
(Or.5)
273. Eu vos ofereço todas as batidas do meu
coração, como outros tantos atos de amor e de reparação e os uno aos vossos
méritos infinitos. (Or.7)
274. Amanhã, com a ajuda de vossa graça,
recomeçarei uma nova vida, da qual cada instante será um ato de amor e de
renúncia. (Or.7)
275. De vossa Boca adorada ouvimos uma lamúria
amorosa; compreendendo que a sede que vos consome é uma sede de Amor,
queríamos, para matar vossa sede, possuir um Amor infinito... Esposo Bem-Amado
de nossas almas, se tivéssemos o amor de todos os corações, todo esse amor
seria para vós... Pois bem, dai-nos esse amor e vinde matar a sede em vossas esposinhas... (Or.12)
276. Sou prisioneira de vosso Amor, eu, livremente, fechei a corrente que me une
a Vós e me separa para sempre do mundo
... (Or.17)
277. Ó meu Jesus, lutarei por vosso amor até à
noite da minha vida. (Or.17)
278. Se, por impossível, o bom Deus mesmo não visse
minhas boas ações, eu não ficaria de modo nenhum aflita. Eu O amo tanto, que
quisera lhe dar prazer, mesmo que Ele não soubesse que fora eu. (CA.9.5.3)
279. Aceito tudo
por amor do bom Deus, mesmo todas as espécies de pensamentos extravagantes, que me vêm ao espírito. (CA.4.6.3)
280. Morrer será minha felicidade, viver o será
ainda, porque não quero senão o que
quer o bom Deus, tudo por seu amor.
(CTest.6-5.6)
281. Como a senhora quer que eu tenha medo de
alguém, que amo tanto?! (CA.7.7.1)
282. Pois bem, eu começava minha Via Sacra e eis
que, de repente, fui tomada por um tão violento amor pelo bom Deus, que não
posso explicar senão dizendo que, era como se me tivessem jogado toda inteira
no fogo. Oh, que fogo e que doçura ao mesmo tempo! Eu ardia de amor e sentia
que um minuto, um segundo a mais, não teria podido suportar aquele ardor sem
morrer. (CA.7.7.2)
283. Desde a idade de 14 anos, que tive também
assaltos de amor. Ah, como eu amava o bom Deus! Mas, não como depois do meu
oferecimento ao Amor, não era uma verdadeira chama que ardia. (CA.7.7.2)
284. O amor vale mais do que a admiração. (CA.12.7.2)
285. Esta noite, ouvi bem longe, do lado da
estação, uma bela música e pensei que, em breve, ouviria melodias bem mais
suaves, mas esse sentimento de alegria foi apenas passageiro. Desde muito
tempo, aliás, não sei mais o que é uma
alegria viva e me é impossível fazer festa de alegria. Não é isso que me
fascina, não posso pensar muito na minha felicidade, penso somente no Amor que
receberei e que poderei dar"
(16.7. - CTest..25)
(Que, então, a fascina?)
286. -Oh, é o Amor! Amar, ser amada e voltar à
terra... (18.7.-.CTest.35)
Você é tratada com muito amor?
287. -Sim, eu o vejo bem... É uma imagem do amor
que o bom Deus tem por mim. Eu só lhe dei amor, então Ele me retribui com amor
e ainda não terminou, Ele me retribuirá mais, em breve. (CA.22.7.1)
288. Inclinando-me um pouco, vi, imediatamente, o
sol se pondo e que soltava seus últimos raios de fogo sobre a natureza e as
copas das arvores pareciam todas douradas. Eu disse a mim mesma: Assim minha
alma aparece toda brilhante e dourada, porque está exposta aos raios do Amor. (NV.25.7.6)
289. Não sou egoísta, é ao bom Deus que amo e,
não, a mim. (CA.27.7.12)
290. Muitíssimas vezes, quando o posso, repito
meu oferecimento ao Amor. (CA.29.7.9)
É bem duro sofrer tanto, isso deve impedir
qualquer pensamento.
291. -Não, isso não me impede ainda de dizer ao
bom Deus que eu O amo. Acho que é suficiente.
(CA.30.7.8)
292. Oh, como o bom Deus é pouco amado nesta
terra!... mesmo pelos padres e pelos religiosos...Não, o bom Deus não é muito
amado... CA.7.8.2)
293. Se é mesmo por amor que olho o céu, é por
amor pelo bom Deus, pois tudo que faço, os movimentos, os olhares, tudo, desde
meu oferecimento, é por amor.
(CA.8.8.2)
294. Sim,
amo o meu penar... Amo tudo o que o bom Deus me dá. (CA.14.8.1)
295. Oh, como teria querido ser enfermeira, não
por natureza mas 'por uma atração da graça'! Eu teria gosto por tudo e poria
muito amor, pensando na palavra do bom Deus: ‘Estive doente e você me
visitou'. (CA.20.8.3)
296. Não desejo ver o bom Deus nesta terra.,
contudo, eu o amo! Amo também muito a Santíssima Virgem e os Santos e não
desejo vê-los também. (CA.11.9.7)
297. Eu disse tudo... tudo está consumado!...Só
amor conta! (NV.29.9.6)
298. E eu não me arrependo de me ter entregado ao
Amor... Oh, não, eu não me arrependo, pelo contrário! (CA.30.9)
299. Meu Deus, eu vos amo! (Últimas palavras de
Sta.Teresinha).
Veja também os nn. 8, 18, 23, 27, 28, 40, 49, 51, 52, 53, 59, 60, 66, 79, 83,
84, 87, 110, 302, 304, 324, 325, 345, 349, 350, 374, 386, 387, 432, 442, 458,
461, 520, 542, 552, 554, 556, 557, 558, 561, 571, 573, 584, 589, 601, 603, 604,
608, 626, 631, 834, 640, 642, 652, 657, 659, 670, 671, 681, 684, 691, 692, 704,
705, 716, 722, 723, 725, 753, 754, 757, 764, 775, 776, 777, 801, 803, 810, 813,
821, 832, 838, 839, 841, 848, 854, 856, 860, 863, 880, 887, 888, 900, 908, 915,
930, 931, 935, 945, 948, 951, 953, 968, 988, 1011, 1029, 1041, 1042, 1046,
1049, 1050, 1051, 1052, 1055, 1058, 1077, 1091, 1092, 1096, 1099, 1102, 1111,
1112, 1113, 1116, 1117, 1118, 1122, 1123, 1127, 1139, 1161, 1162, 1169, 1171,
1189, 1205, 1208, 1224, 1262, 1294, 1299, 1317, 1354, 1359, 1360, 1383, 1409,
1439, 1440, 1442, 1443, 1450, 1453,1461, 1464, 1475, 1476, 1477, 1486, 1503,
1508, 1511, 1514, 1515, 1523, 1526, 1528, 1543, 1545, 1548, 1549, 1550, 1564,
1568, 1574, 1575, 1576, 1580, 1587, 1593, 1595, 1596, 1597, 1600, 1601, 1608,
1612, 1615, 1617, 1650, 1651, 1652, 1659, 1660, 1663, 1664, 1665, 1666, 1667,
1668, 1669, 1684, 1688, 1690, 1691, 1695, 1697, 1698, 1699, 1701, 1715, 1716,
1718, 1`720, 1722, 1729, 1734, 1786, 1791, 1795, 1797, 1798, 1801, 1802, 1806,
1810, 1812, 1814, 1818, 1820, 1850, 1853, 1859, 1863, 1871, 1876, 1887, 1888,
1889, 1891, 1896, 1911, 1925, 1929, 1936, 1939, 1945, 1983, 1991, 1995, 1999,
2013, 2014, 2015, 2016 2043, 2066,2068,
2076, 2078, 2080, 2097, 2098, 2102, 2107, 2111, 2127, 2149, 2159, 2187, 2190,
2194, 2197, 2199, 2200, 2204, 2210, 2221, 2242, 2246, 2248, 2251, 2255, 2260,
2266, 2291, 2296, 2297, 2303, 2312, 2315, 2329, 2331, 2338, 2344, 2345, 2354,
2360, 2367, 2369, 2376, 2385, 2387, 2390, 2393, 2395, 2397, 2398, 2400, 2404,
2406, 2407, 2408, 2410, 2412, 2438, 2447, 2448, 2450, 2454, 2455, 2458, 2460,
2493, 2510, 2514, 2519, 2225, 2527, 2530, 2537, 2538,2549, 2558, 2587, 2595,
2604, 2612, 2613, 2614, 2615, 2617, 2620, 2628, 2685, 2686, 2688, 2696, 2698,
2712,
ASCENSOR
300. Quisera encontrar um ascensor para me elevar
até Jesus, porque sou pequena demais para subir a rude escadaria da perfeição.
Então, procurei nos Livros santos a indicação do ascensor, objeto de meu
desejo, e li estas palavras saídas da boca da Sabedoria Eterna: Se alguém é
pequenino, que venha a mim...O ascensor que deve me elevar até o céu, são
vossos braços, ó Jesus! Por isso, não tenho necessidade de crescer, pelo
contrário é preciso que fique pequena,
que me torne pequena cada vez mais.
(MC.3r)
301. O Anjo que Jesus enviou, antes de mim, para
me preparar o caminho que conduz ao céu, o ascensor que devia me elevar sem
fadiga às regiões infinitas do amor.
(CT.229)
302. Compreendi, mais do que nunca, a que ponto
sua alma é irmã da minha, pois ela é chamada a se elevar para Deus pelo
ascensor do amor e, não, a subir a dura escadaria do temor. (CT.258)
303. A senhora me dizia que... eu era querida
particularmente do bom Deus, que ele
não me fizera subir, como aos outros,
a dura escada da perfeição, mas que ele me pusera em um ascensor, para que chegasse, mais
rapidamente, até Ele. (CA 21/26.5.11)
Veja também o n.
2031.
ÁTOMO
304. Porque não posso encontrar nenhuma criatura
que me contente, quero dar tudo a Jesus,
não quero dar às criaturas nem sequer um átomo de meu amor. (CT 76)
305. Reze, para que sua filhinha não recuse a
Jesus um átomo de seu coração. (CT 76)
306. Teu átomo, Divino Coração
Te dá sua vida
Eis sua paz, sua felicidade
Te fascinar, Senhor! (PN 15, r)
Veja também
os nn 548, 1049, 1197, 1384, 1386.
BRINQUEDO
307. Quando eu queria ver minhas duas filhinhas bem conciliadas uma
com a outra, em vez de lhes prometer
brinquedos e bombons àquela que cedesse seu lugar à sua irmã, eu lhes
falava das recompensas eternas, que o Menino Jesus daria no céu às criancinhas
bem comportadas... (MA.52v)
308. Desde algum tempo, eu me oferecera ao Menino
Jesus para ser seu brinquedinho, dissera-lhe para não se servir de mim como de um brinquedo de valor,
que as crianças se contentam em olhar
sem ousar tocá-lo, mas como de uma bolinha sem nenhum valor que podia jogar no
chão, pisar com o pé, furar, deixar em um canto ou, então, apertar sobre seu
coração se isso lhe desse prazer...
(MA.64r)
309. Em Roma, Jesus furou seu brinquedinho. Ele
queria ver o que havia dentro e, depois que o viu, contente com sua descoberta,
deixou cair sua bolinha e adormeceu...
Que fez ele durante seu doce sono e que aconteceu com a bolinha
abandonada?... Jesus sonhou que se divertia
ainda com seu brinquedo, ora o deixando, ora o pegando e, depois que o
tinha jogado bem longe, ele o apertava sobre seu coração, não permitindo mais
que ele se distanciasse de sua mãozinha...
A senhora compreende quanto a bolinha estava triste em se vendo no
chão!... Contudo, eu não cessava de esperar contra a esperança. (MA.64v)
310. Ele deixou no chão sua bolinha, sem mesmo
lançar para ela um olhar... (MA.67v)
311. É
preciso que seja o Menino Jesus que prepare tudo, para que sua bolinha
role para onde ele quer. (CT.34)
312. Eu sou a bolinha do Menino Jesus; se ele
quiser quebrar seu brinquedo ele é livre; sim, quero tudo que ele quiser. (CT.36)
313. Peça a Jesus que eu seja bem generosa durante
meu retiro, ele me criva de picadas de alfinetes, a pobre bolinha não pode
mais, de todas as partes ela tem preguinhos,
que a fazem sofrer mais do que se ela tivesse um grande!... (CT.74)
314. Eu lhe dizia que as crianças não sabem o que querem. Jesus age assim com
sua bolinha... Eu sei bem por que, é
que só ele é fascinante em toda a força
do termo, ele quer mostrar à sua bolinha que ela se enganaria se buscasse em
outro lugar uma sombra de beleza que tomaria pela própria beleza!... (CT.76)
315. O cordeiro se engana crendo que o brinquedo de Jesus não
está nas trevas; ele está mergulhado
nelas. (CT.78)
316. O brinquedo de Jesus é a própria fraqueza, se Jesus não o
carrega, ou não joga ele mesmo sua bolinha, ela ficará lá inerte, no mesmo
lugar!... (CT.79)
317. Você se lembra, talvez, que antigamente eu
gostava de me chamar "o brinquedinho de Jesus", agora, ainda fico
feliz por sê-lo, somente que pensei que o divino Menino tinha muitas outras
almas, cheias de virtudes sublimes, que se diziam "seus brinquedos",
então pensei que elas eram seus belos brinquedos e que minha pobre alma era
apenas um brinquedinho sem valor...
para me consolar, disse para mim mesma que, muitas vezes as crianças têm
mais prazer com seus brinquedinhos que eles podem deixar ou pegar, quebrar ou
beijar segundo suas fantasias, do que com outros de um valor muito maior, que
eles quase não ousam tocar. (CT.176)
318. Quer ser nesta terra
O brinquedo do
Menino divino?...
Minha irmã, deseja
agradar-lhe?
Fique na sua
mãozinha.
Se o amável Menino
a acaricia
Se ele a aproxima
do seu coração,
E se, por vezes,
ele a deixa
De tudo faça sua
felicidade.
Procure sempre seus
caprichos
Você encantará os
olhos divinos
A partir de agora
todas suas delícias
Serão seus desejos
infantis... (RP 5,12)
CARIDADE
319. Senti a caridade entrar em meu coração, a
necessidade de me esquecer de mim mesma para dar prazer e, desde então, fui feliz! (MA.45v)
320. A caridade me deu a chave de minha
vocação. (MB.3v)
321. Este ano, o bom Deus me deu a graça de
compreender o que é a caridade. Eu a compreendia, é verdade, mas de uma maneira
imperfeita, ainda não aprofundara esta palavra de Jesus: "O segundo
mandamento é semelhante ao primeiro: amarás teu próximo a como a ti
mesmo". (MC.11v)
322. Compreendo, agora, que a caridade perfeita
consiste em suportar as faltas dos outros, em não se admirar com suas
fraquezas, em se edificar com os menores atos de virtude que eles praticam,
mas, sobretudo, compreendi que a caridade
não deve ficar fechada no fundo do coração: Ninguém, disse Jesus, acende
uma lâmpada para pô-la debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, a fim de
que ilumine a todos que estão em casa. Parece-me que essa lâmpada representa a caridade que deve iluminar,
alegrar, não somente os que me são mais caros, mas todos aqueles que estão em
casa, sem excetuar ninguém. (MC.12r)
323. Meditando as palavras de Jesus, compreendi
quanto meu amor por minhas irmãs era imperfeito, vi que não as amava como o bom
Deus as ama. (MC.12r)
324. Sim, eu o sinto, quando sou caridosa, é
Jesus só quem age em mim; quanto mais estou unida a Ele, tanto mais amo todas minhas irmãs. (MC.12v)
325. Ah, Senhor, sei que não me ordenais nada
impossível, conheceis melhor do que eu a minha fraqueza, minha imperfeição,
saberei bem que jamais poderia amar minhas irmãs como vós as amais, se Vós
mesmo, ó meu Jesus, não as amásseis em mim! É porque queríeis me conceder essa
graça, que fizestes um mandamento novo. Oh, como o amo, pois ele me dá a
segurança de que vossa vontade é de amar em mim todos aqueles, que me ordenais
amar! (MC.12v)
326. Digo com S.Paulo: Não me importo de ser
julgado por nenhum tribunal humano. Não me julgo a mim mesmo. Quem me julga é o
Senhor. Assim, para me tornar esse julgamento favorável ou, antes, a fim de não
ser julgada mesmo, quero sempre ter pensamentos caridosos, pois Jesus disse:
Não julgueis e não sereis julgados.
(MC.13v)
327. A senhora pode pensar que a prática da
caridade não me é difícil. É verdade, desde alguns meses não devo mais lutar,
para praticar esta bela virtude; não quero dizer com isso que não me acontece
cometer algumas faltas... (MC.13v)
328. Há na comunidade uma irmã que tem o talento
de me desagradar em todas as coisas, suas maneiras, suas palavras, seu caráter,
parecem-me muito desagradáveis. Contudo, é uma santa religiosa, que deve ser
muito agradável ao bom Deus. Assim, não querendo ceder à antipatia natural que
sentia, disse para mim mesma que, a caridade não devia consistir nos
sentimentos, mas nas obras, então me pus a fazer por essa irmã o que faria pela
pessoa que mais amo. Cada vez que a
encontrava, rezava por ela ao bom Deus, oferecendo-lhe todas suas virtudes e
seus méritos. (MC.13v-14r)
329. Naturalmente, a gente fica feliz quando dá
um presente a um amigo, gosta-se
sobretudo de fazer surpresas, mas isso não é, de modo nenhum, caridade, pois os
pecadores o fazem também. (MC.15v)
330. Quando
nos pedem gentilmente, não custa dar, mas se, por infelicidade, não usam
palavras bastante delicadas, logo a gente se revolta, se não está firme na
caridade. (MC.15v)
331. Só a caridade pode dilatar meu coração. Ó Jesus, desde que essa doce
chama o consome, corro com alegria no caminho de vosso mandamento novo... (MC.16r)
332. Nem sempre é possível, no Carmelo, praticar
à letra as palavras do evangelho. Às vezes, se é obrigado, por causa dos
trabalhos, a recusar um serviço, mas quando a caridade tem profundas raízes na
alma, ela se mostra no exterior.
(MC.18r)
333. Minha Madre, Jesus concedeu esta graça à sua
filha, a de lhe fazer penetrar as misteriosas profundezas da caridade; se ela pudesse exprimir o que
compreende, a senhora ouviria uma melodia do céu. (MC.18v)
334. Desde quando fiquei doente, os cuidados que
a senhora tem me prodigalizado me instruíram mais ainda sobre a caridade. Nenhum remédio lhe parece
caro, se ele não serve, a senhora, sem desanimar, tenta outra coisa. Quando ia
ao recreio, que atenção a senhora tinha para que eu ficasse bem alojada e não
sofresse com as correntes de ar.... Pensando em todas essas coisas, disse para
mim mesma que, deveria ser tão compreensiva com as enfermidades espirituais de
minhas irmãs, quanto a senhora o é, cuidando de mim com tanto amor. (CA.27v)
335. Devo procurar no recreio, com licença, a
companhia das irmãs que me são menos agradáveis, realizar junto a essas almas
feridas o ofício do bom Samaritano. Uma palavra, um sorriso amável, bastam,
muitas vezes, para desanuviar uma pessoa triste; mas não é absolutamente para atingir esse fim que quero praticar a
caridade, pois sei que logo ficaria
desencorajada: uma palavra que, tivesse dito com a melhor das intenções, seria
talvez interpretada totalmente ao contrário. Assim, para não perder meu tempo,
quero ser amável com todo o mundo (particularmente com as irmãs menos amáveis)
para alegrar Jesus... (MC.28r-28v)
336. Que festim pode oferecer uma carmelita às
suas irmãs a não ser um festim espiritual, composto de caridade amável e
alegre? Quanto a mim, não conheço
outro... (MC.28v)
337. Lembro-me de uma ato de caridade que o bom
Deus me inspirou a fazer, quando era
ainda noviça. Era pouca coisa, contudo, nosso Pai que vê no secreto, que olha
mais a intenção do que a grandeza da ação,
já me recompensou, sem esperar a outra vida. (MC.28v)
338. Eu não queria perder uma tão bela ocasião de
praticar a caridade, lembrando-me de que Jesus dissera: O que fizerdes ao menor
dos meus é a mim que tereis feito.
(MC.29r)
339. Talvez a senhora se admire que eu lhe
escreva sobre esse pequeno ato de caridade, passado já há tanto tempo. Ah, se o
faço é porque sinto que devo cantar, por causa dele, as misericórdias do
Senhor. Ele se dignou me deixar sua lembrança
como um perfume, que me leva a praticar a caridade. Para gozar durante
mil anos das festas mundanas, não teria dado os dez minutos empregados em cumprir meu humilde ofício de
caridade. (MC.30r)
340. Quando conduzia minha Irmã S.Pedro, eu o fazia com tanto amor que me seria
impossível fazê-lo melhor se devesse conduzir o próprio Jesus. (MC.30r)
341. Não foi sempre com esses transportes de
alegria que pratiquei a caridade.
(MC.30r)
342. A prática da caridade não me foi sempre doce! (MC.30r)
343. Ele se faz pobre, a fim de que possamos Lhe
fazer a caridade, Ele nos estende a mão como um esmoler, a fim de que, no dia
radioso do juízo, quando aparecer na sua glória, possa nos fazer ouvir estas
doces palavras: Vinde, benditos de meu Pai, porque tive fome e me destes de
comer, tive sede e me destes de beber... (CT.145)
344. Tudo vai bem, a criancinha é um bravo que
merece ombreiras de ouro. Mas, que nunca mais ela se abaixe para lutar com pedrinhas, é indigno dela...
Sua arma deve ser a Caridade. (CT.200)
345. Que o divino Menino Jesus encontre em sua
alma uma morada toda perfumada dos rosas do amor, que ele encontre ainda a
lâmpada ardente da caridade fraterna, que aquecerá seus pequenos membros
gelados, que alegrará seu pequeno coração, fazendo-lhe esquecer a ingratidão
das almas, que não o amam bastante.
(CT.246)
346. Viver de amor é
navegar sem cessar
Semeando a paz, a
alegria em todos os corações
Piloto Amado, a
caridade me incita
Pois te vejo nas
almas, minhas irmãs
A caridade, eis
minha única estrela
À sua luz navego
sem rodeio
Minha divisa está
escrita na minha vela:
"Viver de
amor!". (PN.17,8)
347. Sou feliz, não ofendo de modo algum o bom
Deus durante minha doença. Há pouco, escrevia
sobre a caridade e, muitíssimas vezes, vieram me perturbar; então
procurei não me impacientar absolutamente e pôr em prática o que escrevia. (CA.15.6.5)
348. Praticamos bem mais a caridade com uma
pessoa que nos é menos simpática. Ah, como sabemos arranjar mal nossos pequenos
negócios na terra! (UC./MSC.28.7.1)
349. Para passar a vida no amor do bom Deus, não
se deve faltar à caridade para com o próximo.
(UC./MSC.28.7.2)
Veja também os nn. 718, 954, 1235 1333,
1525, 1739, 1777, 1894, 2017, 2474, 2519, 2707.
CARMELO
. No seu amor, Jesus quis preservar sua florzinha do sopro
envenenado do mundo; apenas sua corola começara a se entreabrir e logo este
divino Salvador a transplantou para a montanha do Carmelo. (MA.4v)
. Todas as tardes, eu fazia um pequeno passeio com
papai; fazíamos juntos nossa visita aos Santíssimo Sacramento, visitando cada
dia uma nova igreja. Foi assim que entrei, pela primeira vez, na capela do
Carmelo. Papai me mostrou as grades do coro, dizendo-me que, por trás delas,
estavam as religiosas. Estava bem longe de pensar que, nove anos mais tarde,
estaria entre elas. (MA.14r)
. A senhora me explicou a vida do Carmelo, que me
pareceu muito bela. Repassando no meu espírito tudo que a senhora me disse, senti que o Carmelo era
o deserto, aonde o bom Deus queria que eu fosse também me esconder. Eu o senti
com tanta força, que não houve a menor dúvida no meu coração: não era um sonho
de criança que se deixa levar, mas a certeza de um chamado divino. Queria ir
para o Carmelo só por Jesus! (MA.26r)
. Foi naquele dia que recebi cumprimentos pela segunda
vez. Irmã Teresa de Sto. Agostinho, tendo vindo me ver, não se cansava de dizer
que eu era graciosa. Eu não esperava vir para o Carmelo para receber louvores,
por isso, após a conversa na portaria, não parei de repetir ao bom Deus que,
era por Ele somente que queria ser carmelita.
(MA.26v)
. Ah, como sofri no locutório do Carmelo! (MA.27r)
. O bom Deus que queria, sem dúvida, purificar-me e,
sobretudo, humilhar-me, deixou-me neste martírio íntimo até minha entrada no
Carmelo, onde o Padre de nossas almas me tirou todas minhas dúvidas como se
fosse com a mão e, desde então, estou perfeitamente tranqüila. (MA.28v)
. Meu tio não estava contente, ele dizia que, ao invés
de me fazer pensar no Carmelo, seria necessário afastá-lo de meu espírito, mas
eu sentia o contrário, isto é, que era a esperança de ser um dia carmelita que
me fazia viver. (MA.29v)
. Sim, a Florzinha ia renascer para a vida, o Raio luminoso,
que a esquentara, não devia parar seus benefícios; ele não agiu de imediato,
mas docemente, suavemente levantou sua flor e a fortificou de tal sorte que,
cinco anos após, ela desabrochava sobre a montanha fértil do Carmelo. (MA.30v)
. Na manhã do dia em que eu devia ir ao locutório,
refletindo sozinha no meu leito, eu me perguntei que nome teria quando
estivesse no Carmelo; sabia que havia uma Irmã Teresa de Jesus, contudo meu
belo nome de Teresa não podia ser-me tirado. De repente, pensei no Menino
Jesus, que amava tanto e me disse: “Oh,
como seria feliz chamar-me Teresa do Menino Jesus!” (MA.31r-31v)
. ... isso me produzia o efeito contrário ao do
Carmelo, onde tudo me dilatava a alma.
(MA.43v)
. Quando da entrada de Maria no Carmelo, eu era ainda
bem escrupulosa. Não podendo mais me
confiar a ela, dirigi-me para o lado do céu. (MA.44r)
. Não sei como eu me embalava com o doce pensamento de
entrar no Carmelo, estando ainda nos cueiros da infância! (MA.44v)
. Como diz São João da Cruz, em seu cântico: “Não tinha
nem guia, nem luz, exceto aquela que brilhava no meu coração, essa luz me
guiava mais seguramente do que a do meio-dia no lugar, onde me esperava Aquele
que me conhece perfeitamente.” Esse lugar era o Carmelo! (MA.49r)
. Através de minhas lágrimas, eu lhe confiei meu desejo
de entrar no Carmelo, então suas lágrimas vieram se juntar às minhas, mas ele
não disse nenhuma palavra para me afastar de minha vocação, contentando-se
simplesmente em me observar que, era ainda muito jovem parta tomar uma
determinação tão grave. Mas, defendi
tão bem minha causa que, com a natureza simples e reta de papai, ele
ficou logo convencido que meu desejo era o de Deus mesmo e, na sua fé profunda,
exclamou que Deus lhe dava uma grande honra ao lhe pedir suas filhas. (MA.50r)
. Lembro-me perfeitamente da ação simbólica, que meu Rei querido fez sem o saber.
Aproximando-se de um muro pouco elevado, ele me mostrou pequenas flores brancas
semelhantes a lírios em miniatura e tomando uma dessas flores, ele ma deu,
explicando-me com que cuidado o bom Deus a fizera nascer e a conservara até
àquele dia. Ouvindo-o falar, pensava escutar minha história, tanta semelhança
havia entre o que Jesus fizera pela florzinha e por Teresinha... Recebi aquela florzinha como uma relíquia e vi que,
em querendo colhê-la, Papai puxara-a
com todas suas raízes sem quebrá-las, ela, pois, parecia destinada a viver ainda em outra terra mais
fértil do que o musgo tenro, em que se passaram suas primeiras manhãs... Era bem essa mesma ação, que Papai acabara
de fazer para mim alguns instantes antes, permitindo-me escaler a montanha do
Carmelo e deixar o doce vale, testemunha de meus primeiros passos na vida. (MA.50v)
. Após ter obtido o consentimento de Papai, acreditara
poder voar, sem medo, para o Carmelo, mas bem dolorosas provações devia ainda
provar minha vocação. (MA.50v)
. Era contrário à prudência humana, dizia ele, deixar
entrar no Carmelo uma criança de 15 anos, sendo essa vida de carmelita, aos
olhos do mundo, uma vida de filósofo, seria fazer muito mal à religião deixar
uma criança, sem experiência, abraçá-la... Todo o mundo falaria disso. (MA.51r)
. Saí do presbitério toda em lágrimas, felizmente era
protegida pela minha sombrinha, porque chovia a cântaros. Papai não sabia como me consolar... ele prometeu
levar-me a Bayeux, logo que eu desejasse e, como estava decidida a ir até o
fim, disse-lhe que iria até o Santo Padre, se o Bispo não quisesse me permitir
entrar no Carmelo, aos quinze anos.
(MA.52r)
. Antes de entrar no Carmelo, tive muitas experiências
sobre a vida e as misérias do mundo. (MA.53v)
. Hoje, quando gozo da solidão do Carmelo
(repousando-me à sombra dAquele que tão ardentemente desejei), acho que,
comprei minha felicidade sem muitos sacrifícios e estaria pronta a suportar bem
maiores penas para conquistá-la, se não a tivesse ainda! (MA.53v)
. O Bispo me perguntou, se fazia muito tempo que eu
desejava entrar no Carmelo.
- “Oh, sim, sr. Bispo, muito
tempo...” -”Vejamos, disse rindo Mons. Révérony, você não pode sempre dizer que
há 15 anos tem esse desejo!”. -”É verdade, respondi, sorrindo também, mas não há muitos anos a tirar, pois desejei
fazer-me religiosa desde o despertar de minha razão e desejei o Carmelo logo
que o conheci, porque nesta Ordem achava que, todas as aspirações de minha alma
seriam realizadas.” (MA.54v)
. Logo que cheguei em Lisieux, fui buscar consolação no
Carmelo. (MA.55v)
. Como é bela a vocação, que tem como finalidade conservar
o sal destinado às almas! Essa vocação é a do Carmelo, pois o único fim de
nossas orações e de nossos sacrifícios é ser a apóstola dos apóstolos, rezando
por eles, enquanto evangelizam as almas
com suas palavras e, sobretudo, com seus exemplos. (MA.56r)
. Crescendo, compreendera que era no Carmelo que me
seria possível encontrar, verdadeiramente, o manto da Santíssima Virgem e era
para essa montanha fértil, que tendiam todos meus desejos. (MA.57r)
. Contemplando todas essas belezas, nascia em minha
alma pensamentos bem profundos. Parecia-me compreender já a grandeza de Deus e
as maravilhas do céu... A vida religiosa me aparecia tal qual ela é com suas
sujeições, seus pequenos sacrifícios cumpridos em segredo. Compreendia quanto é
fácil dobrar-se sobre si mesmo, esquecer o objetivo sublime de sua vocação e me
dizia: mais tarde, na hora da provação, quando prisioneira no Carmelo, não
poderei contemplar senão um pedacinho do céu estrelado, lembrar-me-ei do que
vejo hoje; esse pensamento me dará coragem, esquecerei meus pobres pequenos
interesses, vendo a grandeza e a
potência do Deus, a quem quero amar
unicamente. (MA.58r)
. Eu não temia, esperava que o reino do Carmelo me pertencesse em breve. (MA. 62v)
. “Santíssimo Padre, em honra de vosso jubileu,
permiti-me entrar no Carmelo, aos 15 anos!” (MA.63v)
. Durante todo o curso de nossa viagem, alojamo-nos em
hotéis principescos, jamais fora cercada de tanto luxo, é bem o caso de dizer
que, a riqueza não dá felicidade, pois teria sido mais feliz sob um teto de
sapé com a esperança do Carmelo, do que ao lado de tetos dourados, escadas de
mármore branco, tapetes de seda, com a amargura no coração. (MA.65r)
. Na manhã do grande dia, após ter lançado um último
olhar sobre os Buissonnets, este ninho gracioso de minha infância, que não devia mais rever, parti de
braços com meu querido Rei, para escalar a montanha do Carmelo. (MA.69r)
. O bom Deus me deu a graça de não ter nenhuma ilusão
ao entrar no Carmelo; encontrei a vida religiosa tal qual eu a imaginara. (MA.69v)
. Declarei aos pés de Jesus Hóstia, no exame que
precedeu minha profissão, o que vim fazer no Carmelo: “Vim para salvar as almas
e, sobretudo, a fim de rezar pelos padres.”
(MA.69v)
. A Florinha transplantada para a montanha do Carmelo
devia desabrochar à sombra da cruz.
(MA.71r)
. Ah, longe de
nos separar, as grades do Carmelo uniam mais fortemente nossas almas, tínhamos
os mesmos pensamentos, os mesmos desejos, o mesmo amor de Jesus e das almas! (MA.73v)
. ... havia a regra para ser observada... enfim, eu estava no Carmelo e não mais nos
Buissonnets, sob o teto paterno!...
(MA.75r)
. Achava a vida do Carmelo muito bela, mas o demônio me
inspirava a certeza de que ela não fora feita para mim, que eu enganava os
superiores avançando pelo caminho para o qual não fora chamada... (MA.76r)
. Não tendo podido vos convidar para a bênção nupcial,
que lhes foi dada na montanha do Carmelo, aos 8 de setembro de 1890, (só a
corte celeste foi admitida), sois, não obstante, rogados a vos fazer presentes ao retorno das Núpcias,
que acontecerá Amanhã, Dia da Eternidade, no qual Jesus, Filho de Deus, virá
sobre as nuvens do céu no brilho de sua majestade. (MA.77v)
. A senhora sabe quanto amo as flores, fazendo-me
prisioneira aos 15 anos, renunciei para sempre à felicidade de correr nos
campos esmaltados pelos tesouros da primavera; pois bem, jamais possuí tantas
flores como desde minha entrada no Carmelo!
(MA.81v)
. Havia uma florzinha chamada Nielle dos Trigos, que
não a encontrara mais desde quando vim morar em Lisieux, desejava muito rever
essa flor de minha infância, que eu colhia nos campos de Alençon. Foi no
Carmelo que ela veio me sorrir e me mostrar que, nas menores coisas como nas grandes,
o bom Deus dá o cêntuplo, desde esta vida, às almas, que por seu amor deixaram
tudo. (MA.81v)
. Jamais as austeridades do Carmelo tinham me parecido
tão deliciosas, a esperança de ir para o céu me transportava de alegria.
(MC.5r)
. Não foi para
viver com minhas irmãs, que vim para o Carmelo, foi unicamente para responder
ao apelo de Jesus. Ah, eu pressentia bem que devia ser um motivo de sofrimento
contínuo viver com suas irmãs, quando não se quer ceder em nada à
natureza! (MC.8v)
. Se me fosse necessário, um dia, deixar meu caro
Carmelo, ah, não seria sem dor! Jesus
não me deu um coração insensível e é justamente porque ele é capaz de sofrer,
que desejo que ele dê a Jesus tudo o
que pode dar. (MC.10r)
. Ah, não era na intenção de prestar serviços ao
Carmelo que quisesse me receber, que eu deixaria tudo que me é caro; sem
dúvida, que faria tudo que dependesse de mim, mas conheço minha incapacidade e
sei que, fazendo o que pudesse, não conseguiria fazer bem feito, não tendo, como
dizia, nenhum conhecimento das coisas da terra. (MC.10v)
. Sem dúvida, no Carmelo não encontramos inimigos, mas
enfim há simpatias, sentimo-nos atraídas por uma irmã, enquanto faríamos um
grande rodeio para não encontrar outra e, assim, sem mesmo o saber, essa se
torna objeto de perseguição. (MC.15v)
. Eu a divertiria, creio, se lhe contasse todas minhas
aventuras nos jardins do Carmelo, pois não sei se pude escrever dez linhas sem
ser perturbada. (MC.17v)
. Não é sempre possível, no Carmelo, praticar ao pé da
letra as palavras do evangelho, somos, às vezes, obrigadas, por causa dos
deveres, a recusar um serviço.
(MC.18r)
. O bom Deus me fez passar por muitas provações, antes
de me deixar entrar no Carmelo! (CT.36)
. Quando Jesus me tiver colocado na praia bendita do
Carmelo, quero me dar todinha a ele, só quero viver para ele! (CT.43B)
. Só desejo uma coisa, quando estiver no Carmelo, é
sofrer sempre por Jesus! (CT.43B)
. Quando penso que, dentro de oito dias, completarei
quatro meses no Carmelo, não posso acreditar, parece-me que sempre estive aqui,
mas, por outro lado, parece-me que foi ontem a minha entrada. Como tudo
passa!... (CT.58)
. Não, é preferível para mim estar no Carmelo, aqui,
pelo menos, posso pedir tanto quando quiser Àquele que, só ele, pode dar a
consolação... (CT.59)
. Sua Rainha pensa continuamente no senhor e reza,
durante todo o dia, pelo seu Rei. Estou muito feliz no doce ninho do Carmelo e
não desejo mais nada na terra, exceto ver meu Rei querido completamente curado,
mas sei por que o bom Deus nos envia essa provação, é para ganhar o belo
céu... (CT.68)
. Meu coração é sempre o mesmo, creio que, desde minha
entrada no Carmelo, ele se tornou ainda mais terno e mais amante... (CT.70)
. Reze por sua filhinha, a fim de que ela não abuse das
graças, que o bom Deus lhe concede no fértil vale do Carmelo. (CT.71)
. Que felicidade poder lhe enviar, este ano, meus votos
de feliz ano novo, do Reino do Carmelo!
(CT.72)
. O Menino Jesus do Carmelo é pobre, mas no céu ele nos
mostrará suas riquezas... (CT.90)
. A vida do Carmelo é tão eremítica, que a pobre
solitariazinha não sabe nunca em que data ela se encontra... (CT.98)
. Pela quarta vez, é da solidão do Carmelo que sua
Teresa vem lhe desejar feliz aniversário...
(CT.127)
. Desde que se encontra sobre a montanha do Carmelo,
sua Teresinha sente ainda melhor, se isso é possível, a afeição que lhe
tem. (CT.133)
. Como me sinto feliz, porque você está usando o santo
Escapulário! É um sinal de predestinação; ademais, não está você assim mais
intimamente unida às suas irmãsinhas do Carmelo? (CT.166)
. Jesus disse que, “o reino dos céus sofre violência e
que só os violentos o recebem”, aconteceu o mesmo comigo quanto ao reino do
Carmelo. Antes de ser prisioneira,
foi-me necessário viajar bem longe, para conseguir a prisão que preferia a
todos os palácios da terra. (CT.201)
. Sua conduta era prudente e não duvido que, em me
provando, ele cumpriu a vontade de Deus, que queria me fazer conquistar a
fortaleza do Carmelo à ponta de espada.
(CT.201)
. No Carmelo mudamos, algumas vezes, os objetos de
piedade, é um bom meio para impedir que nos apeguemos a eles. (CT.263)
. Mais tarde, nos dias de minha juventude,
De Jesus eu ouvi o apelo!...
Na vossa inefável ternura,
Me mostrastes o Carmelo.
“Vem, minha filha, sê generosa,
Dizíeis a mim com doçura,
Ao meu lado, serás feliz,
Vem te imolar pelo teu Salvador.” (PN.7,2)
. Ah, muito tempo faz, bem longe da arca santa
Meu pobre coração desejava o Carmelo!
Eu o achei, agora nada mais de medo
Estou gozando aqui das primícias do
céu!... (PN.11,1)
. Ah, pelo Conquistador das almas
Quero me imolar no Carmelo
E por Ele espalhar as chamas
Que Jesus trouxe do céu. (PN.35,5)
. Ó Jesus, nosso Irmãozinho,
Por nós deixas o belo céu!
Mas tu sabes bem, teu viveiro
Divino Menino é o Carmelo! (PN.43,3)
. É só em meio a sacrifícios
Que se pode amar no Carmelo.
Um dia, cercadas de delícias,
Nos amaremos lá no céu. (PS.7,2)
. Por Jesus, o Exilado do céu,
Eu não encontrei no mundo
Senão uma indiferença profunda
Eis por que venho ao Carmelo. (RP.5,1r)
. Lá longe, sob outros horizontes,
Malgrado a geada e a neve
Já se douram as cearas
Que o divino Menino protege.
Mas, ah, para recolhê-las
Precisa-se de almas ardentes
Ceifeiros desejosos de sofrer
Mofando do ferro e das chamas
Natal! Natal!
Venho ao Carmelo!
Sabendo que meus votos são os vossos.
Ao doce Salvador,
Gerai, minha irmã,
Um grande número de almas apostólicas. (RP.5,2r)
. Jesus encontrou suas delícias
Neste Carmelo.
Mas, para pagar suas sacrifícios
Ele tem seu belo céu! (RP.5,4r)
. Não, eu nunca vi nada que me agrade tanto... As festas do Carmelo têm um encanto
especial, o espírito de família, sobretudo, imprime-lhes uma marca e é o que me
fascina... Oh, como sou feliz aqui, sinto-me bem perto do céu e só tenho um
desejo, o de unir-me intimamente a Jesus, tornando-me sua noiva. (RP.7,1r)
. O que acabo de dizer é muito importante,
peço-lhe para não esquecê-lo mais
tarde. No Carmelo não se deve fazer moeda falsa, para comprar almas... E, muitas vezes, as belas palavras que se
escrevem e as belas palavras que se recebem são uma troca de moeda falsa.
(CA.8.7.16)
. Eu não digo “Se é duro viver no Carmelo, é doce
morrer nele”, mas: “Se é doce viver no Carmelo, é ainda mais doce morrer
nele”. (CA.13.7.5)
Veja também os nn.
110, 332, 491, 550, 562, 645, 709, 748, 822, 1100, 1142, 1149, 1245,
1338, 1345, 1463, 1564, 1566.
CARMELITA
423. Eu não parei de repetir ao bom Deus, que era por Ele somente que
queria ser carmelita. (MA.26v)
424. Era a esperança de ser, um dia, carmelita que me fazia viver.
(MA.29v)
425. Ser carmelita, ser, por minha união contigo,
a mãe das almas, isso deveria me bastar... mas não é assim! (MB.2v)
426. Sem dúvida, esses três privilégios são bem
minha vocação, Carmelita, Esposa e Mãe... MB.2v)
427. Mas, às vezes, quando apraz a Jesus unir
duas almas para sua glória, Ele permite que, de em tempos em tempos, elas
possam comunicar entre si seus pensamentos e se exercitar a amar mais a Deus; mas é preciso para isso uma vontade expressa da
autoridade, pois me parece que, do
contrário, essa correspondência faria
mais mal do que bem, se não ao missionário, pelo menos à carmelita levada
continuamente, por seu gênero de vida, a se voltar para si mesma. (MC.32r)
428. Ficarei verdadeiramente feliz em trabalhar com
você na salvação das almas, é com esse objetivo que me fiz carmelita, não
podendo ser missionária de ação, quis sê-lo pelo amor e penitência, como Sta.
Teresa, minha seráfica Mãe. (CT.189)
429. Uma carmelita, que não fosse apóstola,
afastar-se-ia da finalidade de sua vocação e cessaria de ser filha da Seráfica
Santa Teresa. (CT.198)
430. Para uma carmelita, pensar em uma
pessoa, que ama, é rezar por ela. (CT.225)
431. Santa Teresa, minha Mãe. ensinai-me a salvar
as almas, a fim de me tornar uma verdadeira carmelita. (Or.5)
Veja também os nn. 253, 334, 845, 982, 1424, 1512, 1677,
1683, 1687, 1865, 1934, 2067, 2358, 2665, 2701
CASTIDADE
432. Ouvi dizer que, não se tinha encontrado uma
alma pura que amasse mais do que uma alma arrependida, ah, como quisera desmentir essa palavra! (MA.39r)
433. Supliquei ainda a Nossa Senhora das Vitórias
que, afastasse de mim tudo que pudesse manchar minha pureza; não ignorava que
numa viagem como a da Itália, encontrar-se-iam muitas coisas capazes de
perturbá-la, sobretudo porque não conhecendo o mal, temia descobri-lo, não
tendo experimentado que tudo é puro para os puros e que a alma simples e reta não vê o mal em nada, pois, de fato,
o mal só existe nos corações impuros e, não, nos objetos insensíveis. (MA.57r)
434. Sim, nós nos amávamos, mas nossa afeição era
tão pura e tão forte que o pensamento da separação não nos perturbava, pois
sentíamos que nada, nem mesmo o oceano, poderia nos separar uma da outra... (MA.62r-62v)
435. Felizmente, o bom Deus que vê o fundo dos
corações, sabe que minha intenção era pura e que por nada deste mundo teria
querido desagradar-lhe. (MA.66v)
436. Sem dúvida, eu amava muito nossa Madre, mas
com uma afeição pura, que me elevava para o Esposo de minha alma... (MA.70v)
437. Em se dando a Deus, o coração não perde sua
ternura natural, essa ternura, ao contrário, cresce, tornando-se mais pura e
mais divina. (MC.9r)
438. Estou pronta a dar minha vida por eles, mas minha afeição é tão pura, que não desejo
que eles o saibam. (MC.23v)
439. Elevemo-nos acima do que passa, fiquemos
longe da terra, mais alto o ar é puro... (CT.57)
440. Os lírios são tão puros, quisera muito que
minha alma fosse parecida com eles para ir a Jesus, pois não basta tê-los nos
cabelos, é o coração que o olho de Jesus olha sempre!.... (CT.73)
441. E a Santíssima Virgem! Ah, Celina, esconda-se muito sob a sombra de
seu manto virginal, a fim que ela a virginize!... A pureza é tão bela, tão
branca!... Bem-aventurados os corações puros, pois verão a Deus!... Sim, eles o
verão já na terra, onde nada é puro, mas onde todas as criaturas se tornam
límpidas, quando são vistas através da Face do mais belo e do mais branco dos
Lírios!... Celina, os corações puros
são, por vezes, envolvidos por espinhos...
Eles estão, muitas vezes, nas trevas, então esses Lírios crêem ter
perdido sua brancura, pensam que os espinhos que os envolvem conseguiram
estragar sua corola... (CT.105)
442. Celina, como a amo, e como meu amor por você
é puro!... (CT.126)
443. Ah, que graça ser virgem, ser esposa de
Jesus, é preciso que seja bem belo, bem sublime, pois a mais pura, a mais
inteligente de todas as criaturas preferiu ficar virgem a se tornar Mãe de um
Deus. (CT.130)
444. É preciso que Jesus possa encontrar nos seus
lírios o que ele deseja encontrar aí, a pureza que só busca a ele, que só repousa nEle... (CT.130)
445. Um dia, Jesus dirá, olhando para nós:
"Como é bela a casta geração das almas virgens!". (CT.130)
446. Jesus sabe bem que, na terra é difícil se
conservar puro... (CT.141)
447. As flores do caminho são as prazeres puros
da vida, não há nenhum mal em gozar deles, mas Jesus é ciumento de nossas
almas. Ele deseja que, todos os prazeres sejam para nós misturados com
amargura...Contudo, as flores do caminho conduzem ao Bem-Amado, mas é uma
caminho torto, é a placa ou espelho que reflete o Sol, mas não é o próprio
Sol... (CT.149)
448. Seu anjo da guarda a cobre com suas asas e
no seu coração repousa Jesus, a pureza das virgens... (CT.161)
449. Na provação presente, o bom Deus purifica o
que poderia existir de demasiado sensível na nossa afeição, mas o fundo mesmo
dessa afeição é puro demais, para que ele o rompa... (CT.167)
450. Oh, como nossa afeição é pura! É a de uma
criança, que admira a humildade de sua Mãe. (CT.203)
451. Um anjo do
Senhor que guarda meu coração puro,
Ele não me deixa,
mesmo quando durmo... (PN.3,43)
452. A pureza, do
anjo é a brilhante partilha
Sua imensa
felicidade jamais terminará
Mas sobre o
Serafim, tendes a vantagem
Podeis ser puros e
podeis sofrer!... (PN.3,94)
453. Da virgindade
vedes o símbolo
Nesses lírios
perfumados que vos envia o Cordeiro
Sereis coroados com
a branca auréola,
Cantareis sempre o
cântico novo.
Vossa casta união
gerará almas
Que só terão Jesus
como esposo,
Vós os vereis
brilhar como chamas puras,
Perto do trono
divino, na morada dos eleitos.
(PN.3,97)
454. Conserva meu
coração puro, cobre-me com tua sombra
Só por hoje! (PN.5,3)
455. Quero que na
tua fronte reinem
A doçura e a
pureza. (PN.13,6)
456. Quando amo
Cristo e quando o toco
Meu coração se
torna mais puro, fico mais casta ainda
Da virgindade, o
beijo de sua boca
Me deu o
tesouro. (PN.26,6)
457. A castidade me
torna a irmã dos anjos
Desses Espíritos
puros e vitoriosos.
Espero um dia voar
nas suas falanges
Mas no exílio devo
lutar como eles.
Devo lutar sem
repouso e sem trégua
Para meu esposo, o
Senhor dos senhores,
A Castidade é a celeste espada
Que pode lhe
conquistar os corações.
A Castidade é minha
arma invencível
Meus inimigos por
ela são vencidos
Por ela eu me
torno, ó felicidade indizível!
A Esposa de
Jesus! (PN.48,3)
458. Senhor, se tu
adoras a pureza do anjo
Desse espírito de
fogo que navega no azul
Não amas também se
elevando da lama
O Lírio que teu
amor soube conservar puro?
Se é feliz, meu
Deus, o anjo de asa vermelha
Que aparece diante
de ti brilhando de pureza
Minha alegria aqui
na terra é semelhante à sua
Pois tenho o
tesouro da virgindade!... (PN.53,4)
459. Ao invés de
desprezar as alegrias puras e santas
Tu queres
participar delas, tu te dignas abençoá-las.
(PN.54,18)
460. Ó Jesus, purificai minha alma, a fim de que
ela se torne digna de ser vossa esposa.
(Or.5)
461.Porque você amou
a castidade, a mão do Senhor a fortificou e você será eternamente bendita!...
(RP.3,11r)
Veja também
os nn.
66,
700, 1095,
1448,1603, 1485, 1786, 1913, 1818, 1919, 1992, 2175, 2316, 2715.
CÉU
462. "Oh, como gostaria de que a senhora morresse, minha querida
mãezinha!... É para que a senhora fosse para o céu, porque a senhora disse que
era preciso morrer, para ir para o céu".
(MA.4v)
463. Em seguida, vinha a lição de leitura, a
primeira palavra que pude ler sozinha foi esta: "Céus". (MA.3v)
464. A terra me parecia um lugar de exílio e eu
sonhava com o céu. (MA.14v)
465. Então a terra me parecia ainda mais triste e
compreendia que, somente no céu a alegria será sem nuvens. ( MA.14v)
466. Eu suspirava pelo repouso eterno do céu,
pelo Domingo sem ocaso da Pátria! (MA.17v)
467. Ao regressar, olhava as estrelas que
cintilavam docemente e esta visão me fascinava... Havia, sobretudo, um grupo de pérolas de ouro, que eu observava
com alegria, achando que tinha a forma de um T, eu chamava a atenção de Papai
para isso, dizendo que meu nome estava escrito no céu. (MA.18r)
468. Certa feita, eu me admirei por que o bom
Deus não dá uma glória igual, no céu, a todos os eleitos, tinha medo que todos
não fossem felizes... (MA.19v)
469. ... fez-me, então, compreender que, no céu,
o bom Deus daria a seus eleitos tanta
glória quanta eles pudessem ter e, assim, o último não teria nada a invejar do primeiro. (MA.19v)
470. Está aí um
desses mistérios que, sem dúvida, compreenderemos somente no céu e que
fará nossa eterna admiração! (MA.21r)
471. Oh, não,
a ausência de mamãe não me fazia
sofrer no dia de minha primeira comunhão. O céu não estava na minha alma e mamãe não estava lá, desde muito
tempo? (MA.35r)
472. Os mais radiosos dias são seguidos de
trevas, somente o dia da primeira, da única, da eterna comunhão do céu será sem
ocaso! (MA.35r-36v)
473. Quando me lembro do tempo passado, minha
alma se desdobra em reconhecimento, vendo os favores que recebi do céu.
Aconteceu uma tal mudança em mim, que estou irreconhecível. (MA.43r)
474. A partida deles para o céu não me parecia
uma razão para me esquecer, pelo contrário, uma vez que se encontravam na
possibilidade de usufruir dos tesouros divinos, deviam conseguir para mim a paz
e me mostrar, assim, que no céu se sabe ainda amar... A resposta não se fez
esperar, logo a paz veio inundar minha alma com suas ondas deliciosas e
compreendi que, se era amada na terra, eu o era também no céu. (MA.44r)
475. Tudo elevava nossas almas para o céu, o belo
céu do qual não contemplávamos ainda "senão o límpido avesso". (MA.48r)
476. Nos dias de lágrimas, o céu chorava comigo... (MA.51v)
477. Será, pois, no céu que saberemos quais são
os nossos títulos de nobreza. (MA.56r)
478. Olhando todas essas belezas (da natureza),
nascia na minha alma pensamentos bem profundos. Parecia-me compreender já a
grandeza de Deus e as maravilhas do céu.
(MA.58r)
479. No céu, Jesus saberá mostrar que seus
pensamentos não são os dos homens, pois então os últimos serão os
primeiros. (MA.66v)
480. Quando Celina e Teresa conversavam,
jamais uma palavra sobre as coisas da
terra se misturava às suas conversações, que já estavam todas no céu. (MA.73v)
481. Em breve, falarei de todas essas coisas na
nossa casa paterna, no belo céu para o qual sobem os suspiros de nossos
corações! (MA.75r)
482. Passava, naquele tempo, por grande
provações interiores de todas as espécies até ao ponto de me perguntar às vezes
se havia um céu. (MA.80v)
483. Sinto minha impotência em repetir, com
palavras terrenas, os segredos do Céu...
(MB.1v)
484. Ó Jesus,
a tempestade então não estrondava, o céu era calmo e sereno...
acreditava, sentia que há um céu e que esse céu é populado por almas que me
adoram, que me olham como sua menina... (MB.2v)
485. Ó bem-aventurados habitantes do céu, eu vos
suplico que me adoteis como filha, a vós somente será a glória, que me fareis
adquirir... (MB.4r)
486. Jamais as austeridades do Carmelo tinham me parecido tão deliciosas, a esperança de ir para o céu me arrebatava de alegria. ( MC.5r)
487. Gozava então de uma fé tão viva, tão clara, que
o pensamento do céu era toda minha felicidade, não podia crer que houvesse
ímpios, que não tivessem fé. Pensava que falavam contra seus pensamentos ao
negar a existência do céu, do belo céu, onde Deus mesmo queria ser sua eterna
recompensa. (MC.5r-5v)
488. Jesus permitiu que, minha alma fosse
invadida pelas mais espessas trevas e
que o pensamento do céu, tão doce para mim, seja somente um objeto de combate e
de tormento. (MC.5v)
489. Mas, eu corro para o meu Jesus, digo-lhe que estou pronta a derramar meu sangue
até à última gota, para confessar que há um céu. Digo que estou feliz por não gozar desse belo céu aqui na terra,
a fim de que Ele o abra, para sempre, aos pobres incrédulos. (MC.7r)
490. Desde minha entrada na arca bendita, sempre
pensei que, se Jesus não me levasse
logo para o céu, a sorte da pombazinha de Noé seria a minha; que, um dia, o
Senhor abriria a janela da arca e me
diria para voar bem longe, bem longe, em direção às plagas infiéis, levando
comigo o ramozinho branco de oliveira.
(MC.9r)
491. Compreendi que, mesmo no Carmelo, podia
haver ainda separações, que somente no céu a união será completa e eterna;
então quis que minha alma habitasse nos céus, que ela não olhasse as coisas da terra, senão de longe. (MC.9r)
492. Os bens do céu também não me pertencem, eles
me foram emprestados pelo bom Deus, que pode mos retirar sem que eu tenha o
direito de me lastimar. (MC.18v-19r)
493. Se já no sofrimento, no meio do combate,
pode-se gozar, um instante, de uma felicidade que ultrapassa todas as
felicidades da terra, pensando que o bom Deus nos retirou do mundo, que será no
céu, quando nós veremos, no seio de uma alegria e de um repouso eternos, a
graça incomparável que o Senhor nos fez
em nos escolhendo para habitar na sua casa, verdadeiro pórtico dos céus? (MC.30r)
494. Que felicidade pensar que no céu estaremos
reunidos para não mais nos separarmos, sem essa esperança a vida não seria
verdadeiramente suportável... (CT.59)
495. O que me consola ao ter uma escrita tão
horrorosa é pensar que, no céu não teremos mais necessidade desses meios para
comunicar nossos pensamentos, fico verdadeiramente feliz com isso! (CT.62)
496. Se sua dignidade não aparece aos olhos dos
homens, eu o sei muito bem que, no céu ela se mostrará aos olhos de Deus,
então, o menor dos eleitos será como o chefe de um povo numeroso. (CT.64)
497. Oh, sejamos um com Jesus! Menosprezemos tudo
que passa, nossos pensamentos devem se
dirigir para o céu, porque está lá a morada de Jesus. (CT.65)
498. Creio de verdade que o bom Deus permite o
sofrimento na terra, a fim de que o céu pareça
melhor aos seus eleitos.
(CT.68)
499. Como tenho sede do céu, lá onde se amará
Jesus sem reserva!... (CT.79)
500. Que dizem para nós... as coisas desta
terra?... Seria nossa pátria como esse lodo pouco digno de uma alma imortal? E
que nos importa que homens mesquinhos cortem o mofo que se espalha sobre esse
lodo, quanto mais nosso coração estiver no céu, menos sentiremos essas picadas
de alfinetes... (CT.81)
501. Até logo!... Oh, o céu, o céu! Quando
estaremos lá? (CT.85)
502. Não, não cantemos os cânticos do céu às
criaturas... mas, como Cecília, cantemos no nosso coração um cântico melodioso
para o nosso Bem-Amado! (CT.87)
503. Um dia, iremos para o céu para sempre, então
não haverá mais dia nem noite como aqui
na terra... Oh, que alegria! Marchemos em paz olhando o céu, único objetivo de
nossos trabalhos. A hora do repouso se aproxima. (CT.90)
504. A vida passará bem depressa, no céu ficaremos indiferentes ao ver que, todas as
relíquias dos Buissonnets foram levadas para lá e para cá! (CT. 91)
505. Oh, o céu!... o céu!... (CT.95)
506. ... em breve estaremos no céu... (CT.95)
507. O ano que terminou foi bom, sim, ele foi
precioso para o céu, possa aquele que vai lhe seguir ser semelhante!... (CT.101)
508. Não posso lhe dizer tudo que penso... Ah, o
céu!!! Então um só olhar e tudo será dito e compreendido!... (CT.106)
509. Diga-lhe (a Jesus) para me levar no dia da
minha profissão, se terei de ofendê-lo ainda, pois quisera levar para o céu a
roupa branca de meu segundo batismo,
sem nenhuma mancha... (CT.114)
510. Sua Teresa só sabe lhe falar a linguagem do
céu... (CT.120)
511. Se Deus não o fez um anjo do céu, é porque
Ele quer que você seja um anjo da terra!
(CT.127)
512. Só no céu
a alegria será perfeita.
(CT.131)
513. Ao aproximarmo-nos dos céus, descobrimos
maravilhas, que não se encontram no humilde vale. (CT.146)
514. Jesus se compraz a prodigalizar seus dons a algumas de suas criaturas, mas,
muitas vezes, é para atrair para Si outros corações e, depois, quando o
objetivo foi alcançado, Ele faz desaparecer esses dons exteriores, despoja
completamente as almas que lhe são mais queridas. Ao se ver assim em tão grande
pobreza, essas pequenas almas têm medo, parece-lhes que não são boas para nada,
pois recebem tudo dos outros e não podem dar nada, mas não é assim, a essência de seu ser trabalha em segredo, Jesus forma
nelas o germe, que deve se desenvolver
lá em cima nos jardins dos céus.
(CT.147)
515. Que importa, pois, se o caminho que seguimos
não é o mesmo, uma vez que o termo único será o céu? Será lá que nos
reuniremos, para não mais nos deixar... (CT.148)
516. Por que temer a tempestade, quando o céu
está sereno? (CT.149)
517. Digo vê-la, mas sei que não terei essa felicidade a não ser no céu! (CT.154)
518. Jesus colocou ao seu lado um anjo dos céus
que a defende sempre, ele a leva nas suas mãos para que seu pé não tropece em
alguma pedra; você não o vê, contudo, é ele que, desde 25 anos, tem preservado
sua alma, que lhe conservou sua brancura virginal, é ele que afasta de você as
ocasiões de pecado... (CT.161)
519. Um dia, no céu, na nossa bela Pátria, eu
olharei para você e, no meu olhar, você verá tudo que queria lhe dizer, pois o
silêncio é a linguagem dos felizes habitantes do céu! (CT.163)
520. Oh, como nossa religião é bela, em vez de
estreitar os corações ( como o crê o
mundo), ela os eleva e os torna capazes de amar, de amar com um amor quase
infinito, pois deve continuar após esta vida mortal, que não nos foi dada senão
para adquirir a Pátria dos céus, onde reencontraremos os entes queridos, que
tivermos amado na terra! (CT.166)
521. Como é doce que as cinco, todas nós possamos
chamar Jesus de "Nosso Bem-Amado", mas que será quando o virmos no
céu e, então, o seguirmos por toda parte cantando o mesmo canto, que só às
virgens é permitido repetir? (CT.186)
522. Quisera ter flores imortais para lhe
oferecer..., mas só no céu as flores não murcharão jamais! (CT.187)
523. Estes miosótis lhe dirão pelo menos que, no coração de sua irmãzinha ficará para
sempre gravada a lembrança do dia, em que Jesus lhe deu o Beijo da união, que
deve terminar, ou antes, realizar-se nos céus!... (CT.187)
524. Que felicidade, se toda nossa família
entrasse no céu no mesmo dia! Parece-me que a vejo sorrir... talvez pense que,
essa honra não nos foi reservada... O certo é que, todos juntos, ou um após
outro, deixaremos um dia o exílio pela
Pátria e, então, gozaremos de todas as coisas das quais o céu será o preço...
(CT.192)
525. Somente no céu você conhecerá toda a
gratidão, que transborda do meu coração...
(CT.196)
526. Sinto minha impotência para repetir, com
palavras terrestres, os segredos do céu... (CT.196)
527. Ele quer nos dar gratuitamente seu céu! (CT.197)
528. Pensava que apenas no céu encontraria o
apóstolo, o irmão que pedira a Jesus, mas esse Bem-Amado Salvador, levantando
um pouco o véu misterioso, que esconde os segredos da eternidade, dignou-se me
dar, já no exílio, a consolação de conhecer o irmão de minha alma, de trabalhar
com ele na salvação dos pobres infiéis.
(CT.201)
529. Oh, como minha gratidão é grande, quando
considero as delicadezas de Jesus!...
Que nos reservará Ele no céu, se já aqui nos dispensa tão deliciosas
surpresas?! (CT.201)
530. Como Josué, você combaterá na planície, eu
serei seu pequeno Moisés e, sem cessar, meu coração estará voltado para o céu,
para obter a vitória. (CT.201)
531. Ah, se o Divino Mestre deixasse antever àqueles que você vai
deixar, por seu amor, a glória que Ele lhe reserva, a multidão de almas que
formarão seu cortejo no céu, eles ficariam já recompensados pelo grande
sacrifício, que sua separação vai lhes causar.
(CT.213)
532. Só
no céu, você saberá quanto me é caro! (CT.220)
533. Confesso que, se no céu eu não pudesse mais
trabalhar pela sua glória, preferiria o exílio à pátria. (CT.220)
534. ...eu lhe peço para se contentar comigo,
isto é, para não dar nenhuma atenção a meus desejos, seja de amá-lo sofrendo,
seja de ir gozar dEle no céu. (CT.221)
535. Espero que eles estejam agora na posse do
céu, para o qual tendiam todas suas ações e desejos. (CT.226)
536. Você reza, meu irmão, pelos meus pais que
estão no céu, eles devem olhar e abençoar o irmão, que Jesus me deu. Eles
desejaram tanto um filho missionário! Contaram-me que, antes do meu nascimento,
meus pais esperavam que seu voto fosse enfim realizado. Se eles tivessem podido
penetrar o véu do futuro, teriam visto
que era, de fato, por mim que seus desejos seriam realizados; uma vez que um
missionário se tornou meu irmão, ele é também filho deles e, nas suas preces,
eles não podem separar o irmão de sua indigna irmã. (CT.226)
537. Jesus está contente com Celinazinha, à qual
ele se deu, pela primeira vez, há 13 anos, está mais orgulhoso do que fez na
sua alma, de sua pequenez, de sua pobreza, do que de ter criado os milhões de
sóis e a extensão dos céus!...
(CT.227)
538. Console-se, irmãzinha querida, no céu você
não verá mais tudo negro, mas tudo branco... (CT.241)
539. Ah, como seremos felizes no céu, então
participaremos das perfeições divinas e poderemos dar a todo mundo, sem ser obrigados a privar nossos mais caros
amigos!... (CT.250)
540. Adeus, irmãozinho, até logo, até à vista no
belo Céu! (CT.253)
541. Ah,
meu irmão, eu o sinto, eu lhe serei bem mais útil no céu do que na
terra e é feliz que lhe anuncio minha breve entrada nessa
cidade bem-aventurada, certa de que você participará de minha alegria e agradecerá ao Senhor por me dar os meios
de ajudá-lo, mais eficazmente, nas suas obras apostólicas. (CT.254)
542. Espero não ficar inativa no céu, meu desejo
é de trabalhar ainda pela Igreja e pelas almas; peço isso ao bom Deus e estou
certa de que Ele me ouvirá. Os anjos não estão continuamente ocupados conosco,
sem jamais deixarem de ver a face divina, de se perderem no oceano sem fim do
Amor? Por que Jesus não me permitiria imitá-los? (CT.254)
543. Desde muito tempo, o sofrimento se tornou
meu céu aqui na terra e tenho muita dificuldade em conceber como poderei me aclimatar em um país, onde a
alegria reina sem nenhuma mistura de tristeza! (CT.254)
544. Adeus, meus queridos parentes, só no céu
lhes revelarei minha afeição, enquanto
eu me arrastar, meu lápis não poderá traduzi-la. (CT.255)
545. Você deve viver, desde já, nos céus, pois
está escrito: "Onde está o teu tesouro, aí está também teu coração".
Seu único tesouro não é Jesus? Uma vez
que Ele está no céu, é lá que deve habitar seu coração e eu lhe digo, muito
simplesmente, meu querido irmãozinho, parece-me que lhe será mais fácil viver com Jesus, quando eu estiver junto dEle
para sempre. (CT.261)
546. O bom Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra... (CT.261)
547. Estou agora toda pronta para partir, recebi
meu passaporte para o céu... (CT.263)
548. Às vezes quando
o céu é sombrio
O átomo não podendo
voar
Ele gosta de,
escondendo-se na sombra,
Na porta de ouro se
ligar. (PN.19,4)
549. Nos assuntos do
céu digna-te fazer-me perito
Mostra-me os
segredos escondidos no Evangelho.
(PN.24,12)
550. Que vim para o
Carmelo
Para popular teu
belo céu,
Lembra-te...
(PN.24,16)
551. Senhor, bem
pertinho de ti tomarei meu lugar
Que na morada eterna
Tu deves ser meu
céu,
Lembra-te... (PN.24,33)
552. O amor vos
abrirá os céus. (PN.29,12)
553. Posso obter
tudo, quando no mistério
Falo coração a
coração com meu divino Rei
Essa doce oração
pertinho do Santuário
Eis o meu céu!
(PN.32,2)
554. Essa união de
amor, essa doce embriaguez
Eis o meu céu! (PN.32,3)
555. Estou ainda nas
praias estrangeiras
Mas pressentindo a
felicidade eterna,
Oh, quisera já
deixar a terra
E contemplar as
maravilhas do céu... (PN.33,1)
556. Os serafins do
céu formam tua corte
Contudo, mendigas
meu amor!... (PN.36,5)
557. Sim, poderei te
amar como se ama
E te bendizer como
se faz no céu... (PN.41,2)
558. Então
compreendia as austeras delícias
Que deveria amar,
para voar para o céu. (PN.53,3)
559. O estreito
caminho do céu tornaste-nos visível
Praticando sempre
as mais humildes virtudes. (PN.54,6)
560. De Deus a flor
é o sorriso
Ela é o distante
eco do céu. (RP.2,1v)
561. Minha alma
exilada nesta terra
Aspira à felicidade
eterna
Nada poderia
satisfazê-la
Senão ver seu Deus
no céu.
Mas antes de vê-lo
sem sombra
Quero combater por
Jesus
Ganhar para Ele
almas sem número
Quero amá-lo cada
vez mais. (RP.3,12v)
562. Escute, escute,
minha irmã,
O que o Menino Jesus deseja
Ele lhe pede seu
coração
Para sua melodiosa
Lira.
Ele tinha, sim, no
seu belo céu
A harmonia de todos
os santos anjos,
Mas Ele quer que no
Carmelo,
Como eles, você
cante seus louvores. (RP.5,5)
563. Se me contam algumas lutas contra as irmãs, procuro não me pôr contra essa ou aquela. É preciso que, mesmo
escutando, possa olhar pela janela e gozar interiormente da vista do
céu... (CA.18.4.1)
564. Estou bem contente por ir em breve para o
céu, mas quando penso nesta palavra do bom Deus: "Levo minha recompensa
comigo, para retribuir a cada um segundo suas obras", digo para mim mesma
que, quanto a mim, ele ficará muito embaraçado. Não tenho obras! Ele não poderá, pois, retribuir-me "segundo minhas obras"... Pois bem, Ele me retribuirá
"segundo das obras dEle"!
(CA.15.5.1)
565. Faço uma tão alta idéia do céu que, muitas
vezes, pergunto-me como, na minha
morte, o bom Deus fará para me surpreender. Minha esperança é tão grande, ela
me é um tal objeto de alegria, não pelo sentimento, mas pela fé, que me será
necessária alguma coisa acima de todos os pensamentos, para me satisfazer plenamente.
Preferiria guardar uma expectativa eterna a ser decepcionada. Enfim, penso já
que, se eu não ficar bastante
surpreendida, darei mostras de estar, para dar prazer ao bom Deus. Não haverá
perigo que o deixa perceber minha
decepção; saberei agir bem, de tal maneira que Ele não se aperceba. Ademais, eu me arranjarei sempre de
modo a ser feliz. Para consegui-lo, tenho meus pequenos truques,
que a senhora conhece e que são infalíveis... Depois, quero apenas ver o bom
Deus feliz, isso bastará plenamente para minha felicidade. (CA.15.5.2)
566. Quando estiver no céu, que graças pedirei
para a senhora! Oh, atormentarei tanto o bom Deus, que se Ele quisesse, no
primeiro momento, recusar-me, minha importunação o forçaria a realizar meus desejos. Essa história está no Evangelho... (CA.21/26.5.7)
567. Esta manhã, durante a procissão, estava no
eremitério de São José e olhava de longe, pela janela, a Comunidade no jardim.
Era ideal, essa procissão de religiosas com mantos brancos; isso me fazia pensar
no cortejo das virgens no céu!
(CA.26.5)
568. Não sei como farei no céu, para passar sem
vocês! (CA.30.5.3)
569. No dia 9, via bem claramente, de longe, o
farol que me anunciava o porto do céu; mas, agora, não vejo mais nada, tenho os olhos vedados.
(CA.15.6.1)
570. Queria muito ir para o céu! (CA.26.6)
571. Como serei infeliz no céu, se não puder
conceder pequenas alegrias na terra àqueles que amo! (CA.29.6.2)
Como pode ser que você deseje morrer com sua
provação contra a fé, que não cessa?
572. Ah!... mas, eu creio mesmo no Ladrão! Tudo
leva para o céu! Como é estranho e incoerente!
(CA.3.7.3)
573. Quando estiver no céu, caminharei até o bom
Deus. O bom Deus me dirá: "Que queres, minha filhinhas?" Eu
responderei: “A felicidade para todos que amo". Farei a mesma coisa diante
dos santos. (CA.6.7.3)
574. Oh, certamente chorarei ao ver o bom
Deus!... Não, não se pode chorar no céu... Mas, sim, pois Ele disse:
"Enxugarei todas as lágrimas de vossos olhos". (CA.8.7.13)
575. Vejo bem que, será necessário que eu cuide
das frutas, quando estiver no céu, mas
será necessário também não matar os passarinhos, ou, então, não lhes enviarão
mais esmolas. (CA.13.7.1)
Você vai nos olhar do alto do céu, não é?
576. -Não, eu descerei! (CA.13.7.3)
577. No céu não se encontrarão olhares
indiferentes, porque todos os eleitos reconhecerão que se devem entre si as
graças, que lhes mereceram a coroa.
(CA.15.7.5)
578. Se o bom Deus atender aos meus desejos, meu
céu se passará na terra até o fim do mundo. Sim, eu quero passar meu céu
fazendo o bem na terra. (CA.17.7.1)
579. Se os anjos varressem o céu, a poeira seria de diamantes. (CA.22.7.2)
Falavam para ela sobre associações.
580. -Estou tão perto do céu, que tudo isso me
parece triste. (CA.23.7.1)
581.Quisera ir
embora?
-Para onde?
-Lá para cima, para
o céu azul! (CA.29.7.1)
582. Sim, eu roubarei... Do céu vão desaparecer muitas coisas, que
trarei para vocês... Serei uma ladrazinha, pegarei tudo que me agradar... (CA.31.7.5)
583. Não tenho grandes desejos do céu; ficarei
bem contente de ir para lá, eis aí tudo!
(CA.2.8.3)
584. Ah, no céu o bom Deus nos recompensará por ter carregado na terra, por seu amor,
grossos hábitos. (CA.5.8.1)
585. Não se pode ver na terra o céu e os anjos
como eles são. Prefiro esperar para após minha morte. (CA.5.8.4)
586. Ah, ela crê que olho o firmamento, pensando
no verdadeiro céu! Mas, não, é tudo
simplesmente porque admiro o céu material; o outro me está cada vez mais
fechado. (CA.8.8.2)
587. Vocês poderão dizer de mim: "Não era
neste mundo que ela vivia, mas no céu, lá onde estava seu tesouro". (CA.12.8.6)
588. Eu me pergunto como o bom Deus pode demorar
tanto tempo para me pegar... E, depois, dir-se-ia que ele quer me fazer
"acreditar” que não há céu!
(CA.15.8.7)
589. Como me faz bem ao ver como, em tão pouco
tempo, pode-se ter tanto amor e reconhecimento por uma alma à qual você fez
bem e que você não conhecia até então.
Que será no céu, quando as almas conhecerão aquelas que as salvaram?! (CA.23.8.6)
590. Quando eu estiver no céu, será
necessário, muitas vezes, encher minhas
mãos de sacrificiosinhos e de orações para me dar o prazer de jogá-los, como
chuva de graças, sobre as almas. (NV.28.8.4)
591. Como tenho
necessidade de ver as maravilhas do céu! Nada me toca nesta terra! (CA.31.8 8)
592. Oh, sim, eu desejo o céu! "Rasgai o véu
desse doce encontro", ó meu Deus!
(CA.2.9.8)
593. Se a senhora soubesse como o pensamento de
ir, em breve, para o céu me deixa
calma! (CA.4.9.6)
594. Sim, eu desejo ainda alguma coisa, é o céu!
(CA.17.9.2)
595. Quisera correr nos prados do céu...
Quisera correr nos
prados, onde a erva não seria pisada, onde existiriam belas flores que não
murchariam e onde existiriam criancinhas que seriam anjinhos. (CA.24.9.4)
Veja também os nn. 74, 116, 132, 250, 260, 270, 293, 300,
307, 360, 388, 400, 404, 413, 416, 417, 419, 420, 613, 614, 672, 681, 686, 727, 740, 772, 774, 788, 813, 857, 870, 871, 882, 903, 914, 964,
1011, 1058, 1070, 1072, 1073, 1089, 1098, 1104, 1143, 1151, 1156, 1191, 1193,
1205, 1218, 1224, 1243, 1323, 1449,1527, 1528, 1530, 1571, 1619, 1629, 1702,
1718, 1738,1782, 1787, 1808, 1815, 1826, 1866, 1881, 1911, 1925, 1954, 1966,
1997, 2035, 2110, 2112, 2116, 2155, 2158, 2179, 2200, 2265, 2299, 2328, 2330,
2331, 2342, 2370, 2384, 2394, 2402, 2446, 2461, 2471, 2479, 2524, 2534, 2600,
2615, 2706, 2711, 2713, 2716.
CONFIANÇA
. Como minha confiança poderia ter limites?... (MB.5v)
. Se você tivesse podido ler no meu coração, teria
visto nele uma grande confiança; creio que fiz o que o bom Deus queria de mim,
agora só me resta rezar. (CT.36)
. Espero sempre, com confiança, o sim do Menino
Jesus. (CT.39)
. O que ofende Jesus, o que O fere no coração é a falta de confiança! (CT.92)
. A confiança faz milagres! (CT.129)
. É a confiança e nada mais a não ser a confiança, que
deve nos conduzir ao Amor. (CT.197)
. Perto daquele Coração se aprende a valentia e,
sobretudo, a confiança. (CT.200)
. Quando jogamos nossas falta, com uma confiança toda
filial, na fornalha devoradora do Amor,
como elas não seriam queimadas de uma vez por todas? (CT.247)
. Não creio que
o coração do feliz pai possa resistir à confiança filial de seu filho, do qual
ele conhece a sinceridade e o amor.
(CT.258)
. Sinto no meu coração desejos imensos e é, com
confiança, que vos peço vir tomar posse de minha alma. (Or.6)
. Não posso me apoiar em nada, em nenhuma de minhas
obras, para ter confiança. (CA.6.8.4)
. ...eu me sinto tão miserável! Minha confiança não
diminuiu, pelo contrário, e a palavra “miserável” não é justa, pois sou rica de
todos os tesouros divinos, mas é justamente por isso que me humilho mais. (CA.18.8.3)
. Oh! Eu não zombo dos santos... Eu os amo... Eles querem ver...
Que?
Se você vai perder a paciência?
Com um tom
engraçado e profundo, ao mesmo tempo:
Sim!... sobretudo,
se vou perder a
confiança... até aonde
vou levar minha
confiança... (CA.23.9.3)
Veja também os nn. 1, 667, 689, 860, 1268, 1285, 1317, 1479,
1485, 1582, 1641, 1645, 1659, 1832, 1864, 1950, 2005, 2013, 2028, 2032, 2034,
2038, 2041, 2257, 2325, 2691.
CONSOLAÇÃO
609. Senti a íntima segurança de que Jesus me reservava um grande
número de cruzes e me senti inundada por consolações tão grandes, que as olho
como uma das maiores graças da minha vida.
(MA.36)
610. Muitas vezes, durante minhas comunhões,
repetia estas palavras da Imitação: "O' Jesus, doçura inefável, mudai para
mim em amargura todas as consolações da terra!..." (MA.36v)
611. Ninguém me dava atenção, assim, eu ia até à
capela e ficava diante do Santíssimo Sacramento até o momento, em que papai
vinha me buscar. Era minha única consolação! Jesus não era ele meu único
amigo?" (MA.40v)
612. Minha única consolação era a oração! (MA.51r)
613. Como Jesus no jardim da agonia, eu me sentia
só, não encontrando consolação nem na terra nem do lado dos céus. O bom Deus
parecia me ter abandonado!!! (MA.51r)
614. O que consola é que no céu eu poderei lhe
falar, de novo, sobre as graças que recebi e poderei fazê-lo em termos
agradáveis e encantadores... (MA.56v)
615. Mas, nossa maior consolação foi receber o
próprio Jesus na sua casa e ser seu templo vivo no mesmo lugar, que ele honrara
com sua presença. (MA.60r)
616. É de Roma que me falta falar, de Roma,
objetivo de nossa viagem, lá onde eu acreditava reencontrar a consolação, mas
onde encontrei a cruz! (MA.60v)
617. O que, sobretudo, o marcara era o progresso
que papai fazia na perfeição a exemplo de S.Francisco de Sales, chegara a se
tornar senhor de sua vivacidade natural, a ponto que parecia ter a natureza
mais doce do mundo... As coisas da terra pareciam apenas tocá-lo, ele superava
facilmente as contrariedades desta vida. Enfim, o bom Deus o inundava de
consolações... (MA.71v)
618. Antes de lhe falar sobre essa provação,
deveria lhe relatar o retiro que precedeu minha profissão. Ele esteve longe de
me trazer consolações, a aridez mais absoluta e quase o abandono foram minha
partilha. (MA.75v)
619. Eu só quero lhe dar alegria e consolá-lo.
(MA.76 bis)
620. Não posso dizer que, tenha recebido, muitas
vezes, consolações durante minhas ações
de graças, é talvez o momento em que as tenho menos... (MA.79v)
621. Não pense que eu nado em consolações. Oh,
não, minha consolação é de não tê-la nesta terra. (MB,1r)
622. Pensando nos sonhos misteriosos que são
concedidos, às vezes, a certas almas, dizia para mim mesma que isso devia ser
uma bem doce consolação, contudo eu não a pedia. ( MB.2r)
623. No ano passado, o bom Deus me concedeu a
consolação de observar o jejum da quaresma em todo seu rigor. (M.C.4v)
624. Ah, minha alma se encheu de uma grande
consolação, estava intimamente persuadida que Jesus, no dia do aniversário de
sua morte, queria me fazer ouvir um primeiro apelo. Era como um doce e distante
murmúrio, que me anunciava a chegada do Esposo... (MC.5)
625. Se a senhora julgar segundo os sentimentos
que exprimo nas poesiasinhas, que compus este ano, devo lhe parecer uma alma
cheia de consolações e para a qual o véu da fé quase se rasgou, contudo...
(MC.7v)
626. Não sinto mais que me seja necessário recusar
todas as consolações do coração, pois minha alma está firme nAquele, que eu queria amar unicamente. (MC.22r)
627. Se, pelo menos, sentíssemos a presença de
Jesus! Oh, faríamos bem tudo por Ele! Mas, não, Ele parece estar a mil léguas!
Estamos sozinhos conosco mesmos! Oh, a enjoada companhia, quando Jesus não está
presente! Mas, que faz esse doce amigo? Ele não vê nossa angústia, o peso que nos oprime? Onde está ele? Por que não
vem nos consolar, pois só temos ele por amigo?
(CT.57)
628. É impossível que o bom Deus não lhe
conceda essa consolação, após tudo que
fez pela sua glória. CT.59)
629. Jesus disse que, no último dia enxugará todas as lágrimas dos olhos dos
eleitos, e, sem dúvida, quanto mais lágrimas houver para enxugar, tanto maior
será a consolação!... (CT.68)
630. Hoje, mais do que ontem, se é possível, fui privada de toda consolação. Agradeço a
Deus, que acha isso bom para minha alma. Além disso, talvez se ele me
consolasse, eu me apegaria a essas doçuras, mas ele quer que tudo seja para
ele! CT.76)
631. Não se preocupe por não sentir nenhuma consolação em suas comunhões, é uma provação que é preciso suportar com
amor, não perca nenhum dos espinhos que
encontrar todos os dias, com um deles poderá salvar uma alma! (CT.93)
632. Ah, se você soubesse como o bom Deus é
ofendido! Sua alma está bem preparada para consolá-lo! (CT.93)
633. Durante os curtos instantes que nos restam,
não percamos nosso tempo... salvemos almas... as almas, elas se perdem como
flocos de neve, e Jesus chora, e nós...
nós pensamos em nossa dor sem consolar nosso noivo... (CT.94)
634. Façamos de nossa vida um sacrifício
contínuo, um martírio de amor para consolar Jesus. Ele só quer um olhar, um
suspiro, mas um olhar e um suspiro, que
sejam para ele só! (CT.96)
635. Não me admiro que você não tenha consolação,
pois Jesus é tão pouco consolado que fica feliz quando encontra uma alma, onde possa repousar sem fazer
cerimônias. (CT.104)
636. Desapeguemo-nos das consolações de Jesus,
para nos apegar a Ele! (CT.105)
637. Façamos no nosso coração um pequeno
tabernáculo, onde Jesus possa se
refugiar, então ele será consolado e esquecerá o que não podemos esquecer:
"A ingratidão das almas que o abandonam em um tabernáculo deserto!..." (CT.108)
638. O caminho que sigo não é de nenhuma
consolação para mim, contudo ele me dá todas as consolações, pois foi Jesus
quem o escolheu e eu desejo consolar só a ele, só a ele! (CT.110)
639. Estou cansada das consolações da terra, só
quero meu Bem-Amado, só ele! (CT.111)
640. Minha alma continua no subterrâneo, mas aí
está bem feliz, sim, feliz por não ter nenhuma consolação, pois acho que,
então, seu amor não é como o amor das noivas da terra, que olham sempre para as
mãos de seus noivos para ver se lhes trazem alguns presentes, ou, então, para
seus rostos para descobrirem aí um sorriso de amor, que as encante... (CT.115)
641. Jesus fez passar as geadas sobre ela ao
invés do sol quente de suas consolações, mas o efeito esperado por Ele se
produziu... (CT.132)
642. Nosso Senhor quer deixar "as ovelhas
fiéis no deserto". Como isso me diz muito!... Ele está seguro delas; elas
não poderiam mais se extraviar, pois são cativas do amor, assim Jesus lhes tira
sua presença sensível para dar suas consolações aos pecadores, ou, então, se as
conduz ao Tabor é por alguns instantes, o vale é, na maioria das vezes, o lugar
de seu repouso. (CT.142)
643. Fiquemos com alegria sendo sua gota, sua
única gota de orvalho! E para essa gota, que o terá consolado durante o exílio,
que não dará na pátria? Ele mesmo nos
diz: "Quem tem sede, que venha a mim e beba", assim Jesus é e
será nosso oceano... Como o cervo
sedento, suspiramos por essa água que nos é prometida, mas nossa consolação é
grande por sermos, nós também, o oceano
de Jesus, o oceano do Lírio dos vales! (CT.142)
644. ...e Jesus continua dormindo, contudo, se
ele se acordasse só por instante, bastaria "ordenar ao vento e ao mar e
haveria uma grande calmaria”, a noite se tornaria mais clara do que o dia. Você
veria o divino olhar de Jesus e sua alma ficaria consolada... Mas também Jesus
não dormiria mais e ele está tão cansado!...
(CT.144)
645. Sinto que na solidão, eu lhe serei mais útil
do que se tivesse a consolação de estar ao seu lado. As grades do Carmelo não
foram feitas para separar os corações, que se amam em Jesus, elas servem antes
para tornar mais fortes os laços que os unem. (CT.159)
646. Ele procura consoladores e não pode
encontrá-los... Muitos servem a Jesus, quando ele os consola, mas poucos
consentem fazer companhia a Jesus, quando dorme sobre as ondas, ou sofrendo no
jardim da agonia! (CT.165)
647. Ele lhe reserva, estou segura, novas graças
e numerosas consolações. (CT.166)
648. Que importa que nossos vasos sejam
quebrados, se Jesus é consolado...
(CT.169)
649. É uma grande consolação para mim, a velha
decana do noviciado, ver tanta alegria cercar meus últimos dias, isso me
rejuvenesce e, malgrado meus sete anos e meio de vida religiosa, a gravidade,
muitas vezes, me faz falta na presença do encantador Travesso, que alegra toda
a comunidade. (CT.180)
650. Ó meu irmão, eu sofro com você, com você
ofereço seu grande sacrifício e suplico a Jesus que derrame suas abundantes
consolações sobre seus queridos Pais. (CT.193)
651. Quisera até que meu irmão tivesse sempre as
consolações e eu as provações, será isso egoísmo? (CT.193)
652. 'Como uma mãe acaricia seu filho, assim eu
vos consolarei, eu vos levarei ao colo e vos acariciarei sobre meus joelhos'...
depois de semelhante falar, só temos que nos calar e chorar de reconhecimento e
de amor... (CT.196)
653. Quisera poder consolá-lo, se não o faço, é
porque conheço o preço do sofrimento e da angústia do coração. (CT.211)
654. Sua alma é muito grande, para que se apegue
a alguma consolação nesta terra.
(CT.261)
655. Oh! quero para
te consolar,
Viver ignorada
sobre a terra! (PN.20,2)
656. Jesus, perdoa-me se digo coisas que não
deveria dizer, eu só quero te alegrar e te consolar. (Or.2)
657. Quero trabalhar só por vosso amor, com o
único fim de vos agradar, de consolar vosso coração e salvar almas, que vos amarão eternamente. (Or.6)
658. Console, ó
minha irmã querida,
Esse Menino que lhe estende os braços,
Para consolá-lo, eu lhe peço,
Sorria sempre aqui na terra! (RP.5,2r)
659. Eu sei que sua alma só aspira
A consolá-lo noite e dia.
Pois bem, o travesseiro que ele deseja
É seu coração ardendo de amor! (RP.5,2v)
660. A bondade não deve degenerar em fraqueza.
Quando se chamou a atenção com justiça, é preciso permanecer determinado, sem
se deixar esmorecer, a ponto de se atormentar por ter causado alguma pena a
alguém, por ver sofrer e chorar. Correr à procura do afligido para o consolar,
é fazer-lhe mais mal do que bem. Deixá-lo a si mesmo é forçá-lo a recorrer ao
bom Deus, para ver seus erros e se humilhar.
Do contrário, habituado a receber consolação após uma chamada de atenção, agiria sempre, nas mesmas
circunstâncias, como uma criança mimada que bate e grita até que sua mãe venha
enxugar suas lágrimas (CA.18.4.4)
661. Quisera de verdade partir para Hanoi, para
sofrer muito pelo bom Deus. Quisera ir para lá para ficar sozinha, para não ter
nenhuma consolação na terra. (CA.15.5.6)
662. Uma manhã, durante minha ação de graças,
após a comunhão, senti como que as angústias da morte... e com isso alguma
consolação! (CA.4.6.2)
663. No começo, quando ela sofria e eu não
conseguira consolá-la, saía com o coração pesado, mas logo compreendi que, não
era eu que podia consolar uma alma e, desde então, não me entristecia mais quando ela partia bem triste. Pedia ao bom
Deus que suprisse à minha impotência e sentia que ele me ouvia. (CA.13.7.9)
664. Todavia, eu não rezava para ser privada das
consolações divinas, mas somente das ilusões
e das alegrias que podem afastar do bom Deus. (NV.21.7.2)
665. Não tenho necessidade de ser consolada!
(CA.6.9.1)
666. Oh, eu rezei para N.Senhora com muito fervor! Mas, é a agonia pura, sem
nenhuma mistura de consolação!
(CA.30.9)
Veja também os nn. 54, 102, 204, 317, 371, 495, 690, 745,
793, 915, 935, 975, 986, 1086, 1113, 1122, 1123, 1127, 1133, 1157, 1160, 1168,
1198, 1241, 1287, 1309, 1366, 1509, 1541, 1582, 1620, 1623, 1714, 1752, 1820,
1832, 1834, 1888, 1895, 1953, 1981, 2095, 2166, 2386, 2390, 2404, 2414, 2458,
2481, 2677, 2705.
CORAÇÃO DE JESUS
667. Não é para o primeiro lugar, mas para o último que eu me lanço;
em lugar de avançar como o fariseu, repito, cheia de confiança, a humilde prece
do publicano; mas, sobretudo, imito a conduta de Madalena, sua admirável ou,
antes, sua amorosa audácia, que encanta o Coração de Jesus e seduz o meu. (MC.36v)
668. Sim, aquele que ama Jesus é toda sua
família. Ele encontra nesse Coração único, que não tem semelhante, tudo o que
deseja. Ele encontra nele seu céu! (CT.130)
Para mim acho que a perfeição é fácil de se praticar, porque compreendi que basta
pegar Jesus pelo coração...
(CT.191)
669. Quando vejo Madalena avançar diante de
numerosos convivas e molhar, com suas lágrimas, os pés de seu Mestre adorado,
que ela toca pela primeira vez, sinto que seu coração compreendeu os abismos de
amor e de misericórdia do Coração de Jesus e que, mesmo sendo pecadora como
era, esse Coração de amor está não somente disposto a perdoá-la, mas ainda a
lhe prodigalizar as benesses de sua intimidade divina, a elevá-la aos mais
altos cumes da contemplação. (CT.247)
670. Desde que me foi dado compreender também o amor do Coração de Jesus,
confesso-lhe que ele rechaçou de meu coração todo temor. (CT.247)
671. Você quer que no céu eu interceda por você
ao Sagrado Coração, fique certa que não esquecerei de Lhe dar seus recados e de reclamar tudo quanto for necessário, para
você se tornar uma grande santa.
(CT.257)
672. Ah, como gostaria de fazê-lo compreender a
ternura do Coração de Jesus, o que Ele espera de você. (CT 258)
674. O amor que não teme, que adormece e se esquece
Sobre o Coração de
seu Deus, como uma criancinha...
(PN.3,31-32)
675. Junto do teu
Coração Divino, esqueço tudo que passa
Não me apavoro com
os temores da noite
Ah, dai-me, Jesus,
nesse Coração um lugar
Só por hoje!
(PN.5,7)
676. És tu mesma que
escolhi
Para ser de Jesus a
irmã
Queres lhe fazer
companhia?
Repousarás sobre
meu coração... (PN.13,3)
677. E se, por
vezes, Jesus adormece
Tu repousarás perto
dele
Seu coração divino
que sempre vela
Te servirá de doce
apoio. (PN.13,14)
678. Ó Coração de
Jesus, tesouro de ternura
És tu minha
felicidade, minha única esperança
Tu que soubeste
encantar minha terna juventude
Fica ao me lado até
à última noite. (PN.23,6)
679. É na tua
bondade sempre infinita
Que quero me
perder, ó Coração de Jesus! (PN.23,6)
680. Para dar valor
aos meu sacrifícios
Quero jogá-los no
teu Divino Coração
Tu não achaste teus
anjos sem mancha
No meio dos trovões
deste tua lei!
Em teu Coração
Sagrado, Jesus, eu me escondo
Eu não temo, minha
virtude és tu!... (PN.23,7)
681. Minha alma
exilada, deixando esta vida
Quereria fazer um
ato de amor
E, depois, voando
para o céu, sua pátria
Entrar no teu
coração sem nenhum retorno. (PN.23,8)
682. Mas, as ondas
de teu Coração para mim não têm
dique! (PN.24,18)
683. Ó meu divino
Salvador
Adormeço sobre teu
Coração
Pois Ele é
meu!... (PN.24,20)
684. Dá-me para te
amar teu próprio divino Coração!
(PN.24,31)
685. Esquecendo-me,
encantarei teu Coração! (PN.31,4)
686. Adormecer sobre
teu Coração, pertinho de tua Rosto
Eis o meu céu! (PN.32,4)
687. E deixa-me no
meu divino delírio
Ah, deixa-me
esconder-me no teu Coração! (PN.33,3)
688. Para mim teu
coração é mais que maternal! (PN.36,2)
689. Teu Coração,
que guarda e dá a inocência
Não poderia enganar
minha confiança! (PN.36,4)
690. Do triste
exílio aceito as provações
Para te encantar e
consolar teu coração! (PN.41,1)
691. Os tesouros infinitos de seus méritos me
pertencem, eu vo-los ofereço com alegria, suplicando-vos que só me olheis
através da Face de Jesus e no seu Coração abrasado de Amor. Or.6)
692. Quero trabalhar só por vosso amor, com a
única finalidade de vos agradar, de consolar vosso Coração Sagrado... (Or.6)
693. Após ter vindo, assim, cada noite aos pés de
vosso Altar, chegarei enfim à última
noite de minha vida, então começará para mim o dia sem ocaso da eternidade,
quando repousarei sobre vosso Divino Coração das lutas do exílio!... (Or.7)
694. É só Jesus escondido sob os véus da branca
hóstia quem poderá me dar a força, para marchar para a morte... Quando
eu sentir seu Divino Coração bater perto do meu, parece-me que o fogo de seu
amor me fará suportar, com coragem, o ardor da fogueira... (RP.3,18v)
695. Minha bondade
sem igual
Queria que o
pecador
E a alma virginal
Repousassem sobre
meu coração. (RP.4,12)
696. Se o amável
Menino vos acaricia
Se Ele vos aproxima
de seu coração
E se, por vezes,
Ele vos deixa
De tudo fazei vossa
felicidade. (RP.5,12)
Veja também os nn.
148, 268, 306, 602, 657, 930, 989, 1032, 1058, 1111, 1149, 1216, 1219,
1598, 1487, 1856, 1863, 1963, 2031, 2061, 2088, 2165, 2200, 2334, 2374, 2530.
CRIANÇA
697. Coloquei todo o meu coração ao falar à Virgem Santíssima, ao me
consagrar a ela, como uma criança que se joga nos braços de sua mãe e lhe pede
para velar sobre ela. (MA.35r)
698. Ela me falou sobre o sofrimento, dizendo-me
que... o bom Deus me trataria sempre como uma criança... (MA.36r)
699. Ah, se sábios, que tivessem passado suas
vidas no estudo, viessem me interrogar, sem dúvida ficariam pasmos em ver uma
criança de quatorze anos compreender os
segredos da perfeição, segredos
que toda a ciência não lhes pode revelar.
(MA.49r)
700. Felizmente, o bom Deus, que vê o fundo dos
corações, sabe que minha intenção era pura e que por nada neste mundo teria
querido lhe desagradar, eu agia com ele como uma criança que crê que tudo lhe é
permitido e olha os tesouros de seu pai como seus. (MA.66v)
701. Penso que as criancinhas agradam a seus pais
igualmente, quer estejam dormindo, quer estejam acordadas. (MA.75v)
702. Jesus se apraz em me mostrar o único caminho
que conduz a essa fornalha divina, esse caminho é o abandono da criancinha que dorme, sem medo, nos braços de seu
Pai. (MB.1r)
703. Sou apenas uma criança, impotente e fraca,
mas é minha própria fraqueza que me dá a audácia de me oferecer como Vítima a
teu Amor, ó Jesus! (MB.3v)
704. Minha desculpa é que sou uma criança, as crianças não refletem no peso de suas
palavras, contudo seus pais, quando estão em tronos, quando possuem imensos
tesouros, não hesitam em contentar os desejos dos pequenos seres, que eles amam
tanto quanto a si mesmos; para lhes dar prazer, fazem loucuras, vão até à
fraqueza... (MB.4r)
705. Não são as riquezas e a glória (mesmo a
glória do céu), que reclama o coração da criancinha... A glória, ela compreende que pertence de
direito a seus irmãos, os anjos e os santos... Sua própria glória será o
reflexo daquela que sairá da fronte de sua mãe. O que ele pede é o Amor... Ela
não sabe mais nada senão uma coisa, amar-te, ó Jesus!... As obras brilhantes
lhe são proibidas, ela não pode pregar o evangelho, derramar seu sangue...
-mas, que importa?- seus irmãos trabalham no seu lugar, e ela, criancinha, ela
continua bem pertinho do trono do Rei e da Rainha, ela ama por seus irmãos que
combatem... Mas, como testemunhará ela seu Amor, pois que o Amor se prova pelas
obras? Pois bem, a criancinha jogará flores, perfumará, com seus perfumes, o
trono real, cantará com sua voz Argentina o cântico do Amor. (MB.4r)
706. Eu me coloquei nos braços do bom Deus como
uma criancinha... MC.22r)
707. Faço como as crianças que não sabem ler,
digo bem simplesmente ao bom Deus o que quero lhe dizer sem fazer belas frases
e Ele sempre me compreende... MC.25r)
708. Sentia que o bom Deus estava bem perto; que,
sem me aperceber, dissera, como uma criança, palavras que não vinham de mim,
mas dEle. (MC.26r)
709. Falei o que você me escreveu na sua carta,
mas não tudo, porque Mons. Révèrony não me deu tempo, ele disse logo:
Santíssimo Padre, é uma criança que quer entrar no Carmelo aos quinze anos de
idade, mas seus superiores já estão cuidando disso neste momento. CT.36)
710. Não estou surpreendida porque você não compreende o que se passa
com você. Uma criancinha, totalmente só, no mar, em um barco perdido sobre as
ondas furiosas, poderia saber se estava perto ou longe do porto? Quando seu
olhar contempla ainda a praia donde partiu, sabe quanto fez de caminho, vendo a
terra se distanciar sua alegria
infantil não pode se conter. Oh, diz ela, em breve estarei no fim de minha
viagem. Mas, quanto mais a praia fica longe, tanto mais o oceano parece vasto,
então a ciência da criancinha é
reduzida a nada, ela não sabe mais para onde vai seu barquinho; não sabendo o
modo de como conduzir o timão, a única coisa que ela pode fazer é se abandonar,
deixar sua vela flutuar ao sabor do vento...
(CT.144)
711. Como é preciso que uma alma seja grande para
conter um Deus!... contudo, a alma de uma criança de um dia lhe é um paraíso de
delícias... (CT.165)
712. Não tema, Jesus não a enganará! Se você
soubesse como sua docilidade, sua c