CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

4º PLANO BIENAL DOS ORGANISMOS NACIONAIS

 

1977/1978

 

 

APRESENTAÇÃO

 

A Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB, ao elaborar e publicar o presente Plano Bienal, vive e manifesta a esperança de que ele, constituindo o corpo das atividades dos Organismos Nacionais no biênio 1977/1978, servirá de apoio e inspiração para outros níveis da Igreja no Brasil.

Em especial, a formulação e o desdobramento de prioridades bem precisas não deixará de trazer resultados significativos para toda a ação pastoral em nosso país.

 

Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1977

Ivo Lorscheiter

Secretário Geral da CNBB

 

INTRODUÇÃO

 

1.     Um novo Plano Bienal

 

Dentro do processo normal de planejamento da CNBB em nível nacional, o presente plano bienal se refere ao período 1977/1978. Ele se inspira no corpo de Diretrizes Gerais, reelaborado a partir da XIV Assembléia Geral (Itaici, 19/27.11.1974) e objetiva dar prosseguimento, em nível nacional, à pastoral  planejada.

 

2.     Abrangência e Objetivo

 

O presente plano abrange apenas as atividades em nível nacional (órgãos nacionais da CNBB) e, através de seus cinco programas, pretende criar condições e oferecer subsídios para os demais níveis da Igreja, em sua ação pastoral.

 

3.     Prioridades

 

Após acurado estudo, a CEP decidiu algumas prioridades pastorais para o próximo biênio. Tais prioridades são:

 

Comunidades Eclesiais de Base

Pastoral da Família

Pastoral Urbana

Responsabilidade da Igreja face à ordem temporal.

 

Essas prioridades significam uma atenção especial e uma concentração de esforços e de recursos. Não implicam em exclusividade frente a outros problemas e campos da pastoral.  Por isso mesmo, se cada uma delas é atendida por um programa específico (programas I a IV). o plano se completa com um programa de atividades necessárias em cada Linha e Setor (programa V).

A ação pastoral em áreas prioritárias deve, pois, ser visualizada e realizada a partir do conjunto da pastoral como um todo. As quatro prioridades igualmente se relacionam entre si, em muitos pontos e aspectos, e isso deve ser aproveitado para reforçar os objetivos visados.

 

4.     Atividades permanentes

 

A dimensão plena do trabalho pastoral dos organismos de nível nacional só será percebida se as atividad es que constam do presente plano, em forma de projetos, forem compreendidas como uma das partes de todo o trabalho. Outra parte, igualmente importante, e constituída pelas atividades permanentes (constante contato com regionais, acompanhamento de experiências, elaboração e difusão de subsídios etc.).

 

5.     Órgãos responsáveis

 

5.1                               Nível de decisão

 

A Comissão Episcopal de Pastoral, agindo juntamente com a Presidência e coordenada pelo Secretário Geral, é o órgão responsável pelas decisões pastorais de nível nacional e, portanto, por este plano bienal.

 

5.2                               Nível de coordenação e assessoria técnica

 

Uma equipe de assessores coordenada pelo Secretário Geral é responsável pela coordenação  e assessoria técnica  do plano bienal.

 

5.3                               Nível de assessoria

 

O corpo de assessores permanentes, juntamente com os consultores e os organismos anexos, prestam à CEP sua assessoria na elaboração e realização dos vários projetos. Em forma não permanente, a Comissão Nacional de Pastoral completa esta assessoria.

 

5.4                               Nível de execução

 

A execução dos projetos e atividades permanentes cabe aos assessores permanentes e órgãos anexos, sob a supervisão do Bispo responsável pela respectiva Linha.

 

6.     Acompanhamento e avaliação

 

Para o acompanhamento das atividades pastorais foi montado o seguinte esquema de trabalho:

 

6.1                   Reuniões mensais da CEP e da Presidência (incluindo reuniões dos assessores com o Secretário Geral, dos assessores com o Bispo da respectiva Linha, reuniões da CEP e Presidência com todos os assessores, reuniões privativas dos Bispos da Presidência e CEP).

 

6.2                   Reuniões semanais da equipe de coordenação.

 

6.3                   O acompanhamento é feito através de:

 

           relatórios orais e escritos nas reuniões mencionadas acima;

           avaliação global parcial (fins de 1977);

           avaliação global geral (fins de 1978).

 

6.4                   Em um plano bienal as atividades pertencentes ao 2º ano (1978 no presente plano) não são detalhadas plenamente de antemão. E a avaliação global parcial do 1º ano que apresentará dados concretos para o detalhamento do 2º ano, inclusive as datas precisas. Igualmente, os próprios projetos para 1978 são passíveis de redefinição, a partir dessa avaliação.

 

7.     Os vários programas

 

Os cinco programas do 4.o Plano Bienal, que se encontram a seguir, são apresentados dentro do seguinte esquema:

 

           Título do programa;

           Sentido da prioridade (ou do programa);

           Resumo do conteúdo;

           Quadro de atividades.

 

Os projetos são numerados com dois algarismos nos programas I a IV, sendo o 1.º referente ao programa e o 2º ao projeto. No programa V os projetos são numerados com 3 algarismos: o 1º se refere ao programa, o 2º à Linha a que pertence e o 3º ao projeto.

 

 

PROGRAMA I — COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

 

1. Sentido da Prioridade

 

O incentivo à dimensão comunitária da Igreja tem sido uma constante na pastoral orgânica em nosso país, a partir do Concilio Vaticano II. Neste sentido, vem se verificando, em todos os níveis, muita riqueza de reflexão, significativos esforços de ação e início de um intercâmbio mais amplo dos vários tipos de experiência.

 

Em nível Diocesano

 

É elevado o número de Dioceses em que, pelo estudo dos planos e outros documentos, se verifica um processo de reflexão, ação e articulação em torno de comunidades eclesiais de base.

 

Em nível Regional

 

Praticamente todos os Regionais espelham, em seus planos e, até mesmo, em publicações específicas, bom material de reflexão, um caudal considerável de ação e inícios de articulação.

 

Em nível Nacional

 

Desde o P.P.C. (1966-1970) o assunto CEB está em pauta. Em termos de reflexão, destacamos o material produzido, em 1976, pelo Instituto Nacional de Pastoral, como conteúdo do curso para os Bispos. No campo da articulação de experiências, destacamos o valor de encontros em vários pontos do país.

Ao longo deste processo, constatam-se já várias conquistas, verdadeiras balisas na condução da ação pastoral.

 

    Embora as CEBs não constituam a única resposta pastoral para a Igreja no país, há uma consciência generalizada de que as CEBs estão influenciando o conjunto da ação pastoral.

 

    A necessidade da participação ampla e corresponsável de todos encaminha toda a ação pastoral para a busca de métodos adequados, ministérios diversificados, organismos de globalização e estruturas renovadas.

 

    A globalidade da vida dos homens é o campo da ação pastoral. Ela aí se situa, procurando abrir toda a vida humana para sua dimensão de transcendência. O aspecto de libertação no Senhor marca profundamente toda a ação pastoral.

 

    A idéia do modelo único de CEBs, a ser simplesmente implantado sem mais, está sendo superada em favor das diferenças sócioeconômicas, religiosas e culturais de cada região.

 

    Verifica-se, de maneira geral, talvez devido ao próprio fenômeno de expansão rápida, um certo clima de interrogação sobre o sentido de todo este trabalho e sobre como prosseguir.  Comunidades que não se abrem para outras, ajudadas por uma opção clara a nível diocesano, parecem estancar sua vitalidade e involuir.

 

    Toda comunidade de base, para se caracterizar como "eclesial", deve se expressar também cultualmente, pois a liturgia é o cume  de  toda  a  ação  da  Igreja  e  a  fonte  de  toda  sua  força   (SC  nº 10).

 

Nas CEBs os ritos ganham nova vida e os acontecimentos ocupam lugar explícito nas celebrações. Disso resulta que, às vezes, se verifica a necessidade de adaptar os ritos propostos oficialmente e de caracterizar melhor o tipo de ministérios para os diferentes níveis de celebrações destas comunidades.

 

    Constata-se uma distinção prática entre meio rural e meio urbano, com maior necessidade de reflexão e acompanhamento desse segundo aspecto. A nível nacional, prevê-se que a nova prioridade "Pastoral Urbana" projetará a necessária luz sobre isso.

 

    Ainda, em nível nacional, ao mesmo tempo em que oferece material para as prioridades da "Pastoral da Família" e da "Responsabilidade da Igreja face à ordem temporal", esta prioridade será por elas fortalecida.

 

2. Conteúdo do Programa

 

Tentando entender e ajudar o momento em que o processo das CEBs se encontra, parece importante que a ação, em nível nacional, concretize-se em:

 

           melhor conhecimento e ampla divulgação dos vários tipos de caminhos para as CEBs (projetos 1.1 e 1.4);

 

           reflexão sobre o sentido evangelizador das CEBs (projeto 1.3);

 

           conhecimento e ajuda em relação a elementos importantes das CEBs, tais como: ministérios (projeto  1.2);  experiências de catequese catecumenal (projeto 1.6); celebração de ritos de iniciação (projetos 1.7 e 1.8); liturgia (projeto 1.9); produção de audiovisuais (projeto 1.10); influência das CEBs em relação ao comportamento dos cristãos face ao compromisso com o mundo (projeto 1.11); reflexão sobre a interação CEP - Paróquia (projeto 1.5);

 

           do conjunto dos 11 projetos deverá surgir, ao final, um relatório amplo e global registrando os passos do processo das CEBs, seus elementos, impasses...

 

3. Atividades

 

PROGRAMA I — COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

 

PROJETO 1.1:     Análise de experiências locais de CEBs

Sistemática:       Grupo de Trabalho, utilizando material existente, buscando novos elementos em visitas a diversos locais

Responsável:     I.N.P.

   Participação da Linha 4

Prazo:    1977, de março a dezembro

Custo:     10.000,00

 

PROJETO 1.2:     Análise e veiculação de experiências locais de Ministérios nas CEBs

Sistemática:       Grupo de trabalho, utilizando dados existentes, buscando novos elementos em visitas a diversos locais

Responsável:     Linha 1

   Setor Ministérios. Participação do I.N.P. e Linha 4

Prazo:    1977, de abril a dezembro

Custo:     15.000,00

 

PROJETO 1.3:     Reflexão sobre a função evangelizadora das CEBs

Sistemática:       Grupo de trabalho: reflexão e sistematização do material existente. Divulgação dos resultados

Responsável:     Linha 3 Participação do I.N.P. e Linha 4

Prazo:    1977, de março a dezembro

Custo:     6.000,00

 

PROJETO 1.4:     Intercâmbio de experiências de CEBs.

Sistemática:       Encontros de pessoas que têm experiências afins em distintos meios (a serem localizados pelo projeto 1.1)

Responsável:     Linha 1

Prazo:    1978

Custo:     20.000,00

 

PROJETO 1.5:     Reflexão sobre o relacionamento das CEBs com as estruturas pastorais e as formas societárias da Igreja-Local: diocese, paróquia, coordenação pastoral, zonais ou vicariatos.

Sistemática:       Reflexão teológico-pastoral por um grupo de trabalho, a partir da problemática levantada

Responsável:     Linha 1 Participação do I.N.P.

Prazo:    1977, de maio a novembro

Custo:     10.000,00

 

PROJETO 1.6:     Avaliação de experiências de catequese catecumenal de base

Sistemática:       Levantamento de dados. Encontro nacional

Responsável:     Linha 3 Participação da Linha 4

Prazo:    1977: setembro

Custo:     30.000,00

 

PROJETO 1.7:     Orientações e subsídios para a celebração do sacramento do Batismo assumida pelas CEBs

Sistemática:       Encontro de pastores e peritos para elaboração de um Diretório Popular.

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, 14 a 16 de junho

Custo:     15.000,00

 

PROJETO 1.8:     Orientação e subsídios para a Primeira Eucaristia e Primeira Confissão assumidas pelas CEBs

Sistemática:       Grupo de trabalho para estudo de experiências e avaliação do Cap. VI da Pastoral da Eucaristia.

Responsável:     Linha 4 Participação da Linha 3

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     5.000,00

   7.000,00

 

PROJETO 1.9:     Liturgias nas Comunidades Eclesiais de Base

Sistemática:       Elaboração de subsídios e orientações, conforme os dados fornecidos pelos projetos 1.1 e 1.2.

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     5.000,00

   6.000,00

 

PROJETO 1.10:   Documentário audiovisual sobre CEBs

Sistemática:       Produção de documentário, após pesquisas e visitas às experiências

Responsável:     Linha 6 Setor MCS,

   Participação de SONO-VISO

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     -

 

PROJETO 1.11:   Influência das CEBs sobre o comportamento dos cristãos face ao compromisso com o mundo

Sistemática:       Grupo de trabalho para levantamento de dados; análise e divulgação

Responsável:     Linha 1 Participação do I.N.P. e IBRADES

Prazo:    1978

Custo:     10.000,00

 

 

 

PROGRAMA II — PASTORAL DA FAMÍLIA

 

1. Sentido da Prioridade

 

A família, lugar de repercussão das diversas crises na sociedade, tem muito ainda a descobrir e a oferecer para formar pessoas, educar na fé e promover o desenvolvimento social. Base da sociedade, ela é também o lugar privilegiado de ação da Igreja

Se ela é objeto de conflitos e tensões, é também a fonte de criatividade, de energia, de vida para superar as crises, suas e da sociedade.  Em vista desta convicção, a Igreja quer desenvolver e aprofundar os trabalhos já realizados no plano bienal precedente, enfocando novos aspectos.

A participação dos leigos neste desafio é indispensável; é seu lugar privilegiado de compromisso e de envolvimento.

A pastoral familiar, hoje, deve levar em conta a insegurança que caracteriza o relacionamento homem-mulher, e que este relacionamento incide diretamente na vivência do matrimônio indissolúvel. A estabilidade familiar será, em grande parte, fruto de uma preparação pessoal, do apoio comunitário e eclesial  aos membros da família.

São previsíveis as dificuldades de viver este ideal numa sociedade com tendência massificadora e despersonalizante

Somente com estes valores em desenvolvimento é que a família poderá enfrentar com sucesso os elementos desagregadores, sejam jurídicos ou sócio-econômicos.

 

Cabe a todos a descoberta:

 

           de uma pastoral que se coloque a serviço das famílias concretas, procurando ajudá-las a encontrar seus caminhos na vivência dos valores evangélicos;

           de uma pastoral que leve em conta as realidades e as justas exigências temporais da vida familiar;

           de uma pastoral que deixe às próprias famílias a criatividade para descobrir seu papel  na construção  da  sociedade,  despertando  uma consciência adulta e crítica em sua inserção na mesma.

 

Tais são os objetivos de uma pastoral familiar e a justificativa da permanência desta prioridade no 4.º Plano Bienal.

 

2. Conteúdo do Programa

 

A família sempre foi objeto de carinhosa atenção por parte da ação pastoral. Já na 2.ª Reunião Ordinária da recém-criada CNBB, em 1954, uma das preocupações dos Bispos foi a família, analisada nos seus contextos rural, operário e independente, com suas ameaças e seus valores.

Retomado, por ocasião do Ano da População (1974). o tema foi reconhecido como prioridade das atenções pastorais no 3.º Plano Bienal.  Algumas preocupações permaneciam: dissolução crescente dos laços familiares, situação sócio-econômica provocadora de pressões, ameaça do divórcio. Contudo, novas características apareciam: crise de uma sociedade em evolução, contestação de valores tradicionais, secularização, valorização do pessoal sobre o jurídico, predominância do ato pessoal de fé sobre a religião de massa, afirmação da missão evangelizadora da Igreja doméstica...

Em março de 1975, um documento oficial do Episcopado brasileiro, "Em favor da Família", ofereceu um momento precioso de evangelização e muitos desafios aos cristãos e aos responsáveis pela ordem social no Brasil.

A realização dos diversos projetos do 3.º Plano Bienal  trouxe um  conhecimento das atividades da pastoral da família, fruto de uma ampla pesquisa e unia análise dos cursos de preparação para o matrimônio. A reflexão sobre o conteúdo foi o resultado de dois encontros: um sobre pastoral familiar e outro sobre família incompleta.

Tudo isto objetivava a permanência e o aprofundamento da prioridade "família". Esta é vista como uma realidade evolutiva, possuidora de uma vitalidade que, diante da crise da sociedade, critica seus valores, descobre novos valores e se mantém como célula social e eclesial. Há instrumentos providenciais que provocam e alimentam tal vitalidade, por vezes inesperada: as Comunidades Eclesiais de Base, mais ativas entre as famílias com características do meio rural, os Movimentos  Familiares,  Grupos de Famílias urbanos  e rurais, operários e independentes. que se reúnem para refletir e rezar em Círculos bíblicos, Novenas do Natal, Campanha da Fraternidade em família, grupos de militantes...

O presente programa quer promover um conhecimento mais objetivo das diversas situações da família no Brasil (projeto 2.1) para embasar a reflexão pastoral; este conhecimento ajudará a concretizar os princípios e sugestões do documento "Em Favor da Família", com um estudo sobre Política Social Familiar (projeto 2.2) e a fornecer material para produção de audiovisuais sobre família (projeto 2.7).

Subsídios para a celebração do matrimônio e para uma liturgia da família (projeto 2.5) como o estudo da experiência de "Pais Catequistas" (projeto 2.4) atenderão às exigências da família evangelizadora e formadora na fé. A dimensão ecumênica está presente com a colaboração de teólogos e pastores católicos e evangélicos na elaboração de uma pastoral familiar (projeto 2.6).

Há muitos e variados tipos de grupos de famílias. Parece oportuno conhecê-los melhor e inter-relacioná-los (projeto 2.9).

Este trabalho eclesial engaja profundamente os leigos que são convidados a assessorar a CEP (projeto 2.3), trazendo os dados particulares de cada situação no Brasil.

 

3. Atividades

 

PROGRAMA II — PASTORAL DA FAMÍLIA

 

PROJETO 2.1:     Estudo da família no Brasil

Sistemática:       Levantamento e sistematização de dados em documentos existentes

Responsável:     Linha 1 Participação do CERIS e IBRADES

Prazo:    1977, de março a dezembro

Custo:     25.000,00

 

PROJETO 2.2:     Estudo da política social familiar.

Sistemática:       Grupo de trabalho para estudo da legislação.

   Seminário de estudos

Responsável:     Linha 1 — Setor Leigos

   Participação da Linha 6 — Setor A. Social

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     35.000.00

 

PROJETO 2.3:     Assessoria à CEP sobre assuntos de família

Sistemática:       Equipe especial

Responsável:     Linha 1

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     5.000,00

   6.000,00

 

PROJETO 2.4:     Avaliação da experiência de pais catequistas e descoberta de novas pistas

Sistemática:       Coleta de dados

   Encontro Nacional

Responsável:     Linha 3

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     35.000,00

 

PROJETO 2.5:     Celebração do Matrimônio e Liturgia da família

Sistemática:       Encontro de pastores e peritos para elaboração de subsídios e aprovação na Assembléia Geral de 1978

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, 4 a 6 de novembro

   1978

Custo:     10.000,00

   15.000,00

 

PROJETO 2.6      Reflexão sobre Pastoral Ecumênica da Família

Sistemática:       Estudo por teólogos de várias Igrejas. Busca de pistas pastorais

Responsável:     Linha 5 Participação do I.N.P.

Prazo:    1977, de março a dezembro

Custo:     5.000,00

 

PROJETO 2.7:     Produção de material audiovisual sobre família.

Sistemática:       Grupo de trabalho para elaboração de roteiro e acompanhamento da produção

Responsável:     Linha 6 Setor MCS

   Participação da SONO-VISO

Prazo:    1977, de fevereiro a dezembro

   1978

Custo:     -

 

PROJETO 2.8:     Associação de Pais e Mestres nas Escolas: dinamização e implantação

Sistemática:       Levantamento de dados. Iniciação de novos núcleos

Responsável:     AEC

   Participação da Linha 1 — Setor Leigos e C.N.L.

Prazo:    Setembro de 1977 a setembro de 1978

Custo:     AEC

 

PROJETO 2.9:     Avaliação e reflexão sobre grupos familiares.

Sistemática:       Levantamento de dados. Seminário com elementos responsáveis em vários níveis

Responsável:     Linha 1 Setor Leigos

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     15.000,00

 

 

PROGRAMA III — PASTORAL URBANA

 

1. Sentido da Prioridade

 

O rápido processo de urbanização da população brasileira, com seu resultado natural — o aparecimento de cidades ou o crescimento desordenado e descontrolado de outras — está sendo um verdadeiro desafio à criatividade pastoral da Igreja.

O fato da rápida urbanização no país é evidente. A população urbana do Brasil, que em 1940 era somente de 12.880.182, passou a ser, de 52.904.744 em 1970, o que significa um aumento de mais de 300% em 30 anos. Durante esse mesmo período, a população rural cresceu menos de 50%.

A urbanização não se processa de uma maneira uniforme. Cinco áreas metropolitanas concentravam 21.087.000 hab. em 1970, o que significa cerca de 23% da população total do país (93.204.379).

Para se ter uma idéia dessa concentração e do ritmo com que se processa, apresentamos, a seguir, uma tabela de 5 áreas metropolitanas estudadas pelo IBGE.

 

 

Área metropolitana: Grande Recife

 

População recenseada

(milhares de habitantes):

População estimada

(milhares de habitantes):

1-9-1940

1-7-1950

1-9-1960

1-7-1970

1-7-1975

1-7-1980

509

762

1167

1763

2174

2681

 

 

Área metropolitana: Grande Belo Horizonte

 

População recenseada

(milhares de habitantes):

População estimada

(milhares de habitantes):

1-9-1940

1-7-1950

1-9-1960

1-7-1970

1-7-1975

1-7-1980

340

492

899

1610

2166

2914

 

 

Área metropolitana: Grande Rio

 

População recenseada

(milhares de habitantes):

População estimada

(milhares de habitantes):

1-9-1940

1-7-1950

1-9-1960

1-7-1970

1-7-1975

1-7-1980

2 415

3 303

5 012

7 502

9 210

11 307

 

 

Área metropolitana: Grande São Paulo

 

População recenseada

(milhares de habitantes):

População estimada

(milhares de habitantes):

1-9-1940

1-7-1950

1-9-1960

1-7-1970

1-7-1975

1-7-1980

1 535

2 624

4 750

8 491

11 287

15 110

 

 

Área metropolitana: Grande Porto Alegre

 

População recenseada

(milhares de habitantes):

População estimada

(milhares de habitantes):

1-9-1940

1-7-1950

1-9-1960

1-7-1970

1-7-1975

1-7-1980

423

592

1 036

1 781

2 346

3 089

 

A urbanização não só é uma questão de números. Ela é, antes de mais nada, uma mudança qualitativa. E nas cidades que surgem novos valores (liberdade, criatividade...) e contra-valores (desumanização, agressividade...), novas formas de as pessoas se inter-relacionarem (relações impessoais e horizontais...), enfim, um novo estilo de vida, o estilo de vida urbano. Esse estilo de vida não se restringe ao perímetro urbano. Os modernos meios de comunicação, principalmente os de comunicação de massa, projetam o estilo de vida urbano praticamente sobre todo o interior do país.

Como se posiciona a Igreja diante dessa nova situação? A Igreja tem uma longa experiência pastoral no meio rural, em povoados e pequenas cidades. A presença nesses meios fundamentalmente se expressou através da ação paroquial adaptada a esse contexto. Surge o contexto urbano bem diferente do rural.  As paróquias já não se adaptam mais à nova situação. São grandes demais para atingir suas próprias bases e pequenas demais para atingir a cidade como um todo. Ademais, não lhes corresponde mais a realidade de uma população que vive em comunidade, tornando-se por essa razão seus limites uma mera convenção jurídica que não recobre nenhuma realidade social definida.

Apesar de tudo isso, a paróquia, com ligeiras adaptações, continua sendo, indiscutivelmente, a forma pastoral número um nas grandes cidades. Devido a essa inadaptação, pode-se dizer que ainda não existe uma pastoral urbana. Daí a importância desta prioridade que visa justamente criar condições para que ela venha a surgir.

 

2. Conteúdo do Programa

 

O conteúdo do programa se define fundamentalmente ao redor da pesquisa e da conscientização (projetos 3.1; 3.2; 3.3; 3.4; 3.5).  Qualquer plano mais ambicioso seria irreal e, portanto, não atingiria os resultados desejados. A hipótese de base é que a paróquia é uma instituição intermédia que, nas cidades, só tem sentido à condição de que se articule quer com as suas bases (CEBs, grupos de base, comunidades de edifício e em edifício), quer com a cidade como um todo, através de uma pastoral urbana orgânica (sistema vicarial e presbiterial, incluindo o Bispo; movimentos leigos supraparoquiais, campanhas gerais como a da Fraternidade etc.). Isto não significa que o estudo da realidade paroquial forneça todos os dados para uma pastoral urbana. A cidade, como um todo, além das fronteiras eclesiais, tem muito a oferecer. A isto deverá chegar a pastoral urbana  Aqui, optamos pela paróquia apenas como ponto de partida.

Os cinco primeiros projetos incluem um esforço global de encaminhar uma pastoral urbana. Entretanto, alguns aspectos da mesma já se visualizam e recebem atenção no programa (projetos 3.6; 3.7 e 3.8).

 

        3. Atividades

 

PROGRAMA III — PASTORAL URBANA

 

PROJETO 3.1:     Acompanhamento e estudo em paróquias urbanas que estão tentando uma renovação mais significativa

Sistemática:       Visitas in loco; estudo e sistematização de dados. Encontro dos responsáveis dessas paróquias

Responsável:     Linha 1

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     20.000,00

   20.000,00

 

PROJETO 3.2:     Estudo de grupalizações eclesiais urbanas

Sistemática:       Pesquisas sobre CEBs, grupos de base ligados a paróquias, movimentos de leigos supraparoquiais

Responsável:     Linha 1 Participação do CERIS e Linha 4

Prazo:    1977, de março a dezembro

Custo:     20.000,00

 

PROJETO 3.3:     Estudo da pastoral de periferia (áreas pobres da cidade) e da pastoral dos núcleos propriamente urbanos (áreas ricas da cidade)

Sistemática:       Grupos de estudo em várias cidades

   Encontro de responsáveis

Responsável:     Linha 1 Participação do CERIS

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     20.000,00

   25.000,00

 

PROJETO 3.4:     Estudo de tentativas de pastoral urbana de conjunto

Sistemática:       Grupo  de  trabalho para estudo de experiências significativas.

Responsável:     Linha 1 Participação do CERIS

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     10.000,00

   15.000,00

 

PROJETO 3.5:     Elaboração de pistas para uma Pastoral Urbana.

Sistemática:       Seminário de estudo:

   1º Participantes: os Bispos e demais     colaboradores do Programa

       Bispos e agentes de pastoral interessados.

Responsável:     Linha 1  Participação do CERIS e I.N.P.

Prazo:    1978, 1º semestre

   2º semestre

Custo:     35.000,00

   35.000,00

 

PROJETO 3.6:     Estudo  sobre  Pastoral Operária.

Sistemática:       Seminário de estudos para levantamento e análise das experiências de pastoral operária, com a participação de agentes de pastoral e militantes operários

   Seminário de estudos para agentes, teólogos e Bispos, sobre a presença da Igreja no mundo operário

Responsável:     Linha 1 Setor Leigos

   Participação da Linha 6 Setor Ação Social

Prazo:    1977, 25 a 27 de novembro

   1978

Custo:     30.000,00

   35.000,00

  

PROJETO 3.7:     Elaboração de celebrações litúrgicas para a realidade urbana

Sistemática:       Grupo  de  trabalho, valendo-se de dados do projeto 3.2.

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     5.000,00

   8.000,00

 

PROJETO 3.8:     Produção de material audiovisual sobre a problemática das populações urbanas

Sistemática:       Grupo  de  trabalho

Responsável:     Linha 6 Setor MCS,

   Participação de SONO-VISO

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     -

 

 

PROGRAMA IV — RESPONSABILIDADE DA IGREJA FACE À ORDEM TEMPORAL

 

1. Sentido da Prioridade

 

O que inspirou esta prioridade, nos termos acima formulados, foi a consciência de que o atual momento brasileiro levanta graves problemas, envolvendo diretamente exigências de justiça social, para cuja superação a Igreja não pode se eximir da responsabilidade de trazer a sua colaboração específica.

Assim, o objetivo implícito nessa prioridade consistirá, essencialmente, em procurar definir, com objetividade e isenção, as características da atual conjuntura brasileira bem como a responsabilidade que a missão pastoral confere à Igreja neste momento.

Não se trata de um objetivo abstrato, qual seria a elaboração de um modelo teórico que permitisse uma compreensão especulativa da realidade atual e de suas exigências pastorais. Trata-se de um objetivo concreto de colaborar com a Igreja, povo de Deus, para que ela, em todos os seus níveis, chegue no Brasil a uma consciência cada vez mais clara desta realidade e destas exigências.

Seu campo de ação, de início, parece definir-se em termos de:

           estudo permanente da conjuntura brasileira;

           trabalho de ampla conscientização das bases, através dos agentes de pastoral e de um instrumento de divulgação interna;

           acompanhamento e análise das exigências que esta atitude faz ao conjunto da ação pastoral.

 

2.     Conteúdo do Programa

 

O programa visa uma ação a médio e longo prazo; entretanto, desde já, são conhecidas certas exigências pastorais, as quais se pretende atender com os projetos 4.3, 4.4 e 4.7.

Parece necessário também não se perder de vista a temática dos grupos de influência, a qual, não constituindo uma prioridade do atual Plano Bienal, representa uma frente pastoral decisiva para a missão da Igreja no atual momento brasileiro. No presente plano, a Linha 6, Setor Ação Social, se propõe levar adiante a preocupação com os grupos de influência, além do mencionado nos projetos 4.1 e 4.2, atendendo especialmente a 3 tipos de grupos: os políticos, através do projeto 4.3; a classe rural, colaborando com a Linha 1, no projeto 4.5; o meio universitário e o magistério, colaborando com o Setor Educação, no projeto 4.6.

Enfim, a Linha 6, Setor Ação Social, mais diretamente incumbida da 4.ª prioridade, se dispõe a colaborar com projetos afetos a outras linhas, referentes à temática desta prioridade. Tais são os casos dos projetos 4.8, 4.9 e 4.10, e mais os relativos à Pastoral urbana.

 

3. Atividades

 

PROGRAMA IV — RESPONSABILIDADE DA IGREJA FACE À ORDEM TEMPORAL

 

PROJETO 4.1:     Formação social de agentes de pastoral.

Sistemática:       Cursos de quatro meses

Responsável:     Linha 6 Setor Ação Social. Participação do IBRADES

Prazo:    1978, março a julho

Custo:     IBRADES

 

PROJETO 4.2:     Cursos rápidos sobre a Responsabilidade da Igreja face à ordem temporal

Sistemática:       Seminários de uma semana

Responsável:     Linha 6 Setor Ação Social. Participação do IBRADES

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978, 2º semestre

Custo:     IBRADES

 

PROJETO 4.3:     Elaboração de subsídios para uma educação política

Sistemática:       Grupo de trabalho para análise de experiências

   Divulgação

Responsável:     Linha 6 Setor Ação Social. Participação da Com. Nac. Justiça e Paz

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     IBRADES

 

PROJETO 4.4:     Acompanhamento e avaliação de projetos governamentais e suas implicações pastorais.

Sistemática:       Grupo  de  trabalho.

Responsável:     Linha 6   Setor Ação Social.

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     IBRADES

 

PROJETO 4.5:     Preparação de um texto sobre os direitos do homem do campo

Sistemática:       Grupo  de  trabalho

Responsável:     Linha 6 Setor Ação Social. Participação Linha 1   Setor Leigos e Com. Nac. Justiça e Paz

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978, até julho

Custo:     IBRADES

 

PROJETO 4.6:     Reflexão sobre formação universitária: dimensão sócio-política da fé e o desenvolvimento

Sistemática:       Encontro nacional

Responsável:     Linha 6 Setor Educação. Participação da ABESC

Prazo:    1977, outubro

Custo:     30.000,00

              

PROJETO 4.7:     Produção de material audiovisual (quatro montagens) referente à posição da Igreja face à situação sócio-político-econômica

Sistemática:       Grupo de trabalho para elaboração de roteiros sobre: Saúde, Trabalho, Alimentação e Habitação

Responsável:     Linha 6 Setor MCS

   Participação de SONO-VISO e Linha 6 - Setor Ação Social

Prazo:    1977: Saúde,  outubro e novembro

   1978: Trabalho, fevereiro

   Alimentação: março a junho

   Habitação: setembro e outubro

Custo:     -

 

PROJETO 4.8:     Conscientização dos grupos de influência no campo da Educação

Sistemática:       Cursos

Responsável:     AEC Participação do IBRADES

Prazo:    1977, 2º semestre

   1978, 2º semestre

Custo:     AEC

              

PROJETO 4.9:     Reflexão sobre a função da escola (1º e 2º graus) no seu papel de educar para a Justiça

Sistemática:       Grupo  de  trabalho. Publicação dos resultados

Responsável:     AEC Linha 6  Setor Ação Social

Prazo:    1977, junho a dezembro

Custo:     AEC

 

PROJETO 4.10:   Informação e análise da realidade nacional e eclesial do Brasil e presença dos Religiosos nela.

Sistemática:       Participação na Assembléia Geral da CRB

Responsável:     CRB Participação da Linha 6

   Setor Ação Social

Prazo:    1977, 23 a 30 de julho

Custo:     CRB

 

 

PROGRAMA V — ATIVIDADES COMPLEMENTARES DAS SEIS LINHAS DE TRABALHO

 

1. Sentido do Programa

 

Além das prioridades pastorais, a ação pastoral se processa, em nível nacional, em todos os setores que constituem as seis linhas de ação. São atividades constantes e inadiáveis que buscam alimentar a ação global da Igreja. Isso constitui o objetivo do Programa V. Não se pode falar, porém, de uma ação rotineira.  Como se verá pela introdução a cada linha, há na definição das atividades uma tonalidade especial que revela consciência da realidade e das necessidades pastorais mais urgentes do momento. A grande inspiração deste programa está no próprio corpo de Diretrizes Gerais, onde a justificativa e os objetivos de cada linha de ação se acham definidos. Aqui, ainda mais que nas prioridades, as atividades permanentes constituem um volume substancial de trabalho. Fazemos distinção, até mesmo gráfica, entre projetos e atividades permanentes.

O programa V se inicia com o projeto 5.0 - 1 "Campanha da Fraternidade" (em verdade, um conjunto de muitos projetos), a cargo da Equipe de Coordenação, e onde se encontram, em estreita colaboração, todas as linhas  e setores.  O programa  prossegue  com  as atividades das linhas indicadas pela numeração correspondente de 1 a 6.

 

2. Conteúdo

 

Linha 1 — Unidade Visível da Igreja

 

No quadro da unidade visível da Igreja, a Equipe de Coordenação representa um esforço de globalização de todo o trabalho dos organismos nacionais (projetos 5.0.1, 5.0.2, 5.0.3, 5.0.4 e 5.0.5).

O Setor Ministérios continua no esforço de atualização dos Bispos (projeto 5.1.1); assume o acompanhamento e esforço de interpretação da realidade dos novos ministérios (projeto 5.1.2).

O Setor Vocações e Seminários acompanha as tentativas das novas formas de surgimento de vocações, retoma a caminhada de preparação de presbíteros e religiosos nos Seminários e promove uma reflexão sobre o ensino da teologia (projetos 5.1.4 a 5.1.7).

O Setor Vida Religiosa assegura o relacionamento permanente da CRB com a CNBB, ressaltando, neste plano, a Pastoral Vocacional.

O Setor dos Institutos Seculares acompanhará, de modo particular, a estruturação de uma adequada coordenação nacional dos Institutos Seculares e novas formas de vida consagrada no mundo.

O Setor Leigos prossegue na tarefa de articular a aproximação dos movimentos em nível nacional (projetos 5.1.8 e 5.1.9) e a atuação no meio rural (projeto 5.1.10).

O Setor Juventude busca articular as forças dos vários movimentos e grupos de jovens (projetos 5.1.11, 5.1.12 e 5.1.13).

 

Linha 2 — Ação e Animação Missionária

 

A missão da Igreja de evangelizar todos os homens, em qualquer meio e ambiente, requer uma ampla variedade de atividades.

No Brasil, existe ainda o problema da maturação e autonomia eclesial das "regiões missionárias" (projete 5.2.1) e da responsabilidade da Igreja local, nesta caminhada (projetos 5.2.2 e 5.2.3).

A responsabilidade da evangelização das comunidades indígenas é um desafio que espera resposta adequada (projetos 5.2.4, 5.2.5 e 5.2.6).

É preciso acompanhar e orientar a formação dos missionários e a contínua atualização dos que atuam na evangelização (projeto 5.2.7).

A exigência de inserir na vida pastoral da Igreja os numerosos grupos de nacionalidades estrangeiras, motivou o projeto 5.2.8.

A animação do mês das missões, em sintonia com a Igreja Universal, conta com o projeto 5.2.9.

 

Linha 3 — Catequese

 

Continua a preocupação com a catequese nas escolas (projeto 5.3.1).

Parece ser o momento oportuno de se averiguar a situação da catequese no seu sentido mais amplo e global, especialmente logo após o próximo Sínodo dos Bispos (projeto 5.3.3).

A educação da fé através dos Santuários será tratada no projeto 5.3.2.  Uma ulterior preparação do tema do próximo Sínodo dos Bispos por parte dos delegados conta com o projeto 5.3.4.

 

Linha 4 — Liturgia

 

Dentro de suas atividades normais de produção de subsídios que favoreçam a animação das celebrações litúrgicas (projetos 5.4.6, 5.4.7 e 5.4.8), a Linha 4 volta sua atenção para situações específicas que estão exigindo um esforço de adequação dos ritos, música e linguagem à índole do povo brasileiro e de grupos com características particulares (projetos 5.4.4, 5.4.5 e 5.4.9).

Especialmente no campo dos cantos e música sacra, a colaboração  interconfessional  é  um  enriquecimento apreciável (projeto 5.4.10).

Na linha da reflexão sobre os sacramentos, serão elaborados documentos pastorais sobre a unção dos enfermos e a celebração do matrimônio (projeto 5.4.1).

Há também o encaminhamento de um Diretório sobre os sacramentos em geral e cada sacramento em particular, a fim de incentivar um melhor uso dos novos livros litúrgicos com a devida adequação às exigências das assembléias concretas.

Frente à escassez de pessoas capazes de conduzir uma autêntica renovação litúrgica, criativa e fundamentada, dar-se-á particular importância à formação de professores de liturgia e pessoas aptas a animarem as comissões regionais e diocesanas de liturgia (projeto 5.4.2).

O fato pastoral da transmissão de celebrações litúrgicas pelo rádio e TV está solicitando mais um passo na colaboração com a Linha 6, Setor MCS, para aprofundar certos aspectos fundamentais desta problemática e multiplicar agentes especializados no setor (projeto 5.4.3).

 

Linha 5 — Ação Ecumênica e Diálogo Religioso

 

O sentido da atuação no campo do ecumenismo não pode ser reduzido aos limites de um programa propriamente dito.  Antes, trata-se de ir criando uma mentalidade ecumênica em toda a ação da Igreja, em todos os setores e frentes de atuação.

Nesta visão, inspiram-se os projetos 5.5.1 e 5.5.2 e as atividades permanentes desta Linha, como: a publicação de um diretório de ecumenismo. a participação recíproca em assembléias das Igrejas que entretêm um diálogo formal, a presença de pessoas envolvidas em ecumenismo na realização de projetos de maior importância das prioridades e das outras linhas.

Além de fortalecer o diálogo já iniciado com algumas Igrejas Cristãs, a Linha 5 empenhar-se-á especialmente no diálogo com a Igreja Ortodoxa e com Igrejas Pentecostais.

Uma grande parte dos projetos do plano bienal anterior é reassumida, mas agora em forma de atividades permanentes, como sejam: subsídios para a Semana da Unidade; encontros de dirigentes nacionais de Igrejas Cristãs; funcionamento de comissões bilaterais já existentes: Igreja Evangélica de Confissão Luterana, Igreja Episcopal e Igreja Metodista; encontros de teólogos católicos e evangélicos no Instituto Nacional de Pastoral; colaboração interconfessional em Música Sacra; contatos com organismos interconfessionais e ecumênicos.

Finalmente, no Setor do Diálogo com religiões não-cristãs, o contato com o judaísmo ocupa um lugar especial.

 

Linha 6 — Presença da Igreja no Mundo

 

O Setor Educação propõe-se a refletir sobre a escola e os grupos de jovens (projeto 5.6.1.) e promover a Campanha da Fraternidade nas escolas (projeto 5.6.2.). Uma reflexão sobre escola sistemática e escola paralela será feita pelo projeto 5.6.3.

O Setor Ação Social encaminhará a programação de setores especiais de evangelização (pastoral do Idoso, do Menor, das Migrações, dos Encarcerados, da Saúde) através de Institutos Religiosos, segundo seu carisma (projeto 5.6.4); dará continuidade aos projetos da Mulher só e abandonada (projeto 5.6.5) e do Homem do mar (projeto 5.6.6).

O Setor MCS vem buscando, em suas atividades permanentes, o diálogo com os profissionais da comunicação, estimulando a organização de uma infra-estrutura regional e diocesana para a comunicação social. Para uma melhor inserção dos MCS na pastoral global, o Setor se preocupará com subsídios audiovisuais (projeto 5.6.7), avaliará a presença da Igreja nos MCS (projeto 5.6.8), produzirá subsídios para datas especiais (projeto 5.6.9), premiará os melhores esforços no campo do cinema e do teatro (5.6.10 e 5.6.13), promoverá cursos para agentes de comunicação (projeto 5.6.11) e para Bispos (projeto 5.6.12).

 

Equipe de Coordenação

 

a)     Projetos     

  

PROJETO 5.0.1:  Organização anual da Campanha da Fraternidade

Sistemática:       Detalhamento das atividades; elaboração de material; avaliação anual

Responsável:     Equipe de Coordenação; 6 Linhas de Trabalho; Órgãos Anexos

Prazo:    1977, de 29 a 31 de maio

   1978

Custo:     35.000,00

   40.000,00

 

PROJETO 5.0.2:  Reflexão sobre o Ministério da Coordenação Pastoral

Sistemática:       Cursos de quatro dias nos Regionais, para equipes diocesanas de coordenação

Responsável:     Equipe de Coordenação

Prazo:    1977

   1978

Custo:     -

 

PROJETO 5.0.3:  Experiências de planejamento pastoral após o P.P.C.

Sistemática:       Levantamento de dados; análise das experiências; publicação

Responsável:     Equipe de Coordenação

Prazo:    1977, de março a novembro

Custo:     20.000,00

              

PROJETO 5.0.4:  Atualização dos responsáveis pelas secretarias dos Regionais

Sistemática:       Curso-encontro

Responsável:     Equipe de Coordenação

Prazo:    Data a ser marcada no Encontro dos Subsecretários Regionais em maio de 1977

Custo:     Por conta dos Regionais

 

PROJETO 5.0.5:  Capacitação de oficiais de Tribunais Eclesiásticos

Sistemática:       Encontro anual de juízes para estudar o ante-projeto De processibus do novo Código de Direito Canônico

   Curso para oficiais de Câmaras Eclesiásticas (Centro e Sul do país)

Responsável:     Equipe de Coordenação

Prazo:    1977, julho

   1978

Custo:     -

 

 

b)     Atividades Permanentes

 

           Reuniões semanais.

           Assessoria aos Regionais.

           Acompanhamento permanente da execução dos projetos próprios e do conjunto do Plano Bienal.

           Preparação e avaliação dos momentos fortes da CNBB.

 

 

1.                 LINHA 1               UNIDADE VISÍVEL DA IGREJA

            SETOR MINISTÉRIOS

 

a)     Projetos

 

PROJETO 5.1.1:  Curso de atualização teológico-pastoral para Bispos

Sistemática:       Exposições por peritos do I.N.P.; reflexão; busca de pistas pastorais

Responsável:     I.N.P. — Participação da Linha 1

   Setor Ministérios

Prazo:    1977, 9 a 19 de agosto

   1978

Custo:     30.000,00

   35.000,00

 

PROJETO 5.1.2:  Reflexão sobre o ministério dos presbíteros no contexto da renovação pastoral do país

Sistemática:       Encontro Nacional dos membros da CNC e outros convidados dos Regionais, com participação de peritos

Responsável:     C.N.C. — Participação da Linha 1 — Setor Ministérios

Prazo:    1978

Custo:     40.000,00

 

PROJETO 5.1.3:  Organização de setores especiais de evangelização.

Sistemática:       Encontro de Superiores Maiores de Ordens e Congregações Religiosas, durante a Assembléia Geral da CRB

Responsável:     Linha 1 — Setor Ministérios. Participação da CRB e Linha 6 — Setor Ação Social

Prazo:    1977: Dia a ser marcado com a diretoria da CRB

Custo:     -

 

SETOR VOCAÇÕES E SEMINÁRIOS

 

PROJETO 5.1.4:  Articulação da formação dos futuros presbíteros

Sistemática:       Encontro Nacional de Reitores de Seminários Maiores e Menores

Responsável:     Linha 1 — Setor Vocações e Seminários

   Participação do Setor Ministérios da CRB e I.N.P.

Prazo:    1977, de 1 a 3 de julho

   1978

Custo:     20.000,00

   25.000,00

 

PROJETO 5.1.5:  Análise e divulgação de experiências locais de acompanhamento de vocacionados (que já se encaminham para opções mais definidas)

Sistemática:       Questionário; visitas; análise; divulgação

Responsável:     Linha 1 — Setor Vocações e Seminários

   Participação da CRB

Prazo:    1977, março até julho de 1978

Custo:     5.000,00

   5.000,00

 

 

1.                 LINHA 1               UNIDADE VISÍVEL DA IGREJA

         SETOR VOCAÇÕES

 

PROJETO 5.1.6:  Reflexão sobre promoção vocacional

Sistemática:       Encontro nacional de promotores vocacionais

Responsável:     Linha 1 — Setor Vocações e CRB

Prazo:    1978

Custo:     30.000,00

 

PROJETO 5.1.7:  Reflexão sobre o ensino de teologia moral.

Sistemática:       Encontro de professores de Seminários maiores e de Institutos de Teologia

Responsável:     Linha 1 — Setor Vocações e seminários

   Participação do I.N.P.

Prazo:    1977, 12 a 15 de julho

Custo:     5.000,00

 

SETOR LEIGOS

 

PROJETO 5.1.8:  Atualização do estudo sobre organismos de Participação dos Leigos

Sistemática:       Levantamento

Responsável:     Linha 1

Prazo:    1977, de março a outubro

   1978

Custo:     -

 

PROJETO 5.1.9:  Assembléia Geral dos Movimentos e Associação de Leigos.

Sistemática:       Encontro de responsáveis

Responsável:     Linha 1 — Setor Leigos

   Participação do C.N.L.

Prazo:    1978

Custo:     15.000,00

 

PROJETO 5.1.10:            Reflexão sobre pastoral rural.

Sistemática:       Encontros inter-regionais

Responsável:     Linha 1 — Setor Leigos

Prazo:    1977

   1978

Custo:     15.000,00

   20.000,00

 

SETOR JUVENTUDE

 

PROJETO 5.1.11:            Estudo da situação da Juventude no Brasil.

Sistemática:       Levantamento

Responsável:     Linha 1 — Setor Juventude. Participação do CERIS

Prazo:    1977, de março a novembro

Custo:     10.000,00

 

 

PROJETO 5.1.12:            Reflexão sobre  Movimentos de Pastoral da Juventude no país.

Sistemática:       Levantamento e análise.

   Encontro nacional.

Responsável:     Linha 1 — Setor Juventude. Assessoria do CERIS

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     10.000,00

   30.000,00

 

PROJETO 5.1.13:            Presença da Igreja no mundo estudantil, através de grupos organizados.

Sistemática:       Levantamento

Responsável:     Linha 1 — Setor Juventude. Participação da Linha 6 — Setor Educação

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     5.000,00

   6.000,00

 

 

b)     Atividades Permanentes

 

SETOR MINISTÉRIOS

 

           Assessorar os Regionais.

           Entrosar C.N.C., C.R.B. e I.N.P.

           Levantar dados sobre novos Ministérios.

           Refletir e elaborar subsídios.

 

SETOR VOCAÇÕES E SEMINÁRIOS

 

Da parte da CRB:

           Manter presença diária (à tarde) de um elemento da CRB na CNBB.

           Tornar sempre mais vivo entre os Religiosos o sentido teológico da vocação.

           Reassumir e realizar as diretrizes e linhas de ação dos Encontros Vocacionais da CNBB-CRB.

           Tornar presente a dimensão vocacional na família, nas CEBs, nas paróquias, colégios, nos movimentos de jovens etc.

           Fazer um levantamento de dados e sugestões sobre a dimensão vocacional.

           Refletir sobre diferentes ministérios e serviços que os Religiosos exercem na Igreja.

           Assessorar os Regionais.

 

Da parte do Setor Vocações e Seminários da CNBB:

           Caracterizar as experiências e estilos de formação teológico-pastoral-espiritual nos principais Seminários e Institutos de Teologia do país, por meio de questionários às principais Instituições e Regionais

   Da parte do Setor Institutos Seculares:

 

Da parte do Setor Institutos Seculares:

           Participar dos encontros nacionais.

           Incentivar uma adequada coordenação nacional dos Institutos Seculares e novas formas de vida consagrada no mundo. Cr$ 5.000,00 (1977); Cr$ 6.000,00 (1978).

 

SETOR LEIGOS

 

           Participar das reuniões mensais do Conselho Nacional de Leigos.

           Estar presente nos encontros significativos e nos Encontros Nacionais dos Movimentos e Associações de Leigos.

           Encorajar a organização coordenadora de Leigos nos Regionais.

           Acompanhar a escolha e atuação dos Assistentes Eclesiásticos dos Movimentos de Leigos.

 

SETOR JUVENTUDE

 

           Acompanhar os trabalhos da Pastoral da Juventude como Movimentos, Cursos, Coordenações Regionais.

           Incentivar e assessorar o desenvolvimento das Coordenações Regionais de Pastoral da Juventude.

           Continuar a coleta de informações, por Regional. dos Movimentos de Juventude, para o arquivo.

 

 

2.                 LINHA 2               AÇÃO E ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA

 

 

   a)         Projetos

 

PROJETO 5.2.1:  Acompanhamento do processo de maturação das regiões missionárias do Brasil

Sistemática:       Levantamento

Responsável:     Linha 2

Prazo:    1977

   1978

Custo:     5.000,00

   15.000,00

 

PROJETO 5.2.2:  Acompanhamento dos programas Igrejas-Irmãs

Sistemática:       Encontro de responsáveis pelos programas

Responsável:     Linha 2

Prazo:    1977, a partir de junho

Custo:     20.000,00

 

PROJETO 5.2.3:  Articulação de Institutos e Organismos Missionários

Sistemática:       Encontros regionais

   Encontro nacional

Responsável:     Linha 2 Participação do COMINA

Prazo:    1977

   1978

Custo:     Por conta das PPOOMM e Institutos

 

PROJETO 5.2.4:  Articulação da Pastoral Indigenista Pan-Amazônica

Sistemática:       Encontro  internacional

Responsável:     Linha 2 Participação do Dep. Miss. Do CELAM

Prazo:    1977, de 20 a 25 de julho

Custo:     15.000,00

 

PROJETO 5.2.5:  Reflexão sobre a atividade missionária da Igreja nas áreas indígenas do país

Sistemática:       Encontro de peritos.

Responsável:     Linha 2 Participação do CIMI

Prazo:    1978

Custo:     20.000,00

 

PROJETO 5.2.6:  Atualização de agentes da Pastoral indígena.

Sistemática:       Encontro a nível universitário.

Responsável:     CIMI  Participação da Linha 2

Prazo:    1977, de 15 a 31 de janeiro

Custo:     20.000,00

 

PROJETO 5.2.7:  Preparação de agentes de pastoral, nas regiões missionárias

Sistemática:       Mini-cursos por áreas

Responsável:     Linha 2

Prazo:    1977, de julho a dezembro

   1978

Custo:     12.000,00

   18.000,00

 

PROJETO 5.2.8:  Levantamento dos grupos nacionais e estrangeiros para uma orientação pastoral da evangelização do imigrante.

Sistemática:       Contatos, Encontro de responsáveis dos vários grupos

Responsável:     Linha 2

Prazo:    1977

   1978

Custo:     5.000,00

   15.000,00

 

PROJETO 5.2.9:  Promoção do mês das missões

Sistemática:       Divulgação de orientações e subsídios

Responsável:     Pont. Obras missionárias

   Participação da Linha 2

Prazo:    1977, outubro

   1978, outubro

Custo:     Pontif. Obras Missionárias

 

 

b)     Atividades Permanentes

 

           Assessorar a pastoral nas prelazias, para incentivar e orientar a caminhada para a autonomia.

           Promover a animação missionária do Brasil, através do COMINA.

           Articular os organismos que atuam na pastoral das regiões missionárias.

           Organizar o levantamento de dados, visitas, viagens, divulgação de informações, subsídios...

 

3.                 LINHA 3               CATEQUESE

 

   a) Projetos

 

PROJETO 5.3.1:  Análise da situação da educação religiosa nas escolas da rede oficial

Sistemática:       Encontro nacional de um representante por Estado e Território

Responsável:     Linha 3

Prazo:    1977, maio

Custo:     30.000,00

 

PROJETO 5.3.2:  Avaliação das experiências pastorais dos santuários e descoberta de novas pistas

Sistemática:       Coleta de dados

   Encontro nacional

Responsável:     Linha 3

   Participação da Linha 4

Prazo:    1977

   1978

Custo:     -

   15.000,00

 

PROJETO 5.3.3:  Reflexão sobre a situação da Catequese

Sistemática:       Encontro de Coordenadores Regionais de Catequese

Responsável:     Linha 3

Prazo:    1978

Custo:     30.000,00

 

PROJETO 5.3.4:  Encontro dos delegados ao próximo Sínodo dos Bispos

Sistemática:       Estudo das sugestões colhidas e preparação das intervenções no Sínodo

Responsável:     Linha 3

Prazo:    1977, 26 e 27 de agosto

Custo:     10.000,00

 

b)            Atividades Permanentes

 

           Organizar a coordenação de equipe que prepara subsídios para o Manual da Campanha da Fraternidade.

           Acompanhar os trabalhos referentes à edição popular da Bíblia (relacionamento com a LEB).

           Participar nos Encontros de Catequese do CELAM.

           Assessorar os Regionais em vista do acompanhamento das experiências de  ensino religioso  nas escolas da rede oficial e atividades catequéticas em geral.

           Manter contato com Institutos e Escolas Catequéticas.

           Manter um serviço de recensão de textos catequéticos: 1977 — Cr$ 6.000,00; 1978 — Cr$ 7.000,00.

 

4.                 LINHA 4               LITURGIA

 

   a) Projetos

 

PROJETO 5.4.1:  Elaboração de documento sobre liturgia dos enfermos

Sistemática:       Grupo de peritos para estudo e elaboração, a partir dos estudos já feitos

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, de março a dezembro

Custo:     10.000,00

  

PROJETO 5.4.2:  Formação de pessoal para o ensino e coordenação da Liturgia

Sistemática:       Coleta de programas e levantamento de professores

   Encontro de professores e coordenadores diocesanos de Liturgia

Responsável:     Linha 4

   Participação da Linha 1 — Setor Seminários

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     5.000.00

   30.000,00

 

PROJETO 5.4.3:  Liturgia de Rádio e Televisão

Sistemática:       Um encontro de continuidade

   Um curso de capacitação

Responsável:     Linha 4

   Participação da Linha 6 — Setor MCS

Prazo:    1977, 16 a 18 de agosto

   1978

Custo:     20.000,00

   40.000,00

 

PROJETO 5.4.4   Tradução de textos do Manual Romano em linguagem popular.

Sistemática:       Grupo de trabalho sobre prefácios das solenidades.

   Aprovação pela CEEATL.

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, 17 a 19 de maio

   1978

Custo:     15.000,00

   5.000,00

  

PROJETO 5.4.5:  Elaboração de lecionário para missa com gente simples

Sistemática:       Grupo de trabalho

   Aprovação pela CEEATL e Santa Sé

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, de março a outubro

   1978

Custo:     10.000,00

   5.000,00

 

PROJETO 5.4.6:  Revisão do ritual de Bênçãos

Sistemática:       Grupo de trabalho, a partir do modelo a ser fornecido pela S. C. do Culto Divino

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977

Custo:     5.000,00

 

PROJETO 5.4.7:  Subsídios para festas de padroeiros.

Sistemática:       Levantamento e revisão das festas de padroeiros

   Reunião de Bispos e párocos

Responsável:     Linha 4

   Participação da Linha 3

Prazo:    1977, 14 a 16 de setembro

   1978

Custo:     15.000,00

   8.000,00

 

PROJETO 5.4.8:  Elaboração de cantos para celebrações

Sistemática:       Encontro de peritos para estudo, elaboração de critérios e normas

   Grupo de peritos para elaboração de cantos para a celebração dos Sacramentos

   Divulgação

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, 4 a 6 de outubro (Matrimônio e Penitência)

   1978: (Batismo e Confirmação)

Custo:     10.000,00

   10.000,00

 

PROJETO 5.4.9:  Elaboração de cantos para Missa com crianças

Sistemática:       Requisição de tarefas de especialistas

Responsável:     Linha 4

Prazo:    1977, de maio a novembro

   1978

Custo:     10.000,00

   5.000,00

 

PROJETO 5.4.10:            Colaboração ecumênica em Música Sacra

Sistemática:       Encontro anual interconfessional

Responsável:     Linha 4

   Participação da Linha 5

Prazo:    1977, de março a junho

   1978

Custo:     8.000,00

   8.000,00

 

b)         Atividades Permanentes

Custos

 

1977

1978

         Contatos com os Regionais;             execução de projetos,   divulgação de documentos;     constituição de comissões,            animação da Liturgia,    formação de agentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         Traduções: Liturgia das Horas,             Pontifical, Ritual de Bênçãos.

 

50.000,00

 

30.000,00

         Reflexão teológico-litúrgico             pastoral.

 

 

         Reflexão teológico-litúrgico             pastoral.

 

 

         Colaboração na confecção do    Manual de Liturgia (incluindo      viagem a Bogotá para um       membro da equipe de    redação).

 

 

 

 

8.000,00

 

 

 

 

         Contatos internacionais:            reunião em Caracas, de            Presidentes e Secretários das             Comissões Nacionais             (incluindo meia passagem para cada um).

 

 

 

 

 

15.000,00

 

 

 

 

 

         Edição de Livros litúrgicos         oficiais.

 

 

         Participação na Campanha da             Fraternidade (elaboração de             subsídios).

 

 

 

 

         Intercâmbio de material litúrgico com as outras   Conferências.

 

 

3.000,00

 

 

5.000,00

         Publicação de Benditos e             Orações populares        tradicionais.

 

 

5.000,00

 

 

10.000,00

         Acompanhamento de "arte         sacra."

 

5.000,00

 

8.000,00

 

 

5.                          LINHA 5               ECUMENISMO E DIÁLOGO RELIGIOSO

 

            a) Projetos

 

PROJETO 5.5.1:           Atualização e publicação de um diretório ecumênico

Sistemática:    Grupo de trabalho

Responsável:   Linha 5

Prazo:                                              parte: até outubro de 1977

                                                        parte: até outubro de 1978

Custo:  6.000,00

            8.000,00

 

PROJETO 5.5.2:           Atitudes religiosas no meio universitário

Sistemática:    Levantamento de dados

Responsável:   ABESC

                               Participação da Linha 5, Linha 6 — Setor Educação

                               e CERIS

Prazo:  1977, setembro

Custo:  -

 

b)            Atividades Permanentes

Custos

SETOR ECUMENISMO

1977

1978

           Semana da Unidade.             Atividades: tradução e   publicação de subsídios;         avaliação da celebração da             Semana; relatório para o             Secretariado para a       União dos Cristãos.

 

 

 

 

 

 

1.000,00

 

 

 

 

 

 

1.000,00

           Encontros de Dirigentes             nacionais de Igrejas.      Atividades: participação na preparação dos encontros             (equipe mista); correspondência e visitas; participação nos encontros             semestrais — relatórios.

 

 

 

 

 

 

 

5.000,00

 

 

 

 

 

 

 

5.000,00

           Presença de outras Igrejas             Cristãs em assembléias da        CNBB e presença CNBB em       assembléias de outras Igrejas.             Atividades: correspondência,             acompanhamento, viagens,             relatório.

 

 

 

 

 

 

8.000,00

 

 

 

 

 

 

10.000,00

           Entrosamento

        com organismos      ecumênicos  e         interconfessionais (Secretariado       à União dos Cristãos Sociedade       Bíblica do Brasil e outros).

   Atividades: correspondência e    visitas, participação em            assembléias da CESE.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           Diálogo teológico —             Encontros de teólogos   católicos e evangélicos no INP. Atividades: preparação e             participação nos encontros de    estudo; relatórios.

 

 

 

 

 

8.000,00

 

 

 

 

 

10.000,00

           Comissões bilaterais                          existentes  (luterana-católica;       episcopal-católica; metodista-     católica) e outras a serem eventualmente     criadas. Atividades: acompanhamento dos trabalhos

das comissões; correspondência; visitas; preparação e criação     de        outras.

 

 

 

 

 

 

 

 

10.000,00

 

 

 

 

 

 

 

 

15.000,00

           Diálogo com a Igreja             Ortodoxa. Atividades: consti-     tuição e acompanhamento de     uma comissão bilateral;             correspondência, visita.

 

 

 

 

2.000,00

 

 

 

 

2.000,00

           Diálogo com Pentecostais.             Atividades: participação do 2.º             encontro interconfessional de     líderes pentecostais. Prazo:     março de 1977, em Porto    Alegre ou Curitiba.

 

 

 

 

 

3.000,00

 

 

 

 

 

4.000,00

           Diálogo com Pentecostais.             Atividades: participação do 2.º             encontro interconfessional de     líderes pentecostais. Prazo:     março de 1977, em Porto    Alegre ou Curitiba.

 

 

 

 

 

3.000,00

 

 

 

 

 

4.000,00

           Estudo  do  relatório     do                diálogo internacional católico-              pentecostal.

 

 

2.000,00

 

 

2.000,00

           Colaboração ecumênica em             Música Sacra. Atividades:         contato com o CEDI para           criação de um setor de             documentação de Música          Sacra; participação na preparação e na realização de             um encontro interconfessional    de música sacra (responsáveis       Linhas 4 e 5).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           Encontro interconfessional,             junho de 1977, em                            colaboração com a Linha 4                 (projeto     5.4.10).

 

 

 

 

SETOR DIÁLOGO RELIGIOSO

 

 

           Diálogo com o judaísmo.             Atividades: contato com             experiências locais; formação    de um grupo para estudar a      possibilidade do diálogo             judaico-cristão a nível    nacional.

 

 

 

 

 

 

2.000,00

 

 

 

 

 

 

2.000,00

           Maçonaria. Atividades: acom-            panhamento de contatos           locais.

 

 

 

 

 

 

6.                 LINHA 6               PRESENÇA DA IGREJA NO MUNDO

 SETOR EDUCAÇÃO

 

   a) Projetos

 

 

PROJETO 5.6.1:  Reflexão sobre escola e grupos de jovens

Sistemática:       Grupo de Trabalho

Responsável:     Linha 6

   Setor Educação. Participação da Linha 1 — Setor Juventude e AEC

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     4.000,00

   4.000,00

 

PROJETO 5.6.2:  Campanha da Fraternidade nas Escolas

Sistemática:       Assessoria à programação e realização da CF nas escolas; síntese dos relatórios das AECs Estaduais

Responsável:     AEC

Prazo:    1977, de fevereiro a maio

   1978

Custo:     -

 

PROJETO 5.6.3:  Reflexão sobre escola sistemática e escola paralela

Sistemática:       Grupo de trabalho

Responsável:     Setor Educação. Participação da Linha 6 — Setor MCS e AEC

Prazo:    1977, agosto

Custo:     6.000,00

 

SETOR AÇÃO SOCIAL

 

PROJETO 5.6.4:  Encaminhamento da programação de setores especiais de evangelização

Sistemática:       5 Encontros de responsáveis para estudo, reflexão e organização: pastoral do idoso, do menor, migrações, encarcerados, saúde

Responsável:     Linha 6

   Setor Ação Social. Participação da CRB e Linha 1 — Setor Ministérios

Prazo:    1977: Pastoral do idoso

               Pastoral do menor/8 e 9 de agosto;

               Pastoral das Migrações/10 e 11 de        dezembro

   1978: Pastoral de encarcerados: fevereiro

               Pastoral da saúde: abril

Custo:     40.000,00

   30.000,00

 

PROJETO 5.6.5:  Pastoral da mulher só e abandonada

Sistemática:       Avaliação e revisão dos grupos com atividade nesse Setor. Encontro nacional

Responsável:     Linha 6 — Setor Ação Social

Prazo:    1977

   1978

Custo:     -

   30.000,00

 

PROJETO 5.6.6:  Organização da pastoral do homem do mar

Sistemática:       Reflexão; organização. Encontro latino-americano

Responsável:     Linha 6  — Setor Ação Social

Prazo:    1977, de março a dezembro

   1978

Custo:     10.000,00

   10.000,00

 

PROJETO 5.6.7:  Reflexão sobre audiovisual a serviço da evangelização

Sistemática:       Encontro de peritos

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

Prazo:    1977, 5 e 6 de março

Custo:     25.000,00

 

PROJETO 5.6.8:  Avaliação da presença da Igreja nos MCS

Sistemática:       Encontro nacional

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

Prazo:    1978

Custo:     40.00000

 

PROJETO 5.6.9:  Subsídios para programas em datas significativas

Sistemática:       Grupo de trabalho

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

Prazo:    1977

   1978

Custo:     10.000,00

   10.000,00

 

PROJETO 5.6.10:            Prêmio Margarida de Prata ao melhor filme nacional

Sistemática:       Seleção por júri especial e organização da cerimônia da premiação

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

Prazo:    1977

   1978

Custo:     12.000,00

   15.000,00

 

PROJETO 5.6.11:            Cursos para responsáveis e produtores de emissoras católicas

Sistemática:       Curso de três dias

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

   Participação UNDA/BRASIL

Prazo:    1977, 20, 21 e 22 de abril

   1978

Custo:     14.000,00

   18.000,00

 

PROJETO 5.6.12:            Jornada sobre MCS

Sistemática:       Curso de oito dias para Bispos

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

   Participação da Linha 1 — Setor Ministérios

Prazo:    1977, 11 a 18 de maio

Custo:     25.000,00

 

PROJETO 5.6.13:            Prêmio para a melhor peça teatral do ano.

Sistemática:       Seleção por júri especial e organização da cerimônia de premiação

Responsável:     Linha 6 — Setor MCS

Prazo:    1978

Custo:     15.000,00

 

 

b)     Atividades Permanentes

 

SETOR EDUCAÇÃO

 

           Promover o entrosamento com a AEC, ABESC e outros organismos educacionais.

 

SETOR AÇÃO SOCIAL

 

           Articular os organismos autônomos de Ação Social.

           Organizar o fichário das Instituições de assistência, sob a administração da Igreja (assistência à saúde, ao idoso, ao menor).  Participação do CERIS e CÁRITAS.

           Ajudar a organização e o acompanhamento dos grupos de Institutos Religiosos que assumem setores especiais de evangelização (tais como pastoral do idoso, menor abandonado etc.).

 

 

SETOR MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

    Custos

 

1977

1978

         Fortalecer os Regionais através de visitas, contatos,           correspondência.

 

 

 

 

         Manter presença junto aos             organismos: nacionais e             internacionais (UCBC, UNDA,             SERPAL, OCIC)

 

 

 

8.000,00

 

 

 

10.000,00

         Incentivar os programas de        valor humano e espiritual       contato com scriptwriters.     autores etc.).

 

 

 

16.000,00

 

 

 

20.000,00

         Promover o estudo da    problemática do Teatro e do       Cinema.

 

 

10.000,00

 

 

12.000,00

         Assessorar as Emissoras             Católicas.

 

 

         Assessorar a criação de um      Centro de Produção.

 

7.000,00

 

10.000,00

         Executar o projeto da CF           77/78.

 

 

 

 

RESUMO DO ORÇAMENTO PARA 1977 e 1978

 

A.         ATIVIDADES GLOBAIS

 

1.         Assembléia Geral — 8 a 1712/1977

1975

1976

60.000,00

 

 

 

2.         Reuniões (10) da Presidência e da CEP. Conforme calendário aprovado

1975

1976

247.000,00

 

250.000,00

 

 

3.         Reuniões dos Bispos de cada Linha com os respectivos assessores, no 1.º dia das reuniões da Presidência e da CEP

1975

1976

 

 

 

4.         Reunião anual da Comissão Representativa 1977 — 16 a 22/11 — 1978

1975

1976

86.000,00

 

103.000,00

 

 

5.         Reunião anual da Comissão Nacional de Pastoral 1977 — 15 a 16/10 — 1978

1975

1976

30.000,00

 

40.000,00

 

 

6.         Encontro anual dos Subsecretários Regionais 27 e 28/5/1977

1975

1976

5.000,00

 

6.500,00

 

 

7.         Viagens aos Regionais

1975

1976

200.000,00

 

230.000,00

 

 

8.         Atividades emergentes

1975

1976

 

12.000,00

 

 

9.         Côngruas

1975

1976

700.000,00

 

840.000,00

 

 

Subtotal.

1975

1976

 

1.328.000,00

 

1.589.500,00

 

B.         ATIVIDADES PASTORAIS ESPECÍFICAS

 

1.         Programa I

1975

1976

96.000,00

 

43.000,00

 

 

2.         Programa II

1975

1976

45.000,00

 

106.000,00

 

 

3.         Programa III

1975

1976

140.000,00

 

138.000,00

 

 

4.         Programa IV

1975

1976

30.000,00

 

 

 

5.         Programa V

1975

1976

711.000,00

1.022.000,00

789.000,00

1.076.000,00

 

Subtotal.

1975

1976

 

1.022.000,00

 

1.076.000,00

 

C.         ADMINISTRAÇÃO.

1975

1976

 

2.350.000,00

 

 

 

TOTAL (A+B+C)

1975

1976

 

4.700.000,00

 

 

 

 

 

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Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Web site: www.cnbb.org.br