CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

14° PLANO BIENAL DE ATIVIDADES DO SECRETARIADO NACIONAL

 

1995/1998

 

 

APRESENTAÇÃO

 

O Plano Bienal contém as atividades do Secretariado Nacional de Pastoral da CNBB, das Dimensões e Setores a ela ligados, as Assessorias Específicas, assim como as reuniões ordinárias da Presidência e da CEP.

Muitos outros organismos ligados com a CNBB mantêm também amplos calendários de ação que não estão contidos neste Plano Bienal.

O 14º Plano Bienal fundamenta-se nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 1995-1998 (DGAEv), assume as propostas da Carta Apostólica do papa João Paulo II, Tertio Millennio Adveniente (TMA) e também as do Projeto de Evangelização da Igreja no Brasil Rumo ao Novo Milênio (PRNM). Com essas atividades, o Secretariado Geral deseja contribuir, efetivamente, na missão evangelizadora da Igreja e responder ao apelo do Papa de preparar a celebração do Grande Jubileu do ano 2000.

As atividades do Plano Bienal visam fundamentalmente ajudar os Regionais da CNBB, e as Dioceses mais necessitadas, na tarefa comum de evangelizar o povo de Deus, em nosso País.

A elaboração deste Plano percorreu caminhos semelhantes aos dos anteriores. A redação final, porém, apresenta algumas novidades. Em primeiro lugar, a história dos Planos Bienais. Estes são frutos maduros de projetos anteriores: Plano de Pastoral de Conjunto e Plano de Emergência. Há uma ligação clara entre eles, expressa nas orientações pastorais das Diretrizes.

Uma outra novidade é o desaparecimento das chamadas "Áreas de interesse comum", pois já estão suficientemente assumidas no conjunto das atividades do Plano. Os "Programas Conjuntos" são transferidos para a Dimensão ou Setor mais diretamente responsável por eles. O Setor ou Dimensão conta, muitas vezes, com a colaboração ou parceria de um ou vários Setores, Dimensões e Organismos.

Os "Programas Globais" permanecem com a mesma exigência de participação de todos: Dimensões e Setores, e de muitos outros Organismos e Instituições.

Ao apresentar este 14º Plano, fruto do trabalho da Presidência, da Comissão Episcopal de Pastoral e dos assessores, faço votos que todos assumam em conjunto a sua implantação, fortalecendo sempre mais a pastoral orgânica de toda a Igreja no Brasil, de modo especial entre o Secretariado Nacional e os Regionais da CNBB.

Que o trabalho de todos, fecundado pela graça de Deus, produza muitos frutos para a Igreja no Brasil, a fim de que, fiel aos apelos do Senhor neste final de século, possa entrar renovada no Terceiro Milênio que se aproxima.

 

Brasília, abril de 1998

 

Dom Raymundo Damasceno Assis

Secretário Geral da CNBB

 

 

I - SÍNTESE HISTÓRICA DOS PLANOS BIENAIS

 

    1.1. O planejamento pastoral

 

O planejamento pastoral constituiu-se num valioso instrumento pedagógico que a CNBB encontrou para animar e articular a ação pastoral em nível nacional e regional a partir das Igrejas locais, garantindo, ao mesmo tempo, a presença da Igreja numa sociedade em profundo processo de transformação. A experiência do planejamento pastoral teve início com o Plano de Emergência (1962), urgido pelo papa João XXIII, em pleno clima conciliar. Terminado o Concílio Vaticano II, a CNBB procurou adaptar-se aos novos horizontes eclesiais e gestou novas metas para sua práxis reunidas naquele que ela denominou de Plano de Pastoral de Conjunto (PPC - 1966-1970).

"As orientações do PPC, prorrogadas em 1970 e atualizadas no final de 1975, iluminaram o amplo projeto de renovação da Igreja em busca de uma Pastoral Orgânica ou de Conjunto. A partir de 1970 adotou-se uma sistemática de planejamento mais flexível. Buscou-se a unidade em nível nacional através das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil (1975), deixando-se a definição de planos para os Regionais e as Dioceses, apoiados por planos bienais dos organismos nacionais."1

Vale a pena, em linhas gerais, explicitar os passos que o episcopado nacional deu até chegar ao esquema atual de Diretrizes e Planos Bienais.

 

    1.2. Plano de Emergência

 

Contendo quatro partes (Plano de Emergência, Parte pastoral, Parte econômica, Anexos), o Plano de Emergência (PE) vai se tornar conhecido mais pela sua dimensão pastoral. Esta apresentava quatro áreas como sendo prioritárias para a atuação eclesial:

 

   Renovação paroquial

 

   Para uma renovação do Ministério Sacerdotal

 

   Renovação dos educandários

 

   Introdução a uma Pastoral de Conjunto

 

Segundo o episcopado nacional, o PE "foi um dos frutos mais abençoados da CNBB, suscitado pelo carisma profético de João XXIII. Como plano 'de emergência' seu objetivo principal era provocar um despertar generalizado e preparar a Igreja para uma profunda renovação" (PPC, p. 43). Porém, foram dois fatores externos ao PE que mais serviram para a mobilização da Igreja: o Movimento por um Mundo Melhor (MMM) — que visava o revigoramento da vida cristã e que contou com a aceitação unânime do episcopado nacional — e o Concílio Vaticano II.

Importante acentuar que no Plano de Emergência já há uma utilização do método da Ação Católica Brasileira (ACB): ver, julgar e agir. Parte de uma visão do papa João XXIII sobre os perigos mortais para a América Latina (naturalismo, protestantismo, espiritismo e marxismo). Porém, não a assume cegamente. Faz leitura crítica da atuação da Igreja e afirma: "Somos solícitos no combate ao comunismo, mas nem sempre assumimos a mesma atitude diante do capitalismo liberal. Sabemos ver a ditadura do Estado marxista, mas nem sempre sentimos a ditadura esmagadora do econômico ou do egoísmo nas estruturas atuais que esterilizam nossos esforços de cristianização".

Numa outra ordem de problemas, o PE afirma: "Perdura, de modo geral, o individualismo em nosso apostolado: salvo exceções honradíssimas, cada paróquia atua isolada, como isoladas costumam agir as dioceses". Podemos dizer que este é um grande desafio no qual todos os planos pastorais posteriores vão esbarrar. Parece ainda mais incrível e lamentável perceber que algumas mazelas pastorais enfocadas pelo PE permanecem tão atuais. Como exemplo: "Nossas paróquias, sempre admitindo exceções, estão longe de atingir todo o território paroquial. E não nos referimos tanto às paróquias rurais, onde por vezes as áreas são imensas: pensamos em paróquias de cidades, onde o não-atendimento à paróquia total é menos compreensível e menos perdoável".

Considerando que essa crítica tem mais de trinta anos, poder-se-ia perguntar: o atendimento à paróquia total é uma utopia irrealizável? O baixo nível de intervenção paroquial não advém da própria estrutura eclesial?

É notável também a atualidade das críticas que o PE apresenta em relação ao assistencialismo. Nele encontramos: "Vivemos em torno de realizações em si louváveis e de elevada benemerência, mas nem sempre dentro de uma hierarquia de valores — exigência maior em nossos dias. Cuidamos mais de abrir creches e patronatos do que combater as raízes do mal. Preocupamo-nos mais em distribuir alimentos, inclusive de Cáritas, do que de utilizá-los em favor da melhoria de nossas obras, como ponto de apoio para uma modificação de nossa estrutura socioeconômica".

O levantamento da realidade é bastante claro e crítico, e o PE é apresentado como a solução da Igreja para os problemas apresentados. Considerando todo o desenvolvimento da ACB, o PE parece não levá-la muito em conta. O PE acredita mais na solução clerical que laical. Centra sua estratégia de ação na reforma das estruturas eclesiais: renovação paroquial, renovação do ministério sacerdotal, renovação dos educandários e introdução de uma pastoral de conjunto.

Embora se constatem inúmeras deficiências no PE, ele representa, sem dúvida, um passo significativo da Igreja no que diz respeito à proposta de pastoral de conjunto no nosso país. Sabemos, porém, até mesmo por experiência, que suas metas não foram alcançadas. O Brasil, no que pese mais de trinta anos do PE, nunca conseguiu renovar realmente as paróquias e nem uma efetiva pastoral de conjunto. Sem contar que ainda estamos às voltas com a renovação da postura da Igreja no campo educacional. O PE teve, assim mesmo, o mérito de trazer à tona uma série de pontos nevrálgicos da caminhada eclesial no Brasil.

 

    1.3. Plano de Pastoral de    Conjunto (PPC 1966 -1970)

 

    1.3.1.  Foi aprovado na VII Assembléia Geral Ex-traordinária da CNBB, reunida em Roma, durante os três meses da última sessão conciliar. Traz, no início, um trecho da Exortação de Paulo VI ao episcopado latino-americano, por ocasião do X aniversário do CELAM (24.11.65), sob o título de "A ação pastoral na América Latina".

Para sentir o clima da Igreja na época, vale a pena ressaltar alguns tópicos desta Exortação:

 

   "A comunidade católica latino-americana vive em estado de debilidade orgânica quer no campo da doutrina, quer no da prática; falta de sacerdotes; desproporções na distribuição do clero; ineficiência das estruturas pastorais em relação às exigências da vida moderna nos centros urbanos; problema de terras ociosas da Igreja".

 

   Por outro lado, a exortação destaca alguns pontos positivos da caminhada eclesial do continente latino-americano.

 

   "No conjunto, a Igreja vive em um clima de liberdade e de paz propício a um profícuo trabalho; representa a maior força capaz de salvar o continente, com o prestígio social e moral que possui". Ressalta o necessário espírito de confiança e coragem para o empreendimento apostólico. "...seria prejudicial cair num estado de timidez, de medo e falta de confiança, que desarma e constrange, mesmo nos melhores homens, o ímpeto requerido para um difícil trabalho construtivo".

 

Chama a atenção sobre o necessário "aggiornamento" e, por fim, apresenta três critérios de ação:

 

1. Caráter extraordinário da ação pastoral "pelo empenho sério e profundo (sic) pelas formas de ação decididas e rápidas que se colocarão em movimento para tornar mais difundido o Evangelho e pelo emprego dos homens aos quais se recorrerá";

 

2. Unitário: "como os problemas de hoje são gerais, requerem soluções de conjunto". Conseqüente valorização de órgãos colegiais;

 

3. Planificado: evitar acomodação e empirismo, definir prioridades, criar secretariados de coordenação.

 

    1.3.2.  O PPC é, sem sombra de dúvida, muito mais importante que o PE para as considerações históricas sobre o planejamento pastoral da Igreja. Muitos já falaram e escreveram sobre ele, tentarei aqui realizar apenas, em forma de ementas, umas considerações sobre alguns comentários já publicados.

 

    1.3.3.  O PPC tinha por objetivo "criar meios e condições para que a Igreja do Brasil se ajuste, o mais rápida e plenamente possível, à imagem do Vaticano II".

 

Inaugurou o esquema das seis "linhas pastorais" às quais deu o nome de seis objetivos específicos da ação da Igreja ou de "linhas fundamentais de trabalho". Assim foram redigidas:

 

"Promover:

 

uma sempre mais plena unidade visível no seio da Igreja Católica;

 

a ação missionária;

 

a ação catequética, o aprofundamento doutrinal e a reflexão teológica;

 

a ação litúrgica;

 

a ação ecumênica;

 

a melhor inserção do povo de Deus, como fermento na construção de um mundo segundo os desígnios de Deus".

 

    1.4. Conclusão sobre o PE e o PPC

 

Enquanto o primeiro acentuava as dimensões da estrutura eclesial interna, reforçando o aspecto da comunhão; o segundo, sem descurar deste aspecto, dava um forte enfoque à dimensão da missão (conferir as linhas de ação da Igreja). Esse binômio, comunhão e missão, tem se tornado um pólo freqüente na ação evangelizadora da Igreja.

O PPC, através de seu objetivo geral, deixa perceber, claramente, a concepção conciliar da Igreja como mistério de comunhão trinitário. As linhas de trabalho explicitam os grandes documentos do Concílio: Lumem gentium (L1), Ad gentes (L2), Dei verbum (L3), Sacrosanctum concilium (L4), Unitatis redintegratio e — Nostra aetate (L5), Gaudium et spes (L6).

Durante o tempo da ditadura militar, a Igreja foi encontrando meios de vivenciar sua missão como presença crítica na sociedade. Essa sua opção às vezes favorecia a comunhão, às vezes desvelava conflitos internos. Iniciada a distensão na sociedade civil, com ampliação de canais de participação nas decisões políticas do país, a Igreja iniciou um processo de demasiada preocupação consigo mesma, em detrimento do seu que-fazer pastoral, de sua presença pública.

Essa tensão é sadia, desde que se crie um clima favorável para buscas de novos caminhos evangelizadores. É certo que supõe um bom nível de maturidade eclesial, calcado em estruturas que favoreçam o diálogo e a mais ampla participação.

 

    1.5. Uma mudança importante: Diretrizes em lugar de Plano Nacional

 

A 14ª Assembléia (novembro de 1974) decidiu fazer uma mudança significativa: do PPC (Plano de Pastoral de Conjunto) se passou para as Diretrizes da ação pastoral da Igreja no Brasil 1975/1978 (DG), mantendo o mesmo espírito do PPC. A diferença está em que "agora não se pensa mais no fazer sincronização entre os diversos níveis de planejamento (nacional, regional e diocesano) ou paralelismo organizativo-estrutural entre os mesmos; nem se propugna uma identidade de técnicas. Mantém-se, porém, o esquema dos Planos Bienais, em vigor desde 1971".

 

    1.6. Origem dos Planos Bienais

 

"A CNBB, na sua Décima Assembléia Geral (São Paulo, 19-30 de julho de 1969), decidiu: 1) prosseguir a aplicação do processo de planejamento à pastoral; 2) manter o quadro de referências para elaboração de diretrizes e coordenação pastoral, isto é, a formulação dos objetivos geral e específicos da ação pastoral e respectivas linhas de ação; 3) elaborar diretrizes pastorais e promulgá-las, não de uma só vez, mas em sucessivas assembléias, na medida das necessidades e possibilidades; 4) fazer elaborar, pelos organismos executivos nacionais, programas bienais de atividades, sem que necessariamente devam ser levados ao público".2

Na mesma Assembléia surgiu a CEP (Comissão Episcopal de Pastoral), órgão executivo colegiado, que será composta de tantos bispos quantas linhas de ação pastoral.

 

    1.6.1. O 1º Plano Bienal

 

Nasceu da Décima Assembléia Geral da CNBB (SP, 1969) mas só foi aprovado pela Comissão Representativa em agosto de 1971. Já no começo se define a sua natureza: "As atividades propriamente ditas de coordenação e assessoria da CNBB deverão ser programadas de forma flexível e orgânica. Poder-se-á adotar a fórmula de planos bienais submetidos à aprovação do órgão de Direção executiva da CNBB. Os planos bienais não constituirão Novos Planos de Pastoral de Conjunto da Igreja do Brasil, que suporiam a elaboração das Diretrizes no seu conjunto, mas serão simples instrumentos de operação dos organismos responsáveis pela sua execução".3

 

    1.6.2. O 2º Plano Bienal

 

Traz uma inovação sistemática de relevo: a adoção de objetivos globais. E, além disso, define os órgãos responsáveis pela execução.4 Os objetivos globais são uma espécie de mediação entre "os objetivos gerais e os projetos operacionais dos antigos secretariados, e mais recentemente, das linhas de ação"5 "que se constituem em metas a serem atingidas, não só por esta ou aquela linha de ação ou setor, mas pelo conjunto dos organismos nacionais, através da ação orgânica e solidária de todos". Novo chamado à co-responsabilidade e articulação de todos os organismos executivos!

 

    1.6.3. Os Planos Bienais 3º, 4º, 5º e 6º

 

Mantém uma estrutura semelhante ao segundo, só acrescentando algumas prioridades pastorais, seguindo as propostas pastorais da Conferência de Puebla (no quinto) ou à visita do Papa em 1980 (no sexto).

 

    1.6.4. O 7º Plano Bienal

 

É bem mais volumoso. Está inspirado nas DG do período 1983-1986, que redefiniram o objetivo geral. Consta de nove programas. A novidade está nos programas sétimo e oitavo. O sétimo contempla algumas situações pastorais julgadas urgentes (onze, ao todo), a partir de critérios determinados. O programa oitavo refere-se a destaques (seis), indicados na Assembléia de abril de 1983.

 

    1.6.5.  Os Planos Bienais 8º,o 9º e o 10º Plano Bienal (1989-1990)

 

Foram elaborados mediante um amplo processo participativo dos Regionais e dos serviços de coordenação e assessoria.

No 8º PB introduziu-se uma novidade: os "Programas Conjuntos", a serem promovidos, na medida do possível, por todos, porque tratam de aspectos que necessitam de maior colaboração para serem realizados, dando maior oportunidade de entrosamento e participação entre os agentes de pastoral de nível nacional e regional. Esses programas são de três tipos: de reflexão, de formação e de atuação. No 9º PB, estes Programas Conjuntos ("Eclesiologia integral" e "Igreja, Evangelização e Cultura" e Campanha da Fraternidade), certamente, ganharam em abrangência e importância.

 

    1.6.6. O 11º Plano Bienal (1991-1992)

 

Mantém a mesma estrutura básica. Porém, a sua fonte de inspiração são as DG 1991-1994, emanadas da 29ª AG, que produziram uma virada muito significativa na orientação geral da ação pastoral no Brasil. Elas levam em conta primordialmente os problemas relativos às culturas e, em especial, a cultura moderna.

Houve uma mudança de nome: os Programas Conjuntos são chamados de Programas Globais, mantendo-se o mesmo sentido. São três e estão ligados com a Campanha da Fraternidade, a necessidade de implementar as DG e com a celebração da Conferência de Santo Domingo (preparação, participação e conseqüências pastorais).

 

    1.6.7. O 12º Plano Bienal (1993 - 1994)

 

Cobre o segundo biênio das DG 1991-1994. A inovação está nas denominadas "áreas de interesse comum" e a explicitação das tarefas de consultorias e assessorias especiais. Os programas globais (três), além da CF, contemplam a divulgação e aprofundamento da Conferência de Santo Domingo e a "presença pública da Igreja na sociedade".

As "áreas de interesse comum" são ponto de referência constante, horizonte e posicionamento para todos os projetos e programas, tanto globais como das dimensões e setores. A par disso possibilitam ainda programas conjuntos, assumidos por duas ou mais dimensões. Diferentemente dos Programas Globais não se definem por uma série de projetos a serem assumidos por todos. Elas emergem seja das DG seja do Documento de Santo Domingo. São três: a inculturação, a formação e a questão urbana.

 

    1.6.8. O 13º Plano Bienal (1996-1997). Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAEv)

 

Mantém a mesma estrutura do anterior. Inclui, porém, uma pequena ruptura temporal. Na reunião da CEP de dezembro de 1994, houve a decisão de prorrogar o 12º PB (1993-1994) e só elaborar o 13º PB após a aprovação das DG para o quadriênio 1995-1998.

Como sempre, o PB tenta responder aos apelos das Diretrizes. Em 1995, houve mudança significativa nas DG, claramente expressa na troca do qualificativo da ação da Igreja, que passa de pastoral para evangelizadora: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 1995-1998. Essa mudança quer expressar algo bem significativo: a necessidade de intensificar a missionariedade da Igreja, que deve dirigir sua ação a todos os ambientes e não apenas ao atendimento do próprio rebanho.

O hoje da Igreja Católica no Brasil é um tempo difícil e desafiador. As DGAEv, olhando a realidade do País, destacaram os seguintes desafios: 1. Mudanças socioeconômicas recentes; 2. Mudanças culturais; 3. Crise ética e 4. Pluralismo religioso.6 A resposta deve ser uma ação evangelizadora, cujas exigências fundamentais foram formuladas assim: inculturação; serviço e participação na transformação da sociedade pelo bem dos pobres; diálogo com as culturas e as outras religiões; anúncio do Evangelho; e testemunho da comunhão eclesial.7

 

    1.6.9. O 14º Plano Bienal (1998 - 1999)

 

O atual Plano Bienal continua tomando sua inspiração das DGAEv 1995-1998. Assume também o Projeto Rumo ao Novo Milênio (PRNM), um programa amplo de evangelização, inspirado nas DGAEv e na exortação apostólica do papa João Paulo II "Tertio Millennio Adveniente. Contém pequenas modificações com respeito ao anterior. As principais são o desaparecimento das chamadas "Áreas de Interesse Comum" e a transferência dos chamados Projetos Conjuntos para a Dimensão ou Setor que se responsabiliza mais diretamente por cada projeto, contando sempre com a parceria de outros Setores ou Dimensões.

 

    1.7. Responsáveis pelos Planos Bienais

 

São "responsáveis imediatos pela execução do plano (a responsabilidade última cabendo à CEP): o secretário geral, em nome da CEP; um quadro de assessores para as diversas linhas; uma equipe de planejamento e coordenação, presidida pelo secretário geral, que promove e acompanha detalhadamente a execução, através de reuniões semanais".8

 

    1.8. Conjuntura política e eclesial

 

Todo esse período de busca de uma ação pastoral mais articulada da Igreja no Brasil conheceu momentos difíceis da conjuntura política do País — de 1964 até 1984, o longo período da ditadura militar. Da parte da instituição eclesiástica, conheceu-se momentos ricos e inspirados como os das Conferências Gerais do Episcopado Latino Americano em Medellín (1968) e Puebla (1979); a publicação da mais significativa carta apostólica dos últimos tempos, Evangelii Nuntiandi (1975); três visitas do papa João Paulo II, em 1980, em 1991 e 1997.

 

 

II - PROGRAMAS GLOBAIS

 

        O que são Programas Globais?

 

Entendemos por Programas Globais um conjunto de atividades do Secretariado Nacional, decorrentes das DGAEv, que, por transcenderem os objetivos específicos de uma Dimensão, de um Setor ou de uma Pastoral e incidirem em toda ação evangelizadora, exigem a participação conjunta de todos os assessores e a colaboração de muitas outras pessoas e entidades.

 

    2.1. Implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e do Projeto Rumo ao Novo Milênio

 

Mais importante que a produção de um documento é a sua recepção. Entendemos por recepção o processo de assimilação vital, por parte do organismo eclesial, de verdades e normas emanadas de instâncias superiores. Segundo a definição de Congar, é "o processo segundo o qual o corpo eclesial faz verdadeiramente sua uma determinação que ele não se tinha dado a si mesmo, reconhecendo na medida promulgada uma regra que convém à sua vida.

Não se trata de uma simples obediência, e sim de um amém litúrgico e vital, através do qual a comunidade faz seu um dado eclesial, seja este a primeira ou uma nova evangelização, uma normatização concreta, a aceitação do cânon da Escritura, uma prática litúrgica, um concílio ou o testemunho de santidade de um irmão na fé".9 É ela que determina o seu destino e a eficácia de uma ação eclesial.

Consciente disso, o episcopado nacional, ao elaborar um Plano de Pastoral para o Brasil, sempre cuidou de determinar quais as instâncias que o viabilizariam. Desde o Plano de Pastoral de Conjunto, a CNBB vem trabalhando com projetos, programas e planos para a implementação de suas Diretrizes. As atividades previstas em cada dimensão constituem um projeto, quando alguém se propõe assumi-las e realizá-las, definindo responsabilidade, prazos, custos etc. Um grupo de projetos reunidos sob o mesmo critério constitui o que chamamos um programa. O conjunto de dois, três, quatro ou mais programas constitui um plano.10

Os Planos Bienais, desde o princípio, quiseram significar o esforço conjunto dos Organismos Nacionais e, mais tarde, do Secretariado Nacional de Pastoral, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, de favorecer, de fato, uma ação articulada de todas as dimensões ou linhas, evitando uma possível departamentalização. Porém, os Planos Bienais nunca quiseram ser um plano de pastoral para a Igreja no Brasil (cf. a primeira parte deste texto).

Este 14º PB, no entanto, reveste-se de um caráter bem singular. Além de continuar com seu objetivo, no que diz respeito à implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, tem a missão de também tornar viável o Projeto de Evangelização Rumo ao Novo Milênio. Este é fruto de uma reflexão do episcopado nacional sobre as perspectivas da Igreja, neste final de milênio, à luz da carta apostólica do papa João Paulo II, Tertio millennio adveniente (1994).

O eixo principal tanto das Diretrizes quanto do Projeto Rumo ao Novo Milênio está no conceito de evangelização que se pretende inculturada e integral. A evangelização inculturada com suas exigências intrínsecas — serviço, diálogo, testemunho da comunhão e anúncio — oferece a grande oportunidade de uma práxis eclesial mais articulada e abrangente. É lógico que sempre se corre o risco de interpretar cada exigência de maneira autônoma e separada. Contudo, é bom deixar claro que essa visão conspira contra o objetivo maior do PRNM.

Como bem expressou o Documento do Secretariado para os Não-Cristãos de 1984,11 "serviço" já é evangelização, "diálogo" já é evangelização, como são evangelização o "anúncio" ou o testemunho da "comunhão".

Assim sendo, todas as atividades, projetos e programas contidos neste 14º PB se destinam a colocar em marcha o grande Projeto de Evangelização aprovado pelos Bispos do Brasil presentes na 34ª Assembléia Geral da CNBB (1996).

 

    Avaliações

 

Da avaliação que a CNBB fez das "Diretrizes Gerais de 1991-1994", realizada no segundo semestre de 1994, junto às Dioceses, às Congregações Religiosas e a outras Instituições católicas, emergiram alguns desafios para a práxis eclesial que influenciaram a produção das atuais "Diretrizes Gerais de 1995-1998", bem como do PRNM. Dentre os desafios, percebeu-se que, embora a grande maioria das dioceses tenha assumido as Diretrizes, aplicaram mais os pontos referentes à sua vida quotidiana. Faltava o elã missionário. Quanto à dimensão do ecumenismo e do diálogo religioso, as dioceses revelaram não ter qualquer iniciativa. Nenhuma a assumiu como prioridade.

Interrogadas sobre as situações da realidade diocesana que merecem mais atenção nos próximos anos, as 139 Dioceses que responderam ao questionário apontaram: Formação (40), Dimensão comunitário-participativa (22), Urbanização e evangelização da cidade (20), Pobreza crescente e excluídos (17), Dimensão bíblico-catequética (16), Família e Juventude (14 cada), Mundo do trabalho, desemprego, Comunicação e MCS (11 cada).

Após dois anos de DGAEv e um ano de caminhada do PRNM, na 35ª AG da CNBB (1997) foi realizada a primeira avaliação nacional do PRNM com os bispos. Dela surgiram algumas constatações alvissareiras e outros desafios.

 

No campo das realizações:

 

1. A avaliação revelou que quase todas as dioceses assumiram o Projeto (o PRNM). Houve uma ou outra exceção;

 

2. As atividades sugeridas no texto-base do PRNM foram bem aceitas: pesquisas paroquiais; organização de comissões do PRNM em nível diocesano e local, formação de agentes e evangelizadores; lançamento do Projeto em 1º de dezembro de 1996; distribuição dos subsídios; realização de formação bíblica e das atividades litúrgicas, de acordo com os tempos próprios: Advento, Novena de Natal, Festas natalinas, Quaresma, Campanha da Fraternidade, Tempo Pascal; estudos sobre o evangelho de Marcos e o Batismo.

 

Foram relatadas ainda uma série de iniciativas locais muito ricas e criativas. Tudo isso comprova que a implementação do PRNM vem surpreendendo, positivamente, à quase totalidade de nossa Igreja.

 

Na linha dos desafios, destacaram-se:

 

1. Manter a produção, com qualidade e quantidade, dos subsídios nacionais, observando uma maior antecedência e melhor divulgação dos mesmos. Também foi sugerido que se invista mais em subsídios audiovisuais (vídeos etc.) e mais uso dos MCS (TV, rádio, imprensa...);

 

2. Transformar as comunidades eclesiais em comunidades evangelizadoras, missionárias;

 

3. Dificuldade de atingir as pessoas que estão afastadas.

 

4. Integrar melhor no processo de evangelização as atividades no campo do "serviço" e das pastorais sociais;

 

5. Incrementar a dimensão ecumênica, sobretudo na preparação da Campanha da Fraternidade do ano 2000;

 

6. Desencadear um processo real de formação de evangelizadores, capazes de responder aos apelos de uma realidade tão complexa e que muda rapidamente.

 

Comparando as duas avaliações, percebe-se que houve já uma tentativa de superação dos problemas e lacunas detectados na avaliação das Diretrizes.

Isso, por um lado, anima a todos os organismos e dimensões da CNBB a continuarem no esforço de implementação das DGAEv e do PRNM; por outro, cobra maior responsabilidade para que não se caia na tentação da departamentalização ou segmentarização das dimensões e setores. Este 14º PB tenta dar um passo mais significativo na direção de um trabalho melhor articulado e mais eficaz.

 

    2.2. Campanha da Fraternidade

 

Uma das mediações privilegiadas da evangelização no Brasil é, há 35 anos, a Campanha da Fraternidade, que ocorre anualmente no período da Quaresma. A partir de um tema específico e de um lema, traduzidos em ricos subsídios de apoio, a CF mobiliza a reflexão, a oração e a ação dos fiéis, no processo de conversão e de seguimento de Jesus. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa.

É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de uma verdadeira pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não-cristãs. A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

A Campanha da Fraternidade tem objetivos permanentes: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

No ano de 1998, a CF tem como tema "Fraternidade e Educação" e como lema "A serviço da vida e da esperança". A de 1999 tratará do desemprego, com o tema "Fraternidade e os desempregados" e o lema "Sem trabalho... por quê?".

 

2.3. Curso para as coordenações diocesanas

    de pastoral

   

Os cursos realizados anteriormente deram um ótimo resultado, o que revelou a necessidade e o valor deles. O 13° Plano Bienal concretizou a sugestão de que fossem realizados por regiões. Eles têm como objetivo refletir sobre as experiências de coordenação dos participantes e propiciar uma maior capacitação em vista de uma ação evangelizadora mais orgânica. Os coordenadores agilizam, organizam, coordenam e articulam a pastoral de conjunto na diocese. Esses cursos oferecem a oportunidade de uma reciclagem teológico-pastoral e a possibilidade de assumir em conjunto as tarefas da evangelização.            Para os próximos dois anos a proposta é buscar nova configuração e novo impulso ao ministério da coordenação. Este objetivo geral se desdobra em outros, definidos como específicos: possibilitar atualização teológico-pastoral dos coordenadores diocesanos de pastoral; refletir a ação pastoral a partir da prática do ministério da coordenação; possibilitar a convivência e a troca de experiências entre as coordenações diocesanas, a partir do PRNM; e proporcionar oportunidade de animação e articulação das equipes de coordenação pastoral.

 

    2.4. Formação de evangelizadores

 

O Projeto de Evangelização da Igreja no Brasil Rumo ao Novo Milênio, em profunda sintonia com as DGAEv, constata a urgência da formação dos evangelizadores para garantir a eficácia na missão da Igreja: anunciar ao mundo a Boa Nova de Jesus Cristo, transformando as realidades terrestres e antecipando a chegada do Reino de Deus. De fato, o "Projeto de Evangelização Rumo ao Novo Milênio só alcançará seus objetivos se mobilizar um grande número de evangelizadores" (PRNM, 180).

Por isso, a formação dos evangelizadores constitui-se num programa global deste 14º Plano Bienal e é de responsabilidade de todas as dimensões da CNBB.

Assim, o PRNM está pensado no sentido de imprimir em todas as suas atividades uma dimensão formativa (cf. PRNM, 181). Os inúmeros subsídios elaborados e em elaboração estruturam, no seu conjunto, um programa de formação que visa ajudar os novos evangelizadores a articularem melhor a fé e a vida, em todos os seus aspectos. Serão incentivadas as iniciativas que levem em conta a própria experiência dos novos evangelizadores, favorecendo a ampliação do processo de educação na fé, que tem como ponto de partida a conversão pessoal ao Evangelho.

Enfim, "em todas as atividades de formação é imprescindível visar o 'efeito multiplicador', de modo que os novos evangelizadores possam, por sua vez, suscitar e formar outros agentes da evangelização" (cf. PRNM, 186).

 

    2.5. IV Assembléia Nacional dos Organismos do Povo de Deus

 

As Assembléias Nacionais dos Organismos do Povo de Deus entram já na sua quarta convocação. A primeira foi realizada em 1991 (junho); a segunda, em 1993 (outubro); e a terceira, também em outubro, em 1995. E a quarta foi marcada para os dias 10 a 12 de outubro de 1998, por acordo dos Presidentes dos Organismos do Povo de Deus (CNBB, CRB, CNC, CNL, CND e CNIS).

São objetivos destas Assembléias vivenciar a comunhão, aprofundar a consciência de co-responsabilidade e exercer melhor a colegialidade na ação pastoral e evangelizadora.

As tarefas concretas das Assembléias tiveram sempre como pontos de referência a ação pastoral — evangelizadora da Igreja, a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral/Evangelizadora da Igreja do Brasil, e os compromissos concretos assumidos por cada organismo para a implementação das orientações e propostas pastorais.

Assim, a primeira Assembléia tratou das Diretrizes, aprovadas meses antes na Assembléia dos Bispos em Itaici, e contribuiu para a elaboração do Objetivo Geral. A segunda se debruçou sobre as orientações emanadas da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano em Santo Domingo. E a terceira trabalhou sobre as novas Diretrizes e os projetos e iniciativas para a celebração do Jubileu do Ano 2000.

Para a próxima reunião ainda não está pronta a pauta de trabalho, mas possivelmente incluirá temas como a evangelização num mundo pluralista, o lugar público da Igreja, a Igreja e a comunicação, o diálogo... Terá, também, de aperfeiçoar o processo de avaliação das Diretrizes atuais e dar sugestões para a elaboração das novas. E levantar sugestões para continuar o trabalho de evangelização após o fim do PRNM, em 1999. Também deverão ser levantadas propostas para as celebrações do ano 2000.

 

 

III - PROGRAMAÇÃO DAS DIMENSÕES

 

     3.1. Dimensão comunitária e participativa

 

A dimensão comunitária e participativa é a vocação própria da Igreja e visa a concretização do testemunho da comunhão.

Esta dimensão nasce da Trindade, fonte e modelo da Igreja toda ministerial. "Enquanto procede do Pai, o ministério é dom a ser recebido com humilde abertura. Mediado pelo Filho, o ministério é sempre um serviço filial ao Pai e fraternal aos irmãos, à semelhança da atitude de vida do Filho Jesus, que não veio para ser servido mas para servir. Dado e recebido no Espírito, o ministério é um evento do amor que cria a comunhão entre Deus e o mundo e entre as criaturas do Amor".

É tarefa desta dimensão o incentivo e a animação dos ministérios ordenados e não-ordenados em vista de uma crescente comunhão no todo do corpo eclesial.

 

    3.1.1.  Setor vocações e ministérios (svm)

 

O SVM ocupa-se da formação e articulação dos agentes da Pastoral Vocacional-PV, dos seminaristas, presbíteros, diáconos, dos ministérios de leigos e trabalha em profunda comunhão com a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil-OSIB, a Comissão Nacional de Diáconos-CND e a Comissão Nacional do Clero-CNC, colaborando com a formação inicial e permanente dos ministros ordenados.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Encontros dos representantes regionais da PV e dos Grupos de Assessoria Vocacional - GAV.

 

-   Reuniões anuais do GAV.

 

-   Cursos para formadores de seminários.

 

-   Assembléia Geral da OSIB, em janeiro de 1999.

 

-   Atualização do Catálogo dos Seminários do Brasil.

 

-   Cursos regionais de formação permanente para diáconos permanentes.

 

-   Encontros e reuniões da Comissão Nacional de Presbíteros.

 

-   Encontros para orientadores de retiros.

 

-   Cursos  regionais   de   formação   permanente   para presbíteros.

 

-   Cursos para novos bispos.

 

-   Reuniões dos organismos ligados ao setor.

 

-   Encontros periódicos dos assessores com o bispo responsável do setor.

 

-   Participação nas reuniões do Departamento de Vocaciones y Ministerios - DEVYM e da Osganización de los Seminarios Latino Americanos - OSLAM.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. II Congresso Nacional de Diáconos

 

OBJETIVO

Congregar os diáconos e suas esposas para rever e fortalecer a caminhada do diaconato permanente.

JUSTIFICATIVA

Os diáconos se reúnem para partilhar experiências, avaliar o exercício do ministério e, nesta ocasião, estudarão as Diretrizes Básicas do Diaconato Permanente da Igreja no Brasil e elegerão a nova diretoria da CND.

RESPONSÁVEIS

CND, Comissões Regionais de Diáconos e SVM.

PRAZO

24 a 28 de fevereiro de 1999.

 

2. Congresso Nacional da Pastoral Vocacional

 

OBJETIVO

Aperfeiçoar a metodologia da PV tendo presente as exigências da evangelização inculturada e a ação de uma Igreja toda vocacional e ministerial.

JUSTIFICATIVA

Necessidade de se promover uma consciência nacional da PV com seu objetivos e métodos adequados ao PRNM.

RESPONSÁVEIS

Setor Vocações e Ministérios, Grupo de Assessoria Vocacional e Instituto Pastoral Vocacional.

PRAZO

2 a 5 de setembro de 1999.

 

3. 3º Encontro Nacional sobre o Curso Propedêutico

 

OBJETIVO

Avaliar a caminhada do "Período Propedêutico" em nível nacional, trocar experiências e incentivar sua implantação em todas as Igrejas locais do país.

JUSTIFICATIVA

É um processo que vai se tornando realidade na maioria das dioceses e congregações religiosas. É desejo do Setor de Vocações e Ministérios da CNBB fortalecer este período da formação dos futuros presbíteros, como um tempo de discernimento vocacional e de aprimoramento dos estudos.

RESPONSÁVEIS

Setor Vocações e Ministérios e OSIB.

PRAZO

Segundo semestre de 1999.

 

4. Encontro dos Professores de Ecumenismo dos

Institutos Teológicos

 

OBJETIVO

Reunir os professores de Ecumenismo dos Institutos —  Teológicos do Brasil para elaborar o curso especial de ecumenismo e refletir sobre a dimensão ecumênica das disciplinas teológicas.

JUSTIFICATIVA

Proporcionar aos futuros presbíteros a capacitação necessária para enfrentar os desafios do pluralismo cultural e religioso do mundo contemporâneo e para orientar o povo de Deus pelos caminhos da unidade.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e Dimensão ecumênica.

DATA

24 a 26 de fevereiro de 1998.

 

5. Elaboração das Diretrizes Básicas do Diaconato Permanente

 

OBJETIVO

Elaborar as Diretrizes Básicas para a vida, a formação e o ministério do diaconato permanente.

JUSTIFICATIVA

Atualmente, cada diocese possui suas orientações próprias. Por isso faz-se necessário estabelecer orientações comuns para este ministério que está crescendo em algumas dioceses e em fase de implantação em outras.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e Comissão Nacional de Diáconos.

PRAZO

Até o fim do primeiro semestre de 1999.

 

7. 7º ENP - Encontro Nacional de Presbíteros

 

OBJETIVO

Congregar presbíteros representantes de todas as dioceses do Brasil para refletir sobre uma temática relacionada aos presbíteros, a fim de compreender os desafios da realidade, apontar pistas pastorais, situar o ministério do presbítero, de modo a estimular sua realização pessoal e promover instrumentos para apoiar a vida e ministérios dos presbíteros.

JUSTIFICATIVA

Os ENPs acontecem de dois em dois anos. Participam além da CNC, responsável pelo evento e acompanhamento direto do Setor Vocações e Ministérios da CNBB, delegados eleitos pelos respectivos presbíteros, assessores e convidados de vários organismos como: OSIB, CND, CRB, CNL, e ainda os bispos que acompanham as CRCs (Comissões Regionais do Clero). Os ENPs têm trazido muita riqueza para os presbíteros do Brasil, porque a preparação e o resultado dos mesmos envolvem os regionais e as dioceses, em encontros subseqüentes. Constituem uma verdadeira oportunidade de formação permanente.

RESPONSÁVEL

Comissão Nacional do Clero e Setor Vocações e Ministérios.

DATA

3 a 8 fevereiro de 1998

 

7. 7º Curso Nacional de Formação Permanente dos Presbíteros

 

OBJETIVO

Reunir presbíteros de todos os Regionais para estudar diversos temas visando a renovação da vida, formação e ministério presbiteral.

JUSTIFICATIVA

Os desafios permanentes da realidade e as rápidas e profundas mudanças em curso exigem do presbítero um processo permanente de atualização teológico-pastoral.

RESPONSÁVEIS

Setor Vocações e Ministérios e Comissão Nacional do Clero.

DATA

De 30 de junho a 31 de julho de 1997.

 

    3.1.2. Setor Leigos

 

O Setor Leigos faz parte da Dimensão Comunitária e Participativa e tem por objetivo acompanhar e assessorar os trabalhos pastorais que envolvem os "protagonistas da nova evangelização, da promoção humana e da cultura cristã", segundo Santo Domingo. O Setor preocupa-se com a reflexão sobre os "ministérios e serviços que possam ser exercidos por leigos, de acordo com a necessidade da evangelização", mas centra seus esforços na atuação desta parcela do Povo de Deus, que é sua maioria, na transformação do mundo (cf. SD 94, 97 e 101). Trabalha em profunda comunhão com o Conselho Nacional de Leigos, sob a inspiração dos mais recentes documentos do Magistério (Evangelii Nuntiandi, Christifideles Laici, Santo Domingo, e Tertio Millennio Adveniente) e em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e o Projeto Rumo ao Novo Milênio.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Articulação com as demais dimensões e setores da CNBB.

 

-   Formação dos Conselhos Diocesanos de Leigos, com estudos sobre sua identidade e autonomia.

 

-   Estudos sobre atribuições ministeriais dos leigos e leigas na Igreja atendendo à sua específica índole secular.

 

-   Fomentar a ação dos leigos diante de um povo que carece de escola, que passa fome, que recebe baixos salários, que é vítima da ação de políticos desinteressados pelo bem comum, que não tem acesso à informação verdadeira dos fatos, enfim, que está excluído em sua maioria.

 

-   Vários projetos conjuntos com Setores e Pastorais afins aos objetivos da programação do Setor de Leigos.

 

-   Cursos para evangelizadores e multiplicadores de formação a partir de quatro grandes regiões pastorais do país ("Nortão", "Nordestão", "Centrão" e Sulão").

 

-   Publicação e acompanhamento ao jornal dos leigos "Terceira Hora".

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Cidadania e Ação Político-Cultural

 

OBJETIVO

Oferecer aos cristãos leigos e leigas dos Regionais, dos movimentos, das pastorais, dos grupos diversos, a oportunidade de participarem da vida da sociedade civil pela ótica da ação político-cultural como missão que se faz específica pela sua índole secular.

JUSTIFICATIVA

A participação do cristão leigo no projeto de Jesus se faz de modo específico, ou seja, pela sua índole secular. É parte fundamental desse projeto a construção da sociedade, passando pela ação política e pela ação cul-tural.

RESPONSÁVEL

Setor Leigos e Conselho Nacional de Leigos e Leigas.

PRAZO

Durante todo o ano de 1998.

 

2. Informação e Formação de Opinião junto aos Leigos

 e Leigas

 

OBJETIVO

Possibilitar que os cristãos leigos tenham acesso à informação necessária à sua ação evangelizadora e possam, a partir daí, formar opinião abalizada sobre a vida da sociedade e da Igreja do Brasil e do mundo, assim como dispor de um "fórum" onde possam manifestar as próprias opiniões decorrentes de sua missão específica.

JUSTIFICATIVA

Cada dia mais se faz necessária a criação de um espaço de comunicação em que os leigos e leigas cristãos possam se expressar com a específica autonomia que o batismo lhes confere, assim como serem informados dos significativos acontecimentos ligados à sua missão evangelizadora que a grande imprensa costuma ocultar.

RESPONSÁVEL

Setor Leigos e Conselho Nacional de Leigos e Leigas.

PRAZO

De 1 de janeiro a 31 de dezembro de 1998.

 

3. Missão e ministérios dos leigos na perspectiva do Novo Milênio

 

OBJETIVO

Implementar as conclusões da 36ª AG da CNBB.

JUSTIFICATIVA

Os leigos e leigas estão assumindo muitos ministérios e serviços na ação evangelizadora. A 36ª AG da CNBB aprovou importantes orientações pastorais para articular e implementar esses ministérios indispensáveis na realização do PRNM e na concretização de uma Igreja missionária e toda ministerial.

RESPONSÁVEL

Setor Leigos e Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

De abril a dezembro de 1998.

 

    3.1.3. Setor Estruturas de Igreja

 

O Setor Estruturas de Igreja é composto pela equipe executiva do Projeto de Evangelização da Igreja no Brasil Rumo ao Novo Milênio (PRNM) e pelo trabalho de acompanhamento da caminhada das CEBs. Quanto ao PRNM, sua programação já foi publicada pelas editoras católicas sob o título de Planejamento 1997/1998 - Projeto Rumo ao Novo Milênio.

Em relação às CEBs, o Setor, sob a inspiração da exortação pós-sinodal Evangelii Nuntiandi, do documento de nº 25 da CNBB, Comunidades Eclesiais de Base na Igreja do Brasil e de outros documentos do Magistério, procura ser um ponto de referência junto ao episcopado dos assuntos referentes às CEBs.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Contato com os Regionais.

 

-   Encontros sobre temas afins.

 

-   Assessorias.

 

-   Encontros regionais de CEBs e

 

-   Processo dos Intereclesiais.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Acompanhamento da Ampliada Nacional e da Comissão Episcopal encarregada do diálogo com a Ampliada

 

OBJETIVO

Manter a CNBB informada sobre a caminhada das CEBs e a preparação do 10º Intereclesial.

JUSTIFICATIVA

A CNBB deposita esperança nas CEBs como uma agente de evangelização capaz de ajudar o todo da Igreja a viver melhor sua colegialidade e profecia.

RESPONSÁVEL

Setor Estruturas de Igreja — seção CEBs.

PRAZO

Até a realização do 10º Intereclesial — ano 2000.

 

2. Seminário de avaliação do PRNM

 

OBJETIVO

avaliar todos os aspectos relativos ao PRNM (subsídios para homilias, para encontros de grupos; o que deu certo e produziu de bom; em que sentido isso ajudou a modificar a comunidade...)

JUSTIFICATIVA

é necessário avaliar os aspectos mencionados; fazer uma troca de experiências significativas; e conhecer as repercussões de alguns subsídios e sugestões do PRNM (liturgia, material da dimensão sócio-transformadora, subsídios para o estudo da Bíblia, material da dimensão missionária...). Servirá também para definir o que fazer no ano 2000 e propor a passagem para tarefas posteriores.

RESPONSÁVEIS

Secretaria Executiva do PRNM, Subsecretaria de Pastoral e INP.

DATA

19 de junho.

 

3. Seminário de Estudos sobre as Diretrizes e o ano 2000

 

OBJETIVO

Orientar a elaboração das Diretrizes para o período de 1999-2002 e levantar propostas para as celebrações do ano 2000, dos 500 anos da Evangelização e do que fazer após o encerramento do PRNM.

JUSTIFICATIVA

No ano 1999, se encerra o PRNM e a validade das atuais DGAEv; no ano 2000, haverá celebrações do Jubileu e dos 500 anos de evangelização no Brasil. Todos estes eventos devem ser pensados num conjunto, para não haver falhas e nem sobrecarregar demais.

RESPONSÁVEIS

Subsecretaria de Pastoral, Secretaria Executiva do PRNM e INP.

DATAS

11 e 12 de dezembro.

 

    3.2. Dimensão Missionária

 

A Dimensão Missionária tem como objetivos organizar e realizar as tarefas de Animação, Formação, Organização e Cooperação Missionárias, em  todos  os níveis eclesiais (Cf. RMi, 83), e dedica uma especial atenção à espiritualidade missionária. Fundamenta suas iniciativas nas DGAEv, nas prioridades e compromissos do COMLA 5 e no Projeto Rumo ao Novo Milênio.

Esta dimensão colabora com muitas entidades e organismos missionários e, de maneira especial, com COMINA (Conselho Missionário Nacional), COMIREs (Conselhos Missionários Regionais), POM (Pontifícias Obras Missionárias), CCM (Centro Cultural Missionário) e Centro Missionário José Allamano. Participa e apóia também as iniciativas missionárias do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) e do Setor Leigos da CNBB.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Dinamização e acompanhamento dos Conselhos Missionários Regionais (COMIREs).

 

-   Preparação das celebrações, em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias, do dia Mundial das Missões, no penúltimo domingo de outubro.

 

-   Participação na elaboração do Boletim SIM (Serviço de Informação Missionária) e outras publicações.

 

-   Atualização do banco de dados sobre os missionários brasileiros "além-fronteiras".

 

-   Organização do Serviço de comunicação e intercâmbio com esses missionários.

 

-   Reuniões da equipe executiva do COMINA (quatro vezes ao ano) e sua Assembléia Anual.

 

-   Atualização da bibliografia sobre a Dimensão Missionária da Igreja.

 

-   Encontros de Animação e Formação missionária para agentes de pastoral e missionários "além-fronteiras".

 

-   Participação nas programações do Departamento de Missões (DEMIS) do CELAM.

 

-   Aprofundamento da reflexão sobre as Santas Missões Populares; colaboração e articulação com organismos, entidades e agentes que trabalham nessas tarefas.

 

-   Promoção e articulação das iniciativas concretas de entre-ajuda, propostas no Programa Igreja-Irmãs.

 

-   Assessorias e articulação dos Grupos de Missionários Leigos.

 

-   Estudos para a criação do Centro Missionário Nacional e de novos Institutos Missionários Nacionais.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Cursos de formação missionária para agentes de pastoral

 

OBJETIVO

Subsidiar a formação permanente e a espiritualidade de agentes nos Regionais e Dioceses.

JUSTIFICATIVA

A formação missionária de agentes é uma exigência fundamental e permanente da evangelização. É necessário despertar e aprofundar a identidade missionária e cristã de cada batizado e das comunidades. Assim, serão preparados evangelizadores, sujeitos das diferentes culturas, que se tornem protagonistas da própria evangelização, a libertação integral em Jesus Cristo.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária, CCM, COMIREs, CRB e Institutos Missionários.

DATAS

Mês de janeiro, Curso de Formação Missionária, no CCM, em Brasília; fevereiro a junho, Curso de Atualização Missiológica, em São Paulo.

 

2. Cursos de formação missionária ad gentes

 

OBJETIVO

Oferecer aos missionários e missionárias que se destinam à missão "além-fronteiras" um encontro de formação, experiência de vida comunitária e espiritualidade.

JUSTIFICATIVA

Atender às solicitações das Dioceses, Congregações e Institutos Missionários de que os missionários(as) que partem em missão além-fronteiras tenham uma visão cristã da realidade e da missão e possam realizar a evangelização inculturada.

RESPONSÁVEL

CCM, Dimensão Missionária, CERMI/CRB (Centro de Renovação Espiritual e Missionária da CRB), COMINA.

DATAS

Em 1998, de 31 de maio a 30 de junho, no CERMI/CRB; em dezembro, Curso no CCM, em Brasília; e três cursos por ano para missionários que chegam ao Brasil, no CCM.

 

3. Encontros de formação para animadores da Infância

Missionária (EFAIM)

 

OBJETIVO

Oferecer aos assessores da Infância Missionária capacitação teológica, espiritual, psicopedagógica e metodológica para realizar melhor a missão de animação missionária junto às crianças e adolescentes.

JUSTIFICATIVA

A Infância Missionária, pelo seu carisma e objetivo ("Criança evangelizando criança"), está se organizando e crescendo no Brasil. Este projeto pretende atender à necessidade de capacitação e formação de assessores que estão atuando com os grupos da Infância Missionária.

RESPONSÁVEL

Equipe Nacional e Regionais da Infância Missionária, POM, Dimensão Missionária, COMIREs.

 

PRAZO

1998 e 1999.

 

4. Encontro Nacional dos Organismos e Instituições Missionárias (ENOIM)

 

OBJETIVO

Incentivar o estudo, a reflexão, a comunhão, a partilha de experiências, avaliar e propor linhas de ação missionária para a evangelização inculturada dos organismos e instituições missionárias, e repassar o resultado de eventos missionários ou prepará-los.

JUSTIFICATIVA

O COMINA, com apoio da Dimensão Missionária e das POM, de acordo com seu regulamento, realiza, de dois em dois anos, um encontro nacional de todos os Organismos e Instituições Missionárias.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária, COMINA e POM.

PRAZO

Novembro de 1998.

 

5. Assembléia Nacional dos Grupos Organizados de Missionários

Leigos

 

OBJETIVO

Apoiar os grupos de missionários leigos em sua formação, busca de identidade e articulação.

JUSTIFICATIVA

O protagonismo dos leigos na evangelização e a diversificação dos ministérios na Igreja necessitam de intensificado apoio para realizar as suas tarefas na evangeli-zação.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária e Setor Leigos, COMINA e POM.

PRAZO

Junho de 1999.

 

6. Seminário Missiológico Nacional

 

OBJETIVO

Preparar assessores e agentes da Dimensão Missionária nos regionais.

JUSTIFICATIVA

É sentida a necessidade de assessores e agentes específicos para a Dimensão Missionária nos regionais e dioceses. O COMLA 5 confirmou esta urgência de assessoria para concretizar as prioridades e compromissos, bem como para a tarefa de inserir a Dimensão Missionária em toda a ação evangelizadora da Igreja no Brasil.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária, COMIREs, POM, COMINA.

PRAZO

1999.

 

7. Preparação da participação do Brasil no COMLA 6

 

OBJETIVO

Envolver as Igrejas particulares, organismos e instituições missionárias na preparação deste evento e reforçar, assim, a caminhada missionária da Igreja e da América Latina.

JUSTIFICATIVA

A finalidade dos COMLAs é a "coordenação dos esforços em nível continental, a fim de animar as Igrejas locais, na América Latina, a assumirem sua responsabilidade missionária na tarefa da evangelização dos povos". O COMLA 6, realizar-se-á em 1999, na Argentina, e será precedido de um Seminário Latino Americano em 1998.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária, POM, COMINA e COMIREs.

PRAZO

Em 1998, preparação nos Regionais; julho de 1998, Seminário Latino-Americano em Buenos Aires; em 1999, realização do COMLA 6, de 29 de setembro a 3 de outubro.

 

8. Seminários sobre Nova Evangelização, Ecumenismo e Diálogo

 

OBJETIVO

Caracterizar a Nova Evangelização a partir da exigência do Diálogo.

JUSTIFICATIVA

Os documentos do Concílio Ecumênico ( Gaudium et Spes; Ad Gentes; Unitatis Redintegratio), o documento "Diálogo e Anúncio" do Pontifício Conselho para o diálogo Inter-religioso e a Congregação para a Evangelização dos Povos, as DGAEv e o PRNM, fundamentam a necessidade do diálogo na missão da Igreja e propõem ações concretas para efetivá-lo.

RESPONSÁVEIS

Dimensão Missionária e Dimensão Ecumênica e do diálogo Inter-religioso.

PRAZO

1998 e 1999.

 

9. Criação de um Organismo Missionário Nacional

 

OBJETIVO

Coordenar os esforços na captação de recursos humanos e materiais a fim de auxiliar os leigos(as) missioná-rios(as), as famílias religiosas, os presbíteros e as Igrejas Particulares a participarem mais efetivamente de projetos missionários ad gentes.

JUSTIFICATIVA

A Missão além-fronteiras, pela complexidade de sua própria natureza e execução exige uma formação cuidadosa de seus agentes e uma organização capaz de garantir a continuidade... É desejável que se dêem novos passos para concretizar um Centro Missionário Nacional, para estudos e formação permanente, e um Instituto Brasileiro além-fronteiras (DGAEv nº 245).

A mesma sugestão aparece nas conclusões do COMLA 5 (3.16) e nas conclusões da Assembléia Geral do COMINA por ocasião de seus 25 anos de existência (09/11/97).

RESPONSÁVEL

CNBB, Dimensão Missionária, CRB, POM, COMINA e CCM.

DATAS

20 de abril de 1998, encontro com os bispos da Dimensão Missionária nos Regionais; 28 de setembro de 1998, reunião do Grupo de Trabalho.

 

    3.3. Dimensão Bíblico-Catequética

 

A Dimensão Bíblico-Catequética se ocupa da organização das atividades na área da pastoral catequética e da animação bíblica. A maior dedicação está na área da formação inicial e permanente dos catequistas, à luz da realidade, da Bíblia, dos documentos da Igreja, nomeadamente das DGAEv e do PRNM, e dos temas e conclusões dos Encontros Nacionais de Catequese.

O processo de formação é realizado a partir da organização de uma equipe de coordenação de catequese e é usada uma metodologia que torna os catequistas sujeitos participativos e — criativos na construção da catequese comunitária.

Para a realização desses objetivos, colaboram com esta dimensão alguns organismos como o GRESCAT (Grupo de Reflexão das Escolas de Catequese), o Grupo de Reflexão de Catequese (GRECAT) e o Grupo de Reflexão Bíblica (GREBI). A Dimensão mantém contatos permanentes com outros organismos e instituições que atuam nas áreas da Catequese e da Pastoral Bíblica.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Implementação das conclusões do 7º Encontro Nacional de Catequese.

 

-   Estudo e reflexão sobre a catequese no mundo urbano junto às coordenações regionais.

 

-   Estudo da possibilidade de instituir o Ministério da Catequese.

 

-   Assessorias diversas a cursos, encontros, assembléias regionais, sub-regionais e visitas às comissões regionais.

 

-   Intercâmbios com as coordenações regionais de catequese.

 

-   Estudo e reflexão do novo Diretório Geral para a Catequese.

 

-   Articulação com o Departamento de Catequese - DECAT do CELAM, com as equipes de coordenação de catequese dos Regionais, com instituições e organizações que atuam na pastoral bíblica e catequética, grupos de catequese especial, que atendem os surdos e outros deficientes.

 

-   Encontros com a equipe de tradução da Bíblia oficial da CNBB.

 

-   Produção de Subsídios para CF, Folha Catequética, celebração do Dia do Catequista.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Encontro de Pastoral Bíblica

 

OBJETIVO

Articular entidades e organizações que realizam a Pastoral Bíblica, buscando sintonia e harmonia nesta pastoral, oferecendo aprofundamento de temas bíblicos às coordenações regionais.

JUSTIFICATIVA

Várias entidades e organizações realizam trabalhos de Pastoral Bíblica de diferentes maneiras e diferentes métodos. A Dimensão Bíblico-Catequética quer, através de encontros com representantes dessas entidades e ou organizações buscar mais unidade e mais harmonia nesta pastoral, fazendo com que a Palavra de Deus seja força dinamizadora em todo trabalho de evangelização.

RESPONSÁVEL

Dimensão Bíblico-Catequética.

PRAZO

18 a 20 de março de 1998 e em 1999.

 

2. Seminário de estudos sobre o "Itinerário da Fé" e a

"Formação de Leigos Adultos"

 

OBJETIVO

Buscar um instrumental que favoreça aos cristãos adultos crescerem no amadurecimento da fé e na vivência comunitária, tornando-se testemunhas de Jesus Cristo.

JUSTIFICATIVA

Nas comunidades eclesiais, encontramos adultos, batizados, que celebraram a primeira eucaristia e, depois, se afastaram da prática da religião. Muitos querem retomar a caminhada de fé e buscam um aprofundamento maior e um melhor conhecimento da religião. Nem sempre encontram resposta. É urgente oferecer-lhes a acolhida e a proposta concreta que necessitam, pensando num itinerário que acompanhe a vida toda da pessoa. É preciso aproveitar as muitas experiências que existem no Brasil, como cursos de "teologia para leigos", "escolas de teologia", "escolas de formação".

RESPONSÁVEIS

Dimensão Bíblico-Catequética, Instituto Nacional de Pastoral e GRECAT, em parceria com a Dimensão Litúrgico-Celebrativa e o Setor Leigos.

DATA

14 a 16 de agosto de 1998, em Belo Horizonte (MG). Poderá ser feito outro em 1999.

 

3. Encontro de coordenadores de escolas de formação dos

catequistas

 

OBJETIVO

Buscar, junto às Escolas de Formação de Catequistas Leigos(as), um processo integrado de formação, com uma metodologia que atenda aos apelos da realidade e as DGAEv.

JUSTIFICATIVA

Há, em quase todos os Regionais, Escolas de Formação de Catequistas. É oportuno reunir os coordenadores para uma partilha de experiências, promover uma reflexão sobre o processo de formação dos catequistas nos Re-gionais e aprofundar temas mais urgentes desta área.

RESPONSÁVEL

Dimensão Bíblico-Catequética.

DATA

27 e 28 de junho de 1998; e um outro encontro em 1999.

 

4. Encontro de catequetas

 

OBJETIVO

Refletir os desafios atuais da evangelização, buscando caminhos novos para a catequese inculturada.

JUSTIFICATIVA

É necessário reunir catequetas, professores de pastoral catequética em institutos de teologia e catequese, e autores que escrevem sobre estes assuntos, para trocar experiências e buscar pistas que ajudem a realizar a evangelização inculturada.

RESPONSÁVEL

Dimensão Bíblico-Catequética.

DATA

25 a 27 de setembro de 1998; e um outro encontro em 1999.

 

5. Participação nos Encontros dos Países do Cone Sul

 

OBJETIVO

Buscar linhas de ação comum na Pastoral Bíblica e Pastoral Catequética nos países do Cone Sul.

JUSTIFICATIVA

A implantação do MERCOSUL — traz influências para nossas comunidades do Sul da América Latina. Os cinco países do Cone Sul julgaram oportuno refletir em conjunto sua problemática no que diz respeito à Pastoral Bíblica e à Pastoral Catequética, assim como estudar juntos o novo Diretório Geral de Catequese.

RESPONSÁVEIS

Comissões Nacionais dos Cinco Países.

DATA

15 a 19 de março de 1998; e 5 a 9 de outubro de 1998.

 

    3.4. Dimensão Litúrgica

 

A Dimensão Litúrgica da CNBB compreende os trabalhos na área da reflexão, produção e tradução de textos e acompanhamento das pastorais de arte e música litúrgicas. Por ser a liturgia dimensão vital e expressão da vocação orante e celebrativa da Igreja, a inculturação e a simbologia se revestem de importância fundamental no trabalho de assessoria junto às forças vivas das comunidades eclesiais. Fazem parte ainda das preocupações desta dimensão a estruturação e articulação das equipes litúrgicas em todos os níveis, com acento prioritário às de nível regional.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Tradução, elaboração e publicação de livros litúrgicos.

 

-   Cursos e encontros na linha da Pastoral da música e canto.

 

-   Acompanhamento do processo de seleção das músicas para as CFs.

 

-   Assessoria a cursos, encontros e assembléias regionais, sub-regionais, grandes celebrações... Campanha da Fraternidade, CNC, Assembléia dos Organismos do Povo de Deus, Ampliada das CEBs, cursos de formação para noviços, junioristas e assembléias.

 

-   Participação em encontros setoriais, regionais e internacionais e outros de interesse da dimensão liturgia.

 

-   Colaboração com centros de liturgia; em cursos de atualização litúrgica (São Paulo, Fortaleza, Norte e Nordeste); com a dimensão missionária para trabalhar o tema da liturgia e inculturação; com os liturgistas que atuam na inculturação indígena e afro-brasileira.

 

-   Diálogo com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, com o Departamento de Liturgia do CELAM, e com as Comissões de liturgia de outros países;

 

-   Visita de assessoria aos regionais.

 

-   Estudo e treinamento do Novo Ritual do Batismo.

 

-   Encontros regionais de músicos.

 

-   Participação nos Encontros de Presidentes e Secretários das Comissões de Liturgia da América Latina.

 

-   Participação nos Encontros Anuais da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI).

 

-   Participação na Semana Nacional de Liturgia.

 

-   Revisão/Atualização dos Rituais da Iniciação Cristã dos Adultos, Reconciliação, Exéquias e Publicação do Pontifical Romano.

 

-   Publicação mensal do Boletim Informativo para as Equipes de Liturgia Regionais, Diocesanas e Paroquiais.

 

-   Reuniões da equipe de reflexão litúrgico-pastoral.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Encontro sobre a inculturação litúrgica nos meios afro-

brasileiros e indígenas

 

OBJETIVO

Continuar o processo de diálogo e de estudo da cultura e dos ritos afro-brasileiros e indígenas em vista de sua expressão litúrgica inculturada.

JUSTIFICATIVA

Após o seminário de inculturação litúrgica afro-brasileira em setembro de 1996, o grupo sentiu a necessidade de aprofundar os elementos e raízes da cultura afro-brasileira e conhecer melhor o rito romano. Celebrando os 500 anos de evangelização, sentimos a necessidade de apoiar os povos afro-brasileiros na defesa de sua identidade e no reconhecimento de seus valores, costumes e ritos. De igual maneira, os elementos da cultura indígena. A IV Instrução "Liturgia Romana e Inculturação" lembra que a liturgia da Igreja não deve ser estrangeira para nenhum país, para nenhum povo, para nenhuma pessoa. Deve ser capaz de se exprimir em todas as culturas humanas, conservando sua identidade, na fidelidade à tradição recebida do Senhor (IV Inst., 18).

RESPONSÁVEL

Dimensão Litúrgica, Instituto MARIAMA, Grupo de Reflexão sobre a Vida Religiosa Negra e Indígena (GRENI/CRB), CIMI.

DATA

29 de maio de 1998.

 

2. Encontro dos bispos e coordenadores responsáveis pela liturgia nos Regionais

 

OBJETIVO

Dinamizar o processo de inculturação da liturgia.

JUSTIFICATIVA

Os desafios que emergem da realidade da ação evangelizadora inculturada requerem reflexão e ação planejada em todos os níveis. Esse trabalho deve ser incentivado, animado e avaliado pelos responsáveis da dimensão litúrgica nos Regionais juntamente com a Dimensão 4 da CNBB.

RESPONSÁVEIS

Dimensão Litúrgica e regionais.

DATA

10 a 12 de novembro de 1998

 

3. Encontro nacional de reitores e agentes de pastoral de

santuários

 

OBJETIVO

Reunir os reitores e agentes de pastoral para intercâmbio de experiências, planejamento comum e aprofundamento da pastoral litúrgica nos santuários, olhando para a liturgia e a religião popular em vista da inculturação.

JUSTIFICATIVA

Os santuários são, sem dúvida, um grande espaço da liturgia, da celebração do mistério pascal. São também o lugar de referência onde o romeiro aprende liturgia e leva para suas comunidades. Juntos, reitores e liturgistas, podem encontrar o melhor jeito para que as celebrações se tornem momentos fortes de evangelização e compromisso missionário. Na preparação Rumo ao Novo Milênio os santuários serão espaço e tempo de graça para o encontro com o Senhor da História.

RESPONSÁVEL

Dimensão 4 e Conselho de Reitores de Santuários do Brasil.

PRAZO

Primeiro encontro: 9 a 11 de março de 1998, em Vila Velha (ES); segundo encontro: primeiro semestre de 1999.

 

4. Encontro de arquitetos e artistas ligados à liturgia

 

OBJETIVO

Reunir arquitetos e artistas ligados a arte litúrgica para que a sua produção artística ajude as comunidades a melhor manifestar o mistério de Cristo.

JUSTIFICATIVA

A Igreja do Brasil já pode contar com um pequeno, mas importante, número de arquitetos e artistas produtores de arte litúrgica. A reforma proposta pelo Concílio Vaticano II, porém, foi muito bem desenvolvida entre nós no nível de reflexão teológica, mas ainda não se expressou suficientemente em termos de espaço e produção de arte litúrgica. Importa reunir os que, entre nós, se interessam pela arte do espaço de celebração para uma troca de experiências e sugestões.

RESPONSÁVEL

Dimensão Litúrgica.

PRAZO

Primeiro semestre de 1999.

 

5. Encontro de reitores, formadores(as) e formandos(as) sobre liturgia nos seminários e casas de formação

 

OBJETIVO

Promover troca de experiências litúrgicas e buscar juntos novas formas de iniciar formandos à vida litúrgica, em especial, os futuros presidentes de celebração.

JUSTIFICATIVA

Sendo a liturgia o cume e a fonte da espiritualidade cristã, urge acolher o Concílio Vaticano II quando afirma que nos Seminários e Casas de Formação os jovens sejam convenientemente iniciados na vida litúrgica de tal maneira que penetrem intensamente no sentido dos ritos e símbolos e participem dos mistérios celebrados de forma plena, consciente e ativa.

RESPONSÁVEL

Dimensão Litúrgica e OSIB.

 

6. Curso ecumênico de formação e atualização litúrgico- musical (CELMU)

 

OBJETIVO

Promover uma melhor integração da música na liturgia, mediante uma preparação adequada de seus agentes, para que sua função ministerial seja verdadeira expressão do Mistério Pascal.

JUSTIFICATIVA

Há falta de agentes qualificados nessa área. Daí a existência deste curso para suporte teórico e prático na área do canto e da liturgia.

RESPONSÁVEL

Dimensão Litúrgica; Instituto Metodista de Ensino Superior (S. Bernardo-SP); Centro de Liturgia da Faculdade de Teologia N. S. Assunção-SP; Faculdade Federal de Música Sta. Marcelina-SP; Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC); Coordenação Executiva do Curso.

PRAZO

Sétima etapa, de 9 a 21 de janeiro de 1998 e oitava etapa, em janeiro de 1999.

 

7. Atualização do documento: Pastoral da Música Litúrgica no Brasil

 

OBJETIVO

Atualizar o Documento n° 7.

JUSTIFICATIVA

O documento Pastoral da Música Litúrgica já se encontra defasado. As comunidades e equipes de liturgia e canto precisam de orientações claras para melhor compreender a importância do canto litúrgico.

RESPONSÁVEL

Dimensão Litúrgica.

PRAZO

Durante o ano de 1998.

   

    3.5. Dimensão ecumênica e do diálogo inter-religioso

   

Esta dimensão tem por finalidade primeira trabalhar pela união entre os cristãos e ampliar o relacionamento da Igreja Católica com outras Igrejas e outras religiões. Em relação aos cristãos, acredita que esta divisão "contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa do anúncio do Evangelho a toda criatura" (UR 1). Em relação a outras religiões, entende que diante da crescente pluralidade cultural e religiosa, da acentuação da subjetividade, a Igreja deve estar aberta ao diálogo com as expressões religiosas e culturais contemporâneas e a aceitar os desafios que as mesmas lhe colocam.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Apoio formação ecumênica dos atuais e futuros ministros ordenados, de outros ministros, agentes de pastoral e leigos, em parceria com o Setor Vocações e Ministérios, com a OSIB e outros organismos.

 

-   Apoio à formação de especialistas em ecumenismo e diálogo inter-religioso.

 

-   Contato com os secretariados regionais, em vista da criação de estrutura para a Dimensão Ecumênica.

 

-   Contato com organismos da Igreja, em vista da Dimensão Ecumênica de suas atividades (AEC, CIMI, CPT, Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Cáritas) e com movimentos dentro da Igreja.

 

-   Estudo de possibilidades de uma Campanha da Fraternidade sobre a dimensão ecumênica.

 

-   Colaboração nos trabalhos da Campanha da Fraternidade ecumênica no ano 2000.

 

-   Maior divulgação da importância da Oração pela Unidade dos Cristãos, especialmente na semana em que ela acontece e no dia de Pentecostes (Semana da Unidade).

 

-   Participação nas atividades da Seção do Ecumenismo do CELAM.

 

-   Participação em atividades do Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos.

 

-   Divulgação de publicações sobre outras Igrejas Cristãs.

 

-   Diálogo com as Igrejas da Ortodoxia.

 

-   Encontro dos Bispos da Presidência e CEP com autoridades das Igrejas Ortodoxas (pré-calcedonianas e as de tradição bizantina), preparado com os Bispos Católicos de ritos orientais e acompanhado pelos mesmos.

 

-   Diálogo com as Igrejas Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana, Metodista, Presbiteriana e Reformadas..

 

-   Procura de diálogo com líderes de Igrejas Batistas, Pentecostais e grupos evangélicos.

 

-   Participação em Concílios, Sínodos e Assembléias Nacionais de outras Igrejas, a título de observadores.

 

-   Participação em atividades do CONIC (assembléias, comissão central, seminários).

 

-   Participação em atividades da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) (diretoria, assembléia anual, seminários e encontros).

 

-   Contato com organismos ecumênicos: CEDI, CEBI, CESEP, pastoral ecumênica do menor e outros.

 

-   Contato com organizações de educação das Igrejas em vista de uma ação conjunta.

 

-   Contato com OSIB e ASTE em vista de um entrosamento.

 

-   Contato com o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e com Conselhos Nacionais de Igrejas de outros países.

 

-   Apoio à Comissão Nacional de Diálogo Católico-Judaico; contato com os Conselhos de Fraternidade Cristão-Judaica e outras formas de relacionamento com a comunidade judaica.

 

-   Diálogo com líderes muçulmanos.

 

-   Estímulo para um diálogo entre líderes judeus, cristãos e muçulmanos.

 

-   Encontros com líderes de religiões indígenas e afro-brasileiras.

 

-   Encontro com líderes de religiões orientais antigas e novas.

 

-   Encontros com líderes espirituais (espiritismo).

 

-   Reflexão sobre a situação da dimensão ecumênica e do diálogo inter-religioso no Brasil.

 

-   Reuniões periódicas da comissão nacional de diálogo anglicano-católica.

 

-   Reuniões da Comissão Nacional de Diálogo Luterano-Católico.

 

-   Diálogo com o Islã.

 

-   Reflexão sobre a Maçonaria e atitude doutrinário-pastoral da Igreja católica.

 

-   Reflexão sobre a atual atitude dos católicos frente ao Espiritismo.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Seminário sobre o diálogo inter-religioso no Ensino

Religioso - ER

 

OBJETIVO

Desenvolver o ER, tendo presente a diversidade cultural religiosa da comunidade escolar, em vista da promoção e formação integral do ser humano.

JUSTIFICATIVA

A implantação da Lei sobre o ER desafia o conhecimento sobre o fenômeno religioso e exige reflexão e novo paradigma na compreensão e administração do ER. A exigência de nova modalidade no gerenciamento do Ensino Religioso, face a Lei n° 9.475 de 22/07/97, motiva para que se promova um encontro com entidades e educadores envolvidos na questão. A celebração da Campanha da Fraternidade Ecumênica para o ano 2000 também estimula a realização deste evento.

RESPONSÁVEIS

Setor de Ensino Religioso, Grupo de Reflexão Nacional sobre Ensino Religioso - GRERE e a Dimensão Ecumênica e do Diálogo Inter-religioso.

PRAZO

Agosto ou setembro de 1999.

 

2. Encontro de professores de ecumenismo dos Institutos de Teologia

 

OBJETIVO

Incentivar a formação ecumênica dos seminaristas e dos ministros ordenados e não ordenados, através do curso normal e de cursos especiais (seminários, encontros).

JUSTIFICATIVA

A formação ecumênica é uma das exigências mais urgentes para o futuro do ecumenismo. A formação ecumênica foi objeto de particular atenção já desde o Concílio Vaticano II (cf. U.R. 10). A segunda parte do primeiro Diretório Ecumênico (1970) foi totalmente dedicada à formação para o ecumenismo. O Novo Diretório (1993) reserva à formação ecumênica todo o capítulo III, nn. 55-91. E um documento de estudo da Comissão Conjunta de Trabalho entre a Igreja Católica Romana e o Conselho Mundial de Igrejas é dedicado à formação ecumênica (1993).

RESPONSÁVEL

Dimensão Ecumênica e Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

24 a 26 de fevereiro de 1998.

 

3. Assembléia Geral da Comissão Nacional de Diálogo

Católico-Judaico

 

OBJETIVO

Articular em nível nacional o diálogo religioso entre católicos e judeus no Brasil.

JUSTIFICATIVA

O Concílio Vaticano II recordou "o vínculo pelo qual o povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado à estirpe de Abraão" e quis "fomentar e recomendar a ambas as partes mútuo conhecimento e apreço" (NAe, 4). Seguindo os rumos do diálogo internacional entre a Igreja Católica e o Judaísmo, a Comissão responde à necessidade de alicerçar em sólidos fundamentos teológicos os motivos do relacionamento entre católicos e judeus no Brasil e aprofundar o conhecimento do patrimônio comum.

RESPONSÁVEL

Dimensão 5.

PRAZO

Segundo Semestre de 1998 e 1999.

 

4. Assembléia Geral da Comissão Nacional de Diálogo

Anglicano-Católico

 

OBJETIVO

Estimular e orientar as nossas Igrejas para o diálogo ecumênico e incentivar a criação de novos grupos de diálogo Anglicano-Católicos em várias partes do Brasil.

JUSTIFICATIVA

O diálogo internacional entre a Igreja Católica e representantes da Comunhão Anglicana é muito ativo e prossegue entre avanços e impasses. Num espírito fraterno e de colaboração, as Igrejas no Brasil continuam levando adiante a caminhada ecumênica em busca de uma comunhão cada vez mais plena.

RESPONSÁVEL

Dimensão 5.

PRAZO

1998 e 1999.

 

    3.6. Dimensão sócio-transformadora

 

    3.6.1. Setor Pastoral Social

 

As atividades deste Setor visam colaborar com todas as dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à transformação social, econômica, política e cultural pela qual passa o povo brasileiro, atentas e atuantes para que essa transformação se realize com a participação solidária de todos, objetivando a libertação integral da pessoa humana e a construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus. Quer, também, contribuir na preparação do Jubileu do ano 2000, que tem como objetivo o perdão das dívidas externa e sociais e a restauração do projeto inicial de um país onde todos possam viver com dignidade. Age em parceria com muitas entidades nacionais e internacionais e nas mais diversas áreas da realidade social do País.

O Setor articula dez pastorais sociais, cujos objetivos, atividades e projetos são elencados depois.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Analisar a problemática nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os resultados dessa análise.

 

-   Analisar e avaliar a pastoral da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação.

 

-   Estudar e divulgar o ensino social da Igreja Universal e também das Igrejas Particulares, principalmente da América Latina.

 

-   Apoiar iniciativas de Pastoral Social da Igreja, em nível regional e diocesano.

 

-   Apoiar grupos e movimentos sociais, sobretudo de caráter popular e voltados para a defesa dos interesses das classes empobrecidas.

 

-   Incentivar, sobretudo por meio de projetos concretos de nível nacional, a articulação sistemática de organismos e pastorais sociais: Pastoral da Criança, Pastoral Operária, Pastoral da Terra, Pastoral da Saúde, Pastoral Carcerária, Pastoral do Menor, Pastoral dos Pescadores, Pastoral dos Migrantes, Pastoral da Mulher Marginalizada, Pastoral dos Nômades, CERIS, CÁRITAS e IBRADES.

 

-   Animar e coordenar o projeto da 3ª Semana Social Brasileira.

 

-   Prosseguir na coordenação do Grito dos Excluídos.

 

-   Ampliar o Grito dos Excluídos para toda a América Latina, como uma forma de resgate das dividas sociais, e trabalhar pelo não-pagamento da dívida externa.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Terceira Semana Social Brasileira

 

OBJETIVO

Com o tema "Resgate das dívidas sociais: justiça e solidariedade na construção de uma sociedade democrática", a 3ª SSB visa incentivar um amplo processo, plural e participativo, de reflexão e mobilização da sociedade em torno do resgate das dívidas sociais, valorizando e estimulando iniciativas de solidariedade e conquista de direitos, sobretudo dos excluídos, que possam contribuir na construção de uma sociedade justa e fraterna no Brasil, na América Latina e em todo o mundo.

JUSTIFICATIVA

A exigência evangelizadora do Serviço tem que perpassar as diversas dimensões da pastoral, dando um enfoque especial à defesa dos direitos humanos e à construção da cidadania. É preciso estimular a participação popular na elaboração de propostas e na execução de políticas que atendam ao bem comum e incentivar a articulação ecumênica. Também faz-se necessário que a celebração do Jubileu do ano 2000 tenha uma dimensão social, resgatando a esperança e o sentido profético da denúncia e do anúncio.

RESPONSÁVEIS

Setor Pastoral Social, Pastoral da Juventude, Pastoral Universitária, Assessoria de Imprensa, Ecumenismo, Setor Comunicação Social, CRB, CNL além de outras Igrejas e entidades da sociedade civil.

PRAZO

O processo tem a duração de três anos (1997-1999), alternando reuniões e eventos locais, regionais e nacionais.

 

2. Grito dos Excluídos

 

Objetivo

Proporcionar espaços favoráveis a manifestações públicas dos segmentos excluídos da sociedade brasileira, por ocasião da Semana da Pátria, em território nacional.

JUSTIFICATIVA

Conforme o PRNM, n. 129, "O 'grito do Excluído' será celebrado anualmente, em nível nacional, no dia 7 de setembro, retomando preferentemente o tema da Campanha da Fraternidade".

RESPONSÁVEIS

Setor Pastoral Social, Cáritas, Pastoral Carcerária (PCR), Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Comissão Pastoral Operária (CPO), em parceria com entidades sociais e movimentos populares.

PRAZO

Durante a vigência do PRNM.

 

    3.6.1.1 Pastoral da Criança

 

    Objetivo Geral: Evangelizar "para que todas as crianças tenham vida, e a tenham em abundância" (Cf. Jo 10,10).

 

Objetivos específicos:

 

   Diminuir as doenças e as mortes facilmente previsíveis entre as crianças e as mães.

 

   Acompanhar as famílias para que estejam preparadas para assumir com responsabilidade a MISSÃO de cuidar da saúde, da nutrição, da educação e da fé das crianças, desde o ventre materno.

 

   Resgatar os valores culturais da solidariedade entre as famílias, da corresponsabilidade social, da cidadania, da ecologia e da Paz.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Encontros da Coordenação Nacional e das Coordenações Diocesanas.

 

-   Capacitação para os diversos níveis por meio de cursos específicos para os líderes comunitários.

 

-   Incentivo ao aleitamento materno, garantindo à criança melhores condições físicas, psíquicas e emocionais, que a tornem capaz de se desenvolver em plenitude.

 

-   Vigilância nutricional e incentivo aos remédios caseiros.

 

    3.6.1.2. Pastoral Carcerária

 

Objetivo Geral: A Pastoral Carcerária é a mais gratuita de todas as pastorais. Ela é a imagem de Jesus que vem salvar e morrer sem nada receber. É presença da Igreja em todos os cárceres do Brasil: penitenciárias, cadeias de delegacias ou outros... pela humanização e pelo "amor". Que a Igreja viva nos cárceres: "é pela união que os reconheceram como os meus".

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Fazer visitas de conscientização a todas as Igrejas regionais (quando convidados).

 

-   Programar visitas de humanização, conscientização e evangelização aos presos e presídios.

 

-   Formar uma rede de responsáveis e coordenadores, nas diversas províncias eclesiásticas, dioceses e estados.

 

-   Promover, em nível de município, estados ou até nacional, encontros entre a Pastoral Carcerária e autoridades civis encarregadas do sistema penitenciário.

 

-   Incentivar a formação em todas as cadeias de "Conselho de Comunidade".

 

-   Trabalhar a formação de agentes competentes de Pastoral Carcerária.

 

-   Incentivar a visita às famílias dos presos.

 

-   Envolver os municípios na solução do problema carcerário.

 

-   Executar um mapeamento de todo o Brasil carcerário.

 

-   Fazer com que a sociedade se envolva mais na solução do problema carcerário.

 

 

PROJETOS

 

1. Mapear: saber o que existe ou não, conhecer as forças e as fraquezas através do mapeamento humano, social, antropológico e religioso. Comunicar isso a todos os bispos para estimular os responsáveis da pastoral.

 

2. Incentivar a Campanha da Fraternidade de 1997.

 

3. Articular todos os elementos da Pastoral Carcerária por Dioceses, Estabelecimentos Penais, Provinciais Eclesiásticas, Estados.

 

4. Promover a formação, de forma mais articulada e mais metódica de todos os agentes da Pastoral.

 

5. Estabelecer estratégias para um entrosamento maior com todas as Secretarias da Justiça de cada Estado.

 

6. Redigir de um novo manual para ajudar os agentes de Pastoral Carcerária, nos seus contatos com o mundo carcerário.

 

7. Procurar, em nível nacional, especialmente no Conselho Nacional das Políticas Carcerárias, ocupar o lugar reservado no Artigo 63 da SEP: "... bem como por representantes da comunidade...".

 

8. Ampliar o conhecimento e a atuação em nível jurídico com a ajuda de especialistas-conselheiros na matéria.

 

9. Fazer com que todas as cadeias do Brasil possam ter um grupo de agentes de Pastoral Carcerária.

 

10.          Acompanhar com regularidade os parentes do preso e do próprio presidiário no período pós-encarceramento.

 

           3.6.1.3. Pastoral do Menor

 

        Objetivo Geral: Estimular, à luz do Evangelho, um processo que visa a sensibilização, a conscientização crítica, a organização e a mobilização da sociedade como um todo, na busca de uma resposta transformadora, global, unitária e integrada à situação da criança e do adolescente empobrecidos, promovendo, nos projetos de atendimento direto a participação das crianças e adolescentes como protagonistas do mesmo processo.

 

Objetivos específicos:

 

   Sensibilizar os vários segmentos da sociedade, para posturas e ações efetivas em defesa dos direitos das crianças e adolescentes empobrecidos.

 

   Estimular o trabalho de base, dentro da linha comunitária, em vista de uma democracia participativa.

 

   Incentivar um novo tipo de relação entre as crianças e adolescentes, educadores e comunidade em geral.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Reuniões da Coordenação Nacional e do Nacional da Pastoral do Menor.

 

-   Projeto Político da Pastoral do Menor: sistematizar envolvendo crianças, adolescentes e agentes.

 

-   Marcha Global como instrumento de mobilização pela erradicação do trabalho infantil.

 

-   III Assembléia Nacional da Pastoral do Menor.

 

           3.6.1.4. Serviço Pastoral dos Migrantes

 

    Objetivo Geral: Promover uma evangelização inculturada na perspectiva do projeto Rumo ao Novo Milênio, fazendo-se presente nas diversas formas de mobilidade humana, animando e articulando os trabalhos e construindo pequenos sinais do Reino de Deus.

 

Objetivos específicos:

 

   Promover a acolhida, denunciar as causas geradoras da migração "forçada" e as condições indignas de trabalho e moradia.

 

   Resgatar o protagonismo, a cultura, a dignidade e a cidadania, vivenciando o ecumenismo e a mística a partir da situação de itinerância dos migrantes.

 

   Lutar por uma distribuição eqüitativa da terra e da renda e promover a integração dos migrantes na comunidade eclesial e nas formas de organização dos mesmos.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Reuniões da Coordenação Nacional e Encontros de Estudo sobre a realidade migratória.

 

-   Organizar a animar a Semana do Migrante em todo o Brasil fornecendo material próprio para isto.

 

-   Trabalhar articulado com o Setor Pastoral Social da CNBB, principalmente nos projetos da 3ª Semana Social Brasileira e no Grito dos Excluídos.

 

-   Realizar encontros com as diversas categorias de migrantes como latinos, temporário ou sazonais, migrantes nas cidades e nas regiões de colonização.

 

           3.6.1.5. Pastoral da Mulher Marginalizada

 

    Objetivo Geral: Ser a expressão de Deus nesse submundo da prostituição a fim de realizar sinais de libertação e valorizar a mulher marginalizada.

 

Objetivos específicos:

 

   Ser presença solidária junto às mulheres e meninas, procurando ouvi-las, acolhê-las e ajudá-las em suas dificuldades.

 

   Trabalhar ao lado da mulher e menina marginalizada ajudando-as a resgatar a dignidade da pessoa humana.

 

   Ser uma presença profética na sociedade e na Igreja para denunciar as causas da prostituição lutando para melhorar a situação da mulher marginalizada.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Animação, formação e articulação das coordenadoras regionais e locais da PMM e dos grupos de base, através de visitas, correspondências, relatórios e reuniões.

 

-   Realização do Encontro Nacional da PMM em outubro de 1998 na cidade de Belho Horizonte.

 

-   Articulação com a Pastoral dos Menor, dos Negros, dos Migrantes, dos Encarcerados, Portadores de Deficiências e Sofredores de Rua.

 

-   Participar do Grito dos Excluídos e da 3ª Semana Social Brasileira.

 

    3.6.1.6. Pastoral dos Nômades

 

    Objetivo Geral: Informar e sensibilizar as comunidades sedentária, clero, seminaristas e religiosos sobre o trabalho da Pastoral dos Nômades do Brasil e do acolhimento digno aos ciganos, parques e circos.

 

Objetivos Específicos:

 

   Ser presença de Igreja junto aos grupos nômades, pela evangelização, no atendimento religioso, ministrando os sacramentos, catequese de preparação, rezando e celebrando com eles.

 

   Incentivar e desenvolver a promoção humana nos aspectos mais fundamentais, respeitando e defendendo os direitos e necessidades da cultura nômade.

 

   Ajudar para que toda a sociedade saiba respeitar e valorizar a cultura dos nômades.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Visitas e acampamento junto aos nômades, através dos agentes da pastoral.

 

-   Coordenação, animação e formação dos agentes pastorais dos nômades, procurando ampliar o número de agentes e amigos que possam atuar nesta pastoral específica.

 

-   Articulação e participação junto às demais pastorais sociais e CNBB.

 

-   Atendimento a pesquisadores, jornalistas e estudantes que buscam informação a respeito da cultura dos nômades.

 

    3.6.1.7. Pastoral Operária

 

    Objetivo Geral: Contribuir para desencadear e fortalecer uma ação coletiva e mobilizadora dos trabalhadores e trabalhadoras na luta contra a exclusão social e políticas sociais que os favoreçam como agentes de uma mudança estrutural, unindo as ações quotidianas com as de massa e incorporando as diversas dimensões da pessoa humana na construção de uma sociedade sem exploração.

 

Objetivos específicos:

 

   Contribuir para a construção de um amplo movimento contra o desemprego e pelo emprego com política social.

 

   Priorizar o trabalho sistemático junto à juventude e às mulheres tendo em vista as implicações decorrentes das mudanças ocorridas no mundo do trabalho.

 

   Continuar o processo de formação da PO, intensificando e ampliando a capacitação nos diferentes níveis, visando a implementação eficaz do eixo articulador.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Conhecer, apontar e socializar experiências inovadoras de luta contra o desemprego em vista de sua superação.

 

-   Incentivar a apoiar iniciativas de geração de renda e capacitação profissional, tendo em vista o estabelecimento de novas relações solidárias, justas e fraternas, o crescimento pessoal, e um maior nível de consciência.

 

-   Fortalecer a PO nas regiões, iniciando pelo Nordeste, implementando uma nova forma organizativa, descentralizada em nível de dioceses.

 

-   Divulgar e participar da Campanha da Fraternidade de 1999 que terá como tema: "Fraternidade e os Desempregados" e como lema: "Sem trabalho... por quê?"

 

           3.6.1.8.    Pastoral dos Pescadores

 

    Objetivo Geral: Ser presença de gratuidade evangélica no meio dos pescadores, cultivando as sementes do Reino de Deus que existem no meio deles.

 

Objetivos específicos:

 

   Colaborar com os pescadores nos justos anseios de suas vidas, respeitando suas culturas, estimulando suas organizações e tendo em vista a libertação integral e a construção de uma nova sociedade.

 

   Animar, formar e articular fraternalmente os que trabalham no serviço aos pescadores.

 

   Lutar para a preservação do seu meio ambiente e da própria categoria.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Apoiar pequenos projetos de produção e comercialização para ajudar na sobrevivência e manter viva a esperança entre os pescadores.

 

-   Fortalecer a parceria com outras organizações dos pescadores, em especial com o Movimento Nacional dos Pescadores — MONAPE.

 

-   Formar novos agentes que assumam a causa dos pescadores.

 

-   Capacitar agentes que já tem uma maior experiência para que possam articular e assessorar as diversas atividades, estudos, pesquisas e encontros.

 

-   Retomar o trabalho de base.

 

           3.6.1.9.    Pastoral da Saúde

 

    Objetivo Geral: Capacitar os agentes de Pastoral de Saúde para as ações, atividades e atitudes necessárias na evangelização da área de saúde, principalmente em face das várias realidades culturais do país, visando a construção de uma sociedade justa e solidária a serviço da vida.

 

Objetivos específicos:

 

   Favorecer e incentivar os projetos e programas de formação dos agentes de Pastoral da Saúde.

 

   Difundir as diretrizes da PS-CNBB aprovadas na III Assembléia Nacional da Pastoral da Saúde.

 

   Elaborar um sistema de informações que permita o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelas equipes desta pastoral nas diferentes regiões.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Promover encontros e cursos de formação de agentes e elaborar material para isto.

 

-   Promover, participar e colaborar em atividades em defesa do Sistema Único de Saúde.

 

-   Realizar a IV Assembléia Nacional com coordenadores diocesanos e regionais da Pastoral da Saúde.

 

-   Participar no Conselho Nacional, Estaduais e Municipais de Saúde e Comissões de Ética em Pesquisa.

 

    3.6.1.10. Pastoral da Terra

 

    Objetivo Geral: Intensificar a presença e ação nas bases, contribuindo com o fortalecimento do protagonismo dos trabalhadores e das trabalhadores rurais em processos de luta, de organização e articulação, na perspectiva da conquista dos direitos constitutivos da cidadania e de um projeto de sociedade alternativo e popular, sinal da utopia do Reino.

 

Objetivos Específicos:

 

   Assumir, com as organizações do campo e com a sociedade, a luta pela terra, em especial as ocupações e as diversas formas de resistência do campo, contribuindo para uma autêntica reforma agrária.

 

   Estimular a agricultura familiar, numa perspectiva comunitária, na busca de diversificação e alternativas adequadas à preservação da vida e do meio ambiente.

 

   Contribuir com iniciativas que efetivem os diretos conquistados em lei; fortalecer o trabalho quanto às questões de gênero e etnia.

 

   Reforçar a formação dos trabalhadores(as).

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Contribuir para dar ao Jubileu uma dimensão social, a fim de resgatar as dívidas sociais e cancelar as dívidas externas, fortalecendo o processo de construção de uma sociedade democrática, justa e solidária.

 

-   Promover a solidariedade e o intercâmbio entre os trabalhadores(as) da América Latina e dos países pobres, como também entidade de apoio e solidariedade internacional.

 

-   Estabelecer alianças com organizações, entidades e redes nacionais e internacionais de apoio às lutas dos trabalhadores.

 

-   Realizar a 12ª Assembléia Nacional da CPT.

 

    3.6.2. Organismos ligados ao setor da Pastoral Social

 

           3.6.2.1. Cáritas

 

    Objetivo Geral: A Cáritas Brasileira, atenta aos sinais dos tempos e fiel aos clamores dos povos, vivendo e anunciando o Evangelho da Esperança de Jesus Cristo, assume a missão de promover, animar, organizar e participar efetivamente da prática da justiça e da solidariedade libertadora com os excluídos de nossa sociedade, contribuindo na construção de alternativas para que todas as pessoas tenham igual direito a uma vida digna.

 

Objetivos específicos:

 

   Formar agentes para a Ação Cáritas.

 

   Organizar a Cáritas e favorecer as parcerias.

 

   Construir alternativas e valorizar a vida na área urbana e rural.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Assessoria e acompanhamento aos regionais e entidades membros.

 

-   Elaboração e divulgação de documentos e subsídios sobre o atendimento às comunidades em situações de urgências.

 

-   Animar, organizar e desenvolver a Campanha Permanente de Solidariedade.

 

-   Integração e articulação com os Organismos e Pastorais do Setor Pastoral Social da CNBB, em todos os níveis.

 

          3.6.2.2.     CERIS

 

       Objetivo Geral: CERIS — Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais — é um Organismo ligado ao Setor Pastoral Social e tem por finalidade realizar estudos, pesquisas e apoiar projetos sociais.

 

Objetivos específicos:

 

   Produzir estatísticas e outros tipos de informações sobre os agentes e organizações da pastoral.

 

   Oferecer subsídios de caráter sociológico e econômico para os assessores-formadores de movimentos, dioceses etc.

 

   Acompanhar projetos fornecendo apoio no campo metodológico com visitas, treinamentos, seminários e troca de correspondências.

 

Estrutura do CERIS:

 

   Departamento de Estatística e Pesquisas Sociológicas (DEPS).

 

   Departamento de Estudos e Atuação Social (DEAS).

 

   Programas de Acompanhamento de Projetos.

 

   Serviço de Análise de Projetos.

 

   Fundo de Miniprojetos.

 

            3.6.2.3. IBRADES

 

O que é? O IBRADES foi fundado em 1968 como organismo de assessoria da CNBB na área social. Foi confiado à Companhia de Jesus na Província do Brasil Central e por ela mantido nestes 30 anos, como um programa operativo articulado com o Centro João XXIII de Investigação e Ação Social (CIAS) já existente desde 1966.

O objetivo central do IBRADES é contribuir para a construção e o aperfeiçoamento de uma sociedade democrática, livre e justa, solidária, subsidiária e participativa, no marco de um Estado de Direito, à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, no contexto eclesial do Brasil.

O que faz? O IBRADES, servido pela estrutura do Centro João XXIII, participa sobretudo dos projetos de assessoria e de formação. Ele o faz através de instrumentos e mediações próprias ou em parceria com instituições análogas. Essas mediações são, sobretudo, dez cursos anuais de curta ou média duração (quatro a quinze dias); dez mesas redondas sobre temas emergentes e/ou de cunho estrutural ou conjuntural; um curso com a duração de três ou quatro meses de dois em dois anos, para lideranças populares e pastorais. Por esses cursos longos passaram cerca de 700 pessoas provindas sobretudo da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste, servindo às Igrejas Locais nessas regiões.

 

    3.6.3.  Setor Comunicação

 

A Comunicação, como processo de relações entre pessoas para construir a comunhão, está a serviço de todas as Dimensões e Setores da CNBB. Sua função transformadora consiste em modificar o relacionamento, tanto interno quanto externo, da Igreja. Por outro lado, com relação aos meios, é necessário educar a consciência crítica dos receptores e incentivar a preparação profissional no uso dos meios e da linguagem própria de cada veículo. "Devemos nos interrogar sobre a própria linguagem, que conserva traços de uma cultura em grande parte desconhecida pela modernidade e que está sobrecarregada de elementos secundários, relevantes em outras épocas, mas cujo acúmulo arrisca hoje fazer perder de vista o essencial e dificultar a comunicação" (DGAEv, 239). Assim, será possível desenvolver uma Nova Evangelização em vista de um novo milênio que se aproxima. "As Igrejas locais devem investir na formação de comunicadores de inspiração cristã, com boa preparação profissional e pastoral, e na própria ação pastoral junto aos comunicadores em geral" (DGAEv, 240).

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Promover as equipes Regionais e Diocesanas de Comunicação.

 

-   Apoiar o projeto de Democratização da Comunicação.

 

-   Incentivar a Comunicação popular alternativa.

 

-   Manter contato constante com as Organizações Católicas Internacionais: Organização Católica Internacional de Cinema (OCIC), União de Rádio Difusão Católica (UNDA), União Católica Latino-americana de Imprensa (UCLAP) e Departamento de Comunicação Social do Conselho Episcopal Latino-americano (DECOS/CELAM).

 

-   Ser presença junto a instituições afins, como Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã (INBRAC), Rede Católica de Rádio (RCR), Rede Católica de Imprensa (RCI), Palavra Viva, Associação Nacional Católica de Rádios Comunitárias (ANCARC) e outras.

 

-   Incentivar os Regionais e Diocese, bem como outras instâncias, a celebrarem solenemente o Dia Mundial das Comunicações, oferecendo-lhes também subsídios.

 

-   Incentivar e participar da reunião anual das Editoras Católicas.

 

-   Estimular a produção e divulgação de documentos e demais publicações da Igreja em linguagem popular.

 

-   Estimular a criação de prêmios de Comunicação em nível regional.

 

-   Favorecer a "Pastoral da Amizade" entre os profissionais de comunicação.

 

-   Apoiar e coordenar, no Brasil, o Curso de Comunicação do DECOS/CELAM.

 

-   Acompanhar a grade de programação Rede Vida de Televisão.

 

-   Encontros da Equipe de Reflexão.

 

-   Encontro anual dos Bispos Responsáveis pela Comunicação nos Regionais.

 

-   Formação para os agentes de pastoral.

 

-   Divulgação e estudo do documento 59: "Igreja e Comunicação Rumo ao Novo Milênio".

 

-   Nucleação, capacitação e animação das Equipes de Comunicação.

 

-   Articulação das Rádios Comunitárias e capacitação para os agentes envolvidos.

 

-   Articulação da Imprensa Católica e Capacitação de Agentes.

 

-   Formação para a telemática e o projeto de evangelização da CNBB.

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Encontro dos Professores de Comunicação, dos Seminários

e Casas de Formação

 

OBJETIVO

Acompanhar e atualizar a formação dos sacerdotes na área da Comunicação.

JUSTIFICATIVA

Em 1995, foi elaborado pelo Setor de Comunicação, o documento orientador "Educação para a Comunicação dos Futuros Sacerdotes do Brasil". Contudo, é necessário fazer uma avaliação desse documento e da aplicação do projeto de formação dos sacerdotes na área de comunicação, levando em conta os compromissos da 35ª Assembléia Geral da CNBB.

RESPONSÁVEIS

Setor comunicação, em parceria com Setor Vocações e Ministérios e OSIB.

PRAZO

19 a 25 de julho de 1998.

 

2. Encontro sobre Liturgia e Meios de Comunicação de Massa

 

OBJETIVO

Estudar e manter acompanhamento sobre critérios de relação entre Liturgia e Comunicação no que se refere aos meios massivos.

JUSTIFICATIVA

Há uma multiplicação de celebrações nos meios de comunicação, por isso é urgente a discussão sobre o assunto. Os destinatários são os agentes de Pastoral e os técnicos que promovem a liturgia pelo rádio e TV.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, em parceria com a Dimensão Litúrgica.

PRAZO

19 a 25 de julho de 1998.

 

3. Prêmio Margarida de Prata

 

OBJETIVO

A premiação tem dois objetivos: estimular a criação de obras de cinema e vídeo que promovam valores humanos, espirituais e cristãos com arte e cultura; e ampliar a capacidade crítica das platéias.

JUSTIFICATIVA

O Brasil vive um momento de grande produção na área do cinema. Assim, é importante que a ação pastoral da Igreja acompanhe e valorize este esforço da cultura nacional.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação.

PRAZO

1998/1999.

 

4. Realização do Mutirão da Comunicação

 

OBJETIVO E JUSTIFICATIVA

Reunir instituições e comunicadores comprometidos com a construção de uma sociedade solidária a partir dos diferentes espaços da comunicação. O evento terá um caráter motivacional e será espaço de reciclagem e de articulação.

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação, em parceria com as entidades afins.

PRAZO

19 a 25 de julho de 1998.

 

5. Encontro de avaliação do aspecto comunicacional da Campanha da Fraternidade

 

OBJETIVO

Reunir agentes que trabalham na base durante a CF com especialistas de comunicação e pastoral, para traçar indicações de renovação desta ação evangelizadora da Igreja do Brasil.

JUSTIFICATIVA

A Campanha da Fraternidade é um importante Programa Global da CNBB. É necessário refletir e atualizar esta atividade tendo em vista a campanha do ano 2000, que deverá ter aspectos novos e renovadores.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, em parceria com a Secretaria Executiva da CF.

PRAZO

19 a 25 de julho de 1998.

 

6. Encontro de reflexão sobre evangelização inculturada e os

Meios de Comunicação Social

 

OBJETIVO

Oferecer para produtores, editores e diretores que trabalham em meios de comunicação de massa uma ocasião de reflexão sobre o significado da exigência fundamental da Evangelização Inculturada "Anúncio".

JUSTIFICATIVA

O Documento 59, elaborado pela 35ª AG, estabeleceu como compromisso a busca de consenso junto aos responsáveis pela produção dos meios de comunicação da Igreja.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, em parceria com o Instituto Nacional de Pastoral.

PRAZO

19 a 25 de julho de 1998.

 

7. Encontro de reflexão sobre Formação do Profissional da Comunicação

 

OBJETIVO

Oferecer para os educadores das universidades ocasião para discutirem a formação para a ética da solidariedade, dentro da área da comunicação.

JUSTIFICATIVA

É cada vez maior a importância desses jovens profissionais na construção da sociedade. O encontro poderá dar indicações educativo/pastorais e será um momento importante de articulação das várias faculdades.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, em parceria com o Setor de Pastoral Universitária.

PRAZO

19 a 25 de julho de 1998.

 

    3.6.4.  Setor Educação

 

O Setor de Pastoral da Educação da CNBB articula todos os organismos pastorais e iniciativas da Igreja para que, no desempenho da missão específica de cada um, sempre se leve em conta e se privilegie a dimensão educativa de que são portadores, visando promover o ser humano em sua integralidade. Assim a Igreja, em tudo o que realiza, eduque evangelizando e evangelize educando, e colabore para a realização das pessoas, a formação de comunidades fraternas e para uma sociedade justa e solidária.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Incentivar e acompanhar a organização da Pastoral da Educação nos regionais da CNBB e nas dioceses, assessorando as equipes já existentes e estimulando a criação de equipes onde ainda não existem.

 

-   Acompanhar criticamente a situação da educação no país, principalmente a política educacional.

 

-   Apoiar e incentivar iniciativas de Educação Popular não-formal e informal, promovidas por movimentos, organizações e instituições.

 

-   Trabalhar em conjunto com organismos de Igreja (AEC, ABESC, CRB, MEB), congregações religiosas docentes, equipes docentes e outras entidades privadas e públicas dedicadas à educação e que se propõem assumir a educação libertadora.

 

-   Participar do Conselho Nacional de Educação Católica (CONIEC) e ajudá-lo a fortalecer-se em sua missão de articulador todos os organismos que atuam na educação católica.

 

-   Reuniões do Grupo Nacional de Reflexão sobre Educação (GREDUC).

 

-   Promover e elaborar subsídios sobre Pastoral da Educação.

 

-   Participar de encontros, seminários, reuniões e congressos, que interessam ao Setor Educação promovidos por AEC, ABESC, MEB, GRE, DEC-CELAM.

 

-   Colaborar, com especial ênfase, na dinamização da CF-98, que tem por tema "Fraternidade e Educação".

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. 5º Seminário Nacional de Pastoral da Educação

 

OBJETIVO

Aprofundar a reflexão sobre a Pastoral da Educação e contribuir para a formação e treinamento de animadores regionais da PE.

JUSTIFICATIVA

A CF 98 sobre Educação sensibilizará os Regionais e as dioceses sobre a situação da educação no Brasil e sobre a missão da Igreja no mundo da educação. Um Seminário sobre PE logo após a CF 98, facilitará ainda mais a implantação e/ou o reforço da PE nos Regionais e nas dioceses.

RESPONSÁVEL

Setor Educação, Setor Ensino Religioso e AEC do Brasil.

PRAZO

25 a 28 de junho de 1998, em Brasília (DF).

 

2. Seminário Nacional sobre Educação Não-Formal

 

OBJETIVO

Articular os organismos, as associações e outros grupos, que, em nome da Igreja, estão comprometidos com a educação não-formal a fim de se elaborar alguns elementos teóricos e práticos que lhes facilitem, ainda mais, a qualidade da educação que proporcionam aos excluídos do sistema educativo formal.

JUSTIFICATIVA

É crescente o número de excluídos, conseqüência do sistema político-econômico neoliberal de mercado que está sendo implantado no Brasil. Essas pessoas fazem parte, portanto, da opção preferencial de nossa Igreja pelos pobres. Sob o impulso da CF-98, sobre Educação, visamos articular as iniciativas de educação não formal. Este Seminário é também uma recomendação do Seminário Latino Americano de Educação Não-Formal.

RESPONSÁVEL

Setor Educação, Setor Ensino Religioso, Setor Pastoral Social, AEC do Brasil (Setor Educação Popular), MEB e CRB (Setor Educação).

PRAZO

6 a 9 de agosto de 1998.

 

3. 2º Seminário Nacional sobre "A dimensão social da educação"

 

OBJETIVOS

Aprofundar a dimensão social da educação, em sintonia com o Projeto Rumo ao Novo Milênio, a 3ª Semana Social Brasileira e a CF-99 que terá como tema A Fraternidade e o Desempregado, e ainda em vista de um projeto político-pedagógico que responda às orientações da Igreja e aos desafios do mundo de hoje.

JUSTIFICATIVA

A crescente exclusão social, fruto de uma política econômica concentradora de rendas que gera desemprego e marginalização de grande parte da população, desafia os educadores e as instituições a unir esforços e organizar estratégias de resgate da dignidade humana e das dívidas sociais. Conscientes de que este resgate passa, necessariamente, pela educação, queremos que este Seminário venha ajudar no sentido de unir as forças vivas comprometidas com a educação formal e não-formal nesta importante questão do resgate da dívidas sociais

RESPONSÁVEL

Setor Educação, Setor Ensino Religioso e Setor Pastoral Social, AEC do Brasil/Setor de Educação Popular e MEB.

PRAZO

Junho de 1999.

 

4. 1º Congresso Nacional de Educação Básica do Mundo Rural

 

OBJETIVO

Envolver o mundo da educação rural na reflexão e colocação em prática do projeto da educação rural.

JUSTIFICATIVA

A educação que acontece no mundo rural nunca teve uma política específica do governo e o que acontece neste campo é, em grande parte, iniciativa do povo. Face à mobilização causada pela CF-98 sobre Educação e pelo MST para uma reforma agrária, e face à implantação da nova LDB, faz-se necessário uma atenção especial à educação do mundo rural.

RESPONSÁVEL

Setor Educação e Setor Pastoral Social, em parceria com MST, UNB, UNESCO e UNICEF.

PRAZO

27 a 31 de julho de 1998.

 

5. 2º Fórum Nacional de Educação Católica

 

OBJETIVO

Reforçar a articulação das forças vivas que, no Brasil, atuam na Educação, buscando, na união de esforços, viabilizar a educação integral de qualidade como direito de cada brasileiro e, para nós, cristãos, espaço de evangelização.

JUSTIFICATIVA

São muitas as forças da Igreja Católica que, hoje, no Brasil, em todos os níveis e diferentes modalidades, atuam na educação e na reeducação. A integração de todas essas forças em torno de objetivos comuns, e sobretudo em sintonia com o Projeto Rumo ao Novo Milênio, poderá ser um passo decisivo para a reafirmação da educação como processo de exercício da cidadania, de recuperação da dignidade humana e do direito de todos a uma educação integral de qualidade e como um meio privilegiado de evangelização.

RESPONSÁVEL

Setor Educação, Ensino Religioso e CONIEC (AEC, ABESC, ANAMEC, MEB).

PRAZO

No decorrer de 1999.

 

    3.6.5.  Setor de Ensino Religioso

 

O Ensino Religioso (ER), de matrícula facultativa para o aluno, é parte integrante da formação básica do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo (Lei n° 9.475 de 22/07/97).

O ER, levando em conta a sensibilidade religiosa, é compreendido como afirmação da abertura do ser humano ao Transcendente e contribui assim para o desenvolvimento do ser humano na sua relação consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com Deus. Tem como exigência fundamental o respeito à liberdade religiosa de educandos e educadores. Pauta-se por uma vivência ética, no diálogo com as culturas e com grupos das diferentes denominações religiosas.

O Setor é um centro de informações atualizado; acompanha e colabora na elaboração de leis sobre o ER, em nível nacional e estadual e presta assessorias diversas.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Estudar, pesquisar, buscar informações e coletar dados sobre a realidade do Ensino Religioso.

 

-   Reuniões e trabalhos em conjunto com o Grupo de Reflexão Nacional sobre Ensino Religioso (GRERE).

 

-   Promover e acompanhar atividades em conjunto com entidades ecumênicas (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - CONIC; Comissão Evangélica Latino Americana de Educação Cristã - CELADEC; Conselho Latino Americano de Igrejas - CLAI; Movimento da Fraternidade Cristã - MOFIC; Associação Interconfessional de Educação Cristã de Curitiba - ASSINTEC; Conselho de Igrejas para Educação Religiosa de Santa Catarina - CIER/SC; Coordenadoria Ecumênica de Serviço - CESE); e outros organismos e entidades afins, tais como Fórum Nacional Permanente de Ensino Religioso - FONAPER; Secretarias de Educação dos Estados e Municípios; e Instituições de 3º grau.

 

-   Alimentar, com artigos e informações sobre o ER, o espaço a este destinado na home-page da CNBB, disponibilizando estas mesmas informações aos demais meios de comunicação social.

 

-   Participar de eventos sobre o ER, acompanhando atividades e prestando assessorias.

 

-   Promover, apoiar e incentivar a realização de cursos, encontros, seminários, reuniões, estudos, e a elaboração de material de apoio didático e de subsídios de reflexão sobre o ER.

 

-   Participar na elaboração do Diretório de Ensino Religioso para a América Latina e de eventos promovidos pelo CELAM ou outras entidades.

 

-   Elaboração e publicação de subsídios.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. 12° Encontro Nacional de Coordenadores de Ensino Religioso (12° ENER)

 

OBJETIVO

Oportunizar a continuidade do processo de reflexão sobre o ER, em face da legislação e a reelaboração do projeto político pedagógico.

JUSTIFICATIVA

É urgente investir na formação de professores, ante as constantes mudanças sociais e, principalmente, às mudanças oriundas da aplicação da nova LDB e da Lei n° 9.475/97, sobre o ER; e aprofundar a reflexão sobre o ER.

RESPONSÁVEIS

Setor de Ensino Religioso e GRERE, com apoio da Dimensão Ecumênica e Diálogo Religioso da CNBB.

PRAZO

17 a 20 de agosto de 1998.

 

2. Encontro e pesquisa sobre a música no Ensino Religioso

 

OBJETIVO

Proceder levantamento de canções, lendas, mitos, poemas, organizando-as em coletânea, para ajudar os professores na prática do Ensino Religioso.

JUSTIFICATIVA

A música é um excelente instrumento auxiliar na motivação e dinamização da aula de ER. Experiências nos cursos para professores de ER tem mostrado que o canto é muito usado para aula de ER, no entanto, na maioria das vezes são cantos fora do contexto escolar e desencontrados do conteúdo de ER.

RESPONSÁVEIS

Setor de Ensino Religioso, Setor Educação e GRERE, com apoio do Setor de Música e Canto Pastoral, em parceria com Instituições interessadas.

PRAZO

Pesquisa - 1998; Seminário - 1999

 

3. Vídeos didáticos sobre Ensino Religioso

 

OBJETIVO

Oferecer, através de vídeos, aos educadores e à sociedade em geral, ajuda para a compreensão e reflexão sobre ER.

JUSTIFICATIVA

A compreensão do ER exige preparação e atualização constante dos educadores quanto ao uso e melhor aproveitamento dos atuais recursos tecnológicos de que dispõem os estabelecimentos de ensino.

RESPONSÁVEIS

Os Setores de Ensino Religioso e de Educação, o GRERE, com apoio do Setor de Comunicação Social, em parcerias com produtoras de vídeos.

PRAZO

1998 e 1999.

 

    3.6.6   Setor Família

 

À luz do Projeto de Evangelização da Igreja no Brasil em preparação ao grande Jubileu do ano 2000 — Rumo ao Novo Milênio — (Doc. 56 da CNBB), desde o 7º Congresso Nacional de Pastoral Familiar (Belém /PA, 6-8/9/96) até os cinco Congressos Macro-regionais (1997), o Setor Família da CNBB prossegue a caminhada, na tentativa de, em sintonia com as demais dimensões, concretizar sempre mais as exigências da Evangelização inculturada.

O II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, incluindo o Congresso Teológico Pastoral, ampliou vastamente os horizontes da Pastoral Familiar para a Nova Evangelização da Família, o exercício da cidadania e a solidariedade para com todos.

O Setor está assessorado pelas seguintes comissões: Comissão de Assessoramento aos Poderes Públicos e Entidades Privadas; Comissão de Formação; Comissão de Articulação de Movimentos e Serviços Familiares; Comissão de Bioética e Educação para Amor (sexualidade); Comissão de Comunicação Social; Comissão de acolhida, espiritualidade, solidariedade e vida comunitária.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Reuniões da Comissão Executiva Nacional com os bispos, casais responsáveis pela Pastoral Familiar nos Regionais e representantes do Instituto de Pastoral Familiar e da Equipe de Reflexão e Apoio.

 

-   Reuniões periódicas da Equipe de Reflexão e Apoio.

 

-   Congressos Nacionais da Pastoral Familiar.

 

-   Congressos Nacionais de Assessores da Pastoral Familiar.

 

-   Congressos Macrorregionais da Pastoral Familiar e de Assessores.

 

-   Boletins Informativos (bimestrais) e Boletins Radiofônicos (trimestrais).

 

-   Semanas nacionais (anuais) da família.

 

-   Mapeamento da Pastoral Familiar em todas as Dioceses e Paróquias do Brasil.

 

-   Cadastramento de especialistas nas diferentes áreas da Pastoral Familiar.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. Roteiro "Hora da Família"

 

OBJETIVO

Motivar e preparar as famílias para o grande jubileu do ano 2000 e oferecer os subsídios da Semana Nacional da Família e em preparação do Natal em família.

JUSTIFICATIVA

É a família que evangelizará a família. Um roteiro simples, com reflexão bíblica e pastoral facilitará uma ação missionária evangelizadora.

RESPONSÁVEIS

Setor Família, Comissão Nacional de Pastoral Familiar e Pastoral Familiar do Leste I.

PRAZO

Edição de dois exemplares por ano, até o ano 2000.

 

2. Implantação e incremento das várias comissões técnicas do setor

 

OBJETIVO

Identificar os campos prioritários de atuação da Pastoral Familiar e implementação das respectivas prioridades no campo da promoção da vida, do amor, do sacramento do matrimônio e da instituição familiar.

JUSTIFICATIVA

Necessidade de um desempenho mais qualitativo para orientar e fortificar as linhas específicas de ação da Pastoral Familiar.

RESPONSÁVEIS

Setor Família, Equipe de Reflexão e Apoio e Comissão Nacional.

PRAZO

1998 e 1999.

 

    3.6.7 Setor Cultura

 

Atento a sua finalidade, que é articular as ações da CNBB em resposta ao desafio da inculturação de que tratam as DGAEv (nº 179), cabe ao Setor Cultura assumir plena parceria com os demais setores e pastorais nas ações que estes vêm desenvolvendo no campo da inculturação e, de sua parte, promover estudos sobre o tema que possam ser colocados à disposição das dioceses, promovendo a partilha das experiências que forem sendo realizadas entre as mesmas.

Deve também o Setor, harmonizando sempre suas atividades com o PRNM, procurar envolver as entidades culturais, os intelectuais e artistas católicos no processo de inculturação, iniciando seu trabalho neste campo com a criação de um cadastro nacional de colaboradores voluntários do mundo da cultura.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Encontros anuais de reflexão sobre a inculturação no mundo urbano.

 

-   Estruturação do Setor Cultura nos Regionais.

 

-   Cadastro de colaboradores voluntários do mundo da cultura.

 

-   Encontros nacionais de católicos empenhados no mundo da cultura.

 

-   Encontros com a Pastoral Afro-brasileira, com o CIMI e ABESC.

 

-   Criação de uma publicação, relatando experiências e estudos de especialistas na área da cultura.

 

-   Contatos com a Universidade do Paraná e com a Associação Brasileira de Artistas Católicos.

 

    3.6.8.  Pastoral da Juventude

 

O Setor Juventude da CNBB tem a missão de animar todo o trabalho que a Igreja faz com os jovens no Brasil, dando atenção especial à Pastoral da Juventude do Brasil, mantendo diálogo e parceria com congregações religiosas que trabalham com jovens, e movimentos juvenis. Por outro lado o Setor Juventude mantém relações com as organizações da sociedade que trabalham com jovens.

A proposta oficial da Igreja no Brasil para o trabalho com jovens são os Projetos de Ação, Formação e Espiritualidade. Os projetos de Ação são as Missões Jovens e a Cidadania; os de Formação são Formação da Pessoa Humana e Formação para a Cidadania; e o de Espiritualidade são as Liturgias Jovens, a Leitura Orante da Bíblia e o Ofício Divino das Comunidades.

O Setor Juventude da CNBB tem a missão de garantir que a opção pelos jovens seja afetiva e efetiva na Igreja do Brasil.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Duas reuniões anuais da Comissão Nacional de Jovens da PJ do Brasil.

 

-   Duas reuniões anuais da Comissão Nacional de Assessores da PJ do Brasil.

 

-   Visitas aos Regionais, acompanhamento às PJs Específicas.

 

-   Relacionamento com a PJ latino-americana.

 

-   Comunicação com as principais lideranças da PJ do Brasil.

 

-   Encontros Nacionais da PJ, no mês de janeiro;

 

-   Encontros de Assessores Regionais e Específicos da PJ do Brasil, no mês de janeiro.

 

-   Realização anual das Semanas da Cidadania (14 a 21 de abril).

 

-   Encontros com instituições que trabalham na recuperação de dependentes químicos-drogados, no mês de junho.

 

-   Encontros nacionais com congregações religiosas e movimentos juvenis, em setembro.

 

-   Celebração anual do Dia Nacional da Juventude, no último domingo de outubro.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. 1º Fórum Nacional de Comunicação da PJ do Brasil

 

OBJETIVO

Definir as políticas de comunicação da PJB e realizar oficinas práticas em cada área específica.

JUSTIFICATIVA

A PJB tem muitos militantes e assessores que atuam no campo da comunicação escrita, falada e televisiva. É preciso que tenhamos claro o que queremos alcançar com a comunicação em nosso país (políticas de comunicação) e que façamos nosso trabalho cada vez com mais qualidade e profissionalismo (oficinas práticas).

PRAZO: 1999

 

2. 2º Concílio de Lins

 

OBJETIVO

Reunir jovens e assessores de todo o Brasil para concretizar ainda mais o projeto de Missões Jovens.

JUSTIFICATIVA

Em 1997, durante a ditadura militar, foi organizado em Lins, SP, um Concílio de Jovens, que ajudou a reorganizar o trabalho com jovens no Brasil; 21 anos depois, chegada a maioridade, chegou a hora de dar um impulso ainda maior a este trabalho missionário dos jovens.

PRAZO

12 a 19 de julho de 1998.

 

3. 12ª Assembléia Nacional da PJ do Brasil

 

OBJETIVO

Avaliar, celebrar e redimensionar os projetos da PJ do Brasil, construindo novas respostas e estratégias, para dar continuidade à caminhada, reforçando o compromisso, a unidade e a identidade.

JUSTIFICATIVA

Em julho de 1995, aconteceu a 11ª Assembléia Nacional e definiu projetos de ação, formação e espiritualidade; os projetos serão avaliados e reassumidos pela PJB.

PRAZO

19 a 26 de julho de 1998.

 

4. 2º Congresso Latino-Americano de Jovens

 

OBJETIVO

Formular novas linhas de ação e compromisso da Pastoral da Juventude do Continente Rumo ao terceiro Milênio, a partir da avaliação do caminho percorrido, das mudanças culturais e da situação de pobreza, para contribuir na construção de uma nova América Latina, expressão da Civilização do Amor.

JUSTIFICATIVA

No final de 1991 e início de 1992 foi realizado o 1º Congresso Latino-Americano de Jovens, em Cochabamba, Bolívia. Chegou a hora de repensar o rumo da caminhada da PJ da América Latina, e vai ser no Chile.

PRAZO

3 a 11 de outubro de 1998.

 

5. Greve de fome — para que todos tenham vida

 

OBJETIVO

Realizar um gesto comum da PJ do Cone Sul, para denunciar a injustiça que acentua a pobreza e exclusão; pedir perdão por nossas omissões; anunciar a esperança; propor novos caminhos e celebrar nosso compromisso como jovens do Cone Sul.

JUSTIFICATIVA

Desde o ano de 95 vem sendo amadurecida esta idéia, que foi aprovada no 3º Encontro de PJ do Cone Sul, em maio de 97.

PRAZO

1 a 8 de agosto de 1999.

 

6. 2º Encontro Nacional com Assessores e Coordenadores Diocesanos de PJ

 

OBJETIVO

Dar uma atenção específica aos assessores e coordenadores diocesanos da PJ do Brasil.

JUSTIFICATIVA

Desde 1995, o Setor Juventude pensava em tomar esta iniciativa. Em 1997, aconteceu o 1º Encontro, que teve excelente resultado e, por isso, é importante continuar este projeto.

PRAZO

Março de 1999.

 

7. 18º Seminário Nacional da PJ do Brasil

 

OBJETIVO

Recolher todas as experiências concretas de cidadania, meios de participação popular e missões jovens e tentar ir definindo por onde vai o projeto político, em sentido amplo, da PJ do Brasil.

JUSTIFICATIVA

A PJ do Brasil tem avançado bastante em sua participação, tanto na Igreja, como na sociedade. É importante recolher todas as experiências concretas de participação realizadas nos últimos três anos, refletir sobre elas e propô-las de novo para a PJB.

PRAZO

Janeiro de 1999.

 

    3.6.9. Pastoral Universitária

 

O Setor de Pastoral Universitária visa organizar as ações evangelizadoras no campo específico da Universidade, levando em conta todos os segmentos presentes nele: estudantes, professores, pessoal de serviço...; e as realidades diversificadas das Universidades brasileiras, sejam federais, estaduais, particulares, católicas...

Para realizar sua tarefa articula-se com entidades e organismos que trabalham no mesmo setor, como a PdU (Pastoral da Universidade), ABESC, CRUB....

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Encontros anuais de capacitação de Evangelizadores, no mês de janeiro.

 

-   Encontro Nacional de Assessores da PU, anuais, em julho.

 

-   Reuniões da Coordenação Nacional da PU, quatro ao ano.

 

-   Assessoria a Dioceses e Regionais.

 

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

1. A Universidade e o resgate das dívidas sociais

 

OBJETIVOS

Provocar a participação da comunidade universitária no processo da 3ª Semana Social Brasileira; estimular a reflexão sobre o papel da Universidade na atual conjuntura e as responsabilidade da sociedade e do estado para com a mesma; estimular no meio universitário a atitude do serviço para com os excluídos da sociedade.

JUSTIFICATIVAS

O potencial da Universidade no tocante ao processo de mudanças socioculturais; a necessidade de se construir parcerias; a oportunidade dada pelo clima proporcionado pelo PRNM, para uma atitude de diálogo entre os diversos setores da Igreja e o mundo acadêmico.

RESPONSÁVEL

Setor PU e equipe de articulação PU/PdU-ABESC, em parceira com outras entidades e organismos.

PRAZO

Durante o ano 1998.

 

    3.6.10. Pastoral Afro-brasileira

 

A preocupação com o povo negro católico brasileiro é algo que vem de longa data, especialmente a partir das conclusões do Concílio Vaticano II (que apresentam a imagem de Igreja Povo de Deus), seguidas pelos documentos latino-americanos (Medellín, Puebla e Santo Domingo) e os pronunciamentos do papa João Paulo II, ressaltando a opção preferencial da Igreja pelos pobres, considerados em sua condição de excluídos de uma plena cidadania, e na importância de seus valores culturais e religiosos, no processo de renovação e inculturação da ação evangelizadora da Igreja.

 

Um pouco de história

 

Em agosto de 1996, a CNBB convidou o Pe. Gílio Felício, provedor do Instituto Mariama, a Ir. Magda Maria Fonseca, assessora do Grupo de Reflexão sobre a Vida Religiosa Negra e Indígena (GRENI, da CRB), e o senhor Carlos Alves Moura, membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília, para formar um Grupo de Trabalho de Pastoral Afro-brasileira.

Em novembro de 1996, os três se reuniram e, a pedido de diversos grupos do Movimento Negro Católico, fizeram um convite ao senhor Tarcísio Antônio do Nascimento para integrar o Grupo. Ele é membro da Coordenação da Pastoral do Negro na Arquidiocese de São Paulo. Após a escolha do novo membro, foi definido o objetivo geral, os objetivos específicos e os elementos principais do trabalho a ser realizado. Chegou-se à conclusão de que, como organismo da CNBB, o Grupo deveria atuar no processo de inculturação da ação evangelizadora da Igreja, refletindo, acompanhando, articulando, avaliando e estimulando a Pastoral Afro-brasileira e encaminhando a criação de um Secretariado Nacional de Pastoral Afro-brasileira

O Grupo de Trabalho de Pastoral Afro-brasileira está ligada à presidência da CNBB. Reunir-se-á, de dois em dois meses, por ocasião das reuniões da CEP.

 

OBJETIVOS E ATIVIDADES

 

1. Fazer um levantamento dos grupos de Pastoral dos Negros, existentes no Brasil, aproveitando o material já pesquisado.

 

2. Fazer um levantamento dos grupos militantes e comunidades em todas as regiões, destacando o interior, onde não há tantas alternativas de partilhar dificuldades, anseios e conquistas.

 

3. Conhecer, acompanhar, avaliar e estimular os projetos e realizações das entidades negras católicas, dentro do processo de inculturação da ação evangelizadora da Igreja.

 

4. Apoiar, incentivar e suscitar atividades que visem o avivamento, a preservação e a articulação dos valores da comunidade afro-descendente.

 

5. Promover a articulação das atividades pastorais entre as entidades negras católicas e os organismos da CNBB, considerando as seis dimensões da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

 

6. Suscitar políticas e estratégias de atendimento pastoral aos remanescentes de quilombos e às Irmandades de homens e mulheres negros.

 

7. Motivar o intercâmbio de experiências entre o povo afro-brasileiro e os povos latino-americanos, caribenhos, africanos e outros.

 

8. Realizar estudos e debates preparando a criação de um Secretariado Nacional de Pastoral Afro-brasileira.

 

9. Procurar conhecer o trabalho realizado pelo Grupo Tarefa da CNBB, criado em 1979, em vista da preparação da Conferência Episcopal Latino-americana de Puebla e outros grupos, como o que preparou o texto base para a Campanha da Fraternidade de 1988.

 

10.          Oferecer subsídios para celebrações de datas importantes ligadas à comunidade negra.

 

11.          Incentivar a participação nos projetos de pastoral afro-americana promovidos pelo DEMIS (Departamento Missionário do CELAM), entre eles, os EPAS (Encontros de Pastoral Afro-americana).

 

12.          Promover o diálogo inter-religioso valorizando importantes experiências existentes em várias regiões do Brasil.

 

 

IV - PROGRAMAS DA COORDENAÇÃO GERAL

 

36ª e 37ª ASSEMBLÉIA GERAL DA CNBB

Descrição:

Reuniões plenárias, grupos regionais e inter-regionais, comissões integradas especiais; reuniões por grupos de estudo.

 

Responsável:

Presidência, CEP e Secretariado Geral.

 

Prazo:

Abril de 1998 e abril de 1999.

 

CONSELHO PERMANENTE

Descrição:

Reuniões plenárias

 

Responsável:

Presidência, CEP e Secretariado Geral.

 

Prazo:

Agosto e novembro de 1998 e de 1999.

 

 

RESIDÊNCIA E CEP

Descrição:

Reuniões privativas dos bispos, por dimensões de ação pastoral e sessões de estudo.

 

Responsável:

Secretariado Geral.

 

Prazo:

Mensal.

 

 

COMISSÃO EPISCOPAL DE DOUTRINA

Descrição:

Reuniões ordinárias da Comissão, seminários de estudos, encontros com teólogos, publicação de cadernos de orientação doutrinal, contatos com a congregação para a Doutrina da Fé, acompanhamento doutrinário à Presidência, e acompanhamento de publicações teológicas.

 

Responsável:

Comissão de Doutrina.

 

Prazo:

Quatro reuniões ordinárias anuais; seminários de estudo e encontros.

 

REUNIÃO DO CONSELHO ECONÔMICO

Descrição:

Acompanhamento da administração econômica e financeira da CNBB; o Conselho Econômico reúne-se por ocasião da reunião da CEP e o Conselho Fiscal em março de cada ano.

 

 

ASSEMBLÉIA DOS ORGANISMOS DO POVO DE DEUS

Descrição:

Encontro de Representantes da CNBB, CRB, CNL, CNIS, CND, CNC.

 

Responsável:

Presidências dos Organismos.

 

Prazo:

1998.

 

PRESIDÊNCIA DE GRANSDES ORGANISMO NACIONAIS

Descrição:

1. Reuniões mensais, durante a reunião da Presidência e CEP, dos Presidentes dos Organismos nacionais do Povo de Deus.

2. Encontro anual das Presidências ou Diretorias dos Organismos nacionais do Povo de Deus.

 

Responsável:

Presidências dos Organismos.

 

Prazo:

Reuniões mensais, durante a CEP.

 

 

GRUPO DE ASSESSORES (GA)

Descrição:

Reuniões do Secretário-Geral com os Assessores.

 

Prazo:

Mensais.

 

ENCONTROS NACIONAIS DE SUBSECRETÁRIOS REGIONAIS

Descrição:

Reuniões dos Subsecretários dos 16 Regionais da CNBB com o Secretário Geral e os Assessores da CNBB.

 

Prazo:

Duas vezes ao ano (junho e novembro).

 

 

ASSESSORIA ESPECIAIS E CONSULTORIA

 

1. Consultoria Jurídico-Civil e Jurídico-Canônica

   

A Consultoria Jurídica é um serviço permanente, prestado à Presidência e Secretariado Geral da CNBB, mas aberta às outras instâncias da CNBB, aos bispos e às demais instituições eclesiais. Atualmente está dividida em consultoria jurídico-canônica e consultoria jurídico-civil, cada qual com seu responsável.

Para o próximo biênio não são previstas atividades especiais, mas a continuidade do atendimento, seja em nível institucional seja em nível pessoal, com a discrição e reserva que em geral este serviço exige.

A consultoria jurídico-canônica procurará participar dos encontros anuais de Juízes Eclesiásticos e da Sociedade Brasileira de Canonistas, que surgiram e se firmaram com o apoio da CNBB, através da Consultoria Jurídica.

Além disso, continuará publicando, através do Comunicado Mensal, informações e documentos jurídicos, de interesse para a Igreja no Brasil ou seus Pastores.

 

2. Assessoria política à Presidência da CNBB

 

"... A evangelização é a missão fundamental da Igreja e não é possível o seu cumprimento sem que se faça o esforço permanente para reconhecer a realidade e adaptar a mensagem cristã ao homem de hoje dinâmica, atraente e convincentemente" (cf. Puebla, n. 85).

 

Objetivos:

 

1. Manter contato com o Congresso Nacional, acompanhando alguns projetos de maior relevância para a vida nacional e em maior sintonia com a dinâmica eclesial.

 

2. informar a Presidência e Comissão Episcopal de Pastoral (CEP), em suas reuniões mensais, sobre os acontecimentos significativos da realidade, o que se costuma chamar "Análises de Conjuntura".

 

3. articular-se com os grupos que fazem trabalhos afins, para valorizá-los, somar forças e levar a eles as preocupações da Igreja.

 

4. ser porta-voz das comunidades cristãs, encaminhando suas aspirações às autoridades competentes, fazendo chegar até elas, também, notícias do processo político corrente.

 

5. oferecer aos membros do Congresso, através de contatos pessoais, subsídios para temas de maior interesse e os documentos elaborados pela Igreja.

 

6. propiciar reuniões de parlamentares e membros das entidades civis na sede da CNBB para um convívio fraterno, num clima de diálogo e cor-responsabilidade diante dos desafios do País.

 

    3. Assessoria de Emprensa

 

A Assessoria de Imprensa é um Setor do Secretariado Geral a serviço da Presidência, da Comissão Episcopal de Pastoral, das dimensões, dos organismos nacionais, dos regionais e das dioceses. Para isso, procura acompanhar o que acontece na sociedade e na Igreja, para servir os bispos, os profissionais de comunicação e os assessores, produzindo fluxo de informação jornalística para os meios de comunicação da Igreja e da sociedade.

À luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, a Assessoria de Imprensa tem como objetivo agilizar e aperfeiçoar a comunicação da Igreja em dois níveis: 1. Comunicação interna; 2. Comunicação com a sociedade.

 

Em nível de comunicação interna, a Assessoria:

 

   Elabora o Boletim Semanal "Notícias".

 

   Mantém contato permanente com os Meios de Comunicação da Igreja enviando documentos e atendendo outras solicitações.

 

   Coordena o serviço de arquivo de documentação de jornais.

 

   Mantém constante comunicação com os regionais da CNBB, enviando documentos e atendendo solicitações.

 

   Mantém um serviço de "mala direta", via computador, por meio da Internet, passando para diversos destinatários as principais notícias da semana, através do envio do boletim "Notícias" e de outros documentos que retratam a vida e a ação da Igreja.

   

    Em nível de comunicação com a sociedade:

 

   Procura manter contato freqüente, quer telefônico quer pessoal, com os profissionais de comunicação.

 

Envia documento solicitados pelos meios de comunicação.

 

   Promove o contato dos profissionais da comunicação com os Bispos, especialmente com a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.

 

   Coordena e promove entrevistas coletivas, na sede da CNBB, durante as reuniões mensais da Presidência e CEP, e outras ocasionais (lançamento da CF, divulgação de documentos, Conselho Permanente, e outros).

 

   Prepara e coordena todo o serviço de Assessoria à Imprensa durante a Assembléia Geral dos Bispos e outros acontecimentos nacionais (Assembléia do Povo de Deus, Encontro Nacional de Presbíteros).

 

   Tanto em nível interno como externo, mantém muitos e freqüentes contatos com organismos, instituições e profissionais de comunicação de âmbito internacional.

 

 

PROJETO ESPECÍFICO

 

1. Repensar e definir a imagem pública da Igreja

 

OBJETIVO

Tornar visível para a opinião pública a imagem da Igreja, no contexto da sociedade brasileira.

JUSTIFICATIVA

A Igreja está inserida no contexto da sociedade brasileira, como uma das instituições de maior credibilidade junto à opinião pública. Além da necessidade de manter essa imagem, a Igreja deve apresentar-se à sociedade de modo mais visível, transparente, com uma palavra clara, ajudando no discernimento ético, de modo particular no que se refere aos direitos humanos.

RESPONSÁVEL

Assessoria de Imprensa, com a colaboração das Secretaria e Subsecretaria Geral, do Instituto Nacional de Pastoral, do Setor Pastoral Social, do Setor Cultura, da Assessoria Política, da Assessoria de Informática, e do Setor Comunicação Social.

 

    4. Assessoria de Informática

 

O seu objetivo é assessorar tecnicamente o Secretariado Geral da CNBB no planejamento e desenvolvimento das atividades de informática, de modo a implantar e manter os sistemas e recursos técnicos necessários e adequados ao desempenho das suas atribuições institucionais. Particularmente, caberá à Assessoria de Informática propor o processo de informatização da CNBB, especificando as tecnologias, equipamentos e programas de banco de dados e de rede de comunicação de dados, para permitir o acesso às informações e documentos de interesse da Igreja no Brasil, e manter a compatibilidade com a Rede Informática da Igreja na América Latina, proposta pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e pelo Conselho Episcopal Latino-americano.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-   Efetuar o levantamento das necessidades de informatização dos diversos Setores da CNBB.

 

-   Elaborar e manter atualizado o plano de Informatização do Secretariado Geral, especificando os equipamentos, o software básico, os sistemas a serem desenvolvidos, os prazos e custos de implantação.

 

-   Estabelecer normas de procedimento para a manutenção dos sistemas operacionais, dos sistemas aplicativos e dos equipamentos.

 

-   Elaborar e propor o plano de treinamento dos responsáveis pela operação dos sistemas, de modo a obter o maior proveito dos recursos técnicos disponíveis.

 

-   Implantar o Sistema de Tratamento de Mensagens e de Caixa Postal Eletrônica de modo a permitir a transmissão de mensagens e divulgação de documentos de interesse da Igreja e da CNBB.

 

-   Possibilitar o acesso às bases de dados da RENPAC (Rede Nacional de Pacotes) da EMBRATEL, e do NODO ALTERNEX do IBASE.

 

-   Implantar e manter o sistema de editoração eletrônica (desktop publishing), a fim de permitir a preparação dos textos das publicações a serem impressas.

 

- Estudar e realizar a integração da CNBB na Internet.

 

 

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Fonte: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Web site: www.cnbb.org.br