CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

13º PLANO BIENAL DE ATIVIDADES DO SECRETARIADO NACIONAL

 

1996/1997

 

 

APRESENTAÇÃO

 

    Cabe-nos a gratificante tarefa de apresentar o texto do 13º Plano Bienal do Secretariado Nacional de nossa Conferência Episcopal. Somos testemunhas das muitas atividades por ele realizadas. As 24 horas do dia parecem insuficientes. E tudo isto com uma única finalidade: "Evangelizar", atingir os objetivos propostos pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 1995 - 1998 e concretizar as orientações da Carta Apostólica Tertio Millennio Adveniente com a qual o Santo Padre nos convoca para a celebração do grande jubileu do ano 2000.

    Como os anteriores, também este 13º Plano Bienal, apresenta algumas áreas de interesse comum, programas globais, projetos a serem executados conjuntamente e projetos específicos, da responsabilidade maior dos setores e pastorais específicos.

    O conjunto dos programas e projetos não esgota toda a atividade do Secretariado e Organismos Nacionais. As áreas de interesse comum, os programas e os projetos se articulam com muitas outras atividades de pastorais e organismos anexos que têm sua programação própria.

    As áreas de interesse comum, primeira parte, são os grandes luminares a perpassar todas as atividades do Plano Bienal.

    Os programas globais, porque transcendem os objetivos específicos de uma Dimensão, de um Setor ou de uma Pastoral, exigem a participação conjunta de todos os assessores e a colaboração de muitas outras pessoas e entidades.

    Os projetos conjuntos, atividades assumidas conjuntamente por mais de uma dimensão e os projetos específicos tornam ainda mais rico este plano de ação.

    O programa da Coordenação Geral e das Assessorias Especiais garantem a organicidade de uma ação pastoral de conjunto.

    Oferecemos à Igreja no Brasil este 13º Plano Bienal de Atividades do Secretariado Nacional como parte de sua ação e testemunho de seu especial empenho na missão de evangelizar, com renovado ardor missionário, neste limiar do Terceiro Milênio.

 

Brasília, maio de 1996

 

Dom Raymundo Damasceno Assis

Secretário-Geral da CNBB

 

 

1. PROCESSO DE ELABORAÇÃO

 

    1. Para cada quadriênio, havia dois Planos Bienais de Atividades do Secretariado Nacional.

   

    2. Na reunião da Comissão Episcopal de Pastoral (CEP) de dezembro de 1994, houve a decisão de prorrogar o 12º Plano Bienal, 1993-1994, para 1995, com os devidos ajustes, e de elaborar o 13º Plano Bienal (1996-1997) após a aprovação das Diretrizes Gerais para o quadriênio 1995-1998, sem, porém, retardar muito esta elaboração.

   

    3. Na reunião de Subsecretários regionais e Assessores nacionais, em 24 e 25 de junho de 1995, foram levantadas as primeiras sugestões para este novo Plano Bienal, tendo como perspectiva a identificação de núcleos fundamentais comuns, a partir dos quais cada Setor e Pastoral específica fariam seus projetos próprios. Estabeleceu-se que o esboço do Plano fosse enviado aos Secretariados regionais para apreciação e complementação. A partir disso, antes de novembro, o Plano seria concluído. Na reunião de Subsecretários regionais e Assessores nacionais de novembro de 1995, com o Plano pronto, ver-se-ia como garantir sua realização.

 

    4. Diversos fatores retardaram a publicação deste Plano Bienal.

 

2. A PRORROGAÇÃO

DO 12º PLANO BIENAL

 

    Para garantir a documentação, o relato das atividades realizadas como prorrogação do 12º Plano Bienal para 1995 estão publicadas no Comunicado Mensal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil do ano de 1995 e constam, também, dos arquivos de cada uma das dimensões e setores de pastoral da CNBB.

 

3. NATUREZA DO PLANO

 

    Os Planos Bienais são o esforço do Secretariado de Pastoral para viabilizar a execução das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, através das suas Dimensões constitutivas. Pretende apresentar sua articulação em quatro pontos: 1. Áreas de Interesse Comum; 2. Programas Globais; 3. Projetos Conjuntos; 4. Projetos Específicos.

 

 

I - ÁREAS DE INTERESSE COMUM

 

    Inspiradas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) e na Carta Apostólica que nos convoca para a celebração do Jubileu do ano 2000 - Tertio Millennio Adveniente, são ponto de referência constante, horizonte de posicionamento para todos os projetos e programas, tanto globais como das Dimensões e Setores. Devem servir como grandes luminares a perpassar todas as atividades do Plano Bienal. Para este Plano, foram identificadas cinco.

 

    1ª Evangelização inculturada

 

    As DGAE afirmam que "evangelizar para a Igreja nada mais é do que fazer o que Jesus fez" (68) e apresentam para sua concretização um critério geral, a inculturação, e quatro exigências intrínsecas: serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão. A evangelização inculturada enfrenta, hoje, um duplo desafio: 1) do encontro do Evangelho com as culturas indígenas, afro-americanas e mestiças e 2) com a cultura moderna e urbana.       Como situações de urgência a serem evangelizadas, as DGAE destacam: a miséria de uma grande parte do povo; a necessidade de ética na vida pública; o ecumenismo e o diálogo inter-religioso; a prática religiosa dos batizados; a experiência religiosa pessoal; a vivência nas comunidades eclesiais.    Especialmente desafiantes são o conflito entre tradição e modernidade e o discernimento crítico dos valores e limites da modernidade. Tudo isso sem perder de vista a missão além-fronteiras, como compromisso de todos. Ao elaborar o Projeto Rumo ao Novo Milênio, Projeto de Evangelização da Igreja no Brasil em preparação ao grande Jubileu do Ano 2000, a evangelização inculturada foi levada em conta como uma meta a ser perseguida com tenacidade.

 

    2ª Protagonismo dos leigos

 

    Todos os fiéis cristãos, pelo Batismo e Crisma, estão capacitados e têm direito de participar plenamente da vida e missão da Igreja. Para uma ação realmente evangelizadora, faz-se urgente que os leigos possam assumir o exercício pleno do sacerdócio comum do Povo de Deus. É necessário, portanto, um investimento sério de toda a Igreja na sua formação, cultivo da espiritualidade e reconhecimento de seus direitos. As diversas comissões que se formarão para a celebração do Jubileu do ano 2000 serão um espaço privilegiado para o exercício do protagonismo laical.

 

    3ª Superação da exclusão social

 

    Trata-se de um testemunho irrenunciável no processo evangelizador que exige a presença pública da Igreja, com o objetivo de colaborar na construção de uma sociedade mais justa e solidária. A solidariedade com os excluídos tornou-se cada vez mais urgente devido ao sistema econômico de corte neoliberal, que apresenta tendência hegemônica mundial. Para cumprir esta missão, a Igreja poderá privilegiar duas vertentes: a do empenho na luta contra a pobreza e a exclusão e a da contribuição para a criação de um sentido de responsabilidade na ética pública. Na ótica da Tertio Millennio Adveniente, a superação da exclusão social deve ser um dos objetivos do ano jubilar e que esta se dá "sobretudo na proteção dos fracos" (cf. TMA 13). Neste contexto, nos alerta: "O ano jubilar devia servir precisamente também para o restabelecimento da justiça social" (cf. TMA 13).

 

    4ª Mística e espiritualidade inculturadas

 

    Sabendo que o êxito da evangelização depende, em grande parte, da espiritualidade e da mística de quem evangeliza, o Plano Bienal deverá cuidar para que todas as suas atividades tragam no seu bojo a preocupação com a dimensão da espiritualidade de seus agentes.

    A espiritualidade dos evangelizadores deve estar centralizada em Jesus Cristo, deve levar a deixar-se conduzir pelo Espírito, incentivar um profundo sentido de comunidade, concretizar a evangélica opção preferencial pelos pobres, ser sólida e capaz de dar conta da própria esperança, missionária e aberta à evangelização inculturada, perseverante diante das dificuldades e conflitos, criativa e corajosa para propor caminhos novos, profética, disponível para encarnar-se na vida concreta do povo e solidarizar-se com as suas causas, fiel aos sinais da presença do Espírito na história dos povos e nas suas culturas, acolhedora e dialogante com todas as pessoas, capaz de dar testemunho de misericórdia e de alegria.

 

    5ª Advento do Terceiro Milênio

 

    A celebração dos 2000 anos da era cristã se reveste de fundamental importância para todos os cristãos, pois é memória do grande mistério da Encarnação de Nosso Senhor. "Na verdade, o tempo cumpriu-se pelo próprio fato de Deus se ter entranhado na história do homem, com a Encarnação" (TMA 9).

    A celebração do Jubileu está profundamente ligada à tradição da Igreja, pois, desde o Antigo Testamento, verifica-se esse costume. A Igreja no Brasil, em sintonia com os desejos do Papa João Paulo II expressos na Tertio Millennio Adveniente, elaborou um Projeto de Evangelização visando envolver a totalidade de nossas Igrejas Particulares na preparação e celebração do Jubileu do ano 2000. Esta programação será um referencial constante deste Plano Bienal.

 

 

II - PROGRAMAS  GLOBAIS

 

    Pela sua incidência em toda a ação evangelizadora, algumas tarefas e atividades habituais do Secretariado Nacional transcendem os objetivos específicos de uma Dimensão e Setor e, por isso, são assumidas por todos, em caráter prioritário. Exigem a participação conjunta de todos os assessores e a colaboração de muitas pessoas. Podem constituir-se em um projeto concreto ou desmembrar-se em um conjunto orgânico de projetos.

    Este Plano Bienal terá de ir adaptando-se ao Projeto de Evangelização: RUMO AO NOVO MILÊNIO. Este projeto consiste no esforço da Igreja no Brasil de responder à proposta da Tertio Millennio Adveniente para a preparação do Jubileu do ano 2000. O Projeto assume as orientações da Carta Apostólica e as articula com as Diretrizes da Evangelização do Episcopado Nacional. Embora transcenda, até mesmo cronologicamente este Plano Bienal, é importante relacioná-lo aqui, pois, devido a sua abrangência, envolverá todos os Organismos nacionais de pastoral e todas as Dimensões.

    Neste período de 96-97, estaremos, portanto, envolvidos com a sensibilização para a celebração do Jubileu (1996) e com as atividades do primeiro ano do quadriênio do Projeto de Evangelização (1997). Seguem os programas globais para este biênio, já articulados com Projeto de Evangelização "Rumo ao Novo Milênio":

 

    1. Campanha da Fraternidade

 

    É uma atividade anual que tem como responsável geral o Secretário-Geral da CNBB. Dado que atinge todas as áreas e níveis da atuação pastoral, exige a colaboração de todos em todo o processo de elaboração e execução. Requer diversas fases: preparação do material, impressão, distribuição e realização no período da Quaresma. O material necessário consta de: texto base, manual, disco e fita, cartazes em três tamanhos, subsídios para as famílias, círculos bíblicos, celebrações e outras produções. Em todo esse processo participam muitas pessoas (assessores, autores das músicas e letras, autores das orações, catequistas, liturgistas...) e o material passa pelo crivo da CEP em diversos momentos (definição do tema, estudo do texto base, escolha das orações, cartazes, canções...).

Tema de 1996: "Fraternidade e Política", com o lema: "Justiça e Paz se abraçarão". Para 1997, o tema é "Fraternidade e os Encarcerados", com o lema: "Cristo liberta de todas as prisões".

 

    2. Implementação das Diretrizes Gerais

 

    As DGAE são eixo orientador para todas as tarefas de evangelização da Igreja no Brasil. Elas servem de orientação, pois, não só para as atividades do Secretariado Nacional da CNBB, mas também para as da CEP, do Conselho Permanente, das Assembléias Gerais, assim como para os planos de pastoral de Regionais, Dioceses, Paróquias e Organismos do Povo de Deus.

Por isso, é necessário que as DGAE alcancem uma ampla divulgação e sejam conhecidas pelo maior número de agentes e em todos os campos da vida eclesial, e sejam eixo inspirador de todas as ações evangelizadoras em todos os níveis.

 

Algumas atividades já foram pensadas:

 

   Estudo sistemático nas reuniões do Grupo de Assessores (GA) e da Comissão Episcopal de Pastoral (CEP);

   Publicação de um livro com estudos sobre as DGAE (coleção "Estudos" ou pelo INP);

   Estudo da possibilidade de publicação de artigos na revista "Vida Pastoral";

   Incentivar a produção de subsídios diversos: vídeos, texto em linguagem popular, transparências e outros;

   Roteiro para um "Curso de Repasse".

 

    3. Presença pública da Igreja

 

    Diante dos desafios elencados nas DGAE, torna-se cada vez mais necessário repensar e definir a presença pública da Igreja na sociedade: como ela se coloca diante dessas realidades; quais os objetivos dessa presença; quais as estratégias gerais e quais as ações concretas a realizar. A presença pública não pode ser ingênua ou ficar reduzida a responder aos ataques, nem ficar confinada a uma dimensão, mas deve perpassar todas as dimensões e atividades das comunidades. Reassumimos as três direções da presença pública da Igreja contidas no 12º Plano Bienal:

 

1. O pluralismo sócio-religioso da modernidade;

2. A dimensão ética da presença pública da Igreja;

3. O protagonismo laical na sociedade.

 

Para isso, projetam-se as seguintes atividades:

 

   Seminário sobre Pastoral Urbana, repassando os resultados dos 4 Seminários de Estudos realizados pela Pastoral Urbana, com a colaboração de três Arquidioceses (São Paulo, Belo Horizonte e Campinas) e do Instituto Nacional de Pastoral (INP). Três temas fundamentais: A cidade e a modernidade; A Pastoral Urbana; e desafios para cada Dimensão. Destinatários: Assessores e Subsecretários Regionais.

   Seminário (ou estudo no GA ou na CEP) sobre Neoliberalismo e ética, a partir dos seus efeitos.

   Estudo das causas e conseqüências da "apatia" nas iniciativas públicas (dos movimentos populares, entidades públicas e outros).

 

    4. Formação: Cursos de coordenadores

 

    Os três Cursos realizados anteriormente (cf. 12º Plano Bienal) deram um ótimo resultado; isso faz ver a necessidade e o valor deles. Parece necessário que sejam regionalizados. O objetivo seria refletir sobre as experiências dos participantes e propiciar uma maior capacitação em vista de uma ação evangelizadora mais orgânica. Os coordenadores são pessoas-chave na pastoral diocesana. São eles que agilizam, organizam, coordenam e articulam a pastoral de conjunto na Diocese. Com estes cursos, eles terão oportunidade de uma reciclagem teológico-pastoral e possibilidades de assumir em conjunto programas globais de evangelização.

 

 

III - PROJETOS CONJUNTOS

 

    São atividades assumidas por duas ou mais Dimensões ou Setores na tentativa de viabilizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e as áreas de interesse comum. São atividades assumidas por duas ou mais Dimensões ou Setores na tentativa de viabilizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e as áreas de interesse comum.

 

PROJETO

Ministérios de Leigos

 

13PB/PC-01/01

OBJETIVO

Articular as experiências no campo dos ministérios de leigos, a fim de favorecer uma Igreja de leigos adultos.

JUSTIFICATIVA

É fundamental, para que os leigos assumam seu estatuto próprio de Christifideles Laici na Igreja e no mundo, estudar as coordenadas teológicas de uma Igreja toda ministerial que propicie novas práticas evangelizadoras. Neste sentido, o Setor Vocações e Ministérios assume coordenar um seminário, contando com a parceria de outras Dimensões do Secretariado Nacional.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios

PRAZO

1º semestre de 1996

 

PROJETO

Formadores e Formadoras

 

13PB/PC-02/02

OBJETIVO

Refletir com os formadores e formadoras dos presbíteros, religiosos e religiosas a visão global e integradora das Dimensões pastorais da Igreja no Brasil, para, à luz das Diretrizes preparar futuros evangelizadores que atendam aos apelos da realidade latino-americana.

JUSTIFICATIVA

Uma eficiente ação evangelizadora, no atual momento da vida da Igreja e da sociedade, supõe uma integração articulada de pessoas e de atividades, tendo em vista a ação orgânica do todo. Este projeto compreende passos:

- reflexão com os responsáveis pelas Dimensões e organismos;

- elaboração do instrumento de trabalho;

- comunicação do Projeto aos formadores (as);

- Seminário Nacional em duas Regiões do Brasil.

RESPONSÁVEL

Subsecretaria de Pastoral. Vocações e Ministérios, Missão, Catequese e Bíblia, Liturgia e Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Espiritualidade

 

13PB/PC-03/03

OBJETIVO

Oferecer à Pastoral da Juventude do Brasil (PJB) subsídios que alimentem e estimulem a espiritualidade e a mística dos jovens.

JUSTIFICATIVA

A Pastoral de Juventude do Brasil em sua 11ª Assembléia Nacional, decidiu encaminhar a elaboração de subsídios sobre espiritualidade, liturgias jovens, leitura orante da Bíblia e Ofício Divino das Comunidades, em parceria com a Dimensão 4 da CNBB.

RESPONSÁVEL

Pastoral da Juventude do Brasil e Liturgia

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Terceira Semana Social

 

13PB/PC-04/04

OBJETIVO

Ser um grande laboratório de idéias e possibilidades de projetos capazes de enfrentar os problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil, de construir a cidadania e de superar a exclusão social, econômica e cultural, em nível nacional e regional.

Desencadear um debate em nível nacional, envolvendo as pastorais, o clero, os religiosos, os agentes de pastoral, as comunidades, os partidos, o movimento sindical, as associações, as universidades, os centros de pesquisa, as organizações não-governamentais sobre as alternativas sociais, políticas, culturais e econômicas, capazes de apontar pistas viáveis e saídas concretas, dentro da perspectiva ética, para os problemas do País, recuperando o sentido de povo e nação.

Ser um instrumento efetivo a serviço da vida e da esperança.

JUSTIFICATIVA

Contribuir para maior presença da Igreja na sociedade, e abrir espaços de discussão e debate em nível nacional, sobre os problemas e desafios que afetam a sociedade no seu conjunto.

Participar no processo de transformação da sociedade brasileira.

Obs.: A Semana Social Nacional será precedida de Semanas Sociais Regionais. Estas desenvolverão, em nível regional, a temática citada para a Semana Nacional e buscarão alcançar os mesmos objetivos.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social, Pastoral Universitária, Pastoral da Juventude, Comunicação e Leigos.

PRAZO

Preparação: 1996

Semanas Regionais: 1997

 

PROJETO

Encontro conjunto de estudo entre Catequese e Liturgia

 

13PB/PC-05/05

OBJETIVO

Aprofundar a integração entre as Dimensões Bíblico-catequética e litúrgica, buscando linguagem e significação comuns.

JUSTIFICATIVA

Catequese e Liturgia possuem uma íntima relação. Catequese e Liturgia se manifestam na comunidade que escuta a Palavra, acolhe a ação de Deus na história, aprofunda seu significado e se reúne para celebrar as maravilhas de seu amor. Através destas duas Dimensões eclesiais, as comunidades cristãs se deixam iluminar pela Palavra, abrem-se à profecia e vivem da memória de Jesus Cristo, o Cristo constituído Senhor de todos e da história. A ação conjunta entre Catequese e Liturgia trará grandes benefícios à evangelização inculturada e aos atos celebrativos das comunidades cristãs (cf. DGAE 253).

RESPONSÁVEL

Dimensão Bíblico-catequética e Dimensão Litúrgica.

PRAZO

Dias 27 a 28 de abril de 1996 Local: Pio XI - São Paulo-SP

 

PROJETO

Diálogo Ecumênico e sua relação nas dimensões

 

13PB/PC-06/06

OBJETIVO

Promover o espírito ecumênico em todas as Dimensões da ação evangelizadora da Igreja.

JUSTIFICATIVA

As DGAE da CNBB integram numa unidade dinâmica as seis Dimensões, com aspectos complementares e permanentes da evangelização. O ecumenismo conduz a um questionamento constante da qualidade ecumênica da catequese, da liturgia, da pregação, das pastorais específicas e dos princípios inspiradores da reflexão teológica.

RESPONSÁVEL

Dimensão Ecumênica

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Religiosidade Popular

 

13PB/PC-07/07

OBJETIVO

Formar uma equipe de assessoria que ajude a refletir sobre as manifestações da religiosidade popular nos Santuários e suas implicações na liturgia.

Conhecer as manifestações e os conteúdos da religiosidade popular tem em vista a inculturação litúrgica.

JUSTIFICATIVA

O povo brasileiro é profundamente religioso (cf. DGAE nº 157). O catolicismo brasileiro, em grande parte é constituído por devoções aos santos, transmitidas de geração em geração nas famílias, sobretudo no ambiente rural, mas pouco assistido pastoralmente por um clero escasso e mal distribuído (cf. DGAE nº 166). Esta realidade pressupõe: "a atenção e o cuidado para com as práticas de religiosidade popular, que podem estabelecer ou reforçar os vínculos entre os católicos não-praticantes e a comunidade eclesial; um renovado esforço para promover ou fortalecer aquelas manifestações religiosas de massa que atraem, ao menos ocasionalmente, grandes parcelas da população" (cf. DGAE nº 230). Os Santuários são aqueles lugares que, com maior espontaneidade, celebram a piedade cristã. Por isso, para que haja acolhimento, compreensão e bom aproveitamento dessas expressões, sobretudo agora, quando se fala da inculturação da Liturgia, faz-se necessário conhecer melhor o fenômeno da religiosidade popular. Nesse sentido, a religiosidade popular é um caminho privilegiado de evangelização (cf. melhor DGAE nº 27).

RESPONSÁVEL

Dimensão Litúrgica e Comissão de Reitores dos Santuários, Vocações e Ministérios, Setor da Pastoral Social e Setor Cultura.

PRAZO

1997

 

PROJETO

Iescs e Pastoral Universitária

 

13PB/PC-08/08

OBJETIVO

- Propiciar a troca de experiências entre os setores de pastoral das Instituições de Educação Superior Católicas - IESCs e os Setores da CNBB envolvidos no projeto.

- Buscar a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no âmbito das Universidades Católicas.

- Sistematizar desafios e pistas para a ação evangelizadora e pastoral nas IESCs.

JUSTIFICATIVA

São motivos que geraram o projeto:

- A desarticulação entres as ações evangelizadoras da CNBB e a dos serviços de pastoral das IESCs;

- A necessidade de se ampliar ao máximo possível os campos de implementação das Novas Diretrizes;

- A pouca sensibilidade do Clero para a ação evangelizadora no mundo da Universidade.

RESPONSÁVEL

Setor Educação

Pastoral Universitária

Setor Vocações e Ministérios

PRAZO

1996

 

PROJETO

Segunda Semana Nacional de Fé e Cultura

 

13PB/PC-09/09

OBJETIVO

- Proporcionar um espaço de formação e possível articulação de cristãos leigos inseridos no mundo da cultura acadêmica;

- Oferecer condições para que estes leigos, articulados em torno de diferentes iniciativas/organizações (Pastoral Universitária, CNL, Centro Loyola de Fé e Cultura e Setor Leigos da CNBB), possam se encontrar e trocar experiência;

- Ser um momento celebrativo na caminhada destes leigos;

- Refletir sobre a presença da Igreja no mundo cultural acadêmico.

JUSTIFICATIVA

O projeto se torna necessário:

- Pela importância sócio-cultural dos segmentos médios da sociedade e, nestes, daqueles que estão diretamente envolvidos como formadores de opinião;

- Pelo "vazio pastoral" em que se encontra o mundo da cultura acadêmica.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Universitária

Setor Leigos

PRAZO

Julho de 1996

 

 

IV - PROJETOS ESPECÍFICOS

 

    Trata-se da programação própria de cada Setor e das Pastorais específicas.

 

PROGRAMA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA (PD1)

   

    No espírito das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, as conhecidas seis Dimensões da evangelização encontram seu fundamento nas exigências intrínsecas desta que é, segundo Evangelii Nuntiandi, a vocação própria da Igreja. A dimensão comunitária e participativa visa a concretização do testemunho da comunhão. Esta exige a mais ampla participação de todos os membros da Igreja para que a Koinonia seja real, eficaz, e testemunhe ao mundo o respeito a um direito elementar de todo cristão: a livre e consciente contribuição na edificação do Reino.

    A dimensão comunitária e participativa nasce da Trindade, fonte e modelo da Igreja toda ministerial. Esta tem, portanto, sua origem na misericórdia do Pai que abraça e humaniza, através das missões do Filho e do Espírito, Páscoa e Pentecostes presentes e atuantes na história dos homens. "Enquanto procede do Pai, o ministério é dom a ser recebido com humilde abertura. Mediado pelo Filho, o ministério é sempre um serviço filial ao Pai e fraternal aos irmãos, à semelhança da atitude de vida de Jesus Cristo, que não veio para ser servido mas para servir. Dado e recebido no Espírito, o ministério é um evento do amor que cria a comunhão entre Deus e o mundo e entre as criaturas no Amor".

    É tarefa desta dimensão o incentivo e a animação dos ministérios ordenados, e não ordenados em vista de uma crescente comunhão no todo do corpo eclesial. É corpo que tem Cristo por Cabeça e todos os batizados por membros, formando uma só e grande família de irmãos que têm a Deus por Pai.

    Fundamenta-se também na constituição da Igreja Particular, como a concebe o Concílio Vaticano II: "... porção do Povo de Deus confiada a um Bispo para que a pastoreie em cooperação com o presbitério. Porção esta que adere a seu pastor e é por ele congregada no Espírito Santo mediante o Evangelho e a Eucaristia" (CD 11).

    Orienta-se, ainda, pelo amor e dedicação a todas as comunidades pois acredita que, "embora muitas vezes pequenas e pobres, ou vivendo na dispersão, nelas está presente o Cristo, por cuja virtude se consorcia a Igreja una, santa, católica e apostólica" (LG 26).

 

    SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

    O Setor Vocações e Ministérios (SVM) abrange os ministérios ordenados e não ordenados. Ocupa-se da formação e articulação dos agentes da Pastoral Vocacional (PV), dos ministérios de leigos, e trabalha em profunda comunhão com a Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-teológicos do Brasil (OSIB), a Comissão Nacional de Diáconos (CND) e a Comissão Nacional do Clero (CNC).

    No início da década de 90, houve o Sínodo dos Bispos sobre a formação presbiteral nas circunstâncias atuais. A exortação pós-sinodal, Pastores Dabo Vobis, apresenta uma bela síntese da teologia do presbiterato resgatando o eixo da caridade pastoral na vida e ministério dos presbíteros.

    À luz desta exortação, o SVM empreendeu a atualização do DOC. 30 da CNBB, que culminou com a publicação das novas Diretrizes Básicas da Formação Presbiteral da Igreja no Brasil (Doc. 55). O SVM assume as orientações do capítulo 5 das DGAE dirigidas aos evangelizadores.

    Todos os batizados são evangelizadores. No entanto, "evangelizar não é, para quem quer que seja, um ato individual e isolado, mas profundamente eclesial". A Igreja Particular, através da comunhão e participação de todos os seus membros, realiza a evangelização inculturada. A serviço desta missão, ela deve oferecer aos evangelizadores condições de formação atualizada, de articulação das responsabilidades e tarefas, de vivência de espiritualidade ou mística da evangelização.

    O ministério ordenado tem a função de unir as diversas categorias do Povo de Deus, pois está a serviço do sacerdócio comum dos cristãos. Por isso, sua prioridade é a formação dos leigos para que vivam sua vocação e missão de protagonistas da evangelização, através do serviço de transformação da sociedade, do diálogo religioso e colaboração com pessoas de outros credos, do anúncio missionário de Jesus Cristo, dos ministérios e serviços para construção e sustentação da comunidade cristã.

    A Igreja no Brasil espera dos seus evangelizadores um esforço muito especial em aprimorar o exercício do seu ministério através do cultivo de uma profunda espiritualidade e autenticidade do testemunho; da colegialidade e corresponsabilidade pastoral; da abertura e interesse por um processo de formação continuada e permanente.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   Implementar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil junto aos ministros ordenados e não ordenados;

   incentivar a compreensão da vocação cristã como dimensão de toda pastoral, a ser concretizada nos diversos serviços e ministérios;

   trabalhar na concretização do protagonismo dos leigos na Igreja e na sociedade;

   contribuir com a formação e organização dos agentes da Pastoral Vocacional através de cursos, seminários, reuniões e visitas periódicas às equipes regionais de PV;

   facilitar a integração da Pastoral Vocacional na Pastoral de Conjunto;

   acompanhar e incentivar as publicações no campo da PV tais como o Boletim Informativo "Convocação" e a coleção "Cadernos Vocacionais";

   acompanhar a caminhada do Instituto de Pastoral Vocacional com vistas à animação das Congregações Vocacionais, ajudando-as a colocarem seu carisma a serviço de toda a Igreja;

   incentivar a Jornada Mundial de Orações pelas Vocações e o mês de agosto como mês vocacional;

   acompanhar a Comissão Nacional do Clero em todas as suas atividades, sobretudo na organização dos Encontros Nacionais de Presbíteros;

   oportunizar a formação permanente para os presbíteros nos regionais;

   aprofundar a experiência do seguimento a Nosso Senhor junto aos presbíteros no sentido de uma maior espiritualidade e mística no exercício do ministério;

   acompanhar a Organização dos Seminários e Institutos do Brasil animando-a nas suas atividades: cursos para formadores e orientadores espirituais, assembléias e encontros de reitores, publicação do seu boletim e outras;

   acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos apoiando a sua tarefa de animar a vocação ao ministério diaconal e garantir a formação inicial e permanente;

   promover cursos para os Bispos recém eleitos e trabalhar na formação permanente do episcopado;

   manter relacionamento com o Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM, mais especificamente com a Organização dos Seminários Latino Americanos, OSLAM;

   buscar a soma de esforços de diversos organismos mais próximos aos interesses do Setor Vocações e Ministérios: Conselho Nacional de Leigos (CNL), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (SOTER);

   reuniões com o GAV (Grupo de Assessoria Vocacional) - março e setembro de 96 e março e setembro de 97;

   reunião com a OSIB-ampliada;

   reunião com a CNC-ampliada;

   produção do Catálogo dos Seminários;

   animação e participação nos Cursos de Formadores da OSLAM.

 

PROJETO

Décimo Terceiro Encontro Nacional de Pastoral

Vocacional

 

13PB/PD1-01/10

OBJETIVO

Reunir os responsáveis da PV para avaliar a caminhada do biênio, delinear o perfil do jovem na pós-modernidade e encaminhar os critérios de ação para um trabalho conjunto em nível nacional.

JUSTIFICATIVA

Diante do crescimento populacional urbano e da complexidade do tema da pós-modernidade, é urgente traçar o perfil dos jovens de hoje para uma maior eficácia da Pastoral Vocacional.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e Grupo de Assessoria Vocacional.

PRAZO

2º semestre de 1997

 

PROJETO

Encontros Regionais de Pastoral Vocacional

 

13PB/PD1-02/11

OBJETIVO

Repassar o conteúdo do 12º Encontro Nacional de Pastoral Vocacional nos 5 blocos da Pastoral Vocacional Nacional.

JUSTIFICATIVA

Os Encontros Nacionais são muito seletivos. O repasse de seu conteúdo visa atingir as equipes de base da Pastoral Vocacional.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e ministérios e Grupo de Assessoria Vocacional.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Curso regional para formadores

 

13PB/PD1-03/12

OBJETIVO

Oportunizar aos formadores uma reflexão sobre a afetividade no processo formativo.

JUSTIFICATIVA

Diante da emergência da subjetividade, tão marcante na sociedade pós-moderna, uma verdadeira formação afetiva daqueles que pretendem consagrar sua vida, numa perspectiva celibatária, tornou-se imperativo de todo processo formativo.

RESPONSÁVEL

OSIB Regional sul 3 e OSIB Nacional.

PRAZO

4 a 14 de fevereiro de 1996

 

PROJETO

16º e 17º CURSO PARA FORMADORES DE SEMINÁRIOS MAIORES E INSTITUTOS DO BRASIL

 

13PB/PD1-04/13

OBJETIVO

Capacitar os formadores para que possam responder de maneira eficaz aos desafios da formação presbiteral no contexto da realidade atual sob o horizonte das Diretrizes Gerais, Pastores Dabo Vobis e das Novas Diretrizes para a Formação Presbiteral da Igreja no Brasil.

JUSTIFICATIVA

É decisão da 9ª Assembléia da OSIB a realização destes cursos sobre o tema da "Missão, inculturação e culturas". Os formadores necessitam de uma permanente atualização, para ajudar os novos presbíteros na evangelização inculturada.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e OSIB

PRAZO

06 a 13 de julho de 1996; fevereiro de 1997

 

PROJETO

3º ENCONTRO NACIONAL SOBRE O CURSO PROPEDÊUTICO

 

13PB/PD1-05/14

OBJETIVO

Avaliar a caminhada do "Período Propedêutico" em nível nacional, trocar experiências e incentivar sua implantação em todas as Igrejas Locais do País.

JUSTIFICATIVA

É um processo que vai se tornando realidade na maioria das Dioceses e Congregações Religiosas. É desejo do Setor de Vocações e Ministérios da CNBB fortalecer este período da formação dos futuros presbíteros, como um tempo de discernimento vocacional e de aprimoramento dos estudos.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e OSIB

PRAZO

2º semestre de 1996

 

PROJETO

10ª ASSEMBLÉIA GERAL DA OSIB

 

13PB/PD1-06/15

OBJETIVO

Reunir os formadores para uma avaliação do processo de formação presbiteral à luz da Nova "Ratio" da Igreja no Brasil; concluir o ciclo de reflexão sobre "Missão, inculturação e culturas"; definir as atividades e programações da OSIB para o biênio seguinte e eleger a nova diretoria.

JUSTIFICATIVA

A Assembléia Geral da OSIB é estatutária e visa tornar a formação presbiteral no Brasil um processo mais unificado, através da implantação da nova "Ratio". Sendo uma Assembléia Eletiva, faz-se a programação que a nova diretoria assumirá durante sua gestão. O tema da Assembléia Geral fecha o ciclo de reflexão dos 3 cursos anteriores sobre a mesma temática e culmina com a publicação de um "Cadernos da OSIB" com o resultado da Assembléia Geral e dos cursos oferecidos no biênio anterior.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e OSIB

PRAZO

19 a 21 de julho de 1996

 

PROJETO

6º ENCONTRO DE BISPOS DO SETOR SEMINÁRIOS NOS REGIONAIS E DIRETORIA DA OSIB

 

13PB/PD1-07/16

OBJETIVO

Reunir os Bispos do Setor Seminários nos Regionais e a diretoria da OSIB para encaminhar a implantação da nova "Ratio" nos seminários do Brasil.

JUSTIFICATIVA

Na 32ª Assembléia Geral dos Bispos foi aprovada a nova versão das diretrizes básicas da formação dos presbíteros da Igreja no Brasil. Faz-se necessário, portanto, desencadear um processo de implantação da nova "Ratio" nas casas de formação do País.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e OSIB

PRAZO

13 a 15 de maio de 1996

 

PROJETO

SEMINÁRIO PARA ORIENTADORES ESPIRITUAIS

 

13PB/PD1-08/17

OBJETIVO

Capacitar os orientadores espirituais para o seu ministério no acompanhamento espiritual dos formandos, partilhando experiências e aprofundando práticas de direção espiritual.

JUSTIFICATIVA

Percebe-se que há um interesse muito grande de toda as casas de formação em priorizar essa importante dimensão do processo de formação presbiteral. Constata-se, também, que há muita improvisação na escolha de presbíteros para essa função.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e OSIB

PRAZO

Fevereiro de 1997

 

PROJETO

3ª ETAPA PARA ORIENTADORES ESPIRITUAIS

 

13PB/PD1-09/18

OBJETIVO

Reunir os orientadores espirituais que participaram das etapas anteriores para partilhar acertos e dificuldades, e também aprofundar a prática da orientação espiritual.

JUSTIFICATIVA

O perfil psico-espiritual dos jovens vocacionados evolui com muita rapidez. Por isso, os orientadores espirituais devem habilitar-se para o diálogo interpessoal com os jovens, para poder ajudá-los na experiência de Deus e no discernimento vocacional.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios

PRAZO

6 a 13 fevereiro de 1996

 

PROJETO

CURSOS DE FORMAÇÃO PERMANENTE PARA DIÁCONOS

 

13PB/PD1-10/19

OBJETIVO

Capacitar os diáconos, juntamente com suas esposas, para o ministério da diaconia na família, comunidade e sociedade.

JUSTIFICATIVA

Com o aumento dos diáconos no Brasil, faz-se necessária a sua formação permanente, situando-os no conjunto do ministério ordenado, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, capacitando-os para o exercício eficaz da diaconia. Serão realizados dois cursos por ano. Em dois anos, pretende-se atingir os diáconos de todos os Regionais.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e CND-Comissão Nacional de Diáconos.

PRAZO

Fevereiro de 1996; julho de 1996; fevereiro de 1997; julho de 1997

 

PROJETO

ENCONTRO DE RESPONSÁVEIS PELAS ESCOLAS DIACONAIS DO BRASIL

 

13PB/PD1-11/20

OBJETIVO

Refletir sobre os currículos e metodologias das escolas diaconais do Brasil, visando dar maior consistência e articulação ao processo de formação diaconal.

JUSTIFICATIVA

A formação diaconal deve abranger todas as áreas da personalidade - humano-afetiva, comunitária, espiritual, intelectual e pastoral. Deve ser progressiva, global e sistemática, levando em conta os grandes desafios da realidade sócio-eclesial, no contexto de pós-modernidade que vivemos.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e CND.

PRAZO

1º semestre de 1996

 

PROJETO

3º SEMINÁRIO PARA PREGADORES DE RETIRO

 

13PB/PD1-12/21

OBJETIVO

Articular os/as pregadores/as de retiro para o clero para que se ajudem, trocando experiências e capacitando novos pregadores para essa exigente missão eclesial.

JUSTIFICATIVA

Consideramos que o presbítero de hoje, para atuar com eficácia evangélica, necessita ser místico e mistagogo, o retiro deverá ajudá-lo a realizar uma profunda experiência de Deus. Além disso, é notória a dificuldade das Dioceses em conseguir pregadores de retiro para seus presbitérios.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

Fevereiro de 1997

 

PROJETO

6º ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS (ENP)

 

13PB/PD1-13/22

OBJETIVO

Congregar presbíteros representantes de todas as Dioceses do Brasil para refletir sobre uma temática relacionada aos presbíteros, a fim de compreender os desafios da realidade, apontar pistas pastorais, situar o ministério do presbítero, de modo a estimular sua realização pessoal e promover instrumentos para apoiar a vida e ministério dos presbíteros.

JUSTIFICATIVA

Os ENPs acontecem de dois em dois anos. Participam além da CNC, responsável pelo evento, com acompanhamento direto do Setor Vocações e Ministérios da CNBB, delegados eleitos pelos respectivos presbíteros, assessores e convidados de vários organismos como: OSIB, CND, CRB, CNL, e ainda os Bispos que acompanham as CRCs (Comissões Regionais do Clero). Os ENPs tem trazido muita riqueza para os presbíteros do Brasil, porque a preparação e o resultado dos mesmos envolvem os Regionais e as Dioceses, em encontros preparatórios e subseqüentes. Trata-se de uma verdadeira oportunidade de formação permanente.

RESPONSÁVEL

CNC - Comissão Nacional do Clero e Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

2 a 7 fevereiro de 1996

 

PROJETO

CURSOS REGIONAIS DE FORMAÇÃO PERMANENTE

 

13PB/PD1-14/23

OBJETIVO

Apoiar com assessoria e recursos econômicos, cursos regionais de formação permanente dos presbíteros, para possibilitar uma multiplicidade de opções e uma maior participação dos presbíteros daquela área.

JUSTIFICATIVA

Os tempos atuais exigem uma radical e profunda formação permanente dos presbíteros, que atinja o seu ser pessoal, a sua espiritualidade, o todo de sua ação pastoral, bem como os seus múltiplos relacionamentos, quer com o seu Bispo diocesano e com seus irmãos no presbitério, quer com os religiosos e leigos. Os 6 cursos em nível nacional cumpriram a sua missão de animar os Regionais a realizarem também os seus cursos. O apoio, a cada ano, será a uns 3 a 4 cursos regionais, para que a formação permanente seja concretizada em vista dos apelos das Diretrizes Gerais (cap. V) e da Pastores Dabo Vobis (Cap. VI).

RESPONSÁVEL

CRP - Comissão Regional de Presbíteros e Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

Cada ano, 3 a 4 cursos regionais

 

PROJETO

REUNIÃO DA EQUIPE DE FORMAÇÃO PERMANENTE

 

13PB/PD1-15/24

OBJETIVO

Reunir a equipe que acompanha a formação permanente dos presbíteros para avaliar o processo e pensar conjuntamente os projetos e atividades que contemplam esta dimensão do ministério presbiteral.

JUSTIFICATIVA

É importante reunir os responsáveis, os Organismos e Setores que acompanham a formação permanente; tendo em vista responder aos apelos dos próprios presbíteros e das orientações da Igreja universal e local.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

De 8 a 10 de setembro de 1996

 

PROJETO

7º e 8º CURSO DE NOVOS BISPOS

 

13PB/PD1-16/25

OBJETIVO

Proporcionar aos novos Bispos, no início do seu ministério, contatos com a CNBB: sua história e missão, sua sede em Brasília, serviços que oferece, contato com a secretaria geral e assessores. Possibilitar aos Bispos refletir sobre a teologia do ministério episcopal, retomar o Código de direito Canônico, a fim de que melhor possam se situar no Colégio Episcopal que começam a integrar, e colegialmente assumir a missão de pastores do rebanho.

JUSTIFICATIVA

Os cursos de novos Bispos já se tornaram um valor adquirido no processo de formação permanente dos Bispos. É uma contribuição aos presbíteros que são nomeados Bispos. Assim, além do ministério diário que os capacita a serem Bispos, têm a oportunidade de se encontrar com colegas que estão vivenciando a mesma experiência. Podem, assim, ampliar o horizonte de compreensão do seu ministério com os vários contatos que fazem com a CNBB e a Nunciatura; é também oportunidade de ampliar a compreensão do seu ministério a partir da eclesiologia e do Código de Direito Canônico.

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios.

PRAZO

Fevereiro-março de 1996, fevereiro-março de 1997

 

PROJETO

5º e 6º CURSO DE FORMAÇÃO PERMANENTE PARA BISPOS

 

13PB/PD1-17/26

OBJETIVO

Criar condições e oportunidades de reflexão, partilha, para melhor compreender a tarefa de animação da Evangelização nas Igrejas particulares, diante de tantos desafios da pós-modernidade, e assim, exercer de maneira colegial o Magistério da Igreja.

JUSTIFICATIVA

É acolhida com muita alegria a proposta da Pastores Dabo Vobis de a formação permanente se estender também aos Bispos. Pelo fato de mudarem as circunstâncias atuais em que os Bispos exercem o seu ministério de animação, coordenação e governo da Igreja, torna-se necessário o constante "aggiornamento".

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e Presidência da CNBB.

PRAZO

Junho de 1996 e junho de 1997

 

 

    SETOR LEIGOS

 

    Preocupações

 

   Como articular o Setor Leigos com outros mais afins, tais como o Setor Pastoral Social, Pastoral da Juventude, Pastoral Universitária, entre outros?

   Como fazer a articulação com os Regionais da CNBB? Em alguns deles, o desafio da formação dos Conselhos Diocesanos ainda permanece. Continuam as discussões sobre as razões jurídicas e pastorais de sua instituição e de sua identidade.

   Como definir, no nível Nacional, as atribuições próprias do Setor Leigos, excluindo as que não são de sua competência? Como definir as ações que deveriam ser operacionalizadas de forma conjunta com outras Pastorais?

   Em relação à realidade da sociedade: Qual é a forma mais adequada de ação diante de um povo que passa fome, é injustiçado, recebe baixos salários, é vítima de políticos pouco interessados no bem comum? Como transformar sua tristeza em alegria?

 

PROJETO

ENCONTRO COM OS BISPOS QUE ACOMPANHAM OS LEIGOS NOS REGIONAIS

 

13PB/PD1-18/27

OBJETIVO

Tratar as razões que fundamentam a implantação do Conselho Diocesano de Leigos e subsidiar suas iniciativas.

JUSTIFICATIVA

As razões eclesiais para a constituição dos Conselhos Diocesanos encontram-se nos últimos documentos da Igreja, como Christifideles Laici, Santo Domingo, DGAE. A concretização da ação missionária do Leigo acontece no nível diocesano.

RESPONSÁVEL

Setor Leigos

PRAZO

1º semestre de 1996

 

PROJETO

CIDADANIA E AÇÃO POLÍTICA

 

13PB/PD1-19/28

OBJETIVO

Oferecer aos Cristãos Leigos dos Regionais da CNBB uma visão da realidade social pela ótica da ação política como missão que se faz presente pela sua índole secular.

JUSTIFICATIVA

O cristão leigo tem a missão de construir o mundo segundo o Plano de Deus, mas conforme sua índole secular. Para isto, há necessidade de formar, instrumentalizar e articular os leigos, com fundamentação em princípios bíblico-teológico-pastorais, assim como sócio-econômico-políticas. A CF/96 e as eleições municipais urgem uma participação política dos Leigos nos acontecimentos políticos da sociedade.

RESPONSÁVEL

Setor Leigos da CNBB

CNL

PRAZO

1º semestre de 1996

 

 

    SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA - CEBs

 

    As CEBs podem ajudar, também, a descentralizar e articular melhor a ação pastoral da Igreja local. Radicadas nos ambientes simples, sejam elas fermento de vida cristã e de transformação da sociedade. Sejam instrumento de evangelização e primeiro anúncio, fonte de novos ministérios e, animadas pela caridade de Cristo, cooperem para a superação das divisões.

 

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   Manter contato com os Regionais;

   participar de encontros sobre temas relacionados com CEBs;

   assessorar encontros;

   acompanhar os Encontros Regionais de e sobre CEBs;

   acompanhar os Encontros Intereclesiais (preparação e realização).

 

PROJETO

REUNIÕES DA AMPLIADA NACIONAL

 

13PB/PD1-20/29

OBJETIVO

Acompanhar a preparação do 9º Intereclesial.

JUSTIFICATIVA

A CNBB acredita que as CEBs podem contribuir com a Nova Evangelização a partir dos pobres.

RESPONSÁVEL

Ampliada Nacional e Comissão de Diálogo da CNBB

PRAZO

4 a 6/2/96

20 a 23/2/97

 

PROJETO

SEMINÁRIO NACIONAL DE CEBs

 

13PB/PD1-21/30

OBJETIVO

Aprofundar o relacionamento CEBs - Massa, em vista do 9º Intereclesial.

JUSTIFICATIVA

Depois de longos anos de trabalho junto às bases, as CEBs sentem necessidade de uma articulação melhor com as Massas.

RESPONSÁVEL

Ampliada Nacional e Comissão de Diálogo da CNBB

PRAZO

30/1 a 3/2/96

 

PROJETO

9º INTERECLESIAL

 

13PB/PD1-22/31

OBJETIVO

Celebrar a caminhada das CEBs, em nível nacional.

JUSTIFICATIVA

Estes encontros servem para animar a caminhada das CEBs.

RESPONSÁVEL

Ampliada Nacional

PRAZO

 

         PROGRAMA 2 - DIMENSÃO MISSIONÁRIA (PD-2)

 

    A comunhão exige a missão como seu dinamismo essencial. A Igreja, que se percebe como comunidade de fé, é impelida naturalmente a continuar a missão de Jesus, que a convocou, constituiu e enviou. Ela é chamada a assumir ativamente, em todos os seus membros, a mesma missão de Cristo, proclamando o Reino de Deus e testemunhando o Evangelho em todo tempo e lugar, em todas as épocas e nações, reconhecendo a riqueza evangélica das diferentes culturas.

    A dimensão missionária exprime, pois, um aspecto particular da única e abrangente missão da Igreja, correspondente à primeira evangelização, para despertar a fé nos não-cristãos, integrando novos membros em sua comunhão visível.

    No âmbito da única missão da Igreja, a Dimensão Missionária caracteriza-se como atividade missionária específica, cuja peculiaridade deriva do fato de se orientar para não-cristãos: a missão "ad gentes". Esta tarefa especificamente missionária, que Jesus confiou e continua a confiar à sua Igreja, não deve se tornar uma realidade diluída na missão global de todo o Povo de Deus, ficando desse modo descurada ou esquecida (cf. RMi 33-34).

    A conclamação do Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 1995-1998 para um "renovado ardor missionário" e para uma especial atenção "às diferentes culturas" reafirma a proclamação da "Chegada da HORA MISSIONÁRIA" da Igreja no Brasil feita pelos Bispos na Assembléia Geral de 1988 (cf. Igreja: Comunhão e Missão, Doc. 40, 114). As prioridades e compromissos do COMLA 5 vêm reafirmar a vocação missionária de todo o Povo de Deus, chamando a atenção das nossas Igrejas para ampliarem suas fronteiras, quer geográficas, quer sócio-culturais, econômicas, políticas, sociais, ideológicas e religiosas.

    A Igreja no Brasil, nos últimos anos, manifestou seu dinamismo por um novo ardor missionário "ad gentes", não apenas se preocupando com as situações missionárias presentes no País, mas ampliando seu horizonte missionário para "além-fronteiras".

    O mundo precisa de uma Nova Evangelização. E não pode haver uma Nova Evangelização sem projetar-se até o mundo não-cristão (Santo Domingo 125). O renovado ardor missionário exige que a pregação do Evangelho responda aos novos anseios do povo, no contexto de uma sociedade marcada por rápidas e profundas mudanças.

    O renovado ardor missionário exige ainda dos evangelizadores uma nova disposição que leve a romper com as acomodações e a rotina na ação missionária. Superando a mera atitude de espera, é preciso ir, com coragem evangélica, às pessoas, grupos e ambientes onde o nome de Jesus não foi ainda proclamado ou onde sua ressonância perdeu o vigor.

    A Dimensão Missionária deve sempre enfrentar o constante desafio da inculturação da fé, procurando encarnar o Evangelho nas culturas dos povos.

Os permanentes apelos da realidade e os convites para a missão encontram por parte do evangelizador e da comunidade eclesial uma resposta ativa de serviço e de diálogo; uma atitude de escuta e de seguimento de Jesus, anunciando e testemunhando sua ressurreição (cf. At 1,21-26) para construir o Reino.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

    A Dimensão Missionária, na realização de suas atividades permanentes e projetos específicos, fundamenta-se e inspira-se nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, nos objetivos, conteúdos e reflexões do COMLA 5, principalmente, nas prioridades e compromissos. Busca luzes e formas de comunhão nos Documentos da Igreja, especialmente, nos do Concílio Vaticano II, Evangelii Nuntiandi, Redemptoris Missio, Diálogo e Anúncio, Tertio Millennio Adveniente e em Puebla e Santo Domingo.

    Intensifica os aspectos de Animação, Formação, Organização e Cooperação missionárias, em todos os níveis eclesiais, para que a Dimensão Missionária se torne, cada vez mais, o elemento primordial de toda a ação evangelizadora (cf. RMi 83).

    Estas atividades visam intensificar a integração da pastoral orgânica num crescimento de comunhão e participação e desenvolvem-se de forma integrada com os Conselhos Missionários Regionais - COMIREs - e em comunhão com as Pontifícias Obras Missionárias - POM, na assessoria do Conselho Missionário Nacional - COMINA - e, no setor de formação, com o Centro Cultural Missionário - CCM.

    Com as Pontifícias Obras Missionárias prepara e celebra o Mês Missionário com o Dia Mundial das Missões, no penúltimo domingo de outubro.

    O apoio, a articulação e a assessoria para a descoberta da identidade específica dos grupos de leigos missionários serão desenvolvidas em comunhão com o Setor de Leigos da CNBB.

 

PROJETO

IMPLEMENTAÇÃO DO COMLA 5

 

13PB/PD2-01/32

OBJETIVO

Implementar as prioridades e compromissos assumidos no COMLA 5, para uma evangelização inculturada, preparando agentes com ardor missionário tornando as Igrejas locais missionárias.

JUSTIFICATIVA

Os eventos tornam-se marcantes pelo tempo de preparação, pelo fato de sua realização e pelas repercussões que provocam. É necessário dar continuidade às iniciativas acontecidas na preparação do COMLA 5, firmar as prioridades e compromissos assumidos para a evangelização inculturada, espiritualidade missionária, animação, formação e organização missionárias. Elaboração e divulgação de subsídios, apoio, sustentação e desenvolvimento de iniciativas, realização de encontros nos Regionais com as coordenações dos COMIREs, com os responsáveis diocesanos da Dimensão Missionária e os participantes no COMLA 5 são exigências e urgências.

RESPONSÁVEL

CNBB/Dimensão Missionária Nacional e Regional, COMINA, CIMI, POM e CCM.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

ANIMAÇÃO, FORMAÇÃO E ORGANIZAÇÃO MISSIONÁRIAS

 

13PB/PD2-02/33

OBJETIVO

Dinamizar e acompanhar os Conselhos Missionários Regionais (COMIREs), a partir de experiências de evangelização inculturada para que a Dimensão Missionária seja inserida de forma planejada e coordenada como elemento primordial de toda ação evangelizadora.

JUSTIFICATIVA

A ANIMAÇÃO missionária impulsiona a ação evangelizadora de forma planejada e coordenada, inserindo a "dimensão missionária como elemento primordial em toda a ação pastoral". Compromete o povo de Deus, suscitando evangelizadores. Informa sobre a realidade missionária e dinamiza os organismos da ação evangelizadora.

A ORGANIZAÇÃO missionária motiva, em todos os níveis, Comissões ou equipes, envolvendo os organismos e instituições missionárias; prepara, envia e acompanha missionários/as para regiões particularmente necessitadas no País e além-fronteiras.

Este projeto exige FORMAÇÃO missionária inculturada para conscientizar o povo de Deus de sua identidade e responsabilidade com a Missão aqui e além-fronteiras. Prepara agentes específicos e privilegia a formação de leigos.

Parte de experiências de evangelização inculturada, realiza o diálogo intercultural, ecumênico e inter-religioso. Insere-se no mundo cultural dos pobres e excluídos como opção evangélica. Desenvolve a espiritualidade missionária e a mística necessária para a Missão. Apóia e acompanha os COMIREs para que animem missionariamente as Igrejas particulares, formem pessoas e incentivem os COMIDIs. Realiza encontros nos Regionais, com as equipes dos COMIREs para apoiar, acompanhar seus trabalhos, preparando e participando de suas assembléias.

RESPONSÁVEL

CNBB/ Dimensão Missionária Nacional e Regional

COMINA, POM, CCM.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

MISSÃO ALÉM-FRONTEIRAS

 

13PB/PD2-03/34

OBJETIVO

Assumir decididamente o IR para a missão além-fronteiras, no sentido mais amplo, formando, enviando e acompanhando missionários para testemunhar e proclamar Jesus Cristo - caminho de vida plena e esperança para todos os povos e culturas.

JUSTIFICATIVA

A Missão, antes de ser tarefa a realizar, é vida, comunhão-relação e solidariedade (Vinde, vede e anunciai).

O chamado à vida, à vocação batismal, que se desdobra em carismas vocacionais específicos, no laicato, na vida consagrada e no ministério ordenado, deve ser acolhido e vivido como a presença da "Palavra que liberta e salva", na revelação da ternura de Deus, nas renovadas relações fraternas e nas novas relações com toda a criação (cf. Texto-Base do COMLA 5, 1.2).

Esta visão, fundamentada no mistério da encarnação, obriga a todos a superar os horizontes estreitos de sua cultura, de seu local geográfico, para abrir-se, corajosamente, a experiências multiculturais, multireligiosas dos povos aqui e além-fronteiras.

Assumir decididamente a convocação feita pelos nossos Bispos de nos projetarmos além de nossas fronteiras é obrigação indeclinável.

Apoiar, preparar, acompanhar equipes de missionários e missionárias tendo presente as exigências da missão "ad gentes", a pedagogia do processo de inculturação e os elementos constitutivos da evangelização: o serviço ao mundo, especialmente aos pobres, o diálogo, o anúncio e o testemunho de comunhão fraterna.

Incentivar o intercâmbio com os missionários, divulgando suas experiências de evangelização inculturada. Atualizar os dados dos missionários, missionárias brasileiros presentes além-fronteiras, em colaboração com a CRB Nacional, COMIREs e outras organizações missionárias.

RESPONSÁVEL

CNBB/ Dimensão Missionária Nacional e Regional, CRB, COMINA, POM E CCM.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

IGREJAS-IRMÃS

 

13PB/PD2-04/35

OBJETIVO

Promover e articular as iniciativas concretas de entre-ajuda suscitadas e provocadas pela experiência do Programa Igrejas-Irmãs e pelo crescimento da consciência missionária de nossas Igrejas, aprofundando as motivações de intercomunhão eclesial para visibilizar a solidariedade e a corresponsabilidade do "dar e receber".

JUSTIFICATIVA

A intercomunhão eclesial acontece no testemunho concreto do dar e do receber da própria pobreza. A missão fundamenta-se na fé. E esta "se fortalece quando é comunicada".

O Programa Igrejas-Irmãs acontece por meio de Projetos concretos de intercomunhão de recursos e de pessoas, leigos/as, consagrados/as e ministros ordenados.

Promover estas iniciativas de comunhão missionária testemunhando a solidariedade através da distribuição eqüitativa de agentes pastorais é revelar a misericórdia de Jesus Cristo. Ele, embora sendo rico, tornou-se pobre por causa de todos, e com sua pobreza, enriqueceu a todos (cf. 2 Cor 8,9).

RESPONSÁVEL

CNBB/ Dimensão Missionária Nacional e Regional, COMINA, CRB (GRAM), POM.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

FORMAÇÃO MISSIONÁRIA

 

13PB/PD2-05/36

OBJETIVO

Atender à formação de agentes para a animação, formação e organização missionárias nos Regionais e Dioceses.

JUSTIFICATIVA

A formação missionária de agentes é uma exigência fundamental e permanente da evangelização. Desperta e aprofunda a identidade missionária e cristã de cada batizado e das comunidades. Garante também uma permanente atualização dos sinais dos tempos. Sua metodologia parte de experiências multiculturais da evangelização, onde os sujeitos das diferentes culturas são protagonistas de sua libertação integral em Jesus Cristo; utiliza-se das ciências antropológicas e sociais; ajuda a desenvolver uma personalidade integrada, a espiritualidade e a mística necessárias à missão que opta evangelicamente pelos pobres e excluídos e cultiva as atitudes de diálogo e respeito pelas pessoas e culturas. Este projeto promove cursos de formação em nível nacional, por blocos de regiões e em nível regional.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária da CNBB, CCM, COMINA, COMIREs, Institutos Missionários e POM.

PRAZO

Janeiro de 1996

1997.

Março a junho de 1996/1997

 

PROJETO

FORMAÇÃO MISSIONÁRIA "AD GENTES"

 

13PB/PD2-06/37

OBJETIVO

Oferecer aos missionários e missionárias que se destinam à missão além-fronteiras um encontro de formação missionária, experiência de vida comunitária e de espiritualidade para a evangelização inculturada além de nossas fronteiras.

JUSTIFICATIVA

Atender às solicitações das Dioceses, Congregações e Institutos Missionários para que os missionários e missionárias que partem em missão além-fronteiras tenham uma visão da realidade sob os aspectos sócio-antropológico e bíblico-teológico da missão para uma evangelização inculturada e uma experiência de vida em equipe e de espiritualidade missionária.

A celebração de envio feita pela presidência da CNBB e a Dimensão Missionária imprime o sentido de pertença à Igreja no Brasil. Existem cursos em Brasília e São Paulo.

RESPONSÁVEL

CCM, Dimensão Missionária da CNBB, COMINA.

PRAZO

Dezembro (BSB), fevereiro a junho (São Paulo) de 1996/1997

 

PROJETO

ACOMPANHAMENTO DOS MISSIONÁRIOS ALÉM-FRONTEIRAS E ACOLHIDA AOS QUE CHEGAM

 

13PB/PD2-07/38

OBJETIVO

Acompanhar nossos missionários e missionárias que estão em missão além-fronteiras e acolher os que chegam de outros países e continentes, para a evangelização em nossas comunidades.

JUSTIFICATIVA

Os nossos missionários e missionárias sentem a necessidade de estar em comunhão com a Igreja que os enviou. Para isto, existem pequenas iniciativas de envio de alguns subsídios, publicações e circulares de informação, não excluindo visitas.

Aos que chegam para conosco "evangelizar com renovado ardor missionário", é oferecido um curso de aprendizagem do português e de primeira inculturação no CCM-CENFI.

RESPONSÁVEL

CCM, Dimensão Missionária da CNBB, COMINA e POM.

PRAZO

1996 - 1997

Dois cursos anuais no CENFI 1996/1997

 

PROJETO

SEMINÁRIO MISSIOLÓGICO NACIONAL

 

13PB/PD2-08/39

OBJETIVO

Preparar assessores e agentes da Dimensão Missionária nos Regionais para a implementação das prioridades e compromissos do COMLA 5 e assessoria e animação missionária permanente.

JUSTIFICATIVA

O Ano Missionário e a preparação do COMLA 5 fizeram sentir a necessidade de assessores e agentes específicos para a Dimensão Missionária nos Regionais e Dioceses.

O COMLA 5 confirmou esta urgência de assessorias para concretizar as prioridades e compromissos, bem como para a missão de inserir a Dimensão Missionária em toda a ação evangelizadora da Igreja no Brasil, em comunhão com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 1995-1998.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária da CNBB, COMIREs, POM, COMINA.

PRAZO

22 a 26 de fevereiro de 1996, em Brasília

 

PROJETO

EQUIPE DE REFLEXÃO E ASSESSORIA MISSIOLÓGICA

 

13PB/PD2-09/40

OBJETIVO

Refletir, com um grupo permanente, as exigências da evangelização inculturada para realizar e acompanhar a caminhada missionária aqui e além-fronteiras.

JUSTIFICATIVA

Este grupo de assessoria existe há vários anos e é formado pela equipe executiva do COMINA, que é composta pelo Bispo da Dimensão Missionária, Secretário Executivo, assessores da Dimensão Missionária da CNBB, Diretor das POM, representantes dos Institutos Missionários, leigos missionários e CCM. Reúne-se quatro vezes por ano.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária da CNBB, POM e COMINA.

PRAZO

Reuniões quatro vezes ao ano: 1996/1997

 

PROJETO

ASSESSORIA E ARTICULAÇÃO DOS GRUPOS DE MISSIONÁRIOS LEIGOS

 

13PB/PD2-10/41

OBJETIVO

Apoiar os grupos de missionários leigos na sua formação, busca de identidade e articulação, em comunhão com o Setor dos leigos da CNBB.

JUSTIFICATIVA

O protagonismo dos leigos na evangelização e a diversificação dos ministérios na Igreja necessitam de intensificado apoio para que cresçam as experiências destes grupos de leigos, cada vez mais inseridos no serviço, diálogo, anúncio e testemunho na evangelização.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária da CNBB, COMINA, POM e Setor Leigos.

PRAZO

Junho de 1996 - 1997

 

PROJETO

ASSEMBLÉIA DO COMINA

 

13PB/PD2-11/42

OBJETIVO

Refletir, acompanhar, avaliar e estimular a animação missionária colocando o resultado destas atividades à disposição da CNBB ou de outros organismos, visando fazer com que a Igreja local se torne, sempre mais, sujeito da missão dentro e fora do País.

JUSTIFICATIVA

O COMINA reúne representantes de Instituições atuantes na animação e ação missionárias. Realiza, por Regulamento, uma assembléia anual. Esta assembléia avalia a caminhada pastoral e torna-se momento de articulação nacional, pois participam como membros integrantes, além dos representantes dos Organismos e Instituições Missionários, os coordenadores dos COMIREs e os Bispos responsáveis pela Dimensão Missionária nos Regionais.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária, COMINA e COMIREs.

PRAZO

Julho e novembro de 1996/1997

 

PROJETO

ENCONTRO NACIONAL DOS ORGANISMOS E INSTITUIÇÕES MISSIONÁRIOS

 

13PB/PD2-12/43

OBJETIVO

Incentivar o estudo, a reflexão, a comunhão e a partilha de experiências e esforços, bem como avaliar e propor linhas de ação missionárias para a evangelização inculturada.

JUSTIFICATIVA

O COMINA, com apoio da Dimensão Missionária da CNBB e POM, de acordo com seu regulamento, realiza, de dois em dois anos, um Encontro Nacional de todos os Organismos e Instituições Missionários. A finalidade é reunir estas forças e juntos estudar temas missionários, repassar o resultado de eventos missionários ou prepará-los, na dinâmica da comunhão e participação, como aconteceu em relação ao COMLA 4, na preparação do Ano Missionário e do COMLA 5. Neste momento, o encontro será para a implementação das prioridades e compromissos do COMLA 5.

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária da CNBB, COMINA e POM.

PRAZO

Novembro de 1997

 

PROJETO

ENCONTRO NACIONAL DA INFÂNCIA MISSIONÁRIA

 

13PB/PD2-13/44

OBJETIVO

Organizar, de forma atualizada, a Infância Missionária, apoiando e articulando as iniciativas existentes para despertar nas crianças o espírito missionário universal, desenvolvendo seu protagonismo na evangelização das crianças e dos adultos.

JUSTIFICATIVA

O Decreto Conciliar Ad Gentes afirma que as Obras Missionárias têm a capacidade de criar o espírito missionário universal desde a infância (cf. AG 38).

Existem experiências novas e atualizadas de organização de crianças segundo a metodologia e pedagogia da Pontifícia Obra da Infância Missionária, que visa desenvolver o potencial evangelizador das crianças e o espírito de solidariedade: "criança ajuda e evangeliza criança".

RESPONSÁVEL

POM, Dimensão Missionária da CNBB.

PRAZO

10 a 12 de julho de 1996, Vitória, durante o XIII CEN

 

PROJETO

MÊS E DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

 

13PB/PD2-14/45

OBJETIVO

Celebrar o Mês Missionário e o Dia Mundial das Missões segundo os objetivos propostos pela Igreja universal para promover em todo o povo de Deus a cooperação missionária, que se concretiza na oração, sacrifício, testemunho de vida cristã e colaboração econômica.

JUSTIFICATIVA

Outubro missionário, com o Dia Mundial das Missões, é tempo consagrado em todo o mundo católico para despertar o compromisso das comunidades eclesiais, instituições, desenvolver em todos os batizados a vocação missionária universal e tornar as Igrejas locais sujeitos da missão.

Para isso, são elaborados subsídios de reflexão e de animação para as comunidades eclesiais, grupos e Dioceses.

RESPONSÁVEL

POM, Dimensão Missionária da CNBB, COMIREs e Dioceses.

PRAZO

Durante o ano, especialmente no mês de outubro

 

PROJETO

COMUNHÃO MISSIONÁRIA LATINO AMERICANA

 

13PB/PD2-15/46

OBJETIVO

Acompanhar as programações do Departamento de Missões - DEMIS - do CELAM, participando de encontros e iniciativas e atendendo à programação das Direções Nacionais das POM.

JUSTIFICATIVA

O DEMIS é um Departamento que, em nível de América Latina e de Caribe, realiza encontros de Bispos, secretários da Dimensão Missionária e se relaciona com os Diretores das POM na América Latina para articulação de projetos, trocas de experiências e ações conjuntas.

Além disso, os Diretores Nacionais das POM reúnem-se, ordinariamente, uma vez por ano, em Roma, por ocasião da Assembléia Geral do Conselho Superior das POM e, em outras ocasiões, principalmente para a organização, acompanhamento e realização dos COMLAs.

RESPONSÁVEL

DEMIS, Dimensão Missionária da CNBB e POM.

PRAZO

1996/1997.

Março de 1996 em Bogotá e maio de 96/97 em Roma

 

PROJETO

INSTITUTO MISSIONÁRIO "AD GENTES"

 

13PB/PD2-16/47

OBJETIVO

Atender à chegada da "Hora Missionária" e responder ao cha-mado missionário "ad gentes" assumido como compromisso do COMLA 5.

JUSTIFICATIVA

O serviço, o diálogo, principalmente com as religiões, o anúncio aos que não receberam a pregação do Evangelho, e o testemunho de vida e vivência comunitária, "insubstituível" na evangelização (DGAE nº 96), são exigências da Evangelização inculturada.

"A missão além-fronteiras, pela complexidade de sua própria natureza e execução, exige uma formação cuidadosa de seus agentes e uma organização capaz de garantir a continuidade.

É desejável que se dêem novos passos para concretizar um Centro Missionário Nacional, para estudos e formação permanente, e um Instituto Brasileiro de Missões além-fronteiras" (DGAE nº 245). É compromisso do COMLA 5: "Estudar a possibilidade de fundar novos Institutos Missionários Nacionais ‘ad gentes’ e para isso formar grupos de trabalho, com integrantes de Sociedades e Institutos Missionários e outras pessoas, em nível nacional e latino-americano" (Compromisso 3.16).

RESPONSÁVEL

Dimensão Missionária da CNBB, POM, Institutos Missionários "ad gentes" e Bispos.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROGRANA 3 - DIMENSÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA (PD3)

 

    PRINCÍPIOS ORIENTADORES

 

    Temos dois tipos de fontes a serem consideradas como pontos de partida para o planejamento:

    1. O que foi detectado no processo que vem sendo desenvolvido com os coordenadores regionais e que é explicitado na evolução dos conteúdos dos sucessivos Encontros Nacionais de Catequese.

    2. A orientação geral da Igreja no Brasil neste particular momento histórico, considerando as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, o projeto de evangelização com vistas ao terceiro milênio e as prioridades e áreas de interesse assumidas em conjunto por todos e programas das Dimensões e Setores.

    Consideraremos, pois, o que há de mais significativo nessas duas vertentes:

 

    1. A Continuidade do processo desenvolvido pela Catequese

 

    O processo de reflexão e animação se fez com muita interação entre a assessoria nacional e as equipes regionais. A qualidade e a intensidade dessa parceria deve ser preservada e considerada no desenvolvimento de todas as atividades a serem propostas.

    Viu-se como necessária uma maior valorização do aspecto bíblico, unido ao catequético. Tem sido pedida uma orientação para o trabalho de formação bíblica que ajude a criar, em relação à Bíblia, uma identidade pastoral, num processo semelhante ao que se fez a partir do documento Catequese Renovada. Já se iniciou algo nesta direção com a divulgação do documento "A Interpretação da Bíblia na Igreja" e com a publicação de um estudo, em linguagem popular, de seus pontos mais relevantes. Nesta mesma perspectiva, as avaliações do último Encontro Nacional pediram também o aprofundamento de uma espiritualidade que ilumine a realidade moderna, urbana, ajudando a ler os sinais dos tempos e os apelos de Deus aí contidos e descobrindo, também no ambiente de agitação e tecnologia das cidades, motivações para o cultivo de novas formas de expressão de sua espiritualidade.

    Toda a reflexão feita apontou na direção de se cuidar da relação entre diálogo e anúncio, num mundo marcado pelo pluralismo cultural e religioso, para que a catequese se desenvolva num clima que articule adequadamente o respeito à alteridade e o fortalecimento da identidade da fé. Isso implica em consideração constante da dimensão ecumênica, no espírito indicado pelo Papa na encíclica UT UNUM SINT e na carta apostólica Tertio Millennio Adveniente, sem esquecer o Catecismo da Igreja Católica, como ponto de referência.

    A Catequese se desenvolve, se alimenta na Igreja e educa para o ser Igreja. Conseqüentemente, necessita estar bem entrosada com as outras Dimensões. Esse trabalho de aproximação e diálogo, já iniciado, não deve ser perdido de vista.

    Diante do caminho percorrido, aparecem como prioridades a formação bíblica, a inculturação da catequese no mundo moderno e urbano, o diálogo com as culturas e religiões e o cultivo de uma espiritualidade encarnada que alimente no catequista as razões da sua esperança, na realidade concreta do mundo de hoje. Tudo isso, evidentemente, tem como enfoque indispensável a ótica da opção pelos pobres e da promoção da justiça.

 

    2. Orientação geral da Igreja no Brasil

 

    São evidentes as relações do exposto acima com as quatro áreas de interesse comum, inspiradas nas DGAE, que constam deste plano: evangelização inculturada; protagonismo dos leigos (a imensa maioria dos catequistas); superação da exclusão social; mística e espiritualidade inculturadas. No desenvolvimento das diferentes atividades previstas, no material a ser produzido, no enfoque dos diferentes temas e na qualidade dos relacionamentos humanos envolvidos, levar-se-ão em conta essas áreas com todas as suas conseqüências, tendo presentes as quatro exigências apontadas nas DGAE: serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão.

    Pelas características que lhe são próprias, estará também a Dimensão Bíblico-Catequética envolvida na tarefa de divulgação das DGAE e de outros documentos e orientações da Igreja, em linguagem popular, como parte do grande processo de formação dos catequistas e como auxílio às outras atividades eclesiais, nas quais a Dimensão Bíblico-Catequética precisa estar presente.

    Dentro desse espírito e levando tudo isso em consideração, além dos projetos detalhados mais adiante, são importantes as atividades permanentes que vão construindo o caminho na direção dos objetivos expostos acima.

    Estão previstas como atividades permanentes, indispensáveis inclusive como parte dos projetos maiores, que elas ajudam a promover:

 

   cartas mensais aos coordenadores, responsáveis por escolas formadoras de catequistas e Bispos referenciais dos Regionais, divulgando o que é de interesse da área e incentivando o intercâmbio de materiais;

   reuniões com o GRECAT e o GRESCAT, para fundamentar a reflexão de acordo com os objetivos propostos;

   produção de subsídios, em linguagem acessível, para diversas finalidades: divulgação das Diretrizes; instrumentos de trabalho para preparar os encontros planejados; sistematização da reflexão que vai sendo feita nos Regionais e outras instâncias da Igreja; ajuda à formação bíblica (dando continuidade ao que foi feito no subsídio "Como a nossa Igreja lê a Bíblia"); material de apoio para assessorias pedidas pelos Regionais; material da Campanha da Fraternidade e outros projetos conjuntos e programas globais; textos para animação do projeto de evangelização integrada que prepara o terceiro milênio; roteiro para celebração do dia do Catequista;

   produção de textos para diversas publicações, especialmente a Revista de Catequese e a Folha Catequética;

   participação nos projetos do DECAT-CELAM, do Coincat e da FEBICLA;

   participação na reunião do SAB (Serviço de Animação Bíblica);

   participação e apoio aos eventos promovidos pelo GREPAS (que atende aos surdos) e levantamento de grupos que atendem aos deficientes mentais;

   contatos para o acompanhamento da tradução da Bíblia litúrgico-catequética;

   presença nos Regionais e Sub-Regionais.

 

PROJETO

ENCONTRO DE PROFESSORES DE PASTORAL CATEQUÉTICA DOS SEMINÁRIOS

 

13PB/PD3-01/48

OBJETIVO

Promover um diálogo para avaliação e integração da Dimensão Bíblico-Catequética na formação do Clero.

JUSTIFICATIVA

Percebe-se no contato com os catequistas em todo o País que há certos desencontros entre a reflexão feita no trabalho da catequese e as expectati-vas do clero. Especialmente na questão da reflexão sobre a necessidade de nova linguagem e novo espírito para a catequese do mundo moderno e urbano, o descompasso pode gerar bloqueios. É pedido geral dos catequistas e das equipes de coordenação um esforço maior na direção de uma linguagem comum e de uma melhor compreensão do momento atual vivido pela catequese. Visa-se também a troca de experiências entre professores de institutos diferentes, buscando ajuda mútua na busca de opções pastorais que respondam aos sinais dos novos tempos.

RESPONSÁVEL

Assessores nacionais e GRECAT, com a colaboração do Setor Vocações e Ministérios e CNC.

PRAZO

Outubro de 1996

 

PROJETO

DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE

 

13PB/PD3-02/49

OBJETIVO

Recuperar a memória do que foi refletido na ocasião, do caminho percorrido a partir desse evento, e confrontar com as necessidades percebidas hoje, buscando pistas para fundamentar o trabalho dos catequistas.

JUSTIFICATIVA

A Semana Brasileira de Catequese foi um marco importante. Nela se começou a reflexão sobre a questão da cultura, tratou-se de princípios para uma leitura bíblica mais atualizada e se fez um grande processo de mobilização que ajudou a conhecer o Catequese Renovada e a impulsionar trabalhos que fizeram a catequese avançar, ultrapassando em certos aspectos o próprio documento. Percebemos que fazer memória é indispensável para entender o caminho e prosseguir. Por outro lado, o constante problema da rotatividade dos catequistas obriga a estar sempre buscando novas formas de resgatar para grupos iniciantes o que já foi vivido, recapitulando para integrar na caminhada quem vem chegando e dando um passo adiante sem deixar perdido quem não viveu as etapas anteriores.

RESPONSÁVEL

Coordenadores Regionais de Catequese, acompanhados, incentivados e assessorados pela assessoria nacional.

PRAZO

Durante o ano de 1996, com os resultados sendo refletidos no VII Encontro Nacional, a ser realizado em 1997

 

PROJETO

VII ENCONTRO NACIONAL DE CATEQUESE

 

13PB/PD3-03/50

JUSTIFICATIVA

Os Encontros Nacionais vêm sendo momentos fortes de revisão e replanejamento, num processo participativo, contínuo e progressivo que tem conseguido motivar bastante os Regionais. Valem muito pela preparação que se faz antes, com instrumentos de trabalho que permitem a participação de amplas parcelas da base. Produzem também material que sistematiza a reflexão e ajuda os catequistas mais envolvidos a se situarem no panorama das necessidades e prioridades da Igreja e da realidade do Brasil. São momentos reclamados pelas coordenações de nível intermediário, que participam indicando o teor, o enfoque do que será planejado. São importantes não como eventos, mas como alimentadores de um processo.

RESPONSÁVEL

Assessores nacionais, GRECAT, GRESCAT e Coordenadores Regionais.

PRAZO

Preparação em 1996

Realização em setembro de 1997, em Belo Horizonte, MG

 

PROJETO

ENCONTRO COM OS RESPONSÁVEIS PELAS ESCOLAS DIOCESANAS

 

13PB/PD3-04/51

OBJETIVO

Colaborar para o aperfeiçoamento de um processo de formação de catequistas afinado com o momento e as orientações da Igreja no Brasil.

JUSTIFICATIVA

Há quatro anos são realizados encontros do GRESCAT e neles se percebe a necessidade de ampliar a discussão dos assuntos que dizem respeito à formação dos catequistas, envolvendo um grupo maior de escolas e transformando o GRESCAT num grupo menor, mas que seja lugar de reflexão para o processo global de formação. Esse encontro foi também pedido nas avaliações feitas pelos participantes do VI Encontro Nacional.

RESPONSÁVEL

GRECAT e GRESCAT

PRAZO

2º semestre de 1997

Reunião do GRESCAT, segundo semestre de 1996

 

PROJETO

SEMINÁRIO SOBRE ESPIRITUALIDADE ILUMINADA PELA BÍBLIA

 

13PB/PD3-05/52

OBJETIVO

Buscar pistas para uma espiritualidade a ser vivida no mundo moderno, descobrindo a presença de Deus no secular, a partir da Encarnação como método usado na própria Bíblia.

JUSTIFICATIVA

A situação da Igreja no mundo moderno urbano exige repensar a forma de utilização das fontes de espiritualidade. Diante de tanta manifestação religiosa desencarnada ou, por outro lado, fria, distante das emoções da vida, é urgente buscar um caminho bem fundamentado, sereno, comprometido com a justiça, que possa ser vivido pelo homem e a mulher do mundo urbano moderno. Percebe-se a urgência de alimentar uma profunda mística que permita viver neste mundo de crises e mudanças, na aceleração da história, no ambiente onde o tecnológico substituiu a natureza, sem perder o rumo, a esperança e cultivando a intimidade com a Palavra de Deus. Com isso, se reúne dados, experiências, pistas para atender a necessidades e pedidos expressos no VI Encontro.

RESPONSÁVEL

Assessores nacionais e GRECAT

PRAZO

Novembro de 1996

 

PROJETO

TRADUÇÃO DA BÍBLIA LITÚRGICO-CATEQUÉTICA

 

13PB/PD3-06/53

OBJETIVO

Dar continuidade ao trabalho já em andamento.

JUSTIFICATIVA

O trabalho, realizado para atender a solicitação feita na 29ª Assembléia Geral da CNBB, está bem adiantado; visa respeitar o princípio da unidade de tradução nas atividades pastorais e na liturgia.

RESPONSÁVEL

Dimensão Bíblico-Catequética e equipe de biblistas, coordenada por Pe. Johan Konings.

PRAZO

1996

 

PROJETO

LEITURA BÍBLICA NA CATEQUESE

 

13PB/PD3-07/54

OBJETIVO

Ajudar a discernir e estabelecer a fisionomia da leitura e do uso da Bíblia que corresponde ao projeto e aos objetivos da Igreja no Brasil.

JUSTIFICATIVA

Verifica-se um grande desejo de formação bíblica e uma perplexidade diante de leituras fundamentalistas, que se difundem rapidamente. Percebeu-se que falta, em relação à Bíblia, o caminho que foi feito para a catequese a partir do documento Catequese Renovada. A leitura bíblica também precisaria estar ligada às seis dimensões. A catequese, que tem na Bíblia o seu "livro por excelência", precisa de ajuda para a formação dos catequistas nessa área. No biênio anterior, foi proposto que se começasse a produção de pequenos subsídios, em linguagem fácil, para ir orientando o caminho da leitura bíblica. O primeiro (Como a nossa Igreja lê a Bíblia) já foi publicado; os Regionais pedem que o processo não se interrompa. Ao tratar da leitura bíblica nesse biênio, deve-se levar em conta as preocupações ecumênicas, com vistas ao processo de reconciliação pedido pelo Papa e os destaques previstos para cada ano no projeto de evangelização que prepara o terceiro milênio.

RESPONSÁVEL

Assessoria nacional, com a colaboração de outros organismos e especialistas solicitados a colaborar.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

DIVULGAÇÃO DAS DIRETRIZES E DO PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO DA IGREJA NO BRASIL

 

13PB/PD3-08/55

OBJETIVO

Articular os grandes objetivos da Igreja no Brasil com as aspirações e caminhos da catequese regional.

JUSTIFICATIVA

A catequese tem papel importante a desempenhar no desenvolvimento dos projetos maiores e precisa estar em sintonia com os caminhos da Igreja no Brasil. É preciso debater os grandes projetos para que não sejam sentidos como algo que anula o processo consistente de reflexão e orientação que já vem sendo feito. É preciso ajudar os catequistas a ler as Diretrizes e o Projeto de Evangelização que prepara o terceiro milênio, de forma que as iniciativas se somem e se harmonizem. Não se pode perder o trem da história, mas também é bom ter cuidado para não descer na estação errada. O projeto comporta uma reunião com os coordenadores regionais de catequese e a elaboração de subsídios que animem e alimentem o processo.

RESPONSÁVEL

Assessoria Nacional

PRAZO

1996 - 1997

 

 

PROGRAMA 4 - DIMENSÃO LITÚRGICA (PD4)

 

    A Igreja "como comunidade sacerdotal, organicamente estruturada pelos sacramentos, celebra os mistérios da fé. Colocando no seu centro a memória do Mistério pascal de Cristo e dos cristãos, que revela o amor do Pai para conosco e comunica o seu Espírito, a liturgia é fonte de comunhão com a Trindade e nos envia para a missão para proclamar o Mistério de Cristo até que ele volte" (DG 93).

    Vivendo e celebrando a presença e a ação do Senhor na história, a liturgia se insere no mundo plural da cultura, das tensões sociais, políticas e religiosas. Daí que a ação litúrgica deverá considerar a nova sensibilidade emergente que vem expressa nos anseios de valorização da pessoa, de participação e de compromisso missionário e transformador das estruturas em favor da vida. Por si só, a liturgia exerce função importante na ação evangelizadora (cf. SD 35). Ela anuncia a plenitude do Evangelho, Jesus Cristo e o torna presente de modo eficaz. Anuncia as maravilhas de Deus, o próprio Deus, e as atualiza. Gera a vida divina e faz as pessoas dela participarem. A liturgia é o espaço no qual o "testemunho de comunhão eclesial" é manifestado pela comunidade cristã reunida para partilhar a sua fé, celebrar o louvor do Senhor e viver a caridade" (DG 256).

    Nesta perspectiva, é urgente vivificar e atualizar as diversas formas de celebração litúrgica, buscando formulações adequadas à rápida evolução das mentalidades e da cultura; a atenção à participação subjetiva dos fiéis, visando ao enriquecimento da experiência religiosa de cada um, e a consciência do compromisso missionário (DG 258). Igualmente importante, na liturgia, é a recuperação das dimensões da festa, da alegria, da esperança e a riqueza da espiritualidade do Ano Litúrgico (DG 273).

    Sendo a liturgia dimensão vital e expressão da vocação celebrativa da Igreja, urge a redescoberta do aspecto simbólico da liturgia integrando o universo simbólico das comunidades, através de uma legítima criatividade, adaptação e inculturação. A busca de uma simbologia mais adequada ao meio urbano deve ser hoje uma preocupação prioritária da pastoral litúrgica (DG 273).

 

    PRIORIDADES E LINHAS DE AÇÃO

 

    1. Inculturação litúrgica:

   liturgia no mundo urbano: celebrações e a emergente cultura urbana e do mundo juvenil;

   liturgia e os grupos humanos;

   liturgia e Piedade Popular;

   preparação e promoção do Seminário Nacional de Inculturação Litúrgica;

   elaboração do subsídio base de preparação ao Seminário Nacional de Inculturação Litúrgica.

 

    2. Formação Litúrgica:

   incentivar a formação litúrgica em todos os níveis da Igreja: Leigos, Religiosos(as), Presbíteros;

   trabalhar em conjunto com a OSIB e a CRB.

 

    3. Animação da vida litúrgica nos Regionais

   visita aos 16 Regionais da CNBB;

   elaboração de subsídios que alimentem o serviço da animação litúrgica nos diferentes níveis.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

    1. De Tradução, Elaboração e Publicações

 

    2. Do Canto e da Música:

   Hinário Litúrgico Nacional - 4º Volume;

   Campanha da Fraternidade;

   Música para a Liturgia das Horas;

   Coletânea de Músicas Litúrgicas.

 

    3. De Assessoria:

   Regionais e Dioceses;

   Campanha da Fraternidade;

   Congressos Eucarísticos;

   Promoções ligadas à CNBB.

 

    4. De Integração:

   Com as Dimensões e Organismos da pastoral.

 

    5. Participar de:

   encontros setoriais, regionais e internacionais;

   encontros de interesse da Dimensão Litúrgica;

   encontros da pastoral de Santuários;

   encontros da Associação dos Professores de Liturgia.

 

    6. Colaborar com:

   o Centro de Liturgia ligado à Faculdade Assunção, em São Paulo;

   os cursos de formação litúrgica;

   o curso de formação litúrgico-musical;

   a Revista de Liturgia e outros periódicos;

   os liturgistas que atuam na inculturação indígena.

 

    7. De diálogo com:

   a Sé Apostólica;

   o Departamento de Liturgia do CELAM;

   as Comissões de Liturgia de outros países.

 

PROJETO

EQUIPE DE REFLEXÃO LITÚRGICO-PASTORAL

 

13PB/PD4-01/56

OBJETIVO

Avaliar e alimentar o serviço de animação da vida litúrgica no Brasil.

Refletir, à luz da natureza da liturgia, os desafios que a atualidade da vida brasileira levanta à pastoral litúrgica.

JUSTIFICATIVA

A liturgia, como expressão celebrativa da Igreja, considerará as questões emergentes das comunidades eclesiais, discutindo-as tendo por base uma sólida reflexão teológico-litúrgica. A Equipe de Reflexão Litúrgico-Pastoral auxiliará a Linha 4 no discernimento e nas opções pastorais, para responder adequadamente aos desafios emergentes da caminhada eclesial.

RESPONSÁVEL

Dimensão 4

PRAZO

1ª Reunião: 12 a 14 de 04 de 1996. Local: Pio XI - SP - 2ª Reunião: outubro de 1996

 

PROJETO

DIMENSÃO CELEBRATIVA DA VIDA CONSAGRADA

 

13PB/PD4-02/57

OBJETIVO

Refletir, à luz da vida e da prática celebrativa, a relação entre Vida Consagrada e Liturgia; Favorecer a inserção da Vida Consagrada na ação litúrgica da Igreja Local;

Fortalecer a dimensão celebrativa da Vida Consagrada a partir da realidade pluricultural do povo brasileiro.

JUSTIFICATIVA

É fundamental que os homens e mulheres que assumem funções ou só participam na liturgia sejam imbuídos do espírito litúrgico, tenham consciência dos mistérios que celebram e sejam capacitados para executar as suas funções; e que os irmãos e irmãs religiosos(as) tenham no programa de seu processo formativo a preocupação de transformarem a Liturgia em fonte da própria espiritualidade e se tornem animadores das celebrações das comunidades eclesiais (cf. CNBB, doc. 43, nº 192).

RESPONSÁVEL

Dimensão 4 e Equipe de Formação da CRB.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

INCULTURAÇÃO LITÚRGICA NOS MEIOS AFROS

 

13PB/PD4-03/58

OBJETIVO

Dinamizar o processo de diálogo e de estudo da cultura afro para atender liturgicamente e de forma inculturada a população afro-brasileira.

JUSTIFICATIVA

A população afro-brasileira tem uma cultura rica em valores humanos e religiosos. Essa riqueza se revela na diversidade de grupos étnicos espalhados pelo território nacional. A Igreja quer participar dos seus sofrimentos e acompanhá-los em suas legítimas aspirações em busca de uma vida justa e digna; quer apoiar os povos afro-brasileiros na defesa de sua identidade e no reconhecimento de seus valores; quer também ajudá-los a manter vivos os seus usos e costumes compatíveis com a doutrina cristã (cf. SD 149). A IV Instrução "Liturgia Romana e Inculturação" lembra que a liturgia da Igreja não deve ser estrangeira para nenhum país, para nenhum povo, para nenhuma pessoa. Deve ser capaz de se exprimir em todas as culturas humanas, conservando a sua identidade, na fidelidade à tradição recebida do Senhor (IV Inst., 18).

RESPONSÁVEL

Dimensão 4 e Instituto Mariama - IMA

PRAZO

Reunião preparatória: 29 de fevereiro e 1º de março de 1996

Seminário: setembro de 1996

 

PROJETO

ENCONTRO NACIONAL DE REITORES E AGENTES DE PASTORAL DE SANTUÁRIOS

 

13PB/PD4-04/59

OBJETIVO

Reunir os Reitores e agentes de pastoral para intercâmbio de experiências, planejamento comum e aprofundamento da reflexão sobre a religiosidade popular e suas manifestações em vista da inculturação litúrgica.

JUSTIFICATIVA

O entendimento, planejamento e organização da pastoral dos santuários, bem como os desafios que daí emergem, requerem maior entrosamento de todos os agentes para a reflexão e a busca de novos caminhos, em espírito de unidade e comunhão fraterna. Faz-se necessário que as Diretrizes da Pastoral dos Santuários, elaboradas pelo Conselho de Reitores, cheguem a todas Dioceses e sejam colocadas em prática. Além do incentivo, os agentes da Pastoral dos Santuários, necessitam de orientações para que a liturgia se constitua no momento forte da vida nos Santuários, pelo fato de ser centro e ápice da romaria e de toda a vida cristã.

RESPONSÁVEL

Dimensão 4 e Conselho de Reitores de Santuários do Brasil.

PRAZO

11 a 14 de março de 1996, em Trindade, Goiás

 

PROJETO

SEMINÁRIO DE INCULTURAÇÃO LITÚRGICA

 

13PB/PD4-05/60

OBJETIVO

Dinamizar o processo de inculturação litúrgica;

JUSTIFICATIVA

"A inculturação do Evangelho é um imperativo do seguimento de Jesus e é necessária para restaurar o rosto desfigurado do mundo" (SD 13). A inculturação da fé e a evangelização das culturas promovem a vida cristã integral e se constituem num caminho de busca da santidade (cf. SD 33). "As formas da celebração litúrgica devem ser aptas para expressar o mistério que se celebra e, por sua vez, ser claras e inteligíveis para os homens e mulheres" (João Paulo II, Discurso à UNESCO 2.6.1980). Por isso, considerar a sensibilidade cultural do nosso povo é meta da adaptação da liturgia, num justo e sadio processo de inculturação, pedindo a introdução de novos símbolos, de novos ritos sacramentais para diversas necessidades e circunstâncias da vida, mais compreensíveis ao povo de hoje, porque criados pela piedade popular, experimentados nas CEBs e outros grupos de oração, ou ainda, provenientes das exigências da modernidade (DG 95).

RESPONSÁVEL

Dimensão 4

Sistemática.

a. Elaboração do texto motivador e envio aos Regionais

b. Estudo e debate nos Regionais

c. Coleta e síntese de elementos indicadores do processo de inculturação litúrgica.

d. Encontros por grandes Regiões: Norte, Nordeste, Leste, Sul e Centro-Oeste.

PRAZO

1997

 

PROJETO

ENCONTRO DE BISPOS RESPONSÁVEIS POR LITURGIA NOS REGIONAIS

 

13PB/PD4-06/61

OBJETIVO

Dinamizar a caminhada da vida e ação litúrgica da Igreja no Brasil, na perspectiva da pastoral de conjunto.

JUSTIFICATIVA

Os desafios que emergem da realidade da ação evangelizadora inculturada no Brasil requerem reflexão e ação litúrgica planejada em todos os níveis. Estas devem ser incentivadas pelos responsáveis pela Dimensão litúrgica nos Regionais.

RESPONSÁVEL

Dimensão 4

PRAZO

Julho de 1996

Vitória - ES

 

PROJETO

ENCONTRO DE ARTE LITÚRGICA

 

13PB/PD4-07/62

OBJETIVO

Desencadear o processo de reflexão sobre arte litúrgica. Constituir uma equipe de artistas que estude critérios artístico-litúrgicos para o espaço celebrativo.

JUSTIFICATIVA

"A celebração litúrgica é enriquecida com o contributo da arte que ajuda os fiéis a celebrarem, a se encontrarem com Deus e a rezarem" (IV Instrução, 43). Nas diferentes culturas se faz necessário auxiliar os fiéis, segundo sua índole, para que na oração e na vida espiritual, através das obras de arte e do espaço celebrativo, percebam a presença do mistério de Deus (IV Instrução, 44). A cultura brasileira é rica em expressões artísticas. O desafio está em descobrir e articular os artistas do povo; manifestar-lhes que seus dons podem contribuir para o bem comum da liturgia e da comunidade de fé.

RESPONSÁVEL

Dimensão 4

PRAZO

Julho de 1996

Vitória - ES

 

    SETOR PASTORAL DE MÚSICA

 

PROJETO

CURSO ECUMÊNICO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL

 

13PB/PD4-08/63

OBJETIVO

Conseguir uma melhor integração da música na liturgia, mediante uma adequada preparação dos seus agentes.

Promover a função musical do canto e da música. Fornecer um suporte musical e litúrgico às pessoas engajadas nas ações litúrgico-musicais.

JUSTIFICATIVA

A falta de agentes qualificados, nesta área, levou músicos, poetas e liturgistas e demais envolvidos com as preocupações litúrgico-musicais a projetarem um curso de formação e atualização para pessoas que já trabalham com música e liturgia nas Igrejas e necessitam de um suporte teórico-musical e litúrgico.

RESPONSÁVEL

CNBB; Instituto Metodista de Ensino Superior (São Bernardo); Centro de Liturgia da Faculdade de Teologia Nª Sra. Assunção-SP; Faculdade Federal de Música Sta. Marcelina (SP); Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC); Coordenação Executiva do Curso.

PRAZO

5ª Etapa: 3 a 16 de janeiro de 1996 6ª Etapa: janeiro de 1997

 

PROJETO

ENCONTRO REGIONAL DE MÚSICOS

 

13PB/PD4-09/64

OBJETIVO

Preparar uma reedição atualizada do Documento sobre a Pastoral da Música Litúrgica (nº 07).

JUSTIFICATIVA

Para atender à proposta dos participantes do Encontro Nacional de Músicos, realizado em 1994, e para melhorar a prática do canto litúrgico, um novo documento, com orientações concretas, será a primeira necessidade.

RESPONSÁVEL

Linha 4 Setor de Música

PRAZO

1º Encontro Regional Centro/Sul, em São Paulo, nos dias 9 a 11 de fevereiro de 1996.

2º Encontro Regional Norte/Nordeste. Em Natal (RN), nos dias 9 a 13 de outubro de 1996.

 

PROJETO

ATUALIZAÇÃO DO DOC 7 - CNBB

 

13PB/PD4-10/65

OBJETIVO

Elaborar o texto final do Doc. 07, atualizado, sobre a pastoral da música.

JUSTIFICATIVA

Após dois encontros regionais de preparação, o texto final deverá ser estudado e analisado num encontro nacional, para completar o Doc. 07 com as questões próprias das regiões do País.

RESPONSÁVEL

Dimensão 4 - Setor de Música

PRAZO

1º semestre de 1997

 

      PROGRAMA 5 - DIMENSÃO ECUMÊNICA, DIÁLOGO

        INTER-RELIGIOSO E DIÁLOGO COM A CULTURA

 

  EXIGÊNCIA DO DIÁLOGO NA EVANGELIZAÇÃO (PD5)  

    O diálogo é uma exigência intrínseca da ação evangelizadora da Igreja, especialmente no contexto pluralista da sociedade. O diálogo, próprio da dimensão ecumênica, perpassa todas as Dimensões da pastoral eclesial e predispõe a Igreja Católica à busca da unidade cristã em fraterna colaboração com os irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais. O diálogo, nas devidas proporções e formas, se estende às outras religiões e a quantos estão à procura da Verdade.

 

    ORIENTAÇÕES

    PARA A DIMENSÃO ECUMÊNICA

 

    Todos os batizados são sujeitos da evangelização (DGAE). A divisão entre os cristãos, que tem acontecido na história, e ainda hoje acontece com o surgimento de sempre novos grupos separados, "contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa do anúncio do Evangelho a toda criatura" (UR 1).

    Todos os cristãos, obedecendo à ação do Espírito Santo, são chamados a cresceram até aquela plena comunhão que o Senhor deseja para sua Igreja e lhe oferece como dom. Assim, a partir da fé comum, da incorporação em Cristo pelo Batismo validamente administrado e de outros dons que possam ter em comum, os cristãos devem crescer em comunhão, segundo os caminhos que o Espírito abre para a Igreja, colocando-se juntos a serviço do mundo que o Senhor Jesus veio salvar.

    A fim de que cresçam o espírito e a ação ecumênica da Igreja, deve-se prestar especial atenção:

   à presença da dimensão ecumênica em toda a ação pastoral e evangelizadora da Igreja;

   ao ecumenismo espiritual ou a uma espiritualidade ecumênica, que consiste na conversão do coração, na abertura para o "outro" e na insistente busca da oração pela plena comunhão de todos os cristãos;

   à formação para o ecumenismo de todos os fiéis e dos que cooperam no ministério pastoral e evangelizador.

   à organização do serviço da unidade dos cristãos, com um mínimo de estrutura para a ação, não apenas em nível nacional, mas também em nível regional e diocesano;

   ao fortalecimento dos organismos ecumênicos oficiais (CONIC e CESE) e à colaboração com outros organismos ecumênicos existentes no Brasil.

 

    Finalmente, deve-se levar em consideração que o Judaísmo ocupa um lugar especial na busca da unidade entre os cristãos, em razão das raízes judaicas do Cristianismo: a redescoberta destas raízes é "conditio sine qua non" para a unidade dos cristãos, ou seja, o caminho para esta unidade passa necessariamente pelo Judaísmo.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

    Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja Católica (atividades "ad intra"):

   apoio à formação ecumênica dos atuais e futuros ministros ordenados, de outros ministros, agentes de pastoral e leigos (com o Setor Vocações e Ministérios da CNBB, com a OSIB e outros organismos relacionados com a CNBB);

   apoio à formação de especialistas em ecumenismo;

   contato com os Secretariados Regionais, em vista da criação de estrutura para a Dimensão Ecumênica;

   contato com organismos da Igreja, em vista da Dimensão ecumênica de suas atividades (AEC, CIMI, CPT, Centro de Defesa de Direitos Humanos e Cáritas) e com movimentos dentro da Igreja;

   estudo de possibilidades de uma Campanha da Fraternidade sobre a dimensão ecumênica e da possibilidade da Campanha da Fraternidade em comum com as Igrejas membros do CONIC;

   maior divulgação da importância da Oração pela Unidade dos Cristãos, especialmente na semana em que ela acontece e no dia de Pentecostes (Semana da Unidade);

   participação nas atividades da Seção do Ecumenismo do CELAM;

   participação em atividades do Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos;

   divulgação de publicações sobre outras Igrejas Cristãs.

 

Atividades relacionadas com outras Igrejas e Organismos (atividades "ad extra"):

   diálogo com as Igrejas da Ortodoxia; encontro dos Bispos da Presidência e CEP com autoridades das Igrejas Ortodoxas (pré-calcedonianas e as de tradição bizantina), encontro este preparado com os Bispos Católicos de ritos orientais e acompanhado pelos mesmos;

   diálogo com as Igrejas Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana, Metodista, Presbiteriana e Reformadas;

   procura de diálogo com líderes de Igrejas Batistas, Pentecostais e grupos "evangelicais";

   participação em Concílios, Sínodos e Assembléias Nacionais de outras Igrejas, a título de observadores;

   participação em atividades do CONIC (assembléias, comissão central, seminários);

   participação em atividades da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) (diretoria, assembléia anual, seminários e encontros);

   participação em encontros de Organismos ecumênicos nacionais (atividades conjuntas do CONIC e CESE);

   contato com a Fraternidade ecumênica de Taizé (Alagoinha-BA), especialmente em vista de sua experiência em encontros de caráter participativo; com o Conselho Nacional do Dia Mundial de Oração das Mulheres;

   colaboração com a Sociedade Bíblica do Brasil (a publicação da Bíblia completa na linguagem de hoje);

   contato com organismos ecumênicos: CEDI, CEBI, CESEP, pastoral ecumênica do menor e outros;

   contato com organizações de educação das Igrejas em vista de uma ação conjunta;

   contato com OSIB e ASTE em vista de um entrosamento;

   contato com organismos inter e transdenominacionais, como Visão Mundial e outros;

   elaboração de notícias e informações de caráter ecumênico para os MCS;

   contato com o Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI), com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI)O e com Conselhos Nacionais de Igrejas de outros países.

 

    ORIENTAÇÕES

    PARA O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

 

    Dentro da realidade do Brasil, a Igreja deve estar muito atenta para atuar em cooperação não somente com membros de outras Igrejas, mas também de outras Religiões e com os vários segmentos da cultura em todas as iniciativas que visam construir uma sociedade justa e solidária a serviço da vida e da esperança. Diante da crescente pluralidade cultural e religiosa, da acentuação da subjetividade, a Igreja deve estar aberta ao diálogo com as expressões religiosas e culturais contemporâneas e a aceitar os desafios que as mesmas lhe colocam.

    A partir dos documentos do Concílio Vaticano II, da encíclica de Paulo VI Ecclesian suam (06/08/64), da encíclica do Papa João Paulo II Redemptoris Missio (07/12/1990) e de documentos do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso (especialmente Diálogo e Anúncio (19/05/1991), a Igreja Católica tem desenvolvido uma visão de respeito das Religiões Não-Cristãs, que constitui a orientação fundamental para o diálogo inter-religioso.

    A Igreja abre-se ao diálogo pela fidelidade ao homem e pela sua fé. Portanto, sem diminuir o caráter próprio e único da missão que recebeu, a Igreja descobre o Deus Uno e Trino agindo nas outras Religiões, que podem ser instrumentos do seu único plano de salvação. Por esta razão, o diálogo não é estranho nem paralelo à evangelização e sim integrado nela. Nesta visão de fé, o diálogo é diálogo de salvação.

    Já foi lembrado o lugar todo especial do Judaísmo no diálogo, por motivos históricos e pelas raízes judaicas do Cristianismo. O Islã, outra Religião abraâmica, merece um lugar especial no diálogo inter-religiosos (cf. Nostra Aetate). O diálogo com as Religiões Tradicionais (Indígenas e Negro-brasileiras), pela sua presença histórica e a sua vitalidade atual, deve também ocupar um lugar de destaque. Grande atenção deve ser dada também ao fenômeno do espiritismo e ao multiplicar-se de novas expressões religiosas não-cristãs.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

    Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra"):

   apoio à formação dos atuais e futuros ministros ordenados, dos outros ministros, agentes de pastoral e leigos (com o Setor Vocações e Ministérios da CNBB, com a OSIB e outros organismos relacionados com a CNBB);

   apoio à formação de especialistas em diálogo inter-religioso.

Atividades relacionadas com outras Religiões (atividades "ad extra"):

   apoio à Comissão Nacional de Diálogo Católico-Judaico; contato com os Conselhos de Fraternidade Cristão-Judaica e outras formas de relacionamento com a comunidade judaica;

   diálogo com líderes muçulmanos;

   estímulo para um diálogo entre líderes judeus, cristãos e muçulmanos;

   encontros com líderes de Religiões Indígenas, (com o CIMI) e Negro-brasileiras, (com a Dimensão 2);

   encontro com líderes de Religiões Orientais antigas e novas;

   encontros com líderes espirituais (espiritismo);

   contato com a World Conferencie on Religion and Peace em vista do congresso mundial.

 

PROJETO

REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO DA DIMENSÃO ECUMÊNICA DO DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO E DO DIÁLOGO COM A CULTURA NO BRASIL

 

13PB/PD5-01/66

OBJETIVO

Conhecer e avaliar a evolução da Dimensão Ecumênica e do Diálogo Inter-religioso, no contexto da pastoral, em nível nacional e regional.

JUSTIFICATIVA

Para acompanhar e avaliar a evolução da situação da Dimensão Ecumênica e do diálogo, em seus vários aspectos, é importante reunir anualmente os responsáveis por esta dimensão, em nível nacional e regional, com assessoria de especialistas.

RESPONSÁVEL

CNBB-Dimensão 5

PRAZO

Março de 1996

Março de 1997

 

PROJETO

ENCONTRO DE PROFESSORES DE ECUMENISMO DOS SEMINÁRIOS E UNIVERSIDADES

 

13PB/PD5-02/67

OBJETIVO

Incentivar a formação ecumênica dos seminaristas e dos ministros ordenados e não ordenados, através do curso normal e de cursos especiais (seminários, encontros).

JUSTIFICATIVA

A formação ecumênica é uma das exigências mais urgentes para o futuro do ecumenismo. A formação ecumênica foi objeto de particular atenção já desde o Concílio Vaticano II (cf. UR 10). A segunda parte do primeiro Diretório Ecumênico (1970) foi totalmente dedicada à formação para o ecumenismo. O Novo Diretório (1993) reserva à formação ecumênica todo o capítulo III, nn. 55-91 e afirma: "...os membros do povo de Deus empenhados na formação - superiores e professores de institutos superiores e de institutos especializados - podem prestar uma especial contribuição" (DE, 55). Também um documento de estudo da Comissão Conjunta de Trabalho entre a Igreja Católica Romana e o Conselho Mundial de Igrejas é dedicado à formação ecumênica (1993).

RESPONSÁVEL

Dimensão Ecumênica CNBB

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

SEMINÁRIO SOBRE IGREJA E JUSTIFICAÇÃO ENTRE IECLB E A IGREJA CATÓLICA

 

13PB/PD5-03/68

OBJETIVO

Receber e divulgar nas respectivas Igrejas os resultados dos diálogos bilaterais.

JUSTIFICATIVA

A justificação está no centro das questões levantadas pela Reforma Luterana. Os resultados alcançados até agora no diálogo teológico, segundo a encíclica Ut Unum sint, nº 80, "devem tornar-se patrimônio comum". João Paulo II já exortou a isso muitas vezes.

RESPONSÁVEL

Dimensão 5 CNBB

PRAZO

2º semestre de 1996

 

PROJETO

REUNIÕES PERIÓDICAS E ASSEMBLÉIA GERAL DA COMISSÃO NACIONAL DE DIÁLOGO CATÓLICO-JUDAICO

 

13PB/PD5-04/69

OBJETIVO

Articular em nível nacional o diálogo religioso entre católicos e judeus no Brasil.

JUSTIFICATIVA

O Concílio Vaticano II, perscrutando o Mistério da Igreja, recordou "o vínculo pelo qual o povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado à estirpe de Abraão" e quis "fomentar e recomendar a ambas as partes mútuo conhecimento e apreço" (NAe nº 4). Seguindo os rumos do diálogo internacional entre a Igreja Católica e o Judaísmo, a Comissão responde à necessidade de alicerçar em sólidos fundamentos teológicos os motivos do relacionamento entre católicos e judeus no Brasil e aprofundar o conhecimento do patrimônio comum.

RESPONSÁVEL

Dimensão 5

PRAZO

Outubro, novembro de 1996

Outubro, novembro de 1997

 

PROJETO

REUNIÕES PERIÓDICAS E ASSEMBLÉIA GERAL DA COMISSÃO NACIONAL DE DIÁLOGO ANGLICANO-CATÓLICA

 

13PB/PD5-05/70

OBJETIVO

Estimular e orientar as nossas Igrejas para o diálogo ecumênico e incentivar a criação de novos grupos de diálogo Anglicano-Católicos em várias partes do Brasil.

JUSTIFICATIVA

O diálogo internacional entre a Igreja Católica e representantes da Comunhão Anglicana é muito ativo e prossegue entre avanços e impasses. Num espírito fraterno e de colaboração, as Igrejas no Brasil continuam levando adiante a caminhada ecumênica em busca de uma comunhão cada vez mais plena.

RESPONSÁVEL

Dimensão 5

PRAZO

Outubro de 1966

Outubro de 1997

 

PROJETO

REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO DO CRESCIMENTO DE MOVIMENTOS RELIGIOSOS INDEPENDENTES E SOBRE OS DESAFIOS PASTORAIS QUE O MESMO COLOCA

 

13PB/PD5-06/71

OBJETIVO

Oferecer subsídios à Igreja Católica através de pesquisas e seminários, para que conheça com mais profundidade a extensão as causas e o fenômeno do crescimento dos movimentos religiosos independentes, definindo a sua ação pastoral.

JUSTIFICATIVA

Entre a razões que justificam o projeto, podem ser citadas;

- a preocupação com a transmissão integral da mensagem cristã;

- a atração sobre um crescente número de católicos e de membros de outras Igrejas;

- a pregação e atuação violentamente anti-católicas e alienantes de certos grupos, que enfraquecem a organização e a ação do povo pobre e marginalizado;

- certos movimentos que constituem sério perigo à saúde física e psíquica do povo, ou causam verdadeiros atentados à identidade cultural do mesmo;

- as implicações políticas (nacionais e internacionais) de certos grupos;

- a necessidade de uma análise profunda da crise da socieda-     de (brasileira e mundial), sob todos os aspectos, e do seu relacionamento com o surgimento de expressões religiosas contemporâneas;

- a necessidade de uma análise séria da vida e ação da Igreja, a fim de se descobrir fatores internos que possam favorecer o surgimento de expressões religiosas alternativas;

RESPONSÁVEL

CNBB-Dimensão 5,

em colaboração com organismos da Igreja e outras entidades.

PRAZO

Seminário - julho de 1996

 

PROJETO

DIÁLOGO COM O ISLÃ

 

13PB/PD5-07/72

OBJETIVO

- Conhecer a realidade do Islã no Brasil e oferecer informações objetivas sobre o Islã à Igreja no Brasil;

- colaborar para superar a oposição histórica entre cristãos e muçulmanos;

- enriquecer-se mutuamente com a herança abraâmica presente nas duas Religiões;

- estimular o diálogo entre católicos e muçulmanos em cidades com uma presença notável de muçulmanos;

- buscar, numa segunda fase, canais de diálogo entre representantes das três Religiões abraâmicas: a judaica, a cristã e a islâmica.

JUSTIFICATIVA

- A desconfiança mútua e a oposição entre cristãos e muçulmanos, que muitas vezes no passado mas ainda recentemente levaram a lutas armadas, devem ser superadas pelo diálogo: cristãos e muçulmanos no Brasil podem dar uma contribuição positiva para um novo relacionamento;

- a herança abraâmica, que marca as duas Religiões, permite uma comunicação recíproca da Fé e um enriquecimento mútuo;

- o relacionamento positivo entre católicos e muçulmanos, já existente em alguns lugares, está a exigir um diálogo em nível nacional.

RESPONSÁVEL

CNBB - Dimensão 5

Sistemática: 1996: - Levantamento da situação da presença do Islã no Brasil e conhecimento do relacionamento existente entre católicos e muçulmanos.

- criação de uma equipe de coordenação e acompanhamento;

PRAZO

1º Encontro da equipe - 2º semestre de 1996;

1997 - 1º Encontro entre representantes católicos e muçulmanos

 

PROJETO

REFLEXÃO SOBRE AS NOVAS RELIGIÕES ORIENTAIS

 

13PB/PD5-08/73

OBJETIVO

Conhecer melhor a difusão e a influência dos novos movimentos religiosos orientais no ambiente brasileiro.

JUSTIFICATIVA

- A presença japonesa e oriental em geral chegou a níveis elevados pelo número de imigrantes, iniciativas, integração.

- O número de adeptos dos novos movimentos religiosos está crescendo rapidamente.

- Para uma pastoral adequada, é urgente estudar o fenômeno de maneira mais aprofundada.

RESPONSÁVEL

CNBB-Dimensão 5

Pastoral Nipo-Brasileira (PANIB)

PRAZO

1996 - Reuniões semestrais do grupo de acompanhamento

1997 - Seminário

 

PROJETO

REFLEXÃO SOBRE A MAÇONARIA E ATITUDE DOUTRINÁRIO-PASTORAL DA IGREJA CATÓLICA

 

13PB/PD5-09/74

OBJETIVO

Oferecer subsídios pastorais sobre a Maçonaria no Brasil e sobre declarações da Congregação para a Doutrina da Fé.

JUSTIFICATIVA

O diálogo com maçons, iniciado nos anos 70, as declarações da Congregação da Doutrina da Fé e o fato de que muitos maçons são membros de Igrejas Cristãs exigem a continuação do diálogo e a reflexão pastoral da Igreja.

RESPONSÁVEL

CNBB-Dimensão 5

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

REFLEXÃO SOBRE A ATUAL ATITUDE DOS CATÓLICOS FRENTE AO ESPIRITISMO

 

13PB/PD5-10/75

OBJETIVO

Sugerir pistas para uma oportuna evangelização e catequese e prosseguir com os espíritas um diálogo inter-religioso.

JUSTIFICATIVA

Perante um fenômeno de tanta extensão no Brasil, é necessário examinar a sua evolução e influência atual na espiritualidade e na prática católicas. Há, de fato, uma convivência cotidiana entre       católicos e espíritas e uma comunicação constante de idéias e crenças.

RESPONSÁVEL

Dimensão 5

PRAZO

1997

 

    PROGRAMA 6 - DIMENSÃO SÓCIO-TRANSFORMADORA (PD-6)

 

Embora a Igreja não seja do mundo, está presente no mundo, no meio das sociedades humanas. Por esta presença, ela deve agir como fermento na massa, contribuindo para que a sociedade se organize conforme exigências e valores do Reino. Solidarizando-se com as aspirações e esperanças da humanidade, é levada a colocar-se a serviço da causa e dos direitos da pessoa, especialmente dos mais pobres, denunciando as injustiças e violências para que assim possa surgir uma sociedade justa e solidária. Esta Dimensão da Igreja no Brasil desenvolve-se em três áreas de capital importância para a presença do Evangelho na sociedade: pastoral social, comunicação social, educação. Na atuação dessa Dimensão, a comunidade cristã situa-se e age profeticamente em áreas de fronteira do mundo das comunicações sociais, da educação e, sobretudo, no amplo espectro da realidade social do País (cf. Diretrizes da Ação Pastoral 1991/1884 - nnº 101.104).

 

    SETOR PASTORAL SOCIAL

 

    O objetivo e as diretrizes gerais da CNBB inspiram o programa específico de atividades do Setor Pastoral Social. Esse programa visa colaborar com todas as demais Dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à transformação social, econômica, política e cultural pela qual passa o povo brasileiro, atentas e atuantes para que essa transformação se realize com a participação solidária de todos, objetivando a libertação integral do homem e a construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus.

    O Setor Pastoral Social procurará evitar paralelismos entre evangelização, promoção humana e ação organizada para a transformação de estruturas. O referencial supremo no qual vai buscar essa unidade é Cristo e seu Evangelho, a cuja luz toda a análise da realidade, reflexão e ação serão efetuadas. Verá também nas CEBs um exemplo dessa unidade entre fé e vida, oração e ação.

    Como procedimento metodológico, tratará inicialmente de obter uma compreensão adequada e crítica da realidade, de modo a permitir a formação de um julgamento ético sobre a situação e a formulação de linhas de ação.

    O Setor Pastoral Social procurará dinamizar e ampliar suas atividades através da criação de espaços para o encontro de pessoas e instituições interessadas em participar num processo de análise e reflexão global e continuada sobre o que se poderia chamar de "a sociedade que queremos". Além de se tratar de algo importante para a vida da Igreja e do País, isso viria responder a uma necessidade sentida por muitos construtores da sociedade nova e pluralista.

    Um desafio para o qual se deve encontrar uma resposta é o de como manter esse processo articulado com os movimentos populares e de como divulgar os resultados desta reflexão.

Será incentivada ainda a formação de pessoas que revelam dons de liderança. Busca-se uma formação mais continuada, mais exigente, tanto no aspecto de colocar questões teóricas como na atuação prática. Enfim, uma formação que siga um método progressivo e grupal.

    O Setor Pastoral Social atua através de vários organismos que fazem parte da sua estrutura, mas que têm vida e dinamismo próprios. Maior articulação entre esses organismos é importante.            O Setor Pastoral Social quer ser um espaço onde isso possa acontecer, como quer também abrir-se para articulações com outros organismos, com objetivos afins. Procurar-se-ão formas para colocar em prática esse objetivo, contando com a criatividade e participação de todos esses organismos que já compõem o Setor Pastoral Social. Espera-se, com esse esforço, chegar a aperfeiçoar os métodos de trabalho de cada organismo, a promover ações verdadeiramente conjuntas e a elaborar um atualizado conceito de pastoral social que sirva de plataforma comum para a ação de todo o Setor e da Igreja em geral.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   analisar a problemática nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os resultados dessa análise;

   analisar e avaliar a pastoral da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação;

   estudar e divulgar o ensino social da Igreja universal e também das Igrejas particulares, principalmente da América Latina, Estados Unidos e Canadá;

   apoiar iniciativas de Pastoral Social da Igreja, em nível regional e diocesano;

   apoiar grupos e movimentos de Pastoral Social, sobretudo de caráter popular e voltados para a defesa dos interesses das classes mais necessitadas;

   apoiar sistematicamente as pastorais de setores mais marginalizados da população: camponeses, peões, bóias-frias, migrantes, marítimos e pescadores, mulher marginalizada, doentes, idosos, menores abandonados, encarcerados, nômades etc;

   divulgar e implementar na prática as idéias-força que a Segunda Semana Social Brasileira enfatizou: radicalização da democracia, cidadania ativa, construção coletiva e inversão de prioridades, como um meio de superação do atual quadro social de exclusão;

   incentivar a articulação das pastorais sociais por meio de projetos concretos de nível nacional, como a Semana Social e o Grito dos Excluídos, e envolver também os movimentos populares e sindicais.

 

PROJETO

REUNIÕES DO SETOR PASTORAL SOCIAL

 

3PB/PD6-01/76

OBJETIVO

Aprofundar a formação, animação e comunicação interna do Setor e possibilitar uma maior articulação entre as Pastorais e os Organismos, principalmente por meio de projetos concretos.

JUSTIFICATIVA

As reuniões gerais são momentos indispensáveis tanto para a formação e animação como também para uma maior articulação e avaliação das atividades do Setor e das Pastorais Sociais. São momentos de confrontação entre a prática desenvolvida e realidade, que é muito dinâmica.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

GRUPO DE REFLEXÃO

 

13PB/PD6-02/77

OBJETIVO

Aprofundar a formação, animação, articulação e comunicação internas das Pastorais e Organismos do Setor Pastoral Social e possibilitar uma compreensão mais crítica e coerente da realidade. Prestar assessoria permanente às Pastorais e Organismos do         Setor.

JUSTIFICATIVA

Dada a complexidade política, econômica, social, cultural e religiosa de nossa realidade, e a implicação ética de nossa ação social, se justifica a assessoria de um grupo para reflexão e elaboração de subsídios específicos, principalmente relativos à conjuntura.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

 

PROJETO

DINAMIZAÇÃO E ARTICULAÇÃO DAS PASTORAIS SOCIAIS NOS REGIONAIS

 

13PB/PD6-03/78

OBJETIVO

Dinamizar, incentivar e articular as Pastorais Sociais nos Regionais, promovendo um intercâmbio de atividades e uma linha de ação comum, sobretudo por meio de projetos concretos comuns.

JUSTIFICATIVA

Dada a diversidade de realidades em que atuam as Pastorais, faz-se necessária uma articulação regional, que por sua vez, entre outras coisas, servirá para fortalecer a articulação nacional. Um trabalho desarticulado não é nem eficiente e nem eficaz.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

O GRITO DOS EXCLUÍDOS

 

13PB/PD6-04/79

OBJETIVO

Realizar, anualmente, uma grande manifestação em todo o País, numa mesma data, a fim de possibilitar que a grande massa dos excluídos possa expressar as suas reivindicações e as suas propostas para a superação do quadro de exclusão social em que o País vive.

JUSTIFICATIVA

Tal manifestação permite expressar a fidelidade da Igreja não só com a opção preferencial pelos pobres, mas sobretudo a fidelidade a Jesus Cristo. É um espaço onde os excluídos têm vez e voz e que permite que reavivem a sua esperança e a coragem de continuar lutando por uma sociedade mais justa e solidária.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

PUBLICAÇÕES SOBRE TEMAS ESPECÍFICOS

 

13PB/PD6-05/80

OBJETIVO

Elaborar textos, subsídios, estudos e análises da realidade, socializando conhecimentos e experiências para ajudar na formação dos agentes das Pastorais Sociais e assim dinamizar e tornar mais eficaz a ação pastoral junto às bases, levando em consideração as idéias da Segunda Semana Social Brasileira.

JUSTIFICATIVAS

As publicações, elaboradas de maneira socializada, servem para que as pastorais tenham uma visão mais crítica, coerente e uniforme da realidade, o que permite também uma ação mais eficaz e articulada diante dos principais desafios que a mesma apresenta.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

SEMINÁRIO SOBRE A REALIDADE MIGRATÓRIA

 

13PB/PD6-06/81

OBJETIVO

Possibilitar uma maior compreensão da realidade migratória que o País atravessa, fazendo perceber as principais causas, tendências e conseqüências das migrações, bem como suas implicações na vida das populações em contínuo deslocamento dentro e fora do País.

JUSTIFICATIVA

O fenômeno migratório continua crescendo e apresentando novas características devido ao processo de globalização da economia. A migração apresenta sobretudo a característica da circularidade e da sazonalidade. É preciso compreender estes novos fenômenos para poder dar respostas pastorais mais adequadas à atual realidade.

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

PRAZO

1996 - 1997

 

    SETOR COMUNICAÇÃO

 

    A Comunicação, como processo de relações entre pessoas para construir a comunhão, está a serviço de todas as Dimensões do Plano Bienal. Sua função transformadora consiste em modificar o relacionamento, tanto interno quanto externo da Igreja. Por outro lado, com relação aos meios, é necessário educar a consciência crítica dos receptores e incentivar a preparação profissional no uso dos meios e da linguagem própria de cada veículo. "Devemos nos interrogar sobre a própria linguagem, que conserva traços de uma cultura em grande parte desconhecida pela modernidade e que está sobrecarregada de elementos secundários, relevantes em outras épocas, mas cujo acúmulo arrisca hoje fazer perder de vista o essencial e dificultar a comunicação" (DGAE, nº 239). Assim será possível desenvolver uma Nova Evangelização, em vista de um novo milênio que se aproxima. "As Igrejas locais devem investir na formação de comunicadores de inspiração cristã, com boa preparação profissional e pastoral, e na própria ação pastoral junto aos comunicadores em geral" (DGAE, nº 240).

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   Promover as Equipes Regionais de Comunicação, com vistas a maior unidade pastoral da comunicação;

   manter contato constante com as Organizações Católicas Internacionais: Organização Católica Internacional de Cinema (OCIC), União de Rádio Difusão Católica (UNDA), União Católica Latino-americana de Imprensa (UCLAP) e Departamento de Comunicação Social do Conselho Episcopal Latino-americano (DECOS/CELAM);

   incentivar os Regionais e Dioceses, bem como outras instâncias, a celebrarem solenemente o Dia Mundial das Comunicações, oferecendo-lhes também subsídios;

   ser presença junto a instituições afins, como Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã (INBRAC), Rede Católica de Rádio (RCR), Rede Católica de Imprensa (RCI), Palavra Viva, e outras;

   incentivar e participar da reunião anual das Editoras Católicas;

   estimular a produção e divulgação de documentos e demais publicações da Igreja em linguagem popular;

   estimular a criação de prêmios de Comunicação em nível regional;

   favorecer a "Pastoral da Amizade" entre os profissionais de comunicação;

   apoiar o Projeto de Democratização da Comunicação;

   acompanhar o andamento dos trabalhos do Congresso referentes à Comunicação (Lei de Imprensa);

   incentivar a Comunicação popular alternativa;

   apoiar e coordenar, no Brasil, o Curso de Comunicação do DECOS/CELAM.

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

PROJETOS

Curso para professores de comunicação em seminários e Casas de formação

 

13PB/PD6-07/82

OBJETIVO

Reunir os professores que tenham preparação técnica ou certa habilidade em comunicação, a fim de prepará-los melhor, em relação à Pastoral e técnicas de comunicação, para que os futuros sacerdotes tenham um mínimo de conhecimento sobre o assunto, de acordo com o currículo sugerido.

JUSTIFICATIVA

Além da importância do assunto, que não deveria estar ausente na formação dos futuros presbíteros, este projeto visa atender aos apelos da Congregação para a Educação Católica, que já emanou Documento específico sobre o assunto, além dos constantes pedidos feitos por outras Congregações.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, Vocações e Ministérios, Faculdades Católicas de Comunicação.

PRAZO

1º semestre de 1997

 

PROJETO

Encontro anual com Bispos responsáveis pela Comunicação nos Regionais

 

13PB/PD6-08/83

OBJETIVO

Reunir os Bispos e Coordenadores Regionais de Comunicação para elaborar linhas de ação comuns a todos os Regionais.

JUSTIFICATIVA

É um projeto prioritário, pois dele depende a organização das equipes de Comunicação nas Dioceses, que são as executivas do trabalho. A equipe regional torna-se, também, ponto referencial para o Setor nacional. As equipes organizadas em todos os níveis, e com pontos comuns de ação, serão as formadoras da opinião pública nacional.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, Subsecretários Regionais e Equipe de Reflexão.

PRAZO

1º semestre de 1996

 

PROJETO

Políticas de Comunicação da Igreja no Brasil

 

13PB/PD6-09/84

OBJETIVO

Dar continuidade ao projeto já iniciado e que vem sendo aprofundado nas reuniões da Equipe de Reflexão e definir mais claramente onde a Igreja no Brasil quer chegar no que se refere à Comunicação.

JUSTIFICATIVA

Existem muitas pessoas e instituições trabalhando na área de comunicação, mas cada uma faz o que lhe parece melhor. Este projeto será norteador para se criar um trabalho integrado e formar, de fato, uma opinião pública nacional. A Igreja precisa explicitar melhor o que ela quer com seu trabalho em comunicação.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação e Equipe de Reflexão.

PRAZO

1996

 

PROJETO

Projeto de informatização da Igreja no Brasil (e universal)

 

13PB/PD6-10/85

OBJETIVO

Criar no meio eclesial a consciência da necessidade de se entrar nesse mundo da Informática para melhor evangelizar e ao mesmo tempo tornar a Igreja mais presente no mundo. As novas tecnologias devem ajudar a socializar o conhecimento, agilizar a informação em nossas comunidades e com a sociedade.

JUSTIFICATIVA

Diante do grande avanço da tecnologia, não pode a Igreja ignorar esse fato. Embora não deva tornar-se subserviente em relação à tecnologia, o fato é que ela está aí, e se bem utilizada, será um valioso instrumento a serviço da Evangelização. Trata-se de descobrir os modos de melhor e mais racionalmente utilizá-la.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, Assessoria de Imprensa e Assessoria de Informática.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Nova EVANGELIZAÇÃO e Terceiro Milênio Cristão

 

13PB/PD6-11/86

OBJETIVO

Formar agentes de Pastoral da Comunicação, em vista das muitas iniciativas previstas para esse período.

JUSTIFICATIVA

Somente se tivermos um bom quadro de agentes de Pastoral da Comunicação constituído e bem formado, será possível fazer acontecer, também junto aos líderes de opinião e Meios de Comunicação, a Nova Evangelização e a realização global do Projeto previsto para a Igreja no Brasil.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, Assessoria de Imprensa e Equipe de Reflexão.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Reuniões trimestrais da Equipe de Reflexão

 

13PB/PD6-12/87

OBJETIVO

Congregar profissionais e estudiosos da Comunicação, com o objetivo de assessorar o Setor numa reflexão sobre por onde vai a Comunicação no Brasil e na Igreja, hoje.

JUSTIFICATIVA

Numa área complexa e dinâmica como a da comunicação, é necessária a assessoria de especialistas e de profissionais que fazem da comunicação o seu dia-a-dia. A presença de leigos comunicadores nessa Equipe muito tem contribuído, especialmente para a elaboração das Políticas de Comunicação da Igreja no Brasil.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

Encontro da Imprensa Católica

 

13PB/PD6-13/88

OBJETIVO

Reunir os responsáveis e profissionais da Imprensa Católica no País a fim de refletir sobre sua situação, seus problemas, e acompanhar essa área tão importante da comunicação.

JUSTIFICATIVA

Existe um grande número de publicações, especialmente revistas e jornais; se nem todos são de circulação nacional, a maioria tem uma significativa tiragem e alcança regiões também mais distantes. Percebe-se nessa área um isolamento muito grande, cada qual com sua linha editorial e sua caminhada, com pouca integração e desconhecimento de problemas e soluções que poderiam ser refletidos em conjunto. A integração seria um elemento importante para a Evangelização, hoje.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, Assessoria de Imprensa e RCI.

PRAZO

2º semestre de 1996

 

PROJETO

Integração das emissoras católicas de rádio e televisão

 

13PB/PD6-14/89

OBJETIVO

Integrar as cerca de 200 Emissoras de Rádio da Igreja (2 TVs), que possuem enorme potencial evangelizador. O Setor de Comunicação, juntamente com a União de Radiodifusão Católica reunirá, por regiões, os Diretores das Emissoras, tendo em vista o Projeto em preparação ao Jubileu do Ano 2000.

JUSTIFICATIVA

O rádio, o meio mais rápido, eficaz e simples para chegar ao povo. As emissoras, apesar dos esforços feitos ultimamente, estão isoladas. É urgente a integração das emissoras e a produção de alguma programação em âmbito nacional, como forma de criar unidade e formar a opinião pública.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação, Assessoria de Imprensa e UNDA/BR.

PRAZO

Março de 1996

 

PROJETO

Acompanhamento da Rede Vida de Televisão

 

13PB/PD6-15/90

OBJETIVO

Acompanhar e ajudar a solidificar, nos aspectos legais, a programação e implementação da Rede Vida, frente às dificuldades que lhe são próprias. O Setor de Comunicação deverá acompanhar a Rede Vida em todos os seus aspectos, especialmente no que se refere à programação, considerando a importância de uma Rede de TV para a ação evangelizadora da Igreja.

JUSTIFICATIVA

Como meio apto a evangelizar grande número de pessoas, a Rede Vida precisa ainda de um acompanhamento em suas várias fases, especialmente na programação. É necessário que sua direção se mantenha em permanente diálogo com o Setor, para perceber quais são os melhores caminhos por onde andar, a fim de não decepcionar os receptores de cultivar a credibilidade junto aos telespectadores que se servem desse potente meio de comunicação e evangelização.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação e suas assessorias.

PRAZO

Durante todo o período

 

PROJETO

Escolha e entrega anual do Prêmio Margarida de Prata

 

13PB/PD6-16/91

OBJETIVO

Estimular a produção de filmes e vídeos que promovam valores humanos, espirituais e cristãos, com arte e cultura. Reunir os profissionais dessa área de Comunicação.

JUSTIFICATIVA

Com esta premiação, a Igreja se faz presente no meio cinematográfico, até há pouco tempo uma área tão difícil. É um estímulo ao surgimento de novos talentos na área cinematográfica e também uma valorização de produções permeadas de valores nem sempre presentes na maioria das produções estrangeiras. É um prêmio muito valorizado no meio cinematográfico nacional.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação e OCIC/BRASIL.

PRAZO

Júri em março e entrega do prêmio em maio, em São Paulo-SP

 

PROJETO

Reunir os diretores das produtoras católicas de vídeo

 

13PB/PD6-17/92

OBJETIVO

Reunir os diretores de Centros de Produção de Vídeo, em vista de produções evangelizadoras e pastorais a serem realizadas de forma mais integrada. Os próprios responsáveis por esses centros de produção sentem a necessidade de encontrar-se, ao menos ocasionalmente, também para refletir sobre problemas comuns.

JUSTIFICATIVA

Também nesta área existe um bom grupo de produtoras, a maioria em nível comercial, que têm disposição para entrar mais profundamente nos projetos de evangelização da Igreja. A maioria encontra-se dispersa, cada uma caminhando para um lado. Aqui um projeto comum pode ser proposto: a produção do spot da Campanha da Fraternidade de forma integrada, pois algumas têm mais experiência em conteúdos e outras possuem os recursos técnicos.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação e OCIC/BRASIL.

PRAZO

1º semestre de 1996

 

PROJETO

Encontro Nacional de Liturgia de Rádio

 

13PB/PD6-18/93

OBJETIVO

Continuar a reflexão e estudo sobre a linguagem da liturgia de rádio

JUSTIFICATIVA

É uma atividade fundamental para bem levar a liturgia aos meios eletrônicos. A própria liturgia tem sua linguagem. Os veículos eletrônicos também têm sua linguagem característica. Torna-se necessário conhecê-las bem para que as transmissões sejam competentes e eficazes, sem sacrificar a liturgia nem os veículos.

RESPONSÁVEL

Setor Comunicação e Dimensão 4.

PRAZO

1º semestre de 1997

 

    SETOR EDUCAÇÃO

 

    A educação é um processo amplo, global e complexo, que envolve o ser humano em seu todo bio-psico-social por toda a vida. É um processo no qual e através do qual as pessoas se constroem e ocupam seu lugar na história. Assim, toda prática educativa, seja na escola ou fora dela, age sobre as pessoas, quer ajudando-as a se auto-afirmarem como sujeitos, quer contribuindo para mantê-las em situação de dependência, e reforçando a secular divisão da sociedade em classes antagônicas e desiguais.

    Estas duas posturas não existem por acaso. Cada uma delas está diretamente relacionada com uma visão de pessoa e de sociedade. Daí por que a educação requer uma reflexão profunda e contínua sobre a pessoa em seu tempo e espaço e sobre a sociedade na qual vive.

    Dentro deste contexto, o SETOR EDUCAÇÃO quer encaminhar toda sua ação e reflexão na perspectiva das DGAE da Igreja no Brasil, que têm como cerne a Evangelização inculturada e suas quatro exigências fundamentais: o serviço, o diálogo, o anúncio e a comunhão.

    1. Como serviço, fruto da evangélica opção preferencial pelos pobres, que se efetiva no compromisso com a libertação integral do ser humano e na luta pela transformação das estruturas sociais injustas, opta-se pela educação libertadora conforme a definem Medellín e Puebla, buscando que as agências e movimentos, as estruturas e conteúdos, as relações e as práticas educativas se convertam em caminhos de libertação, e que os processos educativos, em qualquer de suas formas, favoreçam a apreensão e produção do conhecimento, numa relação dialogal, em que educador e educando possam recuperar sua situação de sujeitos e, portanto, "construtores e condutores do seu destino". E ainda como serviço, acompanhar, apoiar e incentivar as iniciativas de pessoas e grupos comprometidos com a reeducação de jovens e adultos através de classes de alfabetização e das múltiplas formas de educação popular.

    2. Assumimos o diálogo com outras religiões e culturas, sobretudo indígenas e afro-americanas, como decorrência da própria opção pela Educação Libertadora e em atitude de respeito à dignidade das pessoas e à sua individualidade.

    3. O anúncio de Jesus Cristo e sua proposta torna-se imperativo na medida em que os educadores cristãos colocam os valores evangélicos como bases da nova sociedade que se propõem antecipar pela educação libertadora.

    4. A comunhão fraterna requer dos educadores, a formação da comunidade educativa, onde a consecução de um projeto educativo comum seja compromisso de todos e envolva a família, a escola, os movimentos, a Igreja e a sociedade toda. Com este espírito de criar comunhão, busca-se desenvolver a consciência de pertença a uma comunidade, superando o espírito de competição e o individualismo pelo exercício da corresponsabilidade, da solidariedade, sobretudo com os mais pobres, e do serviço, onde "maior é aquele que serve".

    Acentuam, ainda, as Diretrizes, a necessidade de uma espiritualidade sólida e capaz de sustentar a esperança do evangelizador. Neste sentido, o Setor se empenha para que, em todos os níveis, se organize uma Pastoral que trate do amplo e complexo "mundo da educação", de seus problemas, desafios e esperanças, que ajude os educadores a vivenciar a mística deste trabalho, e a fazer da sua profissão o lugar privilegiado da missão na e como Igreja.

    Com este espírito das DGAE, se quer: marcar presença no "mundo da educação"; apoiar as escolas católicas em seu esforço de fazer acontecer o Reino no e através do processo educativo; levar a presença cristã às escolas estatais, sobretudo àquelas que estão nas periferias, nos meios rurais e nas regiões mais carentes.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   Incentivar e acompanhar a organização da Pastoral da Educação nos Regionais da CNBB e nas Dioceses;

   assessora as equipes já existentes;                

   acompanhar criticamente a problemática da educação no País;

   apoiar e incentivar iniciativas de educação popular e informal;

   trabalhar com outros organismos de Igreja: Associação de Educação Católica do Brasil (AEC), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Movimento de Educação de Base (MEB), Equipes Docentes e Secretarias de Estado da Educação;

   acompanhar, apoiar e incentivar a ação dos educadores que se propõem assumir uma educação libertadora;

   promover e acompanhar atividades conjuntas com outros Setores e Dimensões da Pastoral da Igreja no Brasil, à luz das DGAE da Igreja no Brasil;

   fortalecer a experiência do Conselho Nacional de Instituições de Educação Católica (CONIEC) para articular os organismos que atuam na área da educação católica;

   constituir, acompanhar e assessorar um grupo representativo de educadores para refletir as grandes questões da educação em todas as suas formas;

   preparar subsídios sobre educação e Pastoral da Educação;

   organizar um banco de dados sobre a educação em todas as suas formas;

   participar de encontros, seminários e reuniões que interessem ao setor.

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

PROJETO

PASTORAL DA EDUCAÇÃO

 

13PB/PD6-19/94

OBJETIVO

Aprofundar a reflexão sobre a educação na atual conjuntura, à luz das exigências do Reino e com vistas à transformação das estruturas educativas para uma "nova educação", colaborando para a formação permanente dos educadores, buscando e propondo alternativas para organizar a Pastoral da Educação em todos os níveis.

JUSTIFICATIVA

Todo esforço educativo interessa à Igreja, que nele se faz presente não só pelas instituições educativas, mas, de um modo especial, através da atuação dos cristãos no mundo da educação. Penetrar neste contexto, ajudando os educadores a fazer desta profissão o lugar privilegiado de sua missão na e como Igreja, é exigência que se coloca à organização do Setor Educação da CNBB. Como resposta a esta exigência, estes encontros querem contribuir para que o processo educativo seja expressão do nosso compromisso com a formação de pessoas-sujeito, capazes de construir e conduzir a própria história, solidariamente comprometidas.

RESPONSÁVEL

Setor Educação, Subsecretários Regionais, Equipes locais.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

SEMINÁRIO NACIONAL DE PASTORAL DA EDUCAÇÃO

 

13PB/PD6-20/95

OBJETIVO

Aprofundar a reflexão sobre a educação em todas as suas formas e modalidades, como "presença da Igreja evangelizando", e buscar alternativas de organização de uma Pastoral da Educação integrada à Pastoral Orgânica.

JUSTIFICATIVA

A educação, "meio-chave de libertação, é parte integrante da missão evangelizadora da Igreja", como o afirmam Medellín e Puebla. No entanto, ela ainda não ocupa o lugar que lhe cabe. Com isto, perde a Igreja um importante espaço de evangelização, perdem os educadores a vivência da mística do seu trabalho, perdem os educandos, perde a educação e a sociedade. Este seminário quer despertar, cada vez mais, educadores cristãos a serem evangelizadores na e através da prática educativa, contribuindo, também, para que a Pastoral da Educação tenha o seu lugar na Pastoral Orgânica da Igreja.

RESPONSÁVEL

Setor Educação e AEC.

PRAZO

Setembro de l996

 

PROJETO

SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE A DIMENSÃO SOCIAL DA EDUCAÇÃO

 

13PB/PD6-21/96

OBJETIVO

Oportunizar o diálogo entre a educação formal e popular, abrindo espaços para a partilha e divulgação de experiências significativas que possam servir de base para novas iniciativas no compromisso com a reeducação de excluídos e buscando alternativas de integração e parcerias.

JUSTIFICATIVA

A crescente exclusão social desafia os educadores e as instituições a unir esforços e organizar estratégias de resgate da dignidade humana. Este encontro deverá ajudar a unir forças neste compromisso em favor da reeducação de excluídos.

RESPONSÁVEL

Setor Educação e AEC - Setor de Educação Popular.

PRAZO

1997

 

PROJETO

FORMAÇÃO DE EDUCADORES CRISTÃOS

 

13PB/PD6-22/97

OBJETIVO

Colaborar na formação permanente dos educadores cristãos, ajudando-os a vivenciar a mística deste trabalho e a fazer dele o espaço de sua missão na e como Igreja, buscando alternativas de construção de novos processos educativos na perspectiva da educação libertadora, e de melhoria da qualidade da educação, sobretudo, das camadas populares.

JUSTIFICATIVA

A educação bancária que, conforme Paulo Freire, vem se solidificando em nosso País, é excludente e fragmentada, com processos educativos que reforçam as relações verticalistas e reduzem educandos e educadores a meros reprodutores. Estes encontros querem ajudar os educadores cristãos a serem criadores de novos processos educativos dentro das exigências da educação libertadora e da evangelização inculturada.

RESPONSÁVEL

Setor Educação e equipes locais.

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO

 

13PB/PD6-23/98

OBJETIVO

Articular as forças vivas que, no Brasil, atuam na educação, buscando, na união de esforços, a viabilidade da educação integral como direito de cada brasileiro.

JUSTIFICATIVA

São muitas as forças que, hoje, no Brasil, em todos os níveis e diferentes modalidades, atuam na educação e na reeducação. A integração de todas estas forças em torno de objetivos comuns poderá ser um passo decisivo para a reafirmação da educação como processo de exercício da cidadania, de recuperação da dignidade humana e do direito de todos a uma educação integral.

RESPONSÁVEL

Setor Educação, Ensino Religioso e AEC.

PRAZO

20 a 23 de maio de 1996

 

PROJETO

ENCONTROS DO GRUPO DE REFLEXÃO SOBRE EDUCAÇÃO

 

13PB/PD6-24/99

OBJETIVO

Promover reuniões periódicas com Grupo de Reflexão, retomando a problemática da educação e do mundo da educação, intensificando a busca conjunta e buscando alternativas para a construção de novos processos educativos comprometidos com a recuperação da dignidade humana e com o pleno exercício da cidadania.

JUSTIFICATIVA

"A educação - condição básica para o desenvolvimento pessoal e exercício da cidadania - é urgência nacional", afirmam os Bispos na introdução do Documento nº 47, Educação, Igreja e Sociedade. Uma urgência que precisa ser repensada, buscada e assumida conjuntamente, na perspectiva da UTOPIA da nova sociedade, fundamentada nos valores evangélicos. A constituição deste grupo quer, não só garantir tal reflexão, mas também assegurar uma assessoria ao Setor Educação da CNBB no seu compromisso com a causa da educação e com a organização da Pastoral da Educação.

RESPONSÁVEL

Setor Educação

PRAZO

1996 - 1997

 

    SETOR DE ENSINO RELIGIOSO

 

    A pessoa humana, enquanto agente do seu desenvolvimento, cada vez mais, busca a perfeição, o ideal de vida, a realização, a felicidade, e questiona-se quanto ao significado de sua própria vida, procurando respostas às questões mais profundas: Quem sou? De onde venho? Para que vivo? Por que morro? Para onde vou?

O Ensino Religioso (ER), compreendido como afirmação da abertura do ser humano ao transcendente e como integrante do currículo e da vida escolar, é mediação que ajuda a pessoa a encontrar respostas às suas perguntas existenciais.

Neste sentido, é fundamental o respeito à liberdade religiosa dos educandos e educadores, pautada numa vivência ética. É fundamental o diálogo com as diferentes formas culturais da modernidade, na sua complexidade e diversidade. Também é importante o diálogo com grupos da mesma confissão religiosa ou Igreja, com as diferentes confissões cristãs e religiões, e com pessoas sem religião.1

Assim, o ER, aqui entendido como a educação da religiosidade que é anterior à própria religião, realiza-se num determinado contexto sócio-cultural do qual recebe influências e no qual procura interferir. Tem uma visão antropológica específica. Parte da experiência religiosa do educando, da sua busca de sentido, e necessita ser aberto, sem distinção de raça, cultura, credo religioso, sexo, idade ou classe social.

Assim, o ER quer contribuir para o desenvolvimento do ser humano na sua relação consigo mesmo, com o outro, com a natureza e com Deus; colaborar com educandos e educadores para uma reflexão que lhes possibilite encontrar o sentido profundo da vida; ajudar a tornar as relações mais humanas e fraternas, favorecendo a educação personalizadora e transformadora, e recuperando no ser humano a sua dignidade de sujeito e agente da própria história.

Dentro deste contexto, o Setor de Ensino Religioso da CNBB sente-se desafiado a viabilizar meios e instrumentos que favoreçam à contínua formação de educadores, de modo especial aqueles que se dedicam ao ER nas escolas da rede pública estadual e municipal.

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   Conhecer a realidade do Ensino Religioso no Brasil e na CNBB;

   organizar o Setor de ER na CNBB;

   manter o arquivo e correspondências atualizadas;

   pesquisar, organizar e atualizar bibliografia, biblioteca sobre o ER;

   atualizar a informação sobre as questões pertinentes à educação e ao ER;

   promover e acompanhar atividades conjuntas com outros Setores e Dimensões da Pastoral da Igreja no Brasil, à luz das Diretrizes Gerais;

   trabalhar em conjunto com outros organismos e entidades afins, Secretarias de Educação estaduais e municipais, Instituições de 3º grau, acompanhando, apoiando e incentivando o trabalho com relação ao ER;

   atualizar e editar nova versão do volume nº 14 da Coleção Estudos da CNBB sobre o Ensino Religioso nos Estados;

   manter contato permanente com o Setor de Educação e a linha 5 da CNBB, bem como, a articulação, a abertura e o diálogo com outras entidades ecumênicas: Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Comissão Evangélica Latino Americana de Educação Cristã (CELADEC), Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI), Movimento da Fraternidade Cristã (MOFIC), Associação Interconfessional de Educação Cristã de Curitiba (ASSINTEC), Conselho de Igrejas para Educação Religiosa (CIER), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e outras;

   participar, acompanhar e/ou assessorar:

   as coordenações e organização do ER nas Secretarias de Educação dos Estados e Municípios, e nos Regionais da CNBB;

   a elaboração de legislações referentes ao ER;

   as reuniões do Grupo de Reflexão sobre o Ensino Religioso (GRERE) e do FÓRUM de Reflexão Nacional sobre o ER;

   os cursos de formação de professores na área;

   os eventos regionais e/ou estaduais que acontecem sobre ER e outros afins;

   participar de encontros, seminários e reuniões, que interessam ao Setor de Ensino Religioso, promovidos pelo CONIC, CELADEC, CLAI, AEC, DEC-CELAM...;

   colaborar com assessoria em cursos, encontros, seminários e outros eventos de formação na área;

   colaborar na elaboração de textos e publicações de artigos que ajudem na reflexão sobre o ER.

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

PROJETO

11º ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO RELIGIOSO - ENER -

 

13PB/PD6-25/100

OBJETIVO

Oportunizar reflexão para maior conhecimento das raízes culturais e religiosas no Brasil, favorecendo a abertura e diálogo com diferentes culturas e denominações religiosas.

Refletir sobre conteúdos de ER desenvolvidos na escola, buscando redimensioná-los frente aos desafios do pluralismo religioso.

JUSTIFICATIVA

O pluralismo religioso e cultural faz parte da história do Brasil e marca significativamente a religiosidade do povo brasileiro. Como educação desta religiosidade, o ER necessita levar em conta a matriz religiosa que faz parte do substrato cultural de cada educando e educador. Neste sentido, é urgente e necessária a efetiva formação de professores e coordenadores do ER.

RESPONSÁVEL

Setores de Ensino Religioso e Educação da CNBB, Grupo de Reflexão sobre o Ensino Religioso (GRERE), interfaces da coordenação de Ensino Religioso de Brasília - DF, Secretarias de Estado da Educação, Fórum Nacional de Ensino Religioso e Editoras.

PRAZO

12 a 16 de agosto de 1996

 

PROJETO

REUNIÃO DO GRUPO DE REFLEXÃO SOBRE O ENSINO RELIGIOSO - GRERE -

 

13PB/PD6-26/101

OBJETIVO

Continuar a reflexão sobre a questão do ER na escola pública, desafios, exigências, metodologias e conteúdos.

Incentivar o diálogo interdisciplinar em vista da integração cultura-fé-vida.

Conhecer e partilhar experiências sobre ER, realizadas nos diferentes Estados e regiões do País.

Estudar publicações sobre o ER e outras que auxiliam na formação de educandos e educadores.

Estabelecer contatos com Instituições formadoras a fim de conhecer os cursos e conteúdos que são desenvolvidos na formação de professores e demais agentes envolvidos com o ER.

Manter intercâmbio de comunicação com coordenadores de ER dos Estados, e/ou outras entidades.

JUSTIFICATIVA

As reuniões do GRERE, permitem um intercâmbio de experiências e reflexão contínua sobre a caminhada do ER no Brasil, principalmente quanto aos programas e conteúdos que são desenvolvidos na formação de educandos e educadores. Favorecem também a elaboração de subsídios e assessoria aos agentes envolvidos com ER.

RESPONSÁVEL

Setor de Ensino Religioso da CNBB, GRERE, interfaces de Secretarias Estaduais de Educação, Regionais da CNBB, Dioceses e Editoras.

PRAZO

Março, junho, agosto e outubro de 1996 e 1997

 

PROJETO

ENCONTROS REGIONAIS, ESTADUAIS DE ENSINO RELIGIOSO E/OU PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS NA

ÁREA

 

13PB/PD6-27/102

OBJETIVO

Colaborar na reflexão conjunta, na partilha de experiências e de subsídios e na formação de agentes para o ER.

Conhecer a caminhada do ER no Brasil, dando o necessário acompanhamento, incentivo e assessoria ao trabalho desenvolvido pelos Estados, regiões e entidades.

Dialogar com entidades e organismos envolvidos na formação de educadores.

JUSTIFICATIVA

Tendo em vista que o ER objetiva a formação global do educando, é de fundamental importância a efetiva formação de educadores envolvidos com este componente curricular. Neste sentido, o acompanhamento "in loco" possibilita maior conhecimento da realidade, permite a continuidade da formação e auto-formação de educadores, favorece o diálogo, a confiança, e o aproveitamento de recursos humanos e financeiros.

RESPONSÁVEL

Coordenação estadual e/ou regional, entidades e/ou organismos envolvidos com o ER, FÓRUM, Setor de Ensino Religioso da CNBB e Editoras.

PRAZO

Março a novembro de 1996 e 1997

 

PROJETO

ENCONTRO COM REPRESENTANTES DE INSTITUIÇÕES DE 3º GRAU E/OU ORGANISMOS QUE PROMOVEM CURSOS DE FORMAÇÃO PARA PROFESSORES DE ERE

 

13PB/PD6-28/103

OBJETIVO

* Conhecer currículos e conteúdos que são desenvolvidos para formação de professores de ER, incentivando a partilha de experiências.

Aprofundar reflexão sobre o ER para estabelecer pontos comuns fundamentais na efetiva formação de professores.

JUSTIFICATIVA

A formação dos professores é fundamental em todo processo educativo e de maneira específica no ER. Em nível nacional, não há um currículo de ER próprio, aprovado pelo MEC e CNE.2 É urgente a necessidade de se traçarem algumas linhas comuns em nível nacional, e de se estabelecer que curso ou quais cursos são considerados próprios para o ER. Também é preciso garantir a estabilidade do professor e o conseqüente direito ao plano de carreira no magistério público estadual.

RESPONSÁVEL

Setor de ER da CNBB, GRERE, FÓRUM, interface com Secretarias Estaduais de Educação, Instituições de 3º grau e/ou entidades promotoras de cursos de formação para o ER.

PRAZO

1996

1º semestre de 1997

 

PROJETO

ATUALIZAÇÃO E EDIÇÃO DE NOVA VERSÃO do volume 14 da Coleção ESTUDOS DA CNBB, SOBRE A EDUCAÇÃO RELIGIOSA NAS ESCOLAS

 

13PB/PD6-29/104

OBJETIVO

Publicar uma nova versão do texto.

JUSTIFICATIVA

O volume 14 da Coleção Estudos da CNBB foi escrito em 1976, a partir de dados e experiências vivenciadas nos diversos Estados da Federação após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei nº 5.692/71. No entanto, posteriormente, surgiram inúmeras outras experiências no campo do Ensino Religioso. A atualização e reedição do texto objetiva apresentar a panorâmica atual do ER em todos os Estados da Federação e, ao mesmo tempo, contribuir para avaliação deste componente curricular nas escolas públicas.

RESPONSÁVEL

Setor de ER e Educação da CNBB, GRERE e interfaces com Secretarias de Educação dos Estados.

PRAZO

1997

 

PROJETO

LEVANTAMENTO DE "DISSERTAÇÕES" PRODUZIDAS SOBRE ENSINO RELIGIOSO E/OU EDUCAÇÃO RELIGIOSA ESCOLAR

 

13PB/PD6-30/105

OBJETIVO

Conhecer as pesquisas e dissertações produzidas sobre o ER, seus respectivos conteúdos, valorizando o trabalho de estudantes e pesquisadores.

Promover seminário com pesquisadores e autores de textos na área de ER, possibilitando a socialização e divulgação de seus estudos, bem como a formação de equipes docentes para cursos.

JUSTIFICATIVA

O ER no Brasil ainda se constitui numa questão por vezes polêmica e indefinida quanto à falta de clareza sobre: identidade, natureza, legislação, conteúdo, linguagem, espaço, formação de educandos e educadores. A questão do ER na escola pública, ultimamente, está sendo assunto de debates nos MCS e Instituições de Ensino. Tornou-se tema de domínio público da sociedade brasileira.

Este fato e outros têm influenciado para que estudantes e pesquisadores se empenhem desenvolvendo pesquisas e dissertações de final de cursos em nível de pós-graduação. É de suma importância conhecer, coletar as pesquisas produzidas na área e ao mesmo tempo promover encontro entre os estudiosos do assunto, que por certo muito contribuirá para a avaliação do ER e para a formação de professores.

RESPONSÁVEL

Setor de ER da CNBB, GRERE, FÓRUM, interfaces com pessoas que produziram pesquisas e "dissertações" sobre o ER e Instituições de Ensino Superior.

PRAZO

1997

 

PROJETO

COMUNICAÇÃO

 

13PB/PD6-31/106

OBJETIVO

Aproveitar espaços nos meios de comunicação escrita, falada e televisada, fazendo educação à distância, possibilitando reflexões e tornando o ER de domínio público.

JUSTIFICATIVA

Quase todas as famílias, independentemente de sua condição social, têm pelo menos um rádio, quando não um aparelho de TV. Neste sentido é importante o aproveitamento de espaços possíveis nos MCS, para reflexão sobre o Ensino Religioso e ao mesmo tempo, divulgação de eventos da área.

RESPONSÁVEL

Setor de Ensino Religioso da CNBB, GRERE e FÓRUM, interfaces de Editoras, Casas Publicadoras, Rádio e Televisão.

PRAZO

1996 e 1997

Setor Pastoral Familiar

 

    SETOR PASTORAL FAMILIAR

 

    Tendo como cenário a preparação para o III milênio, os apelos da Nova Evangelização e da inculturação do Evangelho na família, as influências que os meios de comunicação social exercem sobre a família, os grandes desafios que o mundo pós-moderno apresentam para a família neste final de milênio a Igreja deseja anunciar a Boa Nova do matrimônio e da família, pois no projeto original de Deus são instituições de origem divina e não produto da vontade humana (cf. DSD 211).

    Mais do que nunca será necessário oferecer às famílias do Brasil elementos de reflexão, projetos eficazes, empreendimentos bem pensados, coragem de testemunho, para reverter o atual quadro em que vive a família.

    O Magistério da Igreja considera a família como fronteira decisiva da Nova Evangelização, Igreja Doméstica, santuário da vida, célula vital da sociedade e da Igreja, primeiro espaço de evangelização e engajamento social, coração da civilização do amor.

    O Papa João Paulo II afirma que "o futuro da humanidade passa pela família"; e mais: "a família deve ser a vossa grande prioridade pastoral! Sem uma família respeitada e estável não pode haver organismo sadio, sem ela não pode haver uma verdadeira comunidade eclesial".

 

    ATIVIDADES PERMANENTES

 

   Intensificar e aprimorar a Pastoral Familiar em nível nacional e regional;

   com os Regionais da CNBB, suscitar a organização sistemática da Pastoral Familiar em nível regional, diocesano e paroquial, sempre tentando entrosamento entre movimentos, serviços e institutos familiares e a Pastoral Familiar;

   intensificar os trabalhos de Pastoral Familiar, objetivando a evangelização da família, levando em consideração a inculturação do Evangelho na realidade familiar pós-moderna, buscando novos métodos, nova expressão e agindo com um renovado ardor;

   especial atenção deverá ser dada às famílias das classes menos favorecidas;

   intensificar encontros e dias de estudo nos regionais da CNBB, principalmente por ocasião da Semana Nacional da Família;

   reuniões regulares da Comissão Nacional de Pastoral Familiar;

   instrumentalizar os agentes de Pastoral Familiar com publicações específicas sobre assuntos de família e Pastoral Familiar, colocando-os a par do que acontece no Brasil e no mundo sobre família e Pastoral Familiar, através do Boletim Informativo;

   dinamização da Semana Nacional da Família em nível nacional, regional, diocesano e paroquial;

   estimular a pastoral dos casos difíceis, na linha de acolhimento e da atitude do Bom Pastor;

   intensificar o trabalho com outras pastorais dentro de uma visão de Pastoral de Conjunto;

   continuar o diálogo e a reflexão com movimentos, serviços e institutos familiares, participando de seus encontros, a fim de estabelecer sempre melhor entrosamento com a Pastoral Familiar em nível nacional, diocesano e paroquial;

   continuar apoiando o Instituto de Pastoral Familiar da Arquidiocese de Curitiba, sobretudo através de sua atividade de cursos de formação de agentes de Pastoral Familiar à distância;

   realizar Congressos nacionais e regionais de Pastoral Familiar com o objetivo de refletir e aprofundar conteúdos e fundamentos de Pastoral Familiar e animar os vários níveis da Igreja para o desenvolvimento organizado da Pastoral Familiar;

   continuar realizando os Encontros Nacionais de Assessores de Pastoral Familiar, objetivando proporcionar formação específica aos assessores de Pastoral Familiar;

   ajudar na preparação, organização e divulgação do II Encontro Mundial da Família com o Papa, no Brasil em 1997, tornando este evento um momento forte de evangelização e fortalecimento da família.

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

PROJETO

REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL DA PASTORAL FAMILIAR

 

13PB/PD6-32/107

OBJETIVO

Reunir periodicamente os membros da Comissão Nacional de Pastoral Familiar para:

pesquisar, estudar, refletir, posicionar-se e criar subsídios e eventos que promovam os valores da família diante dos atuais desafios que antecedem o 3º milênio;

articular, animar e assessorar a Pastoral Familiar nacional através dos Regionais;

dar à Pastoral Familiar uma visão orgânica do conjunto, voltada para a evangelização nesse final de milênio, em preparação ao ano 2000;

preparar diretrizes para a atuação dos agentes de Pastoral Familiar;

organizar eventos e atividades de intercâmbio e compartilhar experiências de Pastoral Familiar;

criar subsídios em diversos níveis.

JUSTIFICATIVA

A Comissão Nacional de Pastoral Familiar vem conseguindo, através de sua atuação nos Regionais da CNBB, estruturar e dinamizar a Pastoral Familiar em todos os níveis da Igreja.

Representa o braço executivo do Setor Família da CNBB, que presta apoio e oferece serviços aos Regionais e Dioceses.

Sua missão é promover a vida familiar segundo os valores do Evangelho, animando a reflexão, organização, desenvolvimento e integração da Pastoral Familiar na Igreja no Brasil, buscando promover os valores da família diante dos atuais desafios nesse final de milênio.

RESPONSÁVEL

Setor Família.

Comissão Nacional de Pastoral Familiar.

PRAZO

16 e 17 de março de 1996 (em São Paulo-SP)

6 de setembro de 1996 (em Belém-PA)

Março e setembro de 1997 (em São Paulo-SP)

 

PROJETO

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

 

13PB/PD6-33/108

OBJETIVO

   Valorizar a família pelo fortalecimento da fé;

   criar oportunidades de diálogo na fé;

   transformar este evento num forte momento de evangelização, favorecendo a transformação da família em Igreja Doméstica;

   tornar a Semana Nacional da Família uma atividade pastoral intensa, com repercussões mais sólidas em termos catequéticos;

   estimular a vida eclesial em família;

   envolver um número crescente de famílias em celebrações comunitárias e domésticas;

   promover uma melhor convivência familiar e comunitária estimulando o diálogo.

JUSTIFICATIVA

A família não só é fundamental para a sociedade, como célula básica; o é principalmente para a Igreja, sendo o primeiro núcleo de evangelização, constituindo uma Igreja Doméstica.

Nesse sentido, estimular a vida eclesial e a convivência comunitária em famílias constitui um dos grandes objetivos da Semana Nacional da Família, para que ela seja efetivamente célula fundamental da Igreja e da sociedade.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

Comissões Regionais de Pastoral Familiar

Regionais da CNBB

Arqui/Dioceses

Paróquias

PRAZO

11 a 18 de agosto de 1996

10 a 17 de agosto de 1997

 

PROJETO

CONGRESSOS NACIONAIS DE PASTORAL FAMILIAR

 

13PB/PD6-34/109

OBJETIVO

   Animar os vários níveis da Igreja para o desenvolvimento e organização da Pastoral Familiar;

   refletir e aprofundar conteúdos e fundamentos de Pastoral Familiar;

   aprofundar a integração e animação dos agentes que trabalham no campo Pastoral Familiar;

   tornar a Pastoral Familiar sempre mais esclarecida e eficaz no âmbito da pastoral de conjunto;

   conhecer cada vez melhor a realidade da família e do casamento no Brasil, tendo em vista os desafios pastorais colocados pela Nova Evangelização neste final de milênio;

   informar e tomar eventualmente posição diante das grandes questões familiares mundiais e nacionais do momento;

   trocar e conhecer experiências concretas de organização e desenvolvimento da Pastoral Familiar.

JUSTIFICATIVA

É importante a busca constante de formas concretas para que a Pastoral Familiar seja efetivamente transformada em grande prioridade pastoral da Igreja, para tornar a família uma verdadeira comunidade eclesial.

O Congresso de agentes de Pastoral Familiar, a despeito das grandes dificuldades por que passa a família, serve para que não desanimem em seu trabalho, porque representam as esperanças da Igreja no processo da Nova Evangelização, inculturação da fé e da promoção humana.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

Regional Norte 2

Arquidiocese de Belém-PA.

 

PRAZO

6 a 8 de setembro de 1996 (Belém-PA)

 

PROJETO

CONGRESSOS DE PASTORAL FAMILIAR NAS MACROREGIÕES

 

13PB/PD6-35/110

OBJETIVO

   Acolher, proclamar e celebrar as luzes e as sombras da família na macroregião;

   informar, divulgar e mobilizar as família usando o que o congresso celebra;

   fortalecer o trabalho dos agentes de Pastoral Familiar nos regionais e Dioceses do Brasil;

   analisar em conjunto a realidade da família, do casamento e da preparação para a vida de amor;

   motivar uma ampla discussão sobre o papel e os valores da família no mundo contemporâneo, especialmente diante dos desafios deste final de milênio;

   buscar soluções para uma melhor qualidade de vida da família brasileira;

   mobilizar os meios de comunicação social para a valorização e promoção da família e da vida familiar.

JUSTIFICATIVA

Atendendo aos apelos do Papa na preparação do 3º milênio, dando respostas à Nova Evangelização e às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e em preparação ao II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, os Regionais da CNBB estão sendo convocados a organizarem Congressos em nível de macroregião, objetivando o aprimoramento da Pastoral Familiar, ajudando as famílias a serem verdadeiramente Igrejas Domésticas, fronteira decisiva da Nova Evangelização, pois "sem uma família respeitada e estável não pode haver organismo social sadio, sem ela não pode haver uma verdadeira comunidade eclesial" (João Paulo II).

Apesar da grave crise moral que se abate, de muitos modos, sobre a família brasileira, provocando o esfacelamento familiar, os Congressos, além de debater estes aspectos, procurarão mobilizar os meios de comunicação social para valorizarem a família e a vida familiar, promovê-la em seus valores e, ao mesmo tempo, fortalecer o trabalho dos agentes de pastoral.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

Comissões Regionais de Pastoral Familiar

Arqui/Dioceses sedes

PRAZO

5 Congressos Regionais de Pastoral Familiar, 1996, 1997

 

PROJETO

BOLETIM INFORMATIVO DA PASTORAL FAMILIAR

 

13PB/PD6-36/111

OBJETIVO

   Informar e noticiar as atividades de Pastoral Familiar em nível de Brasil e de mundo;

   divulgar subsídios e diretrizes para organização e desenvolvimento da Pastoral Familiar no Brasil;

   intercambiar experiências e notícias de Pastoral Familiar;

   iluminar sempre mais a Pastoral Familiar com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

JUSTIFICATIVA

O Boletim Informativo da Pastoral Familiar vem se constituindo num excelente veículo de animação dos agentes de Pastoral Familiar. Através dele recebem informações, subsídios e diretrizes para sua atuação, conhecem experiências exitosas de Pastoral Familiar e dão vitalidade a uma linha pastoral que enfrenta muitos desafios e dificuldades, este boletim se constitui em um útil e prático instrumento de comunicação, comunhão e entre-ajuda dos agentes de Pastoral Familiar, no âmbito da pastoral de conjunto.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

PRAZO

6 números anuais em 1996 (bimensal)

6 números anuais em 1997 (bimensal)

 

PROJETO

INSTITUTO DE PASTORAL FAMILIAR

 

13PB/PD6-37/112

OBJETIVO

   Formar Agentes de Pastoral Familiar para a Igreja no Brasil;

   apoiar com estudos, documentos, experiências, cursos e conferências, o desenvolvimento da Pastoral Familiar no País.

JUSTIFICATIVA

A família brasileira, assim como a do resto do mundo, está em crise. Esta crise é agravada pelos problemas econômicos, sociais, políticos, culturais e religiosos que envolvem o País;

   a Igreja, há muito, vem proclamando a urgente necessidade de promoção da família. Sabe e proclama que o futuro da humanidade e da própria Igreja passa pela família;

   é grande a carência, em nível nacional, de agentes de Pastoral Familiar devidamente preparados;

   existem esforços de formação de agentes, mas são atividades locais e às vezes parciais e não sistemáticas, dada a escassez de recursos humanos, técnicos e materiais;

   é para minorar esta carência que a Comissão Nacional de Pastoral Familiar, com o apoio do Setor Família, propôs a criação do Instituto de Pastoral Familiar da Arquidiocese de Curitiba, que oferece formação orientada, à distância, para agentes de todo o País, como serviço à Igreja no Brasil.

RESPONSÁVEL

Arquidiocese de Curitiba

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

ENCONTRO DE LIDERANÇAS NACIONAIS DE MOVIMENTOS SERVIÇOS E INSTITUTOS FAMILIARES

 

13PB/PD6-38/113

OBJETIVO

   Valorizar e preservar o carisma dos movimentos, serviços e institutos que atuam com famílias colocando-os em favor da Pastoral Familiar em um trabalho conjunto;

   discutir e propor estratégias de integração da ação dos movimentos, serviços e institutos familiares na pastoral orgânica da Igreja;

   discutir e propor ações concretas para uma ajuda eficaz às famílias cristãs, nas diferentes culturas neste final de milênio;

   desenvolver esforços intensos de Pastoral Familiar nas camadas menos favorecidas, despertando e formando agentes nas mesmas;

   preparar uma atuação mais integrada dos movimentos, serviços e institutos familiares para a preparação do 3º milênio e para o Encontro Mundial das Famílias que acontecerá com a vinda do Papa ao Brasil, em 1997.

JUSTIFICATIVA

Muitos dos agentes de Pastoral Familiar fazem parte ou estão integrados aos movimentos, serviços e institutos familiares, representando assim a força da Igreja neste campo da família e do casamento cristão.

A valorização e integração destas formas agregativas dos leigos é essencial para a Pastoral Familiar, não somente para uma ação mais solidária e responsável na missão da Igreja, como também para uma ação mais eficaz, de ajuda às famílias mais necessitadas.

Estes encontros pretendem, por isto mesmo, estimular a autenticidade eclesial dos movimentos, serviços e institutos familiares, ao mesmo tempo que destacar sua razão eclesiológica no campo da família e do casamento, especialmente tendo em vista o Encontro Mundial do Papa com os Famílias em 1997, no Brasil.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

PRAZO

1996

 

PROJETO

ENCONTRO NACIONAL DE ASSESSORES DA PASTORAL FAMILIAR

 

13PB/PD6-39/114

OBJETIVO

   Proporcionar formação específica aos assessores da Pastoral Familiar;

   oportunizar intercâmbio sobre o serviço específico de Pastoral Familiar;

   desenvolver conteúdos que ajudem e dinamizar a Pastoral Familiar;

   refletir sobre as luzes e sombras da família neste final de milênio, objetivando uma eficaz evangelização dessas famílias através da Pastoral Familiar.

JUSTIFICATIVA

A prioridade que a Igreja hoje dá à família torna necessária a formação específica desse ministério de assessores de Pastoral Familiar.

É grande a importância desse serviço de assessores à Pastoral Familiar.

A realidade nos mostra que existe ainda uma grande carência de assessores de Pastoral Familiar com formação específica.

RESPONSÁVEL

Setor Família.

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

PRAZO

4 a 6 de setembro de 1996 (Belém-PA)

Setembro de 1997

 

PROJETO

DESENVOLVIMENTO DA PASTORAL FAMILIAR NOS REGIONAIS

 

13PB/PD6-40/115

OBJETIVO

   Organizar e/ou desenvolver a Pastoral Familiar nos Regionais;

   estimular e promover a criação de estruturas de Pastoral Familiar nos Regionais da CNBB e Dioceses;

   tornar a Pastoral Familiar uma prioridade pastoral nos Regionais;

   implementar as diretrizes de Santo Domingo sobre a família;

   promover e apoiar a realização de cursos de Pastoral Familiar, formação de agentes de Pastoral Familiar, mobilizações em torno da família, conscientização sobre a missão da família.

JUSTIFICATIVA

Em preparação para o 3º milênio, atendendo aos apelos para uma Nova Evangelização inculturada se faz necessário promover ações concretas nos Regionais da CNBB e nas Dioceses para dinamizar a Pastoral Familiar no Brasil.

No âmbito dos Regionais, das Dioceses, dos movimentos, serviços e institutos familiares e outras formas de organização da Igreja, deverão ser propostas ações concretas que permitam à Pastoral Familiar ser mais eficaz, no contexto da pastoral orgânica, segundo as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

Comissões Regionais de Pastoral Familiar

Movimentos, serviços e institutos familiares

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

PUBLICAÇÕES

 

13PB/PD6-41/116

OBJETIVO

   Oferecer subsídios para a atuação dos agentes de Pastoral Familiar;

   favorecer a reflexão teológica e pastoral no campo da família e do casamento;

   documentar a caminhada da Pastoral Familiar no Brasil;

   oferecer reflexões sobre a realidade das famílias brasileiras, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil;

   oferecer subsídios para a formação de agentes de Pastoral Familiar.

JUSTIFICATIVA

Os agentes de Pastoral Familiar apresentam, constantemente, solicitações no sentido de se publicar subsídios, diretrizes e elementos para sua atuação.

Para que se possa efetivamente aprimorar e desenvolver a Pastoral Familiar, objetivando a eficaz evangelização da família é necessário produzir publicações e subsídios que venham instrumentalizar os agentes e clarificar assuntos relacionados com a família, a pastoral e a evangelização.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

PRAZO

1996 - 1997

 

PROJETO

II ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS

 

13PB/PD6-42/117

OBJETIVO

   Ajudar na preparação, organização e divulgação do II Encontro Mundial das Famílias com o Papa que será realizado em 1997, no Brasil;

   tornar o II Encontro Mundial das Famílias um momento forte de evangelização e fortalecimento da família.

JUSTIFICATIVA

Sendo um encontro mundial das famílias, o Setor Família e a Comissão Nacional de Pastoral Familiar se sentem convocados a prestar serviços na preparação, organização e divulgação deste evento.

Levando em conta a importância da família como fronteira decisiva da Nova Evangelização, este evento traz uma oportunidade única para manifestar visivelmente e colocar em evidência o crescimento, o fortalecimento e os valores da família como célula vital da Igreja e da sociedade no limiar do 3º milênio.

RESPONSÁVEL

Setor Família

Comissão Nacional de Pastoral Familiar

PRAZO

Ao longo de 1996 - 1997

 

    SETOR CULTURA

 

    A evangelização das culturas e a concomitante inculturação do Evangelho constituem-se no grande desafio da atividade missionária/evangelizadora da Igreja. Hoje, o tema volta a ser frisado com ênfase e, em primeiro lugar, pelo próprio Papa, no contexto da chamada "Nova Evangelização".

    João Paulo II afirma que a inculturação é "centro, meio e objetivo da Nova Evangelização" (Disc. ao Conselho Internacional de Catequese, 26.09.92). No seu discurso de abertura da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em Santo Domingo (1992), ele dizia: "A evangelização das culturas representa a forma mais profunda e global de evangelizar uma sociedade, porque, através dela, a mensagem de Cristo penetra nas consciências das pessoas e se projeta no ‘ethos’ de um povo, nas suas atitudes vitais, nas suas instituições e em todas as suas estruturas" (nº 20).

    Este   esforço   de   inculturar  o  Evangelho  deve  dirigir-se tanto  à  cultura  "emergente",  (pós) moderna e urbana, quanto às culturas anteriores remanescentes, no caso brasileiro, em especial, às culturas indígenas e afro-brasileiras (cf. o mesmo discurso de abertura, nnº 20 e 22).

    O apelo do Papa, especialmente aos Bispos, é vigoroso: "Convido-vos, pois, queridos irmãos, a que, com o ardor da Nova Evangelização, animados pelo Espírito do Senhor Jesus Cristo, torneis a Igreja presente na encruzilhada cultural do nosso tempo, para impregnar com os valores cristãos as próprias raízes da cultura emergente e de todas as culturas remanescentes" (ibidem, nº 22).

    De fato, em Santo Domingo, os Bispos assumiram esta conclamação de João Paulo II, dedicando ao assunto um longo e precioso capítulo no documento final da Conferência.

    As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (1995-1998), da CNBB, assumem por sua vez este desafio, dizendo entre outras coisas:

    "Atualmente, na América Latina e no Brasil, a evangelização é desafiada a tornar-se ‘inculturada’ principalmente por dois processos que estão em ato, distinta mas simultaneamente: 1) o encontro do Evangelho com as culturas indígenas, afro-americanas e mestiças; 2) o encontro com a cultura moderna particularmente no meio urbano." (nº 179).

    A verdadeira inculturação nem destrói nem prejudica a cultura evangelizada. Ao contrário, a transforma, a partir de dentro, fazendo-a chegar à sua real plenitude, na medida em que a enriquece com os valores cristãos, a purifica de seus aspectos negativos e a leva à plenitude. Esta plenitude tem sua fonte na encarnação do Filho de Deus: "Quando Jesus Cristo, na encarnação, assume e exprime todo o humano, exceto o pecado, então o Verbo de Deus entra na cultura. Assim, Jesus Cristo é a medida de todo o humano e portanto também da cultura. Ele, que se encarnou na cultura de seu povo, traz para cada cultura histórica o dom da purificação e da plenitude" (Doc. de Santo Domingo, nº 228).

    Assim, a Igreja tem um mandato missionário em relação a todas as culturas, como se mostrou também no evento de Pentecostes (At 2, 1-11), onde vemos os apóstolos anunciar o Evangelho de Jesus Cristo a uma grande multidão de pessoas, provenientes de diversos povos e culturas, e, no entanto, cada uma entendeu o anúncio em sua própria língua. Manifestou-se assim que o Evangelho não se confunde com uma cultura, mas pode ser entendido e vivido nas muitas culturas diferentes.

 

PROJETOS ESPECÍFICOS

 

PROJETO

Encontro Nacional de Estruturação do Setor

 

13PB/PD6-43/118

OBJETIVO

Reunir um grupo de pessoas representativas e estratégicas no que se refere à área cultural e à inculturação do Evangelho para refletir sobre a estruturação do Setor Cultura da CNBB;

Refletir sobre a área específica de atuação e os modos de ação do Setor Cultura da CNBB.

JUSTIFICATIVA

Sendo o Setor Cultura um setor novo na CNBB e, simultaneamente, sendo a evangelização da cultura e a inculturação do Evangelho assuntos importantes e atuais na Igreja, impõe-se um estudo prévio, uma discussão e uma conscientização de pessoas que queiram e possam contribuir para o bom encaminhamento do Setor.

RESPONSÁVEL

Setor Cultura

PRAZO

12 (à tarde) até 14 (ao meio-dia) de fevereiro de 1996

 

PROJETO

Estruturação do Setor Cultura nos Regionais da CNBB

 

13PB/PD6-44/119

OBJETIVO

Conscientizar os Regionais da CNBB sobre a importância do Setor Cultura e motivá-los a constituir um Setor regional;

Refletir com os Subsecretários regionais da CNBB sobre a constituição do Setor Cultura nos Regionais.

JUSTIFICATIVA

O Setor Nacional de Cultura da CNBB tem como uma de suas tarefas estimular e ajudar os Regionais a constituírem, por sua vez, o Setor Cultura. Só assim poderá haver um amplo trabalho em todo o País.

RESPONSÁVEL

Setor Cultura

PRAZO

Durante a Assembléia Geral da CNBB, em abril de 1996, e na reunião dos Subsecretários Regionais, em Brasília, de 21 a 23 de junho de 1996

 

PROJETO

Constituição e reunião da Comissão Nacional de Evangelização da Cultura

 

13PB/PD6-45/120