CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

12º PLANO DE PASTORAL DOS ORGANISMOS NACIONAIS

 

Brasília - DF

1993/1994

 

 

APRESENTAÇÃO

 

O 12º Plano de Pastoral dos Organismos Nacionais da CNBB, elaborado à luz das Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil, cobre o segundo biênio do período 1991-1994. Como o anterior, ele contempla programas de três tipos: programas globais, programas específicos das dimensões e setores da pastoral, e o programa de Coordenação Geral. Ele traz, porém, como inovações a definição de áreas de interesse comum e a explicitação de consultorias e assessorias especiais.

Os programas globais, de incidência em toda a ação pastoral e assumidos por todas as dimensões e setores, são três: A Campanha da Fraternidade (preparação e acompanhamento); "Santo Domingo" (divulgação e aprofundamento da 4ª Conferência do Episcopado Latino-americano); "Presença pública da Igreja na sociedade (pesquisa e reflexão), tema emergente das Diretrizes Gerais.

Os programas específicos das dimensões e setores da pastoral buscam responder, com atividades permanentes e projetos determinados, às necessidades de sustentação e avanço das respectivas áreas.

O programa de Coordenação Geral define as grandes ações que garantem a articulação de todo o trabalho da Conferência. Para uma visão mais completa ele explicita, pela primeira vez, o papel de consultoria e assessorias especiais.

A maior inovação na estrutura do Plano está, porém, nas áreas de interesse comum. Elas emergem fortemente seja das Diretrizes Gerais seja do Documento de Santo Domingo. São três: a Inculturação, a Formação, e a questão Urbana. Diferentemente dos Programas globais elas não se definem por uma série de projetos a serem assumidos por todos. Elas são ponto de referência constante, horizonte de posicionamento para todos os projetos e programas, tanto globais como das dimensões e setores. A par disso elas possibilitam ainda programas conjuntos, assumidos por duas ou mais dimensões.

Este plano de Pastoral é fruto de amplo processo participativo que envolveu as assessorias nacionais e os sub-secretários regionais sob constante orientação e decisão da comissão Episcopal de Pastoral e Presidência da CNBB.

Sua publicação é um convite a todos os agentes de pastoral para que, de maneira correspondente a seu nível de atuação, participem igualmente, ajudando os organismos nacionais a cumprirem sua missão.

 

Brasília-DF, 24 de fevereiro de 1993.

 

 

 Pe. Elias Della Giustina Subsecretário de Pastoral

D. Antônio Celso de Queiroz Secretário Geral da CNBB

 

 

I  - PROGRAMAS GLOBAIS (PG)

 

1.     CAMPANHA DA FRATERNIDADE (PG-1)

 

A Campanha da Fraternidade (CF) é um PROGRAMA CONJUNTO da ação pastoral da Igreja no Brasil. Ela exige planificação pastoral e articulação com as atividades permanentes, em todos os setores da ação pastoral. A CF favorece o desenvolvimento dos carismas eclesiais de maneira orgânica. Distribui tarefas e atribuições entre as diversas pastorais, organismos, movimentos e grupos. Envolve o maior número possível de interessados, nas etapas de reflexão, decisão, execução e avaliação.

 

1993:

TEMA - Fraternidade e Moradia

LEMA - Onde Moras?

 

1994:

TEMA - Fraternidade e Família

LEMA - A família, como vai?

 

RESPONSÁVEL: Secretário Geral da CNBB, Secretário Executivo da CF.

 

Cronograma de Preparação do Material da CF (Texto-base, Manual, disco e fita, cartazes em três tamanhos, CF em família, círculo bíblico, e outras produções independentes):

 

ELABORAÇÃO: de setembro a junho

IMPRESSÃO: julho a setembro

DISTRIBUIÇÃO: setembro a outubro

REALIZAÇÃO: período da Quaresma

 

   2.         PRESENÇA PÚBLICA DA IGREJA NA SOCIEDADE (PG-2)

 

As Diretrizes Gerais da Ação Pastoral 91-94 já haviam manifestado a necessidade de aprofundar o tema da presença pública da Igreja na sociedade, para fazer frente aos desafios dos anos 90.

Além da persistência e aumento da pobreza, com o conseqüente processo de exclusão social, assistimos ao avanço da modernidade. A sociedade se torna mais complexa (cf. Diretrizes, cap. III) com a mudança dos padrões tecnológicos, com a presença avassaladora dos Meios de Comunicação de Massa, com o pluralismo cultural, ético e religioso, com a importância da experiência subjetiva, entre outras coisas.

Por outro lado, numa sociedade secularizada e pluralista, as "religiões de Igreja" entram em crise e dão lugar a uma religiosidade "difusa". O "sagrado" readquire outras formas de "visibilidade". Crescem os fenômenos da adesão descontínua a uma religião ou fé e, de associação de elementos religiosos de diversas procedências.

Questões como essas exigem repensar em profundidade a presença pública da Igreja na sociedade. Qual é a natureza do pluralismo ético, cultural e religioso atual? Que significa ele para a presença pública da Igreja? Como deve ela ser dentro de uma sociedade complexa e pluralista? Como deve ela se posicionar de maneira evangelicamente convincente? Qual a via privilegiada de acesso à Sociedade? Quais seriam os "sujeitos" fundamentais para uma presença pública eficaz da Igreja na sociedade?

Frente a essas e outras questões, nos propomos aprofundar a dimensão pública da presença da Igreja na sociedade em três direções:

 

1.     A presença pública da Igreja num contexto de pluralismo ("mapeamento" da realidade atual enquanto plural; sua natureza; o que significa para a presença pública da Igreja; como ela deve se situar dentro dessa realidade...).

 

2.     A dimensão ética da presença pública da Igreja na sociedade (superação de uma religião e de uma ética "privatizadas", do individualismo ético, recuperação prática da dimensão pública da fé e suas expressões numa sociedade pluralista e democrática).

 

3.     O laicato como sujeito da presença pública da Igreja na sociedade (a partir do primado do batismo, repensar as estruturas eclesiais de participação do leigo, sua formação, sua espiritualidade, competência específicas e seus campos de atuação...).

O aprofundamento desses pontos será implementado através de grupos de trabalho, coordenados pelo INP.

 

   3.         SANTO DOMINGO (PG-3)

 

A Igreja na América Latina viveu intensamente a preparação e a celebração dos 500 anos de evangelização do continente. A Igreja do Brasil participou desse grande acontecimento, oferecendo sua contribuição com o subsídio «Das Diretrizes a Santo Domingo» e com a participação dos seus delegados à IV Conferência do Episcopado Latino Americano em 12-28/10/1992.

Agora, trata-se de divulgar as suas Conclusões, aprofundar a reflexão dos temas Nova Evangelização, Promoção Humana e Cultura Cristã, incentivar a publicação de subsídios e textos populares que ajudem ler e entender as Conclusões, aprofundar as Diretrizes Gerais à luz de Santo Domingo.

Neste sentido a 31ª Assembléia Geral da CNBB, de 1993, terá como tema principal: «Santo Domingo, compromissos pastorais», donde surgirão sugestões e compromissos pastorais para os próximos anos.

 

O PG se propõe, também:

 

1.     Elaborar material preparatório para a 31ª Assembléia Geral e remeter a todos os Bispos no mês de março de 1993.

 

2.     Incentivar a publicação de um subsídio especial sobre Santo Domingo, elaborado por um grupo de assessores da CNBB que acompanhou de perto a IV Conferência.

 

3.     Acompanhar a implementação das resoluções da 31ª Assembléia Geral.

 

4.     Elaborar subsídios complementares.

 

 

II  - ÁREAS DE INTERESSE COMUM PROJETOS CONJUNTOS (PC)

 

No atual Plano de Pastoral diversos projetos já foram pensados por duas ou mais Dimensões e Setores.

Igualmente muitos assuntos que são desafios pastorais, foram atingidos ou abordados individualmente por diversas Dimensões e Setores.

Tratava-se, portanto, de juntar forças, abordá-los e tratá-los na globalidade da pastoral de conjunto.

Tendo presente este princípio, as orientações das Diretrizes Gerais, os questionamentos e desafios apresentados pelas Dimensões, constatamos que as preocupações comuns podem ter um tratamento diversificado e em conjunto. Optou-se por assumir em conjunto alguns projetos que são de interesse comum ou que estão dentro das preo-cupações e dos desafios das 6 Dimensões ou de setores.

Chamamos a este bloco, áreas de interesse comum. Elas deram origem a projetos conjuntos que foram discutidos, preparados e a serem executados em conjunto, tendo inclusive seus gastos rateados.

São três as áreas dos projetos conjuntos: inculturação, formação, e pastoral urbana.

 

   1. INCULTURAÇÃO (PC-1)

 

 

PROJETOS

 

OBJETIVO

Refletir sobre o processo de inculturação na ação pastoral, mobilizando seus agentes para gerar e desenvolver novos métodos e expressões que atendam às exigências e metas da evangelização inculturada à luz das Diretrizes e das Conclusões de Santo Do-mingo.

 

JUSTIFICATIVA

1.            O primeiro a se inculturar foi o Verbo Divino, que armou sua tenda entre nós (Jo 1,14). Ele acolheu e reuniu a todos "do oriente e do ocidente" (Mt 8,11). Ensinou e celebrou dentro do universo cultural da gente de seu tempo.

2.            "A ruptura entre o Evangelho e a cultura é sem dúvida o drama da nossa poca." (En 20)

3.            A relação entre Evangelho e cultura é tema tanto das Diretrizes como de Santo Domingo, que explicitam a necessidade de evangelizar levando em conta as diferentes culturas.

4.            A inculturação é tarefa das Igrejas particulares e "deve envolver todo o Povo de Deus" (RMi 54). "A Igreja, com a inculturação, torna-se um sinal mais transparente daquilo que realmente ela é." (RMi 52)

5.            Este projeto vai envolver:

-  Reflexão em cada Dimensão

-  Partilha e debate entre assessores e as várias Dimensões

-  Apresentação e aprofundamento na CEP

-  Seminário nacional em 1994

 

RESPONSÁVEIS

Dimensões Missionária, Bíblico-Catequética, Litúrgica e Ecumênica.

 

PRAZO

1º semestre de 1993 - reflexão em cada dimensão

Agosto de 1993 - trabalho dos assessores

Setembro de 1993 - estudo da CEP

1994 - preparação próxima e realização do seminário nacional.

 

   2. - FORMAÇÃO (PC - 2)

 

   2.1. FORMADORES E FORMADORAS (PC - 2.1)

 

 

PROJETOS

 

OBJETIVO

Refletir com os formadores e formadoras dos presbíteros, religiosos e religiosas a visão global e integradora das dimensões pastorais da Igreja no Brasil, para, à luz das Diretrizes preparar futuros evangelizadores que atendam os apelos da realidade latino-americana.

 

JUSTIFICATIVA

1.            A pedagogia do discipulado de Jesus ilumina a prática formativa integrada dos evangelizadores: chamou-os para estar com ele: "explicou-lhes tudo em particular", o projeto do Pai e os enviou à missão (cf. Mc 3,13-14; 4,34).

2.            Uma eficiente ação pastoral, no atual momento da vida da Igreja e da sociedade, supõe uma integração articulada de pessoas e de atividades (DG 295 e 296), tendo em vista a ação orgânica do todo. Assim, uma atividade catequética não poderá esquecer que ela deve levar a uma melhor participação litúrgica, a uma consciência missionária, a um empenho social efetivo... O mesmo se deve dizer das demais dimensões. Além disso, toda a ação pastoral, com as suas dimensões, deve ser pensada e planejada em referência a esses diferentes níveis, atingindo pessoas, comunidades e a sociedade global (DG 297).

3.            Este projeto compreende passos:

-  reflexão com os responsáveis pelas dimensões e organismos;

-  elaboração do instrumento de trabalho;

-  comunicação do Projeto aos formadores (as);

-  Seminário Nacional em duas Regiões do Brasil

-  divulgação dos resultados do Seminário

 

RESPONSÁVEIS

Linhas: Vocações e Ministérios, Missionária, Catequética, Litúrgica e Sócio-Transformadora.

 

PRAZO

em 1993 - Reflexão por dimensões e organismos; Comunicação e envolvimento dos destinatários (as)

em 1994 - Seminário Nacional em duas regiões: Norte-Nordeste; Centro-Oeste-Sul.

 

2.2. COORDENADORES DIOCESANOS DE PASTORAL (PC - 2.2)

  

 

PROJETOS

 

OBJETIVO

Organizar cursos para Coordenadores Diocesanos de Pastoral a fim de refletirem a ação pastoral a partir da prática da Coordenação, oferecendo oportunidade de formação e capacitação em vista a uma pastoral articulada.

 

JUSTIFICATIVAS

1.            No curso de Pastoral, promovido pela SOTER, em Campinas no ano de 1990, houve muito interesse e participação de vários coordenadores diocesanos. Na avaliação final eles próprios sugeriram que houvesse cursos específicos para os coordenadores.

2.            Os subsecretários regionais com os assessores da CNBB, nas reuniões de 1991, refletiram a sugestão e julgaram que se deveria levar adiante a idéia.

3.            Iniciamos por uma sondagem junto aos próprios coordenadores diocesanos quanto à iniciativa, os conteúdos, os locais, as épocas etc... a reação das dioceses foi positiva. Em todo o Brasil há ex-pectativa, aguardam ansiosamente, é uma necessidade urgente.

4.            Os coordenadores de pastoral são pessoas-chaves, de confiança do Bispo, na pastoral diocesana. São eles que agilizam, organizam, coordenam e articulam a pastoral de conjunto na diocese. Diz-se que tudo cai sobre a diocese e sobre a paróquia. Lá é a base. Daí a importância de possibilitar atualização teológico pastoral e novas perspectivas para as estruturas de coordenação pastoral.

5.            Em 1993 o curso terá como tema «O MINISTÉRIO DA COORDENAÇÃO PASTORAL» e como subtemas: o planejamento pastoral, a articulação pastoral, a espiritualidade e a mística da Coordenação pastoral, os critérios e perspectivas para o exercício da coordenação além dos pressupostos histórico-pastorais e teológicos. Terá a duração de 6 dias, será realizado em

três regiões diferentes do Brasil possibilitando 40 vagas por curso.     

RESPONSÁVEIS

CNBB-Subsecretaria de Pastoral e assessores das Dimensões da CNBB, Subsecretários Regionais, com a colaboração do INP e da SOTER.

 

PRAZO

-  Em 1993: Em CURITIBA (PR), para o Sul 2, Sul 3, Sul 4, Oeste 1 e Oeste 2 - 30 de agosto a 5 de setembro de 1993

Em SÃO LUIZ (MA), para os Regionais do Norte e Nordeste - 9 a 15 de agosto de 1993

Em POUSO ALEGRE (MG), para o Sul 1, Leste 1, Leste 2, Centro Oeste - 26 a 31 de outubro de 1993

-  Em 1994: a ser programado

 

        2.3. LEIGOS (PC - 3.3)

 

(Ver o projeto nº PD - 1.28 do Setor de Leigos, à p. 57)

 

   3. - PASTORAL URBANA (PC 3)

 

(Ver os projetos nº PD 1.31 e nº PD 2.32 do Setor Pastoral Urbana, pp. 63 e 64)

 

 

          III - PROGRAMAS DAS DIMENSÕES (PD)

 

PROGRAMA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E

PARTICIPATIVA (PD-1)

 

É a dimensão que revela a natureza íntima da Igreja, na sua identidade básica. A Igreja é convocada para ser comunhão pela participação de todos e cada um dos seus membros no mistério da comunhão trinitária. Incorporados a Cristo, todos se tornam filhos de Deus, pelo Espírito Santo, e irmãos para viverem entre si uma profunda comunhão fraterna.

A dimensão comunitária abrange, de um lado, a consciência da presença do Espírito vivificador, que distribui dons e carismas para o bem de todo o Corpo. Por outro, abrange também a vivência de uma crescente comunhão, pela qual, acolhendo e incentivando as diversas vocações e carismas, a Igreja se organiza em estruturas sempre mais participativas para a construção da unidade orgânica, sinal da comunhão dos homens com Deus e dos homens entre si.

A Igreja se caracteriza essencialmente como comunidade. Enquanto tal, ela toma consciência de si mesma, da sua natureza, do que ela é na vida íntima.

Inseridas nos mais variados contextos humanos e permanecendo em comunhão entre si e especialmente com a Igreja de Roma, "as Igrejas particulares, formadas à imagem da Igreja universal", são, por excelência, o sujeito eclesial. "Nelas e por elas existe a Igreja católica, una e única". Por elas se manifesta o próprio desígnio de Deus. Nelas, as várias comunidades eclesiais, movimentos ou grupos apostólicos, leigos ou religiosos, se reconhecem membros vivos do Povo de Deus pelo batismo e exercem suas vocações e ministérios.

A Igreja é convocada para ser comunhão pela participação de todos e cada um dos seus membros, na comunhão trinitária. Essencialmente comunidade, ela se organiza em comunidades com diversidade de vocações e ministérios.

 

        SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

O Setor Vocações e Ministérios, abrangendo a Pastoral Vocacional, a formação inicial de Presbíteros e Diáconos permanentes e ainda os Ministérios ordenados, a saber: Diaconato, Presbiterato e Episcopado, tem ultimamente vivido momentos de máxima atenção. Primeiramente não muito distante nos encontramos da Visita Apostólica aos Seminários diocesanos do Brasil e Centros de formação presbiteral, em 1988 e, no momento, estamos acompanhando os seus desdobramentos.

Mais recentemente aconteceu, em Roma, o Sínodo Universal Ordinário com o tema da "Formação Sacerdotal nas circunstâncias atuais". Sob a orientação da PASTORES DABO VOBIS serão aprovadas as Diretrizes Gerais da a formação presbiteral no Brasil.

Mais proximamente com aprovação pelo Conselho Permanente de junho/91, temos as novas "Diretrizes Gerais da ação Pastoral da Igreja no Brasil" 1991-1994.

É no horizonte destes três importantes acontecimentos que o Setor Vocações e Ministérios busca fazer os seus encaminhamentos, reordenar as reflexões para os seus cursos, encontros, assembléias e demais programações.

Não é necessário lembrar aqui a importância exercida na Igreja pelo ministério ordenado, especialmente o presbiteral e o episcopal, como animadores de toda a vida eclesial. Por outro lado assiste-se a uma consciência sempre maior, por parte dos leigos, no sentido de sentirem-se participantes e co-responsáveis eclesialmente, na força do sacerdócio comum em Cristo, pelo Batismo. Esta força lhes vêm, de modo especial, do Sínodo de 1987, a partir da Exortação Apostólica de João Paulo II: "Christifideles Laici - sobre a Vocação e Missão dos leigos na Igreja e no mundo". Tudo isto vem a exigir que cada ministério, ordenado ou não, na Igreja, venha a passar por uma profunda auto e hétero-avaliação.

Por outro lado as circunstâncias atuais, sejam elas sócio econômicas, políticas ou culturais, horizonte no qual a Igreja está chamada a levar a efeito a sua missão, passam por várias transformações. Diante disto é necessário rever, com realismo e coragem, a formação inicial e agora, de modo especial, a formação permanente dos ministros ordenados que são chamados a testemunhar e fazer acontecer a comunhão e a participação na Igreja. Esta tarefa busca nova compreensão para a Pastoral Vocacional, o discernimento dos vocacionados, a preparação inicial específica, tanto para presbíteros e diáconos seja nos Seminários, Institutos Filosófico-Teológicos, Escolas Diaconais e agora também para a formação permanente dos já Diáconos permanentes, Presbíteros e Bispos.

Diante disso, as programações do Setor Vocações e Ministérios, deverão inspirar-se nestas orientações da Igreja Universal acima e, de modo especial, nas novas Diretrizes Gerais da CNBB, seja no seu novo Objetivo Geral, na compreensão profunda da missão de evangelizar e nas dimensões da mesma (DGs Caps I e II). Igualmente requerem acurada atenção as mudanças na sociedade que impõem sempre novos desafios à missão da Igreja (DGs cap. III). Por outro lado apareceram "novas acentuações na evangelização" (DGs cap. IV). Tudo isto, finalmente, reclama um olhar para os sujeitos da evangelização (DGs cap. V), que são chamados a fazer frente a tudo isto. E aí se impõe a formação permanente de todos os agentes de pastoral, sejam ordenados ou não.

Em assim sendo, o Setor Vocações e Ministérios quer estar atento às necessidades da Igreja, preparar bem os seus ministros e servidores, em espírito de comunhão e participação.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Incentivar a compreensão da vocação cristã como dimensão de toda pastoral, a ser concretizada nos diversos serviços e ministérios.

 

-  Aprofundar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos, como sujeitos do dinamismo evangelizador da Igreja e como Igreja se engajar nas transformações da sociedade.

 

-  Acompanhar os agentes vocacionais no exercício do seu ministério; garantindo a sua formação, incentivando a organização de equipes vocacionais e oferecendo subsídios para uma compreensão mais profunda da Vocação e da Pastoral Vocacional.

 

-  Integrar a Pastoral Vocacional no conjunto da Pastoral Orgânica, privilegiando as pastorais da Juventude, Catequese e Família, organismos (OSIB, CNC e CND), conferências (CRB e CNIS) e movimentos (SERRA).

 

-  Incentivar as várias formas de celebração, encontros, seminários para criar um clima vocacional.

 

-  Marcar presença nos regionais com vistas a desencadear a Pastoral Vocacional como elemento constitutivo do ser Igreja.

 

-  Propiciar iniciativas de promoção vocacional especialmente no meio urbano e entre os segmentos de "minoria".

 

-  Promover uma Pastoral Vocacional com perspectiva universal, procurando suscitar vocações missionárias para toda a Igreja.

 

-  Manter contato com os Bispos responsáveis, os assessores e representantes de organismos ligados ao Setor Vocações e Ministérios.

 

-  Acompanhar a edição e divulgação do Boletim formativo e informativo "Convocação" da Pastoral Vocacional.

 

-  Animar as Congregações Vocacionais para que na vivência do seu carisma possam ser um serviço à Igreja do Brasil.

 

-  Coordenar os Encontros Nacionais, as reuniões do Grupo de Assessoria Vocacional e da Equipe Teológica Vocacional.

 

-  Incentivar a Jornada Mundial de Oração pelas Vocações e o mês de agosto como o mês vocacional.

 

-  Oferecer condições e estímulo ao ministério episcopal, visando sua unidade, o exercício de sua missão específica e oportunizando formação permanente;

 

-  Acompanhar regularmente a Comissão Nacional do Clero (CNC), apoiando suas tarefas, encontros, cursos, reuniões, para que possa ajudar a todos os irmãos presbíteros a viverem plenamente a sua vocação, exercerem o seu ministério, em comunhão e participação com seus Bispos e com todo o Povo de Deus.

 

-  Apoiar e promover experiências de formação permanente para os presbíteros, tão necessária e insistentemente solicitada pelo Sínodo Universal de 1990 e da Pastores Dabo Vobis, dadas as sempre renovadas circunstâncias em que a Igreja é chamada à missão da evangelização; e as novas Diretrizes Gerais...278/1.

 

-  Ajudar os presbíteros a que se encontrem no horizonte das novas "Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil" (1991-1994), fazendo-as conhecidas e assim levando a uma mudança no modo de exercício do ministério;

 

-  Ajudar aos formadores de Seminários, por intermédio da OSIB, na modalidade de Cursos, Encontros, Treinamentos, Reuniões para que possam aplicar as novas orientações emanadas do Sínodo Universal de 1990 e as orientações da Pastores Dabo Vobis de João Paulo II (1992), eventual adaptação das "Diretrizes Básicas - Formação dos Presbíteros na Igreja do Brasil" (Doc. 30 da CNBB).

 

-  Apoiar o Conselho Nacional de Leigos (CNL) no seu esforço de organização e formação, em nível regional e nacional, para que todos os cristãos, como Igreja, possam testemunhar seu batismo em meio a tantos desafios para a justiça, a fraternidade e a paz.

 

-  Acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos (CND) apoiando a sua tarefa de animar a vocação ao ministério diaconal e garantir a formação inicial e permanente.

 

-  Colaborar com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS), para que a vida consagrada assuma na Igreja a sua vocação específica, como manifestação profética e carismática do Reino.

 

-  Dar condições para a capacitação adequada dos formadores dos futuros presbíteros, apoiando Cursos em nível nacional, regional e mesmo internacional.

 

-  Implementar, juntamente com a OSIB, instrumentos de aperfeiçoamento da formação presbiteral, tais como a atualização do Catálogo dos Seminários e do Cadastro Geral de Professores dos Institutos Filosófico-Teológicos;.

 

-  Informar aos Seminários e Institutos de Formação Presbiteral do Brasil sobre bibliografia atualizada, seja no campo da Filosofia e da Teologia, a fim de que os responsáveis pela formação dos novos presbíteros tenham mais condições para desempenharem sua tarefa.

 

-  Criar mecanismos de entre-ajuda e intercâmbio de professores e formadores entre os Seminários Maiores e Institutos do Brasil.

 

-  Criar oportunidade para formação mais consistente para formadores de Seminários Maiores e Casas de Formação através de um Curso mais prolongado.

 

-  Levar incentivo e apoio à formação presbiteral, inicial e permanente, por meio de visitas aos Regionais, Seminários e Institutos e, na medida do possível, participar e mesmo assessorar os seus eventos.

 

-  Ajudar a criar uma consciência sempre maior de um trabalho integrado entre Pastoral Vocacional, Formação inicial e permanente dos presbíteros e diáconos, buscando mútuo diálogo entre Organismos e Conferências, tais como: OSIB, CNC, CND, CNL, CRB e CNIS.

 

-  Manter fraterno relacionamento com o Departamento de Vocações e Ministérios (DEVIM) do CELAM, bem como com outras Conferências Episcopais, colaborando com suas solicitações, enviando material e até eventualmente participando de atividades conjuntas.

 

-  Ajudar a criar um espírito de verdadeira comunhão e participação entre todos na Igreja a fim de que as Novas Diretrizes Gerais da sua ação pastoral possam, antes de tudo, ser testemunhadas por uma nova prática eclesial.

 

       1.     PASTORAL VOCACIONAL

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

Título: 11º ENCONTRO NACIONAL DE PASTORAL

                  VOCACIONAL Nº PD 1.1

 

OBJETIVO

Reunir os responsáveis da PV para avaliar a caminhada do biênio, aprofundar a reflexão sobre vocação e ministérios, e encaminhar os critérios de ação para um trabalho conjunto em nível nacional.

 

JUSTIFICATIVA

É a convergência de todos os trabalhos realizados em nível nacional e regional, através da formação dos agentes e das equipes vocacionais; da integração de pastorais, organismos, conferências e movimentos; bem como as diversas formas de animação vocacional.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  Grupo de Assessoria Vocacional

-  Equipe teológica vocacional.

 

PRAZO

30 de agosto a 3 de setembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Minis-térios

 

Título:      1º SEMINÁRIO NACIONAL DE AGENTES

VOCACIONAIS Nº PD 1.2                                                     

 

OBJETIVO

Viabilizar a formação permanente dos agentes da PV através da partilha e reflexão vocacional para um ministério mais eficaz com os vocacionados.

 

JUSTIFICATIVA

É o primeiro de uma série de seminários que serão realizados alternadamente com o Encontro nacional. É o espaço de troca de experiências e da compreensão vocacional diante dos desafios da modernidade.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  Grupo de Assessoria Vocacional.

 

PRAZO

1ª semana da quaresma de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      REUNIÃO DO GRUPO DE ASSESSORIA

VOCACIONAL Nº PD 1.3                                                       

 

OBJETIVO

Reunir o Grupo de Assessoria Vocacional para que encaminhe juntamente com o Setor Vocações e Ministérios, os projetos da Pastoral Vocacional sendo órgão representativo dos blocos e da Equipe Teológica Vocacional.

 

JUSTIFICATIVA

É o grupo que garante o encaminhamento das diversas atividades aprovadas no Encontro Nacional e assume o acompanhamento de todo o processo da PV no conjunto da caminhada eclesial.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  Grupo de Assessoria Vocacional.

 

PRAZO

8 a 10 de março de 1993

4 a 6 de setembro de 1993

Março/abril de 1994

Setembro de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão:  Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      SEMINÁRIO SOBRE MINISTÉRIOS

DE LEIGOS Nº PD 1.4                                                           

 

OBJETIVO

Aprofundar a reflexão sobre os ministérios de leigos na Igreja abrindo novos caminhos para a prática pastoral, sendo Igreja toda ministerial.

 

JUSTIFICATIVA

É um seminário que deseja reunir os setores responsáveis pelos ministérios de leigos para uma compreensão teológica e eclesiológica, acolhendo as orientações do Sínodo sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo para uma nova prática pastoral.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  Setor Leigos

-  Setor Pastoral Social

-  Setor Liturgia.

 

PRAZO

1º semestre de 1994

 

 

2. SEMINÁRIOS

 

PROJETOS

 

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Minis-térios

 

Título:      12º, 13º e 14º CURSO PARA FORMADORES

DE SEMINÁRIOS MAIORES

E INSTITUTOS DO BRASIL Nº PD 1.5                                   

 

OBJETIVO

Capacitar os formadores para que possam responder de maneira eficaz aos desafios da formação presbiteral no contexto da realidade atual sob o horizonte das Diretrizes Gerais e da exortação apostólica "Pastores Dabo Vobis".

 

JUSTIFICATIVA

É decisão da 8ª Assembléia da OSIB a realização destes 3 cursos sobre o tema da "Questão urbana e formação presbiteral". Os formadores sentem a necessidade de uma constante atualização, qualificação e habilitação para a tarefa tão importante da Igreja, diante do fenômeno da modernidade e, nela, a missão de preparar os novos presbíteros.

 

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios e OSIB-Organização dos Seminários e Institutos do Brasil

 

PRAZO

-  25 a 30 de janeiro de 1993

-  12 a 17 de julho de 1993

-  fevereiro de 1994

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Minis-térios

 

Título:      CURSO PARA PROFESSORES

DE FILOSOFIA Nº PD 1.6                                                     

 

OBJETIVO

Proporcionar ocasião de Reflexão e formação para professores e formadores, a fim de que possam se capacitar para o ensino filosófico nos Seminários e Institutos de formação presbiteral, como período de máxima importância para os estudos teológicos.

 

JUSTIFICATIVA

No contexto da modernidade emerge com um novo vigor a reflexão filosófica e tem se tornado o período crítico do processo de formação. Em conjunto com a PUC-MG estamos oferecendo este curso de 360 horas. É necessária uma nova consciência diante dos estudos filosóficos, uma revisão dos currículos, do método e da impostação frente aos desafios que hoje se apresentam nesta área.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

-  Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte-MG

 

PRAZO

Julho de 1993

Fevereiro de 1994

Julho de 1994 e fevereiro de 1995

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: Comunitária e Paticipativa  Setor: Vocações e Minis-térios

 

Título:      2º ENCONTRO NACIONAL SOBRE

O CURSO PROPEDÊUTICO Nº PD 1.7                                   

 

OBJETIVO

Reunir os formadores que atuam no "período propedêutico" para troca de experiências, aprofundar a reflexão e, buscar critérios comuns.

 

JUSTIFICATIVA

É um processo que vai se tornando realidade na maioria das dioceses e congregações religiosas. A partir da Exortação Apostólica "Pastores Dabo Vobis" desencadeou-se uma pesquisa para posteriores encaminhamentos a partir da Santa Sé. É desejo da CNBB fortalecer este período da formação dos futuros presbíteros como um tempo de discernimento vocacional, de aprimoramento dos estudos até então realizados e preparar para a etapa do Seminário Maior.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

-  Organização dos Seminários e Institutos do Brasil.

 

PRAZO

30 de outubro e 2 de novembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título: 9ª ASSEMBLÉIA GERAL DA OSIB Nº PD 1.8               

 

OBJETIVO

Refletir sobre a "Questão urbana e formação presbiteral", definir as atividades e programações da OSIB para o próximo biênio e, eleger a nova diretoria.

 

JUSTIFICATIVA

A Assembléia Geral da OSIB é estatutária. Ela se faz necessária diante dos sempre renovados desafios que se impõem para a formação presbiteral. Este organismo presta um serviço relevante aos reitores, diretores, formadores e professores de Instruções de formação presbiteral, não sem ouvir, primeiramente, as urgências que se fazem sentir nas bases das instituições afiliadas. A decisão das tarefas mais urgentes são tomadas por votação. O tema da Assembléia Geral fecha o tema dos 3 cursos com temática similar e culmina com a publicação de um dos "Cadernos da OSIB" com o resultado da Assembléia Geral e dos cursos proferidos no biênio anterior.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

6 a 11 de julho de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      6º e 7º ENCONTRO DE BISPOS DO

SETOR SEMINÁRIOS NOS REGIONAIS

E DIRETORIA DA OSIB Nº PD 1.9                                         

 

OBJETIVO

Reunir os Bispos do Setor Seminários nos Regionais e a diretoria da OSIB para encaminhar as Diretrizes básicas da Formação Presbiteral no Brasil.

 

JUSTIFICATIVA

Na 22ª Assembléia Geral dos Bispos foram aprovadas as diretrizes básicas da formação dos presbíteros na Igreja do Brasil (Doc. 30). A partir da Diretrizes Gerais da ação pastoral da Igreja no Brasil e da Exortação "Pastores Dabo Vobis" torna-se necessária uma atualização e aprovação das Diretrizes para a formação.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

13 a 15 de setembro de 1993

Setembro de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:                                                                                    REUNIÃO DA OSIB AMPLIADA Nº PD 1.10

 

OBJETIVO

Reunir a diretoria da OSIB e representantes dos formadores dos regionais para refletir o contexto formativo e assumir, conjuntamente, as atividades da formação dos presbíteros.

 

JUSTIFICATIVA

É necessário articular o trabalho da diretoria da OSIB com os representantes dos regionais para compreender a problemática global da formação e assumir propostas conjuntas em vista das "Diretrizes básicas da formação".

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

10 a 13 de setembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      SEMINÁRIO PARA DIRETORES

ESPIRITUAIS Nº PD 1.11                                                      

 

OBJETIVO

Reunir os diretores espirituais das casas de formação para uma troca de experiência, um estudo da espiritualidade, encaminhando instrumentais para a direção espiritual dos formandos.

 

JUSTIFICATIVA

É uma preocupação dos formadores e dos responsáveis pela formação a dimensão espiritual dos formandos. A Exortação "Pastores Dabo Vobis" coloca como elemento fundamental da formação a direção espiritual. Com este seminário queremos criar uma oportunidade para capacitar os diretores espirituais para o seu ministério no acompanhamento espiritual dos formandos.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

19 a 24 de julho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      ATUALIZAÇÃO E APROVAÇÃO

DAS DIRETRIZES BÁSICAS

PARA A FORMAÇÃO Nº PD 1.12                                          

 

OBJETIVO

Atualizar as "Diretrizes Básicas" a partir das Diretrizes Gerais e da Exortação "Pastores Dabo Vobis" encaminhando à CNBB para ser aprovada na Assembléia Geral.

 

JUSTIFICATIVA

Após dez anos da aprovação das "Diretrizes Básicas" pela CNBB e "ad experimentum" pela congregação torna-se necessário uma revisão, adaptação e promulgação. Será feita uma consulta aos Seminários e Bispos para a avaliação do Doc. 30 da CNBB, constituída uma equipe de redação e uma comissão de Bispos que irão apresentar o projeto na Assembléia Geral dos Bispos em 1994.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

Atualização em 1993 e aprovação em 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      PUBLICAÇÃO DO CADASTRO GERAL

DE PROFESSORES DE SEMINÁRIOS

E INSTITUTOS FILOSÓFICO-

TEOLÓGICOS DO BRASIL Nº PD 1.13                                  

 

OBJETIVO

Publicar o cadastro de professores dos Seminários maiores e Institutos de Filosofia e Teologia proporcionando maior intercâmbio entre os centros de formação presbiteral.

 

JUSTIFICATIVA

É crescente o número de professores de Filosofia e Teologia que demandam estudos de especialização, mestrado e doutorado, tanto no país, quanto no exterior. A publicação do Cadastro de professores, indicando os estudos realizados, as disciplinas que lecionam, os endereços atualizados, em muito contribuirá para fazer frente às necessidades dos centros menos aquinhoados. Há mais tempo se pergunta e se pede por uma nova publicação, dado que a última remonta ao ano de 1981.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

1º semestre de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      A SITUAÇÃO DOS VOCACIONADOS E

 SEMINARISTAS MAIORES DO BRASIL Nº PD 1.14

 

OBJETIVO

Constatar a atual situação dos Seminaristas Maiores do Brasil, confrontando com os dados anteriores, identificando as tendências e estabelecendo as urgências, a fim de ajudar na elaboração das "Diretrizes Básicas" e na formação presbiteral nos tempos atuais.

 

JUSTIFICATIVA

Há dez anos (1982) fez-se uma significativa pesquisa junto aos seminaristas maiores do Brasil. De lá para cá houve muita evolução na sociedade, quer do ponto de vista da cultura, da religião, da política, da economia, quer da sociedade em geral. Tudo isso traz profundas influências sobre os atuais candidatos ao presbiterato. Necessário se faz identificar a real situação dos seminaristas maiores para se poder fazer frente ao desafio da formação nas sempre renovadas circunstâncias.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      8º CATÁLOGO DOS SEMINÁRIOS

DO BRASIL Nº PD 1.15                                                         

 

OBJETIVO

Atualizar os dados do Catálogo dos Seminários, Casas de Formação e Institutos de Formação Filosófico-Teológica do Brasil, subsidiando aqueles que se ocupam da formação presbiteral.

 

JUSTIFICATIVA

Será a 8ª versão do "Catálogo dos Seminários do Brasil". A publicação acontece de dois em dois anos. Esta se impõe devido à rápida alteração dos dados referentes às Instituições de formação presbiteral. Por meio deste instrumento é fácil perceber a tendência numérica dos candidatos ao presbiterato, a situação das instituições que os preparam, bem como a transitoriedade dos responsáveis pelas mesmas.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  OSIB

 

PRAZO

1993/1994

 

3. DIÁCONOS

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      SEMINÁRIO DE ASSESSORES QUE

ACOMPANHAM DIÁCONOS Nº PD 1.16

 

OBJETIVO

Reunir os assessores que acompanham o ministério diaconal para discutir critérios comuns da formação dos diáconos e currículo das escolas diaconais.

 

JUSTIFICATIVA

É urgente a compreensão do ministério diaconal no conjunto dos ministérios ordenados, aprofundar a teologia do diaconato e propor pistas comuns a partir das orientações das "Diretrizes Gerais" e da Exortação "Pastores Dabo Vobis".

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CND - Comissão Nacional de Diáconos

 

PRAZO

25 a 27 de junho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      1º e 2º CURSO DE RECICLAGEM

PARA DIÁCONOS Nº PD 1.17

 

OBJETIVO

Capacitar os diáconos, juntamente com suas esposas, para o ministério da diaconia na família, na comunidade e na sociedade.

 

JUSTIFICATIVA

Com o aumento quantitativo e qualitativo dos diáconos no Brasil é necessária a formação permanente, situando-os no conjunto do ministério ordenado e capacitando-os para o exercício eficaz da diaconia.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CND - Comissão Nacional de Diáconos.

 

PRAZO

4 a 10 de julho de 1993

1ª semana de julho de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:                                                                                    CONGRESSO NACIONAL DE DIÁCONOS

   Nº PD 1.18

 

OBJETIVO

Reunir os Diáconos do Brasil, juntamente com seus familiares, organizando um Congresso Nacional.

 

JUSTIFICATIVA

É de fundamental importância reunir os diáconos em congresso para criar uma consciência eclesial e celebrar a sua caminhada como diaconia à Igreja e ao mundo.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CND-Comissão Nacional de Diáconos

 

PRAZO

1ª semana de fevereiro de 1994

 

4. PRESBÍTEROS

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:                                                                                    CNC-AMPLIADA Nº PD 1.19

 

OBJETIVO

Revisar os encaminhamentos do 4º ENP, preparar o 5º ENP e aprofundar Santo Domingo em vista do ministério presbiteral.

 

JUSTIFICATIVA

A CNC-AMPLIADA é composta da Comissão Nacional do Clero, os presidentes das CRPs e mais dois representantes por regional. Ela é convocada para co-responsavelmente dar os encaminhamentos aos ENPs e atender às necessidades dos presbíteros em geral.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CNC - Comissão Nacional do Clero.

 

PRAZO

16 a 19 de fevereiro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      ANO SABÁTICO PARA PRESBÍTEROS

DIOCESANOS Nº PD 1.20

 

OBJETIVO

Proporcionar a presbíteros diocesanos um tempo significativo de reflexão, oração, partilha de experiências, vida comunitária, descanso etc... que lhes dê oportunidade de poderem ressituar-se diante da vida e buscar novas motivações para a continuidade do ministério presbiteral.

 

JUSTIFICATIVA

No Brasil não se oferece, a presbíteros diocesanos, oportunidade mais prolongada de uma parada de avaliação, descanso, estudos, oração, vida comunitária. As opções são muito individualizadas. Há mais tempo existe uma solicitação de muitas partes, pedindo que a CNBB ofereça esta chance. O "ano sabático" visa um encontro consigo mesmo, com os colegas, em vida comunitária, e a busca de uma espiritualidade mais condizente com o todo da vida do presbítero. A duração é de 3 a 4 meses.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CNC - Comissão Nacional do Clero.

 

PRAZO

26 de abril a 23 de julho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      SEMINÁRIO PARA PREGADORES

DE RETIRO Nº PD 1.21

 

OBJETIVO

Convidar Bispos e padres que pregam retiro para o clero para avaliar a situação espiritual dos padres, para troca de experiências com uma avaliação crítico-teológica e aprofundar formas de oração, interiorização, experiência de Deus e acompanhamento personalizado.

 

JUSTIFICATIVA

A dimensão espiritual está sendo retomada com um novo empenho eclesial. Foi feito um levantamento com os Bispos a respeito dos pregadores de retiro, a maneira como realizam os retiros nas dioceses e sugestões para melhorar esta dimensão da vida do presbítero. A partir desse levantamento foi feita uma reunião com alguns pregadores de retiro e foi sugerido um seminário para pregadores de retiro com uma presença de 25 participantes e 5 assessores.

 

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios

 

PRAZO

2º semestre de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      5º ENP - ENCONTRO NACIONAL

DE PRESBÍTEROS Nº PD 1.22

 

OBJETIVO

Reunir presbíteros representantes de todas as dioceses do Brasil para refletir sobre uma temática relacionada aos presbíteros, a fim de compreender os desafios da realidade, apontar pistas pastorais, situar o ministério do presbítero, de modo a estimular sua realização pessoal e promover instrumentos para apoiar a vida e ministérios dos presbíteros.

 

JUSTIFICATIVA

Os ENPs acontecem de dois em dois anos. Participam além da CNC, responsável pelo evento e acompanhamento direto do Setor Vocações e Ministérios da CNBB, delegados eleitos pelos respectivos presbíteros, assessores e convidados de vários organismos como OSIB, CND, CRB, CNL, e ainda os Bispos que acompanham as CRCs (Comissões Regionais do Clero). Os ENPs tem trazido muita riqueza para os presbíteros do Brasil, porque a preparação e o resultado dos ENPs ressoa, nos níveis regionais e diocesanos, em encontros subseqüentes. Constitui-se numa verdadeira oportunidade de formação permanente.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CNC - Comissão Nacional do Clero.

 

PRAZO

4 a 9 de fevereiro de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      CURSOS REGIONAIS DE FORMAÇÃO

PERMANENTE Nº PD 1.23

 

OBJETIVO

Apoiar com assessoria e recursos econômicos, os cursos regionais de formação permanente dos presbíteros, para possibilitar uma multiplicidade de opções e uma maior participação dos presbíteros daquela área.

 

JUSTIFICATIVA

Os tempos atuais estão a exigir uma radical e profunda formação permanente dos presbíteros, que atinja o seu ser pessoal, a sua espiritualidade, o todo de sua ação pastoral, bem como os seus múltiplos relacionamentos, quer com o seu bispo diocesano, seus irmãos no presbitério, quer com os religiosos e leigos. Os 4 cursos a nível nacional cumpriram a sua missão de animar os regionais a realizarem os seus cursos. Queremos apoiar a cada ano uns 3 a 4 cursos regionais, para que a formação permanente seja concretizada em vista dos apelos das "Diretrizes Gerais" (Cap.V) e da "Pastores Dabo Vobis" (Cap.VI).

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Vocações e Ministérios

-  CRC - Comissão Regional do Clero

 

PRAZO

Cada ano 3 a 4 cursos regionais

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      REUNIÃO DA EQUIPE DE FORMAÇÃO

PERMANENTE Nº PD 1.24

 

OBJETIVO

Reunir a equipe que acompanha a formação permanente dos presbíteros para avaliar o processo e planejar conjuntamente os projetos e atividades para esta dimensão.

 

JUSTIFICATIVA

É importante reunir os responsáveis, os organismos e setores que acompanham a formação permanente; tendo em vista responder aos apelos dos próprios presbíteros e das orientações da Igreja universal e local.

 

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios

 

PRAZO

1º semestre de 1994

 

5. BISPOS

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:                                                                                    6º e 7º CURSO DE NOVOS BISPOS Nº PD 1.25

 

OBJETIVO

Proporcionar aos novos Bispos, já no início do seu ministério, contatos com a CNBB, refletir sobre a teologia do ministério episcopal, inteirar-se do Código de Direito Canônico, a fim de assumir colegialmente a missão de pastores.

 

JUSTIFICATIVA

Os cursos de novos Bispos já se tornaram um valor adquirido no processo de formação permanente dos Bispos. É uma contribuição aos presbíteros que são nomeados Bispos, que além do ministério diário que os capacita a serem Bispos, tem a oportunidade de se encontrar com colegas que estão vivenciando a mesma experiência, e poderem assim ampliar o horizonte de compreensão do seu ministério com os vários contatos que fazem com a CNBB, sua história e sua missão serviços que oferece, contatos com a Secretaria Geral e com a assessoria e a Nunciatura, bem como a compreensão do seu ministério a partir da Eclesiologia e do Código de Direito Canônico.

 

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios

 

PRAZO

4 a 9 de março de 1993

Fevereiro/março de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Vocações e Ministérios

 

Título:      3º e 4º CURSO DE FORMAÇÃO

PERMANENTE PARA BISPOS Nº PD 1.26

 

OBJETIVO

Criar condições e oportunidades de reflexão, partilha, para melhor compreender a tarefa de animação da Evangelização nas Igrejas particulares.

 

JUSTIFICATIVA

É acolhida com muita alegria a proposta da "Pastores Dabo Vobis" de a formação permanente se estender também aos Bispos. Pelo fato de mudarem as circunstâncias atuais em que os Bispos exercem o seu ministério de animação, coordenação e governo da Igreja, torna-se necessário o constante "Aggiornamento". Diante disto está se encaminhando estes cursos sob a ótica das "Diretrizes Gerais" e de "Santo Domingo".

 

RESPONSÁVEL

Setor Vocações e Ministérios

 

PRAZO

14 a 18 de junho de 1993

Junho/agosto de 1994

 

LEIGOS

 

O Sínodo sobre a Vocação e Missão do leigo na Igreja e no mundo - (1987) - há vinte anos do Concílio Vaticano II - não só despertou para a valorização do cristão leigo na corresponsabilidade eclesial como ajudou a aprofundar sua dimensão teológica. A exortação pós-sinodal do Papa João Paulo II, Christifideles laici, (dez. 1988), consolidou os princípios fundamentais para a ação do leigo na Igreja e como Igreja no mundo. Acentua a definição positiva do cristão leigo "não só pertencem à Igreja, mas são a Igreja", mostra as novidades pós-conciliares e a sua responsabilidade na Igreja-Missão: evangelização a serviço da pessoa e da sociedade. É que em seus serviços e funções próprias, assumindo os ministérios que lhes cabem na Igreja, os leigos são marcados pela "índole secular", na animação da ordem temporal. Para concretizar esta missão, a "Christifideles Laici" valoriza, de modo especial, as formas associativas de leigos.

No Brasil, o clima do Sínodo criou maior dinâmica dos leigos que se organizam, cada vez mais, em Conselhos diocesanos e regionais. O Conselho Nacional dos Leigos (CNL) toma novas formas, ocupa novos espaços na animação dos seus membros: das Pastorais específicas, dos Movimentos, das Comunidades Eclesiais de Base, das associações...

Entre as constantes, neste período, destacam-se a necessidade de formação em todos os níveis, sede de espiritualidade/mística, desejo de engajamento no campo dos sindicatos, da política, dos movimentos populares... E, ainda, a mulher busca assumir sua missão na Igreja de maneira mais consciente e mais profunda.

As novas Diretrizes da ação Pastoral da Igreja no Brasil (1991-94) salientam os cristãos leigos como sujeitos privilegiados da nova Evangelização apesar da tradição clerical da nossa Igreja.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Colaborar com os leigos no aprofundamento da compreensão da vivência de sua vocação e missão como cristãos na Igreja do Brasil.

 

-  Continuar os esforços empreendidos para que os leigos assumam seu papel na Igreja e se articulem em nível diocesano/regional e estejam presentes nas instâncias pastorais correspondentes.

 

-  Estimular o engajamento dos cristãos leigos nas várias organizações da sociedade civil, como fermento do Evangelho e corresponsabilidade pela construção de um país humano e solidário.

 

-  Oferecer condições ao Conselho Nacional dos Leigos (CNL) para melhor exercer sua missão de animação, organização e formação dos cristãos leigos, a serviço da evangelização do povo brasileiro.

 

-  Aprofundar a espiritualidade dos cristãos leigos, de modo especial na relação fé-vida, contemplação-compromisso transformador.

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Leigos

 

Título:      ENCONTRO DOS BISPOS

QUE ACOMPANHAM OS LEIGOS

NOS REGIONAIS DA CNBB Nº PD 1.27

 

OBJETIVO

Aprofundar o "status" teológico do Conselho Diocesano de Leigos na Igreja Particular e propor subsídios para as dioceses.

 

JUSTIFICATIVA

A Organização dos leigos tem sido incentivada na Igreja como instrumento de Formação dos leigos, como expressão coletiva dos cristãos leigos. Todos os últimos Documentos da Igreja mostram sua importância: Christifideles Laici, Diretrizes da Igreja no Brasil, Documento de Santo Domingo. A Organização dos Leigos em nível nacional e regional tem, cada vez mais, exigido o nível diocesano.

Por isso, nos propomos ouvir experiências de Conselhos Diocesanos já em funcionamento, aprofundá-las à luz da Eclesiologia e propor pistas/subsídios para as dioceses.

 

RESPONSÁVEL

Setor Leigos da CNBB

Conselho Nacional dos leigos.

 

PRAZO

mês de julho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Leigos

 

Título:                                                                                    FORMAÇÃO DOS LEIGOS Nº PD 1.28

 

OBJETIVO

Oferecer aos cristãos leigos da Igreja Católica no Brasil as devidas condições para se capacitar através de uma formação mais sólida para assumir de forma consciente o compromisso batismal.

 

JUSTIFICATIVA

A formação se propõe não só oferecer elementos para amadurecer a consciência eclesial mas também proporcionar condições para uma ação missionária mais conseqüente.

O Santo Padre na Christifideles Laici diz: "A formação dos fiéis deverá figurar entre as prioridades da diocese e ser colocada nos programas de ação pastoral de modo que todos os esforços das comunidades (sacerdotes, clérigos e religiosos) possam convergir para este fim" (nº 57).

A questão da Formação dos Leigos na Igreja do Brasil tem se tornado um clamor da hierarquia e do laicato. Tem se tornado prioridade nas Diretrizes da Igreja no Brasil, no Documento de Santo Domingo, como Sujeitos privilegiados, como Protagonistas da Evangelização.

 

SISTEMÁTICA

Em três níveis:

-  Um Seminário sobre conteúdo, metodologia da Formação dos Leigos, levando em consideração experiências já em curso.

-  Encontro de um grupo de estudos para elaborar os subsídios.

-  Implantação nas dioceses.

 

RESPONSÁVEL

Setor Leigos da CNBB

Conselho Nacional dos leigos.

 

PRAZO

Seminário - 15 a 18 de abril de 1993

Grupo de elaboração subsídios - maio de 1993

Implantação - 2º semestre de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa — Setor: Leigos

 

Título:      ENCONTRO DE CRISTÃOS LEIGOS

ENGAJADOS NA POLÍTICA Nº PD 1.29

 

OBJETIVO

Aprofundar a participação dos cristãos leigos no compromisso político: a formação da consciência política e sua missão em cargos eletivos (Senador, Deputado, Prefeito, Vereador...).

 

JUSTIFICATIVA

A missão do cristão leigo, como Igreja, tem como característica específica a construção de um mundo conforme o Plano de Deus.

No Brasil, são muitos os cristãos que tentam relacionar fé-política, como forma sublime de concretizar a "caridade cristã". O ano de 1994 traz um apelo especial para a consciência dos cristãos: eleição do novo Presidente.

 

RESPONSÁVEL

Setor Leigos da CNBB

CNL e IBRADES

 

PRAZO

1º semestre de 1994

 

 

   SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA

 

   1. CEBs

 

   As CEBs podem ajudar, também, a descentralizar e articular melhor a ação pastoral da Igreja local. Radicadas nos ambientes simples, sejam elas fermento de vida cristã e de transformação da sociedade. Sejam instrumento de evangelização e primeiro anúncio, fonte de novos ministérios e, animadas pela caridade de Cristo, cooperem para a superação das divisões.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Manter contato com os Regionais; participar de encontros sobre temas relacionados com CEBs; assessorar encontros.

 

-  Acompanhar os Encontros Regionais sobre CEBs; acompanhar os Encontros Intereclesiais (preparação e realização).

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária Participativa  Setor: Estruturas de Igreja

 

Título:      PESQUISA - COMUNIDADES DE BASE:

QUANTAS, COMO SÃO, ONDE ESTÃO?

Nº PD 1.30

 

OBJETIVO

Sabe-se que as CEBs existem, conhece-se muito sobre as mesmas, mas não se sabe, com certeza, o que são e nem quantas são. O projeto de pesquisa tem a finalidade de preencher este vazio e estabelecer um novo patamar de conhecimento sobre o assunto.

 

JUSTIFICATIVA

Alimentar o trabalho pastoral e a reflexão sobre as CEBs com dados rigorosamente obtidos e processados através de método de pesquisa fidedignos.

 

RESPONSÁVEL

-  CERIS - ISER

 

PRAZO

1993/1994

 

   2. PASTORAL URBANA

 

   A complexidade e os contrastes da modernidade revelam-se, antes de tudo, no MEIO URBANO, exigindo urgente esforço para pensar e criar uma pastoral adequada ao contexto atual das cidades.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Valorização da pessoa e da experiência subjetiva e pessoal da fé.

 

-  Presença mais significativa da Igreja na Sociedade.

 

-  Vocações e Missão dos Leigos e dos Presbíteros na cidade.

 

-  Planificação pastoral para maior articulação entre as atividades pastorais.

 

-  Trocar experiências, organizar e desenvolver uma pastoral própria de cidade, seus conflitos, sua dinâmica cultural, os valores da modernidade nela presentes, a necessidade de escutar melhor sua realidade através de seus elementos mais significativos.

 

-  Pesquisar, estudar e difundir experiências em busca de uma Pastoral Urbana; apoiar, acompanhar e difundir encontros, seminários sobre as experiências de pastoral sob o enfoque do urbano.

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Pastoral Urbana

 

Título:                                                                                    A MISSÃO DA IGREJA NA CIDADE Nº PD 1.31

 

OBJETIVO

Refletir sobre a missão evangelizadora da Igreja e o papel das estruturas pastorais na realidade complexa do mundo urbano de hoje, dando continuidade ao seminário de setembro de 1992 sobre "Presença e Organização da Igreja na Cidade".

Ampliar os participantes no intuito de oferecer um espaço às Igrejas particulares para um debate sobre as próprias experiências de pastoral na cidade.

 

PARTICIPANTES

Representantes das coordenações pastorais das arquidioceses em questão e de pessoas de outras Igrejas e assessores a serem convidados.

 

RESPONSÁVEIS

Representantes das coordenações pastorais das arquidioceses em questão e de pessoas de outras Igrejas e assessores a serem convidados.

 

PRAZO/PERIODO

14 a 16 de setembro de 1993, Belo Horizonte

 

 

PROJETOS

Dimensão: Comunitária e Participativa  Setor: Pastoral Urbana

 

Título:                                                                                    PASTORAL URBANA Nº PD 1.32

 

OBJETIVO

Rever a presença e organização da Igreja na cidade.

 

JUSTIFICATIVA

O processo de modernização é complexo e se manifesta mais claramente nas transformações técnicas, econômicas e políticas, trazendo uma nova visão do homem e da sociedade. A sociedade moderna difere da tradicional. A Igreja deverá rever e criar novas estruturas eclesiais, valorizar e articular as pastorais, criando mecanismos de comunhão e participação para anunciar o Evangelho na cidade.

Para isso: elaborar e fornecer, aos Regionais da CNBB, subsídios para estudo e troca de experiências sobre:

 

-  Subjetividade e experiência religiosa;

-  Pluralismo cultural;

-  Pluralismo religioso;

-  A Igreja na cidade; paróquia x comunidades x pastorais x subjetividade x evangelização x urbano x culturas x pluralismo religioso x ética social.

 

RESPONSÁVEL

-  Setor Estruturas de Igreja

-  Pastoral Urbana

 

PRAZO

1993/1994

 

PROGRAMA 2 - DIMENSÃO MISSIONÁRIA (PD-2)

 

A comunhão exige a missão como seu dinamismo essencial. A Igreja, que se percebe como comunidade de fé, é impelida naturalmente a continuar a missão de Jesus que a convocou, constituiu e enviou. Ela é chamada a assumir ativamente, em todos os seus membros, a mesma missão de Cristo, proclamando o Reino de Deus e testemunhando o Evangelho em todo tempo e lugar, em todas as épocas e nações, reconhecendo a riqueza evangélica das diferentes culturas.

A dimensão missionária exprime, pois, um aspecto particular da única e abrangente missão da Igreja, correspondente à primeira evangelização, para despertar a fé nos não-cristãos, integrando novos membros em sua comunhão visível.

No âmbito da única missão da Igreja, a Dimensão Missionária caracteriza-se como atividade missionária específica, cuja peculiaridade deriva do fato de se orientar para não-cristãos: a missão "ad gentes". Esta tarefa especificamente missionária, que Jesus confiou e continua a confiar à sua Igreja, não deve se tornar uma realidade diluída na missão global de todo o Povo de Deus, ficando desse modo descurada ou esquecida (cf. RM 33-34).

A conclamação do Objetivo Geral da Ação pastoral da Igreja no Brasil 1991-1994 para um "renovado ardor missionário" e para uma especial atenção "às diferentes culturas" reafirma a proclamação da "Chegada da HORA MISSIONÁRIA" da Igreja no Brasil feita pelos Bispos na Assembléia Geral de 1988 (cf. Igreja: Comunhão e Missão, Doc 40, 114).

A Igreja no Brasil, nos últimos anos, tem manifestado seu dinamismo por um novo ardor missionário "ad gentes", não apenas se preocupando com as situações missionárias presentes no país, mas ampliando seu horizonte missionário para "além-fronteiras".

O mundo precisa de uma nova evangelização. E não pode haver uma Nova Evangelização, sem projetar-se até o mundo não-cristão (Santo Domingo 125). O renovado ardor missionário exige que a pregação do Evangelho responda aos novos anseios do povo, no contexto de uma sociedade marcada por rápidas e profundas mudanças.

O renovado ardor missionário exige ainda dos evangelizadores uma nova disposição que leve a romper com as acomodações e a rotina na ação missionária. Superando a mera atitude de espera, é preciso ir, com coragem evangélica, às pessoas, grupos e ambientes onde o nome de Jesus não foi ainda proclamado ou onde sua ressonância perdeu o vigor.

A Dimensão Missionária deve sempre enfrentar o constante desafio da inculturação da fé, procurando encarnar o Evangelho nas culturas dos povos.

Os permanentes apelos da realidade e os convites para a missão encontram por parte do evangelizador e da comunidade eclesial uma resposta ativa e de serviço, pessoal e comunitária; uma atitude de escuta e de seguimento de Jesus anunciando e testemunhando sua ressurreição (cf. At 1,21-26) para construir o Reino.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

A Dimensão Missionária para suas atividades permanentes e projetos fundamenta-se nas Diretrizes Gerais e tem presente, as "Prioridades e Compromissos" do IV Congresso Missionário Latino-Americano, COMLA IV, sob os aspectos de ANIMAÇÃO, FORMAÇÃO e ORGANIZAÇÃO.

 

       1.     Animação missionária

 

Promover a animação missionária de todo o Povo de Deus na América Latina e de cada um de seus setores, para que se sintam cada vez mais comprometidos com a missão "ad gentes", dentro e fora do Continente.

 

       2.     Formação missionária

 

Pôr decididamente em prática os processos formativos e os meios necessários, para que os jovens e adultos, que recebem o dom da vocação missionária, disponham da capacidade adequada para realizar com aptidão, criatividade e convicção apostólica.

 

       3.     Organização missionária

 

Coordenar os recursos humanos e materiais que fortaleçam os processos de animação, formação, envio, acompanhamento e regresso dos missionários latino-americanos.

 

-  Promover a animação de todo o Povo de Deus, para que como batizado, se sinta cada vez mais comprometido com a missão dentro e fora do país.

 

-  Criar, apoiar e acompanhar os organismos de animação missionária nas Paróquias, Dioceses e Regionais. Para isto, participar de assembléias, encontros, preparar subsídios de formação missionária.

 

-  Cultivar a espiritualidade missionária que se exprime no viver em plena docilidade ao Espírito, na comunhão íntima com Cristo, no amor à Igreja e na caridade apostólica (cf. RMi 87-91). "Quem tem espírito missionário sente o ardor de Cristo pelas almas e ama a Igreja como Cristo a amou" (RM 89).

 

-  Definir melhor o perfil do animador missionário, inserido na Pastoral Orgânica.

 

-  Promover e realizar cursos e encontros de estudo e reflexão teológico-missionária, e de formação missionária interna e além-fronteiras.

 

-  Motivar os formadores dos candidatos ao sacerdócio e vida religiosa para que desde a formação inicial a Dimensão Missionária seja parte integrante no processo formativo.

 

-  Incentivar os presbíteros, religiosos e religiosas e leigos a participarem de cursos e seminários de MISSIOLOGIA.

 

-  Levar ao reconhecimento e ao respeito do valor das diferentes culturas para que haja uma evangelização inculturada.

 

-  Revitalizar, dinamizar e acompanhar o Programa Igrejas Irmãs, como instrumento de sensibilização, solidariedade e colaboração mútua entre as Igrejas.

 

-  Incentivar os COMIREs e COMIDIs a assumirem corresponsavelmente o "Projeto Missão Além-Fronteiras" e estimular a celebração do ENVIO MISSIONÁRIO como festa e compromisso de toda a Igreja local.

 

-  Manter intercâmbio com os missionários brasileiros que atuam em outros países, acolhê-los no seu retorno ao Brasil e valorizar a sua experiência missionária de além-fronteiras para conscientização e animação missionária.

 

-  Articular e acompanhar os grupos de missionários leigos na sua organização, formação e iniciativas missioná-rias, para que respondam à sua vocação específica.

 

-  Apoiar o Conselho Missionário Nacional - COMINA (Organismo anexo à CNBB, na realização de seus objetivos específicos, como espaço de encontro e diálogo de todas as forças missionárias, para tornar a Igreja local, sujeito da missão).

 

-  Promover, em conjunto com o COMINA, encontros dos Organismos e Instituições Missionários.

 

-  Acompanhar e apoiar o Centro Cultural Missionário - CCM (Organismo anexo a CNBB, que se ocupa com animação e formação missionária). Desenvolve suas atividades através dos Departamentos (CENFI, SCAI e CAEM), em especial nos cursos de formação e de inculturação dos missionários que chegam e dos que partem para além-fronteiras.

 

-  Utilizar de forma eficaz e contínua, a serviço da missão, os diferentes meios de comunicação social.

 

-  Participar de atividades ligadas a situações missionárias específicas: índios, negros, assentamentos de trabalhadores rurais etc.

 

-  Realizar, junto com as Pontifícias Obras Missionárias, a

Campanha Missionária do Mês de Outubro, como uma jornada de fé, festa de catolicidade e solidariedade em favor da missão universal da Igreja. Atender os objetivos permanentes da Campanha - compromisso de todos para com as missões, orações e sacrifícios, promoção das vocações missionárias, organização e ofertas - e aprofundar a força evangelizadora desta Campanha comum da ação pastoral.

 

-  Celebrar igualmente o "Dia Mundial das Missões" no penúltimo domingo de outubro. Este dia, "Orientado à sensibilização para o problema missionário, mas também para a coleta de fundos, constitui um momento importante na vida da Igreja, porque ensina como se deve dar o  contributo: Na  celebração  eucarística, ou seja, como oferta a Deus, e PARA todas as missões do mundo" (RMi 81).

 

 

PROJETOS

Dimensão: Missionária

 

Título:                                                                                    ANIMAÇÃO E AÇÃO MISSIONÁRIA Nº PD 2.1

 

OBJETIVO

Dinamizar, criar e acompanhar os Conselhos Missionários Regionais (COMIREs) para que a Dimensão Missionária ilumine toda a pastoral das Igrejas particulares - sujeito da missão - e se "organizem como Igreja missionária".

 

JUSTIFICATIVA

A ANIMAÇÃO missionária da Igreja no Brasil é o primeiro objetivo da Dimensão Missionária, Linha 2 da CNBB.

Apoiar e acompanhar os COMIREs, promover a criação, onde ainda não existem, para que estes animem missionariamente as Igrejas particulares, formem pessoas e criem os Conselhos Missionários Diocesanos (COMIDIs) ou Equipes de Animação Missionária, (cf. Doc. 40,124).

A ORGANIZAÇÃO missionária regional contribui para concretizar a comunhão e a participação; garante a presença da Dimensão Missionária nos planos pastorais e insere a animação missionária na ação pastoral, em todos os níveis.

Esta prioridade, exige a FORMAÇÃO de pessoas que testemunhem a missionariedade da Igreja e planejem ações concretas para que todo o Povo de Deus tome consciência de sua vocação missionária.

A comunicação, articulação, visitas e participação nos encontros, assembléias regionais, são formas e meios para atingir o objetivo do projeto.

 

RESPONSÁVEL

CNBB/L2 Nacional e Regional

COMINA e POM

 

PRAZO

1993 e 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Missionária

 

Título:                                                                                    MISSÃO ALÉM-FRONTEIRAS Nº PD 2.2

 

OBJETIVO

Conclamar as Igrejas particulares para a "HORA MISSIONÁRIA", dando da sua pobreza e assumindo corresponsavelmente o Projeto Missão Além-Fronteiras, através de projetos concretos regionais e diocesanos.

 

JUSTIFICATIVA

"Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova"... (Mc 16,15 e Mt 28:19) é o mandato de Jesus.

"Como anunciar se ninguém foi enviado?..." (Rm 10,15)

Anunciar o Evangelho é uma necessidade que se me impõe... "Ai de mim se não evangelizar" (1Cor 9,16).

Cada Igreja particular é corresponsável pela Igreja inteira e por sua missão de evangelização dos povos. A missão "ad gentes" não é algo facultativo para a Igreja local, mas é parte constitutiva de sua vida e ação (cf. Igreja: Comunhão e Missão - Doc. 40, 117).

"A maturidade de uma Igreja local é fortalecida na medida em que ela se abre a outros horizontes e contextos eclesiais, sociais e culturais, assumindo corresponsavelmente, o mandato do Senhor de evangelizar todos os povos" (Igreja: Comunhão e Missão, Doc. 40,118).

"A riqueza de nossa fé nos obriga a compartilhá-la, mediante o testemunho e a proclamação, com aqueles que ainda não receberam a Boa Nova de Jesus, o Salvador do mundo" (COMLA IV).

Os Bispos, como membros do colégio episcopal e como pastores das Igrejas particulares, são diretamente responsáveis pela Evangelização do mundo (cf. RMi 66) e, concretamente, assumindo o Projeto Missão Além-Fronteiras, regional e/ou diocesano.

Os presbíteros, colaboradores do Bispo, integrem, juntamente com religiosas e leigos, estas equipes.

 

RESPONSÁVEL

CNBB/L2 - Coordenação do Projeto

POM - CCM

 

PRAZO

1993 e 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Missionária

 

Título:      V CONGRESSO MISSIONÁRIO

LATINO-AMERICANO Nº PD 2.3

 

OBJETIVO

Preparar e realizar o V Congresso Missionário Latino-Americano (COMLA V) envolvendo as Igrejas particulares e Forças missionárias, para que vivam esta "Hora da Graça", reforçando NOVA caminhada missionária da Igreja do Brasil e da América Latina.

 

JUSTIFICATIVA

A finalidade dos COMLAs é a "coordenação dos esforços em nível continental, a fim de animar as Igrejas locais, na América Latina, a assumirem sua responsabilidade missionária na tarefa da evangelização dos povos".

O V Congresso Missionário Latino-Americano, assumido pela Igreja do Brasil, realizar-se-á em Belo Horizonte. A preparação e realização requer a participação corresponsável das Instituições eclesiais, Organismos e Forças missionários, envolvendo todo o Povo de Deus, para concretizar o "renovado ardor missionário" na Igreja do Brasil e América Latina.

Esta preparação, em todos os níveis, é a garantia do êxito do COMLA V, através de:

 

-  organização e formação de equipes

-  estudo e reflexão do Texto-Base e subsídios

-  realização de congressos missionários regionais e diocesanos

-  celebração de um Ano Missionário (Pentecostes/94 a julho/95)

-  seminários, encontros de estudo nos diversos setores e categorias eclesiais

-  empenho renovado de todos na Campanha Missionária

 

Em nível latino-americano:

 

-  formação de equipes de reflexão e articulação

-  encontros dos responsáveis da Dimensão Missionária das Conferências Episcopais e Pontifícias Obras Missionárias.

 

RESPONSÁVEL

CNBB/L2 - POM - COMINA - COMIRES - COMIDIS - Arquidiocese de Belo Horizonte - CRB

 

PRAZO

Preparação: 1993 e 1994

Realização: 18 a 23 de julho de 1995 em Belo Horizonte - MG

 

 

PROJETOS

Dimensão: Missionária

 

Título:                                                                                    GRUPOS DE LEIGOS MISSIONÁRIOS Nº PD 2.4

 

OBJETIVO

Articular os diversos grupos de leigos missionários, apoiando-os na formação para a descoberta de sua identidade específica e o crescimento na vocação de leigo cristão-missionário.

 

JUSTIFICATIVA

CHAMADOS E ENVIDADOS! "Ide vós também para a minha vinha" (Mt 20,4)

A articulação de pessoas e organismos na atividade pastoral é uma exigência que se manifesta: na prática da planificação pastoral, nas instituições e organismos de reflexão e avaliação e nos encontros de comunicação e experiências. (cf. Diretrizes - Doc. 45, nº 287).

Para o leigo viver sua vocação cristã e assumir sua missão, quer na Igreja, quer na sociedade, faz-se necessária uma formação integral e unitária. (cf. Diretrizes, Doc. 45, nº 259; cf. L. 59-60).

"Todos os cristãos são chamados a viver a dimensão missionária de sua fé. Muitos desejam testemunhar a própria fé, consagrando-se, igualmente à missão dentro e fora do Brasil e constituem, assim, um desafio à criatividade e organização missionária das Igrejas" (Igreja: Comunhão e Missão, Doc. 40, nº 129).

Incentivar e apoiar a equipe de articulação, para estabelecer e agilizar a comunicação entre os grupos de Leigos missionários existentes e outros que surgirão.

Propiciar a participação em cursos de formação missionária nas diversas etapas e níveis.

Incentivar encontros de estudo e reflexão em conjunto com o Conselho Nacional de Leigos e Setor Leigos da L1 - CNBB para a busca de identidades.

 

RESPONSÁVEL

CNBB/L2 - COMINA

POM - CNBB/L1 - Setor Leigos e CNL

 

PRAZO

1993 - 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Missionária

 

Título:      DIMENSÃO MISSIONÁRIA NO

PROCESSO FORMATIVO Nº PD 2.5

 

OBJETIVO

Inserir a Dimensão Missionária no processo formativo inicial dos seminários e casas de formação, para preparar os futuros presbíteros, religiosas e religiosos disponíveis além fronteiras.

 

JUSTIFICATIVA

O presbítero é ordenado para "uma vastíssima e universal missão até os confins da terra e participa da mesma amplitude universal confiada aos Apóstolos por Cristo" (PO 10, cf. RMi 67).

Os religiosos e religiosas, "graças à sua consagração religiosa, são por excelência voluntários e livres para deixar tudo e ir anunciar o Evangelho até as extremidades da terra" (EN 69, cf. Diretrizes, 283).

"O ensino teológico não pode nem deve prescindir da missão universal da Igreja, do ecumenismo, do estudo das grandes religiões e da MISSIOLOGIA. Recomendo que, sobretudo nos seminários e casas de formação para religiosos e religiosas, se faça tal estudo" (RMi 83).

"A formação não se restrinja às exigências da Igreja local, mas prepare os futuros presbíteros, com espírito missionário, para o serviço de outras Igrejas locais." (Formação de Presbíteros na Igreja do Brasil Doc. 30, 205).

Participar nos encontros de presbíteros, religiosas e religiosos, formandos(as) e formadores(as) promovidos pelas dimensões e áreas de interesse (CRB, CNBB/L1 - Setor Ministérios, OSIB, CNC).

 

RESPONSÁVEL

CNBB/L2

CNBB/L1 - Setor Ministérios - CRB

 

PRAZO

1993 -1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Missionária

 

Título:                                                                                    PROGRAMA IGREJAS-IRMÃS Nº PD 2.6

 

OBJETIVO

Atualizar o panorama da realidade pastoral e missionária das dioceses e prelazias, despertando a sensibilidade apostólica para os diversos apelos e urgentes necessidades, num renovado testemunho de comunhão intereclesial, na dimensão fraterna do dar e receber.

 

JUSTIFICATIVA

Conhecemos a generosidade de Jesus Cristo. Ele, embora sendo rico, tornou-se pobre por causa de todos, e com sua pobreza, enriqueceu a todos. (cf. 2Cor 8,9)

Após 20 anos da criação e implantação do Programa Igrejas-Irmãs, é preciso atualizar o panorama da realidade sócio-político-econômica-religiosa-pastoral e missionária, para sensibilizar e suscitar novos projetos, entre Igrejas, diante dos apelos, desafios e necessidades urgentes.

Testemunhar a intercomunhão eclesial e a solidariedade fraterna, através de uma distribuição eqüitativa dos agentes pastorais e recursos financeiros.

Contactar entidades e organismos que dispõem de informações e dados atualizados da realidade (CERIS, CIMI, SPM, CARITAS).

 

RESPONSÁVEL

CNBB/L2 - COMINA e COMIREs.

 

PRAZO

1993 e 1994

 

 

CENTRO CULTURAL MISSIONÁRIO - CCM

 

   O CENTRO CULTURAL MISSIONÁRIO, situado em Brasília, DF, é um organismo anexo à CNBB que se ocupa especificamente da área missionária da Igreja no Brasil.

   O CCM é constituído pelos departamentos CAEM, SCAI e CENFI.

   SCAI: Serviço de Colaboração Apostólica Internacional - presta assistência jurídica aos missionários estrangeiros na obtenção de visto de entrada, prorrogação e permanência legal no Brasil, como também, orienta e presta assistência a brasileiros que saem para a missão em outros países.

   CENFI: Centro de Formação Intercultural - criado em 1960 em Anápolis, GO, transferido depois para Petrópolis, RJ, depois para São Paulo, SP, em seguida para o Rio de Janeiro, RJ, e finalmente, em 1979, para Brasília, DF.

   Realiza a importante tarefa de formação dos missionários estrangeiros através do ensino da língua portuguesa, primeira inculturação e iniciação pastoral, preparação dos brasileiros que partem para a Missão e formação permanente dos missionários.

   CAEM: Centro de Animação e Estudos Missionários - é o departamento do CCM que colabora na assessoria da Dimensão Missionária da CNBB, junto com as Pontifícias Obras Missionárias ajuda da publicação da revista "SIM - Serviço de Informações Missionárias", realiza estudos na área missionária e pretende colaborar em publicações para a animação missionária.

 

 

PROGRAMA       3 - DIMENSÃO BÍBLICO - CATEQUÉTICA (PD-3)

 

   A Linha 3 pretende continuar a promoção do processo contínuo e sistemático da educação da fé para levar o Povo de Deus a uma constante interação entre a Palavra de Deus, as formulações da fé cristã e as situações da vida, interligando a experiência da fé com o crescimento humano da vida eclesial, nos níveis pessoal, comunitário e social.

   A dimensão bíblico-catequética busca animar e valorizar a Palavra de Deus e fazê-la ecoar, através de novos métodos, nas pessoas, nos grupos e nas comunidades. Assim, a Palavra de Deus fará crescer a comunidade eclesial na comunhão e participação e no compromisso com a justiça e solidariedade, a serviço da vida e da esperança.

   Toda esta atuação há de levar em consideração os novos desafios que a Igreja encontra: a vida urbana, a modernidade, a cultura e a inculturação da fé, a emergência dos novos sujeitos históricos, a subjetividade e a experiência própria da fé, os anseios, interrogações e buscas do homem de hoje.

   Para responder a estes desafios, a Linha 3 assume como prioridade para o quadriênio a inculturação da catequese, a catequese na vida urbana, privilegiando os adultos e a juventude, procurando sempre integrar-se com as outras dimensões que têm os mesmos objetivos.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Continuar o processo iniciado pela Mobilização Nacional de Catequese; avaliar e acompanhar a evolução dos caminhos da catequese nas diferentes realidades.

 

-  Estimular a reflexão sobre catequese urbana, inculturação nos diversos ambientes e idades; promover intercâmbio de textos, material de apoio e experiências.

 

-  Apoio à catequese dos surdos, divulgando notícias, sendo presença junto ao GRECATS e participando do Encontro Nacional (18 a 23 de janeiro de 1994).

 

-  Acompanhar, na medida do possível, a catequese para os agentes da Pastoral da Criança.

 

-  Estimular a formação catequética do clero e dos seminaristas.

 

-  Apoiar as Coordenações Regionais de Catequese, através de contatos pessoais, cartas, troca de experiências e material, buscando uma relação mais afetiva e não apenas funcional.

 

-  Reuniões com o GRECAT, o GERET, o GRESCAT e criação do GRECAT Nordeste.

 

-  Acompanhar e apoiar as diversas iniciativas de Pastoral Bíblica.

 

-  Participar dos projetos do DECAT-CELAM e do COINCAT.

 

-  Dinamizar a celebração do Dia do Catequista.

 

-  Colaborar com a Revista de Catequese e a Folha Catequética.

 

-  Colaborar na elaboração de subsídios da Campanha da Fraternidade.

 

-  Promover a aplicação na catequese das conclusões de Santo Domingo e refletir as implicações decorrentes da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

 

-  Colaborar com as demais Dimensões e refletir em conjunto problemas comuns.

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      ACOMPANHAMENTO

DA PASTORAL BÍBLICA Nº PD 3.1

 

OBJETIVO

Refletir, orientar e animar a pastoral bíblica

 

JUSTIFICATIVA

A Bíblia está ocupando cada vez mais seu verdadeiro lugar na evangelização. Torna-se presente na vida do povo e alimenta a fé da nossa gente. Por outro lado, há também problemas no uso da Bíblia, nas diversas leituras e usos do texto bíblico.

A catequese se esforça por ser cada vez mais bíblica e isso requer uma formação melhor dos catequistas nesta área. Há também a preocupação de ajudar todas as pastorais a fazerem um bom uso da Bíblia.

 

Este projeto envolve:

 

-  Participação e apoio nas atividades do SAB

-  Contatos com a FEBIC

-  Reuniões com o GERET (2 por ano)

-  Entrosamento com a Dimensão 5

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3 e GERET

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      SEGUNDO SEMINÁRIO

DE PASTORAL BÍBLICA Nº PD 3.2

 

OBJETIVO

Dar continuidade à reflexão sobre os vários modos de ler a Bíblia, usados pelo Povo de Deus, nos movimentos e na pastoral bíblica.

 

JUSTIFICATIVA

Foi solicitada no primeiro seminário a continuidade da reflexão, aprofundando a questão do fundamentalismo na leitura da Palavra de Deus.

Pretende-se reunir os mesmos participantes do primeiro seminário (com os quais mantemos contato periódico com intercâmbio de textos) e mais alguns convidados e especialistas no assunto.

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3 e GERET

 

PRAZO

13 a 15 de novembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      TRADUÇÃO E PUBLICAÇÃO

DA BÍBLIA OFICIAL Nº PD 3.3

 

OBJETIVO

Elaborar e publicar a tradução oficial da Bíblia, de cunho litúrgico-catequético-pastoral, para o Episcopado brasileiro.

 

JUSTIFICATIVA

O trabalho já foi iniciado, conforme solicitação da 29ª Assembléia Geral da CNBB, e visa respeitar o princípio da unidade de tradução nas atividades pastorais e na Liturgia.

Foi formada uma equipe de biblistas qualificados e o trabalho está em andamento, de acordo com a previsão inicial de 10 anos de prazo para a conclusão.

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3 e equipe de biblistas com consulta à Dimensão 4

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      DEZ ANOS DO DOCUMENTO

CATEQUESE RENOVADA Nº PD 3.4

 

OBJETIVO

Apoiar nas bases, dioceses e Regionais, a comemoração do décimo aniversário do documento Catequese Renovada com enfoques da avaliação, da celebração e do compromisso.

 

JUSTIFICATIVA

Tendo a catequese do Brasil vivido nesses dez anos a inspiração do documento 26, queremos agora que as bases, principais responsáveis por todo esse trabalho, nos digam:

 

-  o que aconteceu por causa do Catequese Renovada,

-  o que não conseguiram pôr em prática,

-  o que aconteceu de novo, que não estava previsto.

 

Dessa reflexão pode sair o que estamos chamando de 5º capítulo do Catequese Renovada, com os novos passos que a catequese se propõe a dar diante da realidade urbana, da modernidade, do pluralismo cultural e religioso, das orientações de Santo Domingo e do que mais os catequistas indicarem como necessário.

 

Este projeto vai envolver:

 

-  Animação do Regional para que aconteçam as diversas atividades previstas (encontros, congressos, assembléias, elaboração de subsídios etc.)

-  Encontros regionais de presbíteros com apoio da Dimensão 3.

-  Escolha de delegados regionais para o VI Encontro Nacional.

-  Reunião com os Coordenadores Regionais em 29 de abril de 1993.

-  Elaboração, divulgação e intercâmbio de subsídios.

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3

 

PRAZO

1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      VI ENCONTRO NACIONAL

DE CATEQUESE Nº PD 3.5

 

OBJETIVO

Comunicar, celebrar e encaminhar as propostas trazidas pelas bases a partir do projeto 4.

 

JUSTIFICATIVA

De dois em dois anos costuma acontecer o Encontro Nacional. Desta vez, após consulta ao GRECAT e aos Coordenadores Regionais, adiamos o encontro por um ano para que as bases realizem sua avaliação e possamos recolher esse resultado.

Queremos avaliar esses dez anos de Catequese Renovada, suas dificuldades, seus frutos e as novidades que os catequistas descobriram nesse período. Do que for apresentado nasce o "Quinto Capítulo", com as novas descobertas e inquietações em relação aos conteúdos, métodos, linguagem, formação de agentes. À luz de Santo Domingo, das urgências da realidade socio-eclesial e dos desafios da sociedade urbana e moderna, os participantes refletirão e farão propostas para a caminhada da catequese no Brasil.

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3 e GRECAT

 

PRAZO

1º semestre de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      LEITURA CATEQUÉTICA

DE SANTO DOMINGO Nº PD 3.6

 

OBJETIVO

Divulgar e implementar as indicações de Santo Domingo.

 

JUSTIFICATIVA

A catequese é diretamente envolvida nas questões básicas da IV CELAM: Nova Evangelização, promoção humana e cultura cristã. Este trabalho vai nos ajudar a pensar numa catequese inculturada para a realidade urbana moderna.

 

Este projeto envolve:

 

-  elaboração, divulgação e intercâmbio de subsídios,

-  estudo e reflexão nas reuniões do GRECAT, GERET e GRESCAT,

-  assessoria em encontros regionais e no VI Encontro Nacional,

-  elaboração de textos para a Folha Catequética e a Revista de Catequese,

-  diálogo com todas as outras dimensões.

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Bíblico-Catequética

 

Título:      FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS,

CATEQUETAS E ASSESSORES Nº PD 3.7

 

OBJETIVO

Incentivar a formação dos agentes qualificados capacitando os catequistas diante dos desafios da cidade e da modernidade.

 

JUSTIFICATIVA

Há um clamor muito forte nas bases solicitando assessoria na formação de catequistas e buscando assessores para temas especializados. Nota-se também um despreparo para a catequese urbana e uma decorrente rejeição à cidade e à modernidade. O pluralismo cultural e religioso vai igualmente exigir preparação específica nas escolas e centros de formação.

 

Este projeto envolve:

 

-  levantamento de recursos humanos,

-  incentivo aos centros regionais de formação e aos catequistas que tiverem possibilidade de se candidatar a cursos de aperfeiçoamento no exterior,

-  debates no GRESCAT e intercâmbio entre as escolas,

-  entrosamento com a dimensão 5,

-  pesquisa, assessoria e elaboração de subsídios sobre cidade e modernidade,

-  reflexão no GRECAT e GERET.

 

RESPONSÁVEL

Dimensão 3

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROGRAMA 4 - DIMENSÃO LITÚRGICA (PD-4)

 

   A Liturgia é ação salvífica de Deus em Jesus Cristo, por seu Espírito Santo, como serviço em favor do seu povo para que tenha vida em plenitude (Jo 10,10). Expressa a Igreja como comunidade sacerdotal, organicamente estruturada, celebrando os mistérios da fé (DG 91).

   A  Liturgia  é fonte e  culminância  da vida e da ação da  Igreja  (SC 10), momento significativo de participação e de comunhão eclesial (DG 92). Memorial da Páscoa do Senhor, incorpora e faz crescer os batizados em Jesus Cristo (DG 91).

   Vivendo e celebrando a atuação do Senhor na História, a liturgia se insere no mundo pluralista da cultura, das tensões sociais, políticas e religiosas. Daí que a ação litúrgica deverá considerar a nova sensibilidade emergente que vem expressa nos anseios de valorização da pessoa humana, de participação e de compromisso transformador das estruturas sociais em favor da vida (DG 244). Por si só ela exerce função importante na ação evangelizadora da Igreja. Deverá também levar em conta os apelos de uma nova expressão celebrativa que considere o universo simbólico e a religiosidade de nosso povo, num justo e sadio processo de inculturação (DG 95; 189).

   O Ano Litúrgico é uma caminhada sacramental que leva os participantes a viverem o dinamismo do mistério pascal, atualizando salvificamente o passado e antecipando o futuro para toda a Igreja.

   Sendo a Liturgia dimensão vital e celebrativa da Igreja, ela requer ação pastoral definida e com um instrumental que lhe é próprio, animada e sustentada por profunda espiritualidade evangélica, à luz das Diretrizes e inserida na caminhada pastoral da Igreja do Brasil.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

1. Tradução, Elaboração e Publicações:

 

-  Liturgia das Horas Edição em quatro volumes, edição em dois volumes e edição abreviada, com texto oficial.

 

-  Lecionários: Dominical, Ferial, Santoral e para missas de circunstâncias.

 

-  Reedição e adaptação dos livros Litúrgicos (Rituais): Batismo de Crianças, Iniciação Cristã de Adultos, Unção dos Enfermos, Ordem, Matrimônio e Exéquias.

 

-  Documentário Litúrgico (Encherydion).

 

-  Criação de novos textos litúrgicos.

 

2.            Do Canto e da Música:

 

-  Hinário Litúrgico Nacional (4º volume).

 

-  Campanha da Fraternidade.

 

-  Música para a Liturgia das Horas.

 

-  Textos metrificados da Liturgia das Horas e dos Lecionários.

 

3.            De Assessoria:

 

-  Regionais e Dioceses.

 

-  Campanha da Fraternidade.

 

-  Pastoral dos Santuários e Romarias.

 

-  Congressos Eucarísticos.

 

4.            De Integração:

 

-  Com as Dimensões e Organismos da Pastoral.

 

5.            Participar:

 

-  De Encontros setoriais, regionais e internacionais;

 

-  de Encontros de interesse da Dimensão Litúrgica;

 

-  de Encontros da Pastoral de Santuários;

 

-  de Encontros da Associação dos Professores de Liturgia.

 

6.            Colaborar:

 

-  Com os Cursos de Liturgia;

 

-  com o Centro de Liturgia ligado à faculdade Assunção, em São Paulo;

 

-  com a Revista de Liturgia e outros;

 

-  com a realização do Curso de Formação Litúrgico-Musical;

 

-  com os liturgistas que atuam na inculturação indígena.

 

7.            Diálogo:

 

-  Com a Sé Apostólica;

 

-  com o CELAM;

 

-  com outras Conferências Episcopais e Instituições.

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      EQUIPE DE REFLEXÃO

TEOLÓGICO-LITÚRGICA Nº PD 4.1

 

OBJETIVO

-  Aprofundar e alimentar a ação pastoral litúrgica da linha 4.

-  Refletir, à luz da natureza litúrgica, os desafios que a atualidade brasileira levanta à pastoral litúrgica.

 

JUSTIFICATIVA

As grandes questões levantadas pelas Diretrizes serão integradas e assumidas pela Pastoral Litúrgica, em base a uma sólida reflexão teológico-litúrgico-pastoral. A Equipe de Reflexão teológico-litúrgica auxiliará a Linha 4 no discernimento e nas opções pastorais, para responder adequadamente aos novos desafios emergentes da caminhada eclesial inserida no mundo moderno.

 

RESPONSÁVEL

Linha 4

 

PRAZO/PERIODO

Em princípio, a Equipe reunir-se-á duas ou três vezes ao ano.

1ª reunião: 5 e 6 de fevereiro de 1993

2ª reunião:

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      SEMINÁRIO NACIONAL

DE PASTORAL LITÚRGICA Nº PD 4.2

 

OBJETIVOS

-  Analisar o processo de Pastoral Litúrgica no atual momento da vida da Igreja.

-  Refletir, à luz da natureza da Liturgia, das Diretrizes e das Conclusões de Santo Domingo, a Pastoral Litúrgica.

-  Celebrar o trigésimo Aniversário da Promulgação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia.

-  Dar continuidade à Animação da Vida Litúrgica no Brasil, através de um projeto de Pastoral Litúrgica alicerçado nas Diretrizes e nas Conclusões de Santo Domingo.

 

JUSTIFICATIVA

Constata-se uma nova sensibilidade litúrgica nas comunidades inseridas num sério processo de evangelização, as quais reclamam uma adequada expressão celebrativa.

A falta de uma proposta clara de Pastoral Litúrgica, que promova de fato a Dimensão celebrativa, no atual momento histórico da caminhada da Igreja, deixa os agentes e as Equipes de Liturgia desprovidos de horizonte e até ineficazes em sua ação.

Urge uma proposta pastoral que integre as demais dimensões da pastoral, evidenciando-se a dimensão celebrativa das mesmas.

Sendo a Liturgia dimensão vital e celebrativa da Igreja, ela requer ação pastoral definida e com um instrumental que lhe é próprio, animada e sustentada por profunda espiritualidade evangélica, à luz das diretrizes e inserida na caminhada pastoral da Igreja no Brasil.

 

RESPONSÁVEL

Linha 4, em colaboração as dimensões afins e o INP

 

PRAZO

Local: Casa de Retiros Assunção - Brasília/DF, 8 a 11 de março de 1993.

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      ELABORAÇÃO DE DIRETRIZES PARA

A CELEBRAÇÃO DA PALAVRA Nº PD 4. 3

 

OBJETIVO

- Conhecer a situação concreta da Celebração da Palavra, na ausência do padre.

- Apresentar orientações pastorais neste campo.

- Fornecer subsídios adequados às comunidades.

 

JUSTIFICATIVA

70% das comunidades eclesiais se reúnem para celebrar o memorial do Senhor, acolhendo sua Palavra e proclamando seu louvor. A celebração comunitária da Palavra tem grande aceitação nas COMUNIDADES: é um amplo espaço de atuação dos leigos e das equipes de Liturgia. É preocupante que tão grande número de Comunidades cristãs estejam privadas da Eucaristia no dia do Senhor (domingo). A maioria sente falta de orientações e subsídios adequados. As celebrações da Palavra aprofundam a vivência da fé e a consciência comunitária (DG 225).

 

RESPONSÁVEL

Linha 4

 

PRAZO

1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      ENCONTRO COM ESPECIALISTAS

EM INCULTURAÇÃO LITÚRGICA

AFRO-BRASILEIRA Nº PD 4.4

 

OBJETIVO

Promover a inculturação da liturgia a partir dos valores da cultura afro-brasileira.

 

JUSTIFICATIVA

O processo de inserção da Igreja nas culturas e a consciência da necessidade de enfatizar a evangelização, exigem celebrações litúrgicas encarnadas e, ao mesmo tempo, que expressem significativamente as realidades da vida cotidiana das pessoas e das comunidades cristãs. Para isso, "promova-se maior aproximação entre as celebrações litúrgicas e o universo simbólico das comunidades, através de uma legítima criatividade, adaptação e inculturação"(DG 95 e 189). "Trata-se, portanto, de colaborar a fim de que o rito romano, embora mantendo a própria identidade, possa acolher as oportunas adaptações, de modo a permitir aos fiéis daquelas comunidades cristãs em que, devido à cultura, alguns aspectos rituais não conseguem encontrar adequada expressão, sentirem-se plenamente partícipes nas celebrações litúrgicas"(João Paulo II, Alocução à Assembléia dos membros da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos: Notitiae, 294/295 [1991], nº 3).

 

RESPONSÁVEL

Linha 4 Equipe Litúrgica Afro.

 

PRAZO

 23 a 25 de abril de 1993

Local: São Paulo

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      CURSO ECUMÊNICO DE FORMAÇÃO

LITÚRGICO-MUSICAL (CELMU) Nº PD 4.5

 

OBJETIVO

- Conseguir uma melhor integração da música na Liturgia, mediante uma preparação adequada dos seus agentes.

- Promover a função ministerial do canto e da música.

- Fornecer um suporte musical e litúrgico às pessoas engajadas nas ações litúrgico-musicais.

 

JUSTIFICATIVA

A falta de agentes qualificados, nesta área, levou músicos, poetas liturgistas e demais envolvidos com as preocupações litúrgico-musicais a projetarem um Curso de Formação e atualização para pessoas que já trabalham com música e liturgia nas Igrejas e necessitam de um suporte teórico-musical e litúrgico.

 

RESPONSÁVEIS

Entidades Proponentes:

CNBB;

Instituto Metodista de Ensino Superior;

Centro de Liturgia (SP);

Faculdade Federal de Música Sta. Marcelina (SP);

Coordenação Executiva do Curso.

 

PRAZO

2ª etapa: de 11 a 29 de janeiro de 1993

3ª etapa: janeiro de 1994.

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título: SEMINÁRIO NACIONAL DE MÚSICOS Nº PD 4.6

 

OBJETIVO

- Descobrir meios que possam levar a uma música litúrgica mais em sintonia com a cultura musical das diversas regiões do Brasil.

- Articular compositores e letristas da música litúrgica a partir de sua realidade.

- Avaliar caminhada litúrgico-musical iluminada pela Constituição sobre a Sagrada Liturgia.

 

JUSTIFICATIVA

A renovação litúrgica tem sua principal razão de ser na comunhão e participação do Povo de Deus no mistério de salvação que se realiza na liturgia(SC 5 e 6). Por sua vez, a música e o canto nas celebrações litúrgicas são expressão de comunhão e da participação do Povo de Deus.

O interesse e o incentivo à pastoral do canto litúrgico tem ajudado muitas comunidades a crescer na fé e na vida cristã. Numa perspectiva evangelizadora, é importante promover a música e o canto, como serviço eminente que corresponda à índole das diferentes regiões do Brasil (cf. DP 947).

 

RESPONSÁVEL

Linha 4- setor de música

 

PRAZO

1ª etapa: Encontros Inter- Regionais:

Norte, em Belém, 13 a 15 de agosto de 1993

Nordeste, no Recife, 11 a 13 de junho de 1993

Centro-Sul, em São Paulo, 10 a 12 de setembro de 1993

2ª etapa: Seminário Nacional - março 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      ENCONTRO DE BISPOS RESPONSÁVEIS

POR LITURGIA NOS REGIONAIS Nº PD 4.7

 

OBJETIVOS

-  Dinamizar a caminhada da pastoral litúrgica da Igreja no Brasil, numa perspectiva de pastoral de conjunto.

-  Avaliar a ação pastoral litúrgica dos regionais da CNBB.

- Refletir e tomar decisões em face dos temas e situações emergentes do processo pastoral litúrgico.

- Avaliar e aprofundar as adaptações dos rituais e de outros projetos da Linha 4.

 

JUSTIFICATIVA

Os Bispos são considerados como "os primeiros agentes" na promoção e animação da pastoral litúrgica da Igreja (cf. CD 15, SC 41).

Os desafios, que emergem da realidade pastoral no Brasil, requerem reflexão e ação litúrgica planejada em todos os níveis. Estas devem ser incentivadas pelos Bispos responsáveis pela Dimensão Litúrgica nos regionais.

 

RESPONSÁVEL

Linha 4

 

PRAZO

11 e 12 de março de 1993 - Brasília, DF

Agosto de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título: EQUIPE DE ARTE LITÚRGICA Nº PD 4.8

 

OBJETIVO

Constituir uma equipe de artistas que estude e elabore critérios artístico-litúrgicos para o espaço e os objetos das celebrações.

 

JUSTIFICATIVA

Um espaço será tanto mais adaptado à liturgia, quanto melhor responder à diversidade de situações de uma assembléia favorecendo a participação ativa de todos os seus membros. A beleza e a dignidade dos objetos, a harmonia do espaço, a clareza e expressividade dos sinais e símbolos, constituem uma primeira condição à oração, à comunhão e à participação (cf. IGMR 253). Portanto, procure-se uma verdadeira qualidade artística do espaço e dos objetos de culto, para que alimentem a fé e a piedade e correspondam ao seu verdadeiro significado e ao fim a que se destinam (IGMR 254).

 

RESPONSÁVEL

Linha 4

 

PRAZO

Maio de 1993

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      ENCONTRO COM FORMADORES

DE LITURGIA NOS SEMINÁRIOS

E CASAS DE FORMAÇÃO Nº PD 4.9

 

OBJETIVO

Reunir os responsáveis pela formação e vida litúrgica nos seminários e casas de formação, para troca de experiências e aprofundamento do processo formativo da Liturgia.

 

JUSTIFICATIVA

"É fundamental que os seminaristas se familiarizem com o espírito litúrgico e se preparem bem para presidir as celebrações. A vivência da liturgia acompanha todas as etapas da vida do formando"(CNBB, doc. 43, n.190). E "que os irmãos e irmãs religiosos tenham, no programa de seu processo formativo, a preocupação de transformarem a liturgia em fonte da própria espiritualidade e de se tornarem animadores da celebração litúrgica" (CNBB, doc. 43, n. 192). "Para a formação espiritual de todo e qualquer cristão, e especialmente do sacerdote, é inteiramente necessária a educação litúrgica, no pleno sentido de uma inserção vital no mistério pascal de Jesus Cristo morto e ressuscitado, presente e operante nos sacramentos da Igreja" (PDV 48).

 

RESPONSÁVEL

Linha 4, Setor de Vocações e Ministérios e OSIB.

 

PRAZO: 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      RELIGIOSIDADE POPULAR

E SANTUÁRIOS Nº PD 4.10

 

OBJETIVOS

- Reunir Liturgistas, Reitores de Santuários e pastoralistas para estudar as manifestações da religiosidade popular e sua relação com a liturgia.

- Aprofundar o conhecimento das manifestações e dos conteúdos da Religiosidade Popular em vista à inculturação litúrgica.

 

JUSTIFICATIVA

O povo brasileiro é profundamente religioso (cf. DG nº 144 e 145). Os Santuários são lugares sagrados, nos quais o povo expressa sua religiosidade. Além de serem lugares privilegiados de evangelização, é onde os pobres têm ocasião de estabelecerem um contato mais afetivo com a Igreja. "É meta da adaptação da liturgia, num justo e sadio processo de inculturação, a introdução de novos símbolos, de novos ritos de sacramentais para diversas necessidades e circunstâncias da vida, mais compreensíveis ao povo de hoje, porque criados pela piedade popular" (DG 95 e CNBB, doc 43, n. 174).

 

RESPONSÁVEL

Linha 4 e Equipe dos Reitores dos Santuários.

 

PRAZO

1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: LITÚRGICA

 

Título:      ENCONTRO DE PRESIDENTES

E DE SECRETÁRIOS DAS COMISSÕES

DE LITURGIA DOS PAÍSES DE

LÍNGUA PORTUGUESA Nº PD 4.11

 

OBJETIVO

Manter o intercâmbio de reflexão e ação pastoral litúrgica com os países de língua portuguesa.

 

JUSTIFICATIVA

Os desafios e a necessidade de intercâmbio entre os países de língua portuguesa, no campo da Liturgia, exigem um maior conhecimento mútuo, assim como a reflexão e a ação comum correspondentes.

 

RESPONSÁVEL

Linha 4

 

PRAZO

1994

 

 

PROGRAMA 5 - DIMENSÃO ECUMÊNICA, DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO E DIÁLOGO COM NÃO-CRENTES (PD-5)

 

O diálogo, próprio da dimensão ecumênica, acabou se estendendo, nas devidas proporções e formas, às outras religiões e a quantos estão à procura da Verdade, mesmo "às apalpadelas".

 

 

1.            ORIENTAÇÕES COMUNS PARA A DIMENSÃO ECUMÊNICA, O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO E O DIÁLOGO COM NÃO-CRENTES

 

Fiel às grandes inspirações do Concílio Vaticano II, ao crescimento do ecumenismo, do diálogo Inter-religioso e do diálogo com não-crentes depois do Concílio e em resposta ao crescimento do pluralismo religioso no Brasil, a Igreja Católica propõe-se realizar o objetivo de sua ação em diálogo com os irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, com adeptos de outras Religiões e de concepções de vida e de mundo, fechadas ao transcendente.

Entende-se por diálogo não só o colóquio, mas todo o conjunto de relacionamentos positivos e construtivos com quaisquer grupos e comunidades. Esse diálogo, em sentido amplo, visa o conhecimento e auxílio mútuos, a ação comum em prol da unidade do gênero humano, (da qual a Igreja se professa sacramento ou sinal e instrumento LG.1) e, ainda da conservação da criação inteira.

Inspirados no documento do Pontifício Conselho para o diálogo Inter-Religioso "A atitude da Igreja perante os que seguem outras Religiões. Reflexões e Orientações sobre o Diálogo e Missão"(Pentecostes 1984, L'Osservatore Romano, ed. port. 12/8/84, pp.4ss), indicamos quatro formas de diálogo:

 

-  O diálogo da convivência humana: é o diálogo como espírito e atitude que devem guiar todo o comportamento

 

-  O diálogo da ação comum: é a colaboração em objetivos de caráter humanitário, social, econômico e político que se orientam para a promoção e a libertação humanas;

 

-  O diálogo de especialistas, seja para confrontar, aprofundar e enriquecer os respectivos patrimônios religiosos, seja para aplicar os recursos, aí contidos, aos problemas que se põem à humanidade no curso da História;

 

-  O diálogo de participação na própria vida, oração e ação de outra comunidade, dentro dos limites indicados pela fé e a disciplina da Igreja.

 

Dentro da realidade do Brasil a Igreja deve estar muito atenta a realizar em comum com membros de outras Igrejas, de outras Religiões e com não-crentes todas as iniciativas que visam construir uma sociedade justa e fraterna.

À luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja deve prestar especial atenção:

 

-  À defesa da dignidade da pessoa humana, mormente dos pobres e marginalizados.

 

-  Ao "ecumenismo de base" que está acontecendo nos meios populares, como associações de bairro, grupos marginalizados e outros; bem como aos perigos de divisão nestes meios, suscitada por movimentos religiosos contemporâneos (seitas).

 

-  Aos caminhos para o diálogo com o Evangelismo em meios pobres, como sejam várias formas de Pentecostalismo, com as Religiões Negro-brasileiras, com expressões populares do Espiritismo e Sincretismo, e, ainda, com os "agentes religiosos autônomos" (curandeiros, benzedeiros...), embora nem todos esses grupos estejam abertos ao diálogo com a Igreja Católica.

 

A fim de que a Igreja, em sua ação evangelizadora, seja realmente Igreja do diálogo, merecem especial cuidado:

 

-  Os cursos do ecumenismo, do diálogo inter-religioso e do diálogo com a não-crença nos seminários e outros centros de formação pastoral.

 

-  A formação de especialistas em ecumenismo e diálogo inter-religioso.

 

-  Um mínimo de estrutura para a ação nos regionais e dioceses.

 

-  Diante da crescente pluralidade cultural, da acentuação da subjetividade e do crescimento do pluralismo religioso, a Igreja deve estar aberta ao fenômeno das expressões religiosas contemporâneas e aos desafios que as mesmas colocam para a Igreja (problema das "seitas").

 

2.            ORIENTAÇÕES ESPECIAIS PARA A DIMENSÃO ECUMÊNICA

 

A divisão entre os cristãos, que tem acontecido na História, e ainda acontece hoje, também no Brasil, e que faz surgir sempre novos grupos separados, "contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa do anúncio do Evangelho a toda criatura" (UR 1).

Todos os cristãos, obedecendo à ação do Espírito Santo, são chamados a crescerem até aquela plena comunhão que o Senhor deseja para sua Igreja e lhe oferece como dom. Assim, a partir da fé comum, da incorporação em Cristo pelo Batismo validamente administrado e de outros dons que possam ter em comum, os cristãos devem crescer em comunhão, segundo os caminhos que o Espírito abre para a Igreja, colocando-se a serviço do mundo que o Senhor Jesus veio salvar.

 

A fim de que cresçam o espírito e a ação ecumênica da Igreja, deve-se prestar especial atenção:

 

-  À presença da dimensão ecumênica em toda a ação pastoral da Igreja ou seja impregnar de espírito ecumênico toda ação da Igreja

 

-  Ao ecumenismo espiritual ou a uma espiritualidade ecumênica que consiste na conversão do coração, na abertura para o "outro" e na insistente oração pela unidade ou plena comunhão.

 

-  Ao fortalecimento dos organismos ecumênicos oficiais (CONIC e CESE) e à colaboração com outros organismos ecumênicos existentes no Brasil.

 

-  Aos acontecimentos ecumênicos significativos em nível mundial e latino-americano.

 

-  Aos itens já citados nas orientações comuns para os diversos tipos de diálogo.

 

Finalmente se deve levar em consideração que o Judaísmo ocupa um lugar especial na própria dimensão ecumênica ou busca da unidade entre os cristãos em razão das raízes judaicas do Cristianismo: a redescoberta destas raízes é conditio sine qua non para a unidade dos cristãos, ou seja, o caminho para esta unidade passa necessariamente pelo Judaísmo.

 

3.            ORIENTAÇÕES ESPECIAIS PARA O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

 

A partir de documentos do Vaticano II, da encíclica do Papa Paulo VI "Eclesiam Suam" (06/08/91), da encíclica do Papa João Paulo II "Redemptoris Missio" (07/12/1990) e de documentos do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso (antes Secretariado para os Não-Cristãos), a Igreja Católica tem desenvolvido uma visão de fé a respeito das Religiões Não-Cristãs, que constitui a orientação fundamental para o diálogo inter-religioso. Uma síntese desta visão de fé encontramos em dois documentos deste Conselho: o já citado sobre o Diálogo e Missão (1984), e o mais recente sobre o "Diálogo e Anúncio". Este último documento, elaborado pelo Conselho e a Congregação para a Evangelização dos Povos, tem como subtítulo: "Reflexões e orientações sobre o Diálogo inter-religioso e o Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo" (19/5/91; cf. L'Oss.Rom.ed. port. 7/7/91, pp. 3-9).

Citamos alguns elementos destes documentos. A Igreja abre-se ao diálogo por fidelidade ao homem, mas sobretudo por motivos de fé. Pois, sem diminuir o caráter próprio e único da missão que recebeu, a Igreja descobre o Deus Uno e Trino agindo nas outras Religiões, como instrumentos do Seu único plano de salvação. Por esta razão, o diálogo não é estranho ou paralelo à missão, e sim integrado nela.

 

Nesta visão de fé o diálogo é diálogo de salvação.

 

No diálogo inter-religioso, ocupa um lugar todo especial o Judaísmo, por motivos históricos: a culpa dos cristãos na história do antisemitismo; por razões de fé: a aliança de Deus com o povo judeu e as raízes judaicas do Cristianismo. Já indicamos nas orientações especiais para dimensão ecumênica que a caminhada dos cristãos para a unidade passa necessariamente pelo Judaísmo.

O Islã, outra Religião abraâmica, merece um lugar especial no diálogo inter-religioso.

A história do relacionamento entre Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, os atuais problemas de paz no Oriente Médio e a herança abraâmica comum sugerem, no Brasil, a busca de diálogo entre estas três Religiões (uma forma de fraternidade abraâmica).

O diálogo com as Religiões Indígenas e Negro-brasileiras, por várias razões históricas e atuais, deve ocupar um lugar de destaque.

As várias formas do espiritismo e as novas expressões religiosas não-cristãs ("seitas") exigem uma atenção especial no diálogo.

 

4.            ORIENTAÇÕES ESPECIAIS PARA O DIÁLOGO COM NÃO-CRENTES

 

A Igreja abre-se ao diálogo com não-crentes, como foi indicado nas orientações comuns para a ação. O documento do então Secretariado para os Não-Crentes, hoje chamado Pontifício Conselho para o Diálogo com Não-Crentes, sobre a Fé e o ateísmo no Mundo (1987, edição espanhola em Biblioteca de Autores Cristianos, Madri, 1990), oferece diretrizes para este diálogo. No entanto este diálogo, no Brasil, praticamente ainda deve começar.      Entre nós a caracterização dos não-crentes apresenta uma dificuldade inicial pelo fato de não existir uma tradição de cultura atéia organizada e influente. Sem dúvida, existem no Brasil muitas pessoas que aderem a uma ou outra forma de ateísmo (ateísmo teórico e prático, agnosticismo, indiferentismo diante da questão religiosa etc.), mas é antes uma atitude de espírito do que um princípio organizativo de uma visão do mundo, ou postulado ideológico que regem as manifestações de determinadas correntes na vida cultural do país.

Por outro lado, há uma rejeição quase espontânea no povo por toda declaração formal de ateísmo, o que faz com que o ateu declarado e confesso tenha dificuldade de fazer-se socialmente reconhecido e legitimado.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

1 -           DIMENSÃO ECUMÊNICA

 

-  Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja Católica (atividades "ad intra"):

 

  apoio à formação ecumênica dos atuais e futuros ministros ordenados, de outros ministros, agentes de pastoral e leigos (com o Setor Vocações e ministérios da CNBB, com a OSIB e outros organismos relacionados com a CNBB);

 

  apoio à formação de especialistas em ecumenismo;

 

  contato com os Secretariados Regionais, em vista da criação de estrutura para a Dimensão Ecumênica;

 

  contato com organismos da Igreja, em vista da Dimensão Ecumênica de suas atividades (AEC, CIMI, CPT, Centro de Defesa de Direitos Humanos, e Cáritas) e com movimentos dentro da Igreja;

 

  estudo das possibilidades de uma Campanha da Fraternidade sobre a dimensão Ecumênica e da possibilidade da Campanha da Fraternidade em comum com as Igrejas-membros do CONIC;

 

  maior divulgação da importância da Oração pela Unidade dos Cristãos, especialmente na semana que antecede o dia de Pentecostes; (Semana da Unidade);

 

  participação nas atividades da Secção de Ecumenismo do CELAM;

 

  participação em atividades do Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos;

 

  divulgação de publicações sobre outras Igrejas Cristãs.

 

-  Atividades relacionadas com outras Igrejas e Organismos (atividades "ad extra"):

 

  diálogo com as Igrejas da Ortodoxia; encontro dos Bispos da Presidência e CEP com autoridades das Igrejas Ortodoxas (pré-calcedonianas e as de tradição bizantina), encontro este preparado com os Bispos Católicos de ritos orientais e acompanhado pelos mesmos;

 

  diálogo com as Igrejas Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana, Metodista, Presbiteriana e Reformadas;

 

  procura de diálogo com líderes de Igrejas Batistas, Pentecostais e grupos "evangelicais";

 

  participação em Concílios, Sínodos e Assembléias Nacionais de outras Igrejas, a título de observadores;

 

  participação em atividades do CONIC (assembléias, comissão central, seminários);

 

  participação em atividades da CESE (diretoria, assembléia anual, seminários e encontros);

 

  participação em encontros de Organismos ecumênicos nacionais (atividade conjunta do CONIC e CESE);

 

  contato com a Fraternidade ecumênica de Taizé (Alagoinhas-BA), especialmente em vista de sua experiência em encontros de caráter participativo; com o Conselho Nacional do Dia Mundial de Oração das Mulheres;

 

  colaboração com a Sociedade Bíblica do Brasil (a publicação da Bíblia completa na linguagem de hoje);

 

  contato com organismos ecumênicos: CEDI, CEBI, CESEP, AGEN, pastoral ecumênica do menor e outros;

 

  contato com organizações de educação das Igrejas em vista de uma ação conjunta;

 

  contato com OSIB e ASTE en vista de um entrosamento;

 

  contato com organismos inter e transdenominacionais, como Visão Mundial e outros;

 

  elaboração de notícias e informações de caráter ecumênico para os MCS;

 

  contato com o Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI), com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e com Conselhos Nacionais de Igrejas de outros países.

 

2.            DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

 

-  Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra"):

 

  apoio à formação dos atuais e futuros ministros ordenados, dos outros ministros, agentes de pastoral e leigos (com o Setor Vocações e Ministérios da CNBB, com a OSIB e outros organismos relacionados com a CNBB);

 

  apoio à formação de especialistas em diálogo inter-religioso.

 

-  Atividades relacionadas com outras Religiões (atividades "ad extra"):

 

  apoio à Comissão Nacional de Diálogo Católico-Judaico; contato com os Conselhos de Fraternidade Cristão-Judaica e outras formas de relacionamento com a comunidade judaica;

 

  diálogo com líderes mulçumanos;

 

  estímulo para um diálogo entre líderes judeus, cristãos e mulçumanos;

 

  encontros com líderes de Religiões Indígenas, (com o CIMI) e Negro-brasileiras,(com a Linha 2);

 

  encontro com líderes de Religiões Orientais antigas e novas;

 

  encontros com líderes espiritualistas (espiritismo).

 

  contato com a World Conference on Religion and Peace em vista do congresso mundial.

 

3.            DIÁLOGO COM NÃO-CRENTES

 

Em vista da situação iniciante deste diálogo em nível nacional, limitam-se as atividades neste biênio a:

 

  contato com o Pontifício Conselho para o Diálogo com Não-Crentes e com o organismo correspondente do CELAM;

 

  contato com o Setor da Cultura da CNBB.

 

 

PROJETOS

Dimensão: Ecumênica

 

Título:      REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO

DA DIMENSÃO ECUMÊNICA DO DIÁLOGO

INTER-RELIGIOSO E DO DIÁLOGO

COM NÃO-CRENTES NO BRASIL Nº PD 5.1

 

OBJETIVO

 

Conhecer e avaliar a evolução da Dimensão Ecumênica e do diálogo inter-religioso, no contexto da pastoral, em nível nacional e regional.

 

JUSTIFICATIVA

Para acompanhar e avaliar a evolução da situação da Dimensão Ecumênica e do diálogo, em seus vários aspectos, é importante reunir anualmente os responsáveis por esta dimensão, em nível nacional e regional, com assessoria de especialistas.

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5

 

PRAZO

16 a 17 março de 1993

Março de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Ecumênica

 

Título:      REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO

DO CRESCIMENTO DE MOVIMENTOS

RELIGIOSOS INDEPENDENTES E SOBRE

OS DESAFIOS PASTORAIS

QUE O MESMO COLOCA Nº PD 5.2

 

OBJETIVO

Oferecer subsídios à Igreja Católica através de pesquisas e seminários, para que conheça com mais profundidade a extensão, as causas e o fenômeno do crescimento dos movimentos religiosos independentes, definindo a sua ação pastoral.

 

JUSTIFICATIVA

Entre as razões que justificam o projeto, podem ser citadas:

 

-  a preocupação com a transmissão integral da mensagem cristã;

-  a atração sobre um crescente número de católicos e de membros de outras Igrejas;

-  a pregação e atuação violentamente anti-católicas e alienantes de certos grupos enfraquecem a organização e a ação do povo pobre e marginalizado;

-  certos movimentos constituem sério perigo à saúde física e psíquica do povo, ou causam verdadeiros atentados à identidade cultural do mesmo;

-  as implicações políticas (nacionais e internacionais) de certos grupos;

-  a necessidade de uma análise da profunda crise da sociedade (brasileira e mundial), sob todos os aspectos, e seu relacionamento com o surgimento de expressões religiosas contemporâneas;

-  a necessidade de uma análise séria da vida e ação da Igreja, a fim de se descobrir fatores internos à mesma, que possam favorecer o surgimento de expressões religiosas alternativas;

-  o fato de que o fenômeno está suscitando preocupações, estudos e reflexões em todos os níveis (Sé Apostólica de Roma, Conferências Episcopais, CELAM, CONIC, Conselho Mundial de Igrejas e Conselho Latino-Americano de Igrejas).

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5, em colaboração com organismos da Igreja e outras entidades.

 

PRAZO

3º Seminário - julho de 1993

Publicação de resultados de pesquisas e de seminários até novembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Ecumênica

 

Título:      REFLEXÃO SOBRE A MAÇONARIA

E ATITUDE DOUTRINÁRIO-PASTORAL

DA IGREJA CATÓLICA Nº PD 5.3

 

OBJETIVO

Oferecer subsídios pastorais sobre a Maçonaria no Brasil, e das declarações da Congregação para a Doutrina da Fé.

 

JUSTIFICATIVA

O diálogo com maçons, iniciado nos anos 70, as declarações da Congregação da Doutrina da Fé e o fato de que muitos maçons são membros de Igrejas Cristãs exigem a continuação do diálogo e a reflexão pastoral da Igreja.

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5

 

PRAZO

1º semestre de 1993

2º semestre de 1993: Encontro de especialistas e representantes da Igreja

1º e 2º semestres de 1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Ecumênica

 

Título:      REFLEXÃO SOBRE AS NOVAS

RELIGIÕES ORIENTAIS Nº PD 5.4

 

OBJETIVO

Conhecer melhor a difusão e a influência dos novos movimentos religiosos orientais no ambiente brasileiro.

 

JUSTIFICATIVA

-  A presença japonesa e oriental em geral chegou a níveis elevados pelo número de imigrantes, iniciativas, integração.

-  Os adeptos dos novos movimentos religiosos está crescendo rapidamente.

-  Para uma pastoral adequada é urgente estudar o fenômeno de maneira mais aprofundada.

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5

PANIBE

 

PRAZO

1993 - Reuniões semestrais do grupo de acompanhamento

1994 - Seminário

 

 

PROJETOS

Dimensão: Ecumênica

 

Título:      ORIENTAÇÕES PARA CELEBRAÇÕES

ECUMÊNICAS Nº PD 5.5

 

OBJETIVO

Definir as orientações básicas para celebrações ecumênicas.

 

JUSTIFICATIVA

-  O Decreto sobre Ecumenismo afirma que "em reuniões ecumênicas é lícito e até desejável que os católicos se associem aos irmãos separados na oração" (U.R.8).

-  Reuniões e encontros ecumênicos são freqüentes entre os cristãos em todos os níveis.

-  No momento atual, sente-se a necessidade de ter orientações mais definidas para a elaboração de celebrações litúrgico-ecumênicas.

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5

CONIC

 

PRAZO

1993 - Levantamento das orientações existentes

1994 - Elaboração das orientações

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: Ecumênica

 

Título:                                                                                    DOCUMENTOS Nº PD 5.6

 

OBJETIVO

Coletar os documentos e relatórios dos vários aspectos da dimensão ecumênica e do diálogo inter-religioso.

 

JUSTIFICATIVA

Para que cresça entre nós a vivência da dimensão ecumênica e das várias formas de diálogo, é necessário ter à disposição e difundir esses documentos, em português. Para isto é imprescindível a tradução e publicação de documentos da Igreja Católica; tradução e publicação de relatórios de diálogos bilaterais e multilaterais; publicação de estudos.

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5

CONIC

CEDI

 

PRAZO

1993-1994

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: Ecumênica

 

Título:      SEMINÁRIO SOBRE

NOVA EVANGELIZAÇÃO,

PLURALISMO RELIGIOSO

E ECUMENISMO Nº PD 5.7

 

OBJETIVO

Refletir sobre os métodos e os objetivos da Nova Evangelização diante do fenômeno do pluralismo religioso contemporâneo e suas implicações ecumênicas.

 

JUSTIFICATIVA

-  Uma Nova Evangelização é o compromisso da Igreja Latino-americana num contexto de pluralidade religiosa e cultural.

-  A unidade cristã continua sendo condição indispensável "para que o mundo creia".

-  O diálogo de salvação com todos é tarefa da Igreja e método do anúncio evangélico (Diálogo e Anúncio, 38).

 

RESPONSÁVEL

CNBB - LINHA 5

 

PRAZO

julho 1994

 

 

PROGRAMA -6- DIMENSÃO SÓCIO - TRANSFORMADORA (PD-6)  

 

   Embora a Igreja não seja do mundo, está presente no mundo, no meio das sociedades humanas. Por esta presença ela deve agir como fermento na massa, contribuindo para que a sociedade se organize conforme exigências e valores do Reino. Solidarizando-se com as aspirações e esperanças da humanidade é levada a colocar-se a serviço da causa e dos direitos da pessoa, especialmente dos mais pobres, denunciando as injustiças e violências e assim possa surgir uma sociedade justa e solidária. Esta Dimensão da Igreja no Brasil desenvolve-se em três área de capital importância para a presença do Evangelho na sociedade: comunicação social, educação e pastoral social. Na atuação dessa Dimensão, a comunidade cristã situa-se e age profeticamente em áreas de fronteira do mundo das comunicações sociais, da educação e, sobretudo, no amplo espectro da realidade social do país (cf. Diretrizes da Ação Pastoral 1991/1884 - nº 101, 104).

 

   SETOR COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

   Como forma de realizar a dimensão sócio-transformadora o Setor está inserido no Plano de Pastoral para servir a todas as dimensões da ação da Igreja, tanto no seu interior como no relacionamento com o mundo. A fim de contribuir na realização do Objetivo Geral o Setor procura desenvolver sua ação junto aos comunicadores e aos usuários para que ambos tenham consciência de sua responsabilidade frente às mensagens que emitem e que recebem. É preciso criar sempre mais consciência da importância da Comunicação para a ação evangelizadora da Igreja e o que ela significa dentro da complexidade social.

 

ATIVIDADES PERMANENTES:

 

-  Promoção, organização e animação das Equipes Regionais de Comunicação, a fim de sempre mais integrar e dar sentido de unidade à Pastoral da Comunicação.

 

-  Estimular e participar da vida e iniciativas das Entidades de Comunicação (UNDA/BR, UCBC, OCIC/BR etc.).

 

-  Preparar subsídios para o Dia Mundial das Comunicações, Mês Vocacional etc.

 

-  Promover e participar das reuniões anuais das Editoras Católicas, como forma de entrosamento entre si e com a CNBB.

 

-  Promover Encontros anuais com Diretores de Jornais, Revistas Católicas e produtores de meios audiovisuais.

 

-  Participar de Congressos, Seminários, Assembléias e encontros promovidos por entidades de Comunicação, quer nacionais, quer internacionais, especialmente dos promovidos pelo DECOS/CELAM.

 

-  Estimular a produção e divulgação de documentos da Igreja em linguagem popular, nas diversas publicações de Igreja.

 

-  Procurar e ocupar espaços nos Meios de Comunicação para fazer uma comunicação realmente libertadora.

 

- Descobrir novas formas de contacto com profissionais de Comunicação que têm afinidade com a Igreja a fim de que sejam uma presença cristã nos Meios de Comunicação "neutros".

 

-  Acompanhar a formação dos profissionais católicos e dos futuros padres.

 

-  produzir, e colocar à disposição dos Meios de Comunicação Católicos subsídios sobre temas de atualidade.

 

-  Estimular a criação de prêmios de comunicação em níveis diocesanos e regionais.

 

-  Estudar e fazer estudar o código de ética da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (ABERT) à luz dos preceitos constitucionais a serem regulamentados.

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      PRESENÇA JUNTO ÀS ESCOLAS

DE COMUNICAÇÃO E INSTITUIÇÕES

CATÓLICAS DE ENSINO SUPERIOR Nº PD 6.1

 

OBJETIVO

Suscitar reflexão sobre a identidade e a responsabilidade das Instituições Superiores de Ensino, a fim de levar os futuros profissionais a assumirem seus compromissos com a sociedade de forma responsável e assim venham a ser agentes de transformação na área de Comunicação.

 

JUSTIFICATIVA

Vem se percebendo que nas Instituições Católicas de Ensino Superior deveria haver clareza e compromisso com os grandes princípios e causas da Igreja e da Sociedade. Uma reflexão com os responsáveis pelas mesmas poderia ajudar a rever a origem, identidade e finalidade das Instituições, num momento em que a própria Igreja Universal está preocupada e buscando caminhos de maior compromisso de suas Instituições com a Sociedade.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação juntamente com: Pastoral Universitária OSIB, ABESC e UCBC.

 

PRAZO

2º semestre de 93, nos Regionais

1º semestre de 94, Encontro Nacional

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      ENCONTRO ANUAL DOS BISPOS

E COORDENADORES REGIONAIS Nº PD 6.2

 

OBJETIVO

Oferecer oportunidade de formação aos que assumem a pastoral da Comunicação nos Regionais. Avaliar os trabalhos feitos nos Regionais ao longo do ano e elaborar, em conjunto, as principais linhas de ação, a fim de procurar uma atividade integrada que possa marcar mais profundamente a ação da Igreja no Brasil na área de Comunicação.

 

JUSTIFICATIVA

Constata-se que existem muitas atividades nos Regionais e Dioceses, mas muitas vezes são atividades estanques e isoladas, sem maiores repercussões na ação do conjunto.

Esse Projeto, além de procurar formar as pessoas para a atuação na área de Comunicação, quer também criar o espírito de ação conjunta para que todas as atividades tenham maior integração e repercussão na opinião pública. Sem Equipe Regional dificilmente existirá a Diocesana com todas as suas implicações. Este Projeto é fundamental para o Setor.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação e Assessoria de Imprensa

 

PRAZO

29 de junho a 2 de julho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      ENCONTRO NACIONAL DE LITURGIA

DE RÁDIO E TV Nº PD 6.3

 

 

OBJETIVO

Continuar a reflexão sobre a Liturgia em Rádio e TV.

 

JUSTIFICATIVA

A celebração da missa na televisão e rádio é um fato constatado em muitas Igrejas Particulares. É necessário aprofundar o sentido dessa celebração, a adequação da linguagem ao meio, conse-qüências pastorais e como essa celebração pode ser vivida através da recepção, via meio eletrônico. Iniciada em 1972 já aconteceram cinco encontros nacionais e latino-americanos no Brasil. São todos aspectos a serem refletidos. Percebe-se que é um fato quase inédito, esse tipo de encontro e reflexão, quer em nível de América Latina quer em nível universal, como o comprova o interesse pelas duas publicações sobre o assunto na Coleção "Estudos da CNBB", números 33 e 48.

 

RESPONSÁVEL

Setores de Comunicação e Liturgia

SEPAC

 

PRAZO

Outubro de 1992

26 a 29 de julho de 93

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      PESQUISA SOBRE A PRESENÇA

DAS IGREJAS NOS MCS Nº PD 6.4

 

OBJETIVO

Ver o que a Igreja está fazendo e como está atuando junto e através dos Meios de Comunicação, para assumir um trabalho mais profissional, sendo presença constante e eficaz.

 

JUSTIFICATIVA

Sabe-se que há muitos programas em rádios, muitas publicações regionais e locais. Mas não se sabe, exatamente o que é feito e como é feito. Este Projeto quer ser uma tentativa de perceber o que há e a partir de então elaborar outros Projetos na área de capacitação das pessoas para uma ação mais eficaz.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação CERIS

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      PRÊMIO ANUAL

"MARGARIDA DE PRATA"

Nº PD 6.5

 

OBJETIVO

Continuar promovendo as produções cinematográficas nacionais, estimulando, assim, os cineastas para produzirem novos filmes perpassados de valores humanos, cristãos, artísticos e culturais.

 

JUSTIFICATIVA

Este prêmio vem sendo concedido pelo Setor, há 25 anos. É muito valorizado pelos cineastas, que vêem nele um reconhecimento da Igreja ao seu trabalho. É uma forma também de a Igreja entrar nesse meio da produção cinematográfica, estimulando produtores, cristãos ou não, a realizarem obras que contribuam para a cultura e memória histórica de nosso povo. Nos últimos anos muitas produções em torno da questão dos direitos humanos, terra, negro, índio, foram produzidos, alguns certamente estimulados pela ação da Igreja.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação OCIC/BR.

 

PRAZO

Março de 1993: júri

5 de maio de 1993: entrega

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      REUNIÕES DA EQUIPE DE REFLEXÃO

DO  SETOR  Nº PD 6.6

 

OBJETIVO

Formar uma equipe de Assessoria na área da Comunicação que ajude a refletir sobre os Caminhos da Comunicação no país, produzindo subsídio.

 

JUSTIFICATIVA

A experiência com esta Equipe de Reflexão tem 12 anos e é um dos Projetos mais importantes do Setor. É também um importante espaço de troca de experiências por parte dos integrantes da Equipe em relação às Entidades que representam ou as áreas de Comunicação em que atuam. Dada a complexidade da área de Comunicação em relação à ideologia e tecnologia, seria impossível levar adiante algumas iniciativas sem essa Equipe. É uma experiência que já vem sendo iniciada também por outros países da América Latina e também por outros Setores da Pastoral na Igreja do Brasil.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação

 

PRAZO

29 de março de 1993

15 de junho de 1993

20 de setembro de 1993

29 de novembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      DIÁLOGO COM RESPONSÁVEIS MAIORES

PELAS TELEVISÕES NO BRASIL Nº PD 6.7

 

OBJETIVO

Encontrar caminhos para que a TV seja uma contribuição humanizadora da sociedade brasileira.

 

JUSTIFICATIVA

Diante da inegável influência da TV na opinião pública e face à complexidade desse moderno meio de comunicação e da pouca familiaridade da Igreja nesta área, queremos iniciar busca de diálogo. Terá importância especial neste Projeto a participação da União Brasileira de Radiodifusão Católica (UNDA/BR) já que seu objetivo é atuar junto à Rádio e Televisão.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação

Presidência da CNBB: 1994/1994

UNDA/BR

Vicariato da Comunicação de São Paulo

 

PRAZO

Abril de 1993

Junho de 1993

Setembro de 1993

Novembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      CURSO DE COMUNICAÇÃO

PARA BISPOS Nº PD 6.8

 

OBJETIVO

Refletir e discutir com os Senhores Bispos as conclusões de Santo Domingo. Estudar o processo da Comunicação na Igreja e da Igreja.

 

JUSTIFICATIVA

A presença da Igreja na sociedade e a própria Pastoral Urbana não podem prescindir da Comunicação. A própria Evangelização não deixa de, antes de tudo, ser um processo de Comunicação. Importa, pois, conhecer o processo da Comunicação, para torná-lo ativo na Igreja.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação, SEPAC e UCBC.

 

PRAZO

1993/1994

2º semestre de 1993: preparação

1º semestre de 1994: realização

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      ENCONTRO DE BISPOS

E CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS

PROPRIETÁRIAS DE EMISSORAS

DE RÁDIO E TV Nº PD 6.9

 

OBJETIVO

Unir as emissoras em vista de melhor aproveitamento de recursos de pessoas e equipamentos e formar sua identidade católica. Discutir as vantagens de maior profissionalização das emissoras.

 

JUSTIFICATIVA

Contando com a realidade do projeto IGREJA-SAT, as oportunidades de união e de aproveitamento de recursos se multiplicam, criando novas maneiras de ser emissora com característica católica. Além da união, se faz evidente a necessidade do profissionalismo, para usar os recursos disponíveis.

 

RESPONSÁVEL

UNDA e Setor de Comunicação

 

PRAZO

1º a 3 de dezembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:                                                                                    TEOLOGIA DA COMUNICAÇÃO Nº PD 6.10

 

OBJETIVO

Aprofundar a fundamentação teológica da Comunicação.

 

JUSTIFICATIVA

Além da própria fundamentação teológica da Comunicação, preparar o Encontro Latino-Americano sobre Teologia da Comunicação. A realização de um Seminário preparatório, com especialistas teólogos e comunicadores, irá elaborar um texto para desencadear a reflexão teológica sobre a Comunicação em encontros posteriores, a nível nacional.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação (Seminário)

CELAM (Encontro Latino-Americano)

 

PRAZO

Agosto de 1993: Seminário preparatório

2º semestre de 1994: Encontro Latino-Americano

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Comunicação Social

 

Título:      ENCONTRO NACIONAL DE

IMPRENSA ESCRITA CATÓLICA Nº PD 6.11

 

OBJETIVO

Discutir propostas concretas em vista da criação de uma "agência católica de notícias" e de uma "associação" dos jornais e revistas católicas.

 

JUSTIFICATIVA

Uma associação dos jornais e revistas católicas poderá coordenar as forças da imprensa católica do Brasil, com mais possibilidades de articulação. Será encarregada de promover os encontros anuais com temas de interesse do dia-a-dia dos jornais e revistas.

Quanto à "Agência de notícias", ela é fundamental para a imprensa católica (como o é para a imprensa em geral).

 

RESPONSÁVEL

Setor de Comunicação e UCBC

 

PRAZO

12 a 14 de junho de 1993

 

 

        SETOR EDUCAÇÃO

 

A educação é um complexo processo psicossocial que envolve o ser humano em todos os seus aspectos e dimensões, visando à sua formação integral.

Em nosso país, embora se reconheça a necessidade de universalizar a educação, nos defrontamos, na prática, com uma enorme segmentação dos serviços educacionais que favorecem a população de alta renda (escolas pagas e universidade pública gratuita) e penalizam a população de baixa renda (escolarização limitada e de má qualidade, evasão e analfabetismo crescente). Além disso a família e os grandes instrumentos sociais de educação, como a "média", a "inteligência" e a política cultural tem constituído um verdadeiro obstáculo à educação aberta aos valores transcendentes da pessoa.

Diante desses desafios, a Igreja precisa refletir profundamente sobre os marcos diretivos de sua ação pastoral no mundo da educação. No contexto pluralista em que é chamada a atuar, sua primeira missão será de entrar em diálogo cultural com o mundo secularizado e insistir a partir da experiência humana comum, nos valores fundamentais, como a verdade, a justiça, o amor, que são também valores evangélicos. À luz desses valores toda ação cultural e pedagógica se orienta para a edificação do Reino, não só na escatologia, mas desde já, em nossa realidade histórica, cultural e social. Dada, porém, a presença total da Igreja no mundo da educação, nos movimentos de educação popular, escolas e universidade, é indispensável que sua ação se oriente positivamente tanto na linha da superação do privilégio da educação, lutando pela educação para todos, como na linha do desenvolvimento de um pensamento cristão, capaz de se posicionar no diálogo com a ciência, a cultura e a problemática econômica, política e social do nosso tempo.

Assim as instituições educacionais católicas tornar-se-ão o seminário de cidadãos capazes de enfrentar cristamente os desafios da sociedade em que vivemos.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Trabalhar em conjunto com a AEC, ABESC, GRE-CRB, MEB, Equipes Docentes, visando um esforço articulado para a dinamização da Pastoral da Educação em todos os campos.

 

-  Incentivar a criação e assessorar as coordenações de Pastoral da Educação nos Regionais da CNBB e nas Dioceses.

 

-  Colaborar na Pastoral do leigo educador, seu comprometimento como agente da Pastoral da Educação, presença da Igreja nas instituições de ensino, sua articulação com o Conselho Nacional de Leigos.

 

-  Dar apoio às coordenações estaduais de Ensino Religioso nas Escolas; estimular as equipes de Pastoral da educação nas Paróquias e dioceses.

 

-  Acompanhar as iniciativas no campo da educação popular, especialmente formas alternativas de educação de jovens e crianças.

 

-  Promover atividades conjuntas com outros setores e dimensões da Pastoral da Igreja no Brasil, à luz da Diretrizes Gerais.

 

-  Assessorar o estudo e aplicação do documento Educação, exigências cristãs e da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

 

-  Participar dos encontros, seminários e reuniões que interessam ao setor de educação: AEC, ABESC, MEB, GRE, DEC-CELAM.

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      ENCONTRO SOBRE PASTORAL

DA EDUCAÇÃO Nº PD 6.12

 

OBJETIVO

Refletir sobre:

 

1. Os caminhos e novas possibilidades da Pastoral da Educação à luz das Diretrizes da Igreja no Brasil.

 

2.            A necessidade de fomentar uma maior consciência de Igreja e de serviço à comunidade nos que participam na pastoral educativa.

 

3.            Maior unificação de critérios, princípios, conceitos e objetivos, valores e normas que orientam o desenvolvimento da pastoral educativa.

 

4. Provocar uma abertura para o intercâmbio, colaboração e coordenação entre as instituições de educação.

 

JUSTIFICATIVA

A Igreja orienta toda a sua ação pastoral; preocupa-se por isso com a Pastoral Educativa, mostrando a necessidade de identificar as características de uma autêntica educação católica. É urgente estimular o aparecimento de práticas educativas inovadoras, que permitam enfrentar os desafios educativos e de uma evangelização apropriadas ao nosso país.

A integração das instituições educativas na pastoral de conjunto e na pastoral paroquial poderão trazer perspectivas novas à educação.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Educação

ABESC; AEC; GRE-CRB; MEB e Equipes Docentes.

 

PRAZO

17 a 19 de março de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      SEMINÁRIO: EDUCAÇÃO

E COMUNICAÇÃO Nº PD 6.13

 

OBJETIVO

1.            Apresentar e avaliar os recursos educacionais oferecidos pela "média" à família, à escola e às comunidades em geral.

 

2.            Refletir criticamente sobre os tipos de cultura transmitidos pela família, pela escola e pela comunicação.

 

3.            Elaborar propostas concretas que contribuam para uma renovação educativa escolar pelo uso dos meios de comunicação.

 

JUSTIFICATIVA

A comunicação é fator fundamental na educação. Os grandes meios de comunicação apresentam recursos, fontes de conhecimento, de aprendizagem, de modelos que muito contribuem para a educação. A força deles sobre a formação dos jovens, adolescentes e crianças tem sido motivo de preocupação para a família e para os educadores.

Enquanto pedagogicamente se busca a educação libertadora e personalizante, os meios de comunicação provocam a "standardização anônima", a difusão de contra-valores e a reprodução da ideologia e estilo de vida de uma determinada classe social.

Este encontro será o início do trabalho conjunto de educação, para a consecução dos objetivos da missão da Igreja: evangelizar educando e educar evangelizando, assumindo os recursos que a sociedade nos oferece.

 

RESPONSÁVEL

Setor Educação

Setor Comunicação

ABESC; AEC; MEB; GRE-CRB; Equipes Docentes.

 

PRAZO

19 a 22 de julho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      ENCONTROS DO GRUPO DE REFLEXÃO

SOBRE EDUCAÇÃO NACIONAL - GREN                                

Nº PD 6.14

 

OBJETIVO

1.            Reflexão e animação para uma presença comprometida dos educadores cristãos nos diferentes tipos, níveis e modalidades de educação que se oferece ao povo brasileiro.

 

2.            Análise e estudo dos princípios e critérios da nova evangelização aplicados à educação e à Pastoral.

 

3.            Buscar estratégias comuns em vista da atuação conjunta na política nacional da educação.

 

JUSTIFICATIVA

O GREN representa o esforço de um trabalho conjunto dos organismos de educação ligados à Igreja: ABESC, AEC, MEB, GRE-CRB, Equipes Docentes. Através da reflexão conjunta procurar-se-á analisar e sistematizar as experiências educacionais e pastorais a fim de orientar a educação em nosso país.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Educação - GREN

 

PRAZO

15 de fevereiro de 1993

17 a 19 de agosto de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      ENCONTROS DO GRUPO DE REFLEXÃO

DO ENSINO RELIGIOSO ESCOLAR Nº PD 6.15

 

OBJETIVO

1.            Dar continuidade à reflexão sobre a caminhada do Ensino Religioso Escolar, na perspectiva da renovação da prática metodológica pastoral.

 

2.            Incentivar o diálogo interdisciplinar em vista da articulação de conceitos das ciências para a educação religiosa no contexto da escola.

 

3.            Reunir e divulgar publicações de livros, artigos e periódicos e audiovisuais referentes ao ensino religioso.

 

JUSTIFICATIVA

A dimensão religiosa da educação exige uma adequada atuação pedagógica. O GERET se encarregará de manter a reflexão no campo educativo, diante do pluralismo, subsidiando, quando solicitado, e assessorando coordenações e professores do ERE.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Educação Religiosa

Membros do GERET

 

PRAZO

10 a 11 de março de 1993

4 a 5 de junho de 1993

13 a 16 de setembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      ENCONTROS REGIONAIS DOS

PROFESSORES DE ENSINO RELIGIOSO

Nº PD 6.16

 

OBJETIVO

1.            Estabelecer espaço para troca de experiências entre os coordenadores e professores estaduais de Ensino Religioso, visando uma prática mais eficiente.

 

2.            Dar continuidade ao processo de busca da identidade do Ensino Religioso na Escola.

 

3.            Favorecer a formação dos agentes do Ensino Religioso em todos os níveis.

 

4.            Incentivar a articulação dos professores do Ensino Religioso com a Pastoral da Educação em nível diocesano e paroquial.

 

JUSTIFICATIVA

O ensino religioso na escola quer proporcionar aos educadores e educandos experiências, informações e reflexões ligadas à dimensão religiosa da vida, que os ajudem a abrir-se ao sentido profundo da existência e à transcendência. Daí a necessidade da preparação de coordenadores e professores que enfrentarão os desafios culturais de classes heterogêneas e que deverão ter um desempenho em sintonia com o projeto de cidadania consciente e com o projeto de uma sociedade nova. É oportuno que os professores cristãos participem dos grupos de pastoral da educação, que as escolas católicas se abram a grupos entrosados na luta pela educação integral dos alunos. É preciso que as comunidades paroquiais se convertam em centros dinâmicos de evangelização da educação formal ou não formal, da cultura, promovendo a animação e participação das escolas católicas e da rede oficial.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Educação Religiosa

Coordenação Estadual do Ensino Religioso.

 

PRAZO

26 a 30 de janeiro de 1993 - NE 1

15 e 16 de maio de 1993 - NE 2, 3 e 4

10 a 12 de junho de 1993 - O 2

agosto, setembro e outubro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      SIMPÓSIO DE ENSINO RELIGIOSO:

DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO Nº PD 6.17

 

OBJETIVO

1.            Refletir sobre a realidade em meio à diversidade de religiões no mundo escolar.

 

2.            Buscar pistas para orientação dos professores de Ensino Religioso diante do pluralismo existente na sociedade e na escola.

 

JUSTIFICATIVA

Há uma urgente necessidade de prestar esse serviço de orientação aos Professores de Ensino Religioso para que ganhem segurança em sua atuação junto aos alunos. Para isso o GERET pensou em um simpósio em conjunto com a dimensão ecumênica da CNBB, do qual participarão especialistas e coordenadores convidados.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Educação Religiosa

Setor Ecumenismo

GERET

 

PRAZO

14 a 16 de setembro de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Educação

 

Título:      10º ENER - ENCONTRO NACIONAL

DE ENSINO RELIGIOSO Nº PD 6.18

 

OBJETIVO

1.            Proporcionar ocasião de encontros para troca de experiências e esclarecimentos recíprocos sobre a prática do ERE nas diversas regiões do país.

 

2.            Orientar os coordenadores e professores do Ensino Religioso na análise religiosa e cultural do meio em que vivem os educandos.

 

JUSTIFICATIVA

Dada a importância pastoral da religiosidade popular como fato estatísticamente comprovado, característico do comportamento religioso dos educandos, é indispensável que os professores de Ensino Religioso disponham de elementos e orientações para uma análise clara e segura do fenômeno, e se predisponham a uma prática pedagógica coerente.

 

RESPONSÁVEL

Setor de Educação Religiosa

Membros do GERET

Coordenadores Estaduais do Ensino Religioso.

 

PRAZO

Agosto de 1994

 

   MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE ( MEB )

 

   OBJETIVO GERAL

     

     Cooperar na formação do homem ( adulto ou adolescentes), nas áreas em desenvolvimento do país, no sentido de levá-lo a tomar consciência de sua dignidade como criatura humana, feita à imagem de Deus e redimida por Cristo, Salvador do Mundo, e, como conseqüência, transformá-lo em agente de criação original de cultura de um povo.

 

ESPECÍFICOS

 

-  Afirmar que todos os homens têm o mesmo valor essencial e as diversidades entre eles só são admissíveis na medida em que não se transformem na dominação de um homem sobre outro.

 

-  Afirmar que cada homem tem o dever e o direito de empenhar-se na aquisição de condições de vida que lhe permitam, cada vez mais, realizar-se dignamente.

 

-  Afirmar que o homem é por natureza um ser social e, por conseguinte, a sua promoção só pode realizar-se devidamente em atividades comunitárias que redundem na integração do indivíduo na comunidade.

 

-  Afirmar que a integração do homem na comunidade deve realizar-se através de opções conscientes e livres, cuja variedade lhe deve ser proposta sem que nenhuma lhe possa ser imposta.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

Na realização do trabalho com educação popular nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, a entidade tem como prioridades quatro frentes de Ação:

 

1. Alfabetização de Jovens e Adultos.

 

2. Formação Política (formação para a cidadania).

 

3. Formação Sindical.

 

4. Comunicação popular.

 

ENTIDADE

 

Para o próximo biênio, o MEB, em sua organização institucional, continuará implantado a "Descentralização e Regionalização"; nos aspectos pedagógico e administrativo.

Hoje a entidade se estrutura em 4 Regionais (AMAZONAS, CEPI, SERNALBA, MAPA), com 23 departamentos, 4 sub-departamentos e várias Frentes de Alfabetização, situadas em 8 Estados do País.

Já foi iniciado programa de autonomia financeira da entidade, com a criação da gráfica "Arte e Movimento", que reverterá os recursos adquiridos para a manutenção do trabalho.

 

AÇÃO

 

O movimento de Educação de Base se caracteriza como um organismo de "assessoria" aos movimentos populares. Todas as atividades se desenvolvem na expectativa de dar autonomia aos movimentos, no plano pedagógico e econômico.

Trabalhar em conjunto com as dioceses onde se situa (Plano Conjunto).

 

 

PROJETOS

 

O financiamento das ações da entidade, provêm de várias fontes. Grande parte corresponde às financiadoras internacionais (Misereor, Cebemo, Fastenopfer, Vastenktie, Cáritas Suíça, Cáritas Alemã). Outra, de menor proporção, cabe ao Ministério da Educação - MEC, o restante é gerado pelo próprio MEB, provenientes de várias fontes.

A maioria dos projetos têm duração trienal (financiadoras internacionais) e anual, exemplo do MEC.

 

PROJETOS CONJUNTOS

 

Participa das atividades do setor de Educação da CNBB.

Integra o GREN (Grupo de Reflexão Nacional), do Setor de Educação. Coordenará junto com outros organismos do grupo, no ano de 1993, o seminário sobre "Educação e Comunicação".

Colabora com a Pastoral da Criança em programas de Alfabetização.

É membro do Fórum CONANDA, da sociedade civil, para cuidar da aplicação e respeito ao Estatuto da Criança e Adolescente.

Colabora com programas de saúde popular nas dioceses das regiões Norte e Nordeste, onde estão localizados os departamentos.

 

        SETOR PASTORAL SOCIAL

 

O objetivo e as diretrizes gerais da CNBB inspiram o programa específico de atividades do Setor Pastoral Social. Esse programa visa colaborar com todas as demais dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à transformação social, econômica, política e cultural pela qual passa o povo brasileiro, atentas e atuantes para que essa transformação se realize com a participação solidária de todos, objetivando a libertação integral do homem e a construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus.

O Setor Pastoral Social procurará evitar paralelismos entre evangelização, promoção humana e ação organizadora para a transformação de estruturas. O referencial supremo no qual vai buscar essa unidade é Cristo e seu Evangelho, a cuja luz toda a análise da realidade, reflexão e ação serão efetuadas, verá também nas CEBs um exemplo dessa unidade entre fé e vida, oração e ação.

Como procedimento metodológico, tratará inicialmente de obter uma compreensão adequada e crítica da realidade de modo a permitir a formação de um julgamento ético sobre a situação e a formulação de linhas de ação.

O Setor Pastoral Social procurará dinamizar e ampliar suas atividades através da criação de espaços para o encontro de pessoas e instituições interessadas em participar num processo de análise e reflexão global e continuada sobre o que se poderia chamar de "a sociedade que queremos". Além de se tratar de algo importante para a vida da Igreja e do País, isso viria responder a uma necessidade sentida por muitos construtores da sociedade nova e pluralista.

Um desafio para o qual se deve encontrar uma resposta é de como manter esse processo articulado com os movimentos populares e de como divulgar os resultados desta reflexão.

Incentivará ainda a formação de pessoas que revelam dons de liderança. Busca-se uma formação mais continuada, mais exigente, tanto em colocar questões teóricas como na atuação prática. Enfim, uma formação que siga um método progressivo e grupal.

O Setor Pastoral Social atua através de vários organismos que fazem parte da sua estrutura, mas que têm vida e dinamismo próprios. Maior articulação entre esses organismos é importante. O Setor Pastoral Social quer ser um espaço onde isso possa acontecer, como quer também abrir-se para articulações com outros organismos, com objetivos afins. Procurar-se-ão formas para colocar em prática esse objetivo, e isso com a criatividade e participação de todos esses organismos que já compõem o Setor Pastoral Social. Espera-se, com esse esforço, chegar a aperfeiçoar os métodos de trabalho de cada organismo, a promover ações verdadeiramente conjuntas e a elaborar um atualizado conceito de pastoral social que sirva de plataforma comum para a ação de todo o setor e da Igreja em geral.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-  Analisar a problemática nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os resultados dessa análise.

 

-  Analisar e avaliar a pastoral da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação.

 

-  Estudar e divulgar o ensino social da Igreja universal e também das Igrejas particulares, principalmente da América Latina, Estados Unidos e Canadá.

 

-  Apoiar iniciativas de Pastoral Social da Igreja, em nível regional e diocesano.

 

-  Apoiar grupos e movimentos de Pastoral Social, sobretudo de caráter popular e voltados para a defesa dos interesses das classes mais necessitadas.

 

-  Apoiar sistematicamente as pastorais de setores mais marginalizados da população: camponeses, peões, bóias-frias, marítimos e pescadores, mulher marginalizada, doentes, idosos, menores abandonados, encarcerados, nômades etc…

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:                                                                                    SEMANA SOCIAL Nº PD 6.19

 

OBJETIVO

-  Ser um grande laboratório de idéias e possibilidades de projetos capazes de enfrentar os problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil, de construir a cidadania e de superar a exclusão social, econômica e cultural, a nível nacional e regional.

- Desencadear um debate em nível nacional, envolvendo as pastorais, o clero, os religiosos, os agentes de pastoral, as comunidades, os partidos, o movimento sindical, as associações, as universidades, os centros de pesquisa, as organizações não governamentais, sobre as alternativas sociais, políticas, culturais e econômicas, capazes de apontar pistas viáveis e saídas concretas, dentro da perspectiva ética, para os problemas do país, recuperando o sentido de povo e nação.

-  Ser um instrumento efetivo no serviço da vida e da esperança.

 

JUSTIFICATIVA

Contribuir para maior presença da Igreja na sociedade, e abrir espaços de discussão e debate a nível nacional, sobre os problemas e desafios que afetam a sociedade no seu conjunto.

 

Obs.: A Semana Social Nacional será precedida de Semanas Sociais Regionais. Estas desenvolverão, em nível regional, a temática citada para a Semana Nacional e buscarão alcançar os mesmos objetivos.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

 

PRAZO

2º semestre de 1993 - Semanas Sociais Regionais

Junho de 1994 - Semana Social Nacional

 

 

PROJETOS

 

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:      SEMINÁRIO 1:

O BRASIL QUE QUEREMOS:

ALTERNATIVAS E PROTAGONISTAS Nº PD 6.20

 

OBJETIVO

Realizar um Seminário Nacional sobre o tema da 2ª Semana Social Brasileira, para iniciar a discussão, avaliar o processo das Semanas Regionais, concluir e lançar oficialmente o projeto da 2ª Semana Social Brasileira.

 

JUSTIFICATIVA

O Seminário se torna indispensável no desdobramento da 2ª Semana Social, como forma de aprofundamento do tema e preparação à mesma.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

 

PERÍODO/PRAZO

 

14 a 17 de junho de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:      SEMINÁRIO 2:

O BRASIL QUE QUEREMOS Nº PD 6.21

 

OBJETIVO

Elaborar o instrumento de trabalho da 2ª Semana Social Brasileira a partir das Semanas Sociais Regionais.

 

JUSTIFICATIVA

Com esta atividade, se prepara mais proximamente a 2ª Semana Social Brasileira, reunindo os resultados das Semanas Sociais Regionais e elaborando definitivamente a temática e instrumento de trabalho da mesma.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

 

PRAZO/PERÍODO

1ª quinzena de 1993

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:      DIVULGAÇÃO DA PASTORAL SOCIAL

NO EXTERIOR Nº PD 6.22

 

OBJETIVO

Assessorar as entidades externas no conhecimento de critérios para subsidiar a elaboração de suas políticas de ajuda para o Brasil, na área do trabalho social.

 

JUSTIFICATIVA

Distantes da realidade brasileira e diante da problemática que esta apresenta, as entidades externas se ressentem, muitas vezes, de informações e critérios bem fundamentados para informar suas decisões quanto à aplicação dos recursos disponíveis.

Nossa assessoria, neste sentido, tem sido freqüentemente solicitada pelas próprias entidades externas e será baseada, entre outras iniciativas, no próprio trabalho social desenvolvido pelas diversas pastorais sociais.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

Coordenado pelo CERIS

 

PRAZO

1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:      REUNIÕES DO SETOR

PASTORAL SOCIAL Nº PD 6.23

 

OBJETIVO

Aprofundar a formação, animação, articulação e comunicação interna das Pastorais e Organismos do Setor Pastoral Social.

 

JUSTIFICATIVA

As reuniões gerais são momentos indispensáveis para a formação, animação, articulação e comunicação interna das Pastorais e Organismos do Setor Pastoral Social.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:                                                                                    GRUPO DE REFLEXÃO Nº PD 6.24

 

OBJETIVO

Através de reuniões e elaboração de subsídios, prestar uma assessoria permanente às Pastorais e Organismos do Setor Pastoral Social.

 

JUSTIFICATIVA

Dada a complexidade política, econômica, social e cultural de nossa realidade, e a implicação ética de nossa ação social, se justifica a assessoria de um grupo para reflexão e elaboração de subsídios específicos.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:      DINAMIZAÇÃO E ARTICULAÇÃO

DAS PASTORAIS SOCIAIS

NOS REGIONAIS Nº PD 6.25

 

OBJETIVO

Dinamizar a articulação das Pastorais Sociais nos Regionais, promovendo intercâmbio de atividades e uma linha de ação comum.

 

JUSTIFICATIVA

A articulação em nível nacional funciona, porém, não corresponde à mesma articulação e dinamização em nível regional; por isto, se faz necessário um empenho maior neste sentido.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social.

 

PRAZO

1993/1994

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral Social

 

Título:      SEMINÁRIO SOBRE POLÍTICAS

DE SAÚDE Nº PD 6.26

 

OBJETIVO

Analisar as políticas de Saúde e habilitar-nos, como Pastorais Sociais, na promoção de ações que tornem a saúde um bem de todos.

 

JUSTIFICATIVA

Como Pastorais Sociais, dinamizar a implementação do SUS, das conclusões da 9ª Conferência Nacional da Saúde e a participação de agentes pastorais nos Conselhos Municipais, influenciando nas decisões que garantem acesso de todos ao bem da saúde.

 

RESPONSÁVEL

Setor Pastoral Social

Coordenação: P. Saúde, P. da Criança e PMM.

 

PRAZO

1994

 

IV - PROGRAMAS DAS PASTORAIS

ESPECÍFICAS (PPE)

 

 

   A. PASTORAIS

 

   PASTORAL DA JUVENTUDE (PPE-1)

 

   DEFINIÇÃO E OBJETIVOS

 

A Pastoral da Juventude é a ação organizada dos jovens que são Igreja, junto com seus Pastores e com toda a comunidade, para aprofundar a vivência de sua fé e evangelizar outros jovens.

Promove seu encontro pessoal com Cristo e seu Projeto Libertador para que se transformem em homens e mulheres novos, pela vivência do Evangelho, comprometidos na Comunidade de Fé e na construção da sociedade justa e fraterna.

Tendo o jovem como sujeito e como "apóstolo dos outros jovens", a Pastoral da Juventude busca realizar no meio deles o Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e assume suas Diretrizes.

Quer ser uma pastoral inserida na realidade e que responda às aspirações e necessidades dos jovens. Por isso é, ao mesmo tempo, "diferenciada e orgânica", articulando as diversas experiências e organizações específicas: grupos paroquiais (PJ das Comunidades), de Estudantes Secundaristas (PJE), do Meio Popular (PJMP), Rural (PJR) e Universitários (PU). Enfrenta o desafio de integrar os diversos Movimentos.

Articula-se nos vários níveis com coordenações, planejamento e acompanhamento e se integra nas comunidades e com as demais pastorais na construção de uma Pastoral de Conjunto.

 

   METODOLOGIA

   PARA UMA FORMAÇÃO INTEGRAL

 

O instrumento pedagógico principal da PJ tem sido os pequenos Grupos de Base, onde se confronta a vida com o Evangelho e se formam lideranças. O método principal é o Ver-Julgar-Agir-Rever-Celebrar, que garante a interação entre a formação teórica e a prática, a fé e a vida, o grupo e a comunidade que o envolve.

A evangelização dos jovens e a formação de lideranças se dá através de um processo gradual que exige respeito a etapas: Convocação e Nucleação (anúncio a novos jovens e criação de grupos), Iniciação (formação progressiva e intensiva) e Militância (engajamento apostólico na comunidade eclesial e na sociedade). Para ser integral essa formação busca atender às dimensões pessoal, social, política-cultural, teológica-teologal e metodo-lógica.

Urge, portanto, atenção a três aspectos principais: uma "PASTORAL EXTENSIVA" e missionária, visando o anúncio ao conjunto da juventude e seu despertar para a proposta cristã, através de encontros, atividades massivas, meios de comunicação e utilização da linguagem artística; o ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO INTENSIVO DE FORMAÇÃO INICIAL, especialmente nos grupos de base, através de assessores e coordenadores capacitados, cursos e retiros complementares, fornecimento de subsídios, etc; o ACOMPANHAMENTO AOS MILITANTES, cujo nível de consciência e engajamento e os desafios levantados à fé nos seus meios de atuação, exigem especial atenção.

 

PRIORIDADES

 

Ao celebrar 10 anos de articulação nacional (1993), a Pastoral da Juventude do Brasil lançou o projeto "avaliar para avançar", que inclui a celebração da 10ª Assembléia Nacional (julho/93) e que pretende "escutar o mundo e a Igreja para perceber os desafios que os jovens apresentam e redefinir seu projeto em vista da missão no meio deles".

 

Nesse período pretende-se dar atenção prioritária à:

 

Formação:

 

*  Sistematizar a formação, com atenção às dimensões psico-afetiva e mística (exigências da modernidade), visando melhor educação da fé para a inserção social.

 

*  Acompanhar os grupos de jovens para que aconteça o processo de formação integral, ajudando no planejamento e publicando subsídios adequados.

 

*  Formar assessores religiosos e leigos para esse acompanhamento.

 

Metodologia:

 

*  Rever a metodologia e buscar novas alternativas metodológicas, para atingir mais eficazmente as várias "juventudes" (missão).

 

*  Elaborar um projeto pastoral mais eficaz para atingir a juventude urbana.

 

*  Aprofundar a identidade, missão e metodologia específica das diversas Pastorais da Juventude de Meios Específicos.

 

Organização:

 

*  Fortalecer as coordenações em todos os níveis, ajudando aquelas dioceses que ainda não estão articuladas, garantindo o planejamento pastoral participativo, agilizando a comunicação e buscando alternativas para a carência de recursos materiais e financeiros em todos os níveis.

 

*  Rever a estrutura organizativa da PJ em vista da eficácia de seu serviço às bases.

 

Pastoral de Conjunto:

 

*  Promover maior inserção da PJ na Pastoral de Conjunto em todos os níveis, maior integração com as pastorais afins, especialmente Vocacional, Familiar e Catequese e maior intercâmbio com as pastorais sociais.

 

*  Estreitar o conhecimento e diálogo com os Movimentos que atuam no meio da juventude, ajudando-os a assumirem as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral e visando uma Pastoral Orgânica e eficaz.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

O Setor Juventude propõe-se como atividades permanentes:

 

-  Colaborar no fortalecimento das coordenações Regionais de Jovens e comissões de assessores, realizando visitas para conhecimento da realidade e assessoria ao planejamento.

 

-  Apoiar a realização de encontros e seminários de assessores e jovens, promovidos pelos Regionais, além dos Seminários Nacionais.

 

-  Apoiar a opção preferencial da PJ pelos jovens empobrecidos, garantindo seu protagonismo em todos os níveis de decisão.

 

-  Colaborar na articulação das Pastorais específicas de Juventude (Rural, Estudantil, Universitária e do Meio Popular), aprofundando sua especificidade e integração na Pastoral orgânica.

 

-  Apoiar a reflexão que busca descobrir novos métodos para atingir a massa juvenil, especialmente a elaboração de um projeto eficaz para a PJ nos centros urbanos.

 

-  Ajudar na superação de tensões e conflitos entre grupos e movimentos, jovens e hierarquia, mediante o diálogo e conhecimento.

 

-  Contribuir na elaboração de um Plano Sistemático de Formação para grupos de jovens e na elaboração de subsídios para sua implementação.

 

-  Apoiar o desenvolvimento de formas de articulação e de acompanhamento dos militantes jovens que atuam nos organismos intermediários da sociedade.

 

-  Incentivar a formação de assessores em nível diocesano, regional e nacional, colaborando na realização de cursos, seminários, e outras atividades com esse objetivo.

 

-  Ajudar na elaboração dos subsídios para o Dia Nacional da Juventude, e elaboração do subsídio para grupos de jovens da CF de cada ano.

 

-  Manter e agilizar a comunicação permanente com e entre as diversas instâncias de coordenação da PJ do Brasil;

 

-  Manter relacionamento com os Setores de Juventude do Pontifício Conselho para os Leigos, do CELAM e de outras Conferências Episcopais da América Latina.

 

-  Prestar assessoria permanente à Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude (CNPJ) e aos regionais que a solicitarem, com ajuda da Comissão Nacional de Assessores.

 

-  Apoiar o trabalho e divulgar os cursos e subsídios oferecidos pelos Centros, Institutos e Casas da Juventude.

 

-  Incentivar a criação de novos Centros e Institutos de Pastoral da Juventude, com apoio das Dioceses e Congregações Religiosas.

 

 

PROJETOS

Dimensão: Sócio-Transformadora  Setor: Pastoral da Juventude

 

Título:      10ª ASSEMBLÉIA NACIONAL

DA PAST. JUVENTUDE Nº PPE 1.1

 

Assembléia Geral ordinária, bienal, com cerca de 150 delegados dos Regionais e Pastorais Específicas de Juventude (e outros convidados), para revisão, planejamento e estudo da PJ Nacional.

 

OBJETIVO

Celebrar os dez anos de Pastoral da Juventude, organizada em nível nacional, ouvindo os jovens e a Igreja para redefinir seu Projeto em vista da missão.

 

JUSTIFICATIVA

Para garantir a organicidade da Pastoral da Juventude e o protagonismo dos jovens como sujeitos da mesma, faz-se necessário abrir espaço para um processo representativo e participativo de planejamento onde se reflita os grandes desafios lançados pela realidade à PJ do Brasil, definam-se prioridades, programem-se atividades e se revise sua correspondência às necessidades dos Regionais. As Assembléias Nacionais têm sido espaço especial para isso.

 

RESPONSÁVEL