CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

10º PLANO BIENAL DOS ORGANISMOS NACIONAIS

 

1989/1990

 

 

APRESENTAÇÃO

 

O       10º Plano Bienal de Pastoral é o segundo do quadriênio 1987/1990. Suas grandes linhas são as mesmas do anterior já que inspirado nas mesmas Diretrizes. Em muitos aspectos ele dá continuidade ao 9º Plano; em outros ele avança atendendo a novas exigências da Pastoral em nível nacional.

A estratégia geral foi mantida. Há programas conjuntos, programas específicos (dimensões e situações), e o programa de coordenação. Eles definem orientações para a ação, atividades permanentes e projetos. Os programas conjuntos permanecem, mas com enfoques renovados. O programa da Campanha da Fraternidade, busca encaminhar uma pedagogia mais participativa. O programa "Eclesiologia integral" tem seguimento, mas cede maior espaço, neste biênio, ao programa "Igreja, Evangelização e Cultura". Os programas relativos aos três destaques (Meios de Comunicação Social, Juventude e Família) receberam tratamento e ênfase especial. Em todo o conjunto procurou-se sempre o máximo de integração entre programas, dimensões e situações.

Que este l0º Plano, seja como documento escrito, seja sobretudo, como conjunto de esforços e ações, constitua o testemunho, mais sincero do propósito de servir que é a vocação de nossa mesma Conferência.

 

Brasília, Advento de 1988

 

† Antônio Celso de Queiroz

Secretário Geral da CNBB

 

 

 I - PROGRAMAS CONJUNTOS (PC)

                      

ECLESIOLOGIA INTEGRAL

IGREJA, EVANGELIZAÇÃO E CULTURA

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

 

            PROGRAMAS CONJUNTOS (PC)

 

                                                                                                                     

                     

PROGRAMA CONJUNTO 1 (PC-1) ECLESIOLOGIA INTEGRAL

 

OBJETIVO

 

Desenvolver uma eclesiologia como fundamento amplo para a articulação das várias pastorais e movimentos eclesiais na Pastoral orgânica, em conseqüência com as orientações da Igreja no Brasil, na América Latina e da Igreja universal.

 

JUSTIFICATIVA

 

I. Transformações eclesiais e práticas pastorais

 

Nas duas décadas que se seguiram ao Concílio Vaticano II, foram muitas e profundas as transformações nas estruturas e práticas pastorais da Igreja no Brasil. Sob o impulso de Medellín  e de Puebla, e das provocações da realidade sócio-cultural e eclesial, emergiram novas práticas pastorais, enquanto outras se tornaram ultrapassadas. Além disso, caminhamos para o V centenário da Evangelização do Continente.

Nesse período, uma nova visão da realidade, na fidelidade ao Espírito, orientou a Igreja e seu agir pastoral na direção dos pobres e de seu mundo. Fez com que ela descobrisse grupos minoritários e situações específicas e articulasse uma ação Pastoral mais adequada. Cresceram as CEBs, nasceram e se ampliaram pastorais específicas, movimentos emergentes, dentro de um projeto Pastoral mais amplo, orientado pelo Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil.

Abrindo-se a um mundo cultural e religiosamente policêntrico, a Igreja no Brasil ampliou também seu horizonte na direção de outros grupos religiosos e de culturas minoritárias, reconhecendo-lhes os valores e dispondo-se a um diálogo aberto. Essa atitude, como forma de serviço eclesial ao mundo, tornou-se um sinal de esperança para uma unidade mais profunda. Ao mesmo tempo, a Igreja se depara com um crescente secularismo, de um lado; e com a multiplicidade de grupos religiosos autônomos (seitas), novas formas de manifestação religiosa e de filosofias de vida, de outro.

Esse dinamismo de renovação gerou processos novos de evangelização através de uma integração mais profunda entre fé e vida, Palavra de Deus e compromisso histórico, e de um novo tipo de apologia da fé.

 

II.                                                                                 Desafios e questionamentos

 

Cresceram os desafios. Primeiro, o desafio dos pobres numa sociedade de classes. Segundo, o desafio da pluralidade de visões religiosas e das várias culturas num mundo cada vez mais complexo. Terceiro, o desafio de uma Ação Pastoral Orgânica para cumprir sua missão: evangelizar.

A explosão de iniciativas e de atividades, que caracteriza nossa Igreja hoje, traz consigo também o risco não desprezível da dispersão dos objetivos parciais e de perda de uma visão de conjunto, necessária a uma evangelização mais eficaz.

Há o risco de setorizar a Pastoral na diversidade de iniciativas e atividades, em si legítimas, mas que devem contribuir articuladamente para o objetivo central, a razão de ser da própria Igreja, sua missão. Pode-se, desta forma, diluir a identidade eclesial nas diferentes dimensões e perspectivas não integradas entre si, enfraquecendo os laços de pertença à Igreja e a eficácia missionária da mesma.

Desta forma, pastorais setoriais ou movimentos podem não se sentir integrados na Pastoral Orgânica; a própria Igreja pode ser vista mais como mensagem em concorrência com outras da sociedade, do que como sacramento e mistério da fé. Corre-se o risco de, por um lado, igualar e, por outro, separar perigosamente o processo de libertação e evangelização. Neste sentido, observa-se a penetração de uma tendência espiritualista desencarnada que deixa na sombra a realidade social. Do mesmo modo, o processo pedagógico da apropriação da fé (catequese, pregação, liturgia.) arrisca separar-se do serviço concreto e ativo da caridade.

 

III.        Pistas para a concretização do objetivo

 

Para responder aos desafios e questionamentos acima, concretizando o objetivo, dever-se-á buscar uma visão de Igreja que possa oferecer maior coerência ao caminhar da Igreja dentro do mundo de hoje. Por isso, esse programa visa:

            a)         Conduzir a uma maior consciência daquilo que a todos une: a presença e ação de Cristo e do Espírito na Igreja, povo de Deus.

            b)         Superar a confrontação "clero-laicato" na direção de uma comunhão mais profunda e articulada entre comunidade e ministérios.

            c)         Aprofundar o ser batismal de todo cristão, sua dimensão missionária, e a co-responsabilidade de todos os batizados na missão da Igreja.

            d)         Valorizar a Igreja particular como lugar de uma comunhão dinâmica de serviço ao mundo e de articulação com as demais Igrejas particulares e a Igreja universal.

            e)         Fundamentar a subsidiariedade de serviços na comunhão e co-responsabilidade.

            f)          Apresentar a Igreja, Povo de Deus, em sua dimensão profética frente ao mundo, comprometida com a causa do pobre e da justiça na sociedade.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1.         Seminário sobre Igreja particular e Movimentos eclesiais: para Subsecretários e assessores da CNBB.

1989

maio

Linha 1:

Setor Leigos

INP.

2.         Reino, Igreja e Sociedade conflitiva. Aprofundar as relações da Igreja com o mundo em conflito. Para Pastorais e organismos da CNBB.

1989

Linha 6

3.         Eventos e atividades temáticas já incluídos no Plano de Pastoral das Dimensões e/ou organismos nacionais.

 

 

 

 

PROGRAMA CONJUNTO 2 (PC-2) IGREJA, EVANGELIZAÇÃO E CULTURA

 

Durante a 25ª Assembléia Geral, bem como em outras reuniões, realizadas nos últimos anos, percebeu-se a necessidade de uma séria abordagem do tema "Evangelização e Cultura". Afloraram, de fato, inúmeros desafios.

 

Desafios do dia-a-dia

 

         impacto da cultura dominante do último quartel do século XX sobre pessoas de culturas pré-modernas (indígenas, migrantes etc.), e da cultura brasileira sobre migrantes de outros continentes;

         impacto da invasão cultural dos continentes do norte;

         relacionamento saber popular versus saber sistematizado;

         massificação cultural em ato em confronto com valores regionais;

         cultura muitas vezes encastelada em superestruturas acadêmicas não engajadas na transformação da sociedade;

         exigência dos pobres na América Latina e no Brasil como força histórica de transformação e libertação.

 

Desafios emergentes

 

         explosão da informática influindo na cultura, na evangelização, na educação;

                                                                                                   engenharia genética e seu impacto sobre a vida, a família;

         destruição do ambiente, esgotamento dos recursos não renováveis;

         implicações éticas do uso da energia nuclear;

         impacto dos MCS  sobre os valores, a ética, a religiosidade, a educação (cf. CF 1989);

         a expansão dos movimentos fundamentalistas ("seitas"), do processo  de secularização e dos  humanismos imanentistas;

 

Cultura ou Culturas?

 

É um desafio até a própria definição de "cultura", frente à variedade das realidades e das acepções do termo, e às ideologias subjacentes.

 

Desafios que vêm da História

 

         fé encarnada na cultura peninsular, marginalizando as culturas  indígenas e negras (cf. CF 1988);

         saber e religiosidades populares longamente ignorados;

         distanciamento da Igreja do campo do pensamento leigo, da ciência e da cultura sistematizada; criação de centros paralelos de produção do saber;

         na passagem dos 500 anos do inicio da ocupação das Américas pelos europeus e de sua evangelização, apresenta-se o desafio de uma sincera avaliação global, visando uma conversão e um novo planejamento, na soleira do 3º milênio.

 

Desafio específico da evangelização

 

A cultura reflete o lugar social em que se produz e reproduz; está envolvida pela ambigüidade da História, entre valores e contravalores.

A evangelização realiza-se dentro desse processo cultural, numa contínua encarnação no mundo do ser humano. O grande desafio para a evangelização é o mesmo do Verbo: fez-se carne e plantou seu barraco entre nós, assumiu nossa fraqueza para libertar o homem todo, pessoa e sociedade. Como, então, anunciar a Boa Nova ao homem de hoje, culturalmente identificado, despertando suas energias, seu coração, para que ele assuma livremente o projeto de Deus, conserve sua identidade cultural e purifique do mistério do pecado a cultura, para que o Reino possa, como fermento, levedar toda a massa da cultura humana?

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1.Grupo de trabalho para sistematizar a reflexão sobre o tema.

1990

INP, IBRADES.

2.Seminário "Evangelização e MSC.

1989

Linha 6:

Setor Comunicação, Social IBRADES.

3.Seminário "Cultura urbana contemporânea e Evangelização".

1990

Linha 1

4.Seminários regionais sobre cultura popular e evangelização.

1989

Subsecretários, Representantes das Pastorais Populares

5.Eventos e atividades temáticas já incluídas no Plano de Pastoral das Linhas e/ou outros organismos.

 

 

 

 

PROGRAMA CONJUNTO 3 (PC-3) CAMPANHA DA FRATERNIDADE

 

A Campanha da Fraternidade, criada em 1964, tornou-se, ao longo desses 25 anos, um privilegiado processo de evangelização nacional durante o período da Quaresma, e passou a ter uma profunda influência, como fio inspirador e condutor do planejamento Pastoral do ano todo. A CF passou a ser também um fator de unidade Pastoral, aglutinando as Igrejas locais do Brasil numa mesma proposta de reflexão e ação e cativando a simpatia de várias confissões evangélicas que, aos poucos, assumem a CF em sua ação evangelizadora. Sendo um projeto nacional de tamanha importância, requer um aperfeiçoamento cada vez maior do processo de participação de toda a Igreja em seus diversos níveis e o comprometimento consciente de todas as dimensões ou linhas da ação Pastoral.

A 23ª Assembléia Geral da CNBB, em abril de 1985, recomendou que se fizesse uma avaliação global da Campanha da Fraternidade, para dirimir algumas dificuldades que ainda persistem e, conseqüentemente, procurar meios para torná-la mais eficaz. Essa avaliação aconteceu ao longo de 1985, com a participação dos Subsecretários Regionais, Coordenadores Regionais da CF e Assessores da CNBB. Em agosto do mesmo ano, o Conselho Permanente dedicou-se a esta avaliação, cumprindo o que lhe fora delegado pela Assembléia Geral. Os resultados foram publicados no Comunicado Mensal da CNBB de agosto de 1985, às páginas 999 a 1.002.

O Encontro Nacional de Coordenadores da CF, maio de 1987, solicitou à CNBB o aproveitamento da comemoração aos 25 anos da Campanha da Fraternidade para intensificar a busca de novos processos de animação da CF. Para alcançar este propósito:

         A CF passa a ser um PROGRAMA CONJUNTO, assumido pela  Presidência e CEP e todos os Assessores Nacionais da CNBB.

         Motivar-se-á toda a Igreja no Brasil para que a CF seja, cada vez mais, uma atividade de Pastoral ampla, envolvendo todos os grupos e setores da Igreja nas várias etapas do seu cronograma (planejamento, elaboração dos diversos subsídios, treinamento de animadores, realização e avaliação).

            Apresentar-se-á um roteiro para a produção e adaptação de subsídios para a evangelização e liturgia segundo espírito da CF em vista de maior criatividade, participação e co-responsabilidade.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

A) Atividades habituais

Elaboração do Texto-Base e demais subsídios para a CF 91-92.

1990 e 1991, junho a agosto.

Secretaria Executiva. CF Equipe especializada no tema.

Escolha do tema e lema CF 91-92.

 

Presidência e CEP.

Impressão e distribuição do material da CF 90-91.

1989 e 1990, setembro e outubro.

Editora Salesiana Dom Bosco.

Esboço do Texto-Base CF 90-92 (lª redação).

 

Secretário Executivo. CF  Equipe especializada no tema.

Concurso de LETRAS CF 91-92.

1989 a 1990, novembro a janeiro.

Secretaria  Executiva CF  Assessor de Liturgia.

Envio da 1ª redação do Texto-Base aos Bispos, Coordenadores Regionais da CF para  consulta e sugestões.

1990 a 1991, novembro a janeiro.

Secretaria Executica da CF

Elaboração, impressão e distribuição de Subsídios a cargo dos Regionais e Dioceses.

1989 e 1990, outubro e dezembro.

Coordenação Regional e Diocesana da CF

Reuniões de Planejamento e de Treinamento com anima-dores da CF: regional, diocesano e paroquial.

 

 

Seleção de Letras da CF 90-91.

1989 e 1990, janeiro e fevereiro.

Assessor Liturgia e equipe especial.

Organização imediata da CF nas dioceses, paróquias, grupos, movimentos, CEBs.

 

Coordenação Diocesana e Paroquial da CF

Início do CONCURSO DE MÚSICA e do CARTAZ para a CF 90-91

 

Assessores de Liturgia, Comunicação e Sec. Exec. CF

(Domingo antes da quarta-feira de cinzas) MOTIVAÇÃO para a ABERTURA DA CF Preparação dos animadores paroquiais.

1989, fevereiro 5; 1990, fevereiro, 25.

13. 1989, fevereiro, 8; 1990, fevereiro, 28.

Coordenação Diocesana e Paroquial.

QUARTA-FEIRA DE CINZAS: Lançamento da CF pela CNBB e abertura nas

Dioceses e Paróquias. Celebração do Envio (Catequistas, Animadores de Círculos

Bíblicos, de Encontros nas Famílias...).

 

Coordenação Diocesana e Paroquial da CF

PÁSCOA - DIA NACIONAL DA FRATERNIDADE, Coleta nacional em todas as missas e Celebrações.

1989, março, 26; 1990, abril,

15. 1989, março 27 a abril 10; 1990, abril, 16 a 26.

Coordenação Paroquial da CF

PARÓQUIAS: AVALIAÇÃO DA CF. Envio das Avaliações à Diocese e da porcentagem da Coleta.

 

Coordenação Paroquial da CF

DIOCESES: Síntese das Avaliações das Paróquias que deve ser imediatamente enviada ao Regional.

1989, abril, 10 a 20, 1990, abril 26 a maio 6.

Coordenação Diocesana da CF

Envio das porcentagens da coleta que cabem ao Regional e ao Nacional.

 

Coordenação Diocesana da CF

Motivação final do Concurso de Música e Cartaz para a CF de 1990 a 1991.

 

Coordenação Regional da CF

REGIONAL: Síntese das Avaliações  das Dioceses e envio ao Nacional.

 1989, maio, 1 a 10; 1990, maio 6 a 16.

Coordenação regional da CF

NAC1ONAL: Seleção prévia das Músicas e Cartazes da CF 90 e 91.

1989 e 1990 maio 1 a 15.

Assessor Liturgia para música e equipe especializada.

ENCONTRO NACIONAL DE SUBSECRETÁRIOS E DE ANIMADORES REGIONAIS DA CF: Avaliação Global da CF 89 e escolha do tema para 1991, apresentação dos Cânticos e do Cartaz de 1990 e 1991 e levantamento dos lemas para 1991 e 1992.

1989 e 1990, maio 20 a 22.

Secretaria  Executiva da CF  Assessor Liturgia, Assessor Comunicação.

B) Atividades específicas:

Visita do Secretário Executivo da CF a todos os Regionais para um processo de animação da CF para um processo participativo na animação, preparação, realização, envolvimento das diversas modalidades de Pastoral.

1989 e 1990.

Secretaria Executiva da CF

 

 

II - PROGRAMAS ESPECÍFICOS (PE)

 

A - LINHAS OU DIMENSÕES PASTORAIS

B - SITUAÇÕES PASTORAIS

C - COORDENAÇÃO NACIONAL

 

 

A - LINHAS OU DIMENSÕES  PASTORAIS

 

PROGRAMA 1

DIMENSÕES COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

LINHA 1 (PE-1)

 

"É o Espírito que convoca e reúne seu povo para viver em comunidade, conforme o carisma e a missão que a cada um são concedidos, segundo o dom de Deus" (Diretrizes Gerais, 116).

 

Pela dimensão comunitária e participativa, essencial para a vida de fé, a Igreja no Brasil pretende valorizar todas as vocações, carismas e ministérios do Povo de Deus; criar condições para que tais vocações sejam vividas em crescente comunhão e fazer com que suas estruturas possibilitem plena participação de todos para atingir aquela unidade que é gérmen do Reino e sinal para que o mundo creia.

Nessa dimensão incluem-se três setores:

·      Vocações e Ministérios

·      Leigos

·           Estruturas de Igreja

 

SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

·       VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

"Aprouve a Deus santificar e salvar os homens não singularmente, sem nenhuma conexão uns com os outros, mas constituí-los num povo... " (LG 9). O Povo de Deus se reúne hoje, especialmente, na Igreja. O Plano da Salvação, a formação do Povo de Deus e a constituição da Igreja nascem da própria Trindade divina, daquela comunhão em que estão unidos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por isso, a Igreja, como explicitou Puebla, é essencialmente comunhão e participação.

Gerada à semelhança da Trindade, a comunidade eclesial é, ao mesmo tempo, perfeita comunhão na igualdade e na realidade ordenada segundo o plano de Deus Pai. Nela, todos recebem os dons do Espírito, ou carismas, e são chamados a fazê-los frutificar em múltiplos serviços e ministérios em benefício da comunidade e, principalmente, em função da missão evangelizadora no mundo.

Entre os diversos ministérios sobressaem os apostólicos, consagrados pelo sacramento da Ordem, a serviço da unidade da comunidade e da sua fidelidade à origem apostólica.

Há mútua relação entre ministérios e a comunidade: aqueles estão em função desta, do seu crescimento, na unidade e dinamismo missionário; ela se expressa através deles, os sustenta, se identifica com eles, até se tornar  "toda ministerial".

Nisso se fundamentam também os critérios da ação Pastoral da Dimensão Comunitária e Participativa:

-    levar todos os cristãos à participação ativa na vida da Igreja e na transformação do mundo;

-    desenvolver as diversas formas de organização do apostolado e de participação da comunidade na missão da Igreja;

-      fazer com que os diversos ministérios atendam as necessidades da comunidade e da missão;

-      contribuir para que os ministérios hierárquicos - diaconato, presbiterato e episcopado - realizem sua função de animação e dinamização da vida eclesial, na comunhão de todos os carismas e ministérios, através de um testemunho de vida, que os torne sinal de unidade e autenticidade.

 

O ideal, foi expresso eficazmente por  São Bernardo, numa oração em que pede a Deus "que ordene nele aquele tanto de amor que lhe concedeu": "a fim de que o todo, que a Deus pertence, eu o ame de tal forma que, em cada coisa, eu me preocupe com a parte que me foi confiada na divisão das tarefas, mas sem que isto me impeça de ter um grande amor interior, para as outras tarefas, que não fazem parte da minha função pessoal". Em outras palavras: cada um deve amar e assumir a sua parte (participação), em comunhão e por amor ao todo, a comunidade inteira.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-      Incentivar e aprofundar a compreensão da vocação cristã como dimensão de toda a Pastoral, a ser concretizada nos diversos serviços e ministérios.

-      Aprofundar o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos, como instrumentos de rejuvenescimento do dinamismo evangelizador da Igreja, dando particular atenção à formação para tais ministérios.

-    Oferecer condições e estímulo ao ministério episcopal, visando sua unidade e o exercício de sua missão específica.

-    Acompanhar regularmente a Comissão Nacional do Clero (CNC), apoiando suas tarefas de proporcionar a todos os que vivem a vocação presbiteral elementos para uma vivência de maior participação e comunhão e colaborar para a promoção integral dos presbíteros e seus presbitérios, a fim de que se realizem plenamente conforme sua vocação e missão.

-      Apoiar o Conselho Nacional de Leigos (CNL) no seu esforço de organização em nível nacional e regional, para que todos os cristãos, como Igreja, possam testemunhar seu batismo, no mundo, diante de tantos desafios para a justiça, a fraternidade e a paz.

-      Acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos (CND), apoiando sua tarefa de animar a vocação ao ministério diaconal e sua formação.

-      Colaborar com a CRB e com a CNIS, no âmbito das respectivas Conferências, para que a vida consagrada assuma na Igreja a sua vocação específica, como manifestação profética e carismática do Reino.

-      Dar condições para a capacitação adequada dos formadores dos futuros presbíteros, apoiando cursos em nível nacional e regional.

-      Acompanhar, através de contatos e reuniões com formadores, a aplicação das Diretrizes Básicas da Formação presbiteral nos Seminários e Institutos de Formação.

-      Implementar, juntamente com a OSIB, instrumentos de aperfeiçoamento da formação sacerdotal, tais como a atualização do Catálogo dos Seminários e do Cadastro de Professores dos Institutos de Filosofia e Teologia do Brasil.

-      Levantar constantemente a existência de bons textos, úteis para o ensino da Filosofia e da Teologia e encaminhar esta listagem bibliográfica, atualizada, aos Seminários e Institutos de formação presbiteral.

-      Incentivar o intercâmbio e a mútua ajuda entre os Institutos de Filosofia e Teologia, especialmente no referente a professores dedicados à formação intelectual dos novos presbíteros.

-      Despertar nas Dioceses e presbitérios a consciência da disponibilidade para o trabalho na formação presbiteral, tanto de novos professores quanto de formadores, vocacionados para a tarefa.

-      Dar condições e capacitação adequada aos formadores e professores dos futuros presbíteros, apoiando e viabilizando Cursos, Encontros, Seminários de Estudos e outras atividades, em nível Nacional e Regional.

-      Acompanhar e analisar as atividades dos regionais, no campo da promoção e formação vocacional, promovendo o intercâmbio de subsídios e informações, especialmente em preparação aos momentos intensivos de Pastoral Vocacional.

-       Incentivar iniciativas de promoção vocacional para a vida presbiteral e a vida consagrada, especialmente no meio urbano, entre os operários, universitários e profissionais liberais e na arca rural.

-         Promover uma Pastoral Vocacional com perspectiva universal, procurando suscitar vocações missionárias para toda a Igreja.

- Manter fraterno relacionamento com o Departamento de Vocações e Ministérios do (DEVYM), do CELAM, bem como com os de outras Conferências Episcopais, colaborando com suas solicitações e participando de possíveis encontros internacionais.

-      Colaborar com a Pastoral da Juventude, Catequética, Educacional, Familiar-Comunitária, no que se refere à dimensão vocacional.

-      Proporcionar Cursos para a formação de assessores e animadores vocacionais.

 

PROJETOS

 

PASTORAL VOCACIONAL

PROJETO PE-1.1

 

  ENCONTRO NACIONAL

DA PASTORAL VOCACIONAL

E 2º  ENCONTRO DE BISPOS RESPONSÁVEIS,

NOS REGIONAIS, PELA MESMA

 

Por ocasião da realização do 1º  Encontro de Bispos Responsáveis pela Pastoral Vocacional nos Regionais, ocorrido em setembro de 1988, os participantes deste decidiram-se pela participação no projeto acima, associando-se aos Coordenadores Regionais da Pastoral Vocacional, projeto que se realiza bimensalmente.

Tal decisão se deu pelo fato de a Pastoral Vocacional estar recebendo novo impulso na Igreja do Brasil, inclusive com a indicação de um assessor específico para a área. O Encontro visa ainda unificar a reflexão e proceder aos encaminhamentos conjuntos entre os Coordenadores Regionais e Bispos do Setor, bem como tomar decisões co-responsáveis e integradas, entre os mesmos, no início deste novo período.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

9º Encontro Nacional da PV e 2º dos Bispos, responsáveis, nos Regionais, pela mesma.

1989, setembro, 11 a 15.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios.

 

 

          PROJETO PE-1.2

          3º ENCONTRO DE BISPOS RESPONSÁVEIS

          PELA PASTORAL VOCACIONAL NOS REGIONAIS

 

Como conclusão ainda do 1º Encontro dos Bispos da Pastoral Vocacional, decidiu-se pela realização anual deste projeto. Concluiu-se pela viabilidade do mesmo, dado a importância ímpar que ocupa tal Pastoral na Igreja do Brasil e os constantes novos desafios que se apresentam para a área. Justifica-se ainda pelo fato de muitos encaminhamentos a serem feitos para que esta Pastoral aponte, efetivamente, para uma Igreja Sinal e Sacramento do Reino, de Comunhão e Participação e toda ela ministerial.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

3º Encontro Nacional

1990, setembro, 10 e 14.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios.

 

 

PROJETO PE-l.3

OS MINISTÉRIOS NA IGREJA

 

O        projeto aqui em questão contempla a realização de um Seminário, levando a efeito uma ampla reflexão sobre os ministérios leigos na Igreja. Tenciona-se convidar, para dele participar, alguns Setores e Dimensões da CNBB, o Setor Leigos, o CNL, o Setor Estruturas de Igreja: CEBs e Pastorais Sociais. Visa, acima de tudo, o projeto, clarificar a reflexão ao redor de tão importante temática, qual seja, a dos ministérios leigos na Igreja e sejam divisados novos caminhos para, na prática da Pastoral eclesial, esta possa mostrar o seu novo rosto, a de ser uma Igreja toda ela ministerial.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário sobre os ministérios leigos na Igreja. l

1989, junho, 12 a 18.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios, Setor Leigos,  Setor Estruturas de Igreja: CEBs, INP.

 

 

PROJETO PE-1.4

CURSOS PARA AGENTES DE

PASTORAL VOCACIONAL

 

Como proposta concreta e votada, no lº Encontro de Bispos do Setor Pastoral Vocacional nos Regionais, foi indicada como de prioridade a da realização de cursos para a formação de assessores e animadores da Pastoral Vocacional, para os níveis regional e diocesano. Notou-se que houve um vazio

nesta área e isto poderá estar determinando um pouco a sensível desaquecimento da Pastoral Vocacional em várias regiões do país. Dada esta situação, ouvidos os reclamos e percebendo a urgente necessidade de um maior quadro humano assessorar e dinamizar tão importante setor da Pastoral no Brasil, é que se oferecem estes cursos.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1º Curso para agentes e assessores da Pastoral Vocacional.

1989 setembro, 16 a 22.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios.

2º Curso de assessores e agentes da Pastoral Vocacional.

1990

julho,

16 a 21.

 

 

 

SEMINÁRIOS

 

PROJETO PE-1.5

FORMAÇÃO HUMANO-AFETIVA

NOS SEMINÁRIOS MAIORES

 

Dando continuidade aos Cursos sobre temas específicos para a formação presbiteral e após 4 cursos sobre a Formação Participativa nos Seminários Maiores e 2 sobre a Formação Espiritual, reunidos, na 6ª Assembléia Geral da OSIB, mais de 100 Reitores e Formadores, com expressivo destaque e evidência, escolheu-se, como tema, o da Formação humano-afetiva (e sexual), no processo da formação presbiteral, para os Cursos do próximo biênio.

Com estes novos Cursos objetiva-se criar condições para que os formadores possam avaliar o lugar e a importância da formação humano-afetiva e sexual nos Seminários, dar-lhes condições para estarem às voltas, por vezes, com situações delicadas nesta área ainda perceberam as "ilações" desta temática com o todo da formação presbiteral, especialmente o da espiritualidade e formação no e para o celibato.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de Circular-convite e texto de estudos sobre o tema.

1988 outubro

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios OSIB.

7º Curso de Formadores.

1989, janeiro 23 a fevereiro 02

abril

 

Envio de Circular-convite e texto de estudos sobre o tema.

1989, julho, 17 a 27, outubro.

 

8º Curso de Formadores. Envio de Circular-convite e texto de estudos sobre o tema.

1990, janeiro, 23 a fevereiro, 01

 

9º Curso de Formadores.

 

 

 

 

PROJETO PE-1.6

ENCONTROS NACIONAIS SOBRE ESTUDOS

FILOSÓFICOS E FORMAÇÃO PRESBITERAL

 

Os participantes do 1º Encontro Nacional sobre Estudos Filosóficos e Formação Presbiteral, realizado em 1987, pediram que se desse continuidade ao trabalho, destacando a necessidade de refletir com os formadores e professores da área, sobre o pensamento filosófico contemporâneo e, ao mesmo tempo, discutir mais a fundo o problema da integração da Filosofia em todo o processo da formação presbiteral. Todos se sentem bastante necessitados na área e há muitos desafios. Tal solicitação veio a confirmar-se por ocasião da 6ª Assembléia Geral da OSIB, em julho de 1988.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de Circular-convite e texto-base para estudos.

1989, fevereiro.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios OSIB.

2º Encontro Nacional sobre Estudos Filosóficos e Formação Presbiteral. .

1989, maio, 1 a 5.

 

Envio de Circular-convite e texto-base para estudos.

1990, fevereiro.

 

3º Encontro Nacional sobre Estudos Filosóficos e Formação Presbiteral.

1990, maio, 14 a 18.

 

 

 

PROJETO PE-l.7

ENCONTRO PARA PROFESSORES DE PASTORAL

E ORIENTADORES DE ESTÁGIOS

 

Inspirando-se no 1º Encontro de Professores de Pastoral nos Seminários e Institutos de Formação Presbiteral, realizado em São Paulo, no ano de 1985, percebendo a importância e a necessidade da continuidade desse estudo e reflexão e dadas ainda as constantes solicitações, decidiu-se pela realização do 2º Encontro similar.

Tendo em vista a Pastoral como eixo integrador da formação presbiteral, quer-se, através desse encontro, proporcionar aprofundamento e intercâmbio entre os professores de Pastoral e os Orientadores dos Estágios (da Pastoral) dos estudantes de Teologia e melhor entender a importância da interdependência entre a formação teórica e a prática Pastoral dos nossos estudantes, candidatos ao presbiterato.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio da Carta-convite e texto-base de estudos.

1º Semestre

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

INP

OSIB.

2º Encontro para Professores de Pastoral e Orientadores de Estágios de Pastoral nos Seminários

setembro 18 a 22

 

 

 

PROJETO PE-1.8

ENCONTRO NACIONAL SOBRE

O CURSO E ANO PROPEDÊUTICOS

 

Sendo uma exigência das Diretrizes Básicas da Formação dos Presbíteros na Igreja do Brasil" (Cf. CNBB - Doc. 30, n.º 54); sendo ainda solicitado por ocasião do l.º Encontro Nacional sobre Estudos Filosóficos e Formação Presbiteral (Cf. as conclusões); constando ainda das conclusões e solicitado na 6ª Assembléia Geral da OSIB, em julho de 1988 e dadas as múltiplas experiências tão diversificadas existentes e um clamor geral para uma partilha e busca de alguns critérios mais unitários para todos, decidiu-se pela realização deste l.º Encontro Nacional sobre o Curso e Ano Propedêuticos.

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de Circular-convite e solicitando material e subsídios existentes, relatando experiências concretas.

1990,fevereiro

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

OSIB

1º Encontro Nacional de Curso e Ano Propedêuticos.

maio,

7 a 11

 

 

 

PROJETO PE-l.9

  ASSEMBLÉIA GERAL DA OSIB

 

É atividade já habitual e regulamentada, a Assembléia Geral da OSIB, acontecendo bienalmente. E um momento forte para avaliar a caminhada anterior e, em visão prospectiva, lançar a plataforma de trabalho para o novo período bienal, diante dos muitos e sempre novos desafios que se apresentam. É ocasião, também, para eleger sua nova Diretoria, para mais um período de dois anos.

Como tema de estudos e reflexão abordar-se-á o da Formação Humano-afetiva (e sexual) no processo da Formação Presbiteral, encerrando, em nível nacional, os Cursos e Encontros com tal temática. Ulteriores reflexões deste tema ficam por conta dos níveis Regionais e/ou dos blocos Inter-Regionais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de Carta-circular-convite e texto-base de estudos sobre a temática.

1990

fevereiro.

Linha 1 : Setor Vocações e Ministérios OSIB.

7ªAssembléia Geral da OSIB.

julho

10 a 14.

 

 

 

PROJETO PE-1.10

ENCONTROS DE BISPOS REPRESENTANTES

DO SETOR SEMINÁRIOS NOS REGIONAIS

 

Foram considerados como indispensáveis tais Encontros, dada a importância capital que ocupa, na Igreja, a formação presbiteral. Esta consciência consubstanciou-se a partir dos primeiros três já realizados e que aconteceram anualmente. Isto pelo simples fato de que dia a dia há situações novas no horizonte da formação presbiteral e renovados desafios se apresentam. E preciso estar atento a estes sinais dos tempos e com solicitude Pastoral de Bispos, encaminhar e orientar para as melhores opções e soluções possíveis.

No momento está-se às voltas com a Visita Apostólica aos Seminários Diocesanos do Brasil e ulteriores desdobramentos. Tal fato exige que certamente seja necessário tomar algumas providências a partir das observações da Congregação para os Seminários e Institutos de Estudos, visando também aprimorar as "Diretrizes Básicas da Formação dos Presbíteros na Igreja do Brasil.

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

4º Encontro de Bispos Representantes do Setor Seminários nos Regionais.

1989, agosto

15 a 17

Linha 1 : Setor Vocações e Ministérios

OSIB.

5º Encontro de Bispos Representantes do Setor Seminários nos Regionais.

1990agosto

14 a 16

 

 

 

DIÁCONOS

 

PROJETO PE-1.11

ENCONTRO DAS COMISSÕES

REGIONAIS DE DIÁCONOS (CRDs)

 

Já é sistemático o encontro bienal das Comissões Regionais de Diáconos. Tem-se por objetivo avaliar a caminhada do Ministério Diaconal em cada Regional, partilhar as experiências e acima de tudo tomar as decisões para novos desdobramentos diante dos desafios que se apresentam, tanto para a compreensão teológico-pastoral, bem como para o exercício concreto deste ministério, ordenado e permanente, nas Igrejas particulares do Brasil.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional das Comissões Regionais de Diáconos

1989Setembro

1 a 3

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

CNC.

 

 

PROJETO PE-1.12

3º ENCONTRO NACIONAL DAS ESCOLAS DIACONAIS

 

Percebe-se que o Diaconato no Brasil ainda está em plena fase de expansão para um dia ser aceito como ministério ordenado e permanente em todas as Dioceses. Pairam ainda muitas interrogações sobre a compreensão teológico-pastoral deste Ministério. Diante deste panorama as Escolas de Formação Diaconal têm um papel fundamental para elucidar as questões ainda obscuras e, diante das resistências, são um momento de discernimento.

Com a realização deste evento tenta-se unificar critérios mínimos na formação dos novos diáconos, diante da pluriformidade como as Escolas Diaconais se apresentam e garantem a formação permanente para os já chamados a este ministério.

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

3º Encontro Nacional das Escolas Diaconais.

1990

2º Sem.

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

CND.

 

 

·           PRESBÍTEROS

A programação Pastoral dos presbíteros será assumida pela Comissão Nacional do Clero (CNC), em colaboração com a Linha 1.

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A Comissão Nacional do Clero, órgão subsidiário da CNBB, considera tarefa sua a animação constante da vida e ministério do presbítero, para que ele possa responder com solicitude aos apelos de Deus que nos chama a ser Igreja de Jesus Cristo neste momento de nossa História, em comunhão com o Episcopado, dentro de uma Igreja evangélico-transformadora, conforme as "Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil".

É ainda tarefa sua buscar a encarnação de um novo modo de SER PADRE, frente aos novos desafios que se lhe apresentam, abrindo os caminhos necessários para uma feliz realização pessoal de todos os presbíteros.

Sinal de unidade, a Comissão Nacional do Clero deve continuar fortalecendo as Comissões Regionais do Clero, como fidelidade às bases, buscando e gerando, num grande esforço de conjunto, "um consenso fraterno e compromissado sobre o que devemos ser, como devemos conviver e atuar, na fidelidade à missão que nos é dada".

Interessa à CNC incentivar os presbíteros e as Comissões Regionais a descobrirem os meios e recursos indispensáveis à sua própria organização.

A CNC acompanhará, com vivo interesse, as realizações no campo da Pastoral Vocacional, sobretudo no que se refere à formação do futuro presbítero, cuidando e preparando a sua integração pessoal na Pastoral da Igreja local e no ministério presbiteral sem nunca esquecer que a Igreja é toda ministerial.

Aberta a todas as iniciativas, a CNC apoiará as experiências pessoais e de grupos de presbíteros que realizam de maneira nova e autêntica a sua vocação eclesial e são portadores de novas e autênticas esperanças para a Igreja no Brasil.

A CNC deseja intensamente chegar, através das CRCs, a todos os irmãos presbíteros espalhados neste imenso Brasil, alimentando a sua vida e ministério, oferecendo-lhes subsídios e o intercâmbio de experiências, esclarecendo mais o lugar extremamente relevante do presbítero na Igreja. Após a realização enriquecedora do 1º ENP e o próximo ENP (2º), a CNC se propõe conduzir sua caminhada até uma necessária Assembléia Nacional de Presbíteros, acompanhando e concretizando as decisões aqui assumidas.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-     Assessorar a CEP em assuntos relacionados com a vida e o ministério do presbítero, bem como participar, em nível de CNBB, de todos os encontros abertos à CNC.

-     Estabelecer contato permanente com as Comissões Regionais do Clero (CRCs) através de encontros, em diferentes níveis, e relatórios das atividades programadas.

-     Ampliar o contato com o Conselho Nacional de Leigos, com os vários setores, dimensões pastorais, organismos nacionais, em estreito espírito de comunhão e participação, buscando uma perfeita integração que venha ajudar-nos em nossa missão de presbíteros.

-     Realizar, duas vezes ao ano, encontros com os membros da CNC, empenhando-se pela presença e participação de todos, levando às bases a reflexão desenvolvida por ocasião destes encontros, desejando ser um instrumento de comunicação de experiências e subsídios de cada Regional.

-     Acompanhar a reflexão teológico-pastoral iniciada com a publicação dos Documentos de Trabalho preparatórios aos dois Encontros Nacionais de Presbíteros, aprofundando estes temas nos encontros, retiros e reuniões do clero.

-      Contribuir para que os presbíteros vivam em suas Igrejas o caráter colegial do ministério, como solução realista para que todos se sintam e sejam de fato co-responsáveis, através da partilha das tarefas que procura aproveitar os dons de cada um, mediante uma mudança de mentalidade e o funcionamento efetivo dos mecanismos jurídicos e institucionais de comunhão e participação.

-      Continuar a busca de uma espiritualidade, especialmente do padre diocesano, que seja fundamentada na espiritualidade cristã, encarnada na realidade latino-americana, alicerçada na escuta da Palavra de Deus e alimentada pela Eucaristia.

 

 

PROJETOS

 

PROJETO PE- 1.13

REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL DO CLERO

POR OCASIÃO DAS ASSEMBLÉIAS GERAIS DA CNBB

 

Estes encontros costumam acontecer por ocasião das Assembléias Gerais da CNBB dado que, para as mesmas, a CNC sempre é convidada. Têm por finalidade, além de acompanhar proximamente, como primeiros colaboradores dos Bispos, a caminhada da Igreja no Brasil e prestar serviços à Assembléia, em Itaici, revisar e estar atento a tudo o que diz respeito à vida e ao ministério presbiteral numa Igreja toda ministerial. Visa ainda preparar, mais imediatamente, os Encontros Nacionais de Presbíteros da CNC Ampliada e debruçar-se sobre a realidade trazida pelas comissões Regionais do Clero (CRSs).

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros da Comissão Nacional do Clero por ocasião das Assembléias Gerais da CNBB.

1989, abril 3 a 14; 1990, abril, 23 a maio, 04.

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

CNC.

 

 

PROJETO PE- 1.14

3º ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS

 

A pedido do 2º ENP decidiu-se por este novo encontro. É um momento ímpar para o estudo, a reflexão e para ouvir, em nível nacional, o que mais de perto desafia os presbíteros do Brasil, nos respectivos Regionais e Dioceses.

O       3º ENP ocupar-se-á com a reflexão sobre o Celibato Sacerdotal, sua melhor compreensão e testemunho e com a urgente necessidade de investir na formação permanente dos já presbíteros, remetendo ainda para a formação em tempos de Seminário e encaminhando uma possível Pastoral Presbiteral que esteja atenta a estas grandes questões que envolvem os presbíteros e dê caminhos para superação.

Os ENPs constituem-se ainda em fortes momentos de partilha, confraternização e de oração.

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Presbíteros

1989, outubro,

17 a 22.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios CNC

 

 

PROJETO PE-1.15

ENCONTRO DA COMISSÃO NACIONAL

DO CLERO AMPLIADA

 

Já é de praxe que nos anos imediatamente subseqüentes à realização dos ENPs, reúna-se a CNC, juntamente com outros presbíteros, indicados pelas CRCs (CRPs). Tal encontro tem por objetivo primeiro avaliar os Encontros Regionais do clero que trabalharam a mesma temática do tema central do Encontro Nacional de Presbíteros. Visa ainda avaliar os desdobramentos deste Encontro Nacional, encaminhamentos feitos, providências a serem tomadas e decidir-se, baseados nas sugestões dos Encontros Regionais, pela temática do próximo ENP.

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro da Comissão Nacional do Clero Ampliada, isto é, com Representantes das CRCs.

1990

2º Sem.

novembro27 a 30.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios CNC.

 

 

PROJETO PE-1.16

1º CURSO DE RECICLAGEM

PARA PRESBÍTEROS DIOCESANOS

 

A necessidade de proporcionar um tempo significativo para presbíteros desejosos e necessitados de uma reciclagem globalizante, nas dimensões teológico-pastoral, humano-afetiva, espiritual e de forte experiência de vida comunitária, já se faz sentir a mais tempo. Tenciona-se com este 1º Curso de Reciclagem para Presbíteros diocesanos atender a presbíteros, futuros multiplicadores de similares projetos em seus respectivos Regionais e/ou blocos de inter-Regionais. Pensa-se que este projeto venha a responder a uma solicitação tão insistentemente desejada e que ressoou fortemente por ocasião dos ENPs.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1º Curso de Reciclagem para Presbíteros Diocesanos.

1990

janeiro e fevereiro.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios CNC.

 

 

PROJETO PE-1.17

ENCONTRO PARA A REDAÇÃO E POSTERIOR

PUBLICAÇÃO DE SUBSÍDIO AO 3º ENP

 

Faz-se necessário que, após a realização dos Encontros Regionais de presbíteros, ao longo de 1988, e vindos os relatórios e sugerido o tema central do 3º ENP, se encontro a comissão de redação do subsídio que servirá como instrumento de trabalho para, nas dioceses e nos regionais, encaminhar-se o processo de reflexão que finalmente desemboca no Encontro Nacional de Presbíteros.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro da Diretoria da CNC e Equipe de Assessores para a redação do texto.

1989, janeiro

16 a 20; março

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios CNC

 

 

BISPOS

 

PROJETO PE-1.18

2º E 3º ENCONTROS DE BISPOS

RECÉM-NOMEADOS E ORDENADOS

 

Realizado o primeiro Encontro de Bispos recém-nomeados, os participantes o avaliaram como tendo sido de providencial importância a sua realização e o recomendam vivamente para os seus futuros e novos colegas no ministério episcopal. Diante deste fato são oferecidas outras duas novas possibilidades para os próximos dois anos.

Pretende-se, com tais projetos, prestar um serviço aos bispos recém-nomeados e ordenados, visando familiarizá-los, mais imediatamente com as estruturas e organismos da Igreja, tais como a Santa Sé, a CNBB e outros. Visa ainda levar a efeito uma reflexão ao redor das Diretrizes Gerais da CNBB e de alguns aspectos da Teologia, sobretudo a do episcopado, da Igreja particular, da espiritualidade própria deste ministério e perceber tal serviço no horizonte das atribuições e responsabilidades previstas pelo Código de Direito Canônico.

Este projeto também buscará proporcionar uma troca de experiências com outros Bispos de significativo serviço eclesial, no ministério episcopal, mormente os da Presidência e CEP (Linha 1) e ainda encontro com assessores da CNBB e Nunciatura Apostólica.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

2º Encontro de Bispos Recém-Nomeados.

1989, fevereiro

24 a 28. 

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

3º Encontro de Bispos Recém-Nomeados.

1990

março

6 a 10

 

 

 

PROJETO PE-1.19

CURSO PARA BISPOS

 

Há mais tempo é sentida a necessidade de atender a solicitação de Bispos desejosos de que a CNBB lhes dê a oportunidade de um curso de atualização teológica, um tempo expressivo para a convivência, o diálogo, a partilha das experiências de vida e da solicitude pastoral, no dia-a-dia do governo nas suas dioceses.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1º Curso para  Bispos. 

1989

julho 31 a

agosto 10

Linha 1:

Setor Vocações e Ministérios

2º Curso para Bispos.

1990

2º Sem.

 

 

 

SETOR LEIGOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Após a celebração do Sínodo Episcopal extraordinário, em 1985, avaliando a caminhada da Igreja nos 20 anos do Concílio Vaticano II, foi retomado, com grande interesse, na Igreja, o tema específico dos Leigos. Nota-se que aumenta a consciência de que é um aspecto candente no atual momento da vida da Igreja. Na verdade, já não se pode tratar do leigo sem sacudir toda a eclesiologia, e isto dentro da mais autêntica tradição da Igreja, isto é, da Bíblia, dos Santos Padres e do Magistério Eclesiástico. A Teologia do Povo de Deus da Lumen Gentium lentamente vai penetrando na prática da Igreja, levando o Padre Congar a usar a expressão "eclesiologia total", substituindo o binômio "hierarquia-laicato", por Comunidade-Carismas Ministérios.

Passamos da "Teologia do Laicato" para a "Teologia do Batismo", acentuando mais o que une todos os membros do Povo de Deus. Assim sendo, o tema "leigo" deixa de ser um tema setorial para ser tema eclesial, de muita riqueza para a dinâmica da evangelização. Os leigos assumem seu compromisso no mundo como Igreja: no mundo dos empobrecidos do nosso Continente, do nosso País. A participação dos leigos na Igreja e seu compromisso como Igreja diante do clamor do povo tornam-se expressões de vivência da mesma Igreja, sinal de salvação, através dos cristãos que chamamos "Leigos".

Sem dúvida, a evangelização colocará os cristãos leigos em posição de destaque na transformação de um mundo que se apresenta, cada dia, mais complexo. De fato, em todas as organizações e instituições do Brasil há a presença de cristãos. Mas estes cristãos, em sua grande maioria, mesmo praticantes e, por vezes, membros de grupos ou movimentos que os despertam para o social, continuam "ganhando sua vida", sem pensar na responsabilidade de uma evangelização realmente transformadora, sem abrir brechas nos mecanismos criados pela injustiça institucionalizada, pela opressão. Precisamos fazer uma revisão da vida global, numa avaliação lúcida da prática dos cristãos. A ação evangelizadora dos cristãos, como Igreja, supõe que eles se organizem em conselhos nos vários níveis: paroquial, diocesano, regional e nacional. Supõe que os leigos dos movimentos apostólicos, das pastorais específicas, das comunidades eclesiais de base estejam em sintonia eclesial, em comunhão e participação real para a construção do Reino de Deus. Supõe também que lhes sejam oferecidos os meios adequados para assegurar sua formação social, econômica, política e, evidentemente, uma sólida formação teológica a partir da vida e da ação, levando-os a crescer no processo de conversão a Jesus Cristo e, conseqüentemente, na mística missionária. A formação dos leigos deverá, também, contemplar as orientações da ação pastoral da Igreja, explicitadas nas Diretrizes Gerais.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-     Estudar, juntamente com os leigos, sua identidade de batizados, em sintonia com as Diretrizes propostas para o quadriênio, a fim de que suas atividades sejam orientadas em conformidade com o objetivo geral e as dimensões da ação Pastoral da Igreja no Brasil.

-      Colaborar com os leigos no aprofundamento da compreensão da vivência de sua vocação e missão como cristãos na Igreja do Brasil.

-     Continuar os esforços empreendidos para que os leigos assumam seu papel na Igreja e se organizem em nível diocesano/regional e estejam presentes nas instâncias pastorais correspondentes.

 -    Oferecer condições ao Conselho Nacional dos Leigos (CNL) para melhor exercer sua missão de animação, organização e formação dos cristãos leigos, a serviço da evangelização do povo brasileiro.

-      Aprofundar a espiritualidade dos cristãos leigos, de modo especial na relação fé-vida, contemplação-compromisso transformador.

-      Encaminhar, de maneira orgânica, durante o quadriênio, as grandes orientações do Sínodo sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo realizado em outubro de 1987, dando continuidade ao que fora iniciado no período preparatório.

 

PROJETO

 

PROJETO PE-1.20

ENCONTRO DOS BISPOS QUE ACOMPANHAM

OS CRISTÃOS LEIGOS NOS REGIONAIS

 

O Sínodo sobre vocação e missão dos Leigos na Igreja e no mundo (1987), antes e depois, desencadeou uma reflexão e uma maior dinâmica na Igreja do Brasil sobre o papel do cristão leigo na Igreja e no mundo, seu estatuto eclesiológico. Alguns desafios, tais como: articulação dos cristãos leigos, sua participação na Igreja, seu compromisso político... tem exigido um aprofundamento teológico-pastoral. Este encontro se propõe fazê-lo à luz do Documento do Sínodo, elaborado pelo Santo Padre João Paulo II.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos Bispos que acompanham os cristãos Leigos nos vários regionais da CNBB, juntamente com alguns leigos, para aprofundar a  caminhada nas respectivas áreas.

1989

maio 30 a junho 01

Brasília.

Linha 1:

Setor Leigos.

 

 

PROJETO PE-1.21

2º SEMINÁRIO SOBRE FÉ E POLÍTICA

 

O Seminário realizado em 1988 sobre Fé e Política, tratando do relacionamento Igreja-Política (aspecto histórico), relação fé-política (aspecto teológico) dentro da conjuntura nacional e analisando as questões pastorais no campo - criou exigências de continuidade. De modo especial, no acompanhamento dos novos desafios diante das eleições a realizar-se nos três próximos anos, dando maior atenção aos cristãos que assumem encargos políticos, como vereadores, prefeitos, deputados... O objetivo deste encontro (Seminário de aprofundamento) é reunir os vereadores e prefeitos cristãos, eleitos em 1988, para um intercâmbio entre eles e uma reflexão sobre o compromisso cristão.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reunião dos prefeitos e vereadores cristãos eleitos em 1988,  com alguns assessores, para aprofundar sua prática política, as mediações e o compromisso cristão.

1989, junho

16 a 18

 

Rio de Janeiro

Linha 1:

Setor Leigos;

Linha 6:

Setor Patoral Social IBRADES,

CNL

 

 

PROJETO PE-1.22

FORMAÇÃO DOS CRISTÃOS LEIGOS

 

A necessidade de uma formação mais profunda, tanto no campo da Teologia como nos diversos níveis socioeconômicos, políticos e culturais, têm sido aspiração dos cristãos leigos, manifestada a cada momento. Também um desafio que desabrochou, com ênfase, no desenrolar do Sínodo de 1987. Só um laicato bem formado é capaz de assumir a condição de cristão leigo nos organismos eclesiais e no mundo. No ano de 1988 foi iniciada uma sondagem sobre os Centros de Formação já atuando no Brasil. Também se concretizou um Seminário de intercâmbio entre alguns dos Centros com o desejo de conhecer melhor os conteúdos e metodologias utilizados.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário de representantes dos Centros, de Formação, com alguns assessores, para conhecer e aprofundar as grandes orientações da Formação em andamento.

1989

2º Sem.

 

 

Rio de Janeiro.

Linha 1:

Setor Leigos

CNL

IBRADES

 

 

PROJETO PE-1.23

ENCONTRO DAS DIREÇÕES DOS MOVIMENTOS

APOSTÓLICOS E PASTORAIS ESPECÍFICAS

 

Como continuidade ao trabalho já iniciado, especialmente pedido no encontro realizado em março de 1988, quando as direções de 23 entidades (Movimentos e Leigos das Pastorais) aprofundaram, em conjunto, as Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja do Brasil (1987-1990) e os grandes temas do Sínodo sobre os Leigos de 1987.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reunião das direções dos Movimentos Apostólicos e das Pastorais específicas para aprofundar o compromisso cristão à luz das atuais tendências eclesiológicas.

1990março.

Linha 1:

Setor Leigos CNL

 

 

PROJETO PE-1.24

CRISTÃOS LEIGOS NA CLASSE MÉDIA

 

A Pastoral da Classe Média teve um refluxo após a experiência da Ação Católica. Surgem novos Movimentos após o Concílio, mas não visam atingir, de modo explícito, os meios sociais. O objetivo deste encontro é reunir representantes dos vários instrumentos de evangelização da classe média, em andamento no Brasil, para um aprofundamento sobre a relação fé - vida (realidade profissional e estruturas da sociedade).

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro de cristãos leigos da classe média (professores universitários, profissionais...) para aprofundar o compromisso cristão na atual conjuntura nacional, a partir dos respectivos campos de atuação profissional.

1990

maio

 

 

 

Brasília

Linha 1:

Setor Leigos

CNL.

 

 

SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA

 

A grande cidade não é apenas uma rápida e gigante concentração demográfica, mas, principalmente, uma mudança, quase total, de estilo de vida, de comportamento e das mútuas relações entre os homens. Cria-se um novo tipo de homem. O homem urbano. Este homem urbano, contudo, ainda coexiste com certa mentalidade rural. Mas, aos poucos, vai atingindo e penetrando todas as camadas sociais, irradiando-se pelas cidades menores e, em alguns casos, já se presencia a urbanização do agro. É um homem que, cada vez mais, passa de um tipo de relações prioritárias e globais, para relações secundárias e diversificadas.

A Igreja corre o risco de repetir na cidade a sua experiência rural, não atendendo às exigências típicas do homem urbano. Responderá, apenas, às solicitações de atendimento religioso, mas não chegará a ser um sinal revelador da Páscoa do Senhor.

As suas estruturas correspondem a um mundo estático, sendo ineficiente diante de uma sociedade dinâmica, pluralista... A linguagem, a mensagem dos seus agentes são cheias de símbolos da natureza. O homem urbano é mais sensível ao que é autenticamente humano: segurança, promoção, liberdade, justiça, solidariedade... O mundo urbano é intensamente dinâmico, vivo e não basta radiografá-lo.

"A Igreja se encontra, pois diante do desafio de renovar sua evangelização dos novos condicionamentos que a sociedade urbano-industrial cria para a santidade; para a oração e a contemplação; para as relações entre os homens, que se tornam anônimas e arraigadas no meramente funcional; para uma nova vivência do trabalho, da produção e do consumo" (DP 433).

Há, portanto, a necessidade de se traçar critérios para novas estruturas de Igreja para que ela se torne uma presença visível e testemunha do nascimento de um novo humanismo e colabore na construção de uma sociedade justa e fraterna.

 

·           COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

As CEBs são obras do Espírito e devem ser afirmadas, apoiadas e multiplicadas com a decisão e o entusiasmo ilimitado que são devidos à causa do Evangelho que nelas é acolhido, anunciado, testemunhado. O Evangelho, porém, nunca é proclamado e vivido em toda a sua pureza. Ele exige, sempre, de todos e em todo lugar, conversão. Por isso, é possível e necessário analisar e discernir, criticar e corrigir alguns dos discursos e práticas em uso nas CEBs.

As CEBs são uma Igreja comprometida com os empobrecidos, com os pequenos. São o lugar de partilha, de igualdade, de espírito comunitário. Sua força não está em seu número e, sim, na união de seus membros. Reproduzem aquele ideal primitivo da comunidade dos Atos dos Apóstolos: simplicidade, fraternidade, liberdade de filhos de Deus, oração e celebração comunitária da fé, práticas de libertação, conversão continua, missionária e testemunho (martírio).

Elas são (querem ser) uma Igreja com novo rosto, toda ela ministerial, comprometida com o povo, com base e destaque da leitura e meditação da Palavra de Deus: "A Bíblia é a água que carrega o barquinho das CEBs". Partilhando o poder em inúmeras instâncias, do conselho comunitário até a Assembléia do Povo de Deus, elas não repetem simplesmente o paradigma preexistente, de uma Igreja centrada sobre o clero e os sacramentos. O serviço está em função da vida da comunidade.

A articulação entre fé e vida é uma nota característica e fundamental das CEBs. Já é uma evidência de que a fé está ligada ao compromisso pela justiça, com suas conseqüências na nova maneira de celebrar.

Nos últimos anos, houve nas CEBs um significativo crescimento da consciência e da prática político-partidária. As CEBs aprendem mais através de sua prática social do que detendo o correto domínio das teorias políticas. Contudo, há que incrementar a prática social das CEBs, complementada por um mínimo de formação teórica, para que tenham competência e habilitação no campo em que devem atuar, evitando-se, assim, o espontaneísmo, o basismo e vanguardismo.

As CEBs estão colocando algumas tarefas sérias quanto às "CEBs, novo modo de ser Igreja"; CEBs e Hierarquia; perfil dos ministérios; novo jeito de celebrar a partir da Igreja-comunhão e participação"; posição dos cristãos frente à questão da política partidária; a questão da ocupação da terra agrária e urbana e as CEBs, semente de uma nova sociedade. São questões que necessitam de maior acompanhamento e reflexão.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

- Manter contatos com os Regionais da CNBB sobre encaminhamento e vida das CEBs.

- Participar de encontros sobre temas relacionados com CEBs.

- Assessorar encontros de CEBs, quando solicitado.

- Acompanhar os Encontros e Assembléias Regionais de e sobre CEBs, observando, de maneira especial, os seguintes pontos: política sindical e partidária; movimentos e organizações populares; organização dos Sem-Terra e

 ocupações; espiritualidade libertadora; inculturação da fé; catequese e liturgia; funções do agente de Pastoral e da hierarquia.

- Acompanhar os Encontros Intereclesiais de Comunidades de Base, reconhecendo a responsabilidade da Igreja que sedia o Encontro e a co-responsabilidade das Igrejas participantes.

 - Manter contato com o Setor de Comunicação Social para que subsidie e apóie a reflexão crítica sobre os processos alternativos da comunicação, dada a importância do desafio da comunicação.

 - Criar espaço de participação no Setor Ministérios-Vocações pela importância que os ministérios e vocações têm para as CEBs.

 

PROJETOS

 

PROJETO PE-1.25

SEMINÁRIO DE APROFUNDAMENTO

DA ECLESIOLOGIA E QUESTÕES

EMERGENTES DAS CEBs

 

As CEBs foram legitimadas pelo magistério recente da Igreja. Contudo, existem tensões, conflitos em seu exercício de engajamento e presença no interior da vida da Igreja e da Sociedade. Estas tensões, não são apenas em relação às CEBs, mas de todo o exercício Pastoral da Igreja. Participarão deste projeto os Bispos responsáveis pelas CEBs nos Regionais da CNBB, Membros de CEBs, CNL, Agentes de Pastoral e Teólogos.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário para aprofundar a eclesiologia das CEBs e questões emergentes que surgiram nos Encontros Regionais de Comunidades de Base.

1990março.

Linha 1:

Setor Estruturas de Igrejas-CEBs.

 

 

PROJETO PE-1.26

PREPARAÇÃO AO 7 ENCONTRO INTERECLESIAL

DE COMUNIDADES DE BASE

 

O serviço permanente de intercâmbio entre as CEBs é realizado pela Igreja que sedia o Encontro Intereclesial. A Igreja em Duque de Caxias, RJ, é a responsável pelo 7º Encontro Intereclesial. É de suma importância a presença e o acompanhamento por parte da CNBB.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Presença e acompanhamento das Reuniões da Coordenação responsável pela preparação do 7º Encontro Intereclesial.

1989

março, 31 a 2 de abril; Duque de Caxias-RJ

Comissão de Coordenação

Comissão Ampliada do 7º Encontro

Linha 1:

Setor Estruturas de Igreja-CEBs.

 

 

PROJETO PE-1.27

PARTICIPAÇÃO NO 7º ENCONTRO

       INTERECLESIAL DE COMUNIDADES DE BASE

 

Os Encontros Intereclesiais de Comunidades de Base são um momento forte de partilha e de celebração da vida, de troca de experiências e vivência da eclesialidade das CEBs que estão em cada Igreja particular. O 7º Encontro Intereclesial terá caráter de partilha e a celebração à luz do tema:

POVO DE DEUS, NA AMÉRICA LATINA, A CAMINHO DA LIBERTAÇÃO".

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Participação e acompanhamento nas reflexões, partilha e celebrações das CEBs sobre: eclesialidade no urbano e no rural e seu aspecto econômico; Rosto Latino-americano nos aspectos cultural (índio, negro), histórico, sócioeconômico; Igreja e Libertação nas questões econômica, política, social; relação entre militância e mística do Reino.

1989

junho

10 a 14

 

 

 

Duque de Caxias-RJ.

Igreja em Duque de Caxias

Comissão de Coordenação

 Comissão Ampliada.

 

 

PROJETO PE-1.28

OS MINISTÉRIOS NA IGREJA -VER PROJETO PE-1.3

 

PASTORAL URBANA

 

Merece uma atenção especial a Pastoral nas grande cidades diante dos desafios como: a divisão do trabalho com seus sujeitos; o proletariado urbano desempregado (reserva de mão-de-obra); as organizações e os movimentos populares; os movimentos migratórios; os problemas de uso do solo urbano (invasões) e de cidadania; de moradia (cortiços, favelas palafitas); a classe média; os MCS, a serviço da cultura dominante que criam e introjetam nova cultura, e descaracterizam as culturas locais e regionais; o estilo da vida urbana e a religiosidade e sua prática.

Sendo a "missão da Igreja evangelizar pessoas que constróem estruturas sociais, econômicas e políticas; que criam cultura, que trabalham, que têm aspirações, que são sujeitos de direitos e deveres, e agentes de sua própria História" (Diretrizes Gerais...), requer-se a busca de uma forma própria de ser Igreja nos grandes centros Urbanos.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-         Pesquisar, estudar e difundir as experiências em busca de uma Pastoral Urbana mais adaptada, bem como material sobre o urbano: cultura, modo de produção, instrumentos de trabalho, classes sociais e seus movimentos, manifestações religiosas.

-         apoiar, acompanhar e difundir os encontros, seminários sobre a Pastoral da Igreja do Urbano.

 

PROJETOS

 

PROJETO PE-1.29

SEMINÁRIO SOBRE FORMA PRÓPRIA

DE SER IGREJA NO URBANO

 

A missão da Igreja no Brasil enfrenta hoje o grande desafio de "atingir pela força do Evangelho os critérios, os valores, os centros de interesse e as próprias pessoas imbuídas da denominada cultura e vida urbana. Requer-se, pois, uma reflexão profunda, séria, corajosa e participada sobre a Pastoral das grandes cidades. O que se deve querer é buscar novos caminhos de organização da Igreja nas grandes cidades. Participantes do Seminário: Bispos e Coordenadores de Pastoral das grandes cidade, agentes de Pastoral Operária, dos MCS, da Educação, dos Movimentos Populares, pastoralistas, teólogos, urbanistas, sociólogos e demógrafos".

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário em duas fases; textos preparatórios sobre a problemática urbana e troca de experiências e de busca de soluções pastorais que venham favorecer a Evangelização das Grandes Cidades e a organização da Igreja nesses imensos aglomerados humanos.

1990setembro

 

 

S. Paulo.

Linha 1:

Setor Estruturas de Igreja-Pastoral

Urbana.

 

 

PROJETO PE-1.30

SIMPÓSIO SOBRE A QUESTÃO HABITACIONAL

 

A habitação constitui um bem social primário e não pode ser considerada simplesmente como objeto de mercado. A propriedade está a serviço da pessoa. 33% da população brasileira vivem, hoje, em condições subumanas de habitação. O compromisso da Igreja com aqueles que não têm casa é humanitário evangélico; é expressão do amor preferencial e solidário pelos pobres. Participaram do Simpósio: Cáritas Brasileira, Organismos e grupos engajados na luta pela moradia. Especialistas em questões urbanas e política habitacional e Agentes de Pastoral.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Simpósio para conhecer e analisar o direito e a política habitacional no Brasil; troca de experiências em relação aos instrumentos alternativos em vários países sobre a habitação.

1989agosto

 

 

S.Paulo.

Linha 6:

Setor Pastoral, Social.

Linha 1:

Setor Estruturas de Igreja-Pastoral

Urbana.

 

 

PROGRAMA 2

DIMENSÃO MISSIONÁRIA  LINHA 2 (PE-2)

 

"Ide por todo o mundo, proclamai o EvangeIho a toda a criatura" (Mc 16,15).

"E o Espírito quem faz do Povo de Deus um povo que proclama a Palavra e oferece a toda a humanidade os dons de sua fé e pertença eclesial" (Diretrizes Gerais da CNBB, 117).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Sendo a Igreja missionária por natureza, toda a atividade Pastoral deve ser impregnada do espírito missionário. O povo de Deus é enviado para anunciar e testemunhar a todos a Boa Nova do Evangelho, assumindo compromisso especial com as regiões e situações mais carentes, dentro e fora do país e com aqueles povos e grupos nos quais o Reino ainda não foi suficientemente proclamado.

É tarefa da Dimensão Missionária - Linha 2:

-         Contribuir para que a Igreja no Brasil, nos seus vários níveis e nas diferentes dimensões da sua atividade, mantenha viva a consciência de que Cristo, Missionário do Pai, é o único Salvador, prolonga, através de nós, a sua missão salvífica.                                          

- Ajudar comunidades, paróquias, dioceses e regionais a se tornarem, cada vez mais, centros de   serviço e de fraternidade para manter viva e eficaz a comunhão com as demais Igrejas e a solidariedade com todos os povos.

- Estimular os institutos missionários a serem fiéis ao seu carisma "ad gentes" e ajudarem a Igreja local a vivenciar concretamente sua vocação missionária universal.

-           Incentivar a dimensão missionária das CEBs, para que não limitem suas preocupações aos problemas locais e imediatos.

-           Sensibilizar para o dever e a urgência de passar do "receber" ao "dar", atendendo aos apelos das Igrejas mais necessitadas.

-           Cultivar a espiritualidade missionária, explicitando e aprofundando as motivações evangélicas da missão.

-           Alertar para o discernimento sobre as raízes dos males que oprimem o nosso povo e a humanidade em geral e favorecem os sistemas injustos que impedem a realização do Reino.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

1. Cabe à Linha 2:

-           Promover e apoiar centros locais e regionais de animação missionária, participar de encontros e preparar subsídios de formação missionária.

-           Incentivar e acompanhar o programa "Igrejas-irmãs":

·      despertando a consciência missionária da Igreja particular;

·      fomentando o conhecimento e o enriquecimento mútuo numa ótica de corresponsabilidade e partilha;

·      refletindo sobre a importância de uma integração eclesial entre as Igrejas no Brasil;

·      estimulando-as a assumirem os desafios no campo social e religioso.

-           Proporcionar o estudo e a reflexão teológico-missionária. hoje, a partir da realidade latino-americana.

- Promover a formação missionária do clero e dos institutos, incentivando e apoiando cursos de missiologia, regulares ou de pós-graduação.

-     Estimular e acompanhar os grupos missionários leigos na sua formação e nas suas iniciativas missionárias.

-           Prosseguir no aprofundamento e na reflexão sobre evangelização e culturas.

-           Manter contatos com os missionários brasileiros que trabalham em outros países, enviando correspondências e subsídios.

-           Levando em conta os destaques da 25ª Assembléia Geral da CNBB:

·           despertar e difundir, através dos MCS, a consciência missionária, que deve atingir as famílias cristãs e todo Povo de Deus;

·        manter contato com a coordenação da Pastoral de Juventude, em vista de um empenho comum na formação missionária dos jovens;

·        estudar, juntamente com a Linha 4 e o centro de Pastoral Popular, a elaboração de subsídios para uma literatura doméstica, dando a estes subsídios enfoque missionário.

-     Articular-se com as pastorais dos grupos étnico-culturais:

·        povos indígenas através do CIMI (Conselho Indigenista Missionário);

·                                                                                                                                                                                     os negros-brasileiros;

·        grupos de origem asiática: nipo-brasileiros (PANIB) e outros.

 

2. Através do COMINA (Conselho Missionário Nacional):

-     Articular e incentivar as iniciativas dos institutos e organismos missionários existentes no Brasil.

-           Ajudá-los a prepararem missionários "ad gentes".

-     Promover intercâmbio de experiências missionárias e troca de informações, especialmente com as Igrejas da América Latina e África.

-     Auxiliar na organização e dinamização de COMIREs (Conselho Missionários Regionais) e de Centros de Animação Missionária em nível diocesano.

-     Cooperar na elaboração de subsídios para a animação missionária.

 

3. Através do Centro Cultural Missionário:

-     Ao Departamento do SCAI (Serviço de Cooperação Apostólica Internacional) compete: encaminhar e acompanhar o processo de entrada e permanência dos missionários estrangeiros que pretendem trabalhar no Brasil, bem como, o processo de saída dos missionários brasileiros destinados a trabalhar fora do país.

-     Ao departamento do CENFI (Centro de Formação Intercultural) compete:

·           primeira aculturação para os missionários estrangeiros que vêm ao Brasil (curso de 4 meses);

·           preparação para os missionários brasileiros que se destinam a trabalhar fora do país (2 semanas);

·             formação permanente para os missionários (1 mês);

             atualização e aperfeiçoamento lingüístico para missionários vindos de outros   países (1 mês).

 

 

PROJETOS

 

PROJETO PE-2.1

APROFUNDAMENTO DA TEOLOGIA MISSIONÁRIA,

PARA TORNAR MAIS CLARO O SENTIDO DA MISSÃO,

HOJE, A PARTIR DA REALIDADE

DA IGREJA NO BRASIL

 

Nos encontros e cursos que a Linha 2 vem promovendo nos últimos anos, têm surgido algumas questões que permanecem abertas. Sente-se a necessidade de aprofundar esses aspectos da Teologia da missão no contexto social e eclesial do País.

 

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1. Encontros da Equipe de reflexão.

1989

março

31setembro

01 e 02 1990

março e setembro.

Linha 2.

 

2. Semana de estudos Interdisciplinares: A Missão Hoje.

1989agosto

16 a 20.

 

 

 

PROJETO PE-2.2

CURSO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO

PARA MISSIONÁRIOS QUE ATUAM

EM SITUAÇÕES OU REGIÕES

MISSIONÁRIAS DO BRASIL

 

Considerando-se a necessidade de uma atualização e renovação missionária dos Padres, Religiosos e leigos que atuam nas regiões ou situações missionárias do País, e dos responsáveis pela animação missionária nos Regionais da CNBB, Dioceses, Institutos e outros organismos da Igreja a Linha 2, através do Centro Cultural Missionário, proporciona-lhes um curso anual de formação missionária.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Curso de formação missionária.

1989

janeiro 07

a fevereiro 04

1990janeiro

Linha 2

CENFI

PPOOMM.

 

 

PROJETO PE-2.3

CURSO DE FORMAÇÃO

PARA MISSIONÁRIOS "AD GENTES"

 

A Linha 2, desejando responder às solicitações das Dioceses, Congregações e Institutos Missionários, promove o Curso para missionários" ad gentes", oferecido a todos os que são destinados a servir a outras Igrejas fora do Brasil.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Curso para missionários "ad gentes"

1989dezembro

4 a 22; 1990dezembro.

Linha 2:

PPOOMM.

 

 

PROJETO PE-2.4

ENCONTRO DE FORMADORES MISSIONÁRIOS

 

Neste momento em que está acontecendo um despertar missionário na América Latina e, particularmente, no Brasil, as Congregações e Institutos Missionários sentem a necessidade de revitalizar e aprofundar o aspecto missionário no processo formativo, por meio de estudos, reflexões e troca de experiência dos formadores.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1. Encontro dos formadores missionários da região Norte.

1989

maio

5 a 7

1990

maio.

Linha 2.

2. Encontro dos formadores missionários da região Sul.

1989

setembro, 22 a 24 1990setembro.

 

 

 

PROJETO PE-2.5

DIMENSÃO MISSIONÁRIA

NA FORMAÇÃO SEMINARÍSTICA

 

Evangelizar é a missão essencial da Igreja, sua vocação e sua identidade profunda. É de todo conveniente cultivar esta vocação fundamental do cristão entre os futuros presbíteros. Com o intuito de despertar no processo formativo presbiteral a dimensão missionária, será promovido um seminário.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário: formação presbiteral na ótica missionária com os responsáveis pelos Seminários Maiores e Institutos Teológicos.

1989setembro, 29 a 02 de outubro; 1990 outubro.

Linha 2

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

OSIB.

 

 

PROJETO PE-2.6

PROGRAMA "IGREJAS-IRMÃS"

 

Cada Diocese deve redescobrir sua própria dimensão missionária, manifestando aos que estão distantes uma solicitude semelhante a que se tem para com seus próprios membros. O Programa Igrejas-Irmãs é um projeto em que duas Igrejas, ou Regionais, em espírito de solidariedade e mútua ajuda, se unem para levar a efeito a obra da evangelização.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos Responsáveis  pelo "Projeto Igrejas-Irmãs".

1989, junho, 21 a 23; 1990, junho.

Linha 2

 

 

 

PROJETO PE-2.7

ARTICULAÇÃO DOS ANIMADORES

MISSIONÁRIOS REGIONAIS

 

As equipes diocesanas de animação missionária, destinadas a coordenar, estimular e planejar as atividades missionárias da comunidade, exigem um maior apoio e acompanhamento para que se possa intensificar a animação e ação missionária e articular a preparação do primeiro Congresso Missionário - COMBRA I - em 1991.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reunião, por regional, com os coordenadores diocesanos da animação missionária.

1989

10 reuniões

1990

10 reuniões

Linha 2

COMIRES.

 

 

PROJETO PE-2.8

ARTICULAÇÃO DOS INSTITUTOS,

ORGANISMOS E MOVIMENTOS MISSIONÁRIOS

 

Este projeto visa incentivar os organismos missionários para uma ação conjunta, à luz das Diretrizes da Ação Pastoral na Igreja no Brasil, e com eles avaliar e planejar as iniciativas na área da ação e animação missionária nas dimensões internas e externas.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1.Assembléia Nacional do COMINA.

1989outubro 30

 a novembro

02

1990outubro.

Linha 2

COMINA.

2. Reunião de Superiores Provinciais para rever a caminhada missionária.

1989agosto

28 a 30; 1990agosto.

 

 

 

PROJETO PE-2.9

ARTICULAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELOS GRUPOS

MISSIONÁRIOS ESTRANGEIROS QUE TRABALHAM

NO BRASIL

 

A presença numerosa de missionários diocesanos e outros não dependendo de Congregações ou Institutos, vindos de outras Igrejas, inseridos na ação Pastoral, exige uma articulação dos grupos, para uma atuação conjunta em sintonia com a Igreja do Brasil.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro com os responsáveis dos grupos "Fidei Donum"

1990, agosto.

Linha 2

 

 

PROJETO PE-2.10

ARTICULAÇÃO DOS GRUPOS

DE MISSIONÁRIOS LEIGOS

 

Nos últimos anos, tem-se verificado um crescente surgimento de grupos missionários leigos. A Linha 2 prestará, neste biênio, um serviço no sentido de articular esses grupos e estudar com eles, modalidades mais viáveis de preparação para o trabalho missionário.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros dos coordenadores dos grupos de missionários leigos.

1989

junho

03 a 04; 1990

junho.

Linha 2

OMIL.

Reunião com a Diretoria do OMIL.

1989, outubro

14 a 15

1990outubro.

Linha 2.

 

 

PROJETO PE-2.11

ARTICULAÇÃO DE AGENTES DE PASTORAL

PARA UM ACOMPANHAMENTO DE SITUAÇÕES

MISSIONÁRIAS ESPECÍFICAS:

ASSENTAMENTOS DE TRABALHADORES RURAIS

 

Diante do desafio de grupos de trabalhadores rurais "Sem-Terra" que foram assentados, faz-se necessário uma articulação e acompanhamento Pastoral dos mesmos em face das novas exigências.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário com representantes  dos assentados e agentes de

Pastoral (Bispos, Padres, Religiosos e Leigos).

1989, julho, 3 a 5; 1990

julho

Linha 2

Linha 6

Setor Pastoral

Social

CPT

CÁRITAS.

 

 

PROGRAMA 3

DIMENSÃO CATEQUÉTICA LINHA 3 (PE-3)

 

"É o Espírito quem faz crescer continuamente o Povo de Deus, mediante o aprofundamento e a vivência na fé, na esperança e na caridade, ensinando-o a ler os acontecimentos cotidianos à luz da Palavra e da Vida de Jesus Cristo e a participar eficazmente na construção de um mundo justo e fraterno" (Diretrizes Gerais, 118).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A terceira dimensão da vida cristã e, portanto, da Ação Pastoral da Igreja, é a CATEQUÉTICA. Sua importância em vista de se alcançar o Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil é, fundamental, dado que "sempre mais se impõe uma educação permanente da fé que acompanhe o homem por toda a vida e se integre em seu crescimento global" (CR, 129) e dado ainda que, conforme escreve João Paulo II em CT, 63, "se a catequese for bem feita nas Igrejas locais, tudo o mais será feito com a maior facilidade".

Consciente disso, o Papa insiste para que se estabeleça por toda parte uma "organização adaptada e eficaz que empenhe na atividade catequética as pessoas, os meios e os instrumentos e também os recursos financeiros necessários" . . "de modo a suscitar  e  a  alimentar  uma verdadeira paixão pela catequese" (CT, 63).

Dentro desse espírito, a CNBB aprovou e publicou o documento "Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo", em 1983, e dedicou todo o quadriênio 1983-1986 a torná-lo conhecido, operacionalizado e, sobretudo, assumido como referência e parâmetro para a renovação da Catequese no Brasil. Como ponto alto desse processo, aconteceu o Ano Nacional da Catequese (1986) e a Primeira Semana Brasileira de Catequese (outubro de 1986), que traçaram orientações para o prosseguimento da tarefa e que constam nas "Conclusões e Desafios da 1ª SBC". A avaliação do quadriênio, realizada pela Linha 3, detectou também algumas urgências a serem consideradas no próximo quadriênio (cf. Comunicado Mensal de dezembro 1986, pp. 1728-1732).

Ao longo do quadriênio 1983-1986, a Catequese redescobriu a importância de sua vinculação estreita com as demais dimensões da Ação Pastoral, comunitário-participativa, missionária, litúrgica, ecumênica e profético-transformadora. Toda a catequese deve vivenciar, o mais plenamente possível, estas dimensões e perpassá-las em todas as modalidades da Pastoral.

Para o próximo quadriênio, a Igreja no Brasil escolheu, em nível nacional, três destaques: Comunicação, Família e Juventude. Os responsáveis nacionais pela Catequese deverão envidar esforços para que a Catequese assuma, de modo muito especial, estes três destaques, em nível de reflexão e de animação da práxis catequética. O mesmo há de se fazer em relação à Campanha da Fraternidade e aos Programas Conjuntos do Plano Bienal.

Nestes últimos anos, foi-se delineando uma distinção cada vez mais clara e acentuando ao mesmo tempo a complementaridade entre Catequese, Ensino Religioso e Pastoral Bíblica, no processo de educação pessoal, comunitária, permanente, orgânica, ordenada, sistemática e transformadora da fé do Povo de Deus. É importante dar continuidade à reflexão sobre esse tema e, simultaneamente, subsidiar, a partir do nacional, a renovação da catequese da comunidade, do ensino religioso nas escolas e da Pastoral Bíblica com grupos comunitários.

A capacitação de coordenadores diocesanos de Catequese e de professores para as escolas de Catequese foi uma das necessidades que mais se evidenciou ao longo do processo de operacionalização do documento "Catequese Renovada" e, portanto, deve merecer especial atenção da assessoria nacional de Catequese e dos regionais nos próximos anos. O mesmo se deve dizer e fazer com relação aos coordenadores do Ensino Religioso, para que tenham condições de investir na formação dos professores de Ensino Religioso.

Outra necessidade evidenciada refere-se à dimensão catequética de toda modalidade de Pastoral na Igreja. Infelizmente, ainda é dominante o reducionismo da catequese à fase infantil e em vista da preparação aos sacramentos. Urge investir na mudança dessa mentalidade e dinamizar o processo catequético comunitário e permanente do interior de cada setor da Pastoral, nos movimentos e nos grupos. Isso redundará num imenso benefício a toda a Igreja, visto que os fiéis estarão continuamente aprofundando sua fé, sistematizando seus conhecimentos religiosos e estabelecendo a interação entre fé e vida enquanto se consagram à Pastoral na qual estão engajados.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-         Dar continuidade ao estudo e à operacionalização do Documento "Catequeses Renovada, Orientação e Conteúdo" (Doc. CNBB, nº 26 - Ed. Paulinas), prevendo uma avaliação em fins de 1990.

-         Empenhar todos os esforços a fim de que as Conclusões da 1ª SBC sejam postas em prática.

-         Apoiar as Coordenações Regionais de Catequese, através de contatos permanentes, cartas, circulares, boletins, subsídios, visitas, presença nas programações catequéticas, intercâmbio entre os Regionais.

- Desencadear "um processo de contatos inter-regionais, a fim de chegar a um maior intercâmbio entre institutos e escolas catequéticas.

-         Dinamizar o GRECAT (Grupo de Reflexão de Catequese - CNBB) como assessoria especial à Linha 3, principalmente para a reflexão crítica sobre a caminhada da Catequese Renovada.

- Dinamizar o GRERE (Grupo de Reflexão sobre Ensino Religioso Escolar), tanto das escolas da rede oficial como da particular, para acompanhamento, reflexão, troca de experiência, análise de textos, promoção de seminários, fornecimento de orientações, acompanhamento da elaboração das leis complementares dos Estados etc.

-         Dinamizar a GRECAT-DA (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Auditivos) e o GRECAT-DM (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Mentais)  levantamento de situação, estudo, intercâmbio, promoção de encontros e seminários.

-         Acompanhar, apoiar os diversos movimentos de Pastoral Bíblica do Brasil, articulando-se com as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, a Catequese Renovada e orientações de CELAM-FEBICAM.

-         Participar dos projetos do Departamento de Catequese (DECAT) do CELAM e do Conselho Internacional de Catequese (CIC) da Sé Apostólica.

-         Empenhar-se na articulação com as outras assessorias da CNBB, para um trabalho de maior integração. Dar ênfase, sobretudo, aos destaques de nível nacional e aos programas conjuntos.

-         Dinamizar a celebração do Dia do Catequista com fornecimento de subsídios para reflexão e celebração.

-         Incrementar a produção e distribuição de subsídios catequéticos sobretudo em linguagem popular, segundo os critérios da Catequese Renovada.

-           Integrar a reflexão que se está fazendo no Brasil sobre os santuários e a religiosidade popular, ressaltando os aspectos catequéticos presentes.

-     Levantar dados, articular experiências e refletir sobre catequese com menores abandonados, anciãos, enfermos, deficientes auditivos, deficientes mentais e outras situações (cf. CR, 143).

-     Investir de modo especial na atualização catequética do clero e na formação em Catequese e em Ensino Religioso de seminaristas e estudantes de congregações religiosas.

-           Colaborar nos cursos, escolas e institutos de Catequese, articulando experiências, currículos, professores e estágios etc.

-           Realizar intercâmbio e reflexão sobre Catequese familiar, para incrementar esse processo catequético no Brasil;

-     Participar da reflexão e das experiências sobre evangelização através dos Meios de Comunicação Social e Meios de Comunicação Grupal, sobretudo de índole popular.

-           Colaborar em revistas especializadas em Pastoral com artigos, notícias, informações, entrevistas, etc. Dar atenção prioritária à "Folha Catequética" e à "Revista de Catequese".

-     Subsidiar a renovação da catequese paroquial para que assuma a "catequese permanente, progressiva e orgânica", interligando os sacramentos, não parando na Primeira Eucaristia.

-           Colaborar na elaboração dos subsídios da Campanha da Fraternidade, Natal em Família, mês das Missões etc.

 

PROJETOS

 

PROJETO PE-3.1

ENCONTRO NACIONAL DE

CATEQUESE-FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS

 

A fim de dar continuidade à operacionalização do Documento "Catequese Renovada" e de cuidar da formação dos agentes da Pastoral Catequética, é necessário organizar novamente um Encontro Nacional de Catequese para coordenadores regionais e responsáveis por Institutos e Escolas de Catequese. Tal encontro terá por objetivo ver a caminhada da Catequese no Brasil, dar orientações para a formação de catequistas e para Institutos e Escolas de Catequese. Quer também preparar um movimento nacional através de congressos diocesanos e regionais de catequistas.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

4º Encontro Nacional de Catequese.

1989

abril

28 a 30.

Linha 3.

Três reuniões com o Grupo de reflexão de Catequese (GRECAT).

1989.

Linha 3.

Elaboração de um roteiro para formação de catequistas e diretrizes para Institutos e Escolas de Catequese.

1989.

Linha 3: GRECAT.

3 reuniões com o grupo de reflexão de Catequese (GRECAT).

1990.

Linha 3.

 

 

PROJETO PE-3.2

ANIMAÇÃO DA CATEQUESE EM NÍVEL NACIONAL

 

A fim de animar o processo catequético em nível regional, diocesano e paroquial, e conseguir os objetivos da Catequese Renovada, a Linha 3 pretende estimular congressos de catequistas em nível diocesano e regional durante o 2º semestre de 1989 e o semestre de 90. No fim será feito um encontro nacional com as coordenações de Catequese a fim de chegar a uma síntese nacional para desenvolver uma linha de ação para dar continuidade ao processo.

Os congressos diocesanos serão preparados através de estudos nas paróquias e dioceses.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Preparação de subsídios preparatórios para os congressos diocesanos e regionais.

1989.

Linha 3:

GRECAT

Regionais.

Realização do encontro nacional.

1990outubro.

 

Avaliação e acompanhamento

1990.

 

 

 

PROJETO PE-3.3

CATEQUESE E PASTORAL BÍBLICA

 

O Documento "Catequese Renovada" evidenciou a Bíblia como o livro de Catequese por excelência (CR Nº 154).  Os diversos movimentos bíblicos, as CEBs e a Catequese renovada possibilitaram uma crescente aspiração da Bíblia por parte do povo e dos catequistas.

Verifica-se que um dos grandes meios de re-evangelização e de Catequese de Adultos é a reflexão comunitária da Palavra de Deus. Multiplica-se a produção de subsídios popu-lares de Pastoral Bíblica.

A Linha 3 assumiu, junto com o SAB (Serviço de Animação Bíblica), com um acento especial para o Mês da Bíblia e a Bíblia na Catequese. Está providenciando um manual para a Pastoral Bíblica.

Anualmente se realiza um encontro Nacional de Pastoral Bíblica com os coordenadores regionais de Catequese e pessoas engajadas nesta Pastoral.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Pastoral Bíblica.

1989, maio

1 a 3

Linha 3

SAB. .

Encontro Nacional Pastoral Bíblica.

1990

Linha 3

SAB.

Elaboração de um roteiro para a Pastoral Bíblica e para o uso da Bíblia na Catequese.

1990

Linha 3

SAB

GRECAT.

 

 

PROJETO PE-3.4

CATEQUESE FAMILIAR

 

A fim de dinamizar a Catequese Familiar, a Linha 3 pretende fazer um dia de encontro com pessoas engajadas nesta Catequese, colocando em comum as diversas experiências que existem no campo, para, a partir daí, chegar a algumas linhas de ações.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Um dia de encontro com pessoas que têm experiência    na área da Catequese Familiar

1989

2º Sem.

Linha 3:

GRECAT

Pastoral Familiar.

 

 

PROJETO PE-3.5

CATEQUESE DO SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO

 

Sendo a Juventude destaque no Plano de Pastoral deste biênio, e para chegar a um maior entrosamento com a Pastoral da Juventude, especialmente em vista da Pastoral Catequética, a Linha 3, junto com o setor da Juventude, procura dar uma preparação melhor para o compromisso do sacramento da Crisma. Por isto pretende reunir um grupo de peritos neste assunto, como também algumas pessoas atuando na liderança juvenil, com experiência catequética, a fim de chegar a uma orientação mais definida.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Um encontro com alguns peritos e agentes de Pastoral de juventude sobre a preparação ao sacramento da Crisma.

1989

2º Sem.

Linha 3:

INP

Pastoral da Juventude

Elaboração de orientações para a mesma.

1989

Linha 3:

GRECAT

Pastoral da Juventude

 

 

PROJETO PE-3.6

CATEQUESE DE DEFICIENTES

 

Na evangélica opção pelos pobres, o educador da fé deve dedicar especial carinho e tempo para animar, com métodos, conteúdos e pedagogia adequados, a Catequese dos deficientes.

A CNBB, Linha 3, está dando apoio ao GRECAT-DA (Grupo de Reflexão sobre Catequese de Deficientes Auditivos). Encontros nacionais, dinamizam a reflexão e a troca de experiências sobre a educação da fé com os DAs. Educadores da fé deste setor necessitam de apoio e intercâmbio, pois o trabalho é muito difícil e ainda não suficientemente articulado e assumido pela Pastoral Orgânica.

Foram iniciados contatos com pessoas que trabalham na Catequese de Deficientes Mentais, a fim de se chegar a um grupo de reflexão para este setor.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reuniões com o

GRECAT-DA (2).

1989

GRECAT-DA

Linha 3

Reuniões com o

GREAT-DA (2)

1990

GRECAT-DA

Linha 3

Encontro com os agentes de Pastoral Catequética dos Das.

1990

GRECAT-DA

Linha 3

Reuniões com o

GRECAT-DM.

1990

GRECAT-DM

Linha 3

 

 

PROJETO PE-3.7

ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS OFICIAIS

E ENCONTRO NACIONAL DE COORDENADORES

ESTADUAIS DE ENSINO RELIGIOSO

 

A nova Constituição do Brasil e o 7º Encontro Nacional de Ensino Religioso fazem o Grupo Nacional de Reflexão sobre Ensino Religioso (GRERE) da CNBB agilizar seu trabalho. Surgem novos desafios que a Igreja precisa acompanhar para não perder este espaço.

O primeiro desafio advém da nova Constituição: acompanhar a elaboração das Constituições Estaduais, o Plano Nacional de Educação, a Lei de Diretrizes e Base e as Leis complementares no que tange à Educação, mormente ao Ensino Religioso.

O segundo desafio é conseqüência do 7º E.N.E.R.: investir na formação de professores de Ensino Religioso.

Terceiro desafio: o momento histórico da nova Constituição, a regulamentação, a implantação do E.R. requer a presença de um assessor da Linha 3, nas 5 regiões geopolíticas brasileiras, para um acompanhamento mais imediato. Há muitas Igrejas e entidades assumindo também a causa do Ensino Religioso e a CNBB não pode perder o acompanhamento deste processo.

Em conseqüência, as seguintes metas são colocadas para 1989/90.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

4 Reuniões com o GRERE.

1989

Linha 3

4 Reuniões com o GRERE.

1990

Linha 3

Elaboração de subsídios para a formação dos professores de ensino Religioso.

1989

1990

Linha 3

GRERE

5 encontros Regionais de Ensino Religioso.

1989

Linha 3

8º Encontro Nacional de Ensino Religioso.

1990

setembro e outubro.

Linha 3

 

 

PROJETO PE-3.8

ORGANIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO

ENCONTRO LATINO-AMERICANO

SOBRE PASTORAL BÍBLICA

 

A FEBICAM está organizando um encontro em nível latino-americano de Pastoral Bíblica. A Linha 3 ficou encarregada com a execução e a coordenação, junto com o SAB.

O encontro visa chegar a um intercâmbio de experiências de Pastoral Bíblica, uma reflexão mais aprofundada sobre esta Pastoral, a elaboração de um manual para a Pastoral Bíblica.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Latino-americano sobre Pastoral Bíblica, em Mendes-RJ.

1989

julho

17 a 23.

DECAT

FEBICAM

SAB

Linha 3.

 

 

PROGRAMA 4

DIMENSÃO LITÚRGICA

LINHA 4 (PE-4)

 

"É o Espírito que reúne o povo em assembléias para a escuta da Palavra de Deus e para celebrar a Palavra feita carne e alimento e, em união com o mesmo Cristo, oferecê-lo como oblação pura, e assim comprometer-se a viver mais intensamente a fraternidade" (Diretrizes Gerais, J19).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A dimensão litúrgica da vida cristã foi declarada pelo Concílio  Vaticano  II  cume  e fonte de toda a ação da Igreja (cf. SC, 10). Assim, o Concílio nos deu uma indicação sobre o lugar e a importância desta dimensão, também nas atividades pastorais da Igreja no Brasil, em nível nacional.

No decorrer de quase 25 anos após a publicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, implantou-se, também no Brasil, a liturgia-pós-conciliar. Os livros litúrgicos foram publicados em língua portuguesa. Fizeram-se, igualmente, sobretudo na primeira década depois do Concílio, grandes esforços para a formação litúrgica em todos os níveis.

Deve-se reconhecer, no entanto, que os livros litúrgicos traduzidos também deverão ser adaptados à índole do povo. A formação litúrgica ainda deixa a desejar. A liturgia da Igreja no Brasil procura integrar, como o Concílio Vaticano II o exige, o que há de válido nas tradições do nosso povo, como, por exemplo, nas Comunidades Eclesiais de Base, nas Paróquias, na piedade popular e em outros grupos de oração. São riquezas de expressão que deveriam ser aproveitadas para criar uma liturgia realmente renovada e adequada à Igreja no Brasil.

Nos últimos anos, sobretudo a partir do levantamento sobre a situação da vida litúrgica no Brasil, feito por ocasião dos 20 anos da Sacrossantum Concilium (cf. Estudos da CNBB, n.0 42), vem se desencadeando um novo impulso à renovação litúrgica. Notam-se, contudo, mais aprofundada dos agentes de Pastoral em todos os níveis; a busca da identidade da Liturgia no confronto entre fé e vida, no contexto da evangélica opção preferencial pelos pobres, na caminhada profética e transformadora da Igreja no Brasil e a adaptação e inculturação da Liturgia na índole do povo brasileiro.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

- Traduzir, elaborar e publicar livros e subsídios litúrgicos.

 

a) Liturgia das Horas:

· edição em quatro volumes;

· ofício das Leituras.

b) Lecionários

c) Missal e Lecionário Marianos

d) Rito de Coroação de Imagens de Nossa Senhora

e) Edição adaptada e definitiva dos livros litúrgicos:

· Missal Romano, conforme a segunda edição típica, que foi publicada em 1975;

· Rito de Iniciação Cristã de Adultos;

· Rito do Matrimônio;

· Rito do Batismo de Crianças;

· Ritual de Bênçãos em duas versões: presididas por ministros ordenados e presididas por ministros leigos; edição simplificada e outra popular da Liturgia das Horas;

· Músicas para a Liturgia das Horas;

· Hinário Litúrgico Nacional;

· Documentário Litúrgico;

· criação de novos texto litúrgicos.

 

-     Assessorar.

 

a) Campanha da Fraternidade.

b) Regionais e Dioceses.

c) Centro de Pastoral Popular (Liturgia Doméstica), em Brasília.

d) A Pastoral dos Santuários e Romarias.

e) O Congresso Eucarístico Internacional de Seul em 1989.

f) O Congresso Eucarístico Nacional.

 

-     Participar.

 

a) De encontros setoriais, regionais, inter-regionais e internacionais de Liturgia.

b) De outros encontros de interesse da Linha 4, por exemplo: CEBs, religiosidade popular, movimentos de oração, e arte litúrgica.

c) De encontros de Pastoral dos Santuários.

 

-     Colaborar.

 

a) Com o curso de pós-graduação e especialização em Liturgia da Faculdade de nossa Senhora da Assunção São Paulo.

b) Com a Revista de Liturgia "A Vida em Cristo e na Igreja" e outras.

c) Com a realização de cursos intensivos de formação musical a serviço da Liturgia.

d) Com a Linha 1, no âmbito da Pastoral das CEBs, com as Linhas 2 e 5 no campo da Pastoral do Índio e do Negro, com as Pastorais Urbana, da Juventude e Universitária, na reflexão sobre a teologia e a práxis litúrgicas, para uma maior ligação entre liturgia e vida.

 

-     Dialogar.

 

com a Sé Apostólica, CELAM, Conferências Episcopais e outras instituições.

 

PROJETOS

 

PROJETO PE 4.1

NOVO IMPULSO PARA A RENOVAÇÃO

LITÚRGICA NO BRASIL

 

O levantamento sobre a situação da Liturgia no Brasil, por ocasião dos 20 anos da "Sacrosanctum Concilium", revelou grandes desafios para a Pastoral Litúrgica e já desencadeou um processo de renovação. Expressão disso é o instrumento de trabalho Por-- um Novo Impulso à Vida Litúrgica. O caminho iniciado exige o prosseguimento de uma ação adequada, levando avante o processo.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Nova redação do Instrumento de trabalho Por um novo

Impulso à Vida Litúrgica em preparação à Assembléia Geral de 1989.

1989

Linha 4

Elaboração do Documento Por um novo Impulso... em linguagem popular.

1989

Linha 4

 

 

PROJETO PE-4.2

LITURGIA NOS REGIONAIS

 

Os desafios que a situação da Liturgia no Brasil apresenta, exigem reflexão e ação em todos os níveis. Elas devem ser incentivadas pelos Bispos Responsáveis pela Liturgia nos Regionais. Eles são auxiliados em sua tarefa.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros nacionais dos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.

1989

agosto

14 a 17

1990agosto

Linha 4

 

 

PROJETO PE-4.3

FOLHETOS LITÚRGICOS

 

Dada a grande influência dos folhetos litúrgicos, é necessário trocar experiências que possam levar as assembléias a celebrar o Mistério pascal encarnado na vida das comunidades.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Autores e Editores de Folhetos Litúrgicos

1989

setembro

11 a 12.

Linha 4

 

 

PROJETO PE- 4.4

ADAPTAÇÃO E INCULTURAÇÃO

DA LITURGIA

 

Trabalhar na adaptação e inculturação da Liturgia à índole e tradições do povo brasileiro, conforme o espírito da "Sacrosanctum Concilium", usando de assessoria qualificada no campo da piedade popular, das expressões religiosas das comunidades paroquiais, das CEBs e de outros grupos de oração.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Grupos de estudos para adaptação:

- do Ritual do Matrimônio.

- do Ritual da Iniciação Cristã de Adultos.

- do Ritual do Batismo de Crianças.

1989

Linha 4

 

 

PROJETO PE-4.5

LITURGIA DE RÁDIO E TELEVISÃO

 

Veja Projeto PE-6.4

 

PROJETO PE-4.6

MÚSICA LITÚRGICA (EM NÍVEL NACIONAL)

 

Vista a situação da música litúrgica no Brasil, sente-se a necessidade de avaliar a realidade e de incentivar a criação de músicas propriamente litúrgicas.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Coordenadores e Compositores de Música Litúrgica.

1989

setembro, 18 a 20.

Linha 4

 

 

PROJETO PE-4.7

MÚSICA LITÚRGICA (EM NÍVEL INTER-REGIONAL)

 

Por causa da dificuldade de muitos músicos de participarem de encontros nacionais, é preciso possibilitar o contato deles entre si e com a CNBB, em encontros inter-regionais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Quatro Encontros Inter-regionais de Coordenadores e Compositores de Música Litúrgica.

1990

Linha 4

 

 

PROJETO PE-4.8

FORMAÇÃO DE MÚSICOS A SERVIÇO DA LITURGIA

 

Verifica-se uma crescente lacuna na formação de músicos a serviço da Liturgia. Para superar esta falta, pensa-se em promover cursos intensivos de férias para formação de músicos. Para um possível encaminhamento desse projeto é preciso que um grupo limitado e músicos prepare um primeiro esboço.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reunião para se elaborar um  anteprojeto de Curso de formação de músicos a ser apreciado na reunião nacional dos músicos em setembro de 1989.

1989

junho.

Linha 4

 

 

PROJETO PE- 4.9

ENCONTRO DOS PRESIDENTES E SECRETÁRIOS

DAS COMISSÕES NACIONAIS DE LITURGIA

DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

Os problemas comuns e a necessidade de intercâmbio entre os países de língua portuguesa no campo da Liturgia exigem um maior conhecimento mútuo, assim como reflexão e ação comum correspondentes.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Internacional em Angola

1990

agosto

Linha 4

 

 

PROGRAMA 5

 

DIMENSÃO ECUMÊNICA E DE

DIÁLOGO RELIGIOSO

LINHA 5 (PE-5)

 

"É o Espírito quem impulsiona a Igreja a viver a unidade,  fazendo-a superar as divisões, crescer para a plena comunhão em Cristo e abrir-se para o diálogo religioso" (Diretrizes Gerais, 120).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

1.  Orientações comuns para o ecumenismo e o diálogo religioso

 

Fiel às grandes inspirações do Concílio Vaticano II, ao crescimento do ecumenismo e do diálogo religioso depois do Concílio e em resposta ao crescimento do pluralismo religioso no Brasil, a Igreja Católica propõe-se realizar o objetivo geral de sua ação em diálogo com os irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, com adeptos de outras Religiões e de Concepções de vida e de mundo, fechadas ao Transcendente.

Entende-se por diálogo não só o colóquio, mas todo o conjunto de relacionamentos positivos e construtivos com quaisquer grupos e comunidades. Esse diálogo, em sentido amplo, visa o conhecimento, enriquecimento e auxílio mútuos e, ainda, a ação comum em prol da unidade do gênero humano, da qual a Igreja se professa sacramento ou sinal e instrumento (LG. 1).

 

Inspirados no documento do Secretariado para os Não-cristãos (A atitude da Igreja perante os que seguem outras Religiões. Reflexões e Orientações sobre o Diálogo e Missão, Pentecostes 1984, L'Osservatore Romano ed. port. 12/08/84, pp  4ss), indicamos quatro formas de diálogo:

-         O diálogo da convivência humana: é o diálogo como espírito e atitude que devem guiar todo o comportamento.

-         O diálogo da ação comum: é a colaboração em objetivos de caráter humanitário, social, econômico e político que se orientam para a promoção e a libertação humanas.

- O diálogo de especialistas, seja para confrontar, aprofundar e enriquecer os respectivos patrimônios religiosos, seja para aplicar os recursos, aí contidos, aos problemas que se põem a humanidade no curso da História;

-         O diálogo de participação da própria vida, oração e ação de outra comunidade, dentro dos limites indicados pela fé e a disciplina da Igreja.

 

Estas quatro formas de diálogo valem também, e a fortiori, para o relacionamento com irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais.

A luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja em seu relacionamento com Igrejas/Comunidades cristãs, com outras Religiões e com grupos humanistas fechados ao Transcendente, deve prestar especial atenção:

-         À defesa da dignidade da pessoa humana, mormente dos pobres e marginalizados.

-         Ao "ecumenismo de base" que está acontecendo nos meios populares, como CEBs, associações de bairro, grupos marginalizados e outros; bem como aos perigos de divisão nestes meios, suscitada por movimentos religiosos contemporâneos (seitas).

-         Aos caminhos para o diálogo com o Evangelismo em meios pobres, como sejam várias formas de Pentecostalismo, com as Religiões Negro-brasileiras, com expressões populares do Espiritismo e Sincretismo, e, ainda, com os "agentes religiosos autônomos" (curandeiros, benzedeiros. . .); embora nem todos esses grupos estejam abertos ao diálogo com a Igreja Católica.

 

A fim de que a Igreja, em sua ação evangelizadora, seja realmente Igreja do diálogo, merecem especial cuidado:

-         Os cursos de ecumenismo e de diálogo religioso nos seminários e outros centros de formação Pastoral.

-         A formação de especialistas em ecumenismo e diálogo religioso.

-         Um mínimo de estrutura para a ação nos regionais e dioceses.

 

2. Orientações especiais para o ecumenismo

 

A divisão entre os cristãos, que tem acontecido na História, e ainda acontece hoje, também no Brasil, e que faz surgir sempre novos grupos separados, "contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa do anúncio do Evangelho a toda criatura" (UR, 1).

Todos os cristãos, obedecendo à ação do Espírito Santo, são chamados a crescerem até aquela plena comunhão que o Senhor deseja para sua Igreja e lhe oferece como dom. Assim, a partir da fé comum, da incorporação em Cristo pelo Batismo validamente administrado e de outros dons que possam ter em comum, os cristãos devem crescer em comunhão, seguindo os caminhos que o Espírito abre para a Igreja, colocando-se a serviço do mundo que o Senhor Jesus veio salvar.

A fim de que cresçam o espírito e a ação ecumênica da Igreja, deve-se prestar especial atenção:

-     Ao ecumenismo espiritual que consiste na conversão do coração e na insistente oração pela unidade ou plena comunhão.

-     Ao fortalecimento dos organismos ecumênicos oficiais (CONIC e CESE) e a colaboração com outros organismos ecumênicos existentes no Brasil.

-     Aos acontecimentos ecumênicos significativos em nível mundial e latino-americano.

-     Aos itens já citados nas orientações comuns para o ecumenismo e diálogo religioso.

-     Ao fenômeno das expressões religiosas contemporâneas e aos desafios que as mesmas colocam para a Igreja (problemas das seitas").

 

3.Orientações especiais para o diálogo religioso

 

A partir da encíclica do Papa Paulo VI "Ecclesiam Suam" (06/08/1964), de documentos do Vaticano II e do Secretariado para os Não-Cristãos, a Igreja Católica tem desenvolvido uma visão de fé a respeito das Religiões Não-Cristãs, que constitui a orientação fundamental para o diálogo religioso. Uma síntese desta visão de fé encontramos no documento do Secretariado para os Não-Cristãos, já citado (Pentecostes de 1984), no qual a Igreja apresenta sua posição perante os que seguem outras religiões e oferece reflexões e orientação sobre Diálogo e Missão (DM). Citamos alguns elementos deste documento. A Igreja abre-se ao diálogo por fidelidade ao homem (DM, 20), mas sobretudo por motivos de fé (DM, 22). Pois, sem diminuir o caráter próprio e único da missão que recebeu (DM 9 10, 11),  a Igreja descobre o Deus Uno e Trino agindo nas outras Religiões, como instrumentos do Seu único plano de salvação (DM 22, 23, 24). Por esta razão, o diálogo não é estranho ou paralelo à missão, e sim integrado nela. A missão da Igreja, única mas complexa e articulada, se expressa em várias formas: simples presença e testemunho de vida cristã, empenho no serviço dos homens e toda atividade de promoção social vida litúrgica, oração e contemplação, diálogo, anúncio e catequese. Tudo isso faz parte do conceito amplo da missão (DM, 13). Nesta visão de fé, o diálogo é diálogo de salvação.

No diálogo religioso, ocupa lugar especial o Judaísmo, por motivos históricos (a história do anti-semitismo) e mais ainda por motivos de fé (a aliança de Deus com o povo judeu; as raízes judaicas do cristianismo).

A terceira Religião Abraâmica, o Islá, é outra que merece um lugar especial no diálogo religioso. A História do relacionamento entre judaísmo, cristianismo e islamismo e os atuais problemas de paz no oriente médio, sugerem, no Brasil, a busca de diálogo entre as três religiões abraãmicas, uma espécie de "triálogo".

O diálogo com as Religiões Negro-brasileiras, por várias razões históricas e atuais, deve ocupar um lugar de destaque.

As várias formas do espiritismo e as novas expressões religiosas (seitas) exigem uma atenção especial no diálogo.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

Dimensão Ecumênica

- Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades ad intra"):

· apoio à formação ecumênica dos futuros presbíteros, outros ministros e agentes de Pastoral (subsídios para cursos) - com a OSIB; curso para Bispos;

· apoio à formação de especialistas em ecumenismo;

· contato com os Secretariados Regionais, em vista da criação de estrutura para a Dimensão Ecumênica;

· contato com organismos da Igreja, em vista da Dimensão Ecumênica de suas atividades (AEC, CIMI, CPT, Centro de Defesa de Direitos Humanos, movimento Focolari e outros);

· estudo das possibilidades de uma colaboração ecumênica na Campanha da Fraternidade;

· propagação da Oração pela Unidade dos Cristãos, especialmente na semana que antecede o dia de Pentecostes;

· participação nas atividades da Seção de Ecumenismo do CELAM;

· participação em atividades do Secretariado para a Unidade dos Cristãos.

 

- Atividades relacionadas com outras Igrejas e Organismos (Atividades ad extra"):

 

· diálogo com as Igrejas da Ortodoxia; encontro dos Bispos da Presidência e CEP com autoridades das Igrejas Ortodoxas (pré-calcedonianas e as de tradição bizantina), encontro este preparado com os Bispos Católicos de ritos orientais e acompanhado pelos mesmos;

· diálogo com as Igrejas Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana, Metodista e Presbiteriana;

· procura de diálogo com líderes de Igrejas Batistas, Pentecostais e grupos "evangelicais";

· participação em Concílios, Sínodos e Assembléias Nacionais de outras Igrejas, à título de observadores;

· participação em atividades do CONIC (assembléias, comissão central, seminários);

· participação em atividades da CESE (diretoria, assembléia anual, seminários e encontros;

· participação em encontros de Organismos ecumênicos nacionais (atividade conjunta do CONIC e CESE);

· contato com a Fraternidade ecumênica de Taizé (Alagoinhas-BA), especialmente em vista de sua experiência em encontros de caráter participativo; com o Conselho Nacional do Dia Mundial de Oração;

· colaboração com a Sociedade Bíblica do Brasil (a publicação da Bíblia completa na linguagem de hoje);

· contato com organismos ecumênicos: CEDI, CEBI, CESEP, AGEN, Pastoral Ecumênica do Menor e outros;

· contato com organizações de educação das Igrejas em vista de uma ação conjunta;

· contato com OSIB e ASTE em vista de um entrosamento;

· contato com organismos inter e transdenominacionais, como Visão mundial e outros;

· elaboração de notícias e informações de caráter ecumênico para os MCS;

· contato com o Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI), com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e com Conselhos Nacionais de Igrejas de outros países.

 

Diálogo Religioso

 

- Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra"):

 

·           apoio à formação dos futuros presbíteros, diáconos permanentes e outros agentes de Pastoral para o diálogo religioso;

·           apoio à formação de especialistas em diálogo religioso;

 

- Atividades relacionadas com outras Religiões (atividades "ad extra"):

 

· apoio à Comissão Nacional de Diálogo Católico Judaico; contato com os Conselhos de Fraternidade Cristão-Judaica e outras formas de relacionamento com a comunidade judaica;

· diálogo com líderes muçulmanos;

· estímulo para um diálogo entre líderes judeus, cristãos e muçulmanos;

· encontros com líderes de Religiões Negro-brasileiras, com a Linha 2;

· encontro com líderes de Religiões Orientais antigas e novas;

· encontros com líderes espiritualistas (espiritismo).

 

 

PROJETOS

 

PROJETOS PE-5. 1

REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO DO ECUMENISMO

E DO DIÁLOGO RELIGIOSO NO BRASIL

 

Para acompanhar e avaliar a evolução da situação do ecumenismo e do diálogo religioso no País, é importante reunião, anualmente, especialistas, responsáveis pela Linha 5 nos Regionais e representantes de outras Igrejas e Religiões.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro anual de especialistas, responsáveis regionais, representantes de outras Igrejas e Religiões

1989novembro

1ª quinzena

 

1990

data a marcar.

Linha 5

 

 

PROJETOS PE-5.2

PUBLICAÇÃO EM PORTUGUÊS DE DOCUMENTOS

IMPORTANTES PARA A DIMENSÃO ECUMÊNICA

E O DIÁLOGO RELIGIOSO

 

O projeto visa responder à necessidade de ter à disposição os mais importantes documentos, estudos e relatórios no setor do ecumenismo e do diálogo religioso.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Tradução e publicação de Documentos da Igreja Católica

1990, setembro

Linha 5

Tradução e publicação de relatórios de diálogos bilaterais e multi-laterais.

 

Linha 5

CONIC

CEDI.

 

 

PROJETO PE-5.3

ELABORAÇÃO DE PUBLICAÇÕES SOBRE

OUTRAS IGREJAS E RELIGIÕES

 

O projeto pretende atender aos crescentes pedidos de informações sobre outras Igrejas e Religiões.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração de publicações informativas e orientadoras sobre outras Igrejas e Religiões.

1990

até setembro.

Linha 5

Grupo de Colaboradores.

 

 

PROJETO PE-5.4

ELABORAÇÃO DE UM CURSO

SOBRE O JUDAÍSMO PARA SEMINÁRIOS

 

O projeto tem a finalidade de pôr em prática as orientações da Igreja Católica sobre o Judaísmo, especialmente na formação dos futuros ministros da Igreja.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Cursos experienciais em Seminários.

1990

até setembro.

Linha 5

Com. Nacional de Diálogo Judeu-Católico.

 

 

PROJETO PE-5.5

REFLEXÃO SOBRE MAÇONARIA E A ATITUDE

DOUTRINÁRIO-PASTORAL DA IGREJA CATÓLICA

 

O diálogo iniciado com maçons nos anos 70, as declarações da Congregação para a Doutrina da Fé, de 1974 e 1983, exigem a continuação da reflexão, tanto sobre a Maçonaria no Brasil, quanto sobre a atitude doutrinário-pastoral da Igreja Católica.  A reflexão, iniciada em 1985, será feita com a colaboração de representantes de outras Igrejas Cristãs e participação de maçons.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro de especialistas, representantes de outras Igrejas, maçons membros de Igrejas Cristãs.

1989 ou 1990

de junho a dezembro.

Linha 5

 

 

PROJETO PE-5.6

REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO DO CRESCIMENTO

DE MOVIMENTOS RELIGIOSOS INDEPENDENTES

E SOBRE OS DESAFIOS PASTORAIS QUE O MESMO

COLOCA À(S) IGREJA(S) - PROBLEMA DAS SEITAS

 

- A  preocupação com a transmissão integral da mensagem cristã.

- A atração sobre um crescente número de católicos e outros cristãos.

- A pregação e atuação violentamente anti-católicas e alienantes de certos grupos enfraquecem a organização e ação do povo pobre e marginalizado.

- Certos movimentos constituem sério perigo à saúde física e psíquica do povo, ou causam verdadeiros atentados à identidade cultural do mesmo.

- As implicações políticas (nacionais e internacionais) de certos grupos.

- A necessidade de uma análise da profunda crise da sociedade (brasileira e mundial), sob todos os aspectos, e seu relacionamento com o surgimento de expressões religiosas contemporâneas.

- A necessidade de uma análise séria da vida e ação da Igreja, a fim de descobrir fatores internos à mesma que possam favorecer o surgimento de expressões religiosas alternativas.

- O fenômeno está suscitando preocupações, estudos e reflexões em todos os níveis (Sé Apostólica de Roma, Conferências Episcopais, CELAM, CONIC, Conselho Mundial de Igrejas, Conselho Latino-Americano de Igrejas).

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Participação em seminários ecumênicos sobre o fenômeno.

1989

setembro; 1990

setembro até dezembro

Linha 5

CONIC

Linha 5

Colaboração: CONIC, ISER, CEDI

 

 

PROGRAMA 6

DIMENSÃO PROFÉTICA E TRANSFORMADORA

LINHA 6 (PE-6)

 

"É o Espírito quem anima a vida do Povo de Deus para que atue no meio da sociedade como fermento, sal e luz, transformando-a pelo testemunho e ação, para que seja mais justa, solidária e fraterna, anunciando dessa forma os valores do Reino definitivo" (Diretrizes Gerais, 121).

 

A Igreja, como Povo de Deus, em seu conjunto - hierarquia, religiosos e leigos -, fiéis individualmente ou em grupos, instituições e organizações, está presente na sociedade, influencia e sofre influência, interage, anuncia profeticamente o Reino e denuncia os contraventores à luz da fé, que é dom gratuito de Deus, e segundo a missão recebida de Jesus Cristo. Ela é luz, sal, fermento. E como tal ausculta e assume os anseios, aspirações e apelos de todos, principalmente dos pequeninos e dos pobres, e empenha-se numa ação transformadora da situação de injustiça na sociedade ainda não comprometida com a promoção do Bem comum.

A dimensão profética e transformadora se operacionaliza através dos setores:

·           Comunicação Social

·           Educação

·           Pastoral Social

 

SETOR COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Como forma de realizar a dimensão profética e transformadora, o Setor de Comunicação Social está no Plano Pastoral para servir a todos os setores da ação da Igreja, quer no seu interior, quer no seu relacionamento com o mundo. Pois "a comunicação é ato criador de cultura, concebida como expressão dos valores essenciais e identificadores do povo, os quais deverão ser base e centro de sua realização em busca também de uma Nova Ordem" (Nova Ordem Mundial de Informação e Comunicação NOMIC, Brasil, 1982).

No esforço de contribuir para a realização do Objetivo Geral da Igreja no Brasil, o Setor Comunicação Social procura fazer com que tanto os comunicadores como os usuários tenham consciência da realidade e da sua responsabilidade diante da mesma. Dessa maneira, intenta provocar transformações, visando a libertação integral do homem e da sociedade.

Porém, isto só será possível mediante uma Pastoral da Comunicação, que se realiza em três momentos:

- ATRAVÉS dos meios de comunicação, buscando expressar-se com linguagem do veículo, da área e do receptor, sendo voz dos que não têm voz e abrindo espaço aos que não o têm.

- NOS meios de comunicação, levando a Igreja a ser uma presença evangelizadora entre os profissionais, procurando conseguir "uma ordem mais humana e mais lusta na jComunicação" (NOMIC, 1982).

- DIANTE dos meios de comunicação, promovendo a formação do povo para que tenha uma atitude crítica em face do impacto das mensagens ideológicas, culturais e publicitárias. Neste sentido, é de importância continuar apoiando e assessorando grupos especializados que atuam junto a escolas, oferecendo elementos que facilitem o trabalho de formação da consciência crítica dos alunos.

 

Além desses três elementos, uma nova ação será desenvolvida pelo Setor:

-      Busca de integração dos Meios de Comunicação da Igreja.

-      Presença de Igreja junto aos grandes Meios de Comunicação.

 

Puebla nos diz que a "evangelização não pode prescindir, hoje em dia, dos meios de comunicação social" (1064). De fato, a evangelização é comunicação (cf. 1063). São inúmeros os espaços de que a Igreja dispõe nesses meios. Uma Pastoral adequada capacitará seus agentes a usar esses espaços com a técnica e a linguagem próprias de cada veículo.

Por isso, é preciso retomar as propostas pastorais de Puebla: "Urge que a hierarquia e os agent  es pastorais em geral conheçam, compreendam e experimentem mais a fundo o fenômeno da Comunicação Social, a fim de que se adaptam às respostas pastorais a esta nova realidade e se integre a Comunicação na Pastoral de Conjunto" (1083). Como, também, a afirmativa de que a tarefa de formação no campo da Comunicação é tarefa prioritária, quer para os aspirantes à vida sacerdotal ou religiosa, que devem ter programas específicos em seus estudos, quer para os sacerdotes, religiosos, religiosas e agentes de Pastoral que devem ter programas de formação permanente (1085).

A Comunicação leva a liturgia a ser momento privilegiado da comunhão e participação para uma libertação integral. E importante que a missa e outras celebrações de rádio e TV sejam momentos fortes, geradores dessa comunhão participativa.

A comunicação grupal e popular já é bastante vivida pela Igreja no Brasil. Importa tomar consciência do seu valor e da necessidade de integrá-la no conjunto da Pastoral da Comunicação.

Um passo importante a ser dado é, sem dúvida, a constituição e dinamização de Equipes Regionais de Comunicação, marcando presença de Igreja nos meios de comunicação locais. Para que esta presença seja adequada; os agentes de Pastoral precisam conhecer a importância do uso dos meios de comunicação na evangelização hoje e convencer-se da necessidade de se capacitarem para transmitir a mensagem dentro da linguagem própria de cada instrumento.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

- Promover a organização e/ou animação dos Setores Regionais, com a finalidade de integrar sempre mais a Comunicação na Pastoral de Conjunto, colaborando na organização das atividades nos vários níveis.

- Fortalecer e estimular no cumprimento de seus objetivos as Entidades de Comunicação (UCBC, União Cristã Brasileira de Comunicação; UNDA, União de Radiodifusão Católica; OCIC/BR, Organização Católica Internacional de Cinema e outras) e sua função na irradiação do pensamento e da ação da Igreja.

- Estimular a conquista e o aproveitamento de espaços nos Meios de Comunicação, para uma comunicação verdadeiramente libertadora, avaliando constantemente as produções religiosas católicas, numa visão crítica dos conteúdos veiculados.

- Estudar meios para a retomada, divulgação e aplicação dos Documentos sobre comunicação da Igreja no Brasil, na América Latina e universal.

- Permanecer em contato com associações de pesquisa, centros, agremiações e sindicatos ligados à Comunicação, para um mútuo intercâmbio de informações e experiências, engajando-os na ação libertadora e evangelizadora da Igreja no Brasil.

- Manter correspondência ativa com os Regionais e as Instituições de comunicação (UCBC, UNDA, OCIC, UCLAP, DECOS e outras afins) no Brasil e no exterior.

- Preparar subsídios para o Dia Mundial da Comunicação, da Paz, bem como para as Campanhas da Fraternidade, das Vocações, da Bíblia e das Missões.

- Incentivar, através de contatos freqüentes, os Meios de Comunicação para a divulgação dos momentos fortes da atuação Pastoral da Igreja no Brasil, como a Campanha da Fraternidade, Dia Mundial das Comunicações, da Paz, Mês das Vocações, da Bíblia, das Missões e outras, com o envio de subsídios adequados (artigos, filmes, discos).

- Estimular a divulgação, em linguagem popular, dos documentos da Igreja, em boletins, revistas, jornais, programas de rádio e de televisão.

-     Conferir o prêmio "Margarida de Prata" ao melhor filme brasileiro do ano. Encaminhar o estudo e a viabilidade de outorgar prêmios semelhantes nas demais áreas de comunicação (teatro, rádio, televisão, imprensa, literatura e outros).

-     Continuar promovendo a formação da consciência crítica diante dos Meios de Comunicação Social, em todos os níveis, visando a superação da sociedade consumista.

- Promover, gradativamente, na comunidade eclesial, a consciência da realidade, importância e implicações da informática e novas tecnologias na Pastoral.

- Realizar reuniões trimestrais com a Equipe de Reflexão, para um acompanhamento sistemático das atividades e projetos do Setor e motivar os Regionais para que também constituam as suas Equipes, em nível Regional, na área de Comunicação.

- Continuar promovendo as reuniões semestrais e/ou anuais com as Editoras Católicas para manter um maior entrosamento com as mesmas e também promover encontro entre elas.

- Dar continuidade aos encontros anuais dos diretores de Revistas e Jornais Católicos, a fim de que estas publicações se insiram sempre mais nas Diretrizes Gerais da Igreja no Brasil e para promover o encontro entre as pessoas responsáveis pelas publicações.

- Participar de encontros regionais, nacionais e internacionais promovidos por entidades afins e que tenham relacionamento com o Setor de Comunicação.

- Participar, na medida do possível, nas diversas atividades que forem desenvolvidas relativas à Campanha da Fraternidade de 1989 a fim de dar continuidade à reflexão sobre o tema e se estabeleçam políticas de Comunicação, em nível nacional.

 

PROJETOS

 

PROJETO PE-6.1

PRESENÇA JUNTO ÀS ESCOLAS DE COMUNICAÇÃO

DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR

CATÓLICO (IESCs).

 

A carência de comunicadores comprometidos com a transformação da realidade numa visão eclesial, e a exigência das próprias escolas de Comunicação, que gostariam de ter um posicionamento Pastoral mais claro sobre seu papel, requer que se leve as Faculdades Católicas de Comunicação a questionar sua identidade e seu papel na formação de agentes de Pastoral e de lideranças no campo da Comunicação.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Contatos com a ABESC e outros Organismos de Comunicação

1989

fevereiro

Linha 6

Setor Comunicação Social.

Convocação para o Encontro com Diretores e representantes dos professores e alunos

1989

março

 

Realização do Encontro

1989

abril

19 e 20

 

Elaboração de Diretrizes Comuns

Biênio

 

Acompanhamento das atividades

 

 

 

 

PROJETO PE-6.2

ENCONTRO NACIONAL COM OS RESPONSÁVEIS

REGIONAIS DE COMUNICAÇÃO

 

O papel que a Comunicação tem na informação e difusão da ação Pastoral da Igreja hoje e a necessidade, sempre de novo expressa, de os Regionais se sentirem entrosados e unidos ao Nacional, aconselham o fortalecimento dos Regionais através do incentivo mútuo e elaboração de pistas comuns de trabalho, respeitadas as características locais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento sobre tema de estudo

1989

1º Sem.

Linha 6

Setor Comunicação Social

Envio de subsídio com as pistas de reflexão

 

 

Realização do Encontro

julho

10 a 12

 

Acompanhamento das atividades Regionais

Biênio

 

 

 

PROJETO PE-6.3

CURSO PARA PROFESSORES DE COMUNICAÇÃO NOS SEMINÁRIOS

E INSTITUTOS DE FORMAÇÃO

 

Na maioria dos Seminários e Institutos de Formação não se observa a norma conciliar, solicitada também em Puebla e, mais recentemente, pela Congregação para a Educação Católica (1986): Orientações para a Formação dos futuros Sacerdotes acerca dos Instrumentos da Comunicação Social, por falta de pessoas capacitadas, na maioria das vezes. A necessidade de inserir a Comunicação na Pastoral de Conjunto requer a urgente preparação de pessoas para dar continuidade às etapas anteriores (85/86.)

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento de candidatos.

1989

fevereiro

junho

12 a 17.

Linha 6

Setor Comunicação Social.

Realização do Curso.

 

 

Contato sistemático para atualização bibliográfica e atividades diversas.

 

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

OSIB.

 

 

PROJETO PE-6.4

REALIZAÇÃO DO 6º ENCONTRO NACIONAL

DE LITURGIA DE RÁDIO E TELEVISÃO:

APROFUNDAMENTO DO TEMA: "ASSEMBLÉIA

ELETRÔNICA, COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO".

 

A necessidade de dar continuidade aos encontros anteriores, de estudar o fato das missas de Rádio e Televisão e analisar até que ponto esse "fato" cria novas Assembléias Litúrgicas e interfere na Pastoral Orgânica, o estudo das possibilidades de outras Assembléias Eletrônicas que não sejam missa, justificam este Encontro.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Estudo, análise e complementação, por peritos, do material do 5º Encontro

1989

maio

Linha 6

Setor Comunicação Social

Elaboração de um instrumento de trabalho pelos peritos

1989

setembro

Linha 4

Realização do Encontro

1990

julho.

 

Acompanhamento e avaliação sistemática das conclusões

1990

 

 

 

PROJETO PE-6.5

PESQUISA SOBRE A PRESENÇA DA IGREJA

NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

Para um trabalho mais objetivo e eficaz, requer-se maior conhecimento da realidade da comunicação da Igreja. Nesta pesquisa, dois aspectos deverão ser levados em conta:

A Igreja e seus próprios Meios e a Igreja nos Meios que não lhe pertencem. Há necessidade de se fazer esta pesquisa para uma ação mais integrada e objetiva neste campo, dando prosseguimento ao levantamento feito pelo Setor em 1981.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento dos dados e divulgação do resultado.

1989

1990

Linha 6

Setor Comunicação Social

CERIS.

 

 

PROJETO PE-6.6

PRODUÇÃO DE CURSO DE COMUNICAÇÃO

EM VIDEOCASSETE PARA AGENTES DE PASTORAL

 

Cada vez mais se torna necessária a formação de Agentes de Pastoral da Comunicação. Não raras vezes é difícil, para muitos Agentes, o acesso a cursos mais prolongados, seja por dificuldades financeiras, seja pelas distâncias. Por outro lado, o avanço da tecnologia e recursos didáticos possibilitam a aproximação das pessoas a conteúdos que as capacitam para coordenar cursos e encontros, que hoje se multiplicam nas várias regiões do País.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração de roteiro por especialistas.

1989,

1º Sem.

Linha 6

Setor Comunicação Social

Produção do Vídeo e Divulgação do Curso.

Biênio

SSV- Sistema Salesiano de Videocomunicação.

 

 

PROJETO PE-6.7

CURSO DE PASTORAL

DA COMUNICAÇÃO PARA BISPOS

 

Aumenta a cada dia, na Igreja, a busca da compreensão do fenômeno da Comunicação para melhor evangelizar. Para responder a essa procura e atender pedido já explicitado por alguns Bispos na 26ª Assembléia Geral, o Setor promove este curso com momento privilegiado de experiência de comunicação entre os Bispos, numa perspectiva de responder aos desafios que a comunicação apresenta, hoje, à Igreja.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração do conteúdo.

1989

1º Sem. e 2º Sem.

Linha 6

Setor Comunicação Social

Convite e Consulta aos Bispos.

 

 

Realização do Curso.

1990.

 

Contato sistemático com envio de material.

Biênio.

 

 

 

PROJETO PE-6.8

AVALIAÇÃO DA CF-89 COM REPRESENTANTES

DE ORGANISMOS E MEIOS DE COMUNICAÇÃO

DE IGREJA

 

A Campanha da Fraternidade sobre Comunicação é um momento privilegiado para toda a Igreja no Brasil refletir sobre os desafios que esta Pastoral apresenta. E também um espaço para os Organismos e Meios de Comunicação de Igreja reverem suas políticas de Comunicação à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja e que propostas concretas de ação podem ser assumidas para o futuro.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de subsídio e convocação.

1989

abril

julho

7 a 9.

Linha 6

Setor Comunicação Social

Realização do Encontro.

 

 

Realização do Curso.

 

 

Contato sistemático com envio de material.

 

 

 

 

PROJETO PE-6.9

IGREJA E OPINIÃO PÚBLICA

 

Este projeto, em nível Continental, é do Departamento de Comunicação Social do CELAM. Será organizado com a colaboração do Setor.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Formação da Equipe de Coordenação.

1989

fevereiro.

DECOS/CELAMColaboração

Linha 6

Setor Comunicação Social

Convite a Conferencistas e convidados.

1989

março.

 

Realização do Seminário.

1989outubro

2 a 6.

 

 

 

SETOR EDUCAÇÃO

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Toda ação evangelizadora, enquanto converte a consciência pessoal e coletiva das pessoas, sua atividade, seu meio concreto (cf. EN, 18) é educativa. A educação eclesial, no entanto, se concretiza, particularmente, seja na educação da fé promovida de maneira sistemática na catequese, seja em outras formas de educação, que visam colaborar nas tarefas da promoção humana e cultural. Todos os cristãos são chamados a empregar seus esforços na tarefa de criar a nova educação (cf. Med. 4,II,2) exigida para a formação  do  homem novo, em vista da nova sociedade (cf. Puebla 1308).

Ao Setor Educação cabe animar a Pastoral da Educação, tendo presente posições que decorrem das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, da natureza da educação e dos apelos da realidade. Isto supõe a criação e/ou dinamização de organismos regionais e diocesanos de Coordenação da Pastoral da Educação.

Em estreita relação com os demais setores da CNBB, a Pastoral da Educação tentará criar condições para que, nas diversas situações e instituições de educação, se concretizem todas as dimensões da vida eclesial. Neste sentido, deverão continuar recebendo especial atenção: o acompanhamento da Pastoral do Educador leigo, o apoio à formação de assessores de Pastoral da Juventude, o desenvolvimento de uma Pastoral Vocacional nas instituições escolares, a reflexão sobre a dimensão pedagógico-educativa das CEBs, dos movimentos populares e associativos, a irradiação da Pastoral das Escolas para a Pastoral da Família, a inclusão da dimensão do trabalho no próprio processo educativo-escolar.

A Pastoral da Educação contribui para que o processo educativo, visando a promoção das pessoas - a pessoa toda e todas as pessoas - seja, ao mesmo tempo, expressão de um compromisso real com a formação de "homens novos", evangelicamente críticos e criativos, com espírito fraterno e compromisso social, capazes de encontrar alternativas para uma nova sociedade (cf. Puebla 1308).

A atuação do Setor incentiva e favorece uma educação libertadora-evangelizadora em todas as situações. Tal educação se realiza a partir da análise - iluminada pela fé - do próprio fenômeno educativo, dentro do contexto sócio-político-econômico, em que ele se processa e não a partir de uma visão idealista que pouco compromete. E preciso ter presente o engodo que representa uma preocupação puramente técnico-pedagógica, desvinculada da dimensão sócio-política da educação.

A educação libertadora evangelizadora desafia os conteúdos, as metodologias, as relações educativas, o educador e as instituições, exigindo a revisão de práticas educativas que, por vezes, favorecem as desigualdades sociais, a eliminação dos mais pobres, reforçando o individualismo, a competição e o próprio sistema injusto que se denuncia verbalmente.

A opção pelos pobres, ao mesmo tempo em que canaliza recursos e esforços para a educação das classes populares, exige uma pedagogia evangélica-libertadora para todos os setores da sociedade. E a partir da causa dos pobres e de seu projeto histórico que deve ser constantemente repensado o processo educativo, tanto na educação formal como na educação não formal.

A própria maneira de encaminhar e realizar a ação na Pastoral Educativa deve ser um constante "questionamento crítico e construtivo" do sistema educacional vigente (cf. Puebla 440).

"Ser educador, hoje, exige contínua disponibilidade e abertura às novas situações. Quem se propõe a tarefa de educar deve educar-se, também, continuamente, a si mesmo" (Mensagem do Santo Padre aos participantes do XI Congresso da AEC, 1983). Nesta perspectiva, impõe-se a formação permanente do educador e a valorização dos movimentos e grupos de leigos educadores.

As atividades permanentes abaixo previstas constituem estratégias de ação, visando possibilitar estímulo e assessoria a atividades e projetos de nível regional, facilitando ou reforçando a organização e atuação da Coordenação Regional do Setor.

Os projetos dizem respeito a situações específicas que requerem atuação especial do Setor Educação da CNBB, neste biênio.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

- Manter ligação com a AEC, ABESC, MEB e outras entidades de Igreja, de cunho nacional, que atuem no campo da educação, visando uma ação conjunta na dinamização da Pastoral da Educação.

- Promover a reflexão sobre a dimensão Pastoral da Educação e sobre a dimensão educativa de toda a Pastoral, divulgando o Documento de Estudos da CNBB: "Para uma Pastoral da Educação" e assessorando encontros regionais ou inter-regionais com uma proposta de "reflexão-ação" em torno do tema.

-      Incentivar e assessorar a criação e/ou o fortalecimento de organismos de coordenação da Pastoral da Educação nos Secretariados Regionais da CNBB e favorecer o intercâmbio entre esses organismos.

- Incentivar a articulação de centros, movimentos, instituições e associações de educação católica com a Pastoral Orgânica e com instituições similares de outras Igrejas e da sociedade civil.

-     Colaborar na dinamização da Pastoral do Leigo Educador, sua formação cristã, seu comprometimento como agente da Pastoral da Educação, presença da Igreja nas instituições de ensino, sua organização em nível regional e nacional e sua articulação com o Conselho Nacional de Leigos.

-     Desenvolver, com a AEC, um programa de assessoramento à transformação curricular, à revisão das estruturas de poder e econômicas das escolas católicas e à busca de novas estruturas participativas e de novas formas de manutenção das mesmas, em vista da educação na e para a justiça (opção pelos pobres).

-      Criar condições para que se efetue uma presença evangelizadora, através de educadores leigos e de escolas católicas no trabalho educativo das escolas mantidas pelos poderes públicos, na linha da reflexão, animação e disponibilidade de recursos.

-      Promover iniciativas em vista da Pastoral da e na Universidade, e colaborar com a ABESC para "desencadear um processo de reflexão e formação de agentes educativos e de revisão da ação das IESCs, em ordem a um Projeto Educativo que encarne a missão evangelizadora à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil" (Conclusão do Seminário Nacional CNBB-AEC).

-     Acompanhar iniciativas no campo da educação popular, especialmente formas alternativas de educação de crianças e jovens, e promover a articulação dessas iniciativas com a educação formal convencional, em nível de reflexão e de ação.

-           Avaliar as iniciativas de educação popular da Igreja, em especial do MEB, colaborando no processo avaliatório, sempre que solicitado.

- Acompanhar criticamente a elaboração das Constituições Estaduais, das Leis Orgânicas dos Municípios e das Complementares, no que diz respeito à educação.

- Oferecer aos Regionais, paticularmente por meio da AEC, condições para assessorar e dinamizar as Campanhas da CNBB, em especial a CF e as Promoções Vocacionais e Missionárias nas escolas e nos movimentos de educação.

-        Promover atividades conjuntas com outros setores e dimensões da CNBB, em especial com a Catequese, a Juventude, os Leigos, a Família, a Comunicação Social e as Estruturas de Igreja.

- Entrosar-se com a CRB, sobretudo em aspectos relacionados com a Educação.

- Manter contato e colaborar com organismos de educação em nível nacional e internacional, particularmente com a Sagrada Congregação para as Escolas Católicas e com o Departamento de Educação Católica do CELAM.

- Participar de encontros que interessam diretamente ao Setor.

 

PROJETOS

 

PROJETO PE-6.10

IGREJA - CONSTITUIÇÃO - DIRETRIZES

BÁSICAS DA EDUCAÇÃO

 

A Educação brasileira passa por um dos momentos mais ricos e, ao mesmo tempo, mais conturbados de sua história. Promulgada a Constituição Nacional segue-se a elaboração das Constituições Estaduais, das Leis Orgânicas dos Municípios e das leis complementares. O Setor Educação deverá concentrar sua atenção no acompanhamento desse processo, que afetará toda a atuação da Igreja no campo da Educação, seja nas suas escolas próprias, seja nas escolas da rede oficial, ainda que as manifestações dos problemas sejam diferenciados para as escolas de 1º e 2º Graus e para as Universidades ou Escolas Superiores Católicas.

Por isso, se propõe uma atuação conjunta com programações diferenciadas para o tratamento de problemas específicos.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração e encaminhamento da proposta de LDBEN.

1989. 

Linha 6

Setor Educação

AEC

ABESC.

Acompanhamento na elaboração das Constituições estaduais e Leis Orgânicas dos Municípios.

1989; 1990