|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Envolvimento de
Bispos e Assessores da CNBB Nacional e dos Secretários
Regionais para o encaminhamento do programa. |
1987, setembro. |
Secretaria
Geral. |
|
Encontro de um
Grupo de Trabalho de Bispos, Pastoralistas e Teólogos para buscar a linha
eclesiológica unificadora das práticas pastorais. |
1988, março. |
INP Linha 1 Linha 6. |
|
Seminário de
Assessores Nacionais, Subsecretários Regionais da CNBB. |
1988, maio. |
Secretaria
Geral. |
|
Subsidio para o
estudo do tema. Texto de trabalho a ser agosto Linha 1 enviado a Bispos,
Regionais, Institutos, Organismos. |
1988, agosto. |
INP Linha 1 Linha 6. |
|
As etapas
seguintes serão planejadas para o 10º Plano Bienal da CNBB Nacional. |
|
|
|
Eventos e
atividades temáticas já incluídos no Plano de Pastoral das Dimensões,
Situações e/ou planejadas pelos Organismos Nacionais. |
Cf. anexo. |
|
ANEXO
OUTRAS
ATIVIDADES E PROJETOS DO PLANO
INTEGRADOS
NO PROGRAMA
As atividades abaixo elencadas constam entre
projetos previstos em diversas Linhas e Setores da CNBB e deste 9º Plano Bienal
e deverão integrar-se no contexto deste Programa Conjunto, uma vez que a
reflexão eclesiológica está explicitamente presente.
|
SISTEMÁTICA |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro de Bispos
recém-ordenados. |
Linha 1 |
|
"Diáconos
Permanentes no Brasil": Publicação de subsídios e encontro nacional das
Escolas Diaconais. |
Linha 1 |
|
Encontro da
Comissão Nacional do Clero e de Presbíteros. |
Linha 1 CNC/CRCs |
|
Encontro
Nacional de Leigos. |
CNL |
|
Encontro de
Coordenadores e Assistentes eclesiásticos de Movimentos Apostólicos
organizados e pastorais específicas. |
CNL |
|
Encontros
inter-regionais de Leigos sobre as conclusões do Sínodo sobre os leigos. |
Linha 1 Susecretários Regionais |
|
Preparação do 7º
Encontro Intereclesial de Base. |
Com. de
Coordenação |
|
Aprofundamento
da teologia missionária para tornar mais claro o sentido da Missão hoje, a
partir da realidade da Igreja no
Brasil. |
Linha 2 |
|
Reflexão sobre a
situação do ecumenismo e do diálogo religioso no Brasil. |
Linha 5 |
|
Reflexão sobre a
Igreja e a realidade negro-brasileira . |
Linha 5 Linha 2 |
|
Reflexão sobre o
fenômeno do crescimento dos movimentos religiosos independentes e sobre os
desafios pastorais. |
Linha 5 CONIC ISER/CEDI |
|
Igreja e
movimento sindical. |
Linha 6 |
|
Encontro
nacional de militantes cristãos que hoje estão engajados nos movimentos
sociais, políticos e sindicais. |
CPO Nacional |
|
Encontro
Nacional de articulação das pastorais populares |
CPO Assessores da
CNBB |
|
Seminário sobre
a Igreja nas grandes cidades. |
Regional Nordeste 1 Linha 1 IBRADES |
|
Seminário sobre
Igreja e cidade. |
IBRADES Linha 1 |
|
Seminário sobre
a forma própria de ser Igreja no urbano. |
IBRADES Linha 1 |
PROGRAMA
CONJUNTO 2 (PC-2)
IGREJA,
EVANGELIZAÇÃO E CULTURA
Durante
a 25ª Assembléia Geral, bem como em outras reuniões, realizadas nos últimos
anos, percebeu-se a necessidade de uma séria abordagem do tema
"Evangelização e Cultura". Afloraram, de fato, inúmeros desafios.
Desafios
do dia-a-dia
- impacto da cultura dominante do último quartel
do século XX sobre pessoas de culturas pré-modernas (indígenas, migrantes
etc.), e da cultura brasileira sobre migrantes de outros continentes;
- impacto da invasão cultural dos continentes
do norte:
- relacionamento saber popular versus saber
sistematizado
- massificação cultural em ato em confronto
com valores regionais;
- cultura muitas vezes encastelada em
superestruturas acadêmicas não engajadas na transformação da sociedade
- exigência dos pobres na América Latina e no
Brasil como força histórica de transformação e libertação.
Desafios
emergentes
- explosão da informática influindo na
cultura, na evangelização, na educação
- engenharia genética e seu impacto sobre a
vida, a família;
- destruição do ambiente, esgotamento dos
recursos não renováveis;
- implicações éticas do uso da energia
nuclear;
- impacto dos MCS sobre os valores, a ética, a
religiosidade, a educação (cf. CF 1989);
- a expansão dos movimentos fundamentalistas
("seitas"), do processo de secularização e dos humanismos
imanentistas.
Cultura
ou Culturas?
E um
desafio até a própria definição de "cultura", frente à variedade das
realidades e das acepções do termo, e às ideologias subjacentes.
Desafios
que vêm da História
- fé encarnada na cultura peninsular,
marginalizando as culturas indígenas e negras (cf. CF 1988);
- saber e religiosidades populares longamente
ignorados;
- distanciamento da Igreja do campo do
pensamento leigo, da ciência e da cultura sistematizada; criação de centros
paralelos de produção do saber;
- na passagem dos 500
anos do início da ocupação das Américas pelos europeus e de sua evangelização,
apresenta-se o desafio de uma sincera avaliação global, visando uma conversão e um novo planejamento, na
soleira do 3° milênio.
Desafio específico da evangelização
A cultura reflete o lugar social em que se
produz e reproduz; está envolvida pela ambigüidade da História, entre valores e
contravalores.
A evangelização realiza-se dentro desse
processo cultural, numa contínua encarnação no mundo do homem. O grande desafio
para a evangelização é o mesmo do Verbo: fez-se carne e plantou seu barraco
entre nós, assumiu nossa fraqueza para libertar o homem todo, pessoa e
sociedade. Como, então, anunciar a Boa Nova ao homem de hoje, culturalmente
identificado, despertando suas energias, seu coração, para que ele assuma
livremente o projeto de Deus, conserve sua identidade cultural e purifique do
mistério do pecado a cultura, para que o Reino possa, como o fermento, levedar
toda a massa da cultura humana.
OBJETIVO DO PROGRAMA
Estudar esses desafios, bem como o histórico
e a situação da evangelização, à luz da Palavra de Deus e da Igreja, da
Teologia e da prática pastoral, e indicar orientações.
DINÂMICA DO PROGRAMA (1987-1990)
O Programa é plurianual e deverá
prolongar-se para além deste Plano Bienal, em atividades:
a) debate
preliminar e planejamento;
b) seminários
e encontros específicos do projeto;
c) iniciativas
promovidas pelos organismos nacionais dentro do 9º Plano Bienal;
d) reunião
da equipe para sistematizar os resultados dos itens b) e c) e
produzir um texto de trabalho a ser distribuído e debatido, com retorno à
comissão;
e) seminário
de teólogos e pastoralistas e produção de texto de trabalho a ser distribuído e
debatido;
f) reunião
de um grupo misto de peritos e participantes das atividades descritas nos itens
b), c) e e) para elaboração de síntese mais completa, publicação do documento
final desta primeira etapa e encaminhamento de atividades para as etapas
subseqüentes.
ATIVIDADES OU PROJETOS DO PROGRAMA
(1987-1988)
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
|
1. Discussão e
planejamento do projeto. Reunião de Assessores, Subsecretários Regionais e
CEP. |
1987, setembro,
20 a 24 |
SECRETARIA
Geral, Presidência, CEP, Assessores, Subsecretários. |
|
|
2. Seminário de
levantamento de problemas nas áreas de filosofia, ciências sociais, teologia
e pastoral. |
1988, maio |
INP, Peritos. |
|
|
3.Seminários
(Regionais da CNBB ou blocos) sobre
Cultura Popular. |
1988, 1º
semestre |
INP,
Subsecretários, Representantes das Pastorais Populares. |
|
|
4. Eventos e atividades
temáticas já incluídos no Plano das dimensões, situações e/ou planejados
pelos organismos nacionais. |
Cf. anexo a este
projeto. |
|
|
|
5. Seminário da
ABESC sobre "O papel das IESCS na Evangelização da Cultura" (Esta
iniciativa se desdobrará em seminários regionais, retomando-se o tema em novo
seminário nacional). |
1988, maio |
ABESC, INP. |
|
|
6. Encontros da
Equipe interna da CNBB/INP para síntese dos trabalhos já realizados e
elaboração de documento de trabalho. |
1988, setembro |
INP, Assessores. |
|
|
7. O Planejamento
das etapas seguintes será detalhado no 10º Plano Bienal da CNBB. |
Nota: A
responsabilidade do Programa está confiada ao INP, que poderá delegar a
coordenação de cada Projeto ou atividade a Dioceses, pessoas ou organismos |
|
|
ANEXO
OUTRAS
ATIVIDADES E PROJETOS DO PLANO INTEGRADOS NO PROGRAMA
Eventos
e atividades temáticas já previstas em outras áreas ou setores do Plano Bienal
que devem ser integrados neste Programa Conjunto.
|
|
SISTEMÁTICA |
RESPONSÁVEL |
|
4.1 |
Adaptação e
inculturação da Liturgia |
Linha 4 |
|
4.2 |
Reflexões sobre
a Igreja e a realidade negro-brasileira |
Linha 2, Linha 5 |
|
4.3 |
Reflexão sobre
as seitas |
Linha 5 |
|
4.4 |
Valores em jogo
na sociedade brasileira (pesquisa, seminários, grupos...) |
IBRADES |
|
4.5 |
Análise da
realidade social brasileira à luz da fé |
IBRADES |
|
4.6 |
Pesquisa sobre
presença de Igreja nos Meios de Comunicação Social |
CERIS/Linha 6 |
|
4.7 |
Inculturação da
Liturgia no Ambiente Juvenil e Universitário |
PU e Linha 4 |
|
4.8 |
Simpósio de
peritos sobre problemas bioéticos |
Pastoral da
Família, Linha 1, IBRADES |
|
4.9 |
Valores da
Família da classe popular |
Pastoral da
Família, Linha 1 |
|
4.10 |
Encontros e
reuniões de migrantes para debater seus problemas |
Pastoral do
Migrante, Linha 6 |
|
4.11 |
A Igreja nas
grandes cidades |
Linha 1,
IBRADES, Regional Nordeste 1 |
|
4.12 |
Igreja e cidade |
Pastoral Urbana |
|
4.13 |
A forma própria
de ser Igreja no urbano |
Linha 1,
IBRADES, Regionais da CNBB |
|
4.14 |
Curso de
antropologia e lingüística para agentes de pastoral indigenista |
CIMI, Linha 2 |
|
4.15 |
Curso de
atualização para agentes de pastoral indigenista |
CIMI, Linha 2 |
|
4.16 |
Encontro
Nacional de Coordenadores do Ensino Religioso sobre "Ensino Religioso,
Fé e Cultura". |
Linha 3 |
PROGRAMA CONJUNTO 3 (PC-3)
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A Campanha da Fraternidade, criada em 1964,
tornou-se, ao longo desses 25 anos, um privilegiado processo de evangelização
nacional durante o período da Quaresma, e passou a ter uma profunda influência,
como fio inspirador e condutor do planejamento pastoral do ano todo. A CF
passou a ser também um fator de unidade pastoral, aglutinando as Igrejas locais
do Brasil numa mesma proposta de reflexão e ação e cativando a simpatia de
várias confissões evangélicas que, aos poucos, assumem a CF em sua ação
evangelizadora. Sendo um projeto nacional de tamanha importância, requer um
aperfeiçoamento cada vez maior do processo de participação de toda a Igreja em
seus diversos níveis e o comprometimento consciente de todas as dimensões ou
linhas da ação pastoral.
A 23ª Assembléia Geral da CNBB, em abril de
1985, recomendou que se fizesse uma avaliação global da Campanha da
Fraternidade, para dirimir algumas dificuldades que ainda persistem e,
conseqüentemente, procurar meios para torná-la mais eficaz. Essa avaliação
aconteceu ao longo de 1985, com a participação dos Subsecretários Regio nais,
Coordenadores Regionais da CF e Assessores da CNBB. Em agosto do mesmo ano, o
Conselho Permanente dedicou-se a esta avaliação, cumprindo o que lhe fora
delegado pela Assembléia Geral. Os resultados foram publicados no Comunicado
Mensal da CNBB de agosto de 1985, às páginas 999 a 1.002.
O Encontro Nacional de Coordenadores da CF,
maio de 1987, solicitou à CNBB o aproveitamento da comemoração aos 25 anos da
Campanha da Fraternidade para intensificar a busca de novos processos de
animação da CF. Para alcançar este propósito:
- A
CF passa a ser um PROGRAMA CONJUNTO, assumido pela Presidência e CEP e
todos os Assessores Nacionais da CNBB.
- Motivar-se-á
toda a Igreja no Brasil para que a CF seja, cada vez mais, uma atividade de
pastoral ampla, en volvendo todos os grupos e setores da Igreja nas várias
etapas do seu cronograma (planejamento, elaboração dos diversos subsídios,
treinamento de animadores, realização e avaliação).
- Apresentar-se-á
um roteiro para a produção e adaptação de subsídios para evangelização e
liturgia segundo o espírito da CF em vista de maior criatividade, participação
e co-responsabilidade.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
A) Atividades
habituais: |
|
|
|
1.
Acompanhamento da CF 87 |
1987 |
Secretário Geral |
|
2. Preparação da
Avaliação Nacional. |
|
Assessor
Nacional da CF. |
|
3. Encontro
Nacional da CF para avaliação da CF 87 e publicação dos resultados. |
1987, maio 24 a 26. |
Animadores
Regionais da CF. |
|
4 Implementação
da CF 88: concursos de músicas e
cartazes, elaboração de texto-base e subsídios. |
1987, setembro. |
|
|
5. Primeiros
passos para a CF 89: escolha do tema,
esboço de texto-base do ano seguinte para fundamentação dos
concursos de letra etc. |
1987 maio dezembro |
Assessores
Nacionais da CNBB. |
|
6. Coleta e
classificação dos subsídios elaborados nas bases. |
|
Subsecretários
Regionais. |
|
B) Atividades
especiais: |
|
|
|
1. Visita do
Assessor Nacional da CF a todos os Regionais para um novo processo de
animação da CF (um bispo e um animador para a CF em cada Regional, processo
participativo na preparação, realização e avaliação da CF; envolvi mento das
diversas modalidades de pastoral, etc. |
1988-1990 |
Assessor
Nacional da CF. |
|
2. Estudo e
tomada de decisão pela CEP ou CP em relação à sugestão dos Coordenadores Regionais da CF de a CNBB Nacional se encarregar
apenas do texto-base, cartaz, letra, música, filmeto de TV, spot para rádio e
das homilias, deixando de restante dos subsídios para os Regionais ou outros. |
|
CEP ou CP. |
II - PROGRAMAS ESPECÍFICOS (PE)
A - LINHAS OU DIMENSÕES PASTORAIS
B - SITUAÇÕES PASTORAIS
C - COORDENAÇÃO NACIONAL
A - LINHAS OU DIMENSÕES
PASTORAIS
PROGRAMA 1
DIMENSÕES
COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA
LINHA 1 (PE-1)
"É o Espírito que convoca e reúne seu povo
para viver em comunidade, conforme o carisma e a missão que a cada um são
concedidos, segundo o dom de Deus" (Diretrizes Gerais, 116).
Pela dimensão comunitária e participativa,
essencial para a vida de fé, a Igreja no Brasil pretende valorizar todas as
vocações, carismas e ministérios do Povo de Deusbilitem plena participação de
todos para atingir aquela unidade que é gérmen do Reino e sinal para que o
mundo creia.
Nessa dimensão incluem-se três setores:
· Vocações
e Ministérios
· Leigos
· Estruturas
de Igreja.
SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS
· VOCAÇÕES
E MINISTÉRIOS
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
"Aprouve a Deus santificar e salvar os
homens não singularmente, sem nenhuma conexão uns com os outros, mas
constituí-los num povo..." (LG 9). O Povo de Deus se reúne hoje,
especialmente, na Igreja. O Plano da Salvação, a formação do Povo de Deus e a
constituição da Igreja nascem da própria Trindade divina, daquela comunhão em
que estão unidos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por isso, a Igreja, como
explicitou Puebla, é essencialmente "comunhão e participação".
Gerada à semelhança da Trindade, a
comunidade eclesial é, ao mesmo tempo, perfeita comunhão na igualdade e na
realidade ordenada segundo o plano de Deus Pai. Nela, todos recebem os dons do
Espírito, ou carismas, e são chamados a fazê-los frutificar em múltiplos serviços
e ministérios em benefício da comunidade e, principalmente, em função da missão
evangelizadora no mundo.
Entre os diversos ministérios sobressaem os
apostólicos, consagrados pelo sacramento da Ordem, a serviço da unidade da
comunidade e da sua fidelidade à origem apostólica.
Há mútua relação entre ministérios e
comunidade:
aqueles estão em função desta, do seu
crescimento, na unidade e dinamismo missionário; ela se expressa através deles,
os sustenta, se identifica com eles, até se tornar "toda ministerial".
- Nisto
se fundamentam também os critérios da ação pastoral da Dimensão Comunitária e
Participativa:
- levar
todos os cristãos à participação ativa na vida da Igreja e na transformação do
mundo;
- desenvolver
as diversas formas de organização do apostolado e de participação da comunidade
na missão da Igreja
- fazer
com que os diversos ministérios atendam as necessidades da comunidade e da
missão;
- contribuir
para que os ministérios hierárquicos - diaconato, presbiterato e episcopado -
realizem sua função de animação e dinamização da vida eclesial, na comunhão de
todos os carismas e ministérios, através de um testemunho de vida, que os torne
sinal de unidade e autenticidade.
O ideal,
foi expresso eficazmente por São Bernardo, numa oração em que pede a Deus
"que ordene nele aquele tanto de amor que lhe concedeu": "a fim
de que o todo, que a Deus pertence, eu o ame de tal forma que, em cada coisa,
eu me preocupe com a parte que me foi confiada na divisão das tarefas, mas sem
que isto me impeça de ter um grande amor interior, para as outras tarefas, que
não fazem parte da minha função pessoal". Em outras palavras: cada um deve
amar e assumir a sua parte (participação), em comunhão e por amor ao todo, a
comunidade inteira.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Incentivar
e aprofundar a compreensão da vocação cristã como dimensão de toda a pastoral,
a ser concretizada nos diversos serviços e ministérios.
- Aprofundar
o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos, como
instrumentos de rejuvenescimento do dinamismo evangelizador da Igreja, dando
particular atenção à formação para tais ministérios.
- Oferecer condições e
estímulo ao ministério episcopal, visando sua unidade e o exercício de sua
missão específica.
- Acompanhar
regularmente a Comissão Nacional do Clero (CNC), apoiando suas tarefas de
proporcionar a todos os que vivem a vocação presbiterial elementos para uma
vivência de maior participação e comunhão e colaborar para a promoção integral
dos presbíteros e seus presbitérios, a fim de que se realizem plenamente
conforme sua vocação e missão.
- Apoiar
o Conselho Nacional de Leigos (CNL) no seu esforço de organização em nível
nacional e regional, para que todos os cristãos, como Igreja, possam
testemunhar seu batismo, no mundo, diante de tantos desafios para a justiça, a
fraternidade e a paz.
- Acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos
(CND), apoiando sua tarefa de animar a vocação ao ministério diagonal e sua
formação.
- Colaborar
com a CRB e com a CNIS, no âmbito das respectivas Conferências, para que a vida
consagrada assuma na Igreja a sua vocação específica, como manifestação
profética e carismática do Reino.
- Dar
condições para a capacitação adequada dos formadores dos futuros presbíteros,
apoiando cursos em nível nacional e regional.
- Acompanhar,
através de contatos e reuniões com formadores, a aplicação das Diretrizes
Básicas da Formação Presbiterial nos Seminários e Institutos de Formação.
- Implementar,
juntamente com a OSIB, instrumentos de aperfeiçoamento da formação sacerdotal,
tais como a atualização do Catálogo dos Seminários e do Cadastro de Professores
dos Institutos de Filosofia e Teologia do Brasil.
- Acompanhar
e analisar as atividades dos Regionais no campo da promoção e formação
vocacional, promovendo o intercâmbio de subsídios e informações, especialmente
em preparação aos momentos intensivos de pastoral vocacional.
- Incentivar
iniciativas de promoção vocacional para a vida presbiteral e a vida consagrada
especialmente no meio urbano, entre os operários, universitários e profissionais
liberais.
- Promover uma pastoral
vocacional com perspectiva universal, procurando suscitar vocações missionárias
para toda a Igreja.
- Manter
fraterno relacionamento com o Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM
(DEVYM), bem como com os de outras Conferências Episcopais, colaborando com
suas solicitações e participando de possíveis encontros internacionais;
- Colaborar com a
Pastoral da Juventude e Universitária, no que se refere à dimensão vocacional.
PROJETOS
PROJETO
PE-1.1
FORMAÇÃO ESPIRITUAL NOS SEMINÁRIOS MAIORES
Após quatro cursos sobre Formação
Participativa nos Seminários Maiores, os formadores, reunidos na 5ª Assembléia
da OSIB, solicitaram que se aprofundassem temas específicos, com prioridade
para a Formação Espiritual.
Com estes cursos pretende-se criar condições
para que os formadores possam avaliar a prática da formação espiritual nos
Seminários, considerar as dimensões humano-afetiva e pastoral e suas
implicações para a formação espiritual e aprofundar a espiritualidade cristã e,
mais especificamente, a presbiteral, abrindo pistas para maior integração entre
fé e vida, estudo e oração, contemplação e ação pastoral.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
5º Curso para
Formadores. |
1987 junho 13 a 21. |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios. |
|
6º Curso para
Formadores. |
1988 janeiro 18 a 5 de
fevereiro. |
OSIB. |
PROJETO
PE-1.2
1º
ENCONTRO NACIONAL SOBRE ESTUDOS
FILOSÓFICOS
E FORMAÇÃO PRESBITERAL
Os responsáveis pela formação presbiteral
têm pedido especial atenção para a etapa dos estudos filosóficos. Com este
primeiro encontro, pretende-se refletir sobre as exigências da formação
filosófica dos futuros presbíteros, avaliar a situação atual dos Cursos de
Filosofia em que os seminaristas estudam, comunicar experiências pedagógicas e
didáticas e sugerir orientações para uma formação filosófica mais atualizada e
mais integrada na formação presbiteral.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Envio de
documento de trabalho em preparação ao Encontro. |
1987 maio |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios OSIB. |
|
Realização do 1º
Encontro. |
1987 julho 13 a 17 |
OSIB. |
PROJETO
PE-1.3
2º e 3º ENCONTROS DE BISPOS
REPRESENTANTES
DO SETOR SEMINÁRIOS NOS REGIONAIS
Os Bispos que participaram do 1º Encontro
afirmaram a validade de dar continuidade a este projeto, dada a importância da
formação presbiteral para toda a Igreja e tendo em vista a necessidade de se
aperfeiçoar cada vez mais a formação dos futuros presbíteros. Para o 2º
Encontro pretende-se, entre outros temas, aprofundar a formação espiritual nos
seminários e para o 3º subseqüentes, assuntos e situações novas que surgem.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
2º Encontro
Nacional. |
1987 agosto 10 a 12. |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios OSIB. |
|
3º Encontro
Nacional. |
1988 agosto 9 a 11. |
OSIB. |
PROJETO
PE-1.4
8º ENCONTRO NACIONAL
DE
PASTORAL VOCACIONAL
Depois do Ano Vocacional e das repercussões
que se seguiram, urge avaliar a caminhada vocacional dos últimos anos, para
responder criativamente aos novos desafios que a Igreja enfrenta. Para tanto,
pretende-se refletir sobre a história da Pastoral Vocacional no Brasil nos
últimos vinte anos e abrir perspectivas para o futuro, através 4a preparação de
um Congresso Vocacional.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Circular para os
Regionais com documento de trabalho e roteiro de avaliação. |
1987, agosto |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios OSIB. |
|
Encontro
Nacional. |
1987, novembro,
3 a 6 |
|
PROJETO
PE-l .5
ENCONTRO
DE BISPOS
RECÉM-ORDENADOS
Pretende-se, com este projeto, prestar um
serviço aos Bispos recém-ordenados, visando familiarizá-los com as estruturas e
organismos da Igreja, tais como a Santa Sé, a CNBB e outros. Visa, ainda, levar
a efeito uma reflexão ao redor das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja
no Brasil e de alguns aspectos da teologia, sobretudo, da Teologia do
Episcopado, da Igreja particular e da espiritualidade episcopal.
Este projeto buscará também proporcionar uma
troca de experiências com outros Bispos de significativo serviço no ministério
episcopal.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro
Nacional. |
1988 março 14 a 18 |
Linha 1: Setor
Vocações e Ministérios |
PROJETO PE-1.6
"DIACONATO PERMANENTE NO
BRASIL": PUBLICAÇÃO DE SUBSÍDIO E
ENCONTRO NACIONAL DAS ESCOLAS
DIACONAIS
Com firmeza e sem alardes, o Diaconato Permanente
vai crescendo, seja como realidade nas Igrejas Particulares, seja como
experiência mais ampla em nível Regional e Nacional. Este projeto pretende
chegar a um subsídio colaborando para a compreensão do Diaconato Permanente e
das condições para a sua introdução e seu exercício. E, dada a multiplicação
das Escolas Diaconais pelos diversos Regionais do Brasil, a CND, em conjunto
com a Linha 1 - Setor Vocações e Ministérios, decidiu reuni-las para viabilizar
uma orientação mais unitária na formação diaconal.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Grupo de
Trabalho sobre o tema, Publicação do texto |
1987 1º e 2º sem. |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios |
|
Encontro
Nacional das Escolas Diaconais |
1988 junho, 24 a 26 |
|
PROJETO
PE-l.7
ENCONTRO
NACIONAL DE REITORES
E
6ª ASSEMBLÉIA DA OSIB
Neste encontro, respondendo à escolha dos
reitores no último Encontro Nacional, pretende-se aprofundar o tema da formação
espiritual nos Seminários Maiores. Com a Assembléia da OSIB, pretende-se
avaliar, ainda, a gestão anterior, eleger a nova diretoria e indicar propostas
para o próximo biênio.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Circular aos
Seminários e Institutos com documentos de preparação. |
1988 março julho |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios OSIB |
|
Encontro
Nacional. |
1988 junho 24 a 26 |
|
· PRESBÍTEROS
A programação Pastoral dos presbíteros será
assumida pela Comissão Nacional do Clero (CNC), em colaboração com a Linha
1.
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A Comissão Nacional do Clero, órgão
subsidiário da CNBB, considera tarefa sua a animação constante da vida e
ministério do presbítero, para que ele possa responder com solicitude aos
apelos de Deus que nos chama a ser Igreja de Jesus Cristo neste momento de
nossa História, em comunhão com o Episcopado, dentro de uma Igreja evangélico
transformadora, conforme as "Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja
no Brasil".
E ainda tarefa sua buscar a encarnação de um
novo modo de SER PADRE, frente aos novos desafios que se lhe apresentam,
abrindo os caminhos necessários para uma feliz realização pessoal de todos os
presbíteros.
Sinal de unidade, a Comissão Nacional do
Clero deve continuar fortalecendo as Comissões Regionais do Clero, como
fidelidade às bases, buscando e gerando, num grande esforço de conjunto,
"um consenso fraterno e compromissado sobre o que devemos ser, como
devemos conviver e atuar, na fidelidade à missão que nos é dada".
Interessa à CNC incentivar os presbíteros e
as Comissões Regionais a descobrirem os meios e recursos indispensáveis à sua
própria organização.
A CNC acompanhará, com vivo interesse, as
realizações no campo da Pastoral Vocacional, sobretudo no que se refere à
formação do futuro presbítero, cuidando e preparando a sua integração pessoal
na pastoral da Igreja local e no ministério presbiteral sem nunca esquecer que
a Igreja é toda ministerial.
Aberta a todas as iniciativas, a CNC apoiará
as experiências pessoais e de grupos de presbíteros que realizam de maneira
nova e autêntica a sua vocação eclesial e são portadores de novas e autênticas
esperanças para a Igreja no Brasil.
A CNC deseja intensamente chegar, através
das CRCs, a todos os irmãos presbíteros espalhados neste imenso Brasil,
alimentando a sua vida e ministério, oferecendo-lhes subsídios e o intercâmbio
de experiências, esclarecendo mais o lugar extremamente relevante do presbítero
na Igreja. Após a realização enriquecedora do 1º ENP e o próximo ENP
(2º), a CNC se propõe conduzir sua caminhada até uma necessária
Assembléia Nacional de Presbíteros, acompanhando e concretizando as decisões
aqui assumidas.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Assessorar
a CEP em assuntos relacionados com a vida e o ministério do presbítero, bem
como participar, em nível de CNBB, de todos os encontros abertos à CNC;
- Estabelecer
contato permanente com as Comissões Regionais do Clero, (CRCs) através de
encontros, em diferentes níveis, e relatórios das atividades programadas;
- Ampliar
o contato com o Conselho Nacional de Leigos, com os vários setores, dimensões
pastorais, organismos nacionais, em estreito espírito de comunhão e
participação, buscando uma perfeita integração que venha ajudar-nos em nossa
missão de presbíteros
- Realizar, duas vezes ao
ano, encontros com os membros da CNC, empenhando-se pela presença e
participação de todos, levando às bases a reflexão desenvolvida por ocasião
destes encontros, desejando ser um instrumento de comunicação de experiências e
subsídios de cada Regional;
- Acompanhar
"a reflexão teológico-pastoral iniciada com a publicação dos Documentos de
Trabalho preparatórios aos dois Encontros Nacionais de Presbíteros,
aprofundando estes temas nos encontros, retiros e reuniões do Clero, a
fim de ajudar nossos irmãos no presbité rio a viverem o "SER
PADRE" diante de novos desafios e de uma vocação que permanece;
- Contribuir
para que os presbíteros vivam em suas Igrejas o caráter colegial do ministério,
como solução realista para que todos se sintam e sejam de fato co-responsáveis,
através da partilha das tarefas que procura aproveitar os dons de cada um, mediante uma mudança de mentalidade e o
funcionamento efetivo dos mecanismos jurídicos e institucionais de comunhão e
participação da Igreja;
- Continuar a busca de
uma espiritualidade, especialmente do padre diocesano, que seja fundamentada na
espiritualidade cristã, encarnada na realidade latino-americana, alicerçada na
escuta da palavra de Deus e alimentada pela Eucaristia.
PROJETOS
PROJETO
PE-1.8
ENCONTRO DA COMISSÃO NACIONAL DO CLERO
Esta reunião acontece por ocasião da
Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Itaici, SP, e
tem por finalidade preparar o 2.º ENP (Encontro Nacional de Presbítero),
assumir o Documento de
Trabalho: SER PADRE, novos desafios para uma
vocação que permanece" e refletir sobre o objetivo do 2º ENP.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro dos
membros da CNC durante as Assembléias dos Bispos em Itaici. |
1987 abril 22 a maio 5 1988 abril 13 a 22 |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios CNC |
PROJETO
PE-1.9
2º ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS
Este 2º ENP está na continuidade do
1º ENP e tem o seu centro de atenção voltado para a Pessoa do
Presbítero, ajudando o padre a se descobrir em meio aos novos desafios que
atingem a sua vida pessoal.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro
Nacional de Presbíteros com a participação de todas as Dioceses do Brasil. |
1987 outubro 20 a 25 |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios CNC |
PROJETO
PE-1.10
REUNIÃO ANUAL DA CNC COM A PARTICIPAÇÃO DE OUTROS PRESBÍTEROS
A CNC, no 2º semestre do ano, promove uma
reunião, aberta à participação de outros presbíteros de cada Regional da CNBB,
com a finalidade de recolher as conclusões dos Encontros Regionais e refletir
sobre os passos da caminhada da CNC, principalmente após o 2º ENP.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro dos
membros da CNC com a participação dos outros presbíteros de cada Regional. |
1988, novembro,
2 a dezembro, 1 |
Linha 1 Setor Vocações e
Ministérios CNC |
SETOR LEIGOS
ORIENTAÇÕES
PARA A AÇÃO
Após a celebração do Sínodo Episcopal
extraordinário, em 1985, avaliando a caminhada da Igreja nos 20 anos do
Concílio Vaticano II, foi retomado, com grande interesse, na Igreja, o tema
específico dos Leigos. Nota-se que aumenta a consciência de que é um aspecto
candente no atual momento da vida da Igreja. Na verdade, já não se pode tratar
do leigo sem sacudir toda a eclesiologia, e isto dentro da mais autêntica
tradição da Igreja, isto é, da Bíblia, dos Santos Padres e do Magistério
Eclesiástico. A teologia do Povo de Deus da Lumen Gentium lentamente vai
penetrando na prática da Igreja, levando o Padre Congar a usar a expressão
"eclesiologia total", substituindo o binômio
"hierarquia-laicato", por Comunidade-Carismas Ministérios. Passamos
da "Teologia do Laicato" para a "Teologia do Batismo",
acentuando mais o que une todos os membros do Povo de Deus. Assim sendo, o tema
"lei go" deixa de ser um tema setorial para ser tema eclesial, de
muita riqueza para a dinâmica da evangelização. Os leigos assumem seu
compromisso no mundo como Igreja:
no mundo dos empobrecidos do nosso
Continente, do nosso País. A participação dos leigos na Igreja e seu com
promisso como Igreja diante do clamor do povo tornam-se expressões de vivência
da mesma Igreja, sinal de salvação, através dos cristãos que chamamos
"Leigos".
Sem dúvida, a evangelização colocará os
cristãos leigos em posição de destaque na transformação de um mundo que se
apresenta, cada dia, mais complexo. De fato, em todas as organizações e
instituições do Brasil há a presença de cristãos, em sua grande maioria, mesmo praticantes e, por vezes, membros de
grupos ou movimentos que os despertam para o social, continuam "ganhando
sua vida", sem pensar na responsabilidade de uma evangelização realmente
transformadora, sem abrir brechas nos mecanismos criados pela injustiça
institucionalizada, pela opressão. Precisamos fazer uma revisão da vida global,
numa avaliação lúcida da prática dos cristãos. A ação evangelizadora dos
cristãos, como Igreja, supõe que eles se organizem em conselhos nos vários
níveis: paroquial, diocesano, regional e nacional. Supõe que os leigos dos movimentos
apostólicos, das pastorais específicas, das comunidades eclesiais de base
estejam em sintonia eclesial, em comunhão e participação real para a construção
do Reino de Deus. Supõe também que lhes sejam oferecidos os meios adequados
para assegurar sua formação social, econômica política e, evidentemente, uma
sólida formação teológica a partir da vida e da ação, levando-os a crescer no
processo de conversão a Jesus Cristo e, consequentemente, na mística
missionária. A formação dos leigos deverá, também, contemplar as orientações da
ação pastoral da Igreja, explicitadas nas Diretrizes Gerais.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Estudar,
juntamente com os leigos, sua identidade de batizados, em sintonia com as
Diretrizes propostas para o quadriênio, a fim de que suas atividades sejam
orientadas em conformidade com o objetivo geral e as dimensões da ação pastoral
da Igreja no Brasil.
- Colaborar
com os leigos no aprofundamento da compreensão da vivência de sua vocação e
missão como cristãos na Igreja do Brasil.
- Continuar
os esforços empreendidos para que os leigos assumam seu papel na Igreja e se
organizem em nível diocesano/regional e estejam presentes nas instâncias
pastorais correspondentes.
- Oferecer
condições ao Conselho Nacional dos Leigos - CNL) para melhor exercer sua missão
de animação, organização e formação dos leigos, a serviço da evangelização do
povo brasileiro.
- Aprofundar
a espiritualidade dos cristãos, de modo especial na relação fé-vida,
contemplação-compromisso transformador.
- Encaminhar,
de maneira orgânica, durante o próximo quadriênio, as grandes orientações do
Sínodo sobre os leigos, a ser realizado em outubro de 1987, dando continuidade
ao que fora iniciado no período preparatório.
PROJETOS
PROJETO PE-1.11
ENCONTRO NACIONAL DOS LEIGOS
A
preparação do Sínodo sobre os leigos exigiu um encontro mais amplo das várias
expressões dos leigos da Igreja no Brasil. Seu objetivo: preparar propostas
para o Sínodo.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro
Nacional de Leigos, representantes das Dioceses, dos Movimentos Apostólicos,
das Pastorais Específicas e das Comunidades Eclesiais de Base. Também com a
presença dos Bispos, delegados ao Sínodo e do Cardeal Eduardo Pirônio,
presidente do Pontifício Conselho dos Leigos. |
1987 agosto 7 a 9 |
Conselho Nacional
dos Leigos (CNL), Linha 1 Setor Leigos. |
PROJETO
PE-1.12
ENCONTRO DE COORDENADORES E ASSISTENTES ECLESIÁSTICOS DE MOVIMENTOS APOSTÓLICOS ORGANIZADOS E PASTORAIS ESPECÍFICOS
Este Encontro se propõe apresentar as
conclusões do Sínodo sobre os Leigos aos responsáveis diretos dos movimentos
organizados, com o objetivo de estudá-las, avaliá-las e levá-las à prática nos
seus respectivos meios de atuação.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro de
Coordenadores e Assistentes nacionais de Movimentos organizados e Pastorais
.Específicas. |
1988 março 25 a 27 |
Linha 1 Setor Leigos,
Conselho Nacional dos Leigos (CNL). |
PROJETO PE-1.13
ENCONTROS INTER-REGIONAIS DE LEIGOS
SOBRE AS CONCLUSÕES DO SÍNODO SOBRE
OS LEIGOS
Estes encontros, abrangendo as cinco grandes
regiões do Brasil, deverão fazer chegar até as Dioceses, as Pastorais
Específicas e as Comunidades Eclesiais de Base, as grandes orientações do
Sínodo sobre os Leigos, com o objetivo de levar adiante o grande esforço
despendido na preparação do evento: tanto no nível da reflexão como diante dos
desafios levantados para a ação concreta.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Reuniões com a
presença de Leigos das várias dioceses da respectiva área, dos Bispos
responsáveis pelo acompanhamento dos leigos dos Regionais e coordenadores dos
Conselhos Regionais de Leigos. |
Norte: Belém 29/4-1/5; Nordeste:
Campina Grande 19-21/2 Sul: Curitiba 11-13/3; Oeste: Goiânia julho; Leste: a ser marcado. |
Linha1 Setor Leigos CLN SubsecretáriosRegionais
das respectivas áreas. |
PROJETO
PE-1.14
FORMAÇÃO
DOS LEIGOS
O tema "Formação" é um dos mais
constantes nesta fase de preparação do Sínodo nas Assembléias ou nos encontros
de leigos. Torna-se um desafio para a Igreja do Brasil. Os leigos querem
capacitar-se melhor para melhor atuar como cristãos.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Levantamento dos
centros de formação no país e das metodologias utilizadas a partir da ação. |
1988 1º semestre |
Linha 1 Setor Leigos
Subsecretários, Regionais, CNL. |
|
Encontro sobre
formação dos leigos, a partir do resultado da pesquisa feita, com o objetivo
de analisar a realidade da formação e seus desafios. |
1988, novembro |
Linha 1 Setor Leigos |
PROJETO
PE-1.15
SEMINÁRIO SOBRE A RELAÇÃO
FÉ-POLÍTICA
Este tema tem sido levantado como desafio especial
para os cristãos nos últimos anos. A questão política, tanto no nível mais
global (política bem comum) como no nível da política partidária tem sido alvo
de muitas interpelações para a prática eclesial, para os cristãos em geral. A
Constituinte tem mostrado como os leigos, em geral, estão despreparados para
assumir o compromisso político com critérios evangélicos. Este Seminário se
propõe aprofundar as grandes questões em torno da relação fé-política.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Reunião de um grupo
de leigos com experiência no campo da política, com o objetivo de elaborar
subsídios para o acompanhamento dos cristãos na prática política. |
1988 agosto |
Linha 1 Setor Leigo Linha 6 Setor Pastoral
Social |
SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA
· COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
As CEBs são obras do Espírito e devem ser
afirmadas, apoiadas e multiplicadas com a decisão e o entusiasmo ilimitado que
são devidos à causa do Evangelho que nelas é acolhido, anunciado, testemunhado.
O Evangelho, porém, nunca é proclamado e vivido em toda a sua pureza. Ele
exige, sempre, de todos e em todo lugar, conversão. Por isso, é possível e
necessário analisar e discernir, criticar e corrigir alguns dos discursos e
práticas em uso nas CEBs.
As CEBs são uma Igreja comprometida com os
empobrecidos, com os pequenos. São o lugar de partilha, de igualdade, de
espírito comunitário. Sua força não está em seu número e, sim, na união de seus
membros. Reproduzem aquele ideal primitivo da comunidade dos Atos dos Apóstolos:
simplicidade, fraternidade, liberdade de filhos de Deus, oração e celebração
comunitária da fé, práticas de libertação, conversão contínua, missionária e
testemunho (martírio).
Elas são (querem ser) uma Igreja com novo
rosto, toda ela ministerial, comprometida com o povo, com base e destaque da
leitura e meditação da Palavra de Deus: "A Bíblia é a água que carrega o
barquinho das CEBs". Partilhando o poder em inúmeras instâncias, do
conselho comunitário até a Assembléia do Povo de Deus, elas não repetem simplesmente
o paradigma preexistente, de uma Igreja centrada sobre o clero e os
sacramentos. O serviço está em função da vida da comunidade.
A articulação entre fé e vida é uma nota
característica e fundamental das CEBs. Já é uma evidência de que a fé está
ligada ao compromisso pela justiça, com suas conseqüências na nova maneira de
celebrar.
Nos últimos anos, houve nas CEBs um
significativo crescimento da consciência e da prática político-partidária. As
CEBs aprendem mais através de sua prática social do que detendo o correto
domínio das teorias políticas. Contudo, há que incrementar a prática social das
CEBs, complementada por um mínimo de formação teórica, para que tenham
competência e habilitação no campo em que devem atuar, evitando-se, assim, o
espontaneísmo, o basismo e o vanguardismo. Quanto à questão partidária, o
documento final do Encontro Intereclesial de Trindade assinala que "as
CEBs precisam chegar a uma definição mais clara na questão partidária: discutir
juntas o programa dos partidos e o perfil dos candidatos e verificar se eles
têm um compromisso real com a caminhada do povo".
As CEBs estão colocando algumas tarefas
teóricas sérias quanto a: "CEBs, novo modo de toda a Igreja ser";
CEBs e Hierarquia; perfil dos ministérios; novo jeito de celebrar a partir da
"Igreja, comunhão e participação" posição dos cristãos frente à
questão partidária e as "CEBs sementes de uma nova sociedade". São
questões que necessitam de maior acompanhamento e reflexão.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Acompanhar os Encontros
e Assembléias Regionais de e sobre CEBs, observando, de maneira especial, os
seguintes pontos: política partidária e sindical; movimentos e organizações
populares; espiritualidade libertadora da fé; catequese e liturgia; funções do
agente de pastoral e da hierarquia.
- Assessorar
encontros de CEBs, quando solicitado.
- Participar de encontros sobre temas
relacionados com CEBs.
- Manter contatos com os Regionais sobre
encaminhamentos e vida das CEBs.
- Manter contato com o
Setor Comunicação Social, para que subsidie e apoie a reflexão crítica sobre
processos alternativos da comunicação, dada a importância do desafio da
comunicação.
- Solicitar
aos Regionais que promovam Encontros de Reflexão Crítica e troca de
experiências sobre a comunicação alternativa.
PROJETO
PROJETO PE-1.16
PREPARAÇÃO DO 7º ENCONTRO
INTERCLESIAL DE BASE
O
serviço permanente de intercâmbio entre as CEBs é realizado pela Igreja que
sedia o Encontro Interclesial. A Igreja em Duque de Caxias, RJ, é a responsável
pelo 7º Encontro Interclesial. É de suma importância a presença e o
acompanhamento por parte da CNBB.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Presença e
acompanhamento das Reuniões da Coordenação responsável pela preparação e
realização do 7º Encontro Interclesial. |
1987 julho, D. Caxias
até 1º Encontro 1989 julho |
Comissão de
Coordenação do 7º Encontro Interclesial de Duque de Caxias. |
PROGRAMA 2
DIMENSÃO
MISSIONÁRIA
LINHA 2 (PE-2)
"Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a
toda a criatura" (Mc
16,15). "É o Espírito quem faz do Povo de Deus um povo que proclama a
Palavra e oferece a toda a humanidade os dons de sua fé e pertença
eclesial" (Diretrizes Gerais da CNBB, 117).
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Sendo a Igreja missionária por natureza,
toda a atividade pastoral deve ser impregnada do espírito missionário. O povo
de Deus é enviado para anunciar e testemunhar a todos a Boa Nova do Evangelho,
assumindo compromisso especial com as regiões e situações mais carentes, dentro
e fora do país e com aqueles povos e grupos onde o Reino ainda não foi
suficientemente proclamado.
- É
tarefa da Dimensão Missionária - Linha 2:
- Contribuir
para que a Igreja no Brasil, nos seus vários níveis e nas diferentes dimensões
da sua atividade, mantenha viva a consciência de que Cristo, Missionário do Pai
é o único Salvador; prolonga, através de nós, a sua missão salvífica.
- Ajudar
comunidades, paróquias, dioceses e regionais a se tornarem, cada vez mais,
centros de serviço e de fraternidade para manter viva e eficaz a comunhão com
as demais Igrejas e a solidariedade com todos os povos.
- Estimular
os institutos missionários a serem fiéis ao seu carisma "ad gentes" e
ajudarem a Igreja local a vivenciar concretamente sua vocação missionária
universal.
- Incentivar
a dimensão missionária das CEBs, para que não limitem suas preocupações aos
problemas locais e imediatos.
- Sensibilizar para o
dever e a urgência de passar do "receber" ao "dar",
atendendo aos apelos das Igrejas mais necessitadas.
- Cultivar a
espiritualidade missionária, explicitando e aprofundando as motivações
evangélicas da missão.
- Alertar
para o discernimento sobre as raízes dos males que oprimem o nosso povo e a
humanidade em geral e favorecem os sistemas injustos que impedem a realização
do Reino.
ATIVIDADES
PERMANENTES
1. Cabe à Linha 2:
- Promover e apoiar centros locais e
regionais de animação missionária, participar de encontros e preparar subsídios
de formação missionária.
- Incentivar e acompanhar o programa
"Igrejas-Irmãs":
· despertando
a consciência missionária da Igreja particular;
· fomentando
o conhecimento e o enriquecimento mútuo numa ótica;
· de
co-responsabilidade e partilha;
· refletindo
sobre a importância de uma integração eclesial entre as Igrejas no Brasil;
· estimulando-as
a assumirem os desafios no campo social e religioso.
- Proporcionar
o estudo e a reflexão teológico-missionária, hoje, a partir da realidade
latino-americana.
- Promover a formação
missionária do clero e dos insti tutos, incentivando e apoiando cursos de missiologia, regulares ou de
pós-graduação.
- Estimular e acompanhar
os grupos missionários leigos na sua formação e nas suas iniciativas
missionárias.
- Prosseguir no
aprofundamento e na reflexão sobre evangelização e culturas.
- Manter contatos com os
missionários brasileiros que trabalham em outros países, enviando
correspondências e subsídios.
- Levando
em conta os destaques da 25ª Assembléia Geral da CNBB:
· despertar e difundir, através dos MCS, a
consciência missionária, que deve atingir as famílias cristãs e todo Povo de
Deus;
· manter contato com
a coordenação da pastoral de juventude, em vista de um empenho comum na
formação missionária dos jovens
· estudar,
juntamente com a Linha 4 e o centro de pastoral popular, a elaboração de subsídios para uma literatura doméstica,
dando a estes subsídios enfoque missionário;
- articular-se com as pastorais dos grupos
étnico-culturais:
· povos
indígenas através do CIMI (Conselho Indigenista Missionário);
· os negros-brasileiros;
· grupos
de origem asiática: nipo-brasileiros (PANIB) e outros.
2.
Através do COMINA (Conselho Missionário Nacional):
- articular
e incentivar as iniciativas dos institutos e organismos missionários existentes
no Brasil;
- ajudá-los
a prepararem missionários "ad gentes";
- promover intercâmbio de
experiências missionárias e troca de informações, especialmente com as Igrejas
da América Latina e África;
- assessorar as
PP.OO.MM. (Pontifícias Obras Missionárias) na preparação e realização da Campanha Missionária de
outubro;
- auxiliar
na organização e dinamização de COMIREs (Conselhos Missionários Regionais) e de
centros de animação missionária em nível diocesano.
3. Através
do Centro Cultural Missionário:
- Ao Departamento do SCAI
(Serviço de Cooperação Apostólica Internacional) compete: encaminhar e acompanhar
o processo de entrada e permanência dos missionários estrangeiros que pretendem
trabalhar no Brasil, bem como, o processo de saída dos missionários brasileiros
destinados a trabalhar fora do país.
- Ao departamento do
CENFI (Centro de Formação Intercultural) compete organizar cursos de:
· primeira
aculturação para os missionários estrangeiros que vêm ao Brasil (curso de 4
meses);
· preparação
para os missionários brasileiros que se destinam a trabalhar dentro ou fora do
país (2 semanas)
· formação
permanente para os missionários (1 mês);
· atualização
e aperfeiçoamento lingüístico para missionários vindos de outras Igrejas Locais
(1 mês).
PROJETOS
PROJETO
PE-2.1
ARTICULAÇÃO
DOS INSTITUTOS, ORGANISMOS E
MOVIMENTOS MISSIONÁRIOS
Este projeto visa incentivar os organismos
missionários para uma ação conjunta, à luz das Diretrizes da Ação
Pastoral da Igreja no Brasil, e com eles
avaliar e planejar as iniciativas na área da ação e animação nas dimensões
internas e externas.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Assembléia
Nacional do COMINA. |
1987 novembro 30 a 3 de
dezembro. |
Linha 2 COMINA. |
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Reunião de
Superiores Provinciais de Congregações Missionárias, para rever a caminhada
missionária. |
1988 agosto, 29 a 31. |
Linha 2 COMINA. |
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Reunião Regional
dos responsáveis pela animação missionária dos Regionais e Dioceses, para
avaliação e planejamento. |
1988. |
Linha 2 COMINA COMIREPP.OO.MM. |
PROJETO
PE-2.2
APROFUNDAMENTO DA TEOLOGIA MISSIONÁRIA, PARA TORNAR MAIS CLARO O SENTIDO DA MISSÃO, HOJE, A PARTIR DA REALIDADE DA IGREJA NO BRASIL
Nos encontros e cursos que a Linha 2 vem
promovendo nos últimos anos, têm surgido algumas questões que permanecem
abertas. Sente-se a necessidade de aprofundar esses aspectos da teologia
missionária; para tornar mais claro o sentido da missão no contexto social e
eclesial do País.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros da
Equipe de Reflexão. |
1987 e 1988,
fevereiro, abril, agosto, novembro, 2ª quinzena. |
Linha 2 |
PROJETO PE-2.3
ARTICULAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELOS
GRUPOS MISSIONÁRIOS ESTRANGEIROS QUE
TRABALHAM NO BRASIL
A presença numerosa de missionários
diocesanos e outros não dependendo de Congregações ou Institutos, vindos de
outras Igrejas, inseridos na ação pastoral, exige uma articulação dos grupos,
para uma atuação conjunta em sintonia com a Igreja do Brasil.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros com os
responsáveis dos grupos. |
1987, novembro,
16 a 18; 1988, março, 15 a 17. |
Linha 2 |
PROJETO
PE-2.4
ARTICULAÇÃO
DOS GRUPOS DE
MISSIONÁRIOS LEIGOS
Nos últimos anos, tem-se verificado um crescente surgimento de grupos
missionários leigos. A Linha 2 prestará, neste biênio, um serviço no sentido de
articular esses grupos e estudar com eles, modalidades mais viáveis de
preparação para o trabalho missionário.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros de
formação para missionários leigos, em nível regional e/ou nacional. |
1987, novembro,
28 a 29; 1988, fevereiro,
13 a 17, junho, 29 a 3 de julho. |
Linha 2,
regionais, OMIL. |
PROJETO PE-2.5
ENCONTRO DE FORMADORES MISSIONÁRIOS
Neste momento em que está acontecendo um
despertar missionário na América Latina e, particularmente no Brasil, as
Congregações e Institutos Missionários sentem a necessidade de revitalizar e
aprofundar o aspecto missionário no processo formativo, através de estudos,
reflexões e troca de experiência dos formadores.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro dos
formadores missionários. |
1987, Setembro,
28 a 1 de outubro; 1988, setembro,
19 a 22. |
Linha 2, COMINA. |
PROJETO
PE-2.6
CURSO
DE FORMAÇÃO E
ATUALIZAÇÃO
MISSIONÁRIA
Considerando-se a necessidade de uma
atualização e renovação missionária dos Padres, Religiosos e leigos que atuam
nas regiões ou situações missionárias do país, e dos responsáveis pela animação
missionária nos Regionais da CNBB, Dioceses, Institutos e outros organismos da
Igreja, a Linha 2, através do Centro Cultural Missionário, proporciona-lhes um
curso anual de formação missionária.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Curso de formação
missionária. |
1987, janeiro,
12 a 2 de fevereiro 1988, janeiro, 9
a 5 de fevereiro |
Linha 2,
PP.OO.MM. |
PROJETO PE-2.7
PROGRAMA "IGREJAS-IRMÃS"
Cada Diocese deve redescobrir sua própria
dimensão missionária manifestando aos
que estão distantes uma solicitude semelhante à que se tem para com seus
próprios membros. O Programa Igrejas-Irmãs é um projeto em que duas Igrejas, ou
Regionais, em espírito de solidariedade e mútua ajuda, se unem para levar a
efeito a obra da evangelização.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Reuniões
Regionais de avaliação com os responsáveis do programa Igrejas-Irmãs nas
Dioceses, em vista de uma re-animação. |
1988 |
Linha 2:
Regionais. |
PROJETO PE-2.8
CURSO DE FORMAÇÃO PARA MISSIONÁRIOS "AD GENTES"
A Linha 2, desejando responder às
solicitações das Dioceses, Congregações e Institutos Missionários, promove o
Curso para missionários "ad gentes", oferecido a todos os que são
destinados a servir a outras Igrejas fora do Brasil.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Curso para
missionários "ad gentes". |
1987, dezembro,
6 a 20 1988, dezembro 6
a 20 |
Linha 2,
PP.OO.MM. |
PROGRAMA 3
DIMENSÃO CATEQUÉTICA
LINHA 3 (PE-3)
"É o Espírito
quem faz crescer continuamente o Povo de Deus, mediante o aprofundamento e a
vivência na lê, na esperança e na caridade, ensinando-o a ler os acontecimentos
cotidianos à luz da Palavra e da Vida
de Jesus Cristo e a participar eficazmente na construção de um mundo justo e
fraterno" (Diretrizes Gerais, 118).
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A terceira dimensão da vida cristã e, portanto, da Ação Pastoral da
Igreja, é a CATEQUÉTICA. Sua importância em vista de se alcançar o Objetivo
Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil é, fundamental, dado que
"sempre mais se impõe uma educação permanente da fé que acompanhe o homem
por toda a vida e se integre em seu crescimento global" (CR, 129) e dado
ainda que, conforme escreve João Paulo II em CT, 63, "se a catequese for
bem feita nas Igrejas locais, tudo o mais será feito com a maior facilidade".
Consciente disso, o Papa insiste para que se estabeleça por toda parte
uma "organização adaptada e eficaz que empenhe na atividade catequética as
pessoas, os meios e os instrumentos e também os recursos financeiros
necessários" . "de modo a
suscitar e a alimentar uma verdadeira paixão pela catequese" (CT, 63).
Dentro desse espírito, a CNBB aprovou e
publicou o documento "Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo", em
1983, e dedicou todo o quadriênio 1983-1986 a torná-lo conhecido,
operacionalizado e, sobretudo, assumido como referência e parâmetro para a
renovação da Catequese no Brasil. Como ponto alto desse processo, aconteceu o
Ano Nacional da Catequese (1986) e a Primeira Semana Brasileira de Catequese
(outubro de 1986), que traçaram orientações para o prosseguimento da tarefa e
que constam nas "Conclusões e Desafios da 1ª SBC". A avaliação do
quadriênio, realizada pela Linha 3, detectou também algumas urgências a serem
consideradas no próximo quadriênio (Cf. Comunicado Mensal de dezembro 1986, pp.
1728-1732).
Ao longo do quadriênio 1983-1986, a
Catequese redescobriu a importância de sua vinculação estreita com as demais
dimensões da Ação Pastoral, comunitário-participativa, missionária, litúrgica,
ecumênica e profético-transformadora. Toda a catequese deve vivenciar, o mais
plenamente possível, estas dimensões e perpassá-las em todas as modalidades da
pastoral.
Para o próximo quadriênio, a Igreja no
Brasil escolheu, em nível nacional, três destaques: Comunicação, família e
juventude. Os responsáveis nacionais pela Catequese deverão envidar esforços
para que a Catequese assuma, de modo muito especial, estes três destaques, em
nível de reflexão e de animação da práxis catequética. O mesmo há de se fazer
em relação à Campanha da Fraternidade e aos Programas Conjuntos do Plano
Bienal.
Nestes últimos anos, foi-se delineando uma
distinção cada vez mais clara e acentuando ao mesmo tempo a complementaridade
entre Catequese, Ensino Religioso e Pastoral Bíblica, no processo de educação
pessoal, comunitária, permanente, orgânica, ordenada, sistemática e
transformadora da fé do Povo de Deus. É importante dar continuidade à reflexão
sobre esse tema e, simultaneamente, subsidiar, a partir do nacional, a
renovação da catequese da comunidade, do ensino religioso nas escolas e da pastoral
bíblica com grupos comunitários.
A capacitação de coordenadores diocesanos de
Catequese e de professores para as escolas de Catequese foi uma das
necessidades que mais se evidenciou ao longo do processo de operacionalização
do documento "Catequese Renovada" e, portanto, deve merecer especial
atenção da assessoria nacional de Catequese e dos regionais nos próximos anos.
O mesmo se deve dizer e fazer com relação aos coordenadores do Ensino
Religioso, para que tenham condições de investir na formação dos professores de
Ensino Religioso.
Outra necessidade evidenciada refere-se à
dimensão catequética de toda modalidade de pastoral na Igreja. Infelizmente,
ainda é dominante o reducionismo da catequese à fase infantil e em vista da
preparação aos sacramentos. Urge investir na mudança dessa mentalidade e
dinamizar o processo catequético comunitário e permanente do interior de cada
setor da pastoral, nos movimentos e nos grupos. Isso redundará num imenso
benefício a toda a Igreja, visto que os fiéis estarão continuamente
aprofundando sua fé, sistematizando seus conhecimentos religiosos e
estabelecendo a interação entre fé e vida enquanto se consagram à pastoral na
qual estão engajados.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Dar
continuidade ao estudo e à operacionalização do Documento "Catequeses
Renovada, Orientação e Conteúdo" (Doc. CNBB, nº 26 - Ed. Paulinas),
prevendo uma avaliação em fins de 1990.
- Empenhar
todos os esforços a fim de que as Conclusões da 1ª SBC sejam postas em prática.
- Apoiar
as Coordenações Regionais de Catequese, através de contatos permanentes,
cartas, circulares, boletins, subsídios, visitas, presença nas programações
catequéticas, intercâmbio entre os Regionais.
- Desencadear
"um processo de contatos inter-regionais, a fim de chegar a um maior intercâmbio
entre institutos e escolas catequéticas.
- Dinamizar
o GRECAT (Grupo de Reflexão de Catequese - CNBB) como assessoria especial à
Linha 3, principalmente para a reflexão crítica sobre a caminhada da Catequese
Renovada.
- Dinamizar
o GRERE (Grupo de Reflexão sobre Ensino Religioso Escolar), tanto das escolas
da rede oficial como da particular, para acompanhamento, reflexão, troca de
experiência, análise de textos, promoção de seminários, fornecimento de
orientações, acompanhamento da elaboração das leis complementares dos Estados
etc.
- Dinamizar
a GRECAT-DA (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Auditivos) e o
GRECAT-DM (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Men tais):
levantamento de situação, estudo, intercâmbio, promoção de encontros e
seminários.
- Acompanhar,
apoiar os diversos movimentos de Pastoral Bíblica do Brasil, articulando-se com
as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, a Catequese Renovada e orientações de
CELAM-FEBICAM.
- Participar
dos projetos do Departamento de Catequese (DECAT) do CELAM e do Conselho
Internacional de Catequese (CIC) da Sé Apostólica.
- Empenhar-se
na articulação com as outras assessorias da CNBB, para um trabalho de maior
integração. Dar ênfase, sobretudo, aos destaques de nível nacional e aos programas
conjuntos.
- Dinamizar
a celebração do Dia do Catequista com fornecimento de subsídios para reflexão e
celebração.
- Incrementar
a produção e distribuição de subsídios catequéticos sobretudo em linguagem
popular, segundo os critérios da Catequese Renovada.
- Integrar a reflexão que
se está fazendo no Brasil sobre os santuários e a religiosidade popular,
ressaltando os aspectos catequéticos presentes.
- Levantar
dados, articular experiências e refletir sobre catequese com menores
abandonados, anciãos, enfermos, deficientes auditivos, deficientes mentais e
outras situações (Cf. CR, 143).
- Investir
de modo especial na atualização catequética do clero e na formação em Catequese
e em Ensino Religioso de seminaristas e estudantes de congregações religiosas.
- Colaborar nos cursos,
escolas e institutos de Catequese, articulando experiências, currículos,
professores e estágios etc.
- Realizar
intercâmbio e reflexão sobre Catequese familiar, para incrementar esse processo
catequético no Brasil.
- Participar
da reflexão e das experiências sobre evangelização através dos Meios de
Comunicação Social e Meios de Comunicação Grupal, sobretudo de índole popular.
- Colaborar
em revistas especializadas em pastoral com artigos, notícias, informações,
entrevistas, etc. Dar atenção prioritária à "Folha Catequética e a "Revista de Catequese";
- Subsidiar
a renovação da catequese paroquial para que assuma a "catequese
permanente, progressiva e orgânica", interligando os sacramentos, não
parando na Primeira Eucaristia.
- Colaborar
na elaboração dos subsídios da Campanha da Fraternidade, Natal em Família, mês
das Missões etc.
PROJETOS
PROJETO PE-3.l
ENCONTRO NACIONAL DE COORDENADORES
ESTADUAIS DE ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS
OFICIAIS
A elaboração da nova Constituição do Brasil faz o Grupo Nacional de
Reflexão sobre Ensino Religioso (GRERE) da CNBB agilizar ainda mais seu
trabalho. Ter minou de escrever e entregou à editora o livro "O Ensino
Religioso nas Constituições do Brasil, nas Leis de Ensino e nas Orientações da
Igreja". Mobilizou os Coordenadores e Professores do Ensino Religioso para
participarem dos trabalhos da Constituinte e forneceu-lhes, para isso,
orientações e a proposta a ser incluída na nova Constituição sobre o assunto.
Um dos meios utilizados pelo GRERE para a dinamização desse processo é o
Encontro Nacional de Coordenadores Estaduais de Ensino Religioso nas Escolas
Oficiais.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Elaboração de
instrumento de trabalho. |
1987, março. |
GRERE. |
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6º Encontro
Nacional. |
1987, maio, 4 a 7. |
Linha 3, AEC, Linha 6: Setor Educação. |
|
7º Encontro
Nacional: Ensino Religioso: Fé e Cultura; Ensino Religioso e Leis
complementares; Formação dos Professores de Ensino Religioso. |
1988,
setembro/outubro |
Linha 3, AEC, Linha 6: Setor Educação. |
PROJETO PE-3.2
CATEQUESE E PASTORAL BÍBLICA
O documento "Catequese Renovada"
evidenciou a Bíblia como o livro de Catequese por excelência (CR n.º 154). No
Brasil, os diversos movimentos bíblicos e as CEBs possibilitaram uma crescente
apropriação da Bíblia por parte do povo. Verifica-se que um dos grandes meios
de re-evangelização e de catequese dos adultos é a reflexão comunitária da
Palavra de Deus. Multiplicam-se as traduções da Bíblia e a produção de
subsídios populares de pastoral bíblica. Diante desse florescer de interesse
pela Bíblia, os catequistas manifestaram, na Primeira Semana Brasileira de
Catequese, a necessidade de um grande investimento na formação bíblica.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Convenção e
preparação do Encontro. |
1987 |
Linha 3,
Regionais CNBB, |
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Encontro
Nacional sobre Catequese e Pastoral Bíblica. |
1987, maio, 25 a
6 de junho,; 1988. |
SAB (Serviço de
Animação Bíblica); CEBI (Centro de Estudos Bíblicos). |
|
Publicação dos
resultados; acompanhamento da ação-avaliação do processo. |
1988, junho. |
|
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Elaboração de um
estudo sobre Pastoral Bíblica no Brasil. |
1987, outubro a
1988, novembro. |
GRECAT. |
PROJETO PE-3.3
FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS
SEGUNDO A "CATEQUESE
RENOVADA"
Uma das prioridades apontadas pela 1ª SBC
refere-se à formação de catequistas para se atender ao que a Igreja pede em seu
documento "Catequese Renovada". A Linha 3 dinamizará um processo de
reflexão, troca de experiências e produção de subsídios neste sentido,
principalmente com os coordenadores regionais e diocesanos de Catequese,
Institutos e Escolas de Catequese, Seminários, Institutos de Teologia e Casas
de Formação das Congregações Religiosas (Cf. P. 1003).
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Elaboração de
estudo sobre formação de catequistas (Instrumento de Trabalho, consultas,
emendas, redação, publicação na coleção verde). |
1987, agosto 1988, novembro. |
Linha 3, GRECAT,
Institutos de Catequese. |
PROJETO PE-3.4
ENCONTRO NACIONAL DE CATEQUESE
A cada dois anos, a Linha 3 da CNBB congrega
os Coordenadores Regionais de Catequese, alguns representantes de escolas e
Institutos de Catequese, editores e auto res de livros, para um Encontro
Nacional. Após uma visão panorâmica do processo de renovação permanente da
catequese no Brasil, aprofunda-se um tema previamente escolhido e preparado com
antecedência, traçam-se algumas linhas de ação a seguir e, se necessário,
tomam-se decisões.
Em 1987, o Encontro terá três assuntos prioritários: "Diretrizes
Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e Catequese; Formação de Catequistas;
O próximo quadriênio (1987-1990) à luz da lª Semana Brasileira de
Catequese".
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Preparação
Prévia do Encontro Nacional (circulares, subsídios...). |
1987, 1º
semestre |
Linha 3,
Coordenadores de Catequese. |
|
Realização do
Encontro Nacional. |
1987, outubro, 1
a 4. |
|
|
Publicação dos
Resultados. |
|
|
|
Acompanhamento e
Avaliação. |
1988. |
GRECAT. |
PROJETO
PE-3.5
SEMINÁRIO
SOBRE CATEQUESE
COM
DEFICIENTES AUDITIVOS
Na evangélica opção pelos pobres, o educador da fé deve dedicar especial
carinho e tempo a fim de animar com métodos, conteúdos e pedagogia adequados
aos deficientes auditivos.
A CNBB, através da Linha 3, está dando apoio ao GRECAT-DA (Grupo de
Reflexão sobre Catequese com Deficientes Auditivos). Dois encontros nacionais
nestes últimos anos dinamizaram a reflexão e a troca de experiências sobre a
educação da fé com os DAs. Educadores da fé desta pastoral especializada
necessitam dessa instância de apoio e intercâmbio, pois o trabalho é muito
difícil e ainda não suficientemente articulado e assumido pela Pastoral
Orgânica.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Preparação do
Encontro. |
1987. |
GRECAT-DA, Linha
3, Linha 6: Setor Educação. |
|
Realização do
mesmo. |
1987, fevereiro 1 a 7 |
|
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Relatório. |
|
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|
Acompanhamento e
Avaliação. |
1988 |
|
PROGRAMA 4
DIMENSÃO LITÚRGICA
LINHA 4 (PE-4)
"É o Espírito que reúne o povo em
assembléias para a escuta da Palavra de Deus e para celebrar a Palavra feita
carne e alimento e, em união com o mesmo Cristo, oferecê-lo como oblação pura,
e assim comprometer-se a viver mais intensamente a fraternidade"
(Diretrizes Gerais, 119).
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A dimensão litúrgica da vida cristã foi
declarada pelo Concílio Vaticano II cume e fonte de toda a ação da Igreja (cf.
SC, 10). Assim, o Concílio nos deu uma indicação sobre o lugar e a importância
desta dimensão, também nas atividades pastorais da Igreja no Brasil, em nível
nacional.
No decorrer de quase 25 anos após a
publicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, implantou-se, também no
Brasil, a liturgia-pós-conciliar. Os livros litúrgicos foram publicados em
língua portuguesa. Fizeram-se, igualmente, sobretudo na primeira década depois
do Concílio, grandes esforços para a formação litúrgica em todos os níveis.
Deve-se reconhecer, no entanto, que os livros litúrgicos traduzidos
também deverão ser adaptados à índole do povo. A formação litúrgica ainda deixa
a desejar. A liturgia da Igreja no Brasil procura integrar, como o Concílio
Vaticano II o exige, o que há de válido nas tradições do nosso povo, como, por
exemplo, nas Comunidades Eclesiais de Base, nas Paróquias, na piedade popular e
em outros grupos de oração. São riquezas de expressão que deveriam ser
aproveitadas para criar uma liturgia realmente renovada e adequada à Igreja no
Brasil.
Nos últimos anos, sobretudo a partir do levantamento sobre a situação da
vida litúrgica no Brasil, feito por ocasião dos 20 anos da Sacrosantum
Concilium (cf. Estudos da CNBB, n.0 42), vem se desencadeando um novo impulso à
renovação litúrgica. Notam-se, contudo, mais aprofundada dos agentes de
Pastoral em todos os níveis; a busca da identidade da Liturgia no confronto
entre fé e vida, no contexto da evangélica opção preferencial pelos pobres, na
caminhada profética e transformadora da Igreja no Brasil e a adaptação e
inculturação da Liturgia na índole do povo brasileiro.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Traduzir, elaborar e publicar livros e
subsídios litúrgicos
a) Liturgia das Horas:
· Edição
em quatro volumes
· Ofício
das Leituras
b) Lecionários
c) Missal e Lecionário Marianos
d) Rito de Coroação de Imagens de Nossa Senhora
e) Edição adaptada e definitiva dos livros
litúrgicos:
· Missal
Romano, conforme a segunda edição típica, que foi publicada em 1975
· Rito
de Iniciação Cristã de Adultos
· Rito do Matrimônio
· Rito do Batismo de Crianças
· Cerimonial da Igreja
· Ritual de Bênçãos em
duas versões: presididas por ministros ordenados e presidida por ministros
leigos
· Edição
simplificada e outra popular da Liturgia das Horas
· Músicas
para a Liturgia das Horas
· Hinário Litúrgico Nacional
· Documentário Litúrgico
· Criar
novos textos litúrgicos
- Assessorar
a) Campanha da Fraternidade
b) Regionais e dioceses
c)
Centro de Pastoral Popular (Liturgia Doméstica), em Brasília
d) Acompanhar a Pastoral dos Santuários e Romarias
- Participar
a) de encontros
setoriais, regionais, inter-regionais e internacionais de Liturgia
b) de outros
encontros de interesse da Linha 4, por exemplo: CEBs, religiosidade popular e
movimentos de oração.
- Colaborar
a) com o curso de
pós-graduação e especialização em liturgia, de São Paulo;
b) com a Revista
de Liturgia "A Vida em Cristo na Igreja" e outras revistas.
- Dialogar
com a Sé Apostólica, CELAM, Conferências Episcopais e outras
instituições.
PROJETOS
PROJETO
PE-4.l
NOVO IMPULSO PARA A RENOVAÇÃO
LITÚRGICA NO BRASIL
O levantamento sobre a situação da Liturgia no Brasil, por ocasião dos
20 anos da "Sacrosantum
Concilium", revelou grandes desafios para a pastoral litúrgica e já
desencadeou um processo de renovação que exige o prosseguimento de uma ação
adequada, levando avante o processo.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Incentivo a
atividades de formação litúrgica, através dos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais. |
1987; 1988 |
Linha 4. |
|
Ano intensivo de
formação litúrgica, culminando com a celebração dos 25 anos da SC, em 1988,
com a perspectiva de um documento oficial da CNBB sobre Liturgia (Uma
caminhada como se fez com a Catequese Renovada). |
1988, junho e
dezembro |
|
|
Incentivo à
organização da Pastoral litúrgica nas Dioceses, integrando-a na Pastoral
Orgânica, sobretudo por meio dos Regionais. |
|
|
PROJETO PE-4.2
LITURGIA NOS REGIONAIS
Os desafios que a situação da liturgia no
Brasil apresenta, exigem reflexão e ação em todos os níveis, as quais devem ser
incentivadas pelos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros
Nacionais dos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.
Encontro Ampliado. |
1987, julho, 13
a 17 |
Linha 4. |
|
Encontro com
Assessores para 1988 sistematizar os resultados do agosto Ano intensivo, a
partir das reuniões nas Paróquias, Dioceses e Regionais. |
1988, agosto |
|
PROJETO PE-4.3
ORIENTAÇÕES LITÚRGICO-PASTORAIS PARA
DOMINGOS, SEMANAS E MESES TEMÁTICOS
A fim de evitar a instrumentalização na
celebração litúrgica do Dia do Senhor, por temários superpostos, e garantir uma
compreensão mais verdadeira do sentido e alcance pastoral dos
"temáticos", são necessárias orientações litúrgico-pastorais.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Análise do
assunto, por grupo de peritos, a ser encaminhada ao futuro Documento de
orientação pastoral da CNBB. |
1988 |
Linha 4. |
PROJETO PE-4.4
ORIENTAÇÕES PARA CELEBRAÇÕES
DOMINICAIS PRESIDIDAS POR LEIGOS
Muitas comunidades, no domingo, não celebram
a Eucaristia, mas reúnem-se para celebrações presididas por leigos. Serão,
pois, necessárias orientações para uma celebração autêntica do Dia do Senhor, a
partir das Diretrizes a serem baixadas pela Sé Apostólica.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Análise do
assunto, por grupo de peritos, a ser encaminhada ao futuro Documento de
orientação da CNBB. |
1988, outubro. |
Linha 4. |
PROJETO PE-4.5
FOLHETOS LITÚRGICOS
Dada a grande influência e uso dos folhetos litúrgicos, é necessário
trocar experiências e elaborar orientações e princípios que possam levar as
assembléias a celebrar o Mistério Pascal encarnado na vida das comunidades.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro
Nacional de Autores e Editores de
Folhetos Litúrgicos. |
1988, agosto, 2
a 4 |
Linha 4. |
PROJETO PE-4.6
ADAPTAÇÃO E INCULTURAÇÃO DA LITURGIA
Trabalhar na adaptação e inculturação da liturgia à índole e tradições
do povo brasileiro, conforme o espírito da "Sacrosanctum Concilium",
usando de assessoria qualificada no campo da piedade popular, das expressões
religiosas, das comunidades paroquiais, das CEBs e de outros grupos de oração.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Estudos de grupo
para adaptação do Missal, do Ritual do
Matrimônio, do Ritual da Iniciação Cristã de adultos, do Ritual do
Batismo de crianças e da edição popular da Liturgia das Horas. |
1987 1988 |
Linha 4. |
PROJETO PE-4.7
REFLEXÃO SOBRE A TEOLOGIA E PRÁXIS LITÚRGICA
Sendo que a Linha 4 não tem condições de refletir suficientemente sobre
a teologia e a práxis da liturgia no Brasil, é necessário assessoramento para
se conseguir maior ligação entre Liturgia e vida.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros da
Linha 4 com Equipes de reflexão de peritos e estudiosos. |
1987, março,
novembro 1988, março,
novembro |
Linha 4. |
PROJETO PE-4.8
MÚSICA LITÚRGICA EM NÍVEL INTER- REGIONAL
Por causa da
dificuldade de muitos músicos de participarem de encontros nacionais, é preciso
possibilitar o contato deles entre si e com a CNBB, em encontros
inter-regionais.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros
Inter-Regionais de Coordenadores e
Compositores de Música Litúrgica. |
1988 |
Linha 4. |
PROJETO PE-4.9
ENCONTRO DOS PRESIDENTES E
SECRETÁRIOS
DAS COMISSÕES NACIONAIS DE LITURGIA
DOS
PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Os problemas comuns e a necessidade de formas comuns na liturgia dos
países de língua portuguesa exigem um maior conhecimento mútuo, assim como
reflexão e ação comum correspondentes.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro
Internacional em Lisboa. |
1988, junho, 7 a
9 |
Linha 4. |
PROGRAMA 5
DIMENSÃO ECUMÊNICA E DE
DIÁLOGO RELIGIOSO
LINHA 5 (PE-5)
"É o Espírito
quem impulsiona a Igreja a viver a unidade, jazendo-a superar as divisões,
crescer para a plena comunhão em Cristo e abrir-se para o diálogo religioso"
(Diretrizes Gerais, 120).
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
1. Orientações
comuns para o ecumenismo e o diálogo religioso
Fiel às grandes inspirações do Concílio
Vaticano II, ao crescimento do ecumenismo e do diálogo religioso depois do
Concílio e em resposta ao crescimento do pluralismo religioso no Brasil, a
Igreja Católica propõe-se realizar o objetivo geral de sua ação em diálogo com
os irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, com adeptos de outras
Religiões e de Concepções de vida e de mundo, fechadas ao Transcendente.
Entende-se por diálogo não só o colóquio, mas todo o conjunto de
relacionamentos positivos e construtivos com quaisquer grupos e comunidades.
Esse diálogo, em sentido amplo, visa o conhecimento, enriquecimento e auxílio
mútuos e, ainda, a ação comum em prol da unidade do gênero humano, da qual a
Igreja se professa sacramento ou sinal e instrumento (LG. 1).
Inspirados no documento do Secretariado para os Não-cristãos (A atitude
da Igreja perante os que seguem outras Religiões. Reflexões e Orientações sobre
o Diálogo e Missão, Pentecostes 1984, L'Osservatore Romano ed. port. 12/08/84,
pp. 4ss), indicamos quatro formas de diálogo:
- O
diálogo da convivência humana: é o diálogo como espírito e atitude que devem
guiar todo o comportamento.
- O
diálogo da ação comum: é a colaboração em objetivos de caráter humanitário,
social, econômico e político que se orientam para a promoção e a libertação
humanas.
- O
diálogo de especialistas, seja para confrontar, aprofundar e enriquecer os
respectivos patrimônios religiosos, seja para aplicar os recursos, aí contidos,
aos problemas que se põem a humanidade no curso da História.
- O
diálogo de participação da própria vida, oração e ação de outra comunidade,
dentro dos limites indicados pela fé e a disciplina da Igreja.
Estas quatro formas, de diálogo valem
também, e a fortiori, para o relacionamento com irmãos de outras Igrejas e
Comunidades Eclesiais.
A luz da evangélica opção preferencial pelos
pobres, a Igreja em seu relacionamento com Igrejas/Comunidades cristãs, com
outras Religiões e com grupos humanistas fechados ao Transcendente, deve
prestar especial atenção:
- à
defesa da dignidade da pessoa humana, mormente dos pobres e marginalizados;
- ao
"ecumenismo de base" que está acontecendo nos meios populares, como
CEBs, associações de bairro, grupos marginalizados e outros; bem como aos
perigos de divisão nestes meios, suscitada por movimentos religiosos
contemporâneos (seitas)
- aos
caminhos para o diálogo com o Evangelismo em meios pobres, como sejam várias
formas de Pentecostalismo, com as Religiões Negro-brasileiras, com expressões
populares do Espiritismo e Sincretismo, e, ainda, com os "agentes
religiosos autônomos" (curandeiros, benzedeiros...); embora nem todos
esses grupos estejam abertos ao diálogo com a Igreja Católica.
A fim de que a Igreja, em sua ação
evangelizadora, seja realmente Igreja do diálogo, merecem especial cuidado:
- os cursos de ecumenismo e de diálogo
religioso nos seminários e outros centros de formação pastoral;
- a formação de especialistas em ecumenismo e
diálogo religioso
- um mínimo de estrutura para a ação nos
regionais e dioceses.
2. Orientações
especiais para o ecumenismo
A divisão entre os cristãos, que tem
acontecido na História, e ainda acontece hoje, também no Brasil, e que faz
surgir sempre novos grupos separados, "contradiz abertamente a vontade de
Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a
santíssima causa do anúncio do Evangelho a toda criatura" (UR, 1).
Todos os cristãos, obedecendo à ação do
Espírito Santo, são chamados a crescerem até aquela plena comunhão que o Senhor
deseja para sua Igreja e lhe oferece como dom. Assim, a partir da fé comum, da
incorporação em Cristo pelo Batismo validamente administrado e de outros dons
que possam ter em comum, os cristãos devem crescer em comunhão, seguindo os
caminhos que o Espírito abre para a Igreja, colocando-se a serviço do mundo que
o Senhor Jesus veio salvar.
A fim de que cresçam o espírito e a ação
ecumênica da Igreja, deve-se prestar especial atenção:
- o ecumenismo espiritual que consiste na conversão do coração e
na insistente oração pela unidade ou
plena comunhão;
- ao
fortalecimento dos organismos ecumênicos oficiais (CONIC e CESE) e colaboração
com outros organismos ecumênicos existentes no Brasil;
- aos
acontecimentos ecumênicos significativos em nível mundial e latino-americano;
- aos
itens já citados nas orientações comuns para o ecumenismo e diálogo religioso
- ao
fenômeno das expressões religiosas contemporâneas e aos desafios que as mesmas
colocam para a Igreja (problemas das "seitas").
3. Orientações
especiais para o dialogo religioso
A partir da encíclica do Papa Paulo VI
"Ecclesiam Suam" (6/8/1964), de documentos do Vaticano II e do
Secretariado para os Não-Cristãos, a Igreja Católica tem desenvolvido uma visão
de fé a respeito das Religiões Não-Cristãs, que constitui a orientação
fundamental para o diálogo religioso. Uma síntese desta visão de fé encontramos
no documento do Secretariado para os Não-Cristãos, já citado (Pentecostes de
1984), no qual a Igreja apresenta sua posição perante os que seguem outras
religiões e oferece reflexões e orientação sobre Diálogo e Missão (DM). Citamos
alguns elementos deste documento. A Igreja abre-se ao diálogo por fidelidade ao
homem (DM, 20), mas sobretudo por motivos de fé (DM, 22). Pois, sem diminuir o
caráter próprio e único da missão que recebeu (DM 9 10, 11), a Igreja descobre
o Deus Uno e Trino agindo nas outras Religiões, como instrumentos do Seu único
plano de salvação (DM 22, 23, 24). Por esta razão, o diálogo não é estranho ou
paralelo à missão, e sim integrado nela. A missão da Igreja, única mas complexa
e articulada, se expressa em várias formas: simples presença e testemunho de
vida cristã, empenho no serviço dos homens e toda atividade de promoção social
vida litúrgica, oração e contemplação, diálogo, anúncio e catequese. Tudo isso
faz parte do conceito amplo da missão (DM, 13). Nesta visão de fé, o diálogo é
diálogo de salvação.
No diálogo religioso, ocupa lugar especial o
Judaísmo, por motivos históricos (a história do anti-semitismo) e mais ainda
por motivos de fé (a aliança de Deus com o povo judeu; as raízes judaicas do
cristianismo).
A terceira Religião Abraâmica, o Islã, é outra que merece um lugar
especial no diálogo religioso. A história do relacionamento entre judaísmo,
cristianismo e islamismo e os atuais problemas de paz no oriente médio,
sugerem, no Brasil, a busca de diálogo entre as três religiões abraâmicas, uma
espécie de "triálogo".
O diálogo com as Religiões Negro-brasileiras, por várias razões
históricas e atuais, deve ocupar um lugar de destaque.
As várias formas do espiritismo e as novas
expressões religiosas (seitas) exigem uma atenção especial no diálogo.
ATIVIDADES PERMANENTES
Dimensão Ecumênica
- Atividades
relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra"):
· apoio
à formação ecumênica dos futuros presbíteros, outros ministros e agentes de
pastoral (subsídios para cursos) - com a OSIB; curso para Bispos;
· apoio
à formação de especialistas em ecumenismo;
· contato
com os Secretariados Regionais, em vista da criação de estrutura para a
Dimensão Ecumênica;
· contato
com organismos da Igreja, em vista da Dimensão Ecumênica de suas atividades
(AEC, CIMI, CPT, Centro de Defesa de Direitos Humanos, movimento Focolari e
outros);
· estudo
das possibilidades de uma colaboração ecumênica na Campanha da Fraternidade;
· propagação
da Oração pela Unidade dos Cristãos, especialmente na semana que antecede o dia
de Pentecostes
· participação
nas atividades da Seção de Ecumenismo do CELAM
· participação
em atividades do Secretariado para a Unidade dos Cristãos.
- Atividades
relacionadas com outras Igrejas e Organismos (Atividades "ad extra"):
· diálogo com as Igrejas
da Ortodoxia com autoridades das Igrejas Ortodoxas (pré-calcedonianas e as de
tradição bizantina), encontro este preparado com os Bispos Católicos de ritos
orientais e acompanhado pelos mesmos;
· diálogo com as Igrejas
Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana, Metodista e Presbiteriana;
· procura de diálogo com
líderes de Igrejas Batistas, Pentecostais e grupos "evangelicais";
· participação em
Concílios, Sínodos e Assembléias
Nacionais de outras
Igrejas, à título de observadores;
· participação em
atividades do CONIC (assembléias, comissão central, seminários);
· participação em
atividades da CESE (diretoria, assembléia anual, seminários e encontros;
· participação em
encontros de Organismos ecumênicos nacionais (atividade conjunta do CONIC e
CESE);
· contato com a Fraternidade
ecumênica de Taizé (Alagoinhas-BA), especialmente em vista de sua experiência
em encontros de caráter participativo; com o Conselho Nacional do Dia Mundial
de Oração;
· colaboração com a
Sociedade Bíblica do Brasil (a publicação da Bíblia completa na linguagem de
hoje);
· contato com organismos
ecumênicos: CEDI, CEBI, CESEP e outros;
· contato com organismos
inter e transdenominacionais: Visão Mundial do Brasil e outros;
· elaboração de notícias
e informações de caráter ecumênico para os MCS;
· contatos com o Conselho
Latino-americano de Igrejas (CLAI), com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e
com Conselhos de Igrejas de outros países (dos EUA, do Canadá, Conferência de
Igrejas do Caribe).
Diálogo
Religioso
Atividades
relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra").
· apoio à formação dos
futuros presbíteros, outros ministros e agentes de pastoral, para o diálogo
religioso com a OSIB;
· apoio à formação de
especialistas em diálogo religioso
· colaboração com a Linha
2 em suas atividades relacionadas com a realidade negro-brasileira
· apoio à Comissão
Nacional de Diálogo Católico-Judaico
· diálogo com líderes
muçulmanos;
· estímulo para um
diálogo entre líderes judeus, cristãos e muçulmanos (o "triálogo");
· contato com a Igreja da
Unificação (seita Moon)
· encontros com líderes
de Religiões Negro-brasileiras;
· encontros com líderes
de Religiões Orientais antigas e novas;
· encontros com líderes
espiritualistas (espiritismo).
PROJETOS
PROJETO PE-5.1
REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO DO ECUMENISMO E
DO DIÁLOGO RELIGIOSO NO BRASIL
Para acompanhar e avaliar a evolução da situação do ecumenismo e do
diálogo religioso no País, é importante reunir, anualmente, especialistas,
responsáveis pela Linha 5 nos Regionais e representantes de outras Igrejas e
Religiões.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro anual
de especialistas, responsáveis regionais, representantes de outras Igrejas e
Religiões. |
1987, dezembro 2
a 3 1988, data a
marcar. |
Linha 5. |
PROJETO PE-5.2
PUBLICAÇÃO EM PORTUGUÊS DE DOCUMENTOS
IMPORTANTES PARA A DIMENSÃO ECUMÊNICA E O DIÁLOGO RELIGIOSO
O Projeto visa responder à necessidade de ter à disposição os mais
importantes documentos, estudos e relatórios no setor do ecumenismo e do
diálogo religioso.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Tradução e
publicação de Documentos da Igreja Católica. |
1988, novembro. |
Linha 5. |
|
Tradução e
publicação de relatórios de diálogos bilaterais e multilaterais. |
|
Linha 5, CONIC. |
PROJETO PE-5.3
ELABORAÇÃO DE PUBLICAÇÕES
SOBRE OUTRAS IGREJAS E RELIGIÕES
O projeto pretende atender aos crescentes pedidos de informações sobre
outras Igrejas e Religiões. As publicações terão duas edições diferentes: uma
para ministros e outros agentes pastorais da Igreja, outra, em estilo mais
simples, para o povo (sugestão da avaliação do Destaque Ecumenismo e Seitas, na
25ª Assembléia Geral da CNBB).
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Elaboração de
publicações informativas e orientadoras sobre outras Igrejas e Religiões. |
1988 até novembro. |
Linha 5 Grupo de
Colaboradores. |
PROJETO PE-5.4
ELABORAÇÃO DE UM CURSO SOBRE O JUDAÍSMO
PARA SEMINÁRIOS
O projeto tem a finalidade de pôr em prática
as orientações da Igreja Católica sobre o judaísmo, especialmente na formação
dos futuros ministros da Igreja.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Cursos
experimentais em Seminários. |
1988 até
novembro. |
Linha 5 Com. Nacional de
Diálogo Judeu-católico. |
|
Elaboração de um
Manual. |
|
|
PROJETO
PE 5.5
REFLEXÃO
SOBRE A MAÇONARIA E A ATITUDE
DOUTRINÁRIO-PASTORAL
DA IGREJA CATÓLICA
O diálogo iniciado com maçons nos anos 70, as declarações da Congregação
para a Doutrina da Fé, de 1974 e 1983, exigem a continuação da reflexão, tanto
sobre a Maçonaria no Brasil, quanto sobre a atitude doutrinário-pastoral da
Igreja Católica. A reflexão, iniciada em 1985, será feita com a colaboração de
representantes de outras Igrejas Cristãs e participação de maçons.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontros de
especialistas, representantes de outras Igrejas, maçons membros
de Igrejas Cristãs. |
1987 dezembro, 4 1988, data a
marcar. |
Linha 5 |
PROJETO
PE-5.6
REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO DO CRESCIMENTO DE MOVIMENTOS RELIGIOSOS INDEPENDENTES E SOBRE OS DESAFIOS PASTORAIS QUE O MESMO COLOCA À(S)
IGREJA(S)
PROBLEMAS DAS SEITAS
- a
atração sobre um crescente número de católicos e outros cristãos;
- a
pregação e atuação violentamente anti-católicas e alienantes de certos grupos
enfraquecem a organização e ação do povo pobre e marginalizado;
- certos
movimentos constituem sério perigo à saúde física e psíquica do povo, ou causam
verdadeiros atentados à identidade cultural do mesmo;
- as
implicações políticas (nacionais e internacionais) de certos grupos;
- a
necessidade de uma análise da profunda crise da sociedade (brasileira e
mundial), sob todos os aspectos, e seu relacionamento com o surgimento de
expressões religiosas contemporâneas;
- a
necessidade de uma análise séria da vida e ação da Igreja, a fim de descobrir
fatores internos à mesma que possam favorecer o surgimento de expressões
religiosas alternativas;
- o
fenômeno está suscitando preocupações, estudos e reflexões em todos os níveis
(Conferências Episcopais, Secretariados da Sé Apostólica de Roma, CELAM, CONIC,
Conselho Mundial de Igrejas, Conselho Latino-Americano de Igrejas(*)
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Participação nos
dois Seminários Ecumênicos sobre o fenômeno. |
1987, junho, 3 a 4; novembro,
11 a 13. |
Linha 5, CONIC,
execução: ISER, CEDI. |
|
Continuação de
pesquisas. |
1988, até
novembro. |
Linha 5,
Colaboração: CERIS, ISER, CEDI, INP. |
|
Elaboração de
informativos sobre os vários grupos. |
1987 e 1988 |
Linha 5, Grupo
de Colaboradores. |
PROGRAMA 6
DIMENSÃO
PROFÉTICA E
TRANSFORMADORA
LINHA
6 (PE-6)
"É o Espírito quem anima a vida do Povo
de Deus para que atue no meio da sociedade como fermento, sal e luz,
transformando-a pelo testemunho e ação, para que seja mais justa, solidária e
fraterna, anunciando dessa forma os valores do Reino definitivo"
(Diretrizes Gerais, 121).
A Igreja, como Povo de Deus, em seu conjunto
hierarquia, religiosos e leigos, fiéis individualmente ou em grupos,
instituições e organizações, está presente na sociedade, influencia e sofre
influência, interage, anuncia profeticamente o Reino e denuncia os contraventores
à luz da fé, que é dom gratuito de Deus, e segundo a missão recebida de Jesus
Cristo. Ela é luz, sal, fermento. E como tal ausculta e assume os anseios,
aspirações e apelos de todos, principalmente dos pequeninos e dos pobres, e
empenha-se numa ação transformadora da situação de injustiça na sociedade ainda
não comprometida com a promoção do Bem comum.
A dimensão profética e transformadora se
operacionaliza através dos setores:
· Comunicação Social
· Educação
· Pastoral Social.
SETOR COMUNICAÇÃO SOCIAL
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Como forma de realizar a dimensão profética e transformadora, o Setor de
Comunicação Social está no Plano Pastoral para servir a todos os setores da
ação da Igreja, quer no seu interior, quer no seu relacionamento com o mundo. Pois
"a comunicação é ato criador de cultura, concebida como expressão dos
valores essenciais e identificadores do povo, os quais deverão ser base e
centro de sua realização em busca também de uma Nova Ordem" (Nova Ordem
Mundial de Informação e Comunicação NOMIC, Brasil, 1982).
No esforço de contribuir para a realização
do Objetivo Geral da Igreja no Brasil, o Setor Comunicação Social procura fazer
com que tanto os comunicadores como os usuários tenham consciência da realidade
e da sua responsabilidade diante da mesma. Dessa maneira, intenta provocar
transformações, visando a libertação integral do homem e da sociedade.
Porém, isto só será possível mediante uma
Pastoral da Comunicação, que se realiza em três momentos:
- ATRAVÉS dos meios de comunicação, buscando expressar-se com linguagem
do veículo, da área e do receptor, sendo voz dos que não têm voz e abrindo
espaço aos que não o têm.
- NOS meios de comunicação, levando a Igreja
a ser uma presença evangelizadora entre os profissionais, pro curando conseguir
"urna ordem mais humana e mais justa na Comunicação" (NOMIC, 1982).
- DIANTE dos meios de comunicação,
promovendo a formação do povo para que tenha uma atitude crítica em face do
impacto das mensagens ideológicas, culturais e publicitárias. Neste sentido, é
de importância continuar apoiando e assessorando grupos especializa dos que
atuam junto a escolas, oferecendo elementos que facilitem o trabalho de
formação da consciência crítica dos alunos.
Além desses três elementos, uma nova ação será desenvolvida pelo Setor:
- busca de integração dos Meios de
Comunicação da Igreja;
- presença de Igreja junto aos grandes Meios
de Comunicação.
Puebla nos diz que a "evangelização não
pode prescindir, hoje em dia, dos meios de comunicação social" (1064). De
fato, a evangelização é comunicação (cf. 1063). São inúmeros os espaços de que
a Igreja dispõe nesses meios. Uma Pastoral adequada capacitará seus agentes a
usar esses espaços com a técnica e a linguagem próprias de cada veículo.
Por isso, é preciso retomar as propostas
pastorais de Puebla: "Urge que a hierarquia e os agentes pastorais em
geral conheçam, compreendam e experimentem mais a fundo o fenômeno da
Comunicação Social, a fim de que se adaptam às respostas pastorais a esta nova
realidade e se integre a Comunicação na Pastoral de Conjunto" (1083).
Como, também, a afirmativa de que a tarefa de formação no campo da Comunicação
é tarefa prioritária, quer para os aspirantes à vida sacerdotal ou religiosa,
que devem ter programas específicos em seus estudos, quer para os sacerdotes,
religiosos, religiosas e agentes de pastoral que devem ter programas de
formação permanente (1085).
A Comunicação leva a liturgia a ser momento
privilegiado da comunhão e participação para uma libertação integral. E
importante que a Missa e outras celebrações de rádio e TV sejam momentos
fortes, geradores dessa comunhão participativa.
A comunicação grupal e popular já é bastante
vivida pela Igreja no Brasil. Importa tomar consciência do seu valor e da
necessidade de integrá-la no conjunto da Pastoral da Comunicação.
Um passo importante a ser dado é, sem
dúvida, a constituição e dinamização de Equipes Regionais de Comunicação,
marcando presença de Igreja nos meios de comunicação locais. Para que esta
presença seja adequada; os agentes de Pastoral precisam conhecer a importância
do uso dos meios de comunicação na evangelização hoje e convencer-se da
necessidade de se capacitarem para transmitir a mensagem dentro da linguagem
própria de cada instrumento.
ATIVIDADES PERMANENTES
1. Promover
a organização e/ou animação dos Setores Regionais, com a finalidade de integrar
sempre mais a Comunicação na Pastoral de Conjunto, colaborando na organização
das atividades nos vários níveis.
2. Fortalecer
e estimular no cumprimento de seus objetivos as Entidades de Comunicação (UCBC,
União Cristã Brasileira de Comunicação; UNDA, União de Radiodifusão Católica;
OCIC/BR, Organização Católica Internacional de Cinema e outras) e sua função na
irradiação do pensamento e da ação da Igreja.
3. Estimular
a conquista e o aproveitamento de espaços nos Meios de Comunicação, para uma
comunicação verdadeiramente libertadora, avaliando constantemente as produções
religiosas católicas, numa visão crítica dos conteúdos veiculados;
4. Estudar
meios para a retomada, divulgação e aplicação dos Documentos sobre comunicação
da Igreja no Brasil, na América Latina e universal.
5. Permanecer
em contato com associações de pesquisa, centros, agremiações e sindicatos
ligados à Comunicação, para um mútuo intercâmbio de informações e experiências,
engajando-os na ação libertadora e evangelizadora da Igreja no Brasil.
6. Manter
correspondência ativa com os Regionais e as Instituições de comunicação (UCBC,
UNDA, OCIC, UCLAP, DECOS e outras afins) no Brasil e no exterior.
7. Preparar
subsídios para o Dia Mundial da Comunicação, da Paz, bem como para as Campanhas
da Fraternidade, das Vocações, da Bíblia e das Missões.
8. Incentivar,
através de contatos freqüentes, os Meios de Comunicação para a divulgação dos
momentos fortes da atuação pastoral da Igreja no Brasil, como a Campanha da
Fraternidade, Dia Mundial das Comunicações, da Paz, Mês das Vocações, da
Bíblia, das Missões e outras, com o envio de subsídios adequados (artigos,
filmes, discos).
9. Estimular
a divulgação, em linguagem popular, dos documentos da Igreja, em boletins,
revistas, jornais, programas de rádio e de televisão.
10. Conferir
o prêmio "Margarida de Prata" ao melhor filme brasileiro do ano.
Encaminhar o estudo e a viabilidade de outorgar prêmios semelhantes nas demais
áreas de comunicação (teatro, rádio, televisão, imprensa, literatura e outros).
11. Continuar
promovendo a formação da consciência crítica diante dos Meios de Comunicação Social, em todos os níveis,
visando a superação da sociedade consumista.
12. Promover,
gradativamente, na comunidade eclesial, a consciência da realidade, importância
e implicações da informática e novas tecnologias na Pastoral.
3. Realizar
reuniões trimestrais com a Equipe de Reflexão, para um acompanhamento
sistemático das atividades e projetos do Setor, e motivar os Regionais para que
também constituam suas equipes, em nível regional, na área da Comunicação;
14. Levar
adiante as reuniões semestrais das Editoras Católicas e acompanhar a aplicação
das resoluções que eventualmente forem nelas tomadas.
15. Dar
continuidade aos encontros anuais de diretores de Jornais e Revistas Católicas,
a fim de que as publicações sempre mais se insiram nas Diretrizes Gerais da
Ação da Igreja no Brasil.
16. Participar
de encontros regionais, nacionais e internacionais promovidos por entidades
afins e que tenham relacionamento com o Setor de Comunicação.
1 7. Participar
em todo o processo de preparação e realização da Campanha da Fraternidade de
1989, colaborando na elaboração das diversas peças de reflexão e divulgação.
PROJETOS
PROJETO PE-6.1
PRESENÇA JUNTO ÀS ESCOLAS DE
COMUNICAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR CATÓLICO (IESCs)
A carência de comunicadores comprometidos com a transformação da
realidade numa visão eclesial e a exigência das próprias escolas de
Comunicação, que gostariam de ter um posicionamento pastoral mais claro de seu
papel, exigem que se leve as Faculdades Católicas de Comunicação a questionar
sua identidade e seu papel na formação de agentes de Pastoral e de lideranças
no Campo da Comunicação.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Contatos com a
ABESC e UCBC para um trabalho em conjunto. |
1987, 2º
semestre |
Linha 6: Setor
Comunicação Social. |
|
Pesquisa para
conhecer a realidade das Escolas de Comunicação. |
1988, 1º semestre |
|
|
Realização de um
Encontro com os diretores. |
Agosto, 2ª
quinzena. |
|
|
Possível
elaboração de diretrizes comuns. |
|
|
PROJETO PE-6.2
ENCONTRO NACIONAL COM OS RESPONSÁVEIS
REGIONAIS DOS MCS
O papel que a Comunicação tem na informação e difusão da ação pastoral
da Igreja hoje e a necessidade, sempre de novo expressa, de os regionais se
sentirem entrosados e unidos ao Nacional, aconselham o fortalecimento dos
Regionais através de incentivo mútuo e elaboração de pistas comuns de trabalho,
respeitadas as características locais.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Pesquisa para
levantar a realidade. Envio de pistas
de reflexão sobre os objetivos e coleta das respostas. |
1987, 2º
semestre |
Linha 6: Setor
Comunicação Social. |
|
Realização do
Encontro. |
1988, março 8 a 11. |
|
|
Acompanhamento e
avaliação da aplicação das conclusões. |
1988. |
|
PROJETO PE-6.3
CURSO PARA PROFESSORES DE COMUNICAÇÃO
NOS SEMINÁRIOS E INSTITUTOS DE FORMAÇÃO
Em muitos Seminários não se observa a norma
conciliar, solicitada também em Puebla e na publicação da Congregação para a
Educação Católica, em 1986. Orientações para a Formação dos Futuros Sacerdotes
acerca dos Instrumentos da Comunicação Social, por falta de pessoas
capacitadas. A necessidade de inserir a Comunicação no currículo teológico e a
importância da Comunicação na Pastoral de Conjunto urge a preparação de
elementos capacitados para aplicar o programa elaborado na etapa anterior
(85/86).
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Levantamento de
candidatos. |
1988, junho |
Linha 6: Setor
Comunicação Social com colaboração da Linha 1: Setor Vocação e Ministérios;
OSIB - PUC/MG. |
|
Realização do
Curso. |
1988, 1ª
quinzena. |
|
|
Acompanhamento
para a atualização constante de bibliografia. |
1987, 1988 |
|
PROJETO PE-6.4
REALIZAÇÃO DO 6º ENCONTRO NACIONAL DE
LITURGIA DE RÁDIO E TELEVISÃO:
APROFUNDAMENTO DO TEMA
"ASSEMBLÉIA
ELETRÔNICA, COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO"
A necessidade de dar continuação aos
Encontros anteriores, de estudar o fato das missas de Rádio e Televisão e
analisar até que ponto esse "fato" cria novas Assembléias Litúrgicas
e interfere na pastoral orgânica, o estudo das possibilidades de outras
Assembléias Eletrônicas que não sejam missa, justificam este Encontro.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Estudo, análise
e complementação, por peritos, do material do 5º Encontro. |
1988, abril. |
Linha 6: Setor
Comunicação Social. |
|
Elaboração de um
instrumento. |
1988, 1º
semestre |
Linha 4. |
|
Realização do
Encontro. |
1988, agosto. |
|
|
Acompanhamento e
avaliação da aplicação das conclusões. |
1988, 2º
semestre |
|
PROJETO PE-6.5
CURSO PARA PRODUTORES DE
ROTEIRO PARA VIDEOCASSETE
O Vídeo começa a desenvolver-se no Brasil com utilização na ação
pastoral. Algumas Instituições de Igreja possuem recursos técnicos para
produzir material de boa qualidade. Mas sente-se a falta de pessoas capacitadas
pastoral e profissionalmente para produzir os conteúdos em linguagem adequada
ao meio. Urge, portanto, capacitar produtores de roteiros que, a par do
conteúdo evangelizador, dêem também a forma à mensagem.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Levantamento de
candidatos. |
1987, 2º
semestre |
Linha 6: Setor
Comunicação Social do Sistema Salesiano de Vídeocomunicação. |
|
Realização do
Curso 1ª etapa. |
1987, novembro,
16 a 20. |
|
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Elaboração de
Roteiro sobre as Diretrizes por um grupo de cursistas. |
1987, dezembro e
1988, janeiro. |
|
|
2.ª etapa do
Curso. |
1988, 1º
semestre |
|
PROJETO PE-6.6
PESQUISA SOBRE PRESENÇA DA IGREJA
NOS
MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Para um trabalho mais objetivo e eficaz,
requer-se um conhecimento da realidade da comunicação na Igreja. Nesta
pesquisa, dois aspectos deverão ser considerados: a Igreja e os seus próprios
meios e a Igreja nos Meios que não lhe pertencem. Há necessidade de se fazer
esta pesquisa para uma ação mais integrada e objetiva neste campo, dando
prosseguimento ao levantamento feito pelo Setor em 1981.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Levantamento dos
dados e divulgação dos resultados. |
1987 1988. |
Linha 6, Setor
Comunicação Social, CERIS. |
SETOR EDUCAÇÃO
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Toda ação evangelizadora, enquanto converte a consciência pessoal e
coletiva das pessoas, sua atividade, seu meio concreto (cf. EN, 18) é
educativa. A educação
eclesial, no entanto, se concretiza, particularmente, seja na educação
da fé promovida de maneira sistemática
na catequese, seja
em outras formas de educação, que
visam colaborar nas tarefas da
promoção humana e cultural. To dos os cristãos são chamados a empregar seus
esforços na tarefa de criar a nova educação (cf. Med. 4,II,2) exigida para a
formação do homem novo, em vista da nova sociedade (cf. Puebla 1308).
Ao Setor Educação cabe animar a Pastoral da Educação, tendo presente
posições que decorrem das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, da
natureza da educação e dos apelos da realidade. Isto supõe a criação e/ou
dinamização de organismos regionais e diocesanos de Coordenação da Pastoral da
Educação.
Em estreita relação com os demais setores da CNBB, a Pastoral da
Educação tentará criar condições para que, nas diversas situações e
instituições de educação, se concretizem todas as dimensões da vida eclesial.
Neste sentido, deverão continuar recebendo especial atenção: o acompanhamento
da pastoral do educador leigo, o apoio à formação de assessores de pastoral da
juventude, o desenvolvimento de uma pastoral vocacional nas instituições
escolares, a reflexão sobre a dimensão pedagógico-educativa das CEBs, dos
movimentos populares e associativos, a irradiação da pastoral das escolas para
a Pastoral da família, a inclusão da dimensão do trabalho no próprio processo
educativo-escolar.
A pastoral da Educação contribui para que o processo educativo, visando
a promoção das pessoas - a pessoa toda e todas as pessoas - seja, ao mesmo
tempo, expressão de um compromisso real com a formação de "homens
novos", evangelicamente críticos e criativos, com espírito fraterno e
compromisso social, capazes de encontrar alternativas para uma nova sociedade
(cf. Puebla 1308).
A atuação do Setor incentiva e favorece uma educação
libertadora-evangelizadora em todas as situações. Tal educação se realiza a
partir da análise - iluminada pela fé - do próprio fenômeno educativo, dentro
do contexto sócio-político-econômico, em que ele se processa e não a partir de
uma visão idealista que pouco compromete. P preciso ter presente o engodo que
representa uma preocupação puramente técnico-pedagógica, desvinculada da
dimensão sócio-política da educação.
A educação libertadora evangelizadora desafia os conteúdos, as
metodologias, as relações educativas, o educador e as instituições, exigindo a
revisão de práticas educativas que, por vezes, favorecem as desigualdades
sociais, a eliminação dos mais pobres, reforçando o individualismo, a
competição e o próprio sistema injusto que se denuncia verbalmente.
A opção pelos pobres, ao mesmo tempo em que canaliza recursos e esforços
para a educação das classes populares, exige uma pedagogia evangélica
libertadora para todos os setores da sociedade. E a partir da causa dos pobres
e de seu projeto histórico que deve ser constantemente repensado o processo
educativo, tanto na educação formal como na educação não formal.
A própria maneira de encaminhar e realizar a ação na Pastoral Educativa
deve ser um constante "questionamento crítico e construtivo" do
sistema educacional vigente (cf. Puebla
440).
"Ser educador, hoje, exige contínua disponibilidade e abertura às
novas situações. Quem se propõe a tarefa de educar deve educar-se, também,
continuamente, a si mesmo" (Mensagem do Santo Padre aos participantes do
XI Congresso da AEC, 1983). Nesta perspectiva, impõe-se a formação permanente
do educador e a valorização dos movimentos e grupos de leigos educadores.
As atividades permanentes abaixo previstas constituem estratégias de
ação, visando possibilitar estimulo e assessoria a atividades e projetos de
nível regional, facilitando ou reforçando a organização e atuação da
Coordenação Regional do Setor.
Os projetos dizem respeito a situações específicas que requerem atuação
especial do Setor Educação da CNBB, neste biênio.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Manter
ligação com a AEC, ABESC, MEB e outras entidades de Igreja, de cunho nacional,
que atuem no campo da educação, visando uma ação conjunta na dinamização da
Pastoral da Educação.
- Promover
a reflexão sobre a dimensão pastoral da educação e sobre a dimensão educativa
de toda a pastoral, divulgando o Documento de Estudos da CNBB: "Para uma
Pastoral da Educação" e assessorando encontros regionais ou
inter-regionais com uma proposta de "reflexão-ação" em torno do tema.
- Incentivar
e assessorar a criação e/ou o fortalecimento de organismos de coordenação da
Pastoral da Educação nos Secretariados Regionais da CNBB e favorecer o
intercâmbio entre esses organismos.
- Incentivar
a articulação de centros, movimentos, instituições e associações de educação
católica com a Pastoral Orgânica e com instituições similares de outras Igrejas
e da sociedade civil.
- Colaborar
na dinamização da Pastoral do Leigo Educador, sua formação cristã, seu
comprometimento como agente da Pastoral da Educação, presença da Igreja nas
instituições de ensino, sua organização em nível regional e nacional e sua
articulação com o Conselho Nacional de Leigos.
- Desenvolver,
com a AEC, um programa de assessoramento à transformação curricular, à revisão
das estruturas de poder e econômicas das escolas católicas e à busca de novas
estruturas participativas e de novas formas de manutenção das mesmas, em vista
da educação na e para a justiça (opção pelos pobres).
- Criar
condições para que se efetue uma presença evangelizadora, através de educadores
leigos e de escolas católicas no trabalho educativo das escolas mantidas pelos
poderes públicos, na linha da reflexão, animação e disponibilidade de recursos.
- Promover
iniciativas em vista da Pastoral da e na Universidade, e colaborar com a ABESC
para "desencadear um processo de reflexão e formação de agentes educativos
e de revisão da ação das IESCs, em ordem a um Projeto Educativo que encarne a
missão evangelizadora à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no
Brasil" (Conclusão do Seminário Nacional CNBB-AEC).
- Acompanhar iniciativas
no campo da educação popular, especialmente formas alternativas de educação de
crianças e jovens, e promover a articulação dessas iniciativas com a educação
formal convencional, em nível de reflexão e de ação.
- Avaliar
as iniciativas de educação popular da Igreja, em especial do MEB, colaborando
no processo avaliatório, sempre que solicitado.
- Acompanhar
criticamente a elaboração da nova Constituição e das leis complementares, no
que diz respeito à educação.
- Oferecer
aos Regionais, particularmente através da AEC, condições para assessorar e
dinamizar as Campanhas da CNBB, em especial a CF e as Promoções Vocacionais e
Missionárias nas escolas e nos movimentos de educação.
- Promover
atividades conjuntas com outros setores e dimensões da CNBB, em especial com a
Catequese, a Juventude, os Leigos, a Família, a Comunicação Social e as
Estruturas de Igreja.
- Entrosar-se
com a CRB, sobretudo em aspectos relacionados com a Educação;
- Manter
contato e colaborar com organismos de educação em nível nacional e
internacional, particularmente com a Sagrada Congregação para as Escolas
Católicas e com o Departamento de Educação Católica do CELAM.
- Participar
de encontros que interessam diretamente ao Setor.
PROJETOS
PROJETO PE-6.7
IGREJA - CONSTITUIÇÃO DIRETRIZES
BÁSICAS DA EDUCAÇÃO
A Educação brasileira passa por um dos
momentos mais ricos e, ao mesmo tempo, mais conturbados de sua história. A
elaboração da nova Constituição Nacional deverá seguir-se a promulgação de leis
complementares. O Setor Educação deverá concentrar sua atenção no
acompanhamento desse processo, que afetará toda a atuação da Igreja no campo da
educação, seja nas suas escolas próprias, seja nas escolas da rede oficial. As
questões básicas afetam todas as escolas vinculadas à Igreja, ainda que as
manifestações dos problemas sejam diferenciados para as escolas de 1º a 2º
Graus e para as Universidades ou Escolas Superiores Católicas.
Por isso, se propõe uma atuação conjunta com
programações diferenciadas para o tratamento de problemas específicos.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Acompanhamento
da Constituinte no tema Educação e contatos permanentes com os Constituintes. |
1987, 1988. |
Linha 6: Setor
educação, AEC/ABESC. |
|
Elaboração de
proposta específica e encaminhamento de emenda popular; Seminário Nacional. |
1987, 1º
semestre |
AEC, Linha 6:
Setor Educação. |
|
Encontro de
grupo de trabalho de Bispos, Reitores e representantes da AEC e AHESC. |
1987, dezembro,
14 a 15. |
Linha 6: Setor
Educação, AEC/ABESC. |
|
Encontro
Nacional de responsáveis por Escolas Católicas (1º e 2º Graus), com Bispos e
Provinciais, para estudo da nova Constituição e encaminhamento de novas
ações. |
1988, após
divulgação da nova Constituição |
Linha 6: Setor
Educação, AEC/ABESC. |
PROJETO PE-6.8
PASTORAL ORGÂNICA E PASTORAL DA
EDUCAÇÃO
A caminhada da Pastoral da Educação já é uma
realidade em número significativo de Dioceses. Muitas delas já contam com um
organismo específico na sua organização pastoral para a pastoral da Educação
(diferente e mais abrangente que o grupo de apoio ao ensino religioso nas
escolas públicas). Sente-se, porém, que tal caminhada deve ser mais fortalecida.
A necessidade de maior cultivo do
professorado católico, quer atue em escolas públicas ou em escolas católicas ou
outras, é inegável. Por outro lado, é preciso dar continuidade aos trabalhos
desenvolvidos em todo o Brasil através de seminários e vários encontros, e que
resultaram na publicação do Livro "Para Uma Pastoral da Educação", na
coleção de Estudos da CNBB, n.0 41. Há necessidade de criar e fortalecer uma
consciência cada vez mais viva, do significado e papel da Pastoral da Educação,
na Missão Evangélica da Igreja. O Seminário Nacional, com representantes dos
vários Regionais da CNBB e da AEC, propõe-se a dar continuidade a esse
trabalho.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Seminário
Nacional com representantes dos Regionais da CNBB e das Seções da AEC e
Bispos responsáveis pela Educação nos Regionais. |
1988,2º semestre |
Linha 6: Setor
Educação AEC/ABESC. |
|
Elaboração de
subsídios de apoio para incentivar o estudo e aplicação do Livro "Por
Uma Pastoral da Educação". |
1988. |
Linha 6: Setor
Educação, AEC. |
|
Apoio à criação
de Organismos de Pastoral da Educação nas Dioceses que solicitarem em todos
os Regionais da CNBB. |
1988 |
Linha 6: Setor
educação AEC. |
PROJETO PE-6.9
DESENCADEAR UM PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO
DOS PAIS EM VISTA DA EDUCAÇÃO FORMAL DE
SEUS FILHOS
Torna-se necessário realizar um trabalho de conscientização e de
aglutinação dos pais de alunos que estudam nas escolas católicas. São eles os
primeiros interessados na defesa do pluralismo na educação. Da mesma forma, é a
eles que cabe defender a igualdade de condições de acesso ao ensino fundamental
para todos os brasileiros, assim como a liberdade de a escola confessional
poder estabelecer seus objetivos, metodologia, organização, conforme sua
própria especificidade.
Por outro lado,
cabe aos pais, cujos filhos estudam na escola pública, organizar-se para
defender a qualidade da educação e a eficiência do trabalho pedagógico destas
escolas.
Num primeiro
momento, o projeto pretende fazer um levantamento dos movimentos e organizações
já existentes nos diversos níveis e nas várias regiões do Brasil e estabelecer
um primeiro contato com os grupos ou associações já em atuação. Posteriormente,
poderá pensar-se na organização de algum tipo de encontro Nacional, regional
e/ou nacional.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Levantamento
junto às Dioceses, Seções da AEC, Núcleos, Associações,
movimentos e escolas. Primeiros passos de contato com os responsáveis, em
vista de uma articulação maior nos vários níveis. |
1988 |
LINHA 6 Setor Educação
AEC. |
PROJETO PE-6.10
ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS
CATÓLICAS
DE 1º E 2º GRAUS
Como conseqüência de promoções já realizadas em Planos anteriores, em
conjunto com a AEC, foi criado um grupo de coordenação e articulação de
atividades sobre o ensino religioso na escola católica. Neste biênio será
promovido o 2º Encontro Nacional de responsáveis estaduais pela dinamização do
ensino religioso na escola católica e, com a colaboração das bases, será
elaborado subsídio específico.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro
Nacional de responsáveis regionais capazes de dinamizar um trabalho conjunto
nas escolas católicas. |
1987, julho, 1º
semestre |
Linha 6: Setor
Educação AEC, Linha 3 |
|
Elaboração de
texto de trabalho como subsídio sobre o tema. |
1988 |
AEC, Linha 6:
Setor Educação |
· MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE (MEB)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Como conclusão de um longo processo de auto-avaliação, em vários níveis
e através de numerosos estudos, questionários e encontros, o MEB realizou um
Encontro Nacional, em Outubro de 1986. Participaram deste encontro quase todos
os Bispos de área MEB, todos os Coordenadores das 31 equipes de base que atuam
em 26 Dioceses do Norte, Nordeste e Extremo Oeste e os membros da Equipe
Nacional. Nesse Encontro, foram definidas algumas diretrizes básicas que
deverão nortear, a partir de agora, toda a ação do MEB.
O MEB define-se como instrumento da Igreja a serviço da educação popular
nos meios rurais e nas periferias urbanas. Toda sua ação, portanto, deverá ser
marcada pelo Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e deverá
inserir-se na pastoral da Igreja local. Preservando sua identidade de movimento
de educação popular, com características próprias, o MEB deverá articular-se
com outros grupos que atuam na mesma região. Deverá manter sua vocação
especifica de ser movimento (que não pode ficar estagnado), de ser educacional
(onde a preocupação básica é caminhar junto com o povo, em busca de uma
crescente compreensão da realidade e da apropriação dos instrumentos
necessários para agir na realidade de maneira madura e com plena consciência de
cidadania), e de ser base (agindo nas áreas carentes, onde há falta de outros
serviços, junto às populações pobres e com uma vocação prioritária para as
zonas rurais).
O MEB procura fazer um trabalho de educação popular dentro de uma
perspectiva de transformação social que respeita o ritmo do povo como
"agente de seu próprio crescimento". Ao mesmo tempo, as equipes do
MEB procuram atuar como serviço de apoio educacional que oferece subsídios a
articulação dos movimentos e organizações populares.
Através de um trabalho educativo, o MEB quer colaborar para que as
camadas populares adquiram um nível maior de conhecimento do mundo que as
cerca, procurando uma interação de viver, produzir e se relacionar, na
tentativa de construir um projeto social que atenda aos interesses de toda a
população e não apenas de alguns grupos privilegiados.
O MEB propõe-se também oferecer assessoria, cursos, treinamentos,
encontros às comunidades, organizações e movimentos populares, visando a
análise, reflexão sobre a realidade e solução das dificuldades por eles
encontradas.
A metodologia de ação do MEB supõe um primeiro passo de acompanhamento e
observação para levantar as características da comunidade ou movimento a ser
acompanhado, abrindo espaços para que os membros da própria comunidade ou
movimento possam refletir sobre sua realidade e assumir, desde o início, as
rédeas do processo.
Neste processo, as atividades de educação popular se dão em situações
determinadas e serão mais ou menos formais, de acordo com as necessidades
detectadas. Assim, por exemplo, um curso de alfabetização nunca poderá ser
"implantado" por decisão externa à comunidade e só como necessidade
sentida pelos próprios interessados.
A educação popular concretiza-se em atividades em torno de situações
concretas, por exemplo, de saúde, de conflitos de terra; de necessidades que
surgem em torno da organização sindical ou mesmo partidária, de problemas
relacionados com a produção ou a distribuição do produto do trabalho.
ATIVIDADES PERMANENTES
As atividades do MEB junto às comunidades, movimentos e organizações
populares, são delineadas segundo as necessidades locais, respeitando o ritmo
do povo e, ao mesmo tempo, tentando abrir novos e mais amplos horizontes e
contribuir para a articulação em níveis cada vez mais amplos (associações,
movimentos, organizações populares). As equipes locais do MEB atuam
principalmente através de:
- cursos
como sindicalismo, organização comunitária, técnicas alternativas de produção e
comercialização agrícola, educação para a saúde, educação política, formação de
lideranças, alfabetização conscientizadora e integrada na caminhada comunitária
e do movimento popular
- assessoria
a movimentos populares, meninos de rua, trabalhadores sem terra, movimentos de
mulheres, de saúde
- assessoria
a organizações populares como sindicatos e grupos de cultura
- feiras industriais
comunitárias e formas alternativas de produção e distribuição dos benefícios do
trabalho.
Isto não significa que cada departamento desenvolva todas as atividades
elencadas. De acordo com a realidade local e as condições de cada equipe e
contando com a assessoria da equipe nacional, cada departamento do MEB deverá
especializar-se progressivamente nas atividades mais necessárias na região.
A equipe nacional deve acompanhar e assessorar pedagogicamente os
departamentos; promover cursos, treinamentos e encontros com os agentes do MEB
e com a colaboração de especialistas em questões especificas, quando
necessário, oferecer subsídios pedagógicos para os agentes do MEB e para outros
agentes de educação popular.
Destacamos, a seguir, alguns projetos mais amplos previstos para o
biênio 87/88 e que referem a prioridade maior estabelecida no Encontro Nacional
do MEB, em outubro de 1986: "intensificar, por todos os meios, a formação
dos agentes do MEB, oferecendo também esse serviço a Outros agentes. de
"educação popular":
- Cursos inter-regionais de formação de
agentes de educação popular na área de saúde popular (três cursos em 1987 e
três em 1988).
- Cursos inter-regionais de formação de
agentes de educação popular na área de alfabetização conscientizadora (três
cursos em 1987 e três em 1988).
- Cursos inter-regionais de formação de
agentes de educação popular na área de sindicato e conflitos de terra (seis
cursos em 1987 e seis em 1988).
- Cursos inter-regionais de formação de
agentes de educação popular na área de rádio e meios de comunicação popular
(dois cursos em 1988).
Dois anos depois da realização do primeiro encontro, e depois de
introduzidas as mudanças de rumo assumidas no mesmo, torna-se necessário reunir
novamente os Bispos de área MEB com todos os coordenadores de equipes locais e
a equipe nacional para traçar os próximos passos da entidade. Assim, no 2º
semestre de 1988 deverá realizar-se o novo Encontro Nacional do MEB, com a
participação do Setor Educação da CNBB e de outros organismos e Entidades.
SETOR PASTORAL SOCIAL
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
O objetivo e as diretrizes gerais da CNBB inspiram o programa específico
de atividades do Setor Pastoral Social. Esse programa visa colaborar com todas
as demais dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à
transformação social, econômica, política e cultural pela qual passa o povo
brasileiro, atentas e atuantes para que essa transformação se realize com a
participação solidária de todos, objetivando a libertação integral do homem e a
construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus.
O Setor Pastoral Social procurará evitar paralelismos entre
evangelização, promoção humana e ação organizadora para a transformação de
estruturas. O referencial supremo no qual vai buscar essa unidade é Cristo e
seu Evangelho, a cuja luz toda a análise da realidade, reflexão e ação serão,
efetuadas, verá também nas CEBs um exemplo dessa unidade entre fé e vida,
oração e ação.
Como procedimento metodológico, tratará
inicialmente de obter uma compreensão adequada e critica da realidade de modo a
permitir a formação de um julgamento ético sobre a situação e a formulação de
linhas de ação. Seguindo esse procedimento, a CNBB tem elaborado, com
significativa colaboração do Setor Pastoral Social, documentos e estudos tais
como sobre o solo urbano e rural, a situação econômica, política e social,
principalmente do Nordeste. Essa forma de procedimento tem a vantagem de deixar
o discurso genérico e partir para o discernimento das situações e a orientação
para ações concretas, à luz da fé. Outro aspecto positivo desse modo de elaborar
e propor suas reflexões é que sua palavra passa a interessar amplos setores da
população, pouco identificados com outros aspectos da vida da Igreja.
O Setor Pastoral Social procurará dinamizar e ampliar suas atividades
através da criação de espaços para o encontro de pessoas e instituições
interessadas em participar num processo de análise e reflexão global e
continuada sobre o que se poderia chamar de "a sociedade que
queremos". Além de se tratar de algo importante para a vida da Igreja e do
País, isso viria responder a uma necessidade sentida por muitos construtores da
sociedade nova e pluralista. Um desafio para o qual aqui se deve encontrar uma
resposta é de como manter esse processo articulado com os movimentos populares
e de como divulgar os resultados desta reflexão.
Incentivará ainda a formação de pessoas que revelam dons de liderança.
Busca-se uma formação mais continuada, mais exigente, tanto em colocar questões
teóricas como na atuação prática. Enfim, uma formação que siga um método
progressivo e grupal. Grande parte dos líderes de boa formação cristã no campo
social foram formados há 20 e mais anos, através da Ação Católica
especializada. A criação de movimentos de formação cristã para o campo social,
de acordo com o meio em que se encontram os jovens, parece uma urgente
necessidade apostólica da Igreja no Brasil.
Muitas pessoas e recursos da Igreja se encontram investidos nas
"obras sociais" da Igreja, das quais o Centro de Estatística
Religiosa e Investigações Sociais (CERIS) fez um levantamento nacional. É
importante continuar explorando esse material com o intuito de introduzir um
processo de renovação dessas obras, principalmente mediante uma maior
participação de sua clientela e uma viva motivação dos agentes, a partir de
Cristo e do seu Evangelho.
Nesse campo, há muito ainda por fazer, tendo em vista a falta de
oportunidade de maior participação do povo, a mentalidade paternalista dos
agentes e a desarticulação das obras sociais da pastoral em geral.
O Setor Pastoral Social atua através de vários organismos que fazem
parte da sua estrutura, mas que têm vida e dinamismo próprios. Maior
articulação entre esses organismos é importante. O Setor Pastoral Social quer
ser um espaço onde isso possa acontecer, bem como quer também abrir-se para
articulações com outros organismos, com objetivos afins. Procurar-se-ão formas
para colocar em prática esse objetivo, e isso com a criatividade e participação
de todos esses organismos que já compõem o Setor Pastoral Social. Espera-se,
com esse esforço, chegar a aperfeiçoar os métodos de trabalho de cada
organismo, a pro mover ações verdadeiramente conjuntas e a elaborar um
atualizado conceito de pastoral social que sirva de plataforma comum para a
ação de todo o setor e da Igreja em geral.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Analisar a problemática
nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os
resultados dessa análise.
- Analisar e avaliar a
pastoral da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação.
- Estudar e divulgar o
ensino social da Igreja universal e também das Igrejas particulares,
principalmente da América Latina, Estados Unidos e Canadá.
- Apoiar iniciativas de
Pastoral Social da Igreja, em nível regional e diocesano.
- Apoiar grupos e
movimentos de Pastoral Social, sobretudo de caráter popular e voltados para a
defesa dos interesses das classes mais necessitadas.
- Oferecer uma formação
social e agentes de pastoral, preferencialmente àqueles que estão a serviço das
CEBs.
- Apoiar sistematicamente
as pastorais de setores mais marginalizados da população: camponeses, peões,
bóia-frias, marítimos e pescadores, mulher marginalizada, doentes, idosos,
menores abandonados, encarcerados etc.
- Prestar assistência
jurídica a pessoas enquadradas na lei de Segurança Nacional, vítimas de violência
policial, estrangeiros em situação irregular no País, bem como a casos
exemplares de conflitos em áreas urbanas e rurais.
- Propiciar a
possibilidade de uma análise e reflexão conjunta diante dos desafios e
interesses comuns que surgem no campo social, em particular nesta fase de
transição política.
- No atual biênio, a
Linha 6 - Setor Pastoral Social, deverá dedicar especial atenção à preparação
da visita do Papa, inclusive tentando estabelecer quais os grupos humanos e os
locais que poderiam ser visitados pelo Papa.
PROJETOS
1. Projetos de conjunto do setor
PROJETO PE-6.11
A IGREJA E O MOVIMENTO SINDICAL
O apoio da Igreja a organização e ação dos
Sindicatos autênticos requer critérios e diretrizes comuns de todos os
organismos que atuam nesta área.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro para
análise, avaliação da realidade sindical, bem como para uma autocrítica de
sua ação e busca de pistas de ação e interação dos vários organismos da Linha
6 que atuam nesta área. |
1987, outubro,
24 a 25 |
Linha 6:
Pastoral Social |
PROJETO PE-6.12
ENCONTRO DOS BISPOS RESPONSÁVEIS
PELA
PASTORAL SOCIAL E SEUS RESPECTIVOS
ASSESSORES, NOS REGIONAIS
Durante o período, o Setor da Pastoral da
Linha 6 fez um grande esforço no sentido de promover a Pastoral Social em todos
os Regionais da CNBB. Não realizou nenhum encontro com as Coordenações dessa
Pastoral durante esse período. Isso agora se impõe como uma necessidade.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro dos
Bispos da Pastoral para levantar as dificuldades e dúvidas, bem como buscar
linha comum de pensar e de agir. |
1988, junho, 14
a 16. |
Linha 6:
Pastoral Social. |
PROJETO PE-6.13
FORMAÇÃO DOS AGENTES DA PASTORAL SOCIAL
A formação dos agentes da Pastoral Social,
dentro dos objetivos comuns e dentro dos temas básicos da Doutrina Social da
Igreja, e Diretrizes da CNBB e práticas concretas de ação.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro dos
Organismos da Pastoral Social que atuam na formação de agentes. |
1988, 2º
semestre |
Linha 6:
Pastoral Social |
2. Atividades
dos organismos do setor
· CARITAS
BRASILEIRA
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Nas últimas Assembléias da Cantas Brasileira
~m dos pontos mais debatidos e refletidos foi a necessidade de mudanças na
linha de trabalho da entidade, estabelecendo, para isso, prioridades que
deveriam ter como objetivo: sintonizar os serviços da entidade com as reais
necessidades do povo pobre e oprimido.
A Cantas Brasileira reafirma, pois, sua vocação permanente na animação e
articulação da Pastoral Social na comunidade eclesial, para a vivência e o
testemunho da Caridade Libertadora, descobrindo as causas estruturais e
conjunturais da exploração e opressão.
ATIVIDADES
PERMANENTES
A Caritas Brasileira, através do
Secretariado Nacional e dos seus Regionais, mantém como atividades permanentes
de sua atuação:
- Assessoria
de formação e capacitação de agentes de Pastoral Social.
- Divulgação
de calendário nacional de cursos e encontros relativos à Pastoral Social.
- Treinamento
e atualização de assessores para a Pastoral Social.
- Assessoria,
apoio e acompanhamento aos projetos alternativos de trabalhos que fortaleçam as
organizações comunitárias.
- Realização
de seminários sobre projetos alternativos.
- Assessoria
permanente para o atendimento às situações de emergência, naturais e
político-sociais.
- Contatos
e ligação com órgãos públicos e outras entidades afins relacionadas com
emergências.
- Elaboração
de informes sobre situações de emergência; preparação e distribuição de
subsídios de orientações para as situações de emergência.
- Articulação
com entidades e organismos que militam na promoção e reflexão sobre a Reforma
Agrária, educação política e organização sindical.
- Acompanhamento
e apoio aos movimentos de reivindicações, denúncia, resistência e solidariedade
aos pobres e oprimidos.
- Integração
e articulação com os Organismos da Linha 6 da CNBB, em todos os níveis.
- Assessoria
e participação em cursos, encontros, seminários e simpósios sobre a Pastoral
Social.
- Preparação
de subsídios e estudos relativos à Pastoral Social.
- Publicação
de boletins informativos e de relatórios de atividades.
· INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO
(IBRADES)
ORIENTAÇÕES
PARA A AÇÃO
A finalidade do IBRADES é ajudar a Igreja a
desenvolver e reforçar a dimensão social de sua ação pastoral, mediante a
assessoria e a formação de agentes pastorais e de lideranças leigas na área
social. Deste modo, o IBRADES espera contribuir para a construção de uma
sociedade mais justa, participativa e fraterna, na qual as exigências sociais da
fé encontrem a sua expressão concreta nas estruturas sócio-econômicas e
políticas, na cultura, no modo de ser e proceder da nossa sociedade. Nesse
contexto, as necessidades e aspirações das camadas mais pobres e injustiçadas,
que são hoje a maioria da população, constituem um ponto essencial de
referência para o trabalho do IBRADES.
ATIVIDADES PERMANENTES
Para atingir os seus objetivos, o IBRADES e o Centro João XXIII, ao qual
a direção e administração do IBRADES estão confiadas, desenvolvem uma série de
atividades, das quais a principal é a análise da realidade à luz da fé e do
ensinamento social da Igreja. Esta análise, conjuntural e estrutural ao mesmo
tempo, tenta combinar objetivos de curto, médio e longo prazo e chegar até os
valores que condicionam tanto as estruturas, quanto o comportamento individual
e coletivo.
Além do estudo e da pesquisa, a realização
de Seminários para peritos sobre temas de atualidade (3 ou 4 por ano),
contribuem para enriquecer essa análise. A reflexão e o estudo também alimentam
o trabalho de formação que o IBRADES realiza mediante Cursos Breves, de 3 a 5
dias de duração (10 a 12 por ano), um Curso longo de 3 meses (nos anos pares) e
outros Cursos e Seminários, de curta duração, destinados a lideranças ou
"agentes multiplicadores", tanto leigos como clérigos e religiosos.
O IBRADES divulga os resultados dos seus
estudos, pesquisas e Seminários, mediante numerosas publicações: livros e
artigos. Em colaboração com o Centro de Estudos Superiores da Companhia de
Jesus, de Belo Horizonte, publica a Revista "Síntese". As assessorias
também são parte integrante do trabalho do Instituto assessorias tanto a
movimentos e organizações populares, quanto às pastorais especializadas da CNBB
e a entidades engajadas na área social.
O IBRADES também se beneficia das atividades de promoção humana e social
que o Centro João XXIII realiza nas favelas do Rio de Janeiro, mediante a
animação e o acompanhamento dos movimentos populares, de suas atividades e
projetos, e a organização de Encontros Populares (4 ou 5 por ano), reunindo
lideranças e representantes das populações faveladas.
PROJETOS
Entre os projetos promovidos pelo IBRADES no atual biênio, destacam-se
os seguintes:
- um
curso de reciclagem para ex-alunos do IBRADES e outros agentes de pastoral, com
duração de 12 dias (2º semestre - 1987);
- um curso longo, com
duração de três meses (1º semestre); 1988);
- dez cursos por ano, em
diversas regiões do país, com duração de 3 a cinco dias;
- um curso de dois meses
de duração para agentes de pastoral e lideranças leigas, a ser realizado em
Santarém, PA, no 1º semestre de 1987);
- um curso de 12 dias de
duração para lideranças do Movimento dos Sem-Terra, no Rio de Janeiro, 2º
semestre de 1987;
- três
seminários por ano para peritos, lideranças religiosas e leigas, representantes
dos Regionais da CNBB e de pastorais especializadas e cientistas convidados,
abordando temas como: PASTORAL URBANA, MOVIMENTOS SOCIAIS RURAIS E CRISTÃOS E A
POLÍTICA;
- incluídos num grande
projeto, intitulado "reflexão", estudo e debate interdisciplinar
sobre os valores em jogo na sociedade brasileira contemporânea, estão incluídas
algumas linhas de pesquisa e seminários especializados, tais como:
· pesquisa
sobre "Família e Valores: alterações e permanência"
· seminário
sobre "Paradigmas emergentes na crise de valores da sociedade
contemporânea"
· seminário
sobre "Religião e Sociedade nos últimos 20 anos"
· grupo
interdisciplinar de reflexão sobre valores na esfera social.
- O IBRADES oferece,
ainda, assessoria e acompanhamento a grupos, movimentos e organismos
especializados, tais como: Associações de Moradores, Movimentos Populares,
Movimento Operário e Sindical, Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa
etc.
· CENTRO DE ESTATÍSTICA RELIGIOSA E
INVESTIGAÇÕES SOCIAIS (CERIS)
O CERIS, organismo ligado à Linha 6, Setor Pastoral Social, propõe-se,
nos anos de 87 e 88, as seguintes ativi dades permanentes, que se
operacionalizam em dezenas de pequenos projetos, planejados e executados
conforme as circunstâncias o exigirem.
- Apoiar
e assessorar iniciativas e experiências de trabalho social na área e periferia
das cidades.
Atendimento à necessidade de colocar em comunicação, através do
deslocamento de pessoas, grupos de base em diferentes estágios de
desenvolvimento para melhor domínio e conhecimento das atividades a que se
propõe e oferecimento aos grupos locais de meios de capacitação e formação de
seus membros, através de encontros, trocas de experiências e estudos com
assessoria técnica.
- Estimular atividades
locais de promoção social através de um diálogo crítico com grupos de base.
A existência de um fundo de apoio a pequenos
projetos não significa um simples repasse de dinheiro, mas buscar, através da
ajuda financeira, o suscitar de uma vivência de solidariedade e participação de
todos no encontro de soluções para problemas comuns.
- Analisar
projetos de trabalho social encaminhados a organizações de ajuda externa, tendo
em vista uma integração com as linhas de atuação da Igreja no Brasil.
Necessidade de oferecer, a quem recorre à
ajuda externa, uma assessoria tanto técnica, na elaboração de seus projetos,
quanto questionadora da solução encontrada e para a qual se pede apoio não
local e, portanto, externo.
- Realizar
pesquisas integradas para grupos locais que buscam conhecer sua realidade.
Trata-se de assessoria de quem, com
conhecimentos e práticas de pesquisas e levantamento de dados, propõe-se a
oferecer um serviço não acadêmico mas participativo na área de conhecimento da
realidade, fazendo da coleta de informações e do seu aproveitamento uma
atividade de todos.
- Avaliar projetos
realizados no campo social, em nível diocesano.
Obras sociais, grupos locais e movimentos
que atuam na área social, muitas vezes precisam de uma avaliação do caminho
andado, dos objetivos procurados, alcançados ou não, dos meios e recursos
colocados à sua disposição.
- Acompanhar projetos em curso no campo
social, em nível diocesano.
Obras sociais, grupos locais e movimentos
que atuam no campo social, muitas vezes necessitam de um acompanhamento e
assessoria na busca de seus objetivos. Esta atividade dispõem-se a oferecer uma
ajuda com pessoas qualificadas na área técnica e de ciências humanas.
- Assessorar
organizações católicas de ajuda na determinação e inventariação de critérios
prioritários de apoio a projetos sociais, em conformidade com as linhas de ação
da Igreja no Brasil.
Trata-se de um serviço tantas vezes já procurado pelas organizações de
ajuda externa que, distantes dos problemas vividos pelo solicitante, premidos pelo
aumento dos pedidos e limitação dos recursos disponíveis, precisam de uma
escala de prioridade para as suas decisões.
· COMISSÃO
PASTORAL DA TERRA (CPT)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A 6ª Assembléia Nacional da Comissão
Pastoral da Terra (CPT), em agosto de 1987, avaliou criticamente e celebrou na
fé e na esperança, a gravíssima situação vi vida pelo homem do campo.
Reconheceu a clara negativa da Reforma
Agrária por parte do governo e que os trabalhadores rurais, na sua busca
legítima de terra, são atingidos por uma violência sempre impune e crescente em
número, crueldade e seletividade.
Constatou, por outro lado, o avanço das
organizações autônomas dos trabalhadores, bem como seus apelos à pró pria CPT.
E decidiu pelas seguintes linhas de ação:
- Em relação ao modo de ser Igreja:
Testemunhar e alimentar a fé e a mística
cristã junto aos trabalhadores rurais em suas lutas em vista da construção do
Reino de Deus.
- Em relação à formação:
Intensificar a formação de agentes de
pastoral e trabalhadores rurais para o avanço de suas organizações.
- Em relação à organização dos
trabalhadores:
Incentivar e fortalecer as organizações e
movimentos dos trabalhadores rurais, em
vista de sua autonomia e sua articulação com os trabalhadores urbanos e
os povos indígenas.
- Em relação ao sindicalismo:
Apoiar o movimento sindical combativo,
visando um sindicalismo democrático e participativo.
- Em relação à organização política:
Estimular a participação política dos
trabalhadores rurais e apoiar criticamente a construção do seu projeto
político.
- Em relação à situação de violência:
Denunciar e condenar a omissão do Estado com
relação à violência das forças policiais e paramilitares, apoiando a
mobilização das comunidades contra a violência, na legitima defesa da vida dos
trabalhadores.
PROJETOS
- Dois cursos por ano para a formação de
agentes da CPT em nível nacional.
A duração do curso será de um mês e se desenvolverá em três etapas (uma
por ano).
- Confecção de textos de estudo e reflexão
em nível pastoral-bíblico, sindical e político.
- Atividades conjuntas:
a) com a Campanha Nacional da Reforma Agrária:
- coleta de assinaturas
para os projetos populares de Reforma Agrária;
- divulgação da campanha
contra a violência.
b) com as pastorais afins (Linha 1 e Linha 6):
- estudo de situações
conjunturais.
- Assessoria e acompanhamento dos Regionais
para Assembléias e cursos de formação locais.
COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ (CJP/BR)
3. Pastorais relacionadas com o setor pastoral social, algumas já
organizadas e outras em organização
-
Pastoral Operária
-
Pastoral da Saúde
-
Pastoral do Menor
-
Pastoral dos Migrantes
-
Pastoral Carcerária
-
Pastoral da Mulher Marginalizada Pastoral dos Pescadores e Marítimos
(Apostolado do Mar)
-
Pastoral dos Ciganos
-
Pastoral da Criança
B - SITUAÇÕES PASTORAIS
PROGRAMA 7
PASTORAL DA JUVENTUDE
(PE-7)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
1. Formação Integral
A evangelização dos jovens terá sucesso à medida que responda
globalmente às necessidades e aspirações dos mesmos. Por isso, do ponto de vista
pedagógico, é importante que o anúncio evangélico e a catequese não sejam
realizados apenas de forma abstrata, mas dentro de um contexto vivencial e por
meio de paciente e constante acompanhamento.
A formação
integral deve responder a três dimensões fundamentais da vida do jovem:
dimensão psicoafetiva, dimensão mística e dimensão política.
O compromisso com a verdade de Jesus deve conduzir os jovens a uma
fidelidade à Igreja e ao homem. Jesus, a Igreja e o Homem são inseparáveis. A
fidelidade a um, exige a fidelidade aos outros.
Juntamente com a Pastoral Vocacional, a Pastoral da Juventude
contribuirá para amadurecer e valorizar as diversas opções de vida dos jovens.
2.
Metodologia
O eixo da pastoral são os pequenos Grupos de Base, que criam relacionamento
de irmão, confrontam a vida com o Evangelho e formam lideranças jovens para um
engajamento na comunidade eclesial e na sociedade.
O acompanhamento eficaz da pastoral da juventude exige, estrutura
organizativa, coordenação dos vários níveis, planejamento, execução e
acompanhamento, revisões, liberação e capacitação de lideranças e assessores,
formação teórica através de cursos, retiros, escolas da fé, leituras, grupos de
estudo e de uma prática libertadora e celebrações.
O método principal da Pastoral da Juventude é o Ver-Julgar-Agir-Rever.
Este método, quando bem entendido, evita, por um lado, o ativismo e, por outro
lado, a mera participação de cursos e encontros sem engajamento concreto. O
método deve garantir uma interação entre a formação teórica necessária e a
experiência que vem da vida e da ação dos jovens.
A Pastoral da Juventude de Meios Específicos é formada de pastorais
especializadas que têm como objetivo acompanhar a militância do jovem no
próprio meio. Estas pastorais procuram responder aos desafios desta militância
em terrenos distintos entre si e da comunidade paroquial.
Torna-se cada vez mais evidente a necessidade de uma pastoral de
militância para acompanhar os jovens que passam para uma militância na
universidade, na escola, no local de trabalho, no bairro popular e zona rural
e/ou engajando-se nos respectivos organismos intermediários da sociedade. A
evangelização destes e com estes jovens exige um acompanhamento especializado,
pois os desafios a uma educação na fé, levantados pelos diversos meios, são
muito diferentes dos desafios apresentados aos jovens que tem militância apenas
na comunidade eclesial.
Há necessidade de um acompanhamento diferenciado para os jovens que
ainda estão no processo de iniciação e os jovens no processo de militância para
que não se queimem as etapas dos iniciantes e que não se impeça o crescimento
dos mais conscientes.
3. Opção pelos Jovens das Classes Populares
A opção da Pastoral da juventude pelos jovens das classes populares é
motivada, sobretudo, pela própria opção de Deus pelos marginalizados na Bíblia.
Neste sentido, a PJ busca uma pedagogia que
facilita o surgimento de lideranças populares dentro de uma Pastoral Orgânica
da Juventude. Os jovens do meio popular deverão ser agentes da própria História,
conscientização e libertação, (cf. Medellín, n.º 11,8). Do mesmo modo, os jovens de outros segmentos sociais, não
negando a própria classe, devem assumir sem reservas e sem retorno, a causa dos
irmãos que se debatem na pobreza, trabalhando para a mudança das estruturas
injustas" (DG 42).
4.
Espiritualidade
É importante levar o jovem a perceber que
sua recusa a uma espiritualidade cristã freqüentemente resulta da falsa
compreensão da mesma. O que ele rejeita, às vezes, é uma espiritualidade
incompleta, desencarnada e descomprometida com a realidade. A verdadeira
espiritualidade deve ser sobretudo, bíblica porque integra fé e vida, oração e
ação.
A Pastoral da Juventude deve aprofundar os passos essenciais para uma
espiritualidade conseqüente, tendo em conta os seguintes temas: Deus, como
absoluto da vida; o Espírito Santo, como fonte para toda ação transformadora, o
seguimento de Jesus Cristo, cruz, perdão, a oração em suas dimensões pessoal,
comunitária e social; Maria: Modelo dos Cristãos, Serva de Deus, Servidora da
Humanidade.
5. Organização
Sem articulação entre si nos diferentes
níveis de Igreja, os grupos de jovens se fechariam numa visão particularista e
limitada. Esta articulação permite a troca de experiências e reflexões que
levam à sistematização de experiências e reflexões, assim clareando a pedagogia
melhor adaptada para evangelizar a juventude hoje. Esta sistematização e
preservação da memória histórica da caminhada suscita e conduz ao
amadurecimento teórico e organizativo. Assim se evita a recaída em erros que
provocam retrocessos.
Os diferentes Movimentos de Igreja que trabalham com os jovens e assumem
o Objetivo Geral da Igreja no Brasil, colocando fé e vida numa perspectiva de
serviço ao Reino de Deus, fortalecem a Pastoral da Juventude e nela se fazem
presentes por sua inserção na Pastoral de Conjunto.
Estes Movimentos, para que sejam apoio
eficaz a PJ, devem:
- avaliar
continuamente a metodologia e o conteúdo da própria mensagem a fim de que sejam
resposta libertadora e transformadora à realidade latino- americana;
- aprofundar
a eclesiologia da Igreja Local;
- participar
da Coordenação Diocesana da Pastoral da Juventude; enfrentar a tensão entre o
Ministério da Coordenação Pastoral e a pluralidade de carismas, num espírito de
diálogo, busca da verdade e conjugação de esforços;
A Pastoral da Juventude só pode ser verdadeiramente pastoral na medida
em que estiver articulada com a Pastoral de Conjunto.
ATIVIDADES PERMANENTES
A
Pastoral da Juventude propõe-se para o biênio 1987-1988, como atividades
permanentes:
- Colaborar no
fortalecimento de coordenações regionais de jovens, assumidas pelos jovens e
com assessoria de adultos.
- Realizar visitas aos
Regionais, visando o conhecimento e o acompanhamento de novas problemáticas e
um bom entendimento da hierarquia com as coordenações da PJ.
- Apoiar e ajudar a
encaminhar o processo de encontros e seminários nacionais, lançados pelos
próprios jovens junto com seus assessores.
- Apoiar e fortalecer uma
pastoral que leve em conta o jovem situado, respeitando as diferenças entre
adolescentes e jovens, jovens do meio rural e do meio urbano, jovens que estão
no processo de iniciação e no processo de militância.
- Apoiar a opção
preferencial da PJ pelos jovens das classes populares.
- Colaborar no surgimento
de estruturas de acompanhamento de uma Pastoral da Juventude Especializada por
Meios Específicos (jovens inseridos nos ambientes de trabalho, bairro popular,
universidade, escola e zona rural) valorizando, também, a militância na
comunidade eclesial, evitando que o enfoque da militância leve a uma
desvalorização das etapas pedagógicas de iniciação, para a grande massa de
jovens que ainda não se comprometeu com Jesus Cristo e com o homem sofrido,
hoje.
- Colaborar para que se
realizem cursos, seminários e encontros que auxiliem na formação de assessores
de jovens, respondendo às exigências da PJ, bem como apoiar instituições aí
existentes, para que tenham condições de trabalho e estejam abertas às
exigências da Pastoral de conjunto.
- Incentivar a formação
de comissões de assessores em níveis regional e Diocesano.
- Ajudar na preparação do
material do Dia Nacional da Juventude.
- Fortificar os encontros
inter-regionais, procurando encaminhar por eles, as articulações existentes.
- Manter relacionamento
com o Setor Juventude do CELAM, bem como com o de outras Conferências
Episcopais.
PROJETOS
Os seguintes projetos são o resultado de
decisões tomadas em encontros em nível nacional com a participação de jovens e
assessores, delegados dos Regionais.
PROJETO PE-7.1
REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL DA
PASTORAL DA JUVENTUDE (CNPJ)
A CNPJ tem como tarefa principal encaminhar os documentos e decisões dos
Encontros Nacionais, manter contato com as coordenações regionais, e aprofundar
questões relacionadas com a caminhada da PJ. Tem como tarefa, também, preparar
os Encontros Nacionais.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reuniões da
Comissão Nacional da PJ (CNPJ). |
1987, maio, 29 a 31,
dezembro 18 a 20; 1988,
maio/novembro |
Pastoral da
Juventude. |
PROJETO PE-7.2
REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL DE
ASSESSORES (CNAPJ)
Esta comissão tem como finalidade:
viabilizar maior liberação dos assessores nos seus Regionais e Dioceses;
desenvolver uma pedagogia de acompanhamento e comprometimento dos assessores
defasados do processo da PJ; incentivar o surgimento e capacitação de
assessores leigos; buscar a formação de assessores para o processo de
militância; preocupar-se em atingir os novos padres em sua formação, no que se
refere à PJ; organizar seminários nacionais para assessores com um momento de
aprofundamento de metodologia e espiritualidade, análise social e outros temas
relacionados com a PJ; ser uma instância de reflexão sobre a PJ; encaminhar
textos e cadernos de estudo para facilitar o aprofundamento destas questões
pelas lideranças na base; formar uma Comissão de Assessores para auxiliar o
Assessor Nacional.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Reunião da
Comissão Nacional de Assessores (CNAPJ). |
1987, julho, 5 a
6, novembro 6 a 8; 1987, janeiro 26 a 28,
junho/novembro. |
Pastoral da
Juventude. |
PROJETO PE-7.3
7º ENCONTRO NACIONAL DA PASTORAL
DA JUVENTUDE (ENPJ)
O 5º Encontro definiu os objetivos dos encontros nacionais: fortalecer
as articulações regionais e as Pastorais da Juventude de Meios Específicos;
discutir e avaliar a articulação nacional; abrir espaço de articulação e
discussão da PJ no Brasil, a partir das prioridades definidas nestes encontros
e ver até que ponto estas correspondem às necessidades dos Regionais.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro
Nacional com um Assessor e três jovens de cada Regional e representantes das
Pastorais de Juventude de Meios Específicos. |
1987 julho, 12-18. |
Comissão
Nacional da Pastoral de Juventude (CNPJ). |
PROJETO PE-7.4
SEMINÁRIO
NACIONAL DE ASSESSORES
(Nível
de Militância)
Este Seminário tem como finalidade capacitar
assessores para acompanhar o número crescente de jovens que passam de uma
pastoral de iniciação para uma militância eclesial, política e social e precisam
de assessoria especializada em certas áreas. O 3º Seminário tem como tema:
Afetividade, Sexualidade e Espiritualidade. O 4º Seminário tem como tema: Eclesiologia
que inspira o engajamento do Jovem Militante. Além da formação teórica que
se passa, estes seminários visam a criação de identidade e maior motivação
entre os assessores da PJ.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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3º Seminário Nacional de Assessores. |
1987, janeiro 21 a 26. |
Pastoral da Juventude. |
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4º Seminário Nacional de Assessores. |
1988, janeiro 29 a 4 de fevereiro |
Pastoral da Juventude. |
PROJETO PE-7.5
SEMINÁRIO NACIONAL DE ASSESSORES
Nível de Iniciação (PJ Geral)
Ao perceber que a PI estava correndo o
perigo de desenvolver uma pastoral somente de militantes tomou-se a decisão, no
2º Seminário, de organizar um Seminário também para Assessores que acompanham o
Processo de Iniciação (PJ Geral). Tema: Metodologia e Organização em vista da
Militância, privilegiando as etapas de iniciação.
1º Seminário - Tema: Metodologia e Organização
em vista da Militância, privilegiando as Etapas de Iniciação. 2º Seminário -
Tema: Aprofundamento das Etapas de Educação na Fé e de Conscientização no
Processo de Iniciação.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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1º Seminário.
1987 |
1987, julho 2 a 8 |
Pastoral da
Juventude. |
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2º Seminário. |
1988, julho 19 a 25 |
Pastoral da
Juventude. |
PROJETO PE-7.6
REUNIÃO DA COMISSÃO NACIONAL
DA PJE (CNPJE)
A Comissão Nacional da Pastoral da Juventude
Estudantil, PJE, é um instrumento importante para facilitar o intercâmbio de
idéias e experiências e motivar a articulação de grupos de estudo na escola e
coordenações regionais. A comissão encaminha as decisões dos encontros
nacionais.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reuniões da
Comissão Nacional da PJE. |
1987, maio 8 a 10, novembro 13 a 15; 1988, julho 8 a 9. |
Pastoral da
Juventude Estudantil (PJE) |
PROJETO PE-7.7
ENCONTRO NACIONAL DA PASTORAL DA
JUVENTUDE ESTUDANTIL (ENPJE)
Neste encontro será encaminhada a redação
definitiva dos cadernos sobre a identidade da PJE. O encontro visa fortalecer a
presença da Pastoral dentro das escolas. A escola é o lugar que congrega o
maior número de jovens. Calculamos que somente 8% dos jovens estão nas
paróquias, enquanto 90% estão nas escolas. E necessário que a Igreja tenha uma
presença organizada no meio dos estudantes, através dos próprios jovens.
"O jovem deve ser o apóstolo dos outros jovens" diz Paulo VI.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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5º Encontro
Nacional da PJE com delegados dos grupos de militantes, escolhidos nos
encontros Regionais. |
1987, julho, 22
a 27. |
Comissão
Nacional da Pastoral de Juventude Estudantil (CNPJE). |
PROJETO
PE-7.8
2º SEMINÁRIO NACIONAL DA PJE
Neste Seminário será aprofundada a aplicação dos cadernos sobre a
identidade da PJE, aprovados no 5º ENPJE, realizado em 1987 e a capacitação de
jovens coordenadores. Este Seminário se realiza nos anos em que não há Encontro
Nacional da PJE e pretende ser um espaço privilegiado de formação.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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2º Seminário Nacional
da PJE. |
1988, julho 10 a 15. |
Comissão
Nacional da Pastoral de Juventude Estudantil (CNPJE). |
PROJETO PE-7.9
1º SEMINÁRIO NACIONAL DE
ASSESSORES DA PJE
Este Seminário tem como finalidade capacitar Assessores para acompanhar
os grupos de jovens no meio secundarista. Temas Psicologia do Adolescente,
Educação na Fé, Conjuntura Educacional, Estrutura da PIE, Troca de
Experiências.
Além da formação teórica que se passa, estes Seminários visam a criação
de uma identidade e maior motivação entre os Assessores da PJE.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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1º Seminário
1988 Comissão Nacional. |
1988, janeiro 3 a 9 |
Comissão
Nacional de Assessores da Pastoral de Juventude Estudantil CNAPJE). |
PROJETO PE-7.10
ENCONTRO LATINO-AMERICANO (ELAPJ)
Os Encontros Latino-Americanos, organizados pelo CELAM, com a
participação de 14 países, são um espaço importante de inserção da juventude
brasileira no contexto e caminhada da Igreja no continente. Tema do 5º
Encontro: Pastorais de Juventude de Meios Específicos, Concílio de Jovens,
Preparação do Livro "Pastoral da Ju ventude, Construtora da Civilização do
Amor". Tema do 6º Encontro: Avaliação dos Encontros anteriores, Concílio
de Jovens (90/91), Aplicação do livro "Pastoral da Juventude, Construtora
da Civilização do Amor".
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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5º Encontro Latino-Americano |
1987, novembro,
29 a 5 de dezembro. |
Setor Juventude
CELAM |
|
6º Encontro
Latino-Americano |
1988, setembro. |
Setor Juventude
CELAM |
PROJETO
PE-7.1 1
DIA
NACIONAL DA JUVENTUDE
O primeiro Domingo de outubro foi escolhido como Dia Nacional da
Juventude para acentuar a dimensão missionária da pastoral e ser uma
experiência de mobilização da massa jovem em nível diocesano e paroquial. Tema
do 3º Dia Nacional: Juventude: Presença e Participação. Os subtemas:
Comunidade, Igreja, Constituição. Tema do 4.' Dia Nacional: Juventude:
Libertação na luta do povo.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Preparação do
cartaz e subsídio para reuniões |
1987, outubro 4 1988, outubro,
12 |
Pastoral da
Juventude. |
PROJETO
PE-7.12
ENCONTRO INTERNACIONAL DE JOÃO PAULO
II
COM A JUVENTUDE EM BUENOS AIRES
A participação neste encontro procura
responder a um apelo do Santo Padre para que tivesse presente o maior número
possível de jovens da América Latina para celebrar a Jornada Mundial da
Juventude, no Domingo de Ramos. Na mesma ocasião a PJ estará representada por
quatro delegados no Foro Internacional da Juventude. O encontro visa abrir
perspectivas para a organização da juventude cristã em nível mundial.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro
Internacional de João Paulo II com a Juventude em Buenos Aires. |
1987, abril, 9 a
12 |
Pastoral da
Juventude. |
PROGRAMA 8
PASTORAL DA UNIVERSIDADE (PE-8)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A Pastoral da Universidade tem como objetivo evangelizar a Universidade,
como centro principal de produção e transmissão do saber sistematizado, e
portanto, possuidor de grande influência sobre a sociedade, seus modelos,
costumes, ideologias. O anúncio da boa nova na Universidade se faz quer através
de instituições universitárias mantidas pela Igreja, quer através da ação
pastoral exercida por grupos de universitários nas instituições de ensino
superior, quer ainda por atividades pastorais no mundo da cultura
sistematizada.
A situação "Pastora1 da Universidade"
não foi ainda totalmente unificada de forma orgânica: as instituições
universitárias da Igreja estão ligadas, através da Associação Brasileira de
Escolas Superiores Católicas (ABESC); ao Setor de Educação da Dimensão 6; a
"Pastoral Universitária" ou PU, ou seja, os estudantes universitários
organizados para a ação pastoral na universidade, estão ligados a esta
situação; e a Pastoral da Cultura e ainda em pré-projeto, sem lugar definido no
organograma da CNBB. Há ainda amplos espaços pastorais vazios, como por exemplo
a área de professores universitários, pesquisadores, pensadores, intelectuais e
profissionais.
A tendência é de unificar todas estas áreas
em uma única situação Atividades permanentes e projetos são aqui relacionados
de forma unitária, inclusive porque há projetos que dizem respeito a duas ou
mais áreas; e não podem ser divididos.
ATIVIDADES PERMANENTES
A situação "Pastoral da
Universidade" propõe-se, para o biênio 1987-1988, as seguintes atividades
permanentes:
1. Em nível da Pastoral Universitária de Estudantes (PU)
- Assessorar a Comissão
Nacional da PU pluralista (PU/PLU) o crescimento na espiritualidade, na revisão
de vida, na formação teológica, na dedicação pastoral; promover a unidade entre
as diversas experiências de PU.
- Assessorar
indiretamente os movimentos que existem no âmbito da PU, ou seja, o movimento
Comunhão e Libertação (CL ou CUB'S), o Movimento de Cristãos Universitários
(MCU) e outros que futuramente passassem a participar da PU, aceitando sua
plataforma básica comum (Documento de Nova Iguaçu) por meio de seus
secretariados nacionais e assessores nacionais.
- Assessorar mais
diretamente a PU de linha Diocesana (a chamada PU/PU), em nível nacional,
regional e mesmo local, dentro do princípio de subsidiariedade, sobretudo onde
falta, como acontece freqüentemente.
- O assessor local.
- Promover a expansão da
PU de linha Diocesana, em nível local e regional, sempre de acordo com as
coordenações regionais da PU/PU.
- Participar dos
Encontros nacionais da PU/PLU e das suas três experiências (PU/CL; PU/MCU;
PU/PU); bem como, no caso da PU/PU, de seus encontros estaduais e regionais.
- Fornecer subsídios de
reflexão, leitura, espiritualidade a PU em nível nacional e, no caso da PU/PU,
também nos outros níveis.
- Promover ou colaborar
na promoção de cursos de Sagrada Escritura,
Eclesiologia, História da Igreja e outros campos da Teologia e outros,
que auxiliem os estudantes universitários da
PU a superarem os desafios do ambiente universitário e do Movimento
Estudantil e refazerem sempre de novo a síntese com os dados da fé.
- Promover encontros
entre assessores da PU, bem como o entrosamento, a troca de experiências, a
capacitação, o crescimento da vocação específica dos assessores
- Realizar visitas aos
Regionais da CNBB visando realizar a "regionalização" da PU, ou seja,
sua organização em nível regional com o apoio e assessoria dos Regionais da
CNBB.
- Realizar visitas às
Igrejas e a seus Bispos, quando necessário, visando propiciar o diálogo, que a
experiência demonstra ser nem sempre fácil, entre eles e os grupos da PU; bem
como facilitar a colaboração, o apoio e a assessoria local aos grupos de PU.
- Trabalhar em estreito
contato com a Pastoral da Juventude e com o Setor Leigos, com os quais a
Pastoral Universitária possui uma ampla faixa de objetivos e interesses comuns.
- Manter contato com o
Departamento de Educação do CELAM, bem como com os setores correspondentes de
outras Conferências Episcopais, manter contato também com o Secretariado
Latino-americano do Movimento Internacional de Estudantes Católicos (MIECI SLA)
visando uma troca de experiências com a Pastoral Universitária e seus
movimentos de universitários em outros países da América Latina.
- Sentir e suscitar em
todos os níveis e instâncias as preocupações e os cuidados pastorais para com a
grande massa de quase um milhão e meio de universitários brasileiros, muitos
dos quais não receberam ou não aceitam mais a mensagem evangélica, e/ou não a
praticam e pouquíssimos dos quais vivem como cristãos ativos no ambiente
universitário.
2. Em nível de Instituições
de Ensino Superior Católicas (IESCS) e de outras Instituições da Pastoral da
Universidade
- Manter o contato com a
Associação Brasileira das Escolas Superiores Católicas (ABESC), entre outras
coisas participando em seus encontros e reuniões.
- Promover a reflexão e a
revisão sistemática sobre os objetivos e métodos da IESCS, sobretudo do ponto de vista pastoral; inclusive por meio
de um grupo permanente misto de Bispos
e Reitores das Instituições de Ensino Superior
Católicas (IESCS).
- Favorecer nas IESCS o
aprimoramento da qualidade da pesquisa e do ensino, o desenvolvimento do estudo
e da reflexão de temas interessantes para a ação pastoral da Igreja, a formação
de grupos de pós-graduação sensu stricto" e "sensu lato" em
áreas julgadas importantes do ponto de vista filosófico, teológico, ético,
humanístico e em geral importantes do ponto de vista pastoral.
- Visitar as Paróquias
Universitárias e os Departamentos de Pastoral Universitária e assemelhados das
IESCS.
- Promover o contato
freqüente com os problemas pastorais do mundo universitário, e, de parte da
ABESC e das IESCS, com as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral Igreja no Brasil e
com o Plano Pastoral da CNBB.
- Realizar, dentro do
biênio, um levantamento de dados sobre as demais instituições eclesiais na
área, ou seja, os centros de Pastoral Universitária, Pensionatos universitários
e outros.
3. Em nível dos
"vazios pastorais" na área
- Realizar um
levantamento de dados sobre grupos de professores universitários, de
administradores e funcionários da universidade ligados à Igreja.
- Promover a formação de
grupos de professores universitários, no estilo da ação transformadora de
ambiente e da revisão de vida.
- Promover o
desenvolvimento e/ou a formação de grupos de profissionais e intelectuais
ligados à Igreja, em colaboração com o Setor Leigos.
4. Em nível de Pastoral da
Universidade em Geral
- Trabalhar para unificar
sempre mais, em nível de reflexão e de ação pastoral, todas as instituições,
movimentos e experiências atuantes na área da Pastoral da Universidade, para se
chegar a uma pastoral abrangente na área, na qual todos os esforços aconteçam
em espírito de unidade e caridade e dentro de um plano pastoral orgânico.
PROJETOS
PROJETO
PE-8.1
ATENDIMENTO A GRUPOS LOCAIS DE PU E PARTICIPAÇÃO EM ENCONTROS NACIONAIS, REGIONAIS E ESTADUAIS
O projeto visa acompanhar principalmente grupos que não têm suficiente
assessoria e apoio local e, em geral, dar um atendimento especial dentro do
princípio de subsidiariedade; bem como dar o apoio da CNBB a esta área da
pastoral que está em fase de crescimento dentro de um ambiente particularmente
difícil.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Visita a grupos
da PU e participação em encontros e outros eventos em nível nacional,
regional e estadual. |
1987 1988 |
Assessoria
Nacional PU. |
PROJETO
PE-8.2
REUNIÕES DO GRUPO DE REFLEXÃO "PASTORAL UNIVERSITÁRIA
ABRANGENTE"
Visa à continuação de reuniões anuais de um grupo de reflexão do qual
participam representantes de todas as forças engajadas na Pastoral da
Universidade (ABESC, PU/PLU e suas experiências, MIIC, peritos, Bispos e
Assessor da área na CNBB), a fim de promover a organicidade da ação pastoral no
campo da universidade. O projeto prevê duas reuniões, uma a cada ano.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Reunião de
representantes dos grupos engajados
na Pastoral de Universidade, para reflexão. |
1987 junho, 29 a 30 1988, outubro |
Assessoria
Nacional PU. |
PROJETO PE-8.3
3º ENCONTRO NACIONAL DE ASSESSORES
DA PU
O congraçamento e a troca de experiências e opiniões entre assessores de
todo o país é importante para que a PU seja assessorada de forma unitária,
dentro de uma visão eclesial e das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja
no Brasil. O Encontro visa reunir os assessores da PU de linha diocesana
(PU/PU).
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro
Nacional de Assessores da PU/PU, com a presença da Coordenação Nacional. |
1987, setembro,
4 a 6. |
Assessoria
Nacional PU, Coordenação Nacional PU/PU. |
PROJETO
PE-8.4
ENCONTRO NACIONAL DE GRUPOS DE PU
LIGADOS ÀS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR CATÓLICAS (IESCS)
Visa reunir assessores responsáveis pelas Paróquias Universitárias ou
departamentos de PU das IESCS, bem como militantes de grupos de PU ligados às
mesmas para debater a problemática do relacionamento entre a estrutura das
IESCS, seus departamentos de PU e seus Grupos de PU, e descobrir pistas de
ação.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro
Nacional de Assessores e militantes da PU ligada às IESCS. |
1987, setembro,
6 a 10 |
Coordenação
Nacional PU/PU, Assessoria Nacional PU ABESC. |
PROJETO
PE-8.5
SEMINÁRIO NACIONAL DA PU/PU
Visa fornecer um aprofundamento teórico sobre militância cristã no
ambiente universitário e sobre revisão de vida aos grupos de PU/PU, que
na maioria são de recente fundação.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Seminário, com
palestras e trabalhos sobre experiências sistematizadas. |
1988, janeiro,
17 a 21 |
Coordenação
Nacional da PU. |
PROJETO PE-8.6
6º ENCONTRO NACIONAL DA PU/PLU
E um tradicional encontro bienal que, depois da instituição da PU
pluralista, passou a reunir representantes das três experiências da PU
(Comunhão e Libertação-CL; Movimento de Cristãos Universitários-MCU; PU de
Linha Diocesana-PU/PU) com seus assessores, para troca de experiências, exame
da conjuntura, formação, deliberações a nível de PU/PLU (eleições da Comissão
Nacional, Assessor Nacional, decisões sobre eventos nacionais etc.).
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro
Nacional da PU/PLU 1988 com delegados
das três experiências. |
1988, janeiro,
22 a 25 |
Comissão da
PU/PU. |
PROJETO PE-8.7
REUNIÃO SOBRE "LITURGIA E
PU"
A reunião, que se pretende organizar com poucos participantes
selecionados, pretende enfrentar um estudo comparativo entre a liturgia oficial
e a práxis litúrgica da PU. Visa-se entender os motivos da falta de valorização
da simbologia, dos cantos e de textos litúrgicos nos ambientes jovens, planejar
uma oportuna Catequese e traçar outras pistas de ação; e por outro lado,
refletir sobre a oportunidade da inculturação da Liturgia no ambiente juvenil e
universitário.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reunião restrita
para exame da situação, reflexão e planejamento. |
1988, 2º
semestre |
Assessoria da
PU, Linha 4. |
PROJETO PE-8.8
REUNIÕES DA COMISSÃO NACIONAL DA
PU/PLU
São três reuniões por ano da Comissão Nacional da PU pluralista, com
caráter deliberativo, executivo e formativo.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reuniões da
Comissão Nacional da PU/PLU. |
1987 1988 a cada 4
meses. |
Comissão
Nacional da PU/PLU. |
PROJETO PE-8.9
PRODUÇÃO DE SUBSÍDIOS
A Pastoral da Universidade sente a necessidade de uma reflexão mais
aprofundada e sistematizada sobre o ambiente universitário, sua problemática, o
significado de sua evangelização, os objetivos, métodos, estilo próprio da
pastoral neste âmbito. O livro, que se pretende publicar na série "Estudos
da CNBB", deve nascer da colaboração de todas as forças engajadas na
Pastoral da Universidade (PU, IESCS, ABESC, MIIC e outras), também através de
reuniões do "Grupo de Pastoral Universitária Abrangente".
Programa-se, também, produzir 4 cadernos de
atas, reflexões, relato de experiências e 4 boletins nacionais da PU/PLU, com
fins formativo, informativo e de preservação da memória.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Estudos da CNBB,
Preparação do texto base com a colaboração de especialistas, Reuniões e
debate do texto nas bases, Reestruturação do texto e publicação. |
1987, 2º
semestre |
Assessoria
Nacional da Pastoral da Universidade. |
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Cadernos e
Boletins, Publicação de 4 cadernos e 4 boletins nacionais da PU/PLU. |
1987, 1988 |
Comissão
Nacional da PU/PLU. |
PROGRAMA
9
PASTORAL
DA FAMÍLIA (PE-9)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
No plano de Deus Criador e Redentor a
família descobre não só a sua "Identidade", o que "é , mas
também a sua "Missão", o que ela pode e deve "fazer". As
tarefas que é chamada por Deus a desenvolver na História, brotam de seu próprio
ser e representam o seu desenvolvimento dinâmico e existencial. Toda família
descobre e encontra em si mesma o apelo urgente que, ao mesmo tempo, define a
sua dignidade e a sua responsabilidade: Família, "Torna-te aquilo que
és".
A família deve voltar ao princípio do gesto
criativo de Deus e buscar fazer realidade existencial o que é: uma intima
comunidade de vida e de amor.
A essência e os deveres da família são, em
última análise, definidos pelo amor. Por isso é-lhe confiada a missão de
guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do
Amor de Deus pela humanidade e do Amor de Cristo pela Igreja, sua esposa. Cada
dever particular da família é a expressão e a atuação concreta de tal missão
fundamental. É necessário, portanto, penetrar mais profundamente na riqueza
singular da missão da família e sondar os seus conteúdos numerosos e unitários.
Em tal sentido, partindo do amor e em
permanente referência a ele, podemos afirmar que os quatro deveres gerais da
família são:
1. a
formação de uma comunidade de pessoas;
2. o
serviço à vida, procriação e educação;
3. a
participação no desenvolvimento da sociedade;
4. a
participação na vida e na missão da Igreja como comunidade crente e
evangelizadora, como comunidade em diálogo com Deus, como comunidade a serviço
dos homens.
Para atingir tal objetivo e assim
"Evangelizar o povo brasileiro em processo de transformação social,
econômica, política e cultural, anunciando a plena verdade sobre Jesus Cristo,
a Igreja e o Homem, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, pela
libertação integral do homem, numa crescente participação e comunhão, visando
formar o Povo de Deus e participar da construção de uma sociedade justa e
fraterna, sinal do Reino definitivo", a pastoral familiar deve buscar
novas formas de apoio às famílias, para que elas enfrentem e superem os
desafios e obstáculos que se opõem à realização plena de sua missão.
Num momento histórico em que a família é
alvo de numerosas forças que procuram destruí-la ou de qualquer modo
deformá-la, a Igreja, sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está
profundamente ligado ao bem da família, sente de modo mais vivo e veemente a
sua missão de proclamar a todos o desígnio de Deus sobre o matrimônio e sobre a
família, para lhes assegurar a plena vitalidade e promoção humana e cristã,
contribuindo assim para a renovação da sociedade e do próprio Povo de Deus.
Promover a família contribui para a
"libertação integral do homem numa crescente participação e
comunhão", pois é nela que o homem aprende a viver em comunhão e a
participar.
A ação pastoral de promoção da família deve
estender-se desde a preocupação com a preparação remota, pró xima e imediata
para o matrimônio até o acompanhamento da vida familiar em todas suas
dimensões.
O trabalho pastoral com as famílias deve,
portanto, desenvolver-se, quer no campo dos problemas ético-religiosos que as
atingem, como também na área das questões sociais e econômicas onde têm origem
muitos dos fatores que contribuem para sua desagregação e alienação.
A Pastoral da Família deve, permanentemente,
dedicar-se com dinamismo na defesa da instituição familiar e de seus valores
fundamentais tão subvalorizados e ameaçados. Mas, além disso, ela deve ajudar
as famílias, os agentes de família, os governantes e os responsáveis pela
opinião pública a encontrar novas vivências desses valores na realidade de
nosso tempo.
A Pastoral da Família tem como seu princípio
operativo e como protagonista responsável a mesma Igreja, através de suas
estruturas e de seus responsáveis. É bom lembrar, porém, a importância da
formação permanente destes responsáveis. Na diocese, o Bispo é o primeiro
responsável. Como Pai e Pastor, ele deve estar atento de um modo particular, a
este setor da pastoral, sem dúvida prioritário. Deve consagrar-lhe uma grande
dedicação, solicitude, tempo, pessoal e recursos, sobretudo, apoio às famílias
e a todos que, nas diversas estruturas diocesanas, o ajudam na Pastoral da
Família.
Cada Igreja local e, em termos mais
particularizados, cada comunidade paroquial, deve ter consciência mais viva da
graça e responsabilidade que recebe do Senhor em ordem a promover a Pastoral da
Família. Nenhum plano de pastoral orgânica, em qualquer nível que seja, pode
prescindir da Pastoral da Família. Para ajudar a uma visão global da pastoral
familiar e para a formação dos agentes recomenda-se a redação de algumas
Diretrizes de pastoral familiar, em nível nacional.
Levando em consideração que os movimentos
familiares se desenvolveram quase exclusivamente na classe média, é urgente que
se busque uma Pastoral da Família que, nascida nos ambientes populares, possa
promover a vida familiar dos mais pobres e ajudá-los na realização de sua
missão.
O crescente número de famílias incompletas,
deve levar a procurar meios adequados de responder a esse desafio.
Infelizmente, há muitíssimas pessoas que não podem referir-se, de modo algum,
ao que poderia definir-se em sentido próprio, uma família.
Há várias e grandes regiões do Brasil, em
que a promiscuidade, a carência de habitações, a irregularidade e instabilidade
das relações não permitem, praticamente, poder falar de verdadeira família.
Deve ser prioridade pastoral a promoção dos sem-família, solicitando a
colaboração dos governantes, movimentos e institutos familiares e as famílias
em geral.
ATIVIDADES PERMANENTES
1. Articulação
- Com os grupos ou
movimentos familiares: Continuar o diálogo e a reflexão entre os movimentos
familia res e participar de seus Encontros, Assembléias Regionais ou Nacionais.
Apoiar e ajudar a encaminhar o processo de pastoral familiar nos ambientes
populares e favorecer o entrosamento da família nas CEBs, PO.
- Com os Regionais:
Suscitar a organização sistemática da Pastoral Familiar em nível regional,
diocesano e paroquial e favorecer o entrosamento da pastoral familiar e dos
movimentos familiares com a pastoral orgânica.
- Com os demais
organismos da CNBB: Entrosar-se com os outros setores da CNBB cujas atividades
tocam uma ou outra dimensão da ação, pastoral em relação à Família: Catequese,
Liturgia, Comunicação Social, Ministérios, Leigos, Juventude, Ecumenismo,
Pastoral Social, Educação (em particular, a popular).
- Com os organismos do
governo: Continuar os contatos com os Ministérios da Saúde, da Cultura, da
Educação e da Previdência Social.
- Com Centros de
Planejamento Familiar: Acompanhar os Centros de Planejamento Familiar e
promover novos Centros. Fortalecer a Pastoral da Vida.
2. Formação dos Agentes de Pastoral Familiar: Suscitar, promover e
acompanhar a formação dos agentes de Pastoral Familiar principalmente pelo
estudo e a assimilação dos documentos doutrinais e pastorais da família.
3. Pastoral dos casos difíceis: O matrimônio experimental, as uniões
livres de fato, os católicos unidos em matrimônio civil, os separados e
divorciados sem segunda união, os divorciados que contraem nova união, os sem
famílias.
4. Pastoral dos
Anciãos: Apoiar e acompanhar a Pastoral dos anciãos.
5.
Estudos Sociológicos da Família: Continuar o estudo da família no Brasil.
6.
Criar e manter ativa:
- uma equipe de reflexão
- uma Comissão Nacional
de Assessores
- uma Coordenação
Nacional de Pastoral Familiar.
7. Semana da Família: Suscitar em nível regional e diocesano a Semana da
Família.
8. Publicações: Propiciar publicações científicas ou populares no campo
de preparação ao matrimônio; espiritualidade conjugal e familiar, educação
sexual dos adultos, adolescentes, crianças e de todos da família.
9. Acompanhar os resultados das novas orientações que receberão os
leigos depois do Sínodo 1987 e ajudar na aplicação do que se refere à família,
particularmente à mulher.
PROJETOS
PROJETO PE-9.1
ESTUDO MULTIDISCIPLINAR DA PROBLEMÁTICA DA FAMÍLIA
Os problemas da família são complexos. Um
estudo interdisciplinar vai contribuir para analisar a realidade, determinar as
prioridades pastorais e estabelecer as grandes linhas da organização
sistemática da pastoral familiar.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reunião de uma
equipe de peritos de várias disciplinas. |
1988, 1º
semestre |
Pastoral da
Família, Peritos IBRADES |
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Preparação de
subsídios |
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PROJETO PE-9.2
REVISÃO DOS CURSOS DE PREPARAÇÃO
PRÓXIMA AO CASAMENTO JÁ EXISTENTES
Depois de longa prática de preparação próxima ao casamento, num mundo em
mudança rápida e profunda, torna-se indispensável incentivar a revisão desse
instrumento de ação pastoral, oferecendo estímulos e condições que permitam uma
avaliação permanente.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reunião de
peritos na preparação ao casamento |
1987, dezembro,
11 a 13 |
Pastoral da
Família |
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Preparação de
Subsídios |
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Peritos |
PROJETO PE-9.3
SIMPÓSIO DE PERITOS
SOBRE PROBLEMAS
BIO-ÉTICOS
Os progressos científicos da biologia e da genética precisam de um
acompanhamento ético e pastoral urgente dentro do contexto cultural novo. Os
agentes de pastoral familiar e outros esperam orientações que não foram
formuladas no passado.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Simpósio de
vários cientistas competentes em Bio-Medicina, Direito e Ética. |
1987, 2º
semestre |
Pastoral da
Família |
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Preparação de
Subsídios |
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Peritos IBRADES |
PROJETO PE-9.4
VALORES DA FAMÍLIA DA CLASSE POPULAR
A
pastoral da família foi sempre pensada a partir dos valores da classe-média.
Percebe-se cada dia melhor, especialmente à luz da opção pelos pobres, a
importância de levar em consideração, na pastoral, os valores familiares da
classe popular.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Seminário com a
participação de casais da CPO, CEBs, Cortiços e Favelas |
1988, 1º
semestre |
Pastoral da
Família |
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Preparação de
Subsídios |
Março, 18 a 20 |
CEBs, CPO,
CARITAS. |
5
PROJETO PE-9.5
PASTORAL DOS CASOS DIFÍCEIS
Muitas pessoas vivem o matrimônio experimental, em união livre de fato,
ou são unidas só em matrimônio civil, ou são separadas e divorciadas sem
segunda união, ou divorciadas e contraem nova união etc. É preciso elaborar
linhas de pastoral para estes casos que são numerosíssimos.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reunião de
estudo da pastoral dos casos difíceis |
1988, 2º
semestre |
Pastoral da
Família |
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Preparação de
Subsídios |
1988, agosto, 5
a 7 |
Peritos
Regionais |
PROJETO
PE-9.6
PREPARAÇÃO REMOTA E PRÓXIMA
AO CASAMENTO NA CLASSE POPULAR
Como conseqüência do Projeto "Valores
da Família da Classe Popular", percebe-se a necessidade de buscar conteúdo
e dinâmica própria para a preparação remota e próxima ao casamento, na classe
popular.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontro com casais
da classe popular |
1988, 2º
semestre |
Pastoral da
Família |
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Preparação de
Subsídios |
1988, setembro,
2 a 4 |
Peritos
Regionais |
PROJETO
PE-9.7
INSERÇÃO NA PASTORAL DA AMÉRICA
LATINA
As experiências dos demais países podem
ajudar a compreender melhor problemas que temos em comum, e juntos buscar
soluções.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Participação nas
atividades da Pastoral Familiar do CELAM (CEPAF) ou de outros países. |
Segundo os
convites. |
Pastoral da
Família |
PROJETO
PE-9.8
FORMAÇÃO DE UMA EQUIPE DE REFLEXÃO
A família nos tempos de hoje, tanto e talvez
mais que outras instituições tem sido colocada em questão pelas amplas,
profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. A Igreja,
sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao
bem da família, sente de modo mais vivo, a sua missão de proclamar a todos o
desígnio de Deus sobre o matrimônio e sobre a Família. A ação pastoral deve ser
preparada, orientada e realizada a partir de uma reflexão permanente.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Encontros da
Equipe de Reflexão. |
1987, 2º
semestre 1988, fevereiro 6 a 7 ,
setembro, 17 e 18. |
Pastoral
Familiar, Linha 1, Linha 4. |
PROJETO PE-9.9
ENCONTRO NACIONAL DOS MOVIMENTOS E
INSTITUTOS FAMILIARES
Existem no Brasil vários movimentos e
institutos familiares que buscam objetivos semelhantes com metodologias
diversas e complementares. Para uma ação mais coerente e eficaz, um encontro
nacional visando melhor conhecimento mútuo e uma coordenação nacional e regional,
é recomendável.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reunião dos
movimentos e institutos familiares |
1988, 2º
semestre |
Pastoral da
Família |
|
Preparação de
subsídios. |
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PROJETO PE-9.10
REUNIÃO DA COORDENAÇÃO NACIONAL
DE PASTORAL FAMILIAR
A inculturação da fé cristã se deve realizar
sempre mais amplamente no âmbito do matrimônio e da família. Tendo em conta a
variedade das regiões e situações do país é preciso conhecer as várias
categorias de famílias e proceder a uma ação pastoral diversificada e coerente.
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Reunião de
responsáveis regionais da pastoral fami!iar e de movimentos
familiares |
1988, junho, 3 a
5; novembro, 11 a 13. |
Pastoral da
Família |
|
Preparação de
subsídios |
|
Regionais |
PROGRAMA 10
PASTORAL
URBANA (PE-10)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Merece uma atenção especial a Pastoral nas
grandes cidades diante dos desafios como: a divisão do trabalho com seus
sujeitos; o proletariado urbano desempregado (reserva de mão-de-obra); a classe
média; as organizações e os movimentos populares; os MCS, a serviço da cultura
dominante que criam e introjetam nova cultura, e descaracterizam as culturas
locais e regionais; os problemas do uso do solo urbano (invasões) e de
cidadania; de moradia (cortiços, favelas, palafitas); os movimentos migratórios;
o estilo da vida urbana; a religiosidade e sua prática.
Sendo a "missão da Igreja evangelizar pessoas que constróem
estruturas sociais, econômicas e políticas; que criam cultura, que trabalham,
que têm aspirações, que são sujeitos de direitos e deveres, e agentes de sua
própria História" (Diretrizes Gerais...), requer-se a busca de uma forma
própria de ser Igreja nos grandes centros Urbanos.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Pesquisar, estudar e
difundir as experiências em busca de uma Pastoral Urbana mais adaptada, bem
como material sobre o urbano: cultura, modo de produção, instrumentos de
trabalho, classes sociais e seus movimentos, manifestação religiosa;
- Apoiar, acompanhar e
difundir os encontros, seminários sobre a Pastoral da Igreja do Urbano.
PROJETOS
PROJETO PE-10.1
SEMINÁRIO SOBRE A IGREJA NAS GRANDES CIDADES
Uma
ação pastoral não será eficiente e real se não levar em conta o que o povo
pensa sobre o que a Igreja fala e faz.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Seminário sobre
a Igreja nas grandes cidades, avaliando a prática pastoral no contexto urbano
e revitalizando o processo pastoral de conjunto, a partir da pesquisa
realizada na cidade de Fortaleza, em 1985 (600 domicílios), pelo Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE). |
1987, agosto, 6
a 8, Fortaleza. |
Regional NE 1,
Linha 1, Teólogos, demógrafos, sociólogos, coordenações diocesanas de
Pastoral Urbana. |
PROJETO PE-10.2
SEMINÁRIO SOBRE IGREJA E CIDADE
Nas grandes cidades a tendência pastoral é
aplicar os recursos nas paróquias e, a partir delas, articular as pastorais.
Elas não respondem mais a todos os desafios urbanos.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
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Seminário sobre
Igreja e Cidade História da caminhada nos últimos anos no campo pastoral nos
grandes centros urbanos; Religião e Cidade e Ser Igreja nas grandes cidades. |
1987, setembro,
15 a 18, Rio de Janeiro. |
IBRADES, Linha
1, Agentes de Pastoral Urbana dos Regionais: NE 1; NE 2; NE 3; NE 4, L 1, L
2, S 1, S 2, S 3, S 4 e especialistas
indicados pelo Centro João XXIII de Investigação e Ação Social (CIAS). |
PROJETO PE-10.3
SEMINÁRIO SOBRE FORMA PRÓPRIA
DE SER IGREJA NO URBANO
A prática pastoral de cidade tem sido mais
de cunho rural, e paroquial não respondendo aos desafios e à humanização da
cidade.
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SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Seminário para
desencadear um processo de reflexão e ação pastoral que busque uma forma
própria de ser Igreja, na complexidade de diversidade do mundo urbano. |
1988, setembro,
1ª quinzena. |
Linha 1,
IBRADES, Regionais da CNBB, sociólogos, demógrafos, urbanistas, teólogos e
agentes de pastoral. |
PROGRAMA 11
PASTORAL
DOS GRUPOS
ÉTNICOS-CULTURAIS (PE-11)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
No Brasil, não existe um só povo e uma só
cultura: aqui convivem e, freqüentemente se mesclam diversos povos e diversas
culturas. Os fatores históricos e sociais que estão na origem dessas diferenças
determinam diversas visões e vivências da fé. Para que a Igreja chegue a ser um
povo unido e harmônico, sem, porém, destruir a legítima identidade das diversas
minorias étnicas, é preciso refletir sobre a problemática, a partir de um
diálogo sincero e respeitoso entre Evangelho e culturas.
De modo particular, deve-se prestar atenção
aos desafios da evangelização dos afro-brasileiros, dos índios, das minorias
étnicas de origem asiática presentes no país.
Nos últimos tempos, verifica-se um
incremento notável, qualitativo da consciência de uma identidade
afro-brasileira que encontra suas principais manifestações em iniciativas não
somente recreativas e folclóricas, mas especialmente de caráter associativo no
campo cultural, social e religioso. A Igreja não pode deixar de estar presente
neste processo de tomada de consciência.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Refletir sobre as situações
étnico-culturais do Pais e acompanhar os movimentos e programações, em vista de
uma presença e solidariedade por parte da Igreja nas problemáticas: indígena,
através do CIMI, afro-brasileira, e de outras minorias étnicas.
- Acompanhar e assessorar
os missionários que atuam junto às comunidades indígenas na reflexão e
aprofundamento teológico. Para isto, está sendo encaminhada a formação de uma
comissão específica integrada por teólogos e antropólogos.
- Apoiar e facilitar a
organização autônoma dos índios, Proporcionando-lhes os instrumentos
necessários para tal.
- Desenvolver a relação
de colaboração e entreajuda com as Igrejas Evangélicas e organismos
indigenistas que buscam a autodeterminação dos povos indígenas. Esta entreajuda
inclui permuta de assessorias e outros serviços. Aprofundar e ampliar a
colaboração e entreajuda com as Igrejas, em nível latino-americano.
- Entre os projetos do
presente biênio, o CIMI estará dando especial atenção à formação e
acompanhamento dos missionários. Devido à complexidade das culturas existentes
e das situações enfrentadas, é necessário promover encontros periódicos não só
para o aprofundamento bíblico-teológico, como também um intercâmbio de
experiências vividas e estudos técnicos sobre temas específicos. Assim, o CIMI
promoverá, neste biênio:
· dois
Cursos de Antropologia e Lingüística para agentes de pastoral indigenista
(leigos e religiosos);
· dois
Cursos de atualização: Bíblica, Pastoral Indigenista, Conjuntura Nacional,
Política Indigenista e Antropologia;
· um
Encontro sobre Prática Missionária hoje, para missionários engajados por largo
tempo na Pastoral indigenista;
· um
Encontro sobre: Nossa Vida Missionária para missionários engajados na Pastoral
Indigenista;
· um
Curso sobre história dos povos indígenas e a atuação da Igreja no continente;
os grandes problemas atuais do mundo e da Pastoral indígena; articulação
eclesial e apoio à causa indígena.
PROJETO
PROJETO
PE-11.1
REFLEXÃO SOBRE A IGREJA
E A REALIDADE
NEGRO-BRASILEIRA
O projeto é da responsabilidade das Linhas 5
e 2,
Considerando:
- os 500 anos de
evangelização da América Latina;
- o 1º Centenário da
abolição da escravatura;
- a Campanha da
Fraternidade de 1988 sobre o tema "Negro";
- a continuação da
marginalização do negro, depois dos 100 anos da "Lei Áurea";
- o racismo latente;
presença do negro no Brasil (presença numérica e cultural) negada na prática;
- a urgência de a Igreja
assumir esta realidade; vivemos um momento "crítico"; se a Igreja
demorar, pode ser tarde demais (basta ver certos movimentos de
negro-brasileiros)
- Puebla acenou a questão
do negro, mas não foi adiante significa opção especial pelos negro-brasileiros
(pobres dos pobres);
- várias pastorais
especiais da Igreja no Brasil atingem particularmente a população negra, como
por exemplo, pastoral de favelas, pastoral de menores abandonados, da mulher
marginalizada, pastoral carcerária, movimentos populares e outros;
- o Vaticano II exige
maior inculturação da fé nos valores dos negro-brasileiros;
- a realidade negro-brasileira
está fazendo exigências a todas as dimensões da vida e ação da Igreja no
Brasil:
Dimensão
Comunitária:
· atuação
crescente de negros em CEBs;
· número crescente de negros em seminários e
institutos de vida consagrada;
· formação
dos agentes de pastoral para atender à realidade negro-brasileira etc.;
Dimensão
Missionária, Catequética e Litúrgica: a inculturação da fé na realidade negro-brasileira; Dimensão Ecumênica e de
Diálogo Religioso: o diálogo com as Religiões negro-brasileiras
Dimensão
Profética e Transformadora: a verdadeira libertação do negro-brasileiro
|
SISTEMÁTICA |
PRAZO |
RESPONSÁVEL |
|
Encontro do
Grupo de Trabalho |
1987, outubro,
26 |
Linha 5 e Linha
2 |
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Semana de
Estudos interdisciplinares sobre Igreja e realidade negro-brasileira (antropólogos, sociólogos, psicólogos, teólogos, pastoralistas) |
1988, maio, 16 a
20 |
Linha 5, Linha
2, INP, Assessores das demais Linhas Grupo de Trabalho |
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Organização de
Equipes Regionais |
1987, 1988 |
Linha 5 e Linha
2 |
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Início da
elaboração de um Guia para o diálogo da Igreja e a realidade negro-brasileira |
1988 |
Grupo de
Trabalho, Linha 5 e Linha 2 |
|
Elaboração de
Subsídios para cursos de formação de agentes de pastoral |
1988, novembro |
Grupo de
Trabalho, INP, Linha 5 e Linha 3, OSIB, INP |
PROGRAMA 12
PASTORAL DOS SANTUÁRIOS
E
ROMARIAS (PE-12)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A peregrinação é um sinal muito ao gosto do nosso povo. Basta ver o
grande número de santuários, em todo o Brasil, e considerar as multidões dos
peregrinos. O Santuário de Aparecida se destaca entre todos.
Algumas vezes, são motivos interesseiros que levam os romeiros à
peregrinação: para pedir graças e pagar promessas. Freqüentam templos,
santuários, túmulos, monumentos e lugares de manifestações extraordinárias do
divino. Parte dos peregrinos são cristãos que não participam assiduamente da
vida de nossas comunidades.
O Santuário é, para muitos, o único lugar onde ouvem a Palavra de Deus e
recebem os sacramentos. Daí a necessidade de uma atenção especial à Pastoral
dos Santuários, a fim de que sejam lugares de verdadeira evangelização e que se
integram na Pastoral de Conjunto.
Faz parte da natureza do homem o "ser peregrino". O homem está
sempre à procura do infinito que é Deus. Insatisfeito consigo mesmo, esmagado,
muitas vezes, pela rotina do cotidiano, ele suspira por alguém que o possa
libertar. Todo homem se sente como um ser a caminho. Sua vida é uma caminhada à
Pátria definitiva, à Casa do Pai. O sentido cristão da palavra peregrinar ou
fazer romaria é, antes de tudo, caminhar pela estrada, ser alguém que passa,
como Cristo passou pelas estradas da Palestina. E só abrirmos a Bíblia e logo
percebemos figuras de grandes peregrinos, por exemplo: Abraão, Moisés, Elias,
Davi, e entre eles, Jesus, que foi o maior. Desde o início do cristianismo, a terra
do nascimento, da vida, da morte e da ressurreição de Jesus, bem como o túmulo
de São Pedro, em Roma, tornaram-se lugares de peregrinação.
Em 1936, a Santa Sé deu orientações pastorais para as peregrinações aos
santuários, recomendando que as romarias sejam consideradas e realizadas como
atos de piedade cristã, isto é, revestindo-se de um caráter verdadeiramente
religioso, visando à conversão e ao aprimoramento da vida cristã.
Paulo VI e João Paulo II, em várias oportunidades, mostraram o valor das
peregrinações, sobretudo como ocasião de intensificação de oração, reencontro
com a misericórdia divina, "um lugar privilegiado para a evangelização de
nossa cultura".
A evangélica opção preferencial pelos pobres, assinalada por Puebla e
assumida no Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, se torna
imperiosa nos Santuários, porque a eles acorrem pobres, marginalizados,
enfermos, abandonados e aflitos, que formam a maioria da população do nosso
continente.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Incentivar uma melhor
preparação das romarias e a continuidade das mesmas, num esforço para que haja
maior interação da fé com a História do nosso povo.
- Motivar, para que a
Liturgia seja sempre momento forte da vida nos santuários, sobretudo, o anúncio
da Palavra de Deus e as Celebrações dos sacramentos da Eucaristia, como centro
e ápice da vida cristã - e da Reconciliação, como ocasião forte de
conversão.
- Apoiar o trabalho da
Pastoral dos Santuários, valorizando o Conselho de Reitores de Santuários do
Brasil e sua ação.
- Participar nos
Encontros Nacionais e do Cone Sul sobre Pastoral dos Santuários e nas reuniões
do Conselho de Reitores de Santuários do Brasil (CRSB).
- Incentivar os
responsáveis pelos santuários para que os ajustem às orientações do novo Código
de Direito Canônico.
- Colaborar para que as
Diretrizes Gerais para os Santuários elaboradas pelo CRSB, cheguem a todas as
dioceses e sejam postas em prática.
PROGRAMA 13
PASTORAL DO MENOR (PE-13)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A Campanha da Fraternidade de 1987 assumiu a questão das crianças
empobrecidas e abandonadas no Brasil, que segundo indicação de algumas
pesquisas, são cerca de 36 milhões.
Esta Campanha trouxe, à luz da consciência cristã e particularmente para
a Igreja no Brasil, um grande desafio: a necessidade de uma ação pastoral
especifica em favor desse contingente de crianças marginalizadas.
É alarmante a realidade em que vivem centenas de milhares de menores,
devido à falta de condições mínimas de uma vida digna. Precisando trabalhar
desde muito cedo, saem de suas casas e vão sobreviver nas ruas e praças
centrais de nossos municípios. São, muitas vezes, recrutados em plena
adolescência, na prostituição e nos tóxicos. Acabam assim vítimas da violência,
perdendo a vida muito antes de descobri-la. Estas crianças e adolescentes devem
ser prioridade de uma ação pastoral da Igreja.
Há vários anos foi iniciado em algumas dioceses o movimento de Pastoral
do Menor, que vem crescendo continuamente. Após o lançamento da CF 87 com o
tema "A Fraternidade e o Menor", percebeu-se que os trabalhos com
crianças e adolescentes empobrecidos se multiplicaram. Vários grupos de agentes
de pastoral despertaram para uma ação junto a essas milhares de crianças
marginalizadas.
Com isso, os envolvimentos sociais foram se tornando complexos, os
grupos de trabalho começaram a descobrir a existência uns dos outros e a troca
e apoio mútuos tornaram-se ainda mais necessários.
Considerando tratar-se de uma ação pastoral específica de grande
proporção e repercussão social, torna-se fundamental o acompanhamento e
assessoria para a formação de agentes pastorais para esta realidade social.
Considerando ser fundamental a presença de Igreja nesta área social por
se tratar de crianças e adolescentes marginalizados que merecem, portanto, uma
atenção especial, enquanto prediletos de Deus.
Sente-se a necessidade de uma união de esforços e articulação nos
Regionais das diversas Pastorais do Menor já existentes em nível de Dioceses e
a constituição das Co missões Regionais para articulação já solicitada em nível
nacional de CNBB.
A Pastoral do Menor assume, como objetivo geral de seu trabalho:
- Obter
maior integração e unidade de metas, orientações, metodologia e articulação
entre as diversas atividades da Pastoral do Menor nos Regionais com base nos
estudos e fundamentos pastorais da CF 87.
- Criar, uma Comissão da
Pastoral do Menor, em nível nacional, para as articulações necessárias, troca
de experiências e presença da Igreja nesta realidade social.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Intercâmbio
de experiências e reflexões.
- Possibilitar estudos e formação de
agentes da Pastoral do Menor em nível mais amplo.
- Facilitar a união de esforços para
melhores conquistas no campo dos Direitos do Menor mais empobrecidos.
- Proporcionar cursos e
estágios específicos para jovens e adultos interessados na questão:
· da criança de zona rural
· da criança empobrecida dos grandes
centros
· das crianças de 0 a 6 anos
· das crianças e adolescentes das
comunidades marginalizadas
· dos meninos e meninas na rua
· dos meninos e meninas de rua
· dos adolescentes e jovens de conduta
chamada anti-social;
- Articulação com as
demais comissões e atividades pastorais dos Regionais.
PROJETOS
No atual biênio, a Pastoral do Menor se propõe a:
- promover a Criação nos
Regionais de uma comissão representativa das dioceses para animação dos
diversos trabalhos da Pastoral do Menor
- constituir uma Comissão
para a articulação da Pastoral do Menor em nível nacional;
- planejar encontros,
seminários, momentos de oração conjunta e avaliação da caminhada por meio de
reuniões organizadas dentro de um calendário próprio.
- realizar a VII Semana
Ecumênica do Menor, promovida por equipes ecumênicas e equipes da Pastoral do
Menor, com a colaboração do IBRADES e do IBASE;
- acompanhar a elaboração
da nova Constituição no que se refere aos direitos do Menor.
PROGRAMA 14
PASTORAL DA CRIANÇA (PE .14)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A mortalidade infantil nas áreas rurais carentes e nas periferias
urbanas chega a ser três a seis vezes maior que a taxa de mortalidade infantil
da mesma região.
As crianças que sobrevivem nessas áreas de carência têm seu potencial
humano, em grande parte, irremediavelmente perdido.
Mais de 50% das mortes infantis podem ser prevenidas e o desenvolvimento
da criança nas áreas biopsicossocial pode ser assegurado quando a comunidade se
organiza para a partilha dos conhecimentos e dá apoio às mães, em ações simples
mas da mais profunda importância para o seu futuro.
A Pastoral da Criança contribui para a transformação social através da
organização da comunidade para ser agente de seu próprio desenvolvimento, como
defesa da vida e escola de vida e de fraternidade.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Assessoria
aos Regionais e às Dioceses.
- Participação
em Seminários e Encontros.
- Coordenação
Nacional para viabilizar a operacionalização das atividades de campo.
- Articulação
com outras Pastorais e movimentos de Igreja com base nas necessidades sentidas
pelas famílias e comunidades.
- Publicação
bimensal do Boletim Informativo Pastoral da Criança.
- Entrosamento
com os meios de comunicação da Igreja.
- Elaboração,
impressão e distribuição de materiais educativos.
- Implantação
e implementação gradual de instrumentos para acompanhamento e avaliação das
Ações Básicas de Saúde e das condições de coordenação, em nível de: comunidade,
paróquia, diocese, regionais e em nível nacional.
- Pesquisa
sobre a metodologia transformadora da Pastoral da Criança.
PROJETOS
Entre outros projetos, a Pastoral da Criança
pretende realizar os seguintes:
- Seminários para
treinamento de novos Coordenadores Diocesanos e Paróquias:
- Seminários Regionais de
Coordenadores Diocesanos para troca de experiências, avaliação, reciclagem e
consolidação da Pastoral da Criança;
- Seminários para Bispos
do Norte e Nordeste;
- Encontros Diocesanos
para Clero e Religiosos e Agentes da Pastoral;
- Cursos de alternativas
alimentares de baixo custo;
- Campanha Nacional do
Soro Caseiro.
PROGRAMA 15
PASTORAL DA SAÚDE (PE-15)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A Igreja, em sua larga tradição de zelar pela saúde e no espírito da CF
de 1981, "Saúde para todos", deseja manter viva a preocupação pela
saúde do povo brasileiro, como serviço de valor eminentemente evangélico.
O amor fraterno impele os cristãos a lutarem
contra o sofrimento, a dor dos irmãos e a se empenharem na superação de tudo o
que se opõe à vida.
Motivando e estimulando ações elementares
que tendam a melhorar a situação de saúde do povo, e indo ao encontro dos
doentes, tanto nos hospitais como nas moradias, as Equipes de Pastoral da
Saúde, nas dioceses, nas paróquias e nas comunidades eclesiais de base, poderão
transformar-se em valioso instrumento de promoção humana, de renovação social,
de integração comunitária e de evangelização.
Para animar, coordenar e assessorar uma Pastoral
da Saúde, integrada na Pastoral Orgânica, sempre mais abrangente, é da máxima
importância, a criação e/ou a dinamização de Equipes de Coordenação da Pastoral
da Saúde nos Regionais.
ATIVIDADES
PERMANENTES
- Apoiar,
através do Setor Pastoral Social da Linha 6, as várias iniciativas existentes,
no desejo de colaboração e estímulo.
PROGRAMA 16
PASTORAL OPERÁRIA (PE-16)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Com o atual processo de abertura democrática, em que a sociedade civil
recupera seu espaço de organização, crescem a importância do papel da classe
trabalhadora em nosso país: o movimento operário e popular começa a romper uma
situação de marginalização social e política. Hoje, os trabalhadores e setores
populares começam a se fazer ouvir, e procuram recuperar seus instrumentos de
organização (sindicatos, associações profissionais, associações de moradores,
clubes de mães, grupos de desempregados, movimentos de trabalhadores sem terra
e uma infinidade de outras formas de articulação que organizam e canalizam aspirações
reprimidas durante tanto tempo). Como decorrência natural desse processo,
cresce também a atuação política destes setores.
Neste contexto, o papel dos trabalhadores cristãos adquire importância
fundamental: trata-se de ser presença evangélica, fermento do Reino do Senhor,
dentro das lutas e organizações criadas pelo conjunto da classe trabalhadora.
Os serviços e movimentos de Igreja ligados ao meio operário têm
desenvolvido esta preocupação e, na medida do possível, têm procurado ser essa
presença de Igreja no mundo do trabalho e, ao mesmo tempo, trazer para o
interior da Igreja as preocupações e o conjunto de complexas dimensões que
constituem este mundo do trabalho.
A Pastoral operária, nascida da necessidade de estabelecer esta
vinculação muito íntima entre mundo do trabalho e Igreja busca articular-se e
relacionar-se com os movimentos e serviços que, preservando seus aspectos
particulares e originais, têm o mesmo objetivo; tais como: Ação Católica
Operária (ACO), Juventude Operária Católica (JOC), Comissão Pastoral da Terra
(CPT), Comissão dos Pescadores (CPP), Ação dos Cristãos no Meio Rural (ACR),
Serviço de Pastoral dos Migrantes (5PM), Pastoral Rural, e outros organismos
pastorais congêneres.
Compromisso radical com a classe trabalhadora em suas organizações e
lutas, de um lado, e compromisso radical com a comunidade eclesial em seu
conjunto, de outro, formam os dois pontos de apoio e equilíbrio sobre os quais
caminha a Pastoral Operária.
ATIVIDADES PERMANENTES
Dentro das dimensões acima citadas, a
Pastoral Operária estrutura-se a partir de seus grupos de base, paróquias, (ou
por local de trabalho), diocesanos, regionais e nacional desenvolvendo uma
atividade que envolve diversos aspectos:
- Como
tarefa fundamental, que define sua própria identidade, ação evangelizadora
dentro do mundo do trabalho: constituir-se em espaço de referência onde o
militante operário cristão se encontra para rever e realimentar seu engajamento
à luz da fé, através da revisão de sua vida e luta operária, do estudo e do
planejamento comum da ação.
- Como tarefa supletiva
de serviço à classe trabalhadora:
apoiar o movimento sindical) e popular contribuindo para o crescimento
da consciência operária, desde as questões mais elementares, como o
conhecimento dos mínimos direitos trabalhistas, até as discussões de fundo,
como a questão das linhas sindicais e do próprio projeto político da classe
trabalhadora.
- Como contribuição do
conjunto de serviços e movimentos cristãos ao mundo do trabalho: implementar
uma pedagogia do trabalho coerente com o conteúdo libertador que se busca
levar: trata-se de uma pedagogia que respeita os valores da pessoa, da
dignidade humana e os esforços para se conseguir uma sociedade mais justa,
fraterna e igualitária, onde desapareçam o explora dor e o explorado sinal do Reino de Deus.
- Dentre as outras
atividades permanentes, a Pastoral Operária, visando uma melhor atuação na
Pastoral de Conjunto, pretende desenvolver neste biênio cursos de formação e
capacitação:
· Encontro
de casais operários cristãos engajados no movimento operário
· Encontro
nacional de agentes de pastoral que acompanham a Pastoral Operária
(Assistentes)
· Encontro
Nacional de liberados
· Encontro
nacional de Militantes cristãos que hoje estão engajados nos movimentos sociais,
políticos e sindicais
· Encontro
nacional das pastorais populares para reflexão conjunta da caminhada com a
presença de trabalhadores, religiosos, Bispos e agentes.
PROGRAMA 17
PASTORAL DOS MIGRANTES (PE-17)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
As migrações no Brasil continuam sendo um fenômeno de grande relevância
e graves conseqüências no campo social, econômico, político, cultural,
psicológico e religioso. De forma sintética, podemos hoje elencar quatro
importantes movimentos migratórios: a) migrações campo-cidade (êxodo rural),
onde a expulsão do campo provoca O "inchamento" da zona urbana e a
queda dos salários reais, destacando-se sobretudo o fluxo nordeste-sudeste; b)
migrações para novas terras, fluxo orientado principalmente do sul para o centro-oeste
e norte, em que na constituição da nova fronteira agrícola são sacrificadas
milhares de famílias; c) migrações sazonais ou temporárias, deslocamen tos em
busca de safras agrícolas de grandes projetos, da construção civil, do garimpo
etc.; d) imigração e emigração, sublinhando-se a considerável presença de
latino-americanos no Brasil, em situação irregular e clandestina e o fenômeno
dos "brasiguaios" (brasileiros residentes no Paraguai), que tende a
se estender a outros países limítrofes.
Frente a essa realidade, constituiu-se o SPM, organismo que tem como
objetivo fundamental articular, em nível nacional os serviços pastorais
realizados junto aos migrantes, bem como incentivar toda forma de
evangelização, conscientização e organização do povo migrante na busca da Terra
prometida.
Na caminhada do SPM através de suas assembléias e encontros vem se
delineando uma espécie de coluna vertebral do que poderíamos, chamar de
Pastoral Migratória, e que poderia ser assim resumida: combater todo e qualquer
tipo de migração forçada, o que coincide com o esforço pela fixação na terra,
no sentido de evitar deslocamentos compulsórios; defender o direito do
migrante, onde quer que ele se localize: moradia, saúde, escola, trabalho,
condições de vida digna, etc.; celebrar a peregrinação desse povo com vistas à
conquista da pátria definitiva.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Encontros de Migrantes:
analisar a situação e buscar soluções. Os encontros são realizados em diversos
níveis: local, regional, estadual e nacional.
- Assembléia
do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), realizada a cada dois anos: partilha
de experiências, revisão da prática pastoral e definição de novos rumos ditados
pelas urgências da realidade e pela luz do Evangelho.
- Acompanhar, estudar e
analisar os fluxos migratórios mais expressivos, no sentido de uma atualização
permanente de uma realidade sempre em movimento.
- Socorrer
as necessidades mais urgentes dos que se deslocam: acolhida, atendimento
jurídico, emprego, habitação, documentação etc.
- Constituir
e/ou fortalecer equipes de migrantes, responsáveis, sobretudo, pela integração
dos "chegantes" na comunidade, nos movimentos populares e sindicais,
enfim, na vida do novo local de moradia.
- Articular
e assessorar pessoas, entidades, organismos, grupos e comunidades que tenham
algum trabalho com migrantes, procurando assim uma pastoral "orgânica e de
conjunto".
- Oferecer
assessoria também no sentido de aprofundar a realidade migratória em suas
causas/conseqüências e fluxos/tendências.
- Estimular, em espírito
missionário, as Igrejas particulares e as comunidades a uma redistribuição mais
equitativa dos recursos humanos e materiais da Igreja no Brasil, em favor das
áreas mais atingidas pelos fluxos migratórios.
- No
mesmo espírito missionário, promover através de programas conjuntos, a
integração entre a área de origem e a área de destino dos migrantes.
- Promoção
anual da Semana do Migrante (que culmina com o Dia do Migrante), através da
elaboração de subsídios, de cursos intensivos, de visitas especiais, de celebrações
específicas.
- Formação de agentes -
análise de realidade, critérios evangélicos e prática pastoral: que possam
assumir nas comunidades a Pastoral Migratória.
- Relacionar-se
com entidades, organismos e pastorais que tenham afinidade, com o propósito de
buscar uma caminhada conjunta (CPT, CPO, ACR, CIMI, MDF etc.).
- Serviço de publicações
(boletins, jornais, livretos de reflexão, etc.) que mantenham os migrantes e
demais interessados atualizados quanto ao fenômeno das migrações, bem como a
luta dos "sem-terra, sem raiz e sem rumo".
- Recuperar a
"memória viva" dos migrantes, fazendo-os perceber que sua história,
embora aparentemente individual e familiar, está inserida num contexto mais
amplo de expropriação/exploração/marginalização dos trabalhadores.
PROGRAMA 18
PASTORAL
CARCERÁRIA (PE-18)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
Em 1974, a CNBB publicou um trabalho intitulado "Pastoral
Carcerária", na coleção Estudos CNBB, n.º 4. Contém este documento quatro partes:
a) Situação das prisões em
nosso País e relatório do 1º Encontro Nacional de Pastoral Carcerária.
b) Conferências e estudos
apresentados no 8º Encontro da Pastoral Carcerária;
c) Experiências e projetos
de Pastoral Carcerária.
d) Anexos.
ATIVIDADES PERMANENTES
É resultado do Projeto 4.2.4. do 2º Plano Bienal de Atividades, que teve
seu momento-síntese no Encontro Nacional de Pastoral Carcerária, no Rio de
Janeiro, em 1973. A partir daí, vários encontros e estudos foram realizados,
por iniciativas de dioceses ou de grupos de trabalho. Torna-se importante
recolher a experiência de todos esses esforços e dar atenção qualificada e
cristã aos detentos, no espírito do Evangelho: "Estava preso e me
visitastes" (Mt 25,36).
PROGRAMA 19
PASTORAL DA MULHER
MARGINALIZADA (PE-19)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
A CNBB, como resultado de seus projetos
desenvolvidos em cinco anos, em prol de uma pastoral adequada à "Mulher só
e desamparada", publicou, em 1976, um trabalho na coleção "Estudos da
CNBB", n.º 15, intitulado
"Prostituição, desafio à sociedade e à Igreja". Continuou colocando
em seus planos bienais a dinamização desta pastoral dentro dos propósitos de
dar prioridade, em sua tarefa evangelizadora, aos mais pobres, mais carentes,
que são marginalizados e oprimidos.
Com o agravamento da problemática
sócioe-conômica, o desmoronamento dos valores perenes da humanidade e a
exploração da mulher pelo sistema consumista e materialista prático, urge
reforçar tanto a pastoral da família, como a pastoral da "mulher
marginalizada e oprimida".
ATIVIDADES PERMANENTES
- Apoiar,
articular e avaliar a Pastoral da Mulher Marginalizada.
- Promover
contatos com os vários núcleos desta ação pastoral específica.
- Buscar novos caminhos,
critérios e metodologias.
PROGRAMA 20
PASTORAL DOS PESCADORES
E MARITIMOS (APOSTOLADO DO MAR) (PE-20)
ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO
O Setor do "Apostolado do Mar" engloba a pastoral que atua
junto aos marítimos e pescadores em geral. Por marítimos entendemos os que
exercem a profissão chamada marinha mercante ou comercial.
Tanto os pescadores como os marítimos são pessoas em movimento, em
geral, marginalizados. Pelas dificuldades peculiares de seu trabalho, encontram
muitas vezes obstáculos para contato com a Igreja. Daí a necessidade da
presença desta junto a eles e a suas famílias.
ATIVIDADES PERMANENTES
- Reunir os responsáveis
e interessados das dioceses cm que se situam os principais portos do País para
tentar organizar essas pastorais.
- Colaborar com a criação
de clubes "Stella Maris" nos portos mais importantes, ao menos, a
exemplo do existente em Santos.
- Divulgar notícias e
experiências sobre o apostolado do mar, tendo como base as publicações das
Pontifícias Comissões para a Pastoral das Migrações e Turismo, bem como
boletins e publicações da Comissão Nacional dos Pescadores.
- Apoiar as atividades da
Comissão Nacional dos Pescadores e as reuniões dos seus responsáveis.
C -
COORDENAÇÃO NACIONAL
PROGRAMA 21
SERVIÇOS ESPECIAIS DA
PRESIDÊNCIA, SECRETARIADO
GERAL E CEP (PE-21)
Este programa prevê atividades desenvolvidas
em vista dos fins próprios da Conferência, das Diretrizes Gerais da Ação
Pastoral e da implementação deste Plano, como um serviço aos Regionais, visando
suscitar e integrar a busca e a realização de ações comuns expressivas para a
missão da Igreja no Brasil.
ATIVIDADES
PERMANENTES
- Promover reuniões
sistemáticas do Grupo de Assessores (GA).
- Assessorar os
Regionais.
- Acompanhar,
permanentemente, a execução dos programas deste Plano Bienal.
- Dar atendimento a
assuntos emergentes relacionados com os fins da CNBB.
- Através da Consultoria
Jurídica:
· informar e manter
atualizado o Episcopado em matéria jurídico-canônico por meio de respostas a
consultas e manutenção da seção de Assuntos Jurídicos no Comunicado Mensal;
· possibilitar o
conhecimento mais aprofundado do novo Código de Direito Canônico, através de
cursos intensivos, a pedido de Dioceses, Institutos Teológicos e de Institutos
de Vida Consagrada;
· prestar serviço de
assessoria e orientação jurídico-canônica aos órgãos da CNBB e membros desta;
· acompanhar e animar os
Tribunais Eclesiásticos do Brasil.
|
PROJETO |
TÍTULO |
SISTEMÁTICA |
RESPONSÁVEL |
PRAZO |
|
PE-21.1. |
25ª Assembléia
Geral da CNBB; 26ª Assembléia Geral
da CNBB. |
Reuniões
plenárias, Reuniões por grupos regionais, inter-regionais, comissões
integradas especiais, Reuniões por grupos de estudo. |
Presidência CEP,
Secretariado Geral |
22/3 a1/5/1987,
13 a 22/4/1988 |
|
PE-21.2. |
Conselho
Permanente |
Convocação com
antecedência razoável, Reuniões plenárias, Encontros por grupos constituídos
segundo as conveniências. |
Presidência CEP,
Secretariado Geral |
(1) 25 a
28/8/1987, (2) 24 a 27/11/1987, (3) 23 a 26/8/1988, (4) 22 a 25/11/1988. |
|
PE-21.3. |
Presidência e
CEP |
Reuniões:
Privativa dos Bispos, Por Linhas de
ação pastoral, Sessões de estudo |
Secretariado
Geral |
1987: 24 a 26/2,
24 a 26/3, 21/4, 26 a 28/5, 23 a
25/6, 27 a 29/7, 24/8, 22 a 24/9, 27 a 29/10, 22/11, 15 a 17/12; 1988:
23 a 25/2, 22 a 14/3, 12/4, 24 a 26/5, 21 a 23/6/7, 22/8, 27 a 29/9, 25 a
27/10, 21/11, 13 a 15/12 |
|
PE-21.4. |
Comissão
Episcopal de Doutrina |
Incentivar e
acompanhar os que se dedicam à reflexão, ensino e produção nas áreas
doutrinárias de imediato interesse para a missão da Igreja, Fomentar, apoiar, seguir a pesquisa,
publicações, cursos e encontros nesta área, Examinar a concordância com a fé
católica das publicações, Mediar, em questões doutrinárias, o diálogo entre
autores, editores e Bispos |
|
6 a 9/4/1987, 19
a 21/8/1987, 20 a 22/11/1987, 16 a 18/3/1988, 17 a 19/8/1988, 16 a 18/11/1988 |
|
PE-21.5. |
Comissão
Nacional de Pastoral |
Reuniões preparatórias,
Convocação, Reuniões plenárias, Reuniões, por comissões especializadas |
CEP |
|
|
PE-21.6. |
Participação dos
Regionais no acompanhamento do Plano Bienal |
Encontros
Nacionais de Subsecretários Regionais |
Secretariado
Geral |
22 a 23/1987, 20
a 22/9/1987, 18 a 20/5/1988, 18 a 22/5/1988 |
|
PE-21.7. |
Dois encontros
anuais da Presidência da CNBB e
Diretoria Nacional da CRB |
Reflexão sobre
temas de interesse comum, Tratamento de assuntos que interessam às duas
Conferências |
Presidência
CNBB, Diretoria CRB |
29 e 30/10/1987 |
|
PE-21.8. |
Encontro da
Presidência com as Conferências Episcopais da América Latina |
Tratamento de
problemas pastorais comuns,
especialmente de migrantes |
Presidências das
Conferências |
|
|
PE-21-9. |
Acompanhamento
da administração econômica financeira da CNBB |
Reunião do
Conselho Fiscal, Reunião do Conselho Econômico |
|
|
|
PE-21-10. |
Encontros
Nacionais de Juízes e Servidores dos tribunais Eclesiásticos. |
5º Encontro
Nacional (Salvador-BA) |
Serviço de
Consultoria Jurídica |
29 a 31/7/1988 |
|
PE-21-11. |
Articulação dos
Canonistas brasileiros |
Apoio e presença
no 3º Encontro Nacional de Canonistas (Salvador-BA) |
Serviço de
Consultoria Jurídica |
25 a 28/7/1988 |
PROGRAMA 22
COMISSÃO DE
ACOMPANHAMENTO DA
CONSTITUINTE (PE.22)
Atendendo a sugestão da 25.a Assembléia Geral da CNBB, foi constituída
uma Comissão Nacional para acompanhamento dos trabalhos da Constituinte.
Esta comissão terá como tarefas principais:
- manter contato com os
parlamentares, abrindo espaços para que eles possam ser informados
adequadamente a respeito das posições assumidas pela Igreja, principalmente
enquanto expressadas no Documento da 24,a Assembléia Geral da CNBB (Por
Uma Nova Ordem Constitucional)
- oferecer aos Srs.
Bispos e agentes de pastoral informações periódicas a respeito do andamento dos
trabalhos da Constituinte;
- colaborar com os
organismos responsáveis da CNBB, oferecendo subsídios para uma análise crítica
continuada, no correr dos trabalhos de elaboração da nova Constituição, e
sugerindo atitudes ou medidas práticas para promover a participação e o
envolvimento das comunidades nesse processo.
Para atingir esses objetivos, serão utilizados, entre outros, os
seguintes meios:
- constituição de uma equipe coordenada
por um bispo (acrescida Posteriormente de dois Bispos) para assumir, junto com
a comissão executiva, a responsabilidade pela condução dos trabalhos;
- organização de uma comissão
executiva, que contará basicamente com a colaboração dos membros da Comissão
Justiça e Paz de Brasília e de um grupo de assessores da CNBB Nacional:
- montagem de um serviço mínimo de
infra-estrutura secretarial durante o período:
- montagem de um serviço profissional
de jornalismo, junto ao setor de imprensa da CNBB, contando com o apoio de
organizações católicas de comunicação social principalmente da UNDA União de
Radiodifusão Católica);
- elaboração de um encarte semanal
"Notícias-Constituinte", de circulação nacional, a ser distribuído
junto com o Boletim Notícias da CNBB e encaminhado a todos os constituintes;
- emissão diária de noticiários, via TELEX,
a entidades organizadas da sociedade civil e, especialmente, aos responsáveis
por meios de comunicação ligados à Igreja.
- promoção periódica de
"encontros-convívio", na sede da CNBB, entre Constituintes, Bispos e
Comissão Executiva
- participação
de membros da Comissão Executiva junto aos Regionais da CNBB na promoção de
palestras e encontros sobre o tema.
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Fonte: Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
Web site: www.cnbb.org.br