CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

9º PLANO BIENAL DOS ORGANISMOS NACIONAIS

 

1987/1988

Brasília - DF

 

 

APRESENTAÇÃO

 

O 9º Plano Bienal de Pastoral foi elaborado a partir da avaliação global da caminhada da Igreja no Brasil. Essa avaliação iniciada, ao mesmo tempo, nos Regionais e nos organismos nacionais, foi completada na Assembléia Geral da CNBB. Este plano procura responder, na linha de projetos e ação concreta, às principais perspectivas e indicações emergidas desse longo e rico processo.

Ele é fruto do trabalho constante da assessoria e dos organismos nacionais que possibilitam a atuação da Comissão Episcopal de Pastoral. E um plano de nível nacional, mas não foi elaborado e nem poderá ser executado à margem dos Regionais. Por isso, em sua elaboração, os Regionais deram substanciosa colaboração; Igualmente, a execução não se fará sem sua participação.

O     Plano de Pastoral dos organismos nacionais continua sendo bienal, supondo, portanto, a elaboração de dois planos durante o presente quadriênio. Dentro do pro cesso de planejamento, que é ininterrupto, sua publicação não coincide exatamente com a data de sua execução. Muitos dos projetos elencados já foram realizados ou estão em andamento, sobretudo na área das várias dimensões ou linhas de pastoral.

O     Plano engloba três grandes capítulos de programas e projetos: os programas conjuntos, os programas específicos (dimensões e situações) e o programa de coordenação.

Os programas conjuntos foram reduzidos em número mas, seguramente, alargados em abrangência e importância ("Eclesiologia integral" e "Igreja, Evangelização e Cultura"). Além da Campanha da Fraternidade, eles constituem resposta a grandes e numerosas preocupações e solicitações manifestadas na última Assembléia Geral. Sua sistemática está sendo pensada no sentido de permitir uma mais ampla participação. As áreas atingidas pelos destaques, foram, igualmente, trabalhadas em comum e com especial empenho de vários setores.

Que a execução do 9º Plano Bienal mereça de todos o mesmo carinho e dedicação empregados em sua elaboração.

 

Celso Antônio de Queiroz

Secretário-Geral da CNBB

 

 

I - PROGRAMAS CONJUNTOS (PC)

ECLESIOLOGIA INTEGRAL

IGREJA, EVANGELIZAÇÃO E CULTURA

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

 

 

            PROGRAMAS CONJUNTOS  1 (PC-1)

 

            ECLESIOLOGIA INTEGRAL

 

OBJETIVO

 

Desenvolver uma eclesiologia como fundamento amplo para a articulação das várias pastorais e movimentos eclesiais na Pastoral orgânica, em conseqüência com as orientações da Igreja no Brasil, na América Latina e da Igreja universal.

 

 

JUSTIFICATIVA

 

I.   Transformações eclesiais e praticas pastorais

 

Nas duas décadas que se seguiram ao Concílio Vaticano II, foram muitas e profundas as transformações nas estruturas e práticas pastorais da Igreja no Brasil. Sob o impulso de Medellín  e de Puebla, e das provocações da realidade sócio-cultural e eclesial, emergiram novas práticas pastorais, enquanto outras se tornaram ultrapassadas. Além disso, caminhamos para o V centenário da Evangelização do Continente.

Nesse período, uma nova visão da realidade, na fidelidade ao Espírito, orientou a Igreja e seu agir pastoral na direção dos pobres e de seu mundo. Fez com que ela descobrisse grupos minoritários e situações específicas e articulasse uma ação pastoral mais adequada. Cresceram as CEBs, nasceram e se ampliaram pastorais específicas, movimentos emergentes, dentro de um projeto pastoral mais amplo, orientado pelo Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil.

Abrindo-se a um mundo cultural e religiosamente policêntrico, a Igreja no Brasil ampliou também seu horizonte na direção de outros grupos religiosos e de culturas minoritárias, reconhecendo-lhes os valores e dispondo-se a um diálogo aberto. Essa atitude, como forma de serviço eclesial ao mundo, tornou-se um sinal de esperança para uma unidade mais profunda. Ao mesmo tempo, a Igreja se depara com um crescente secularismo, de um lado; e com a multiplicidade de grupos religiosos autônomos (seitas), novas formas de manifestação religiosa e de filosofias de vida, de outro.

Esse dinamismo de renovação gerou processos novos de evangelização através de uma integração mais profunda entre fé e vida, Palavra de Deus e compromisso histórico, e de um novo tipo de apologia da fé.

 

II. Desafios e questionamentos

 

Cresceram os desafios. Primeiro, o desafio dos pobres numa sociedade de classes. Segundo, o desafio da pluralidade de visões religiosas e das várias culturas num mundo cada vez mais complexo. Terceiro, o desafio de uma ação pastoral orgânica para cumprir sua missão: evangelizar.

A explosão de iniciativas e de atividades, que caracteriza nossa Igreja hoje, traz consigo também o risco não desprezível da dispersão dos objetivos parciais e de perda de uma visão de conjunto, necessária a uma evangelização mais eficaz.

Há o risco de setorizar a pastoral na diversidade de iniciativas e atividades, em si legítimas, mas que devem contribuir articuladamente para o objetivo central, a razão de ser da própria Igreja, sua missão. Pode-se, desta forma, diluir a identidade eclesial nas diferentes dimensões e

perspectivas não integradas entre si, enfraquecendo os laços de pertença à Igreja e a eficácia missionária da mesma.

Desta forma, pastorais setoriais ou movimentos podem não se sentir integrados na pastoral orgânica; a própria Igreja pode ser vista mais como mensagem em concorrência com outras da sociedade, do que como sacramento e mistério da fé. Corre-se o risco de, por um lado, igualar e, por outro, separar perigosamente o processo de libertação e evangelização. Neste sentido, observa-se a penetração de uma tendência espiritualista desencarnada que deixa na sombra a realidade social. Do mesmo modo, o processo pedagógico da apropriação da fé (catequese, pregação, liturgia.) arrisca separar-se do serviço concreto e ativo da caridade.

 

III.   Pistas para a concretização do objetivo

 

Para responder aos desafios e questionamentos acima, concretizando o objetivo, dever-se-á buscar uma visão de Igreja que possa oferecer maior coerência ao caminhar da Igreja dentro do mundo de hoje. Por isso, esse programa visa:

 

a)   conduzir a uma maior consciência daquilo que a todos une: a presença e ação de Cristo e do Espírito na Igreja, Povo de Deus;

b)   superar a confrontação "clero-laicato" na direção de uma comunhão mais profunda e articulada entre comunidade e ministérios;

c)   aprofundar o ser batismal de todo cristão, sua dimensão missionária, e a co-responsabilidade de todos os batizados na missão da Igreja

d)   valorizar a Igreja particular como lugar de uma comunhão dinâmica de serviço ao mundo e de articulação com as demais Igrejas particulares e a Igreja universal

e)   fundamentar a subsidiariedade de serviços na comunhão e co-responsabilidade

f)    Apresentar a Igreja, Povo de Deus, em sua dimensão profética frente ao mundo, comprometida com a causa do pobre e da justiça na sociedade.

 

     Este programa é plurianual, devendo prolongar-se para além deste 9º Plano.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envolvimento de Bispos e Assessores da CNBB Nacional e

dos Secretários Regionais para o encaminhamento do programa.

1987, setembro.

Secretaria Geral.

Encontro de um Grupo de Trabalho de Bispos, Pastoralistas e Teólogos para buscar a linha eclesiológica  unificadora  das práticas pastorais.

1988, março.

INP

Linha 1

Linha 6.

Seminário de Assessores Nacionais, Subsecretários Regionais da CNBB.

1988, maio.

Secretaria Geral.

Subsidio para o estudo do tema. Texto de trabalho a ser agosto Linha 1 enviado a Bispos, Regionais,  Institutos, Organismos.

1988, agosto.

INP

Linha 1

Linha 6.

As etapas seguintes serão planejadas para o 10º Plano Bienal da CNBB Nacional.

 

 

Eventos e atividades temáticas já incluídos no Plano de Pastoral das Dimensões, Situações e/ou planejadas pelos Organismos Nacionais.

Cf. anexo.

 

 

 

ANEXO

 

OUTRAS ATIVIDADES E PROJETOS DO PLANO

INTEGRADOS NO PROGRAMA

 

As atividades abaixo elencadas constam entre projetos previstos em diversas Linhas e Setores da CNBB e deste 9º Plano Bienal e deverão integrar-se no contexto deste Programa Conjunto, uma vez que a reflexão eclesiológica está explicitamente presente.

 

 

SISTEMÁTICA

RESPONSÁVEL

Encontro de Bispos recém-ordenados.

Linha 1

"Diáconos Permanentes no Brasil": Publicação de subsídios e encontro nacional das Escolas Diaconais.

Linha 1

Encontro da Comissão Nacional do Clero e de Presbíteros.

Linha 1

CNC/CRCs

Encontro Nacional de Leigos.

CNL

Encontro de Coordenadores e Assistentes eclesiásticos de Movimentos Apostólicos organizados e pastorais específicas.

CNL

Encontros inter-regionais de Leigos sobre as conclusões do Sínodo sobre os leigos.

Linha 1

Susecretários

Regionais

Preparação do 7º Encontro Intereclesial de Base.

Com. de Coordenação

Aprofundamento da teologia missionária para tornar mais claro o sentido da

Missão hoje, a partir da realidade da

Igreja no Brasil.

Linha 2

Reflexão sobre a situação do ecumenismo e do diálogo religioso no Brasil.

Linha 5

Reflexão sobre a Igreja e a realidade negro-brasileira .

Linha 5

Linha 2

Reflexão sobre o fenômeno do crescimento dos movimentos religiosos independentes e sobre os desafios pastorais.

Linha 5

CONIC

ISER/CEDI

Igreja e movimento sindical.

Linha 6

Encontro nacional de militantes cristãos que hoje estão engajados nos movimentos sociais, políticos e sindicais.

CPO

Nacional

Encontro Nacional de articulação das pastorais populares

CPO

Assessores da CNBB

Seminário sobre a Igreja nas grandes cidades.

Regional

Nordeste 1

Linha 1

IBRADES

Seminário sobre Igreja e cidade.

IBRADES

Linha 1

Seminário sobre a forma própria de ser Igreja no urbano.

IBRADES

Linha 1

 

 

            PROGRAMA CONJUNTO 2 (PC-2)

 

            IGREJA, EVANGELIZAÇÃO E CULTURA

 

Durante a 25ª Assembléia Geral, bem como em outras reuniões, realizadas nos últimos anos, percebeu-se a necessidade de uma séria abordagem do tema "Evangelização e Cultura". Afloraram, de fato, inúmeros desafios.

 

Desafios do dia-a-dia

 

-    impacto da cultura dominante do último quartel do século XX sobre pessoas de culturas pré-modernas (indígenas, migrantes etc.), e da cultura brasileira sobre migrantes de outros continentes;

-    impacto da invasão cultural dos continentes do norte:

-    relacionamento saber popular versus saber sistematizado

-    massificação cultural em ato em confronto com valores regionais;

-    cultura muitas vezes encastelada em superestruturas acadêmicas não engajadas na transformação da sociedade

-    exigência dos pobres na América Latina e no Brasil como força histórica de transformação e libertação.

 

Desafios emergentes

 

-    explosão da informática influindo na cultura, na evangelização, na educação

-    engenharia genética e seu impacto sobre a vida, a família;

-    destruição do ambiente, esgotamento dos recursos não renováveis;

-    implicações éticas do uso da energia nuclear;

-    impacto dos MCS sobre os valores, a ética, a religiosidade, a educação (cf. CF 1989);

-    a expansão dos movimentos fundamentalistas ("seitas"), do processo de secularização e dos humanismos imanentistas.

 

Cultura ou Culturas?

 

E um desafio até a própria definição de "cultura", frente à variedade das realidades e das acepções do termo, e às ideologias subjacentes.

 

Desafios que vêm da História

 

-    fé encarnada na cultura peninsular, marginalizando as culturas indígenas e negras (cf. CF 1988);

-    saber e religiosidades populares longamente ignorados;

-    distanciamento da Igreja do campo do pensamento leigo, da ciência e da cultura sistematizada; criação de centros paralelos de produção do saber;

-           na passagem dos 500 anos do início da ocupação das Américas pelos europeus e de sua evangelização, apresenta-se o desafio de uma sincera avaliação global, visando  uma conversão e um novo planejamento, na soleira do 3° milênio.

 

Desafio específico da evangelização

 

A cultura reflete o lugar social em que se produz e reproduz; está envolvida pela ambigüidade da História, entre valores e contravalores.

A evangelização realiza-se dentro desse processo cultural, numa contínua encarnação no mundo do homem. O grande desafio para a evangelização é o mesmo do Verbo: fez-se carne e plantou seu barraco entre nós, assumiu nossa fraqueza para libertar o homem todo, pessoa e sociedade. Como, então, anunciar a Boa Nova ao homem de hoje, culturalmente identificado, despertando suas energias, seu coração, para que ele assuma livremente o projeto de Deus, conserve sua identidade cultural e purifique do mistério do pecado a cultura, para que o Reino possa, como o fermento, levedar toda a massa da cultura humana.

 

OBJETIVO DO PROGRAMA

 

Estudar esses desafios, bem como o histórico e a situação da evangelização, à luz da Palavra de Deus e da Igreja, da Teologia e da prática pastoral, e indicar orientações.

 

DINÂMICA DO PROGRAMA (1987-1990)

 

O Programa é plurianual e deverá prolongar-se para além deste Plano Bienal, em atividades:

 

a)   debate preliminar e planejamento;

b)   seminários e encontros específicos do projeto;

c)   iniciativas promovidas pelos organismos nacionais dentro do 9º Plano Bienal;

d)   reunião da equipe para sistematizar os resultados dos itens b) e c) e produzir um texto de trabalho a ser distribuído e debatido, com retorno à comissão;

e)   seminário de teólogos e pastoralistas e produção de texto de trabalho a ser distribuído e debatido;

f)    reunião de um grupo misto de peritos e participantes das atividades descritas nos itens b), c) e e) para elaboração de síntese mais completa, publicação do documento final desta primeira etapa e encaminhamento de atividades para as etapas subseqüentes.

 

ATIVIDADES OU PROJETOS DO PROGRAMA (1987-1988)

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

1. Discussão e planejamento do projeto. Reunião de Assessores, Subsecretários Regionais e CEP.

1987, setembro, 20 a 24

SECRETARIA Geral, Presidência, CEP, Assessores, Subsecretários.

2. Seminário de levantamento de problemas nas áreas de filosofia, ciências sociais, teologia e pastoral.

1988, maio

INP, Peritos.

3.Seminários (Regionais  da CNBB ou blocos) sobre Cultura Popular.

1988, 1º semestre

INP, Subsecretários, Representantes das Pastorais Populares.

4. Eventos e atividades temáticas já incluídos no Plano das dimensões, situações e/ou planejados pelos organismos nacionais.

Cf. anexo a este projeto.

 

5. Seminário da ABESC sobre "O papel das IESCS na Evangelização da Cultura" (Esta iniciativa se desdobrará em seminários regionais, retomando-se o tema em novo seminário nacional).

1988, maio

ABESC, INP.

6. Encontros da Equipe interna da CNBB/INP para síntese dos trabalhos já realizados e elaboração de documento de trabalho.

1988, setembro

INP, Assessores.

7. O Planejamento das etapas seguintes será detalhado no 10º Plano Bienal da CNBB.

Nota: A responsabilidade do Programa está confiada ao INP, que poderá delegar a coordenação de cada Projeto ou atividade a Dioceses, pessoas ou organismos

 

 

 

ANEXO

 

OUTRAS ATIVIDADES E PROJETOS DO PLANO INTEGRADOS NO PROGRAMA

 

Eventos e atividades temáticas já previstas em outras áreas ou setores do Plano Bienal que devem ser integrados neste Programa Conjunto.

 

 

 

SISTEMÁTICA

RESPONSÁVEL

4.1

Adaptação e inculturação da Liturgia

Linha 4

4.2

Reflexões sobre a Igreja e a realidade negro-brasileira

Linha 2, Linha 5

4.3

Reflexão sobre as seitas

Linha 5

4.4

Valores em jogo na sociedade brasileira (pesquisa, seminários, grupos...)

IBRADES

4.5

Análise da realidade social brasileira à luz da fé

IBRADES

4.6

Pesquisa sobre presença de Igreja nos Meios de Comunicação Social

CERIS/Linha 6

4.7

Inculturação da Liturgia no Ambiente Juvenil e Universitário

PU e Linha 4

4.8

Simpósio de peritos sobre problemas bioéticos

Pastoral da Família, Linha 1, IBRADES

4.9

Valores da Família da classe popular

Pastoral da Família, Linha 1

4.10

Encontros e reuniões de migrantes para debater seus problemas

Pastoral do Migrante, Linha 6

4.11

A Igreja nas grandes cidades

Linha 1, IBRADES, Regional Nordeste 1

4.12

Igreja e cidade

Pastoral Urbana

4.13

A forma própria de ser Igreja no urbano

Linha 1, IBRADES, Regionais da CNBB

4.14

Curso de antropologia e lingüística para agentes de pastoral indigenista

CIMI, Linha 2

4.15

Curso de atualização para agentes de pastoral indigenista

CIMI, Linha 2

4.16

Encontro Nacional de Coordenadores do Ensino Religioso sobre "Ensino Religioso, Fé e Cultura".

Linha 3

 

 

PROGRAMA CONJUNTO 3 (PC-3)

 

CAMPANHA DA FRATERNIDADE

 

A Campanha da Fraternidade, criada em 1964, tornou-se, ao longo desses 25 anos, um privilegiado processo de evangelização nacional durante o período da Quaresma, e passou a ter uma profunda influência, como fio inspirador e condutor do planejamento pastoral do ano todo. A CF passou a ser também um fator de unidade pastoral, aglutinando as Igrejas locais do Brasil numa mesma proposta de reflexão e ação e cativando a simpatia de várias confissões evangélicas que, aos poucos, assumem a CF em sua ação evangelizadora. Sendo um projeto nacional de tamanha importância, requer um aperfeiçoamento cada vez maior do processo de participação de toda a Igreja em seus diversos níveis e o comprometimento consciente de todas as dimensões ou linhas da ação pastoral.

A 23ª Assembléia Geral da CNBB, em abril de 1985, recomendou que se fizesse uma avaliação global da Campanha da Fraternidade, para dirimir algumas dificuldades que ainda persistem e, conseqüentemente, procurar meios para torná-la mais eficaz. Essa avaliação aconteceu ao longo de 1985, com a participação dos Subsecretários Regio nais, Coordenadores Regionais da CF e Assessores da CNBB. Em agosto do mesmo ano, o Conselho Permanente dedicou-se a esta avaliação, cumprindo o que lhe fora delegado pela Assembléia Geral. Os resultados foram publicados no Comunicado Mensal da CNBB de agosto de 1985, às páginas 999 a 1.002.

O Encontro Nacional de Coordenadores da CF, maio de 1987, solicitou à CNBB o aproveitamento da comemoração aos 25 anos da Campanha da Fraternidade para intensificar a busca de novos processos de animação da CF. Para alcançar este propósito:

-    A CF passa a ser um PROGRAMA CONJUNTO, assumido pela Presidência e CEP e todos os Assessores Nacionais da CNBB.

-    Motivar-se-á toda a Igreja no Brasil para que a CF seja, cada vez mais, uma atividade de pastoral ampla, en volvendo todos os grupos e setores da Igreja nas várias etapas do seu cronograma (planejamento, elaboração dos diversos subsídios, treinamento de animadores, realização e avaliação).

-    Apresentar-se-á um roteiro para a produção e adaptação de subsídios para evangelização e liturgia segundo o espírito da CF em vista de maior criatividade, participação e co-responsabilidade.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

A) Atividades habituais:

 

 

1. Acompanhamento da CF 87

1987

Secretário Geral

2. Preparação da Avaliação Nacional.

 

Assessor Nacional da CF.

3. Encontro Nacional da CF para avaliação da CF 87 e publicação dos resultados.

1987, maio

24 a 26.

Animadores Regionais da CF.

4 Implementação da  CF 88: concursos de músicas e cartazes, elaboração de texto-base e subsídios.

1987, setembro.

 

5. Primeiros passos para a CF 89: escolha do tema,  esboço de texto-base do ano seguinte para  fundamentação  dos concursos de letra etc.

1987

maio

dezembro

Assessores Nacionais da CNBB.

6. Coleta e classificação dos subsídios elaborados nas bases.

 

Subsecretários Regionais.

B) Atividades especiais:

 

 

1. Visita do Assessor Nacional da CF a todos os Regionais para um novo processo de animação da CF (um bispo e um animador para a CF em cada Regional, processo participativo na preparação, realização e avaliação da CF; envolvi mento das diversas modalidades de pastoral, etc.

1988-1990

Assessor Nacional da CF.

2. Estudo e tomada de decisão pela CEP ou CP em relação à sugestão dos Coordenadores  Regionais da CF de a CNBB Nacional se encarregar apenas do texto-base, cartaz, letra, música, filmeto de TV, spot para rádio e das homilias, deixando de restante dos subsídios para os Regionais ou outros.

 

CEP ou CP.

 

 

II - PROGRAMAS ESPECÍFICOS (PE)

 

            A - LINHAS OU DIMENSÕES PASTORAIS

 

            B - SITUAÇÕES PASTORAIS

 

            C - COORDENAÇÃO NACIONAL

 

 

            A - LINHAS OU DIMENSÕES

            PASTORAIS

 

 

            PROGRAMA 1

            DIMENSÕES COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

            LINHA 1 (PE-1)

 

"É o Espírito que convoca e reúne seu povo para viver em comunidade, conforme o carisma e a missão que a cada um são concedidos, segundo o dom de Deus" (Diretrizes Gerais, 116).

 

Pela dimensão comunitária e participativa, essencial para a vida de fé, a Igreja no Brasil pretende valorizar todas as vocações, carismas e ministérios do Povo de Deusbilitem plena participação de todos para atingir aquela unidade que é gérmen do Reino e sinal para que o mundo creia.

 

Nessa dimensão incluem-se três setores:

·      Vocações e Ministérios

·             Leigos

·      Estruturas de Igreja.

 

 

 

SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

·                                                                                                               VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

"Aprouve a Deus santificar e salvar os homens não singularmente, sem nenhuma conexão uns com os outros, mas constituí-los num povo..." (LG 9). O Povo de Deus se reúne hoje, especialmente, na Igreja. O Plano da Salvação, a formação do Povo de Deus e a constituição da Igreja nascem da própria Trindade divina, daquela comunhão em que estão unidos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Por isso, a Igreja, como explicitou Puebla, é essencialmente "comunhão e participação".

Gerada à semelhança da Trindade, a comunidade eclesial é, ao mesmo tempo, perfeita comunhão na igualdade e na realidade ordenada segundo o plano de Deus Pai. Nela, todos recebem os dons do Espírito, ou carismas, e são chamados a fazê-los frutificar em múltiplos serviços e ministérios em benefício da comunidade e, principalmente, em função da missão evangelizadora no mundo.

Entre os diversos ministérios sobressaem os apostólicos, consagrados pelo sacramento da Ordem, a serviço da unidade da comunidade e da sua fidelidade à origem apostólica.

Há mútua relação entre ministérios e comunidade:

aqueles estão em função desta, do seu crescimento, na unidade e dinamismo missionário; ela se expressa através deles, os sustenta, se identifica com eles, até se tornar "toda ministerial".

-      Nisto se fundamentam também os critérios da ação pastoral da Dimensão Comunitária e Participativa:

-    levar todos os cristãos à participação ativa na vida da Igreja e na transformação do mundo;

-    desenvolver as diversas formas de organização do apostolado e de participação da comunidade na missão da Igreja

-    fazer com que os diversos ministérios atendam as necessidades da comunidade e da missão;

-    contribuir para que os ministérios hierárquicos - diaconato, presbiterato e episcopado - realizem sua função de animação e dinamização da vida eclesial, na comunhão de todos os carismas e ministérios, através de um testemunho de vida, que os torne sinal de unidade e autenticidade.

 

O     ideal, foi expresso eficazmente por São Bernardo, numa oração em que pede a Deus "que ordene nele aquele tanto de amor que lhe concedeu": "a fim de que o todo, que a Deus pertence, eu o ame de tal forma que, em cada coisa, eu me preocupe com a parte que me foi confiada na divisão das tarefas, mas sem que isto me impeça de ter um grande amor interior, para as outras tarefas, que não fazem parte da minha função pessoal". Em outras palavras: cada um deve amar e assumir a sua parte (participação), em comunhão e por amor ao todo, a comunidade inteira.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-    Incentivar e aprofundar a compreensão da vocação cristã como dimensão de toda a pastoral, a ser concretizada nos diversos serviços e ministérios.

-    Aprofundar o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos, como instrumentos de rejuvenescimento do dinamismo evangelizador da Igreja, dando particular atenção à formação para tais ministérios.

-           Oferecer condições e estímulo ao ministério episcopal, visando sua unidade e o exercício de sua missão específica.

-    Acompanhar regularmente a Comissão Nacional do Clero (CNC), apoiando suas tarefas de proporcionar a todos os que vivem a vocação presbiterial elementos para uma vivência de maior participação e comunhão e colaborar para a promoção integral dos presbíteros e seus presbitérios, a fim de que se realizem plenamente conforme sua vocação e missão. 

-    Apoiar o Conselho Nacional de Leigos (CNL) no seu esforço de organização em nível nacional e regional, para que todos os cristãos, como Igreja, possam testemunhar seu batismo, no mundo, diante de tantos desafios para a justiça, a fraternidade e a paz.

-    Acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos (CND), apoiando sua tarefa de animar a vocação ao ministério diagonal e sua formação.

-    Colaborar com a CRB e com a CNIS, no âmbito das respectivas Conferências, para que a vida consagrada assuma na Igreja a sua vocação específica, como manifestação profética e carismática do Reino.

-    Dar condições para a capacitação adequada dos formadores dos futuros presbíteros, apoiando cursos em nível nacional e regional.

-    Acompanhar, através de contatos e reuniões com formadores, a aplicação das Diretrizes Básicas da Formação Presbiterial nos Seminários e Institutos de Formação.

-    Implementar, juntamente com a OSIB, instrumentos de aperfeiçoamento da formação sacerdotal, tais como a atualização do Catálogo dos Seminários e do Cadastro de Professores dos Institutos de Filosofia e Teologia do Brasil.

-    Acompanhar e analisar as atividades dos Regionais no campo da promoção e formação vocacional, promovendo o intercâmbio de subsídios e informações, especialmente em preparação aos momentos intensivos de pastoral vocacional.

-    Incentivar iniciativas de promoção vocacional para a vida presbiteral e a vida consagrada especialmente no meio urbano, entre os operários, universitários e profissionais liberais.

-           Promover uma pastoral vocacional com perspectiva universal, procurando suscitar vocações missionárias para toda a Igreja.

-    Manter fraterno relacionamento com o Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM (DEVYM), bem como com os de outras Conferências Episcopais, colaborando com suas solicitações e participando de possíveis encontros internacionais;

-           Colaborar com a Pastoral da Juventude e Universitária, no que se refere à dimensão vocacional.

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-1.1

            FORMAÇÃO ESPIRITUAL NOS SEMINÁRIOS MAIORES

 

Após quatro cursos sobre Formação Participativa nos Seminários Maiores, os formadores, reunidos na 5ª Assembléia da OSIB, solicitaram que se aprofundassem temas específicos, com prioridade para a Formação Espiritual.

Com estes cursos pretende-se criar condições para que os formadores possam avaliar a prática da formação espiritual nos Seminários, considerar as dimensões humano-afetiva e pastoral e suas implicações para a formação espiritual e aprofundar a espiritualidade cristã e, mais especificamente, a presbiteral, abrindo pistas para maior integração entre fé e vida, estudo e oração, contemplação e ação pastoral.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

5º Curso para Formadores.

1987

junho

13 a 21.

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios.

6º Curso para Formadores.

1988

janeiro

18 a 5 de fevereiro.

OSIB.

 

 

            PROJETO PE-1.2

            1º ENCONTRO NACIONAL SOBRE ESTUDOS

            FILOSÓFICOS E FORMAÇÃO PRESBITERAL

 

Os responsáveis pela formação presbiteral têm pedido especial atenção para a etapa dos estudos filosóficos. Com este primeiro encontro, pretende-se refletir sobre as exigências da formação filosófica dos futuros presbíteros, avaliar a situação atual dos Cursos de Filosofia em que os seminaristas estudam, comunicar experiências pedagógicas e didáticas e sugerir orientações para uma formação filosófica mais atualizada e mais integrada na formação presbiteral.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de documento de trabalho em preparação ao Encontro.

1987

maio

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios OSIB.

Realização do 1º Encontro.

1987

julho

13 a 17

OSIB.

 

 

            PROJETO PE-1.3

            2º e 3º ENCONTROS DE BISPOS REPRESENTANTES

            DO SETOR SEMINÁRIOS NOS REGIONAIS

 

Os Bispos que participaram do 1º Encontro afirmaram a validade de dar continuidade a este projeto, dada a importância da formação presbiteral para toda a Igreja e tendo em vista a necessidade de se aperfeiçoar cada vez mais a formação dos futuros presbíteros. Para o 2º Encontro pretende-se, entre outros temas, aprofundar a formação espiritual nos seminários e para o 3º subseqüentes, assuntos e situações novas que surgem.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

2º Encontro Nacional.

1987

agosto

10 a 12.

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios OSIB.

3º Encontro Nacional.

1988

agosto

9 a 11.

OSIB.

 

 

            PROJETO PE-1.4

          8º ENCONTRO NACIONAL

          DE PASTORAL VOCACIONAL

 

Depois do Ano Vocacional e das repercussões que se seguiram, urge avaliar a caminhada vocacional dos últimos anos, para responder criativamente aos novos desafios que a Igreja enfrenta. Para tanto, pretende-se refletir sobre a história da Pastoral Vocacional no Brasil nos últimos vinte anos e abrir perspectivas para o futuro, através 4a preparação de um Congresso Vocacional.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Circular para os Regionais com documento de trabalho e roteiro de avaliação.

1987, agosto

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios OSIB.

Encontro Nacional.

1987, novembro, 3 a 6

 

 

 

            PROJETO PE-l .5

            ENCONTRO DE BISPOS

            RECÉM-ORDENADOS

 

Pretende-se, com este projeto, prestar um serviço aos Bispos recém-ordenados, visando familiarizá-los com as estruturas e organismos da Igreja, tais como a Santa Sé, a CNBB e outros. Visa, ainda, levar a efeito uma reflexão ao redor das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e de alguns aspectos da teologia, sobretudo, da Teologia do Episcopado, da Igreja particular e da espiritualidade episcopal.

Este projeto buscará também proporcionar uma troca de experiências com outros Bispos de significativo serviço no ministério episcopal.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional.

1988

março

14 a 18

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios

 

 

            PROJETO PE-1.6

            "DIACONATO PERMANENTE NO BRASIL":     PUBLICAÇÃO DE SUBSÍDIO E ENCONTRO     NACIONAL DAS ESCOLAS DIACONAIS

 

Com firmeza e sem alardes, o Diaconato Permanente vai crescendo, seja como realidade nas Igrejas Particulares, seja como experiência mais ampla em nível Regional e Nacional. Este projeto pretende chegar a um subsídio colaborando para a compreensão do Diaconato Permanente e das condições para a sua introdução e seu exercício. E, dada a multiplicação das Escolas Diaconais pelos diversos Regionais do Brasil, a CND, em conjunto com a Linha 1 - Setor Vocações e Ministérios, decidiu reuni-las para viabilizar uma orientação mais unitária na formação diaconal.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Grupo de Trabalho sobre o tema, Publicação do texto

1987

1º e 2º sem.

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

Encontro Nacional das Escolas Diaconais

1988

junho, 24 a 26

 

 

 

            PROJETO PE-l.7

            ENCONTRO NACIONAL DE REITORES

            E 6ª ASSEMBLÉIA DA OSIB

 

Neste encontro, respondendo à escolha dos reitores no último Encontro Nacional, pretende-se aprofundar o tema da formação espiritual nos Seminários Maiores. Com a Assembléia da OSIB, pretende-se avaliar, ainda, a gestão anterior, eleger a nova diretoria e indicar propostas para o próximo biênio.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Circular aos Seminários e Institutos com documentos de preparação.

1988

março

julho

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

OSIB

Encontro Nacional.

1988

junho

24 a 26

 

 

 

·           PRESBÍTEROS

 

A programação Pastoral dos presbíteros será assumida pela Comissão Nacional do Clero (CNC), em  colaboração  com a Linha 1.

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A Comissão Nacional do Clero, órgão subsidiário da CNBB, considera tarefa sua a animação constante da vida e ministério do presbítero, para que ele possa responder com solicitude aos apelos de Deus que nos chama a ser Igreja de Jesus Cristo neste momento de nossa História, em comunhão com o Episcopado, dentro de uma Igreja evangélico transformadora, conforme as "Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil".

E ainda tarefa sua buscar a encarnação de um novo modo de SER PADRE, frente aos novos desafios que se lhe apresentam, abrindo os caminhos necessários para uma feliz realização pessoal de todos os presbíteros.

Sinal de unidade, a Comissão Nacional do Clero deve continuar fortalecendo as Comissões Regionais do Clero, como fidelidade às bases, buscando e gerando, num grande esforço de conjunto, "um consenso fraterno e compromissado sobre o que devemos ser, como devemos conviver e atuar, na fidelidade à missão que nos é dada".

Interessa à CNC incentivar os presbíteros e as Comissões Regionais a descobrirem os meios e recursos indispensáveis à sua própria organização.

A CNC acompanhará, com vivo interesse, as realizações no campo da Pastoral Vocacional, sobretudo no que se refere à formação do futuro presbítero, cuidando e preparando a sua integração pessoal na pastoral da Igreja local e no ministério presbiteral sem nunca esquecer que a Igreja é toda ministerial.

Aberta a todas as iniciativas, a CNC apoiará as experiências pessoais e de grupos de presbíteros que realizam de maneira nova e autêntica a sua vocação eclesial e são portadores de novas e autênticas esperanças para a Igreja no Brasil.

A CNC deseja intensamente chegar, através das CRCs, a todos os irmãos presbíteros espalhados neste imenso Brasil, alimentando a sua vida e ministério, oferecendo-lhes subsídios e o intercâmbio de experiências, esclarecendo mais o lugar extremamente relevante do presbítero na Igreja. Após a realização enriquecedora do 1º ENP e o próximo ENP (2º), a CNC se propõe conduzir sua caminhada até uma necessária Assembléia Nacional de Presbíteros, acompanhando e concretizando as decisões aqui assumidas.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-     Assessorar a CEP em assuntos relacionados com a vida e o ministério do presbítero, bem como participar, em nível de CNBB, de todos os encontros abertos à CNC;

-    Estabelecer contato permanente com as Comissões Regionais do Clero, (CRCs) através de encontros, em diferentes níveis, e relatórios das atividades programadas;

-    Ampliar o contato com o Conselho Nacional de Leigos, com os vários setores, dimensões pastorais, organismos nacionais, em estreito espírito de comunhão e participação, buscando uma perfeita integração que venha ajudar-nos em nossa missão de presbíteros

-           Realizar, duas vezes ao ano, encontros com os membros da CNC, empenhando-se pela presença e participação de todos, levando às bases a reflexão desenvolvida por ocasião destes encontros, desejando ser um instrumento de comunicação de experiências e subsídios de cada Regional;

-    Acompanhar "a reflexão teológico-pastoral iniciada com a publicação dos Documentos de Trabalho preparatórios aos dois Encontros Nacionais de Presbíteros, aprofundando estes temas nos encontros, retiros e reuniões do Clero, a fim de ajudar nossos irmãos no presbité rio a viverem o "SER PADRE" diante de novos desafios e de uma vocação que permanece;

-     Contribuir para que os presbíteros vivam em suas Igrejas o caráter colegial do ministério, como solução realista para que todos se sintam e sejam de fato co-responsáveis, através da partilha das tarefas que procura aproveitar os dons de cada  um, mediante uma mudança de mentalidade e o funcionamento efetivo dos mecanismos jurídicos e institucionais de comunhão e participação da Igreja;

-           Continuar a busca de uma espiritualidade, especialmente do padre diocesano, que seja fundamentada na espiritualidade cristã, encarnada na realidade latino-americana, alicerçada na escuta da palavra de Deus e alimentada pela Eucaristia.

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-1.8

            ENCONTRO DA COMISSÃO NACIONAL DO     CLERO

 

Esta reunião acontece por ocasião da Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em Itaici, SP, e tem por finalidade preparar o 2.º ENP (Encontro Nacional de Presbítero), assumir o Documento de

Trabalho: SER PADRE, novos desafios para uma vocação que permanece" e refletir sobre o objetivo do 2º ENP.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos membros da CNC durante as Assembléias dos Bispos em Itaici.

1987

abril

22 a maio 5

1988

abril 13 a 22

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

CNC

 

 

            PROJETO PE-1.9

                2º ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS

 

Este 2º ENP está na continuidade do 1º ENP e tem o seu centro de atenção voltado para a Pessoa do Presbítero, ajudando o padre a se descobrir em meio aos novos desafios que atingem a sua vida pessoal.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Presbíteros com a participação de todas as Dioceses do Brasil.

1987

outubro

20 a 25

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

CNC

 

 

            PROJETO PE-1.10

            REUNIÃO ANUAL DA CNC COM A       PARTICIPAÇÃO DE OUTROS PRESBÍTEROS

 

A CNC, no 2º semestre do ano, promove uma reunião, aberta à participação de outros presbíteros de cada Regional da CNBB, com a finalidade de recolher as conclusões dos Encontros Regionais e refletir sobre os passos da caminhada da CNC, principalmente após o 2º ENP.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos membros da CNC com a participação dos outros presbíteros de cada Regional.

1988, novembro, 2 a dezembro, 1

Linha 1

Setor Vocações e Ministérios

CNC

 

 

SETOR LEIGOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Após a celebração do Sínodo Episcopal extraordinário, em 1985, avaliando a caminhada da Igreja nos 20 anos do Concílio Vaticano II, foi retomado, com grande interesse, na Igreja, o tema específico dos Leigos. Nota-se que aumenta a consciência de que é um aspecto candente no atual momento da vida da Igreja. Na verdade, já não se pode tratar do leigo sem sacudir toda a eclesiologia, e isto dentro da mais autêntica tradição da Igreja, isto é, da Bíblia, dos Santos Padres e do Magistério Eclesiástico. A teologia do Povo de Deus da Lumen Gentium lentamente vai penetrando na prática da Igreja, levando o Padre Congar a usar a expressão "eclesiologia total", substituindo o binômio "hierarquia-laicato", por Comunidade-Carismas Ministérios. Passamos da "Teologia do Laicato" para a "Teologia do Batismo", acentuando mais o que une todos os membros do Povo de Deus. Assim sendo, o tema "lei go" deixa de ser um tema setorial para ser tema eclesial, de muita riqueza para a dinâmica da evangelização. Os leigos assumem seu compromisso no mundo como Igreja:

no mundo dos empobrecidos do nosso Continente, do nosso País. A participação dos leigos na Igreja e seu com promisso como Igreja diante do clamor do povo tornam-se expressões de vivência da mesma Igreja, sinal de salvação, através dos cristãos que chamamos "Leigos".

Sem dúvida, a evangelização colocará os cristãos leigos em posição de destaque na transformação de um mundo que se apresenta, cada dia, mais complexo. De fato, em todas as organizações e instituições do Brasil há a presença de cristãos, em sua grande maioria,  mesmo praticantes e, por vezes, membros de grupos ou movimentos que os despertam para o social, continuam "ganhando sua vida", sem pensar na responsabilidade de uma evangelização realmente transformadora, sem abrir brechas nos mecanismos criados pela injustiça institucionalizada, pela opressão. Precisamos fazer uma revisão da vida global, numa avaliação lúcida da prática dos cristãos. A ação evangelizadora dos cristãos, como Igreja, supõe que eles se organizem em conselhos nos vários níveis: paroquial, diocesano, regional e nacional. Supõe que os leigos dos movimentos apostólicos, das pastorais específicas, das comunidades eclesiais de base estejam em sintonia eclesial, em comunhão e participação real para a construção do Reino de Deus. Supõe também que lhes sejam oferecidos os meios adequados para assegurar sua formação social, econômica política e, evidentemente, uma sólida formação teológica a partir da vida e da ação, levando-os a crescer no processo de conversão a Jesus Cristo e, consequentemente, na mística missionária. A formação dos leigos deverá, também, contemplar as orientações da ação pastoral da Igreja, explicitadas nas Diretrizes Gerais.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-    Estudar, juntamente com os leigos, sua identidade de batizados, em sintonia com as Diretrizes propostas para o quadriênio, a fim de que suas atividades sejam orientadas em conformidade com o objetivo geral e as dimensões da ação pastoral da Igreja no Brasil.

-    Colaborar com os leigos no aprofundamento da compreensão da vivência de sua vocação e missão como cristãos na Igreja do Brasil.

-    Continuar os esforços empreendidos para que os leigos assumam seu papel na Igreja e se organizem em nível diocesano/regional e estejam presentes nas instâncias pastorais correspondentes.

-    Oferecer condições ao Conselho Nacional dos Leigos - CNL) para melhor exercer sua missão de animação, organização e formação dos leigos, a serviço da evangelização do povo brasileiro.

-    Aprofundar a espiritualidade dos cristãos, de modo especial na relação fé-vida, contemplação-compromisso transformador.

-    Encaminhar, de maneira orgânica, durante o próximo quadriênio, as grandes orientações do Sínodo sobre os leigos, a ser realizado em outubro de 1987, dando continuidade ao que fora iniciado no período preparatório.

 

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-1.11

            ENCONTRO NACIONAL DOS LEIGOS

 

A preparação do Sínodo sobre os leigos exigiu um encontro mais amplo das várias expressões dos leigos da Igreja no Brasil. Seu objetivo: preparar propostas para o Sínodo.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Leigos, representantes das Dioceses, dos Movimentos Apostólicos, das Pastorais Específicas e das Comunidades Eclesiais de Base. Também com a presença dos Bispos, delegados ao Sínodo e do Cardeal Eduardo Pirônio, presidente do Pontifício Conselho dos Leigos.

1987

agosto

7 a 9

Conselho Nacional dos Leigos (CNL), Linha 1

Setor Leigos.

 

 

            PROJETO PE-1.12

            ENCONTRO DE COORDENADORES E ASSISTENTES ECLESIÁSTICOS DE MOVIMENTOS    APOSTÓLICOS ORGANIZADOS E PASTORAIS             ESPECÍFICOS

 

Este Encontro se propõe apresentar as conclusões do Sínodo sobre os Leigos aos responsáveis diretos dos movimentos organizados, com o objetivo de estudá-las, avaliá-las e levá-las à prática nos seus respectivos meios de atuação.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro de Coordenadores e Assistentes nacionais de Movimentos organizados e Pastorais .Específicas.

1988

março

25 a 27

Linha 1

Setor Leigos, Conselho Nacional dos Leigos (CNL).

 

 

            PROJETO PE-1.13

            ENCONTROS INTER-REGIONAIS DE LEIGOS

            SOBRE AS CONCLUSÕES DO SÍNODO SOBRE OS    LEIGOS

 

Estes encontros, abrangendo as cinco grandes regiões do Brasil, deverão fazer chegar até as Dioceses, as Pastorais Específicas e as Comunidades Eclesiais de Base, as grandes orientações do Sínodo sobre os Leigos, com o objetivo de levar adiante o grande esforço despendido na preparação do evento: tanto no nível da reflexão como diante dos desafios levantados para a ação concreta.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reuniões com a presença de Leigos das várias dioceses da respectiva área, dos Bispos responsáveis pelo acompanhamento dos leigos dos Regionais e coordenadores dos Conselhos Regionais de Leigos.

Norte:

Belém 29/4-1/5;

Nordeste: Campina Grande

19-21/2

Sul:

Curitiba

11-13/3;

Oeste:

Goiânia

julho;

Leste:

a ser marcado.

Linha1

Setor Leigos

CLN

SubsecretáriosRegionais das respectivas áreas.

 

 

            PROJETO PE-1.14

            FORMAÇÃO DOS LEIGOS

 

O tema "Formação" é um dos mais constantes nesta fase de preparação do Sínodo nas Assembléias ou nos encontros de leigos. Torna-se um desafio para a Igreja do Brasil. Os leigos querem capacitar-se melhor para melhor atuar como cristãos.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento dos centros de formação no país e das metodologias utilizadas a partir da ação.

1988

1º semestre

Linha 1

Setor Leigos Subsecretários, Regionais, CNL.

Encontro sobre formação dos leigos, a partir do resultado da pesquisa feita, com o objetivo de analisar a realidade da formação e seus desafios.

1988, novembro

Linha 1

Setor Leigos

 

 

            PROJETO PE-1.15

            SEMINÁRIO SOBRE A RELAÇÃO FÉ-POLÍTICA

 

Este tema tem sido levantado como desafio especial para os cristãos nos últimos anos. A questão política, tanto no nível mais global (política bem comum) como no nível da política partidária tem sido alvo de muitas interpelações para a prática eclesial, para os cristãos em geral. A Constituinte tem mostrado como os leigos, em geral, estão despreparados para assumir o compromisso político com critérios evangélicos. Este Seminário se propõe aprofundar as grandes questões em torno da relação fé-política.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reunião de um grupo de leigos com experiência no campo da política, com o objetivo de elaborar subsídios para o acompanhamento dos cristãos na prática política.

1988

agosto

Linha 1

Setor Leigo

Linha 6

Setor Pastoral Social

 

 

SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA

 

· COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

As CEBs são obras do Espírito e devem ser afirmadas, apoiadas e multiplicadas com a decisão e o entusiasmo ilimitado que são devidos à causa do Evangelho que nelas é acolhido, anunciado, testemunhado. O Evangelho, porém, nunca é proclamado e vivido em toda a sua pureza. Ele exige, sempre, de todos e em todo lugar, conversão. Por isso, é possível e necessário analisar e discernir, criticar e corrigir alguns dos discursos e práticas em uso nas CEBs.

As CEBs são uma Igreja comprometida com os empobrecidos, com os pequenos. São o lugar de partilha, de igualdade, de espírito comunitário. Sua força não está em seu número e, sim, na união de seus membros. Reproduzem aquele ideal primitivo da comunidade dos Atos dos Apóstolos: simplicidade, fraternidade, liberdade de filhos de Deus, oração e celebração comunitária da fé, práticas de libertação, conversão contínua, missionária e testemunho (martírio).

Elas são (querem ser) uma Igreja com novo rosto, toda ela ministerial, comprometida com o povo, com base e destaque da leitura e meditação da Palavra de Deus: "A Bíblia é a água que carrega o barquinho das CEBs". Partilhando o poder em inúmeras instâncias, do conselho comunitário até a Assembléia do Povo de Deus, elas não repetem simplesmente o paradigma preexistente, de uma Igreja centrada sobre o clero e os sacramentos. O serviço está em função da vida da comunidade.

A articulação entre fé e vida é uma nota característica e fundamental das CEBs. Já é uma evidência de que a fé está ligada ao compromisso pela justiça, com suas conseqüências na nova maneira de celebrar.

Nos últimos anos, houve nas CEBs um significativo crescimento da consciência e da prática político-partidária. As CEBs aprendem mais através de sua prática social do que detendo o correto domínio das teorias políticas. Contudo, há que incrementar a prática social das CEBs, complementada por um mínimo de formação teórica, para que tenham competência e habilitação no campo em que devem atuar, evitando-se, assim, o espontaneísmo, o basismo e o vanguardismo. Quanto à questão partidária, o documento final do Encontro Intereclesial de Trindade assinala que "as CEBs precisam chegar a uma definição mais clara na questão partidária: discutir juntas o programa dos partidos e o perfil dos candidatos e verificar se eles têm um compromisso real com a caminhada do povo".

As CEBs estão colocando algumas tarefas teóricas sérias quanto a: "CEBs, novo modo de toda a Igreja ser"; CEBs e Hierarquia; perfil dos ministérios; novo jeito de celebrar a partir da "Igreja, comunhão e participação" posição dos cristãos frente à questão partidária e as "CEBs sementes de uma nova sociedade". São questões que necessitam de maior acompanhamento e reflexão.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-           Acompanhar os Encontros e Assembléias Regionais de e sobre CEBs, observando, de maneira especial, os seguintes pontos: política partidária e sindical; movimentos e organizações populares; espiritualidade libertadora da fé; catequese e liturgia; funções do agente de pastoral e da hierarquia.

-    Assessorar encontros de CEBs, quando solicitado.

-    Participar de encontros sobre temas relacionados com CEBs.

-    Manter contatos com os Regionais sobre encaminhamentos e vida das CEBs.

-           Manter contato com o Setor Comunicação Social, para que subsidie e apoie a reflexão crítica sobre processos alternativos da comunicação, dada a importância do desafio da comunicação.

-    Solicitar aos Regionais que promovam Encontros de Reflexão Crítica e troca de experiências sobre a comunicação alternativa.

 

 

            PROJETO

 

            PROJETO PE-1.16

            PREPARAÇÃO DO 7º ENCONTRO

            INTERCLESIAL DE BASE

 

O serviço permanente de intercâmbio entre as CEBs é realizado pela Igreja que sedia o Encontro Interclesial. A Igreja em Duque de Caxias, RJ, é a responsável pelo 7º Encontro Interclesial. É de suma importância a presença e o acompanhamento por parte da CNBB.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Presença e acompanhamento das Reuniões da Coordenação responsável pela preparação e realização do 7º Encontro Interclesial.

1987

julho, D. Caxias até 1º Encontro

1989

julho

Comissão de Coordenação do 7º Encontro Interclesial de Duque de Caxias.

 

 

            PROGRAMA 2

 

            DIMENSÃO MISSIONÁRIA

            LINHA 2 (PE-2)

 

"Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura"         (Mc 16,15). "É o Espírito quem faz do Povo de Deus um povo que proclama a Palavra e oferece a toda a humanidade os dons de sua fé e pertença eclesial" (Diretrizes Gerais da CNBB, 117).

 

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Sendo a Igreja missionária por natureza, toda a atividade pastoral deve ser impregnada do espírito missionário. O povo de Deus é enviado para anunciar e testemunhar a todos a Boa Nova do Evangelho, assumindo compromisso especial com as regiões e situações mais carentes, dentro e fora do país e com aqueles povos e grupos onde o Reino ainda não foi suficientemente proclamado.

 

-     É tarefa da Dimensão Missionária - Linha 2:

-     Contribuir para que a Igreja no Brasil, nos seus vários níveis e nas diferentes dimensões da sua atividade, mantenha viva a consciência de que Cristo, Missionário do Pai é o único Salvador; prolonga, através de nós, a sua missão salvífica.

-     Ajudar comunidades, paróquias, dioceses e regionais a se tornarem, cada vez mais, centros de serviço e de fraternidade para manter viva e eficaz a comunhão com as demais Igrejas e a solidariedade com todos os povos.

-    Estimular os institutos missionários a serem fiéis ao seu carisma "ad gentes" e ajudarem a Igreja local a vivenciar concretamente sua vocação missionária universal.

-    Incentivar a dimensão missionária das CEBs, para que não limitem suas preocupações aos problemas locais e imediatos.

-           Sensibilizar para o dever e a urgência de passar do "receber" ao "dar", atendendo aos apelos das Igrejas mais necessitadas.

-           Cultivar a espiritualidade missionária, explicitando e aprofundando as motivações evangélicas da missão.

-     Alertar para o discernimento sobre as raízes dos males que oprimem o nosso povo e a humanidade em geral e favorecem os sistemas injustos que impedem a realização do Reino.

 

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

1.   Cabe à Linha 2:

-     Promover e apoiar centros locais e regionais de animação missionária, participar de encontros e preparar subsídios de formação missionária.

-     Incentivar e acompanhar o programa "Igrejas-Irmãs":

·        despertando a consciência missionária da Igreja particular;

·        fomentando o conhecimento e o enriquecimento mútuo numa ótica;

·        de co-responsabilidade e partilha;

·        refletindo sobre a importância de uma integração eclesial entre as Igrejas no Brasil;

·        estimulando-as a assumirem os desafios no campo social e religioso.

-     Proporcionar o estudo e a reflexão teológico-missionária, hoje, a partir da realidade latino-americana.

-           Promover a formação missionária do clero e dos insti tutos, incentivando e apoiando   cursos de missiologia, regulares ou de pós-graduação.

-           Estimular e acompanhar os grupos missionários leigos na sua formação e nas suas iniciativas missionárias.

-           Prosseguir no aprofundamento e na reflexão sobre evangelização e culturas.

-           Manter contatos com os missionários brasileiros que trabalham em outros países, enviando correspondências e subsídios.

-    Levando em conta os destaques da 25ª Assembléia Geral da CNBB:

·           despertar e difundir, através dos MCS, a consciência missionária, que deve atingir as famílias cristãs e todo Povo de Deus;

·        manter contato com a coordenação da pastoral de juventude, em vista de um empenho comum na formação missionária dos jovens

·        estudar, juntamente com a Linha 4 e o centro de pastoral popular, a elaboração  de subsídios para uma literatura doméstica, dando a estes subsídios enfoque missionário;

 

-     articular-se com as pastorais dos grupos étnico-culturais:

·        povos indígenas através do CIMI (Conselho Indigenista Missionário);

·           os negros-brasileiros;

·        grupos de origem asiática: nipo-brasileiros (PANIB) e outros.

 

2. Através do COMINA (Conselho Missionário Nacional):

-     articular e incentivar as iniciativas dos institutos e organismos missionários existentes no Brasil;

-     ajudá-los a prepararem missionários "ad gentes";

-           promover intercâmbio de experiências missionárias e troca de informações, especialmente com as Igrejas da América Latina e África;

-   assessorar as PP.OO.MM. (Pontifícias Obras Missionárias) na         preparação e realização da Campanha Missionária de outubro;

-    auxiliar na organização e dinamização de COMIREs (Conselhos Missionários Regionais) e de centros de animação missionária em nível diocesano.

 

3.   Através do Centro Cultural Missionário:

-           Ao Departamento do SCAI (Serviço de Cooperação Apostólica Internacional) compete: encaminhar e acompanhar o processo de entrada e permanência dos missionários estrangeiros que pretendem trabalhar no Brasil, bem como, o processo de saída dos missionários brasileiros destinados a trabalhar fora do país.

-           Ao departamento do CENFI (Centro de Formação Intercultural) compete organizar cursos de:

·      primeira aculturação para os missionários estrangeiros que vêm ao Brasil (curso de 4 meses);

·        preparação para os missionários brasileiros que se destinam a trabalhar dentro ou fora do país (2 semanas)

·        formação permanente para os missionários (1 mês);

·        atualização e aperfeiçoamento lingüístico para missionários vindos de outras Igrejas Locais (1 mês).

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-2.1

            ARTICULAÇÃO DOS INSTITUTOS, ORGANISMOS      E MOVIMENTOS MISSIONÁRIOS

 

Este projeto visa incentivar os organismos missionários para uma ação conjunta, à luz das Diretrizes da Ação

Pastoral da Igreja no Brasil, e com eles avaliar e planejar as iniciativas na área da ação e animação nas dimensões internas e externas.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Assembléia Nacional do COMINA.

1987

novembro

30 a 3 de dezembro.

Linha 2

COMINA.

Reunião de Superiores Provinciais de Congregações Missionárias, para rever a caminhada missionária.

1988

agosto, 29 a 31.

Linha 2

COMINA.

Reunião Regional dos responsáveis pela animação missionária dos Regionais e Dioceses, para avaliação e planejamento.

1988.

Linha 2

COMINA

COMIREPP.OO.MM.

 

 

            PROJETO PE-2.2

 

            APROFUNDAMENTO DA TEOLOGIA    MISSIONÁRIA, PARA TORNAR MAIS CLARO O          SENTIDO DA MISSÃO, HOJE, A PARTIR DA    REALIDADE DA IGREJA NO BRASIL

 

Nos encontros e cursos que a Linha 2 vem promovendo nos últimos anos, têm surgido algumas questões que permanecem abertas. Sente-se a necessidade de aprofundar esses aspectos da teologia missionária; para tornar mais claro o sentido da missão no contexto social e eclesial do País.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros da Equipe de Reflexão.

1987 e 1988, fevereiro, abril, agosto, novembro, 2ª quinzena.

Linha 2

 

 

        PROJETO PE-2.3

        ARTICULAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELOS

        GRUPOS MISSIONÁRIOS ESTRANGEIROS QUE

        TRABALHAM NO BRASIL

 

A presença numerosa de missionários diocesanos e outros não dependendo de Congregações ou Institutos, vindos de outras Igrejas, inseridos na ação pastoral, exige uma articulação dos grupos, para uma atuação conjunta em sintonia com a Igreja do Brasil.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros com os responsáveis  dos grupos.

1987, novembro, 16 a 18; 1988,

março, 15 a 17.

Linha 2

 

 

       PROJETO PE-2.4

       ARTICULAÇÃO DOS GRUPOS DE

     MISSIONÁRIOS LEIGOS

 

Nos últimos anos, tem-se verificado um crescente surgimento de grupos missionários leigos. A Linha 2 prestará, neste biênio, um serviço no sentido de articular esses grupos e estudar com eles, modalidades mais viáveis de preparação para o trabalho missionário.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros de formação para missionários leigos, em nível regional e/ou nacional.

1987, novembro, 28 a 29; 

1988, fevereiro, 13 a 17, junho, 29  a 3 de julho.

Linha 2, regionais, OMIL.

 

 

          PROJETO PE-2.5

          ENCONTRO DE FORMADORES MISSIONÁRIOS

 

Neste momento em que está acontecendo um despertar missionário na América Latina e, particularmente no Brasil, as Congregações e Institutos Missionários sentem a necessidade de revitalizar e aprofundar o aspecto missionário no processo formativo, através de estudos, reflexões e troca de experiência dos formadores.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos formadores missionários.

1987, Setembro, 28 a 1 de outubro;

1988, setembro, 19 a 22.

Linha 2, COMINA.

 

 

            PROJETO PE-2.6

            CURSO DE FORMAÇÃO E

            ATUALIZAÇÃO MISSIONÁRIA

 

Considerando-se a necessidade de uma atualização e renovação missionária dos Padres, Religiosos e leigos que atuam nas regiões ou situações missionárias do país, e dos responsáveis pela animação missionária nos Regionais da CNBB, Dioceses, Institutos e outros organismos da Igreja, a Linha 2, através do Centro Cultural Missionário, proporciona-lhes um curso anual de formação missionária.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Curso de formação missionária.

1987, janeiro, 12 a 2 de fevereiro

1988, janeiro, 9 a 5 de fevereiro

Linha 2, PP.OO.MM.

 

 

          PROJETO PE-2.7

          PROGRAMA "IGREJAS-IRMÃS"

 

Cada Diocese deve redescobrir sua própria dimensão missionária  manifestando aos que estão distantes uma solicitude semelhante à que se tem para com seus próprios membros. O Programa Igrejas-Irmãs é um projeto em que duas Igrejas, ou Regionais, em espírito de solidariedade e mútua ajuda, se unem para levar a efeito a obra da evangelização.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reuniões Regionais de avaliação com os responsáveis do programa Igrejas-Irmãs nas Dioceses, em vista de uma re-animação.

1988

Linha 2: Regionais.

 

 

          PROJETO PE-2.8

          CURSO DE FORMAÇÃO PARA MISSIONÁRIOS "AD        GENTES"

 

A Linha 2, desejando responder às solicitações das Dioceses, Congregações e Institutos Missionários, promove o Curso para missionários "ad gentes", oferecido a todos os que são destinados a servir a outras Igrejas fora do Brasil.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Curso para missionários "ad gentes".

1987, dezembro, 6 a 20

1988, dezembro 6 a 20

Linha 2, PP.OO.MM.

 

 

PROGRAMA 3

 

DIMENSÃO CATEQUÉTICA LINHA 3 (PE-3)

 

o Espírito quem faz crescer continuamente o Povo de Deus, mediante o aprofundamento e a vivência na lê, na esperança e na caridade, ensinando-o a ler os acontecimentos cotidianos à  luz da Palavra e da Vida de Jesus Cristo e a participar eficazmente na construção de um mundo justo e fraterno" (Diretrizes Gerais, 118).

 

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A terceira dimensão da vida cristã e, portanto, da Ação Pastoral da Igreja, é a CATEQUÉTICA. Sua importância em vista de se alcançar o Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil é, fundamental, dado que "sempre mais se impõe uma educação permanente da fé que acompanhe o homem por toda a vida e se integre em seu crescimento global" (CR, 129) e dado ainda que, conforme escreve João Paulo II em CT, 63, "se a catequese for bem feita nas Igrejas locais, tudo o mais será feito com a maior facilidade".

Consciente disso, o Papa insiste para que se estabeleça por toda parte uma "organização adaptada e eficaz que empenhe na atividade catequética as pessoas, os meios e os instrumentos e também os recursos financeiros necessários" .  "de modo a suscitar e a alimentar uma verdadeira paixão pela catequese" (CT, 63).

Dentro desse espírito, a CNBB aprovou e publicou o documento "Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo", em 1983, e dedicou todo o quadriênio 1983-1986 a torná-lo conhecido, operacionalizado e, sobretudo, assumido como referência e parâmetro para a renovação da Catequese no Brasil. Como ponto alto desse processo, aconteceu o Ano Nacional da Catequese (1986) e a Primeira Semana Brasileira de Catequese (outubro de 1986), que traçaram orientações para o prosseguimento da tarefa e que constam nas "Conclusões e Desafios da 1ª SBC". A avaliação do quadriênio, realizada pela Linha 3, detectou também algumas urgências a serem consideradas no próximo quadriênio (Cf. Comunicado Mensal de dezembro 1986, pp. 1728-1732).

Ao longo do quadriênio 1983-1986, a Catequese redescobriu a importância de sua vinculação estreita com as demais dimensões da Ação Pastoral, comunitário-participativa, missionária, litúrgica, ecumênica e profético-transformadora. Toda a catequese deve vivenciar, o mais plenamente possível, estas dimensões e perpassá-las em todas as modalidades da pastoral.

Para o próximo quadriênio, a Igreja no Brasil escolheu, em nível nacional, três destaques: Comunicação, família e juventude. Os responsáveis nacionais pela Catequese deverão envidar esforços para que a Catequese assuma, de modo muito especial, estes três destaques, em nível de reflexão e de animação da práxis catequética. O mesmo há de se fazer em relação à Campanha da Fraternidade e aos Programas Conjuntos do Plano Bienal.

Nestes últimos anos, foi-se delineando uma distinção cada vez mais clara e acentuando ao mesmo tempo a complementaridade entre Catequese, Ensino Religioso e Pastoral Bíblica, no processo de educação pessoal, comunitária, permanente, orgânica, ordenada, sistemática e transformadora da fé do Povo de Deus. É importante dar continuidade à reflexão sobre esse tema e, simultaneamente, subsidiar, a partir do nacional, a renovação da catequese da comunidade, do ensino religioso nas escolas e da pastoral bíblica com grupos comunitários.

A capacitação de coordenadores diocesanos de Catequese e de professores para as escolas de Catequese foi uma das necessidades que mais se evidenciou ao longo do processo de operacionalização do documento "Catequese Renovada" e, portanto, deve merecer especial atenção da assessoria nacional de Catequese e dos regionais nos próximos anos. O mesmo se deve dizer e fazer com relação aos coordenadores do Ensino Religioso, para que tenham condições de investir na formação dos professores de Ensino Religioso.

Outra necessidade evidenciada refere-se à dimensão catequética de toda modalidade de pastoral na Igreja. Infelizmente, ainda é dominante o reducionismo da catequese à fase infantil e em vista da preparação aos sacramentos. Urge investir na mudança dessa mentalidade e dinamizar o processo catequético comunitário e permanente do interior de cada setor da pastoral, nos movimentos e nos grupos. Isso redundará num imenso benefício a toda a Igreja, visto que os fiéis estarão continuamente aprofundando sua fé, sistematizando seus conhecimentos religiosos e estabelecendo a interação entre fé e vida enquanto se consagram à pastoral na qual estão engajados.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-     Dar continuidade ao estudo e à operacionalização do Documento "Catequeses Renovada, Orientação e Conteúdo" (Doc. CNBB, nº 26 - Ed. Paulinas), prevendo uma avaliação em fins de 1990.

-     Empenhar todos os esforços a fim de que as Conclusões da 1ª SBC sejam postas em prática.

-     Apoiar as Coordenações Regionais de Catequese, através de contatos permanentes, cartas, circulares, boletins, subsídios, visitas, presença nas programações catequéticas, intercâmbio entre os Regionais.

-     Desencadear "um processo de contatos inter-regionais, a fim de chegar a um maior intercâmbio entre institutos e escolas catequéticas.

-     Dinamizar o GRECAT (Grupo de Reflexão de Catequese - CNBB) como assessoria especial à Linha 3, principalmente para a reflexão crítica sobre a caminhada da Catequese Renovada.

-     Dinamizar o GRERE (Grupo de Reflexão sobre Ensino Religioso Escolar), tanto das escolas da rede oficial como da particular, para acompanhamento, reflexão, troca de experiência, análise de textos, promoção de seminários, fornecimento de orientações, acompanhamento da elaboração das leis complementares dos Estados etc.

-     Dinamizar a GRECAT-DA (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Auditivos) e o GRECAT-DM (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Men tais): levantamento de situação, estudo, intercâmbio, promoção de encontros e seminários.

-     Acompanhar, apoiar os diversos movimentos de Pastoral Bíblica do Brasil, articulando-se com as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, a Catequese Renovada e orientações de CELAM-FEBICAM.

-     Participar dos projetos do Departamento de Catequese (DECAT) do CELAM e do Conselho Internacional de Catequese (CIC) da Sé Apostólica.

-     Empenhar-se na articulação com as outras assessorias da CNBB, para um trabalho de maior integração. Dar ênfase, sobretudo, aos destaques de nível nacional e aos programas conjuntos.

-     Dinamizar a celebração do Dia do Catequista com fornecimento de subsídios para reflexão e celebração.

-     Incrementar a produção e distribuição de subsídios catequéticos sobretudo em linguagem popular, segundo os critérios da Catequese Renovada.

-           Integrar a reflexão que se está fazendo no Brasil sobre os santuários e a religiosidade popular, ressaltando os aspectos catequéticos presentes.

-     Levantar dados, articular experiências e refletir sobre catequese com menores abandonados, anciãos, enfermos, deficientes auditivos, deficientes mentais e outras situações (Cf. CR, 143).

-     Investir de modo especial na atualização catequética do clero e na formação em Catequese e em Ensino Religioso de seminaristas e estudantes de congregações religiosas.

-           Colaborar nos cursos, escolas e institutos de Catequese, articulando experiências, currículos, professores e estágios etc.

-     Realizar intercâmbio e reflexão sobre Catequese familiar, para incrementar esse processo catequético no Brasil.

-      Participar da reflexão e das experiências sobre evangelização através dos Meios de Comunicação Social e Meios de Comunicação Grupal, sobretudo de índole popular.

-     Colaborar em revistas especializadas em pastoral com artigos, notícias, informações, entrevistas, etc. Dar atenção prioritária à "Folha Catequética  e a "Revista de Catequese";

-     Subsidiar a renovação da catequese paroquial para que assuma a "catequese permanente, progressiva e orgânica", interligando os sacramentos, não parando na Primeira Eucaristia.

-           Colaborar na elaboração dos subsídios da Campanha da Fraternidade, Natal em Família, mês das Missões etc.

 

            PROJETOS

 

          PROJETO PE-3.l

          ENCONTRO NACIONAL DE COORDENADORES

          ESTADUAIS DE ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS

          OFICIAIS

 

A elaboração da nova Constituição do Brasil faz o Grupo Nacional de Reflexão sobre Ensino Religioso (GRERE) da CNBB agilizar ainda mais seu trabalho. Ter minou de escrever e entregou à editora o livro "O Ensino Religioso nas Constituições do Brasil, nas Leis de Ensino e nas Orientações da Igreja". Mobilizou os Coordenadores e Professores do Ensino Religioso para participarem dos trabalhos da Constituinte e forneceu-lhes, para isso, orientações e a proposta a ser incluída na nova Constituição sobre o assunto.

 

Um dos meios utilizados pelo GRERE para a dinamização desse processo é o Encontro Nacional de Coordenadores Estaduais de Ensino Religioso nas Escolas Oficiais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração de instrumento de trabalho.

1987, março.

GRERE.

6º Encontro Nacional.

1987, maio,

4 a 7.

Linha 3, AEC,

Linha 6:

Setor Educação.

7º Encontro Nacional: Ensino Religioso: Fé e Cultura; Ensino Religioso e Leis complementares; Formação dos Professores de Ensino Religioso.

1988, setembro/outubro

Linha 3, AEC,

Linha 6:

Setor Educação.

 

 

            PROJETO PE-3.2

            CATEQUESE E PASTORAL BÍBLICA

 

O documento "Catequese Renovada" evidenciou a Bíblia como o livro de Catequese por excelência (CR n.º 154). No Brasil, os diversos movimentos bíblicos e as CEBs possibilitaram uma crescente apropriação da Bíblia por parte do povo. Verifica-se que um dos grandes meios de re-evangelização e de catequese dos adultos é a reflexão comunitária da Palavra de Deus. Multiplicam-se as traduções da Bíblia e a produção de subsídios populares de pastoral bíblica. Diante desse florescer de interesse pela Bíblia, os catequistas manifestaram, na Primeira Semana Brasileira de Catequese, a necessidade de um grande investimento na formação bíblica.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Convenção e preparação do Encontro.

1987

Linha 3, Regionais CNBB,

Encontro Nacional sobre Catequese e Pastoral Bíblica.

1987, maio, 25 a 6 de junho,; 1988.

SAB (Serviço de Animação Bíblica); CEBI (Centro de Estudos Bíblicos).

Publicação dos resultados; acompanhamento da ação-avaliação do processo.

1988, junho.

 

Elaboração de um estudo sobre Pastoral Bíblica no Brasil.

1987, outubro a 1988, novembro.

GRECAT.

 

 

            PROJETO PE-3.3

            FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS

            SEGUNDO A "CATEQUESE RENOVADA"

 

Uma das prioridades apontadas pela 1ª SBC refere-se à formação de catequistas para se atender ao que a Igreja pede em seu documento "Catequese Renovada". A Linha 3 dinamizará um processo de reflexão, troca de experiências e produção de subsídios neste sentido, principalmente com os coordenadores regionais e diocesanos de Catequese, Institutos e Escolas de Catequese, Seminários, Institutos de Teologia e Casas de Formação das Congregações Religiosas (Cf. P. 1003).

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração de estudo sobre formação de catequistas (Instrumento de Trabalho, consultas, emendas, redação, publicação na coleção verde).

1987, agosto

1988, novembro.

Linha 3, GRECAT, Institutos de Catequese.

 

 

          PROJETO PE-3.4

          ENCONTRO NACIONAL DE CATEQUESE

 

A cada dois anos, a Linha 3 da CNBB congrega os Coordenadores Regionais de Catequese, alguns representantes de escolas e Institutos de Catequese, editores e auto res de livros, para um Encontro Nacional. Após uma visão panorâmica do processo de renovação permanente da catequese no Brasil, aprofunda-se um tema previamente escolhido e preparado com antecedência, traçam-se algumas linhas de ação a seguir e, se necessário, tomam-se decisões.

Em 1987, o Encontro terá três assuntos prioritários: "Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e Catequese; Formação de Catequistas; O próximo quadriênio (1987-1990) à luz da lª Semana Brasileira de Catequese".

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Preparação Prévia do Encontro Nacional (circulares, subsídios...).

1987, 1º semestre

Linha 3, Coordenadores de Catequese.

Realização do Encontro Nacional.

1987, outubro, 1 a 4.

 

Publicação dos Resultados.

 

 

Acompanhamento e Avaliação.

1988.

GRECAT.

 

 

       PROJETO PE-3.5

       SEMINÁRIO SOBRE CATEQUESE

       COM DEFICIENTES AUDITIVOS

 

Na evangélica opção pelos pobres, o educador da fé deve dedicar especial carinho e tempo a fim de animar com métodos, conteúdos e pedagogia adequados aos deficientes auditivos.

A CNBB, através da Linha 3, está dando apoio ao GRECAT-DA (Grupo de Reflexão sobre Catequese com Deficientes Auditivos). Dois encontros nacionais nestes últimos anos dinamizaram a reflexão e a troca de experiências sobre a educação da fé com os DAs. Educadores da fé desta pastoral especializada necessitam dessa instância de apoio e intercâmbio, pois o trabalho é muito difícil e ainda não suficientemente articulado e assumido pela Pastoral Orgânica.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Preparação do Encontro.

1987.

GRECAT-DA, Linha 3, Linha 6: Setor Educação.

Realização do mesmo.

1987, fevereiro

1 a 7

 

Relatório.

 

 

Acompanhamento e Avaliação.

1988

 

 

 

PROGRAMA 4

 

DIMENSÃO LITÚRGICA

LINHA 4 (PE-4)

 

"É o Espírito que reúne o povo em assembléias para a escuta da Palavra de Deus e para celebrar a Palavra feita carne e alimento e, em união com o mesmo Cristo, oferecê-lo como oblação pura, e assim comprometer-se a viver mais intensamente a fraternidade" (Diretrizes Gerais, 119).

 

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A dimensão litúrgica da vida cristã foi declarada pelo Concílio Vaticano II cume e fonte de toda a ação da Igreja (cf. SC, 10). Assim, o Concílio nos deu uma indicação sobre o lugar e a importância desta dimensão, também nas atividades pastorais da Igreja no Brasil, em nível nacional.

No decorrer de quase 25 anos após a publicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, implantou-se, também no Brasil, a liturgia-pós-conciliar. Os livros litúrgicos foram publicados em língua portuguesa. Fizeram-se, igualmente, sobretudo na primeira década depois do Concílio, grandes esforços para a formação litúrgica em todos os níveis.

Deve-se reconhecer, no entanto, que os livros litúrgicos traduzidos também deverão ser adaptados à índole do povo. A formação litúrgica ainda deixa a desejar. A liturgia da Igreja no Brasil procura integrar, como o Concílio Vaticano II o exige, o que há de válido nas tradições do nosso povo, como, por exemplo, nas Comunidades Eclesiais de Base, nas Paróquias, na piedade popular e em outros grupos de oração. São riquezas de expressão que deveriam ser aproveitadas para criar uma liturgia realmente renovada e adequada à Igreja no Brasil.

Nos últimos anos, sobretudo a partir do levantamento sobre a situação da vida litúrgica no Brasil, feito por ocasião dos 20 anos da Sacrosantum Concilium (cf. Estudos da CNBB, n.0 42), vem se desencadeando um novo impulso à renovação litúrgica. Notam-se, contudo, mais aprofundada dos agentes de Pastoral em todos os níveis; a busca da identidade da Liturgia no confronto entre fé e vida, no contexto da evangélica opção preferencial pelos pobres, na caminhada profética e transformadora da Igreja no Brasil e a adaptação e inculturação da Liturgia na índole do povo brasileiro.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-      Traduzir, elaborar e publicar livros e subsídios litúrgicos

 

a) Liturgia das Horas:

·                Edição em quatro volumes

·                Ofício das Leituras

b) Lecionários

c) Missal e Lecionário Marianos

d) Rito de Coroação de Imagens de Nossa Senhora

e) Edição adaptada e definitiva dos livros litúrgicos:

·                Missal Romano, conforme a segunda edição típica, que foi publicada em 1975

·                Rito de Iniciação Cristã de Adultos

·                Rito do Matrimônio

·                Rito do Batismo de Crianças

·        Cerimonial da Igreja

·           Ritual de Bênçãos em duas versões: presididas por ministros ordenados e presidida por ministros leigos

·      Edição simplificada e outra popular da Liturgia das Horas

·      Músicas para a Liturgia das Horas

·      Hinário Litúrgico Nacional

·        Documentário Litúrgico

·                Criar novos textos litúrgicos

 

-      Assessorar

 

a) Campanha da Fraternidade

b) Regionais e dioceses

c) Centro de Pastoral Popular (Liturgia Doméstica), em Brasília

d) Acompanhar a Pastoral dos Santuários e Romarias

 

-      Participar

a) de encontros setoriais, regionais, inter-regionais e internacionais de Liturgia

b) de outros encontros de interesse da Linha 4, por exemplo: CEBs, religiosidade popular e movimentos de oração.

 

-      Colaborar

a) com o curso de pós-graduação e especialização em liturgia, de São Paulo;

b) com a Revista de Liturgia "A Vida em Cristo na Igreja" e outras revistas.

 

-      Dialogar

com a Sé Apostólica, CELAM, Conferências Episcopais e outras instituições.

 

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-4.l

             NOVO IMPULSO PARA A RENOVAÇÃO

             LITÚRGICA NO BRASIL

 

O levantamento sobre a situação da Liturgia no Brasil, por ocasião dos 20 anos  da "Sacrosantum Concilium", revelou grandes desafios para a pastoral litúrgica e já desencadeou um processo de renovação que exige o prosseguimento de uma ação adequada, levando avante o processo.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Incentivo a atividades de formação litúrgica, através dos  Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.

1987; 1988

Linha 4.

Ano intensivo de formação litúrgica, culminando com a celebração dos 25 anos da SC, em 1988, com a perspectiva de um documento oficial da CNBB sobre Liturgia (Uma caminhada como se fez com a Catequese Renovada).

1988, junho e dezembro

 

Incentivo à organização da Pastoral litúrgica nas Dioceses, integrando-a na Pastoral Orgânica, sobretudo por meio dos Regionais.

 

 

 

 

           PROJETO PE-4.2

           LITURGIA NOS REGIONAIS

 

Os desafios que a situação da liturgia no Brasil apresenta, exigem reflexão e ação em todos os níveis, as quais devem ser incentivadas pelos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros Nacionais dos Bispos responsáveis pela Liturgia nos

Regionais. Encontro Ampliado.

1987, julho, 13 a 17

Linha 4.

Encontro com Assessores para 1988 sistematizar os resultados do agosto Ano intensivo, a partir das reuniões nas Paróquias, Dioceses e Regionais.

1988, agosto

 

 

 

          PROJETO PE-4.3

          ORIENTAÇÕES LITÚRGICO-PASTORAIS PARA

          DOMINGOS, SEMANAS E MESES TEMÁTICOS

 

A fim de evitar a instrumentalização na celebração litúrgica do Dia do Senhor, por temários superpostos, e garantir uma compreensão mais verdadeira do sentido e alcance pastoral dos "temáticos", são necessárias orientações litúrgico-pastorais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Análise do assunto, por grupo de peritos, a ser encaminhada ao futuro Documento de orientação pastoral da CNBB.

1988

Linha 4.

 

 

           PROJETO PE-4.4

          ORIENTAÇÕES PARA CELEBRAÇÕES

          DOMINICAIS PRESIDIDAS POR LEIGOS

 

Muitas comunidades, no domingo, não celebram a Eucaristia, mas reúnem-se para celebrações presididas por leigos. Serão, pois, necessárias orientações para uma celebração autêntica do Dia do Senhor, a partir das Diretrizes a serem baixadas pela Sé Apostólica.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Análise do assunto, por grupo de peritos, a ser encaminhada ao futuro Documento de orientação da CNBB.

1988, outubro.

Linha 4.

 

 

         PROJETO PE-4.5

         FOLHETOS LITÚRGICOS

 

Dada a grande influência e uso dos folhetos litúrgicos, é necessário trocar experiências e elaborar orientações e princípios que possam levar as assembléias a celebrar o Mistério Pascal encarnado na vida das comunidades.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de Autores  e Editores de Folhetos Litúrgicos.

1988, agosto, 2 a 4

Linha 4.

 

 

          PROJETO PE-4.6

          ADAPTAÇÃO E INCULTURAÇÃO DA LITURGIA

 

Trabalhar na adaptação e inculturação da liturgia à índole e tradições do povo brasileiro, conforme o espírito da "Sacrosanctum Concilium", usando de assessoria qualificada no campo da piedade popular, das expressões religiosas, das comunidades paroquiais, das CEBs e de outros grupos de oração.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Estudos de grupo para adaptação do Missal, do Ritual do  Matrimônio, do Ritual da Iniciação Cristã de adultos, do Ritual do Batismo de crianças e da edição popular da Liturgia das Horas.

1987

1988

Linha 4.

 

 

            PROJETO PE-4.7

            REFLEXÃO SOBRE A TEOLOGIA E PRÁXIS    LITÚRGICA

 

Sendo que a Linha 4 não tem condições de refletir suficientemente sobre a teologia e a práxis da liturgia no Brasil, é necessário assessoramento para se conseguir maior ligação entre Liturgia e vida.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros da Linha 4 com Equipes de reflexão de peritos e estudiosos.

1987, março, novembro

1988, março, novembro

Linha 4.

 

 

          PROJETO PE-4.8

            MÚSICA LITÚRGICA EM NÍVEL INTER-           REGIONAL

 

Por causa da dificuldade de muitos músicos de participarem de encontros nacionais, é preciso possibilitar o contato deles entre si e com a CNBB, em encontros inter-regionais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros Inter-Regionais de  Coordenadores e Compositores de Música Litúrgica.

1988

Linha 4.

 

            PROJETO PE-4.9

            ENCONTRO DOS PRESIDENTES E SECRETÁRIOS

            DAS COMISSÕES NACIONAIS DE LITURGIA DOS

            PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

Os problemas comuns e a necessidade de formas comuns na liturgia dos países de língua portuguesa exigem um maior conhecimento mútuo, assim como reflexão e ação comum correspondentes.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Internacional em Lisboa.

1988, junho, 7 a 9

Linha 4.

 

 

PROGRAMA 5

 

DIMENSÃO ECUMÊNICA E DE

DIÁLOGO RELIGIOSO

LINHA 5 (PE-5)

 

"É o Espírito quem impulsiona a Igreja a viver a unidade, jazendo-a superar as divisões, crescer para a plena comunhão em Cristo e abrir-se para o diálogo religioso" (Diretrizes Gerais, 120).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

1.                                                          Orientações comuns para o ecumenismo e o diálogo religioso

 

Fiel às grandes inspirações do Concílio Vaticano II, ao crescimento do ecumenismo e do diálogo religioso depois do Concílio e em resposta ao crescimento do pluralismo religioso no Brasil, a Igreja Católica propõe-se realizar o objetivo geral de sua ação em diálogo com os irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, com adeptos de outras Religiões e de Concepções de vida e de mundo, fechadas ao Transcendente.

Entende-se por diálogo não só o colóquio, mas todo o conjunto de relacionamentos positivos e construtivos com quaisquer grupos e comunidades. Esse diálogo, em sentido amplo, visa o conhecimento, enriquecimento e auxílio mútuos e, ainda, a ação comum em prol da unidade do gênero humano, da qual a Igreja se professa sacramento ou sinal e instrumento (LG. 1).

Inspirados no documento do Secretariado para os Não-cristãos (A atitude da Igreja perante os que seguem outras Religiões. Reflexões e Orientações sobre o Diálogo e Missão, Pentecostes 1984, L'Osservatore Romano ed. port. 12/08/84, pp. 4ss), indicamos quatro formas de diálogo:

 

-     O diálogo da convivência humana: é o diálogo como espírito e atitude que devem guiar todo o comportamento.

-     O diálogo da ação comum: é a colaboração em objetivos de caráter humanitário, social, econômico e político que se orientam para a promoção e a libertação humanas.

-     O diálogo de especialistas, seja para confrontar, aprofundar e enriquecer os respectivos patrimônios religiosos, seja para aplicar os recursos, aí contidos, aos problemas que se põem a humanidade no curso da História.

-     O diálogo de participação da própria vida, oração e ação de outra comunidade, dentro dos limites indicados pela fé e a disciplina da Igreja.

Estas quatro formas, de diálogo valem também, e a fortiori, para o relacionamento com irmãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais.

A luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja em seu relacionamento com Igrejas/Comunidades cristãs, com outras Religiões e com grupos humanistas fechados ao Transcendente, deve prestar especial atenção:

 

-     à defesa da dignidade da pessoa humana, mormente dos pobres e marginalizados;

-     ao "ecumenismo de base" que está acontecendo nos meios populares, como CEBs, associações de bairro, grupos marginalizados e outros; bem como aos perigos de divisão nestes meios, suscitada por movimentos religiosos contemporâneos (seitas)

-     aos caminhos para o diálogo com o Evangelismo em meios pobres, como sejam várias formas de Pentecostalismo, com as Religiões Negro-brasileiras, com expressões populares do Espiritismo e Sincretismo, e, ainda, com os "agentes religiosos autônomos" (curandeiros, benzedeiros...); embora nem todos esses grupos estejam abertos ao diálogo com a Igreja Católica.

 

A fim de que a Igreja, em sua ação evangelizadora, seja realmente Igreja do diálogo, merecem especial cuidado:

 

-     os cursos de ecumenismo e de diálogo religioso nos seminários e outros centros de formação pastoral;

-     a formação de especialistas em ecumenismo e diálogo religioso

-     um mínimo de estrutura para a ação nos regionais e dioceses.

 

2.  Orientações especiais para o ecumenismo

 

A divisão entre os cristãos, que tem acontecido na História, e ainda acontece hoje, também no Brasil, e que faz surgir sempre novos grupos separados, "contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa do anúncio do Evangelho a toda criatura" (UR, 1).

 

Todos os cristãos, obedecendo à ação do Espírito Santo, são chamados a crescerem até aquela plena comunhão que o Senhor deseja para sua Igreja e lhe oferece como dom. Assim, a partir da fé comum, da incorporação em Cristo pelo Batismo validamente administrado e de outros dons que possam ter em comum, os cristãos devem crescer em comunhão, seguindo os caminhos que o Espírito abre para a Igreja, colocando-se a serviço do mundo que o Senhor Jesus veio salvar.

A fim de que cresçam o espírito e a ação ecumênica da Igreja, deve-se prestar especial atenção:

-    o ecumenismo espiritual que consiste na conversão do coração e na insistente oração  pela unidade ou plena comunhão;

-     ao fortalecimento dos organismos ecumênicos oficiais (CONIC e CESE) e colaboração com outros organismos ecumênicos existentes no Brasil;

-     aos acontecimentos ecumênicos significativos em nível mundial e latino-americano;

-     aos itens já citados nas orientações comuns para o ecumenismo e diálogo religioso

-     ao fenômeno das expressões religiosas contemporâneas e aos desafios que as mesmas colocam para a Igreja (problemas das "seitas").

 

3.  Orientações especiais para o dialogo religioso

 

A partir da encíclica do Papa Paulo VI "Ecclesiam Suam" (6/8/1964), de documentos do Vaticano II e do Secretariado para os Não-Cristãos, a Igreja Católica tem desenvolvido uma visão de fé a respeito das Religiões Não-Cristãs, que constitui a orientação fundamental para o diálogo religioso. Uma síntese desta visão de fé encontramos no documento do Secretariado para os Não-Cristãos, já citado (Pentecostes de 1984), no qual a Igreja apresenta sua posição perante os que seguem outras religiões e oferece reflexões e orientação sobre Diálogo e Missão (DM). Citamos alguns elementos deste documento. A Igreja abre-se ao diálogo por fidelidade ao homem (DM, 20), mas sobretudo por motivos de fé (DM, 22). Pois, sem diminuir o caráter próprio e único da missão que recebeu (DM 9 10, 11), a Igreja descobre o Deus Uno e Trino agindo nas outras Religiões, como instrumentos do Seu único plano de salvação (DM 22, 23, 24). Por esta razão, o diálogo não é estranho ou paralelo à missão, e sim integrado nela. A missão da Igreja, única mas complexa e articulada, se expressa em várias formas: simples presença e testemunho de vida cristã, empenho no serviço dos homens e toda atividade de promoção social vida litúrgica, oração e contemplação, diálogo, anúncio e catequese. Tudo isso faz parte do conceito amplo da missão (DM, 13). Nesta visão de fé, o diálogo é diálogo de salvação.

No diálogo religioso, ocupa lugar especial o Judaísmo, por motivos históricos (a história do anti-semitismo) e mais ainda por motivos de fé (a aliança de Deus com o povo judeu; as raízes judaicas do cristianismo).

A terceira Religião Abraâmica, o Islã, é outra que merece um lugar especial no diálogo religioso. A história do relacionamento entre judaísmo, cristianismo e islamismo e os atuais problemas de paz no oriente médio, sugerem, no Brasil, a busca de diálogo entre as três religiões abraâmicas, uma espécie de "triálogo".

O diálogo com as Religiões Negro-brasileiras, por várias razões históricas e atuais, deve ocupar um lugar de destaque.

As várias formas do espiritismo e as novas expressões religiosas (seitas) exigem uma atenção especial no diálogo.

 

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

Dimensão Ecumênica

 

-    Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra"):

 

·                  apoio à formação ecumênica dos futuros presbíteros, outros ministros e agentes de pastoral (subsídios para cursos) - com a OSIB; curso para Bispos;

·                  apoio à formação de especialistas em ecumenismo;

·                  contato com os Secretariados Regionais, em vista da criação de estrutura para a Dimensão Ecumênica;

·                  contato com organismos da Igreja, em vista da Dimensão Ecumênica de suas atividades (AEC, CIMI, CPT, Centro de Defesa de Direitos Humanos, movimento Focolari e outros);

·                  estudo das possibilidades de uma colaboração ecumênica na Campanha da Fraternidade;

·                  propagação da Oração pela Unidade dos Cristãos, especialmente na semana que antecede o dia de Pentecostes

·                  participação nas atividades da Seção de Ecumenismo do CELAM

·                  participação em atividades do Secretariado para a Unidade dos Cristãos.

 

-    Atividades relacionadas com outras Igrejas e Organismos (Atividades "ad extra"):

 

·           diálogo com as Igrejas da Ortodoxia com autoridades das Igrejas Ortodoxas (pré-calcedonianas e as de tradição bizantina), encontro este preparado com os Bispos Católicos de ritos orientais e acompanhado pelos mesmos;

·           diálogo com as Igrejas Episcopal, Evangélica de Confissão Luterana, Metodista e Presbiteriana;

·           procura de diálogo com líderes de Igrejas Batistas, Pentecostais e grupos "evangelicais";

·           participação em Concílios, Sínodos e Assembléias 

            Nacionais de outras Igrejas, à título de observadores;

·           participação em atividades do CONIC (assembléias, comissão central, seminários);

·           participação em atividades da CESE (diretoria, assembléia anual, seminários e encontros;

·           participação em encontros de Organismos ecumênicos nacionais (atividade conjunta do CONIC e CESE);

·           contato com a Fraternidade ecumênica de Taizé (Alagoinhas-BA), especialmente em vista de sua experiência em encontros de caráter participativo; com o Conselho Nacional do Dia Mundial de Oração;

·           colaboração com a Sociedade Bíblica do Brasil (a publicação da Bíblia completa na linguagem de hoje);

·           contato com organismos ecumênicos: CEDI, CEBI, CESEP e outros;

·           contato com organismos inter e transdenominacionais: Visão Mundial do Brasil e outros;

·           elaboração de notícias e informações de caráter ecumênico para os MCS;

·           contatos com o Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI), com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e com Conselhos de Igrejas de outros países (dos EUA, do Canadá, Conferência de Igrejas do Caribe).

 

                                                             Diálogo Religioso

 

      Atividades relacionadas com a vida e ação da Igreja (atividades "ad intra").

 

·           apoio à formação dos futuros presbíteros, outros ministros e agentes de pastoral, para o diálogo religioso com a OSIB;

·           apoio à formação de especialistas em diálogo religioso

·           colaboração com a Linha 2 em suas atividades relacionadas com a realidade negro-brasileira

·           apoio à Comissão Nacional de Diálogo Católico-Judaico

·           diálogo com líderes muçulmanos;

·           estímulo para um diálogo entre líderes judeus, cristãos e muçulmanos (o "triálogo");

·           contato com a Igreja da Unificação (seita Moon)

·           encontros com líderes de Religiões Negro-brasileiras;

·           encontros com líderes de Religiões Orientais antigas e novas;

·           encontros com líderes espiritualistas (espiritismo).

 

 

            PROJETOS

 

         PROJETO PE-5.1

        REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO DO ECUMENISMO         E DO DIÁLOGO RELIGIOSO NO BRASIL

 

Para acompanhar e avaliar a evolução da situação do ecumenismo e do diálogo religioso no País, é importante reunir, anualmente, especialistas, responsáveis pela Linha 5 nos Regionais e representantes de outras Igrejas e Religiões.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro anual de especialistas, responsáveis regionais, representantes de outras Igrejas e Religiões.

1987, dezembro 2 a 3

1988, data a marcar.

Linha 5.

 

 

          PROJETO PE-5.2

          PUBLICAÇÃO EM PORTUGUÊS DE DOCUMENTOS

       IMPORTANTES PARA A DIMENSÃO ECUMÊNICA E      O DIÁLOGO RELIGIOSO

 

O Projeto visa responder à necessidade de ter à disposição os mais importantes documentos, estudos e relatórios no setor do ecumenismo e do diálogo religioso.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Tradução e publicação de Documentos da Igreja Católica.

1988, novembro.

Linha 5.

Tradução e publicação de relatórios de diálogos bilaterais e multilaterais.

 

Linha 5, CONIC.

 

 

          PROJETO PE-5.3

          ELABORAÇÃO DE PUBLICAÇÕES

          SOBRE OUTRAS IGREJAS E RELIGIÕES

 

O projeto pretende atender aos crescentes pedidos de informações sobre outras Igrejas e Religiões. As publicações terão duas edições diferentes: uma para ministros e outros agentes pastorais da Igreja, outra, em estilo mais simples, para o povo (sugestão da avaliação do Destaque Ecumenismo e Seitas, na 25ª Assembléia Geral da CNBB).

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração de publicações informativas e orientadoras sobre outras Igrejas e Religiões.

1988 até novembro.

Linha 5

Grupo de Colaboradores.

 

 

        PROJETO PE-5.4

         ELABORAÇÃO DE UM CURSO SOBRE O JUDAÍSMO

         PARA SEMINÁRIOS

 

O projeto tem a finalidade de pôr em prática as orientações da Igreja Católica sobre o judaísmo, especialmente na formação dos futuros ministros da Igreja.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Cursos experimentais em Seminários.

1988 até novembro.

Linha 5

Com. Nacional de Diálogo Judeu-católico.

Elaboração de um Manual.

 

 

 

 

       PROJETO PE 5.5

       REFLEXÃO SOBRE A MAÇONARIA E A ATITUDE

       DOUTRINÁRIO-PASTORAL DA IGREJA CATÓLICA

 

O diálogo iniciado com maçons nos anos 70, as declarações da Congregação para a Doutrina da Fé, de 1974 e 1983, exigem a continuação da reflexão, tanto sobre a Maçonaria no Brasil, quanto sobre a atitude doutrinário-pastoral da Igreja Católica. A reflexão, iniciada em 1985, será feita com a colaboração de representantes de outras Igrejas Cristãs e participação de maçons.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros de especialistas, representantes de outras Igrejas,

maçons membros de Igrejas Cristãs.

1987

dezembro, 4

1988, data a marcar.

Linha 5

 

            PROJETO PE-5.6

           REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO DO                                                    CRESCIMENTO DE MOVIMENTOS RELIGIOSOS                     INDEPENDENTES E SOBRE OS DESAFIOS                             PASTORAIS QUE O MESMO COLOCA À(S)

           IGREJA(S)  PROBLEMAS DAS SEITAS

 

-     a atração sobre um crescente número de católicos e outros cristãos;

-     a pregação e atuação violentamente anti-católicas e alienantes de certos grupos enfraquecem a organização e ação do povo pobre e marginalizado;

-     certos movimentos constituem sério perigo à saúde física e psíquica do povo, ou causam verdadeiros atentados à identidade cultural do mesmo;

-     as implicações políticas (nacionais e internacionais) de certos grupos;

-     a necessidade de uma análise da profunda crise da sociedade (brasileira e mundial), sob todos os aspectos, e seu relacionamento com o surgimento de expressões religiosas contemporâneas;

-     a necessidade de uma análise séria da vida e ação da Igreja, a fim de descobrir fatores internos à mesma que possam favorecer o surgimento de expressões religiosas alternativas;

-     o fenômeno está suscitando preocupações, estudos e reflexões em todos os níveis (Conferências Episcopais, Secretariados da Sé Apostólica de Roma, CELAM, CONIC, Conselho Mundial de Igrejas, Conselho Latino-Americano de Igrejas(*)

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Participação nos dois Seminários Ecumênicos sobre o fenômeno.

1987, junho,

3 a 4; novembro, 11 a 13.

Linha 5, CONIC, execução: ISER, CEDI.

Continuação de pesquisas.

1988, até novembro.

Linha 5, Colaboração: CERIS, ISER, CEDI, INP.

Elaboração de informativos sobre os vários grupos.

1987 e 1988

Linha 5, Grupo de Colaboradores.

 

 

PROGRAMA 6

 

DIMENSÃO PROFÉTICA E

TRANSFORMADORA

LINHA 6 (PE-6)

 

"É o Espírito quem anima a vida do Povo de Deus para que atue no meio da sociedade como fermento, sal e luz, transformando-a pelo testemunho e ação, para que seja mais justa, solidária e fraterna, anunciando dessa forma os valores do Reino definitivo" (Diretrizes Gerais, 121).

 

A Igreja, como Povo de Deus, em seu conjunto hierarquia, religiosos e leigos, fiéis individualmente ou em grupos, instituições e organizações, está presente na sociedade, influencia e sofre influência, interage, anuncia profeticamente o Reino e denuncia os contraventores à luz da fé, que é dom gratuito de Deus, e segundo a missão recebida de Jesus Cristo. Ela é luz, sal, fermento. E como tal ausculta e assume os anseios, aspirações e apelos de todos, principalmente dos pequeninos e dos pobres, e empenha-se numa ação transformadora da situação de injustiça na sociedade ainda não comprometida com a promoção do Bem comum.

A dimensão profética e transformadora se operacionaliza através dos setores:

 

· Comunicação Social

· Educação

· Pastoral Social.

 

SETOR COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Como forma de realizar a dimensão profética e transformadora, o Setor de Comunicação Social está no Plano Pastoral para servir a todos os setores da ação da Igreja, quer no seu interior, quer no seu relacionamento com o mundo. Pois "a comunicação é ato criador de cultura, concebida como expressão dos valores essenciais e identificadores do povo, os quais deverão ser base e centro de sua realização em busca também de uma Nova Ordem" (Nova Ordem Mundial de Informação e Comunicação NOMIC, Brasil, 1982).

No esforço de contribuir para a realização do Objetivo Geral da Igreja no Brasil, o Setor Comunicação Social procura fazer com que tanto os comunicadores como os usuários tenham consciência da realidade e da sua responsabilidade diante da mesma. Dessa maneira, intenta provocar transformações, visando a libertação integral do homem e da sociedade.

Porém, isto só será possível mediante uma Pastoral da Comunicação, que se realiza em três momentos:

- ATRAVÉS dos meios de comunicação, buscando expressar-se com linguagem do veículo, da área e do receptor, sendo voz dos que não têm voz e abrindo espaço aos que não o têm.

- NOS meios de comunicação, levando a Igreja a ser uma presença evangelizadora entre os profissionais, pro curando conseguir "urna ordem mais humana e mais justa na Comunicação" (NOMIC, 1982).

- DIANTE dos meios de comunicação, promovendo a formação do povo para que tenha uma atitude crítica em face do impacto das mensagens ideológicas, culturais e publicitárias. Neste sentido, é de importância continuar apoiando e assessorando grupos especializa dos que atuam junto a escolas, oferecendo elementos que facilitem o trabalho de formação da consciência crítica dos alunos.

 

Além desses três elementos, uma nova ação será desenvolvida pelo Setor:

- busca de integração dos Meios de Comunicação da Igreja;

- presença de Igreja junto aos grandes Meios de Comunicação.

 

Puebla nos diz que a "evangelização não pode prescindir, hoje em dia, dos meios de comunicação social" (1064). De fato, a evangelização é comunicação (cf. 1063). São inúmeros os espaços de que a Igreja dispõe nesses meios. Uma Pastoral adequada capacitará seus agentes a usar esses espaços com a técnica e a linguagem próprias de cada veículo.

Por isso, é preciso retomar as propostas pastorais de Puebla: "Urge que a hierarquia e os agentes pastorais em geral conheçam, compreendam e experimentem mais a fundo o fenômeno da Comunicação Social, a fim de que se adaptam às respostas pastorais a esta nova realidade e se integre a Comunicação na Pastoral de Conjunto" (1083). Como, também, a afirmativa de que a tarefa de formação no campo da Comunicação é tarefa prioritária, quer para os aspirantes à vida sacerdotal ou religiosa, que devem ter programas específicos em seus estudos, quer para os sacerdotes, religiosos, religiosas e agentes de pastoral que devem ter programas de formação permanente (1085).

A Comunicação leva a liturgia a ser momento privilegiado da comunhão e participação para uma libertação integral. E importante que a Missa e outras celebrações de rádio e TV sejam momentos fortes, geradores dessa comunhão participativa.

A comunicação grupal e popular já é bastante vivida pela Igreja no Brasil. Importa tomar consciência do seu valor e da necessidade de integrá-la no conjunto da Pastoral da Comunicação.

Um passo importante a ser dado é, sem dúvida, a constituição e dinamização de Equipes Regionais de Comunicação, marcando presença de Igreja nos meios de comunicação locais. Para que esta presença seja adequada; os agentes de Pastoral precisam conhecer a importância do uso dos meios de comunicação na evangelização hoje e convencer-se da necessidade de se capacitarem para transmitir a mensagem dentro da linguagem própria de cada instrumento.

 

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

1.    Promover a organização e/ou animação dos Setores Regionais, com a finalidade de integrar sempre mais a Comunicação na Pastoral de Conjunto, colaborando na organização das atividades nos vários níveis.

2.   Fortalecer e estimular no cumprimento de seus objetivos as Entidades de Comunicação (UCBC, União Cristã Brasileira de Comunicação; UNDA, União de Radiodifusão Católica; OCIC/BR, Organização Católica Internacional de Cinema e outras) e sua função na irradiação do pensamento e da ação da Igreja.

3.   Estimular a conquista e o aproveitamento de espaços nos Meios de Comunicação, para uma comunicação verdadeiramente libertadora, avaliando constantemente as produções religiosas católicas, numa visão crítica dos conteúdos veiculados;

4.   Estudar meios para a retomada, divulgação e aplicação dos Documentos sobre comunicação da Igreja no Brasil, na América Latina e universal.

5.   Permanecer em contato com associações de pesquisa, centros, agremiações e sindicatos ligados à Comunicação, para um mútuo intercâmbio de informações e experiências, engajando-os na ação libertadora e evangelizadora da Igreja no Brasil.

6.    Manter correspondência ativa com os Regionais e as Instituições de comunicação (UCBC, UNDA, OCIC, UCLAP, DECOS e outras afins) no Brasil e no exterior.

7.   Preparar subsídios para o Dia Mundial da Comunicação, da Paz, bem como para as Campanhas da Fraternidade, das Vocações, da Bíblia e das Missões.

8.    Incentivar, através de contatos freqüentes, os Meios de Comunicação para a divulgação dos momentos fortes da atuação pastoral da Igreja no Brasil, como a Campanha da Fraternidade, Dia Mundial das Comunicações, da Paz, Mês das Vocações, da Bíblia, das Missões e outras, com o envio de subsídios adequados (artigos, filmes, discos).

9.    Estimular a divulgação, em linguagem popular, dos documentos da Igreja, em boletins, revistas, jornais, programas de rádio e de televisão.

10.  Conferir o prêmio "Margarida de Prata" ao melhor filme brasileiro do ano. Encaminhar o estudo e a viabilidade de outorgar prêmios semelhantes nas demais áreas de comunicação (teatro, rádio, televisão, imprensa, literatura e outros).

11.  Continuar promovendo a formação da consciência crítica diante dos Meios de  Comunicação Social, em todos os níveis, visando a superação da sociedade consumista.

12.    Promover, gradativamente, na comunidade eclesial, a consciência da realidade, importância e implicações da informática e novas tecnologias na Pastoral.

3.     Realizar reuniões trimestrais com a Equipe de Reflexão, para um acompanhamento sistemático das atividades e projetos do Setor, e motivar os Regionais para que também constituam suas equipes, em nível regional, na área da Comunicação;

14.    Levar adiante as reuniões semestrais das Editoras Católicas e acompanhar a aplicação das resoluções que eventualmente forem nelas tomadas.

15.    Dar continuidade aos encontros anuais de diretores de Jornais e Revistas Católicas, a fim de que as publicações sempre mais se insiram nas Diretrizes Gerais da Ação da Igreja no Brasil.

16.    Participar de encontros regionais, nacionais e internacionais promovidos por entidades afins e que tenham relacionamento com o Setor de Comunicação.

1 7.   Participar em todo o processo de preparação e realização da Campanha da Fraternidade de 1989, colaborando na elaboração das diversas peças de reflexão e divulgação.

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-6.1

           PRESENÇA JUNTO ÀS ESCOLAS DE

          COMUNICAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE                                       ENSINO SUPERIOR CATÓLICO (IESCs)

 

A carência de comunicadores comprometidos com a transformação da realidade numa visão eclesial e a exigência das próprias escolas de Comunicação, que gostariam de ter um posicionamento pastoral mais claro de seu papel, exigem que se leve as Faculdades Católicas de Comunicação a questionar sua identidade e seu papel na formação de agentes de Pastoral e de lideranças no Campo da Comunicação.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Contatos com a ABESC e UCBC para um trabalho em conjunto.

1987, 2º semestre

Linha 6: Setor Comunicação Social.

Pesquisa para conhecer a realidade das Escolas de Comunicação.

1988, 1º semestre

 

Realização de um Encontro com os diretores.

Agosto, 2ª quinzena.

 

Possível elaboração de diretrizes comuns.

 

 

 

 

         PROJETO PE-6.2

         ENCONTRO NACIONAL COM OS RESPONSÁVEIS

         REGIONAIS DOS MCS

 

O papel que a Comunicação tem na informação e difusão da ação pastoral da Igreja hoje e a necessidade, sempre de novo expressa, de os regionais se sentirem entrosados e unidos ao Nacional, aconselham o fortalecimento dos Regionais através de incentivo mútuo e elaboração de pistas comuns de trabalho, respeitadas as características locais.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Pesquisa para levantar a realidade.

Envio de pistas de reflexão sobre os objetivos e coleta das respostas.

1987, 2º semestre

Linha 6: Setor Comunicação Social.

Realização do Encontro.

1988, março

8 a 11.

 

Acompanhamento e avaliação da aplicação das conclusões.

1988.

 

 

 

          PROJETO PE-6.3

         CURSO PARA PROFESSORES DE COMUNICAÇÃO

         NOS SEMINÁRIOS E INSTITUTOS DE FORMAÇÃO

 

Em muitos Seminários não se observa a norma conciliar, solicitada também em Puebla e na publicação da Congregação para a Educação Católica, em 1986. Orientações para a Formação dos Futuros Sacerdotes acerca dos Instrumentos da Comunicação Social, por falta de pessoas capacitadas. A necessidade de inserir a Comunicação no currículo teológico e a importância da Comunicação na Pastoral de Conjunto urge a preparação de elementos capacitados para aplicar o programa elaborado na etapa anterior (85/86).

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento de candidatos.

1988, junho

Linha 6: Setor Comunicação Social com colaboração da Linha 1: Setor Vocação e Ministérios; OSIB - PUC/MG.

Realização do Curso.

1988, 1ª quinzena.

 

Acompanhamento para a atualização constante de bibliografia.

1987,  1988

 

 

 

         PROJETO PE-6.4

         REALIZAÇÃO DO 6º ENCONTRO NACIONAL DE

         LITURGIA DE RÁDIO E TELEVISÃO:

        APROFUNDAMENTO DO TEMA "ASSEMBLÉIA                 ELETRÔNICA, COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO"

 

A necessidade de dar continuação aos Encontros anteriores, de estudar o fato das missas de Rádio e Televisão e analisar até que ponto esse "fato" cria novas Assembléias Litúrgicas e interfere na pastoral orgânica, o estudo das possibilidades de outras Assembléias Eletrônicas que não sejam missa, justificam este Encontro.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Estudo, análise e complementação, por peritos, do material do 5º Encontro.

1988, abril.

Linha 6: Setor Comunicação Social.

Elaboração de um instrumento.

1988, 1º semestre

Linha 4.

Realização do Encontro.

1988, agosto.

 

Acompanhamento e avaliação da aplicação das conclusões.

1988, 2º semestre

 

 

 

       PROJETO PE-6.5

       CURSO PARA PRODUTORES DE

       ROTEIRO PARA VIDEOCASSETE

 

O Vídeo começa a desenvolver-se no Brasil com utilização na ação pastoral. Algumas Instituições de Igreja possuem recursos técnicos para produzir material de boa qualidade. Mas sente-se a falta de pessoas capacitadas pastoral e profissionalmente para produzir os conteúdos em linguagem adequada ao meio. Urge, portanto, capacitar produtores de roteiros que, a par do conteúdo evangelizador, dêem também a forma à mensagem.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento de candidatos.

1987, 2º semestre

Linha 6: Setor Comunicação Social do Sistema Salesiano de Vídeocomunicação.

Realização do Curso  1ª etapa.

1987, novembro, 16 a 20.

 

Elaboração de Roteiro sobre as Diretrizes por um grupo de cursistas.

1987, dezembro e 1988, janeiro.

 

2.ª etapa do Curso.

1988, 1º semestre

 

 

 

            PROJETO PE-6.6

            PESQUISA SOBRE PRESENÇA DA IGREJA NOS

            MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

Para um trabalho mais objetivo e eficaz, requer-se um conhecimento da realidade da comunicação na Igreja. Nesta pesquisa, dois aspectos deverão ser considerados: a Igreja e os seus próprios meios e a Igreja nos Meios que não lhe pertencem. Há necessidade de se fazer esta pesquisa para uma ação mais integrada e objetiva neste campo, dando prosseguimento ao levantamento feito pelo Setor em 1981.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento dos dados e divulgação dos resultados.

1987

1988.

Linha 6, Setor Comunicação Social, CERIS. 

 

 

SETOR EDUCAÇÃO

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Toda ação evangelizadora, enquanto converte a consciência pessoal e coletiva das pessoas, sua atividade, seu meio concreto (cf. EN, 18)  é  educativa.  A  educação  eclesial,  no  entanto, se concretiza,  particularmente,  seja  na  educação  da     promovida de  maneira  sistemática  na  catequese,  seja  em  outras  formas de educação,  que  visam  colaborar nas tarefas da promoção humana e cultural. To dos os cristãos são chamados a empregar seus esforços na tarefa de criar a nova educação (cf. Med. 4,II,2) exigida para a formação do homem novo, em vista da nova sociedade (cf. Puebla 1308).

Ao Setor Educação cabe animar a Pastoral da Educação, tendo presente posições que decorrem das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, da natureza da educação e dos apelos da realidade. Isto supõe a criação e/ou dinamização de organismos regionais e diocesanos de Coordenação da Pastoral da Educação.

Em estreita relação com os demais setores da CNBB, a Pastoral da Educação tentará criar condições para que, nas diversas situações e instituições de educação, se concretizem todas as dimensões da vida eclesial. Neste sentido, deverão continuar recebendo especial atenção: o acompanhamento da pastoral do educador leigo, o apoio à formação de assessores de pastoral da juventude, o desenvolvimento de uma pastoral vocacional nas instituições escolares, a reflexão sobre a dimensão pedagógico-educativa das CEBs, dos movimentos populares e associativos, a irradiação da pastoral das escolas para a Pastoral da família, a inclusão da dimensão do trabalho no próprio processo educativo-escolar.

A pastoral da Educação contribui para que o processo educativo, visando a promoção das pessoas - a pessoa toda e todas as pessoas - seja, ao mesmo tempo, expressão de um compromisso real com a formação de "homens novos", evangelicamente críticos e criativos, com espírito fraterno e compromisso social, capazes de encontrar alternativas para uma nova sociedade (cf. Puebla 1308).

A atuação do Setor incentiva e favorece uma educação libertadora-evangelizadora em todas as situações. Tal educação se realiza a partir da análise - iluminada pela fé - do próprio fenômeno educativo, dentro do contexto sócio-político-econômico, em que ele se processa e não a partir de uma visão idealista que pouco compromete. P preciso ter presente o engodo que representa uma preocupação puramente técnico-pedagógica, desvinculada da dimensão sócio-política da educação.

A educação libertadora evangelizadora desafia os conteúdos, as metodologias, as relações educativas, o educador e as instituições, exigindo a revisão de práticas educativas que, por vezes, favorecem as desigualdades sociais, a eliminação dos mais pobres, reforçando o individualismo, a competição e o próprio sistema injusto que se denuncia verbalmente.

A opção pelos pobres, ao mesmo tempo em que canaliza recursos e esforços para a educação das classes populares, exige uma pedagogia evangélica libertadora para todos os setores da sociedade. E a partir da causa dos pobres e de seu projeto histórico que deve ser constantemente repensado o processo educativo, tanto na educação formal como na educação não formal.

A própria maneira de encaminhar e realizar a ação na Pastoral Educativa deve ser um constante "questionamento crítico e construtivo" do sistema educacional vigente (cf. Puebla  440).

"Ser educador, hoje, exige contínua disponibilidade e abertura às novas situações. Quem se propõe a tarefa de educar deve educar-se, também, continuamente, a si mesmo" (Mensagem do Santo Padre aos participantes do XI Congresso da AEC, 1983). Nesta perspectiva, impõe-se a formação permanente do educador e a valorização dos movimentos e grupos de leigos educadores.

As atividades permanentes abaixo previstas constituem estratégias de ação, visando possibilitar estimulo e assessoria a atividades e projetos de nível regional, facilitando ou reforçando a organização e atuação da Coordenação Regional do Setor.

Os projetos dizem respeito a situações específicas que requerem atuação especial do Setor Educação da CNBB, neste biênio.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-     Manter ligação com a AEC, ABESC, MEB e outras entidades de Igreja, de cunho nacional, que atuem no campo da educação, visando uma ação conjunta na dinamização da Pastoral da Educação.

-     Promover a reflexão sobre a dimensão pastoral da educação e sobre a dimensão educativa de toda a pastoral, divulgando o Documento de Estudos da CNBB: "Para uma Pastoral da Educação" e assessorando encontros regionais ou inter-regionais com uma proposta de "reflexão-ação" em torno do tema.

-    Incentivar e assessorar a criação e/ou o fortalecimento de organismos de coordenação da Pastoral da Educação nos Secretariados Regionais da CNBB e favorecer o intercâmbio entre esses organismos.

-    Incentivar a articulação de centros, movimentos, instituições e associações de educação católica com a Pastoral Orgânica e com instituições similares de outras Igrejas e da sociedade civil.

-     Colaborar na dinamização da Pastoral do Leigo Educador, sua formação cristã, seu comprometimento como agente da Pastoral da Educação, presença da Igreja nas instituições de ensino, sua organização em nível regional e nacional e sua articulação com o Conselho Nacional de Leigos.

-     Desenvolver, com a AEC, um programa de assessoramento à transformação curricular, à revisão das estruturas de poder e econômicas das escolas católicas e à busca de novas estruturas participativas e de novas formas de manutenção das mesmas, em vista da educação na e para a justiça (opção pelos pobres).

-     Criar condições para que se efetue uma presença evangelizadora, através de educadores leigos e de escolas católicas no trabalho educativo das escolas mantidas pelos poderes públicos, na linha da reflexão, animação e disponibilidade de recursos.

-     Promover iniciativas em vista da Pastoral da e na Universidade, e colaborar com a ABESC para "desencadear um processo de reflexão e formação de agentes educativos e de revisão da ação das IESCs, em ordem a um Projeto Educativo que encarne a missão evangelizadora à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil" (Conclusão do Seminário Nacional CNBB-AEC).

-           Acompanhar iniciativas no campo da educação popular, especialmente formas alternativas de educação de crianças e jovens, e promover a articulação dessas iniciativas com a educação formal convencional, em nível de reflexão e de ação.

-    Avaliar as iniciativas de educação popular da Igreja, em especial do MEB, colaborando no processo avaliatório, sempre que solicitado.

-    Acompanhar criticamente a elaboração da nova Constituição e das leis complementares, no que diz respeito à educação.

-     Oferecer aos Regionais, particularmente através da AEC, condições para assessorar e dinamizar as Campanhas da CNBB, em especial a CF e as Promoções Vocacionais e Missionárias nas escolas e nos movimentos de educação.

-     Promover atividades conjuntas com outros setores e dimensões da CNBB, em especial com a Catequese, a Juventude, os Leigos, a Família, a Comunicação Social e as Estruturas de Igreja.

-     Entrosar-se com a CRB, sobretudo em aspectos relacionados com a Educação;

-     Manter contato e colaborar com organismos de educação em nível nacional e internacional, particularmente com a Sagrada Congregação para as Escolas Católicas e com o Departamento de Educação Católica do CELAM.

-     Participar de encontros que interessam diretamente ao Setor.

 

 

            PROJETOS

 

            PROJETO PE-6.7

            IGREJA - CONSTITUIÇÃO  DIRETRIZES

            BÁSICAS DA EDUCAÇÃO

 

A Educação brasileira passa por um dos momentos mais ricos e, ao mesmo tempo, mais conturbados de sua história. A elaboração da nova Constituição Nacional deverá seguir-se a promulgação de leis complementares. O Setor Educação deverá concentrar sua atenção no acompanhamento desse processo, que afetará toda a atuação da Igreja no campo da educação, seja nas suas escolas próprias, seja nas escolas da rede oficial. As questões básicas afetam todas as escolas vinculadas à Igreja, ainda que as manifestações dos problemas sejam diferenciados para as escolas de 1º a 2º Graus e para as Universidades ou Escolas Superiores Católicas.

Por isso, se propõe uma atuação conjunta com programações diferenciadas para o tratamento de problemas específicos.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Acompanhamento da Constituinte no tema Educação e contatos permanentes com os Constituintes.

1987, 1988.

Linha 6: Setor educação, AEC/ABESC.

Elaboração de proposta específica e encaminhamento de emenda popular; Seminário Nacional.

1987, 1º semestre

AEC, Linha 6: Setor Educação.

Encontro de grupo de trabalho de Bispos, Reitores e representantes da AEC e AHESC.

1987, dezembro, 14 a 15.

Linha 6: Setor Educação, AEC/ABESC.

Encontro Nacional de responsáveis por Escolas Católicas (1º e 2º Graus), com Bispos e Provinciais, para estudo da nova Constituição e encaminhamento de novas ações.

1988, após divulgação da nova Constituição

Linha 6: Setor Educação, AEC/ABESC.

 

 

            PROJETO PE-6.8

            PASTORAL ORGÂNICA E PASTORAL DA

            EDUCAÇÃO

 

A caminhada da Pastoral da Educação já é uma realidade em número significativo de Dioceses. Muitas delas já contam com um organismo específico na sua organização pastoral para a pastoral da Educação (diferente e mais abrangente que o grupo de apoio ao ensino religioso nas escolas públicas). Sente-se, porém, que tal caminhada deve ser mais fortalecida.

A necessidade de maior cultivo do professorado católico, quer atue em escolas públicas ou em escolas católicas ou outras, é inegável. Por outro lado, é preciso dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos em todo o Brasil através de seminários e vários encontros, e que resultaram na publicação do Livro "Para Uma Pastoral da Educação", na coleção de Estudos da CNBB, n.0 41. Há necessidade de criar e fortalecer uma consciência cada vez mais viva, do significado e papel da Pastoral da Educação, na Missão Evangélica da Igreja. O Seminário Nacional, com representantes dos vários Regionais da CNBB e da AEC, propõe-se a dar continuidade a esse trabalho.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário Nacional com representantes dos Regionais da CNBB e das Seções da AEC e Bispos responsáveis pela Educação nos Regionais.

1988,2º semestre

Linha 6: Setor Educação AEC/ABESC.

Elaboração de subsídios de apoio para incentivar o estudo e aplicação do Livro "Por Uma Pastoral da Educação".

1988.

Linha 6: Setor Educação, AEC.

Apoio à criação de Organismos de Pastoral da Educação nas Dioceses que solicitarem em todos os Regionais da CNBB.

1988

Linha 6: Setor educação AEC.

 

 

                                                                                                                                                                           PROJETO PE-6.9

       DESENCADEAR UM PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO

       DOS PAIS EM VISTA DA EDUCAÇÃO FORMAL DE

       SEUS FILHOS

 

Torna-se necessário realizar um trabalho de conscientização e de aglutinação dos pais de alunos que estudam nas escolas católicas. São eles os primeiros interessados na defesa do pluralismo na educação. Da mesma forma, é a eles que cabe defender a igualdade de condições de acesso ao ensino fundamental para todos os brasileiros, assim como a liberdade de a escola confessional poder estabelecer seus objetivos, metodologia, organização, conforme sua própria especificidade.

Por outro lado, cabe aos pais, cujos filhos estudam na escola pública, organizar-se para defender a qualidade da educação e a eficiência do trabalho pedagógico destas escolas.

Num primeiro momento, o projeto pretende fazer um levantamento dos movimentos e organizações já existentes nos diversos níveis e nas várias regiões do Brasil e estabelecer um primeiro contato com os grupos ou associações já em atuação. Posteriormente, poderá pensar-se na organização de algum tipo de encontro Nacional, regional e/ou nacional.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento junto às Dioceses, Seções da AEC, Núcleos, 

Associações, movimentos e escolas. Primeiros passos de contato com os responsáveis, em vista de uma articulação maior nos vários níveis.

1988

LINHA 6

Setor Educação AEC.

 

 

            PROJETO PE-6.10

            ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS CATÓLICAS

            DE 1º E 2º GRAUS

 

Como conseqüência de promoções já realizadas em Planos anteriores, em conjunto com a AEC, foi criado um grupo de coordenação e articulação de atividades sobre o ensino religioso na escola católica. Neste biênio será promovido o 2º Encontro Nacional de responsáveis estaduais pela dinamização do ensino religioso na escola católica e, com a colaboração das bases, será elaborado subsídio específico.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional de responsáveis regionais capazes de dinamizar um trabalho conjunto nas escolas católicas.

1987, julho, 1º semestre

Linha 6: Setor Educação AEC, Linha 3

Elaboração de texto de trabalho como subsídio sobre o tema.

1988

AEC, Linha 6: Setor Educação

 

 

 

· MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE (MEB)

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Como conclusão de um longo processo de auto-avaliação, em vários níveis e através de numerosos estudos, questionários e encontros, o MEB realizou um Encontro Nacional, em Outubro de 1986. Participaram deste encontro quase todos os Bispos de área MEB, todos os Coordenadores das 31 equipes de base que atuam em 26 Dioceses do Norte, Nordeste e Extremo Oeste e os membros da Equipe Nacional. Nesse Encontro, foram definidas algumas diretrizes básicas que deverão nortear, a partir de agora, toda a ação do MEB.

O MEB define-se como instrumento da Igreja a serviço da educação popular nos meios rurais e nas periferias urbanas. Toda sua ação, portanto, deverá ser marcada pelo Objetivo Geral da Ação Pastoral da Igreja no Brasil e deverá inserir-se na pastoral da Igreja local. Preservando sua identidade de movimento de educação popular, com características próprias, o MEB deverá articular-se com outros grupos que atuam na mesma região. Deverá manter sua vocação especifica de ser movimento (que não pode ficar estagnado), de ser educacional (onde a preocupação básica é caminhar junto com o povo, em busca de uma crescente compreensão da realidade e da apropriação dos instrumentos necessários para agir na realidade de maneira madura e com plena consciência de cidadania), e de ser base (agindo nas áreas carentes, onde há falta de outros serviços, junto às populações pobres e com uma vocação prioritária para as zonas rurais).

O MEB procura fazer um trabalho de educação popular dentro de uma perspectiva de transformação social que respeita o ritmo do povo como "agente de seu próprio crescimento". Ao mesmo tempo, as equipes do MEB procuram atuar como serviço de apoio educacional que oferece subsídios a articulação dos movimentos e organizações populares.

Através de um trabalho educativo, o MEB quer colaborar para que as camadas populares adquiram um nível maior de conhecimento do mundo que as cerca, procurando uma interação de viver, produzir e se relacionar, na tentativa de construir um projeto social que atenda aos interesses de toda a população e não apenas de alguns grupos privilegiados.

O MEB propõe-se também oferecer assessoria, cursos, treinamentos, encontros às comunidades, organizações e movimentos populares, visando a análise, reflexão sobre a realidade e solução das dificuldades por eles encontradas.

A metodologia de ação do MEB supõe um primeiro passo de acompanhamento e observação para levantar as características da comunidade ou movimento a ser acompanhado, abrindo espaços para que os membros da própria comunidade ou movimento possam refletir sobre sua realidade e assumir, desde o início, as rédeas do processo.

Neste processo, as atividades de educação popular se dão em situações determinadas e serão mais ou menos formais, de acordo com as necessidades detectadas. Assim, por exemplo, um curso de alfabetização nunca poderá ser "implantado" por decisão externa à comunidade e só como necessidade sentida pelos próprios interessados.

A educação popular concretiza-se em atividades em torno de situações concretas, por exemplo, de saúde, de conflitos de terra; de necessidades que surgem em torno da organização sindical ou mesmo partidária, de problemas relacionados com a produção ou a distribuição do produto do trabalho.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

As atividades do MEB junto às comunidades, movimentos e organizações populares, são delineadas segundo as necessidades locais, respeitando o ritmo do povo e, ao mesmo tempo, tentando abrir novos e mais amplos horizontes e contribuir para a articulação em níveis cada vez mais amplos (associações, movimentos, organizações populares). As equipes locais do MEB atuam principalmente através de:

-     cursos como sindicalismo, organização comunitária, técnicas alternativas de produção e comercialização agrícola, educação para a saúde, educação política, formação de lideranças, alfabetização conscientizadora e integrada na caminhada comunitária e do movimento popular

-     assessoria a movimentos populares, meninos de rua, trabalhadores sem terra, movimentos de mulheres, de saúde

-     assessoria a organizações populares como sindicatos e grupos de cultura

-           feiras industriais comunitárias e formas alternativas de produção e distribuição dos benefícios do trabalho.

 

Isto não significa que cada departamento desenvolva todas as atividades elencadas. De acordo com a realidade local e as condições de cada equipe e contando com a assessoria da equipe nacional, cada departamento do MEB deverá especializar-se progressivamente nas atividades mais necessárias na região.

 

A equipe nacional deve acompanhar e assessorar pedagogicamente os departamentos; promover cursos, treinamentos e encontros com os agentes do MEB e com a colaboração de especialistas em questões especificas, quando necessário, oferecer subsídios pedagógicos para os agentes do MEB e para outros agentes de educação popular.

 

Destacamos, a seguir, alguns projetos mais amplos previstos para o biênio 87/88 e que referem a prioridade maior estabelecida no Encontro Nacional do MEB, em outubro de 1986: "intensificar, por todos os meios, a formação dos agentes do MEB, oferecendo também esse serviço a Outros agentes. de "educação popular":

 

- Cursos inter-regionais de formação de agentes de educação popular na área de saúde popular (três cursos em 1987 e três em 1988).

- Cursos inter-regionais de formação de agentes de educação popular na área de alfabetização conscientizadora (três cursos em 1987 e três em 1988).

- Cursos inter-regionais de formação de agentes de educação popular na área de sindicato e conflitos de terra (seis cursos em 1987 e seis em 1988).

- Cursos inter-regionais de formação de agentes de educação popular na área de rádio e meios de comunicação popular (dois cursos em 1988).

 

Dois anos depois da realização do primeiro encontro, e depois de introduzidas as mudanças de rumo assumidas no mesmo, torna-se necessário reunir novamente os Bispos de área MEB com todos os coordenadores de equipes locais e a equipe nacional para traçar os próximos passos da entidade. Assim, no 2º semestre de 1988 deverá realizar-se o novo Encontro Nacional do MEB, com a participação do Setor Educação da CNBB e de outros organismos e Entidades.

 

 

SETOR PASTORAL SOCIAL

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

O objetivo e as diretrizes gerais da CNBB inspiram o programa específico de atividades do Setor Pastoral Social. Esse programa visa colaborar com todas as demais dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à transformação social, econômica, política e cultural pela qual passa o povo brasileiro, atentas e atuantes para que essa transformação se realize com a participação solidária de todos, objetivando a libertação integral do homem e a construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus.

O Setor Pastoral Social procurará evitar paralelismos entre evangelização, promoção humana e ação organizadora para a transformação de estruturas. O referencial supremo no qual vai buscar essa unidade é Cristo e seu Evangelho, a cuja luz toda a análise da realidade, reflexão e ação serão, efetuadas, verá também nas CEBs um exemplo dessa unidade entre fé e vida, oração e ação.

Como procedimento metodológico, tratará inicialmente de obter uma compreensão adequada e critica da realidade de modo a permitir a formação de um julgamento ético sobre a situação e a formulação de linhas de ação. Seguindo esse procedimento, a CNBB tem elaborado, com significativa colaboração do Setor Pastoral Social, documentos e estudos tais como sobre o solo urbano e rural, a situação econômica, política e social, principalmente do Nordeste. Essa forma de procedimento tem a vantagem de deixar o discurso genérico e partir para o discernimento das situações e a orientação para ações concretas, à luz da fé. Outro aspecto positivo desse modo de elaborar e propor suas reflexões é que sua palavra passa a interessar amplos setores da população, pouco identificados com outros aspectos da vida da Igreja.

O Setor Pastoral Social procurará dinamizar e ampliar suas atividades através da criação de espaços para o encontro de pessoas e instituições interessadas em participar num processo de análise e reflexão global e continuada sobre o que se poderia chamar de "a sociedade que queremos". Além de se tratar de algo importante para a vida da Igreja e do País, isso viria responder a uma necessidade sentida por muitos construtores da sociedade nova e pluralista. Um desafio para o qual aqui se deve encontrar uma resposta é de como manter esse processo articulado com os movimentos populares e de como divulgar os resultados desta reflexão.

Incentivará ainda a formação de pessoas que revelam dons de liderança. Busca-se uma formação mais continuada, mais exigente, tanto em colocar questões teóricas como na atuação prática. Enfim, uma formação que siga um método progressivo e grupal. Grande parte dos líderes de boa formação cristã no campo social foram formados há 20 e mais anos, através da Ação Católica especializada. A criação de movimentos de formação cristã para o campo social, de acordo com o meio em que se encontram os jovens, parece uma urgente necessidade apostólica da Igreja no Brasil.

Muitas pessoas e recursos da Igreja se encontram investidos nas "obras sociais" da Igreja, das quais o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS) fez um levantamento nacional. É importante continuar explorando esse material com o intuito de introduzir um processo de renovação dessas obras, principalmente mediante uma maior participação de sua clientela e uma viva motivação dos agentes, a partir de Cristo e do seu Evangelho.

Nesse campo, há muito ainda por fazer, tendo em vista a falta de oportunidade de maior participação do povo, a mentalidade paternalista dos agentes e a desarticulação das obras sociais da pastoral em geral.

O Setor Pastoral Social atua através de vários organismos que fazem parte da sua estrutura, mas que têm vida e dinamismo próprios. Maior articulação entre esses organismos é importante. O Setor Pastoral Social quer ser um espaço onde isso possa acontecer, bem como quer também abrir-se para articulações com outros organismos, com objetivos afins. Procurar-se-ão formas para colocar em prática esse objetivo, e isso com a criatividade e participação de todos esses organismos que já compõem o Setor Pastoral Social. Espera-se, com esse esforço, chegar a aperfeiçoar os métodos de trabalho de cada organismo, a pro mover ações verdadeiramente conjuntas e a elaborar um atualizado conceito de pastoral social que sirva de plataforma comum para a ação de todo o setor e da Igreja em geral.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

-           Analisar a problemática nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os resultados dessa análise.

-           Analisar e avaliar a pastoral da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação.

-           Estudar e divulgar o ensino social da Igreja universal e também das Igrejas particulares, principalmente da América Latina, Estados Unidos e Canadá.

-           Apoiar iniciativas de Pastoral Social da Igreja, em nível regional e diocesano.

-           Apoiar grupos e movimentos de Pastoral Social, sobretudo de caráter popular e voltados para a defesa dos interesses das classes mais necessitadas.

-           Oferecer uma formação social e agentes de pastoral, preferencialmente àqueles que estão a serviço das CEBs.

-           Apoiar sistematicamente as pastorais de setores mais marginalizados da população: camponeses, peões, bóia-frias, marítimos e pescadores, mulher marginalizada, doentes, idosos, menores abandonados, encarcerados etc.

-           Prestar assistência jurídica a pessoas enquadradas na lei de Segurança Nacional, vítimas de violência policial, estrangeiros em situação irregular no País, bem como a casos exemplares de conflitos em áreas urbanas e rurais.

-           Propiciar a possibilidade de uma análise e reflexão conjunta diante dos desafios e interesses comuns que surgem no campo social, em particular nesta fase de transição política.

-           No atual biênio, a Linha 6 - Setor Pastoral Social, deverá dedicar especial atenção à preparação da visita do Papa, inclusive tentando estabelecer quais os grupos humanos e os locais que poderiam ser visitados pelo Papa.

 

 

            PROJETOS

 

            1. Projetos de conjunto do setor

 

 

            PROJETO PE-6.11

            A IGREJA E O MOVIMENTO SINDICAL

 

O apoio da Igreja a organização e ação dos Sindicatos autênticos requer critérios e diretrizes comuns de todos os organismos que atuam nesta área.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro para análise, avaliação da realidade sindical, bem como para uma autocrítica de sua ação e busca de pistas de ação e interação dos vários organismos da Linha 6 que atuam nesta área.

1987, outubro, 24 a 25

Linha 6: Pastoral Social

 

 

            PROJETO PE-6.12

 

            ENCONTRO DOS BISPOS RESPONSÁVEIS PELA

            PASTORAL SOCIAL E SEUS RESPECTIVOS

            ASSESSORES, NOS REGIONAIS

 

Durante o período, o Setor da Pastoral da Linha 6 fez um grande esforço no sentido de promover a Pastoral Social em todos os Regionais da CNBB. Não realizou nenhum encontro com as Coordenações dessa Pastoral durante esse período. Isso agora se impõe como uma necessidade.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos Bispos da Pastoral para levantar as dificuldades e dúvidas, bem como buscar linha comum de pensar e de agir.

1988, junho, 14 a 16.

Linha 6: Pastoral Social.

 

 

        PROJETO PE-6.13

        FORMAÇÃO DOS AGENTES DA PASTORAL SOCIAL

 

A formação dos agentes da Pastoral Social, dentro dos objetivos comuns e dentro dos temas básicos da Doutrina Social da Igreja, e Diretrizes da CNBB e práticas concretas de ação.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos Organismos da Pastoral Social que atuam na formação de agentes.

1988, 2º semestre

Linha 6: Pastoral Social

 

 

2.         Atividades dos organismos do setor

 

·           CARITAS BRASILEIRA

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Nas últimas Assembléias da Cantas Brasileira ~m dos pontos mais debatidos e refletidos foi a necessidade de mudanças na linha de trabalho da entidade, estabelecendo, para isso, prioridades que deveriam ter como objetivo: sintonizar os serviços da entidade com as reais necessidades do povo pobre e oprimido.

A Cantas Brasileira reafirma, pois, sua vocação permanente na animação e articulação da Pastoral Social na comunidade eclesial, para a vivência e o testemunho da Caridade Libertadora, descobrindo as causas estruturais e conjunturais da exploração e opressão.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

A Caritas Brasileira, através do Secretariado Nacional e dos seus Regionais, mantém como atividades permanentes de sua atuação:

-    Assessoria de formação e capacitação de agentes de Pastoral Social.

-    Divulgação de calendário nacional de cursos e encontros relativos à Pastoral Social.

-    Treinamento e atualização de assessores para a Pastoral Social.

-     Assessoria, apoio e acompanhamento aos projetos alternativos de trabalhos que fortaleçam as organizações comunitárias.

-     Realização de seminários sobre projetos alternativos.

-     Assessoria permanente para o atendimento às situações de emergência, naturais e político-sociais.

-    Contatos e ligação com órgãos públicos e outras entidades afins relacionadas com emergências.

-     Elaboração de informes sobre situações de emergência; preparação e distribuição de subsídios de orientações para as situações de emergência.

-    Articulação com entidades e organismos que militam na promoção e reflexão sobre a Reforma Agrária, educação política e organização sindical.

-     Acompanhamento e apoio aos movimentos de reivindicações, denúncia, resistência e solidariedade aos pobres e oprimidos.

-    Integração e articulação com os Organismos da Linha 6 da CNBB, em todos os níveis.

-     Assessoria e participação em cursos, encontros, seminários e simpósios sobre a Pastoral Social.

-     Preparação de subsídios e estudos relativos à Pastoral Social.

-    Publicação de boletins informativos e de relatórios de atividades.

 

· INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO (IBRADES)

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A finalidade do IBRADES é ajudar a Igreja a desenvolver e reforçar a dimensão social de sua ação pastoral, mediante a assessoria e a formação de agentes pastorais e de lideranças leigas na área social. Deste modo, o IBRADES espera contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, participativa e fraterna, na qual as exigências sociais da fé encontrem a sua expressão concreta nas estruturas sócio-econômicas e políticas, na cultura, no modo de ser e proceder da nossa sociedade. Nesse contexto, as necessidades e aspirações das camadas mais pobres e injustiçadas, que são hoje a maioria da população, constituem um ponto essencial de referência para o trabalho do IBRADES.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

Para atingir os seus objetivos, o IBRADES e o Centro João XXIII, ao qual a direção e administração do IBRADES estão confiadas, desenvolvem uma série de atividades, das quais a principal é a análise da realidade à luz da fé e do ensinamento social da Igreja. Esta análise, conjuntural e estrutural ao mesmo tempo, tenta combinar objetivos de curto, médio e longo prazo e chegar até os valores que condicionam tanto as estruturas, quanto o comportamento individual e coletivo.

Além do estudo e da pesquisa, a realização de Seminários para peritos sobre temas de atualidade (3 ou 4 por ano), contribuem para enriquecer essa análise. A reflexão e o estudo também alimentam o trabalho de formação que o IBRADES realiza mediante Cursos Breves, de 3 a 5 dias de duração (10 a 12 por ano), um Curso longo de 3 meses (nos anos pares) e outros Cursos e Seminários, de curta duração, destinados a lideranças ou "agentes multiplicadores", tanto leigos como clérigos e religiosos.

O IBRADES divulga os resultados dos seus estudos, pesquisas e Seminários, mediante numerosas publicações: livros e artigos. Em colaboração com o Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus, de Belo Horizonte, publica a Revista "Síntese". As assessorias também são parte integrante do trabalho do Instituto assessorias tanto a movimentos e organizações populares, quanto às pastorais especializadas da CNBB e a entidades engajadas na área social.

O IBRADES também se beneficia das atividades de promoção humana e social que o Centro João XXIII realiza nas favelas do Rio de Janeiro, mediante a animação e o acompanhamento dos movimentos populares, de suas atividades e projetos, e a organização de Encontros Populares (4 ou 5 por ano), reunindo lideranças e representantes das populações faveladas.

 

            PROJETOS

 

Entre os projetos promovidos pelo IBRADES no atual biênio, destacam-se os seguintes:

-     um curso de reciclagem para ex-alunos do IBRADES e outros agentes de pastoral, com duração de 12 dias (2º semestre - 1987);

-           um curso longo, com duração de três meses (1º semestre); 1988);

-           dez cursos por ano, em diversas regiões do país, com duração de 3 a cinco dias;

-           um curso de dois meses de duração para agentes de pastoral e lideranças leigas, a ser realizado em Santarém, PA, no 1º semestre de 1987);

-           um curso de 12 dias de duração para lideranças do Movimento dos Sem-Terra, no Rio de Janeiro, 2º semestre de 1987;

-       três seminários por ano para peritos, lideranças religiosas e leigas, representantes dos Regionais da CNBB e de pastorais especializadas e cientistas convidados, abordando temas como: PASTORAL URBANA, MOVIMENTOS SOCIAIS RURAIS E CRISTÃOS E A POLÍTICA;

-           incluídos num grande projeto, intitulado "reflexão", estudo e debate interdisciplinar sobre os valores em jogo na sociedade brasileira contemporânea, estão incluídas algumas linhas de pesquisa e seminários especializados, tais como:

·                                                    pesquisa sobre "Família e Valores: alterações e permanência"

·        seminário sobre "Paradigmas emergentes na crise de valores da sociedade contemporânea"

·                                                    seminário sobre "Religião e Sociedade nos últimos 20 anos"

·        grupo interdisciplinar de reflexão sobre valores na esfera social.

-           O IBRADES oferece, ainda, assessoria e acompanhamento a grupos, movimentos e organismos especializados, tais como: Associações de Moradores, Movimentos Populares, Movimento Operário e Sindical, Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa etc.

 

 

· CENTRO DE ESTATÍSTICA RELIGIOSA E INVESTIGAÇÕES SOCIAIS (CERIS)

 

O CERIS, organismo ligado à Linha 6, Setor Pastoral Social, propõe-se, nos anos de 87 e 88, as seguintes ativi dades permanentes, que se operacionalizam em dezenas de pequenos projetos, planejados e executados conforme as circunstâncias o exigirem.

 

-    Apoiar e assessorar iniciativas e experiências de trabalho social na área e periferia das cidades.

 

Atendimento à necessidade de colocar em comunicação, através do deslocamento de pessoas, grupos de base em diferentes estágios de desenvolvimento para melhor domínio e conhecimento das atividades a que se propõe e oferecimento aos grupos locais de meios de capacitação e formação de seus membros, através de encontros, trocas de experiências e estudos com assessoria técnica.

 

-           Estimular atividades locais de promoção social através de um diálogo crítico com grupos de base.

 

A existência de um fundo de apoio a pequenos projetos não significa um simples repasse de dinheiro, mas buscar, através da ajuda financeira, o suscitar de uma vivência de solidariedade e participação de todos no encontro de soluções para problemas comuns.

 

-       Analisar projetos de trabalho social encaminhados a organizações de ajuda externa, tendo em vista uma integração com as linhas de atuação da Igreja no Brasil.

 

Necessidade de oferecer, a quem recorre à ajuda externa, uma assessoria tanto técnica, na elaboração de seus projetos, quanto questionadora da solução encontrada e para a qual se pede apoio não local e, portanto, externo.

 

-     Realizar pesquisas integradas para grupos locais que buscam conhecer sua realidade.

 

Trata-se de assessoria de quem, com conhecimentos e práticas de pesquisas e levantamento de dados, propõe-se a oferecer um serviço não acadêmico mas participativo na área de conhecimento da realidade, fazendo da coleta de informações e do seu aproveitamento uma atividade de todos.

 

-           Avaliar projetos realizados no campo social, em nível diocesano.

 

Obras sociais, grupos locais e movimentos que atuam na área social, muitas vezes precisam de uma avaliação do caminho andado, dos objetivos procurados, alcançados ou não, dos meios e recursos colocados à sua disposição.

 

-       Acompanhar projetos em curso no campo social, em nível diocesano.

 

Obras sociais, grupos locais e movimentos que atuam no campo social, muitas vezes necessitam de um acompanhamento e assessoria na busca de seus objetivos. Esta atividade dispõem-se a oferecer uma ajuda com pessoas qualificadas na área técnica e de ciências humanas.

 

-             Assessorar organizações católicas de ajuda na determinação e inventariação de critérios prioritários de apoio a projetos sociais, em conformidade com as linhas de ação da Igreja no Brasil.

 

Trata-se de um serviço tantas vezes já procurado pelas organizações de ajuda externa que, distantes dos problemas vividos pelo solicitante, premidos pelo aumento dos pedidos e limitação dos recursos disponíveis, precisam de uma escala de prioridade para as suas decisões.

 

 

·           COMISSÃO PASTORAL DA TERRA (CPT)

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A 6ª Assembléia Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em agosto de 1987, avaliou criticamente e celebrou na fé e na esperança, a gravíssima situação vi vida pelo homem do campo.

Reconheceu a clara negativa da Reforma Agrária por parte do governo e que os trabalhadores rurais, na sua busca legítima de terra, são atingidos por uma violência sempre impune e crescente em número, crueldade e seletividade.

Constatou, por outro lado, o avanço das organizações autônomas dos trabalhadores, bem como seus apelos à pró pria CPT. E decidiu pelas seguintes linhas de ação:

 

- Em relação ao modo de ser Igreja:

Testemunhar e alimentar a fé e a mística cristã junto aos trabalhadores rurais em suas lutas em vista da construção do Reino de Deus.

- Em relação à formação:

Intensificar a formação de agentes de pastoral e trabalhadores rurais para o avanço de suas organizações.

- Em relação à organização dos trabalhadores:

Incentivar e fortalecer as organizações e movimentos dos trabalhadores rurais, em   vista de sua autonomia e sua articulação com os trabalhadores urbanos e os povos indígenas.

- Em relação ao sindicalismo:

Apoiar o movimento sindical combativo, visando um sindicalismo democrático e participativo.

- Em relação à organização política:

Estimular a participação política dos trabalhadores rurais e apoiar criticamente a construção do seu projeto político.

- Em relação à situação de violência:

Denunciar e condenar a omissão do Estado com relação à violência das forças policiais e paramilitares, apoiando a mobilização das comunidades contra a violência, na legitima defesa da vida dos trabalhadores.

 

           

            PROJETOS

 

- Dois cursos por ano para a formação de agentes da CPT em nível nacional.

 

A duração do curso será de um mês e se desenvolverá em três etapas (uma por ano).

 

- Confecção de textos de estudo e reflexão em nível pastoral-bíblico, sindical e político.

 

- Atividades conjuntas:

a) com a Campanha Nacional da Reforma Agrária:

-           coleta de assinaturas para os projetos populares de Reforma Agrária;

-           divulgação da campanha contra a violência.

b) com as pastorais afins (Linha 1 e Linha 6):

-           estudo de situações conjunturais.

 

- Assessoria e acompanhamento dos Regionais para Assembléias e cursos de formação locais.

 

COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ (CJP/BR)

 

3. Pastorais relacionadas com o setor pastoral social, algumas já organizadas e outras em organização

 

- Pastoral Operária

- Pastoral da Saúde

- Pastoral do Menor

- Pastoral dos Migrantes

- Pastoral Carcerária

- Pastoral da Mulher Marginalizada Pastoral dos Pescadores e Marítimos (Apostolado do Mar)

- Pastoral dos Ciganos

- Pastoral da Criança

 

 

                        B - SITUAÇÕES PASTORAIS

 

PROGRAMA 7

PASTORAL DA JUVENTUDE

(PE-7)

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

1. Formação Integral

 

A evangelização dos jovens terá sucesso à medida que responda globalmente às necessidades e aspirações dos mesmos. Por isso, do ponto de vista pedagógico, é importante que o anúncio evangélico e a catequese não sejam realizados apenas de forma abstrata, mas dentro de um contexto vivencial e por meio de paciente e constante acompanhamento.

A formação integral deve responder a três dimensões fundamentais da vida do jovem: dimensão psicoafetiva, dimensão mística e dimensão política.

O compromisso com a verdade de Jesus deve conduzir os jovens a uma fidelidade à Igreja e ao homem. Jesus, a Igreja e o Homem são inseparáveis. A fidelidade a um, exige a fidelidade aos outros.

Juntamente com a Pastoral Vocacional, a Pastoral da Juventude contribuirá para amadurecer e valorizar as diversas opções de vida dos jovens.

 

2. Metodologia

 

O eixo da pastoral são os pequenos Grupos de Base, que criam relacionamento de irmão, confrontam a vida com o Evangelho e formam lideranças jovens para um engajamento na comunidade eclesial e na sociedade.

O acompanhamento eficaz da pastoral da juventude exige, estrutura organizativa, coordenação dos vários níveis, planejamento, execução e acompanhamento, revisões, liberação e capacitação de lideranças e assessores, formação teórica através de cursos, retiros, escolas da fé, leituras, grupos de estudo e de uma prática libertadora e celebrações.

O método principal da Pastoral da Juventude é o Ver-Julgar-Agir-Rever. Este método, quando bem entendido, evita, por um lado, o ativismo e, por outro lado, a mera participação de cursos e encontros sem engajamento concreto. O método deve garantir uma interação entre a formação teórica necessária e a experiência que vem da vida e da ação dos jovens.

A Pastoral da Juventude de Meios Específicos é formada de pastorais especializadas que têm como objetivo acompanhar a militância do jovem no próprio meio. Estas pastorais procuram responder aos desafios desta militância em terrenos distintos entre si e da comunidade paroquial.

Torna-se cada vez mais evidente a necessidade de uma pastoral de militância para acompanhar os jovens que passam para uma militância na universidade, na escola, no local de trabalho, no bairro popular e zona rural e/ou engajando-se nos respectivos organismos intermediários da sociedade. A evangelização destes e com estes jovens exige um acompanhamento especializado, pois os desafios a uma educação na fé, levantados pelos diversos meios, são muito diferentes dos desafios apresentados aos jovens que tem militância apenas na comunidade eclesial.

Há necessidade de um acompanhamento diferenciado para os jovens que ainda estão no processo de iniciação e os jovens no processo de militância para que não se queimem as etapas dos iniciantes e que não se impeça o crescimento dos mais conscientes.

 

3. Opção pelos Jovens das Classes Populares

 

A opção da Pastoral da juventude pelos jovens das classes populares é motivada, sobretudo, pela própria opção de Deus pelos marginalizados na Bíblia.

Neste sentido, a PJ busca uma pedagogia que facilita o surgimento de lideranças populares dentro de uma Pastoral Orgânica da Juventude. Os jovens do meio popular deverão ser agentes da própria História, conscientização e libertação, (cf. Medellín, n.º 11,8). Do mesmo modo, os jovens de outros segmentos sociais, não negando a própria classe, devem assumir sem reservas e sem retorno, a causa dos irmãos que se debatem na pobreza, trabalhando para a mudança das estruturas injustas" (DG 42).

 

4. Espiritualidade

 

É importante levar o jovem a perceber que sua recusa a uma espiritualidade cristã freqüentemente resulta da falsa compreensão da mesma. O que ele rejeita, às vezes, é uma espiritualidade incompleta, desencarnada e descomprometida com a realidade. A verdadeira espiritualidade deve ser sobretudo, bíblica porque integra fé e vida, oração e ação.

A Pastoral da Juventude deve aprofundar os passos essenciais para uma espiritualidade conseqüente, tendo em conta os seguintes temas: Deus, como absoluto da vida; o Espírito Santo, como fonte para toda ação transformadora, o seguimento de Jesus Cristo, cruz, perdão, a oração em suas dimensões pessoal, comunitária e social; Maria: Modelo dos Cristãos, Serva de Deus, Servidora da Humanidade.

 

5. Organização

 

Sem articulação entre si nos diferentes níveis de Igreja, os grupos de jovens se fechariam numa visão particularista e limitada. Esta articulação permite a troca de experiências e reflexões que levam à sistematização de experiências e reflexões, assim clareando a pedagogia melhor adaptada para evangelizar a juventude hoje. Esta sistematização e preservação da memória histórica da caminhada suscita e conduz ao amadurecimento teórico e organizativo. Assim se evita a recaída em erros que provocam retrocessos.

Os diferentes Movimentos de Igreja que trabalham com os jovens e assumem o Objetivo Geral da Igreja no Brasil, colocando fé e vida numa perspectiva de serviço ao Reino de Deus, fortalecem a Pastoral da Juventude e nela se fazem presentes por sua inserção na Pastoral de Conjunto.

 

Estes Movimentos, para que sejam apoio eficaz a PJ, devem:

 

-       avaliar continuamente a metodologia e o conteúdo da própria mensagem a fim de que sejam resposta libertadora e transformadora à realidade latino- americana;

-           aprofundar a eclesiologia da Igreja Local;

-       participar da Coordenação Diocesana da Pastoral da Juventude; enfrentar a tensão entre o Ministério da Coordenação Pastoral e a pluralidade de carismas, num espírito de diálogo, busca da verdade e conjugação de esforços;