CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

 

8° PLANO BIENAL DOS ORGANISMOS NACIONAIS

                                          

                                           Brasília, DF

1985/1986

 

 

APRESENTAÇÃO

 

Este plano é fruto de uma permanente colaboração das várias instâncias que estão a serviço da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em nível nacional e regional. A Assembléia da Comissão Nacional de Pastoral levantou, em setembro de 1984, pontos que mereciam maior atenção pastoral. Para esta Comissão convergem também os esforços e contribuições das Comissões Nacionais dos Presbíteros, dos Diáconos, dos Religiosos, dos Institutos Seculares e do Conselho Nacional de Leigos.

Os dados foram analisados e completados no Encontro dos Subsecretários Regionais, pelos Assessores e Representantes de Organismos Nacionais e pe los membros do Instituto Nacional de Pastoral. Houve a possibilidade de consultar, em muitos Regionais, os colaboradores mais diretos dos respectivos Secretariados. Durante meses, os membros da Presidência e Comissão Episcopal de Pastoral avaliaram as propostas de programas e projetos, procurando estabelecer critérios de seleção e discernimento pastoral.

Entre as conclusões deste lento e trabalhoso processo, temos a constatar que, além do mérito pastoral de cada programa e projeto, importa marcar o valor do próprio processo participativo.

Aprende-se a ouvir os outros, a captar as aspirações e clamores do Povo de Deus, a questionar as próprias opiniões e a discernir, à luz da Palavra de Deus, urgências e prioridades pastorais.

O 8º Plano Bienal teve como embrião uma série de constatações que emergiram, pouco a pouco, do longo intercâmbio entre os membros ligados ao Se cretariado Nacional e Regionais. Entre os desafios maiores sobressaem os jovens, os empobrecidos, o desemprego, as população indígenas, o gravíssimo problema da terra, o menor carente e abandonado.

Do ponto de vista da vida eclesial, o mais importante é sempre a missão de evangelizar, confiada por Jesus Cristo à sua Igreja. Esta missão deve ser vivida com amor, entusiasmo, sabendo adequar-se às necessidades dos homens de hoje.

Neste sentido, surgiu o anseio de aprofundar a teologia do Povo de Deus à luz da doutrina, principalmente do Vaticano II e dos iluminadores documentos do Magistério Eclesial.

Entre os aspectos que requerem maior aprofundamento, lembrou-se a questão da autoridade e obediência e da participação diversificada, mas sempre necessária dos membros do povo de Deus. A este respeito há um crescente interesse para que os leigos descubram a sua vocação e o dever de participar na missão evangelizadora.

Sentiu-se, também, a urgência de promover a formação principalmente do clero e dos leigos, constatando-se que os religiosos têm conseguido desenvolver mais as oportunidades de formação permanente.

O método participativo tornou-se cada vez mais valorizado e assumido nos vários níveis de vida e atuação eclesial. Por isto, voltou-se a atenção para os lugares onde se exercita, de modo constante, o conhecimento, a fraternidade e a atuação conjunta das comunidades. Assim, os grupos de rua, as comunidades eclesiais de base continuaram merecendo constante solicitude na maior parte das Igrejas particulares.

Consideraram-se, também, as dificuldades que surgem da atuação dos movimentos religiosos independentes (seitas), das ideologias radicais e, também, no seio da própria Igreja por parte de alguns movimentos que atuam sem a conveniente integração pastoral.

Na elaboração do 8º Plano Bienal há um esforço em privilegiar os Programas denominados "Conjuntos" que devem ser promovidos, na medida do possível, por todos, porque tratam de aspectos que necessitam de maior colaboração para serem realizados. São também a oportunidade de maior entrosamento e participação entre os agentes de pastoral de nível nacional e regional.

Os "Programas Conjuntos" são de três tipos: de reflexão, de formação e o de realização de certas ações, que respondem a desafios pastorais de alcance nacional, denominados programas de atuação. A este tipo pertencem, por exemplo, a Campanha da Fraternidade e o Projeto de Co-responsabilidade entre as Igrejas.

O segundo grupo de Programas chamados "Específicos" está reunido sob três títulos:

O primeiro trata das Linhas ou Dimensões Pastorais,. contendo orientações para a ação, Atividades permanentes e projetos.

O segundo trata das Situações Pastorais mais importantes, conforme o discernimento de que se falou acima, realizado nas reuniões preparatórias.

O terceiro está voltado para o trabalho da Coordenação Nacional, incluindo serviços especiais da Presidência, do Secretariado Geral e da Comissão Episcopal de Pastoral.

 

            1.         PROGRAMAS CONJUNTOS (PC)

 

           REFLEXÃO

           FORMAÇÃO

           ATUAÇÃO

 

 

I - PROGRAMAS CONJUNTOS - (PC)

 

PROGRAMA 1 - REFLEXÃO - (PC-R)

 

Nos diversos encontros realizados durante os anos de 1983 e 1984, percebeu-se a necessidade de a ação evangelizadora da Igreja ser sempre acompanhada duma contínua reflexão.

Para fundamentar essa caminhada, a partir dos muitos desafios que se colocam diante dos cristãos, foram selecionados alguns pontos que nesse momento da história da Igreja e da Sociedade necessitariam duma reflexão especial. Entre esses pontos estão:

 

           a dimensão comunitária e participativa da Igreja;

 

           as mudanças políticas e a urgência de transformações estruturais que desafiam a atuação dos cristãos;

 

           a metodologia participativa no processo de planejamento e de ação evangelizadora;

 

           o papel específico do leigo para uma visão mais clara por parte tanto da hierarquia como dos próprios leigos;

 

           a busca de uma forma própria de ser Igreja nos grandes centros urbanos;

 

           os diversos conflitos surgidos devido à multiplicação dos movimentos religiosos independentes (seitas) e sua penetração no meio do povo católico, especialmente entre os pobres e marginalizados.

 

PROJETO PC-R-1         DIMENSÃO COMUNITÁRIA E  PARTICIPATIVA DA IGREJA À LUZ DO VATICANO II, DE MEDELLÍN E DE PUEBLA

 

A conjuntura atual e a adoção de uma metodologia participativa na Igreja do Brasil precisam ser iluminadas com o aprofundamento de questões e problemas eclesiológicos e pastorais e a sistematização da reflexão de forma coerente, em torno de temas, tais como: Teologia do Povo de Deus e da autoridade; relações internas da Igreja no aspecto de participação e co-responsabilidade.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Seminário de âmbito restrito para levantamento da problemática e preparação do Encontro amplo sobre a problemática levantada e sistematização da reflexão.

1985

junho

23 a 25

 

1986

INP (Coord.)

Secretariado Geral

Assessores Nacionais

Subsecretários Regionais

Teólogos

Leigos Engajados.

 

 PROJETO PC-R-2        MISSÃO DA IGREJA NO

   PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO SÓCIO-POLÍTICA

                                 DO BRASIL

 

A partir do Vaticano II, Medellín e Puebla, há uma consciência cada vez mais clara da importância da missão da Igreja no mundo: a Igreja é serviço ao mundo.

Torna-se necessário desenvolver a forma e a maneira como essa missão deve ser repensada e exercida em função das sempre novas situações que mundo nos apresenta. O momento político atual e projeto duma nova Constituição solicitam a atenção dos cristãos para que possam participar e influenciar nesses acontecimentos dentro das exigências do Evangelho.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

 

1ª etapa: Encontro de estudos para identificação e aprofundamento da problemática.

1985

junho

22 a 23

Linha 6:

Setor Pastoral Social

(Coord.)

 

2ª etapa: Apresentação e discussão dos resultados em um encontro da presidência e CEP.

outubro

Bispos responsáveis pelas diversas pastorais;

Membros dessas pastorais (1ª etapa);

Presidência e CEP, Assessores Nacionais (2ª e 3ª etapas).

 

3ª etapa: Elaboração de subsídios para reflexão e ação.

4ª Trim.

 

 

4ª etapa: Implementação da reflexão e ação nos Regionais.

1986

Subsecretários Regionais e Assessores Nacionais (4ª etapa).

 

PROJETO PC-R-3

            METODOLOGIA PARTICIPATIVA

REFLEXÃO SOBRE

O PLANEJAMENTO NA IGREJA DO BRASIL

 

Tendo em conta a caminhada de planejamento da Igreja no Brasil desde 1962, e os frutos de comunhão e participação nos vários níveis da ação pastoral, torna-se necessário sistematizar uma metodologia participativa para o planejamento pastoral.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Encontro para:

* levandamento de experiências de planejamento participativo.

* aavaliação destas experiência à luz de um marco teórico sobre metodologia participativa

* orientações praticas para metodologia participativa da ação pastoral

1985

abril,

23 a 24.

INP (Coordenador)

Secretariado Geral

Algumas Dioceses

Assessores Nacionais

Especialistas em planejamento

Subsecretários Regionais.

Pulicação e divulgação de "Subsídio"para uma metodologia participativa, elaborado a partir dos dados do encontro de abril.

1985

2° Semstre.

 

 

    PROJETO PC-R-4     LUGAR E ORGANIZAÇÃO DOS LEIGOS

                   NA MISSÃO DA IGREJA NO MUNDO

 

Na hora em que os leigos são chamados de modo especial a preencher seu papel na missão da Igreja no mundo, é preciso clarificar sua função especifica e as condições de sua autonomia no temporal, que constitui seu campo de ação, favorecer sua atenção enquanto "Laicato organizado", bem como sua articulação com a Pastoral Orgânica.

Uma reflexão em vista do Sínodo de 1987 deve ajudar a ter um conhecimento mais claro do lugar dos leigos na missão da Igreja.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Encaminhamento nas Reuniões:

a) da Equipe preparatória do Sínodo sobre Leigos;

b) do Conselho de representantes do CNL;

c)da Assembléia da Comissão Nacional de Pastoral.

 

1985,

junho

29

agosto;

20

setembro

20 a 22.

Linha 1:

Setor Leigos (Coord)

 

Equipe preparatória do Sínodo sobre Leigos

CNL ampliado (representantes regionais)

Identificação de temas e participantes através das Reuniões Regionais (Projeto PE-1-9) e reuniões dos Assessores Nacionais.

2° semestre

CNP

Assessores Nacionais

Encontro Nacional.

1986

fevereiro

22 a 23.

 

 

PROJETO PC-R-5         PASTORAL URBANA - BUSCA DE UMA FORMA PRÓPRIA DE SER IGREJA NAS GRANDES CIDADES

 

Dentro do Setor Estruturas da Igreja merece uma atenção especial a Pastoral nas Grandes Cidades diante de desafios como: a divisão do trabalho com seus sujeitos; o proletário urbano desempregado (reserva de mão-de-obra); a classe média; a política do urbanismo; as organizações e os movimentos populares, o movimento cultural do povo.

Nas grandes cidades está concentrada 70% da população brasileira, aumentando dia a dia, os problemas de solo urbano (invasões), de moradia (cortiços e favelas).

O estilo de vida massacrante da cidade influencia profundamente a psicologia das pessoas e sua prática religiosa.

Sendo "a missão da Igreja evangelizar pessoas que constróem estruturas sociais, econômicas e políticas, que criam cultura, que trabalham, que têm aspirações, que são sujeitos de direitos e deveres, e agentes de sua própria história" (Diretrizes Gerais... N.° 15), requer-se a busca de uma forma própria de ser Igreja nos grandes centros urbanos.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Elaboração de um subsídio inicial sob a problemática e desafios para a pastoral nas megalópoles e nas grandes cidades, através de:

 

Linha1:

Setor Estruturas de Igreja

a) organização e encontro de pequeno grupo.

 

b)reflexão conjunta com dimensões da ação pastoral.

1985

2° semestre

Teólogos, pastoralistas,

sociólogos e urbanistas;

Linha 1

Linha 2

Linha 3

Linha 4

Linha 6

 

Desencadeamento de um processo de reflexão a partir do subsídio inicial:

 

a) promovendo encontros inter-regionais em vista:

* da problemática das megalópoles,

1986

1° Semestre

Representantes de megalópoles: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

*da problemática das grandes cidades.

2° Semestre

Representantes das grandes cidades do nordeste,

Representantes das grandes cidades do sul.

 

PROJETO PC-R-6         REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO NO CRESCIMENTO DOS MOVIMENTOS RELIGIOSOS      INDEPENDENTES (SEITAS) NO BRASIL

 

Uma reflexão mais abrangente sobre o fenômeno, com o intuito de oferecer à igreja no Brasil elementos sólidos para uma resposta pastoral, é urgente, por várias razões:

 

           vários deste movimentos exercem crescente atração sobre grande número de católicos

 

           sua atenção no ensino religioso e nos MCS tewm criado problemas sérios em várias regiões do país

 

           a transmissão integral da mensagem de Cristo corre perigo, visto que muitos deste movimentos a reduzem a alguns aspectos ou a misturam com doutrinas contrárias à fé.

 

           certos movimentos constituem sério perigo à saúde física e psíquica do povo, ou causam verdadeiros atentados à identidade cultural do mesmo;

 

           a pregação e atuação violentamente anti-católicas e alienantes de muitos destes movimentos enfraquecem a organização e ação do povo pobre e marginalizado

 

           há indicações de que o crescimento de certos grupos tem implicações políticas;

 

           finalmente, o fenômeno está exigindo da parte da Igreja um sério exame da sua vida e ação, a fim de encontrar os caminhos pastorais mais adaptados à situação.

 

Além destas, podemos ainda citar:

 

           várias Conferências fizeram ou estão fazendo estudos sobre o fenômeno;

 

           vários destes movimentos exercem crescente atração sobre grande número de católicos;

 

           sua atuação no ensino religioso e nos MCS tem criado problemas sérios em várias regiões do País;

 

           a transmissão integral da mensagem de Cristo corre perigo, visto que muitos destes movimentos a reduzem a alguns aspectos ou a misturam com doutrinas contrárias à fé;

 

           o CELAM incluiu o estudo em sua programação;

 

           Secretariado para a Unidade dos Cristãos e demais secretariados, juntamente com o Pontifício Conselho da Cultura estão realizando um estudo.

 

Assim parece que o projeto deve ser realizado em contato com todos estes organismos de Igreja.

Sendo o tema de interesse também de outras Igrejas cristãs, tentar-se-á conseguir uma colaboração ecumênica na execução do projeto e até na elaboração definitiva e na coordenação do mesmo. Pensa-se especialmente na colaboração do CONIC, CEDI e ISER.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Estudo teórico, com base em literatura disponível.

Biênio

Linha 5 (Coord.).

Análise de algumas dioceses.

 

Linha 6:

Sondagem em grupos significativos

 

Setor Pastoral Social,

CERIS.

Análise de experiências de ação

 

INP.

Elaboração de uma síntese pastoral

 

Assessores Nacionais, Assessores Regionais, Organismos Ecumênicos.

Encontroe/ou Seminário.

 

 

 

PROGRAMA 2 - FORMAÇÃO - (PC-F)

 

Uma metodologia participativa, embasada numa visão de Igreja segundo o Concílio Vaticano II, pede, a par da co-responsabilidade, a formação dos diversos membros do povo de Deus, para que realizem o mais plenamente possível sua missão específica e complementar. No que diz respeito aos presbíteros, diáconos e religiosos, em nível nacional, a Comissão Nacional do Clero, a Comissão Nacional de Diáconos e a Conferência dos Religiosos do Brasil incumbem-se respectivamente desta tarefa. Permanece a necessidade de prever meios para intensificar a formação dos leigos.

Na atual conjuntura, para que se viabilize o processo participativo, é necessário também favorecer a formação de agentes de pastoral com compreensão e domínio da metodologia participativa. É o que se propõe este programa.

 

PROJETO PC-F-1         SUBSÍDIO PARA A FORMAÇÃO

            DE LEIGOS

 

Diante da situação de deficiência de formação religiosa da parte de muitos leigos engajados, especialmente na linha do ensino social da Igreja, e da necessidade de integrar essa formação com a formação humana, é urgente uma ação conjunta da CNBB (através da atuação das Linhas, em especial da 1,3 e 6, e INP) e do Conselho Nacional de Leigos (CNLJ, ainda em fase de fortalecimento. Essa ação conjunta visa potenciar instrumentos de formação já existentes e criar novos, que possam ser utilizados também por leigos que não contam com uma assessoria especializada.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

Produção de fichas e cadernos.

Biênio.

Linha 1

Setor Leigos (Coordenação).

Produção e/ou divulgação de tapes e outras técnicas de formação a distância.

 

CNL

INP

Linha 3

Linha 6

Peritos.

 

PROJETO PC-F-2         FORMAÇÃO DE ANIMADORES DE PLANEJAMENTO PASTORAL PARTICIPATIVO

 

Nos Encontros Nacionais de Subsecretários Regionais solicitou-se que a CNBB propiciasse condições para um aprofundamento da metodologia participativa no planejamento pastoral, em todos os níveis, através da troca de experiências e da análise das mesmas.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

Encontros de Planejamento Pastoral Participativo:

a) Inter-Regionais:

            NE 1,2.3 e 4

            N 1 e2

            CO L 1 e 2

            Sul 1,2,3,4 e EO

1985

novembro

7 e 8

Datas a marcar

 

Equipe especial (Coordenação)

INP

Equipes Regionais

Assessores Nacionais,

b) Nacional:

Assessores Nacionais

1986

2° semstre

 

 

PROGRAMA 3 - ATUAÇÃO - (PC-A)

 

A organização da CNBB supõe a realização de certas ações, em nível nacional, como resposta a necessidades e desafios pastorais de alcance nacional.

Em primeiro lugar, destaca-se a Campanha da Fraternidade que, há mais de 20 anos, vem propondo a reflexão sobre temas da maior relevância para a vida da Igreja e da sociedade. Em segundo lugar, o acompanhamento das atividades que concretizam a co-responsabilidade entre as Igrejas. Há ainda a implementação de Documentos da CNBB para que impregnem toda a ação pastoral da Igreja no Brasil. Indispensável, também, é a ação de criar canais e garantir mecanismos e instrumentos que possibilitem a concretização do processo de planejamento participativo na caminhada da Igreja, no Brasil.

 

PROJETO PC-A-1 CAMPANHA DA FRATERNIDADE

 

A Campanha da Fraternidade, criada em 1964, tornou-se, ao longo destes 20 anos, um privilegiado processo de evangelização nacional durante o período da Quaresma, com uma profunda influência, como fio inspirador e condutor do planejamento pastoral do ano todo. Além disso, a CF passou a ser também um fator de unidade pastoral, aglutinando todas as Igrejas locais do Brasil numa mesma proposta de reflexão e ação, cativando também a simpatia de várias confissões evangélicas que aos poucos assumem a CF em sua ação evangelizadora. Sendo um projeto nacional de tamanha importância, requer um aperfeiçoamento cada vez maior do processo de participação de toda a Igreja em seus diversos níveis e o comprometimento consciente de todas as dimensões ou linhas de ação pastoral.

A 23ª Assembléia Geral da CNBB, em abril de 1985, ao realizar a reflexão sobre a ação evangelizadora da Igreja no Brasil, recomendou que se fizesse uma avaliação global da Campanha da Fraternidade para dirimir algumas dificuldades que ainda persistem e, consequentemente, procurar meios para torná-la ainda mais eficaz.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

a) Atividades habituais

Revisão e melhoria do sistema de Coordenação Nacional e Regional em vista da dinamização e da animação da CF, Mudança na sistemática de distribuição e cobrança do material da CF

1985

1° semestre

Secretariado Geral, Assessor Nacional da CF (Coordenação do processo de rotina da CF), juntamente com os animadores regionais da CF e assessores nacionais da CNBB.

Encontro Nacional da CF para:

* avaliação da CF-85

* implementação da CF-86 (concurso de músicas e cartazes: elaboração do texto-base e dos subsídios),

* primeiros passos para a CF-87 (escolha do tema e do lema; esboço do texto-base para fundamentar os concursos realização do concurso de letras para os cânticos da CF),

* coleta e classificação dos subsídios elaborados nas bases

1985

maio

26 a 28.

Conselho Permanente da CNBB (Coordenação da avaliação global da CF), juntamente com os Bispos, os subsecretários regionais e animadores regionais da Cf, assessores nacionais da CNBB e agentes de pastoral.

Encontro Nacional da CF para:

* avaliação da CF-86 e das mudanças propostas em 1985,

* implementação da CF-87 (concurso de músicas e cartazes; elaboração do texto-base e dos subsídios),

* primeiros passos para a CF-88 (escolha do tema e do lema; esboço do texto-base para fundamentar os concursoscurso de letras para os cânticos da CF,

* coleta e classificação dos subsídios elaborados na base.

b) Atividade especial

Levantamento geral da situação de como a CF está sendo vivenciada em todo o Brasil (visitas, encontros e questionário), Análise dos dados do levantamento, Busca dos meios para a melhoria de todo o complexo processo da CF, visando torná-la mais eficaz na consecução de seu objetivo.

 

 

 

1986

maio

25 a 27

1985

agosto (reunião do Conselho Permanente)

até

1986 (próxima Assembléia geral da CNBB).

 

 

 

PROJETO PC-A-2         CO-RESPONSABILIDADE ENTRE AS IGREJAS

 

A missão entendida como comunhão e participação recupera sua dimensão comunitária, eclesial, deixando de ser iniciativa de indivíduos ou grupos determinados, tornando-se o fruto da co-responsabilidade entre as Igrejas Nesse sentido é que se desenvolveram atividades como programa "Igrejas-Irmãs" e, posteriormente, numa situação de emergência e projeto de "Interajuda".

Além de facilitar e incentivar uma distribuição melhor de forças vivas, o programa "Igrejas-Irmãs" promove no povo de Deus o autêntico sentido da vocação missionária entre todos os cristãos: leigos, religiosos, religiosas, sacerdotes e seminaristas. Depois de 13 anos do programa "Igrejas-Irmãs" é oportuna uma avaliação de sua caminhada e seus objetivos e necessária se faz, também, uma avaliação do projeto de "Interajuda", em suas implicações e relação com o programa "Igrejas-Irmãs".

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

Reuniões entre os responsáveis do projeto Interajuda" e do programa Igrejas-Irmãs".

Encaminhamento do roteiro de avaliação e análise das respostas.

1985

junho.

Secretario Geral

(Coord.)

Linha 2

Linha 6:

Setor: Pastoral Social - Caritas

Linha 2

Linha 6:

Setor Pastoral Social - Cáritas e CERIS

Bispos.

Encontro nas áreas através dos COMIRES ou do Secretariado Regional

2º sem. e 1986

Subcretários Regionais Coodernadores Dioc. de Past.

Encontro Nacional de responsáveis pelo programa "lgrejas-Irmãs".

Durante AG, CNBB, 1986.

Membros dos COMIRES.

 

            PROJETO PC-A-3        IMPLEMENTAÇÃO DO DOCUMENTO 31 DA CNBB: "NORDESTE, UM DESAFIO               À MISSÃO DA IGREJA DO BRASIL"

 

O Nordeste, hoje, é um problema nacional e sua situação é calamitosa e humanamente desesperadora, resultado do pauperismo a que foi reduzido o povo nordestino, vítima de um sistema concentrador de riqueza e, particularmente, da posse da terra. A situação agrava-se durante as secas e as enchentes.

Frente a essa realidade de verdadeira miséria e penúria crescente e gritante do povo, a Igreja no Brasil não pode ficar calada. Quer, com os nordestinos, assumir a caminhada de libertação expressa no Documento 31 da CNBB.

Apesar da existência de possíveis preconceitos, não se pode esquecer de que a Igreja no Nordeste tem muito a comunicar à Igreja no Brasil.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

Divulgação ampla e permanente do Documento 31 e da real situação do povo e da atuação da Igreja através de lançamentos do Documento, discussões em todos os níveis e ambientes possíveis.

Biênio

Linha 6:

Setor Pastoral Social (Coord.)

Conselho Permanente

Secretariado Geral, Assessores Nacionais

Subsecretários Regionais, Cáritas Brasileira.

Promoção de dias de reflexão nos Regionais, com os assessores nacionais, Organismos Anexos e Secretariados Regionais sobre a realidade do Nordeste

 

 

Avaliação, pelo Secretariado Geral, dos compromissos assumidos no Documento 31 n°s 113-131).

 

 

Avaliação e novo encaminhamento do Projeto de Interajuda e Igrejas-Irmãs, incentivando os contatos de pessoas com a realidade nordestina no intuito de mútuo enriquecimento (em colaboração com o Projeto PC-A-2)

 

 

Avaliação, com a CRB, da preparação e atuação dos agentes religiosos no Nordeste.

 

 

Compromisso efetivo com a Reforma Agrária na perspectiva do Documento. 31, n° 131.

 

 

 

PROJETO PC-A-4         APOIO À ORGANIZAÇÃO E DINAMIZAÇÃO DOS SECRETARIADOS REGIONAIS

 

A Pastoral Orgânica da Igreja no Brasil depende, em grande parte, da organização e funcionamento dos Secretariados Regionais. O Conselho Permanente, na sessão de junho de 1983, chamava a atenção para a necessidade de dinamização de estruturas e organismos regionais e inter-regionais. Esta é, também, condição para o processo participativo como meio de viabilizar uma ação coordenada em nível nacional.

A situação concreta mostra significativa disparidade de recursos e de estruturação entre os Secretariados e, ao mesmo tempo, o desejo de crescimento, através de entreajuda e de apoio do Nacional. Este projeto visa potencializar essa entreajuda e colocar, de forma mais sistemática, o Nacional, quando solicitado, a serviço desse crescimento.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

Levantamento da situação real dos Secretariados Regionais a partir de um questionário elaborado pelos Subsecretários Regionais com a colaboração do Secretariado Geral

Biênio.

Secretariado geral (Coordenação), Equipe dos Subsecretários Regionais, Secretariados Regionais.

Potenciar o sistema de Assessores fixos para cada Regional.

 

 

Colaboração efetiva, em especial, na preparação e execução das Assembléias

 

 

Regionais, de acordo com as solicitações de cada Regional.

 

 

Dinamizar o intercâmbio entre os Regionais.

 

 

 

PROJETO PC-A-5         ENCAMINHAMENTO DO PROCESSO PARTICIPATIVO PARA A AVALIAÇÃO DO ATUAL QUADRIÊNIO E ELABORAÇÃO DAS DIRETRIZES GERAIS PARA O QUADRIÊNIO SEGUINTE

 

O processo participativo de planejamento precisa ser visto e assumido como um processo sistemático que requer o comprometimento consciente dos vários níveis: É condição, para a continuidade do processo, uma avaliação, a mais ampla possível, do que estão significando as Diretrizes Gerais de Ação Pastoral nos Regionais e nas Dioceses. Como conseqüência, colher-se-ão elementos que permitirão que a Assembléia Geral da CNBB, em 1987, defina as novas Diretrizes com ampla participação das bases. Essa avaliação e esse encaminhamento não podem ser feitos no último momento, mas são fruto de um processo, ele mesmo planejado, o que justifica o projeto.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS. / PARTIC.

Organização de uma equipe de coordenação.

1985 agosto.

Presidência e CEP (Coordenação)

Elaboração de subsídios e roteiros para avaliação.

novembro

23 a 25.

Conselho Permanente, Equipe dos Subsecretários Regionais, Secretariados Regionais, Assessores Nacionais, CNP, INP.

Integração das Dioceses, via Secretariados Regionais.

1986

1º semestre

 

Síntese dos resultados da avaliação participativa.

1986

2º semestre

 

Elaboração de subsídios para a Assembléia Geral.

 

 

 

 

II - PROGRAMAS ESPECÍFICOS (PE)

 

A - LINHAS OU DIMENSÕES PASTORAIS

B - SITUAÇÕES PASTORAIS

C - COORDENAÇÃO NACIONAL

 

 

PROGRAMA 1

 

LINHA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA (PE-1)

 

"É o Espírito que convoca e reúne seu povo para viver em comunidade, conforme o carisma e a missão que a cada um são concedidos, segundo o dom de Deus" (Diretrizes Gerais, 82).

 

Pela dimensão comunitária e participativa, essencial para a vida de fé, a Igreja no Brasil pretende valorizar todas as vocações, carismas e ministérios do Povo de Deus; criar condições para que tais vocações sejam vividas em crescente comunhão e fazer com que suas estruturas possibilitem plena participação de todos para atingir aquela unidade que é gérmen do Reino e sinal para que o mundo creia.

 

Nessa dimensão incluem-se três setores:

 

1.         Vocações e Ministérios

2.         Leigos

3.         Estruturas de Igreja

 

SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

           VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Numa Igreja toda ministerial, todos são chamados a assumir algum serviço ou ministério, por fidelidade a Cristo, ao homem e à História. Por isso, cabe à comunidade cristã a tarefa de se responsabilizar pela promoção e amadurecimento de todas as vocações. Entre estas, diante de multidões de "ovelhas sem pastor" marginalizadas da fé e da vida, as vocações ao ministério presbiteral adquirem particular relevância. Conseqüentemente, as casas de formação e seminários têm a ingente tarefa de preparar os futuros padres inseridos na vida da Igreja local, sensíveis às necessidades do povo e com espírito missionário frente às necessidades de outras Igrejas.

Também o ministério diaconal começa a se fazer presente e necessário, como aquele sinal sensível e específico do Cristo Servo, para que toda a comunidade se torne cada vez mais servidora de Cristo nos pobres.

O Espírito tem suscitado entre nós diversos ministérios confiados aos leigos que, diligentemente preparados, serão capazes de rejuvenescer e reforçar o dinamismo evangelizador da Igreja.

Lança-se, enfim, à Igreja, o desafio de valorizar a vocação específica à vida consagrada, em suas diversas formas, como manifestação profética e carismática do Reino, fazendo com que os consagrados se sintam chamados a assumir, segundo seus carismas, postos de vanguarda evangelizadora nas "situações de fronteira", em favor de todos os homens, preferencialmente, dos mais necessitados.

Assim, a participação de todas as vocações, carismas e ministérios na mesma missão de evangelizar fará crescer a unidade da Igreja, fermento de comunhão para toda a sociedade.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Incentivar e aprofundar a compreensão da vocação cristã como dimensão a ser vivenciada nas várias vocações especificas.

 

   Aprofundar o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos, como instrumentos de rejuvenescimento do dinamismo evangelizador da Igreja.

 

   Acompanhar regularmente a Comissão Nacional do Clero (CNC), apoiando sua tarefa de proporcionar elementos para uma vivência de maior participação e comunhão a todos os que vivem a vocação presbiteral.

 

   Acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos (CND), apoiando sua tarefa de animar a vocação ao ministério diaconal, sobretudo como animador de comunidades e responsável pela pastoral de áreas especificas.

 

   Colaborar com a CRB e com a CNIS, no âmbito das respectivas conferências, para que a vida consagrada assuma na Igreja a sua vocação específica, como manifestação profética e carismática do Reino. Para isto, que as respectivas conferências, em sintonia com a CNBB, desenvolvam uma programação adequada, procurando animar e dinamizar a vida consagrada e coordenar as atividades que contribuem para tanto. Destaquem-se as iniciativas da CRB junto aos religiosos que se dedicam à pastoral da saúde e com as religiosas de vida contemplativa.

 

           Criar condições para a capacitação adequada dos formadores dos futuros presbíteros, apoiando cursos para formadores de seminários nos Regionais.

 

           Acompanhar, através de contatos e reuniões com formadores, a aplicação das Diretrizes Básicas da Formação Presbiteral nos seminários e institutos de formação.

 

           Implementar, juntamente com a OSIB, os meios de aperfeiçoamento da formação sacerdotal, tais como a atualização do Catálogo dos Seminários e do Ca dastro de Professores dos Institutos de Filosofia e de Teologia do Brasil.

 

           Acompanhar e analisar as atividades dos Regionais no campo da promoção e formação vocacional, promovendo o intercâmbio de subsídios e informações, especialmente em preparação aos momentos intensivos de pastoral vocacional.

 

           Desenvolver, sobretudo nas comunidades e grupos jovens, o serviço de pastoral vocacional específica para o presbiterato diocesano.

 

           Promover mais intensamente as vocações presbiterais e de vida consagrada no meio urbano, entre operários, universitários e profissionais liberais.

 

           Promover uma pastoral vocacional em dimensão universal, procurando suscitar vocações missionárias nas comunidades.

 

           Manter fraterno relacionamento com o setor de Vocações e Ministérios do CELAM, bem como com o de outras conferências episcopais, colaborando com suas solicitações e participando de possíveis encontros internacionais.

 

           Colaborar com a Pastoral da Juventude e Universitária, no que se refere à dimensão vocacional.

 

PROJETOS PE-1.1       FORMAÇÃO PARTICIPATIVA NOS SEMINÁRIOS MAIORES A LUZ DAS DIRETRIZES BÁSICAS DA FORMAÇÃO PRESBITERAL

(Doc. 30, CNBB)

 

Com o aumento das vocações sacerdotais e dos seminários, torna-se urgente uma preparação adequada dos formadores, à luz das Diretrizes Básicas. Estes cursos pretendem criar condições para que os forma dores, a partir de suas práticas, possam compreender cada vez melhor a realidade dos jovens formados, rever a resposta que eles mesmos e os seminários estão proporcionando, através de uma formação participativa que incida na vida comunitária dos seminários e nas próprias atitudes dos formadores.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Grupo de trabalho de trabalho de peritos em formação.

1985 Julho 13 a 24.

Linha 1: Setor Vocações e Ministérios

Curso para Formadores dos diversos Regionais

198 fevereiro  e julho

OSIB

 

                PROJETO PE-1.2     ENCONTRO NACIONAL DE 

                        REITORES E 5ª  ASSEMBLÉIA DA OSIB

 

Após dois anos de aprovação e implantação da nova "Rato" brasileira, faz-se necessária uma avaliação dos resultados, tendo em vista o crescimento qualitativo da formação presbiteral.

 

Com a Assembléia da OSIB pretende-se planejar suas atividades para o próximo biênio e eleger a nova diretoria.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Envio de um questionário de avaliação aos Reitores de Seminários.

1986

1º semestre

Linha 1

Encontro Nacional.

julho.

Setor vocações e Ministérios, OSIB.

 

PROJETO PE-1.3 EMENTÁRIO PARA OS SEMINÁRIOS MAIORES

 

As solicitações dos Seminários de uma orientação mais detalhada quanto aos currículos de Filosofia e Teologia tornam necessária a elaboração de um Ementário com o programa e bibliografia básica de cada matéria.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento de dados.

1985 1º semestre

Linha 1 Setor vocações e Ministérios.

Grupo de trabalho.

setembro

14 e 15

OSIB.

Publicação.

1986 1º semestre

 

 

            PROJETO PE-1.4 MINISTÉRIOS DOS LEIGOS

                                   NO BRASIL

 

Há anos que não se toma o pulso da caminhada dos ministérios dos leigos em nível nacional. No momento em que se prepara o Sínodo dos leigos, é importante avaliar a consciência ministerial dos leigos e quais as iniciativas de formação para os ministérios.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento de dados.

1986 1º semestre

Linha 1 Setor Vocações e Ministérios.       Setor Leigos.

Setor Leigos.

Grupo de trabalho.

Relatório final.

 

 

 

PROJETO PE-1.5         ENCONTRO DE BISPOS RESPONSÁVEIS PELOS SEMINÁRIOS NOS REGIONAIS

 

Após um plano de aprovação das Diretrizes Básicas, faz-se necessário um acompanhamento da caminhada dos Seminários Maiores do Brasil.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro Nacional.

1985 2º semestre

Linha 1 Setor Vocações e Ministérios.

 

PROJETO PE-1.6         A PASTORAL VOCACIONAL NO BRASIL: HISTÓRIA E PERSPECTIVAS

 

Importa recuperar as várias etapas da Pastoral Vocacional no Brasil dos últimos 20 anos e oferecer um aprofundamento teológico-pastoral, como subsidio aos agentes de pastoral.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Pesquisa.

1986

Linha 1 Setor Vocações e Ministérios.

Grupo de trabalho.

2º semestre

 

Publicação.

 

 

 

           PRESBÍTEROS

 

A programação pastoral dos pr6sbíteros será assumida pela Comissão Nacional do Clero.

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A Comissão Nacional do Clero, órgão subsidiário da CNBB, há de sempre considerar tarefa sua a animação constante da vida e ministério do presbítero, buscando servir, progressivamente, aos presbíteros da Igreja do Brasil em comunhão com o episcopado.

É tarefa sua ainda buscar a encarnação de um novo modo de ser presbítero, dentro de uma Igreja evangélico-libertadora, conforme as "Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil".

O trabalho de animação realiza-se no esforço conjunto de proporcionar elementos para uma vivência de maior participação e comunhão em seus presbitérios, em nível regional e nacional.

Sinal de unidade, a Comissão Nacional do Clero deve fortalecer as Comissões Regionais do Clero, guardando, deste modo, fidelidade às bases.

Interessa à CNC encontrar caminhos próprios, inclusive de sua sustentação econômica, a fim de que tenha condições de promover os seus objetivos e ser uma voz organizada do clero.

A CNC estará atenta a todas as iniciativas no campo da pastoral vocacional, sobretudo no que se refere à formação de presbíteros para a Igreja de hoje.

A CNC, existindo para e em função dos irmãos presbíteros, procurará promover o intercâmbio de experiências e subsídios, bem como o aprofundamento de documentos sobre a vida e ministério do presbítero.

A CNC deseja intensamente chegar às bases e ajudar a esclarecer mais o lugar do presbítero, extremamente relevante na Igreja. Mas não só, a CNC se propõe numa meta maior, em nível regional e nacional, conduzir sua caminhada até uma necessária Assembléia Nacional de Presbíteros, acompanhando, e concretizando as conclusões daí emanadas.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Assessorar a CEP em assuntos ligados à vida e ministério do presbítero, bem como participar, em nível de CNBB, de todos os encontros abertos à CNC.

 

           Estabelecer o contato permanente entre as Comissões Regionais do Clero (CRCs) e a própria CNC, através de encontros, em diferentes níveis, e relatórios das atividades programadas.

 

           Realizar, duas vezes ao ano, encontros com os membros da CNC, empenhando-se pela presença e participação de todos, levando às bases a reflexão desenvolvida por ocasião desses encontros, desejando ser um instrumento de comunicação de experiências e subsídios de cada Regional.

 

           Acompanhar e apoiar, através das CRCs, os presbíteros em circunstâncias especiais de seu exercício pastoral.

 

           Possibilitar uma permanente formação e atualização do clero, através de cursos, seminários, retiros e encontros especializados.

 

   Agilizar projetos que tenham em vista a melhoria de condições de vida humana do presbítero e incentivar, por todos os meios, a valorização pessoal do presbítero, projetando sempre uma imagem positiva da sua vida e de sua missão.

 

           Contribuir para uma eventual reestruturação dos Conselhos Presbiterais Diocesanos (CPDs), de modo a serem lugar privilegiado de participação e comunhão de todos e espaço para análise de seus problemas, além de respostas às suas legítimas aspirações.

 

           Fundamentar a unidade presbiteral numa espiritualidade que se alimente constantemente da Palavra de Deus e da Eucaristia, exercendo uma verdadeira caridade pastoral, e estimular a formação de grupos de presbíteros, comprometidos com sua realização humana e sacerdotal, em nível pessoal e comunitário.

 

           Realizar encontros, especialmente destinados aos padres jovens, tendo em vista uma plena integração no seio de sua Igreja particular.

 

           Despertar no clero, em decorrência da co-responsabilidade universal com a Igreja, uma espiritualidade missionária que o estimule a interessar-se pela formação integral do futuro presbítero, como também prestar mais atenção à realidade daqueles que deixaram o ministério.

 

PROJETO PE-1.7         ENCONTROS DA COMISSÃO NACIONAL DO CLERO

 

Após a caminhada desencadeada pelo Documento da CNBB, n.º 20, Vida e Ministério do Presbítero, aparece como relevante a necessidade de a Comissão Nacional do Clero continuar a reflexão, ali iniciada, e buscar caminhos próprios e concretos para o fortalecimento dos presbitérios em suas Igrejas. Assim sendo, estaremos propiciando aos nossos presbíteros: maior realização pessoal em sua vocação, maior participação e comunhão em seus presbitérios e um esforço comum de assumir em unidade a missão da Igreja.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro dos membros da CNC, durante as Assembléias dos Bispos em Itaici.

1985 e 1986.

LINHA 1 Setor Vocações e Ministérios CNC CRCs.

Encontro Nacional de Presbíteros, com a participação de todas as dioceses do Brasil

1985 outubro 21 a 25.

 

Encontro anual, promovido pela CNC, com a participação de outros presbíteros, para a coleta das reflexões das CRCs, avaliação, divulgação das conclusões e elaboração das atividades anuais da CNC.

1986.

 

 

SETOR LEIGOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Na realidade concreta de hoje, uma pastoral dos leigos preocupada com o engajamento do dinamismo da fé dos cristãos na transformação de uma sociedade cada vez mais injusta, desumana e opressiva não pode limitar-se à sensibilização das consciências para com as exigências evangélicas do Reino de Deus, a realizar-se em Cristo.

Parece evidente que esta mentalização ou evangelização colocará os cristãos em posição de desacordo e de recusa em relação à sociedade, mas sem que por isso se empenhem na transformação de um mundo que se apresenta cada dia mais complexo e estruturado e diante do qual o indivíduo se encontra desarmado.

Um questionamento se coloca em relação a essa pastoral: a transformação do mundo e da sociedade construídos como estruturas ou instituições articuladas entre si e como subsistemas de um sistema global não pede uma pastoral dos leigos concebida, ela também, de modo estrutural? Transformar um mundo estruturado não pede certo tipo de ação de grupos cristãos nas diversas instituições que operam na sociedade?

Não basta denunciar por conta própria, ou ao lado da hierarquia, que já o está fazendo, os mecanismos do sistema vigente ou elaborar modelos alternativos, se cada um, na sua vida profissional, continua sua prática sem revisá-la nem modificá-la. Procedendo assim ela está perpetuando e até reforçando um sistema social, político e econômico que denuncia em palavras.

Em todas as organizações e instituições do Brasil atual não faltam cristãos: mas estes, cristãos praticantes e, às vezes, membros de grupos que os despertam para a crítica social, continuam "g8nhando a sua vida" sem pensar onde exercem sua atividade, sem abrir brechas nos mecanismos criados da injustiça e da opressão.

Não será preciso descobrir estes cristãos e encaminhá-los para a revisão de sua vida numa autocrítica lúcida de suas próprias práticas, que de fato favorecem a desigualdade, a eliminação dos mais pobres e a dominação dos mais desamparados?

Esta ação evangelizadora a desenvolver supõe que os leigos, já conscientes e organizados, se encontrem também regularmente não só como movimentos, mas como organismo que deve ser seu lugar de diálogo e de reflexão: o Conselho Nacional dos Leigos.

Ela supõe também que se ofereça aos leigos os meios de assegurar sua formação social, econômica, política e, evidentemente, sua formação doutrinal. Sem esta formação doutrinal, corolário de uma conversão pessoal, a ação evangelizadora correria o risco de reduzir-se a mero ativismo sócio-político.

A formação a dar, a partir da vida e da ação, deverá, na medida do possível, contemplar as dimensões da ação pastoral explicitadas nas Diretrizes Gerais.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Estudar junto com os leigos as Diretrizes Gerais propostas para o quadriênio a fim de que suas atividades sejam orientadas em conformidade com o objetivo geral e as dimensões da ação pastoral.

 

           Estudar as possibilidades e modalidades de participação dos leigos nos organismos intra-eclesiais e na pastoral orgânica em seus níveis regional, diocesano e paroquial.

 

           Ajudar o Conselho Nacional dos Leigos a se estruturar para que se transforme num órgão capaz de assumir as iniciativas e responsabilidades próprias da missão do leigo.

 

           Colaborar com os leigos no aprofundamento da compreensão e vivência de sua vocação específica.

 

           Estudar com eles as modalidades de uma participação mais ativa, permanente e efetiva na Comissão Nacional de Pastoral.

 

           Continuar os esforços empreendidos para que os leigos se organizem nos níveis regional e diocesano e estejam presentes nas instâncias pastorais correspondentes.

 

           Manter presença, de acordo com os movimentos, em reuniões nacionais deliberativas, tais como Assembléias e Conselhos.

 

           Acompanhar as iniciativas e projetos determinados para a preparação do Sínodo de 1986.

 

PROJETOS

 

PROJETO-PE-1-8         REUNIÃO DA EQUIPE PREPARATÓRIA DO SÍNODO SOBRE LEIGOS

 

A preparação do Sínodo de 1987 requer a participação dos leigos na reflexão sobre sua atuação na Igreja e no mundo. A reunião deve determinar os passos a serem feitos na preparação do Sínodo e articular os projetos do Setor, neste biênio, com esta preparação.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reunião com a equipe eleita na Assembléia do CNL, outros leigos convidados e Assessores da CNBB.

1985 março 23 e 24.

Linha 1 Setor Leigo CNL.

Pedido antecipado de informes de cada movimento.

 

 

Pedido de sugestões para organização do Encontro

 

 

Realização do Encontro para elaboração de pistas para ação comum.

novembro.

 

 

 

 

 

 

 

 

PROJETO-PE-1-9         II ENCONTRO DE COOR-DENADORES E ASSISTENTES DE MOVIMENTOS ORGANIZADOS

 

Este encontro responde a uma decisão tomada pelos participantes do 1º Encontro realizado em 1984. Os resultados que decorreram deste encontro demonstraram que é um meio válido para intercambiar experiências e favorecer o conhecimento mútuo, condição para uma melhor articulação dos próprios movimentos dentro do CNL, que deve se tornar o órgão de expressão dos leigos.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Motivação, através de cartas.

1985.

Linha 1: Setor Leigos CNL.

Pedido antecipado de informes de cada movimento.

 

 

Pedido de sugestões para organização do Encontro

 

 

Realização do Encontro para elaboração de pistas para ação comum.

novembro.

 

 

PROJETO-PE -1-10

ENCONTROS REGIONAIS SOBRE A PRESENÇA DO LEIGO NA IGREJA HOJE - EXPLICITAÇÃO DO CONTEÚDO "FÉ E VIDA"

 

Torna-se necessário uma melhor identificação das diversas modalidades de engajamento do leigo no mundo, para chegar a uma articulação válida em nível nacional. A articulação nacional tem sentido se os leigos forem igualmente organizados em nível diocesano, ocupando seu lugar nos organismos intra-eclesiais (Conselhos Pastorais, Conselhos Regionais e Diocesanos de Leigos etc.). O projeto deve igualmente permitir uma maior participação na preparação do Sínodo de 87.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reuniões por regiões agrupando os regionais da CNBB com a maior representatividade possível dos leigos de todas as dioceses

Biênio Data a marcar.

Linha 1 Setor Leigos CNL Colaboração dos Regionais.

Curitiba: S1, S 2, S 3, S4 e EO

 

 

Fortaleza: NE 1,2,3 e 4

 

 

Santarém: N 1 e 2

 

 

Belo Horizonte: L 1, L 2 e CO

 

 

Participantes: Mínimo leigo por diocese Representantes de Regionais da CNBB (Bispos ou padres) na qualidade de observadores. Representantes do Setor Leigos da CNBB na qualidade de assessores.

 

 

 

SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

As Comunidades Eclesiais de Base representam, na Igreja do Brasil, o ponto de atração, o objetivo mais visado, o campo onde os maiores esforços têm sido despendidos nos últimos anos.

A grande influência das CEBs não está prevalentemente em seu número, e sim no que representam como promessa para todos: pastores, agentes de pastoral, fiéis batizados que sonham com uma nova maneira de ser Igreja, semelhante à que os Bispos visualizaram em Puebla (n° 273). Essa promessa já está sendo realidade, sobretudo entre as camadas mais pobres da p opulação, que têm encontrado nas CEBs um espaço inusitado de presença e atuação eclesial.

As CEBs também exercem grande influência por seu potencial crítico frente às estruturas pastorais mais lentas e acomodadas, criticam a impessoalidade e a burocracia das grandes estruturas, a fé desencarnada da vida e separada da História, o cristianismo acomodado e passivo.

Na dimensão sócio-política da evangelização, onde estariam situados os maiores riscos de desvios e tensões, as CEBs têm encontrado na própria Igreja e no magistério dos Bispos os canais de sua vivên cia. O mesmo empenho se verifica na luta pela justiça e na libertação integral do homem. Há necessidade, contudo, de se dar um passo além, nessa nova maneira de ser Igreja, diante dos movimentos e organizações populares, terra e reforma agrária, sindicalismo, política partidária, massa popular e o papel dos agentes de pastoral.

Dentro do Setor Estruturas de Igreja, outro ponto que merece uma atenção especial é a Pastoral das Grandes Cidades que, dada a sua complexidade e importância, exige uma ação unificada das diversas Linhas de Pastoral e por isso constitui tema de um Projeto Conjunto (cf. Projeto PC-R.5)

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Acompanhar os Encontros e as Assembléias Regionais de CEBs, observando os seguintes pontos:

CEBs e a dimensão sócio-política da evangelização, CEBs e os movimentos e as organizações populares, o papel do ministério hierárquico na coordenação das CEBs.

 

   Acompanhar a preparação e participar no 6º Encontro Intereclesial de Base.

 

           Assessorar encontros de CEBs, quando solicitados.

 

           Participar em encontros sobre temas relacionados com as CEBs.

 

PROJETOS

 

PROJETO-PE- 1-11 PARTICIPAÇÃO NO 6º ENCONTRO INTERECLESIAL DE BASE

 

Os encontros intereclesiais de base são uma manifestação da vitalidade das CEBs. É de suma importância a presença e o acompanhamento dos mesmos.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Participação no 6º Encontro Intereclesial, e em Goiânia.

1986 julho.

Linha 1: Setor Estruturas de Igreja.

 

PROJETO-PE-1-12 COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE NOS CENTROS URBANOS

 

No acompanhamento da situação das Comunidades Eclesiais de Base interessa conhecer as experiências desta nova forma de ser Igreja na cidade.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Pesquisa da existência de experiência de CEBs no centro e bairros residenciais não periféricos dos grandes centros urbanos, através dos Regionais.

Biênio

Linha 1 Setor Estrutura de Igreja.

 

 

PROGRAMA 2

 

LINHA 2 - DIMENSÃO MISSIONÁRIA (PE-2)

 

"É o Espírito quem faz do Povo da Deus um povo que proclama a Palavra e oferece a toda a humanidade as dons de sua fé e pertença eclesial" (Diretrizes Gerais, 83).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Sendo a Igreja missionária por natureza, toda a atividade pastoral deve ser penetrada pela dimensão missionária. Todo o Povo de Deus é enviado para anunciar a Boa Nova a todas as nações, assumindo um compromisso especial com as regiões e situações mais carentes, dentro e fora do País, e com aqueles Povos e Grupos onde o Reino ainda não foi suficientemente proclamado.

 

Assim, é tarefa da Linha 2:

 

           contribuir para que a Igreja no Brasil, nos seus vários níveis e nas diferentes dimensões da sua atividade, mantenha viva a consciência de que Cristo é o único Salvador, razão última da nossa esperança e de toda a nossa ação;

 

           alertar sobre as raízes, inclusive mundiais, dos males da opressão de que sofre o nosso povo, impedindo o Reino, bem como sobre manifestações locais do mistério da iniqüidade, espalhados no mundo inteiro, que criam sistemas injustos de dependência política, econômica e cultural;

 

           favorecer o conhecimento e os contatos entre as comunidades da Igreja do Brasil, mantendo vivo o dever de criar novas comunidades;

 

           despertar para a urgência do envio além de suas fronteiras, "Ad Gentes";

 

           incentivar a abertura missionária das CEBs para que não limitem sua ação aos problemas locais e imediatos;

 

           ajudar as paróquias, as dioceses e regiões, a se tornarem, cada vez mais, centros de serviço e de coordenação para manter viva e eficaz a fraternidade com todas as Igrejas e a solidariedade com outros povos;

 

           estimular os Institutos Missionários para que, fiéis ao seu carisma "Ad Gentes", ajudem a Igreja local a sentir profundamente a vocação universal que está nela e a produzir frutos de ações concretas.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Animar a ação missionária da Igreja no Brasil, nas dimensões interna e externa, promovendo e apoiando centros locais e regionais de animação missionária, participando de encontros e preparando subsídios, inclusive para os Meios de Comunicação Social.

 

           Estimular e acompanhar o programa "Igrejas-Irmãs" e todas as demais formas de cooperação intereclesial.

 

           Articular, através do SCAI — Serviço de Cooperação Apostólica Internacional — o processo de entrada dos missionários estrangeiros que pretendam trabalhar no Brasil, acompanhando as etapas sucessivas até a permanência definitiva. Articular, também, o processo de saída dos missionários brasileiros destinados a trabalhar fora do País.

 

           Manter contatos com os missionários brasileiros que trabalham em outros países.

 

           Organizar, por meio do CENFI - Centro de Formação Intercultural, cursos de:

 

a)         formação contínua para os missionários brasileiros e estrangeiros que aqui trabalham;

 

b)         preparação para os missionários brasileiros que se destinam a trabalhar fora de sua Igreja particular, dentro ou fora do País:

 

c)         primeira aculturação para os missionários estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil.

 

           Articular e incentivar, através do COMINA, os institutos e organismos missionários existentes no País.

 

           Acompanhar os institutos que preparam missionários para o exterior, a fim de que a formação e o envio aconteçam em comunhão com a Igreja no Brasil.

 

           Promover Intercâmbio de experiências pastorais e troca de informações especialmente com as Igrejas da América Latina e África, em vista de uma comunhão intereclesial mais intensa.

 

Sensibilizar para a dimensão missionária a Igreja no Brasil, através da Campanha Missionária do mês de outubro, com a participação do COMINA e em colaboração com as PP.OO.MM.

 

           Incentivar a criação de um departamento de Missiologia, ligado a uma Faculdade de Teologia.

 

PROJETOS

 

PROJETO-PE-2-1         ARTICULAÇÃO DOS INSTITUTOS, ORGANISMOS E MOVIMENTOS MISSIONÁRIOS

 

Este projeto visa incentivar os organismos missionários para uma ação conjunta, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, e com eles avaliar e planejar as iniciativas na área da ação e animação missionária, nas dimensões internas e externas.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reuniões do COMINA.

1985 dezembro 03 a 06

 

Encontros Regionais responsáveis pela ação e animação missionária das dioceses.

Biênio

Linha 2.

COMINA e/ou COMIRES

 

PROJETO-PE-2-2         APROFUNDAMENTO DA TEOLOGIA         MISSIONÁRIA, PARA TORNAR MAIS CLARO O    SENTIDO  DA MISSÃO, HOJE, A PARTIR DA REALIDADE DE IGREJA NO BRASIL

 

Nos encontros e cursos que a Linha 2 vêm promovendo nos últimos anos, têm surgido algumas questões que permanecem abertas. Sente-se a neces sidade de aprofundar esses aspectos da teologia missionária para tornar mais claro o sentido da missão no contexto social e eclesial do País.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros da Equipe de Reflexão

1985 fevereiro 25 abril 25 agosto 25 dezembro.

Linha 2.

 

PROJETO-PE-2-3         ARTICULAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS PELOS GRUPOS MISSIONÁRIOS ESTRANGEIROS QUE TRABALHAM NO BRASIL

 

A presença de missionários inseridos na ação pastoral é um dado significativo, justificando toda iniciativa que vise articular os grupos e unir as forças para uma atuação conjunta.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros com os responsáveis dos grupos.

1985 outubro 22 e 23.

Linha 2.

 

 PROJETO-PE-2-4 ARTICULAÇÃO DOS GRUPOS DE MISSIONÁRIOS LEIGOS

 

Nos últimos dois anos tem-se verificado crescente surgimento de grupos missionários leigos.

A Linha 2 prestará, neste biênio, um serviço no sentido de articular esses grupos e estudar com eles modalidades mais viáveis de preparação para o trabalho missionário.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros de formação para missionários leigos, em nível regional e/ou nacional.

1985 novembro 15 a 17 1986 datas a marcar.

Linha 2 Regionais.

 

PROJETO-PE-2-5 REFLEXÃO TEOLÓGICA SOBRE A MISSÃO HOJE

 

Diante da Celebração do V.º Centenário, proposta pelo GELAM, julga-se importante aprofundar a questão da missão, procurando fazer uma avaliação, discutir as questões abertas e as saídas no campo da evangelização, no enfoque pluridisciplinar, mas com acento específico na teologia missionária.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Semana de estudos teológicos sobre a missão, hoje, com os seguintes temas: encarnação e salvação.

1985 outubro 14 a 19.

Linha 2.

Encontro para representantes de institutos missionários, movimentos missionários leigos e outras pessoas interessadas.

1986 outubro 14 a 17.

Equipe de Reflexão da Linha 2.

 

 

PROGRAMA 3

 

LINHA 3 - DIMENSÃO CATEQUÉTICA

 (PE-3)

 

"É o Espírito quem faz crescer continuamente o Povo de Deus, mediante o aprofundamento e a vivenda permanente na fé, e o ensina a ler os acontecimentos cotidianos à luz da palavra e da vida de Jesus Cristo" (Diretrizes Gerais, 84).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A terceira dimensão da vida cristã e, portanto, da Ação Pastoral da Igreja, é a CATEQUÉTICA. Sua importância é fundamental, visto que "sempre mais se impõem uma educação permanente da fé que acompanhe o homem por toda a vida e se integre em seu crescimento global" (Catequese Renovada, 129), e visto também que "se a catequese for bem feita nas Igrejas locais, tudo o mais será feito com a maior facilidade" (CT, 63).

Consciente disso, João Paulo II veementemente insiste para que se estabeleça por toda a parte uma "organização adaptada e eficaz que empenhe na atividade catequética as pessoas, os meios e os instrumentos e também os recursos financeiros necessários" (CT, 63), de modo "a suscitar e a alimentar uma verdadeira paixão pela catequese" (CT, 63).

Dentro desse espírito, a CNBB aprovou e publicou o documento Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo (Doc. da CNBB n.° 26), que passa a constituir, com os demais documentos sobre o assunto, referência e parâmetro necessário para a catequese no Brasil. Enraizado na Palavra de Deus, na tradição, na História e nas necessidades do mundo atual, este documento estabelece um novo conceito e alcance da catequese como um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé", tendo como finalidade "a maturidade da fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral, que deve acontecer já aqui e culminar na vida eterna feliz" (CR, 318). Esta catequese realiza-se por uma "Interação (um relacionamento mútuo e eficaz) entre a experiência de vida e a formulação da fé; entre a vivência atual e  o  dado  da  tradição" (CR, 113), assumindo "as situações históricas e as aspirações autenticamente humanas" como parte indispensável do seu conteúdo (CR, 74; cf. Medellín, Cat. 6).

Há um florescer esperançoso da catequese em nosso País, de alguns anos para cá, reforçado pelo processo participativo utilizado para a elaboração do documento de catequese. Importa integrar, na pastoral orgânica, o movimento catequético que está se articulando nas paróquias, dioceses, regionais, nos grupos e movimentos, nas escolas católicas e públicas, nas CEBs, nos institutos e escolas de teologia e/ou ciências religiosas, catequéticas e nos meios de comunicação. A formação continuada de catequistas, a atenção à catequese especial, o esforço para que todas as instâncias de pastoral assumam a catequese, em nível nacional, além de procurar quase renovada polarizarão os trabalhos da mlinha 3 estar presente às solicitações dos Regionais e de outros organismos diretamente ligados à animação catequética.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Acompanhar a divulgação, o estudo e a operacionalização do Documento "Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo" (Documento da CNBB n.° 26 — Ed. Paulinas) prevendo uma avaliação em fins de 1986.

 

           Apoiar as Coordenações Regionais de Catequese: contatos permanentes: cartas, circulares, boletins, subsídios, visitas, presença nas programações catequéticas, intercâmbio entre os Regionais.

 

           Dinamizar o "GRECAT" (Grupo de Reflexão de Catequese - CNBB) como assessoria especial à Linha 3, principalmente para a reflexão crítica sobre a caminhada da Catequese Renovada.

 

           Dinamizar o "GRERE" (Grupo de Reflexão sobre Ensino Religioso Escolar) tanto das Escolas da rede oficial de ensino como da particular, para acompanhamento, reflexão, troca de experiência, análise de textos, promoção de Seminários, fornecimento de orientações etc.

 

           Dinamizar o "GRECAT-DA" (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Auditivos e o GREGAT.

 

           DM (Grupo de Reflexão de Catequese com Deficientes Mentais): levantamento de situação, estudo, intercâmbio, promoção de encontros e seminários.

 

           Acompanhar, apoiar os diversos movimentos de Pastoral Bíblia do Brasil, articulando-os com as Diretrizes Gerais da Ação Pastoral, a Catequese Renovada e orientações do CELAM-FEBICAM.

 

           Participar, quanto possível, dos projetos do Departamento de Catequese (DIECAT) do CELAM e do Conselho Internacional de Catequese (CIC) da Sé Apostólica.

 

           Empenhar-se mais na articulação com as outras Assessorias da CNBB para um trabalho de maior integração especial mente com Liturgia, Ecumenismo, Comunicação, Vocações, Ministérios, Educação, Juventude e Pastoral Social.

 

           Investir de modo especial na atualização catequética do clero e na formação em Catequese e em Ensino Religioso Escolar de seminaristas e estudantes de congregações religiosas.

 

           Dinamizar a celebração do Dia do Catequista com fornecimento de subsídios para reflexão e celebração.

 

           Incrementar a produção e distribuição de subsídios catequéticos sobretudo em linguagem popular, segundo os critérios da catequese renovada.

 

           Integrar a reflexão que se está fazendo no Brasil sobre os santuários e a religiosidade popular, ressaltando os aspectos catequéticos presentes.

 

           Levantar dados, articular experiências e refletir sobre catequese com menores abandonados, anciãos, enfermos e outras situações (cr. CR, 143).

 

                                                                   Colaborar nos Cursos, Escolas e Institutos de Catequese, articulando experiências, currículos, professores e estágios etc.

 

           Realizar intercâmbio e reflexão sobre Catequese Familiar para incrementar esse processo catequético no Brasil.

 

           Participar da reflexão e das experiências sobre Evangelização, através dos MCS e MC grupal, sobretudo de índole popular.

 

           Colaborar em revistas especializadas de Catequese e Pastoral com artigos, notícias, informações, entrevistas etc.

 

           Colaborar na regulamentação e adaptação, para o Brasil, do "Rito da Iniciação Cristã dos Adultos" com subsídios catequéticos apropriados.

 

           Subsidiar a renovação da catequese paroquial para que assuma a "Catequese permanente, progressiva e orgânica" interligando os sacramentos, não parando na primeira Eucaristia.

 

           Colaborar na elaboração dos subsídios da Campanha da Fraternidade, Natal em Família, mês das Missões etc.

 

PROJETOS

 

   PROJETO-PE-3-1      ENSINO RELIGIOSO NA ESCOLA        CATÓLICA, NA            PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO DA FÉ

 

A reflexão sobre a especificidade do ENSINO RELIGIOSO ESCOLAR, motivada pelo n.º 125 do Documento "Catequese Renovada" e pelo estudo sobre pastoral da Educação coordenada pela Linha 6: Setor Educação, bem como a reflexão da AEC sobre renovação da Escola Católica está levantando alguns sérios questionamentos quanto ao que se faz na Escola Católica em termos de Educação da Fé e, neste contexto, o como se situa o ENSINO RELIGIOSO quanto ao objetivo, conteúdo, metodologia, relacionamento com a Catequese que é feita na Comunidade de Fé e Culto e na família e com o todo da Escola Católica que deve se organizar em função da Educação da Fé.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Consulta às bases

1985 maio e junho.

Linha 3

Encontro Nacional com 3 representantes de cada seção da AEC.

1985 julho, 3 a 7.

Linha 6

Continuação do processo de reflexão nos Estados com apoio do Nacional.

1986 2º semestre

Setor Educação AEC Nacional.

 

PROJETO-PE-3-2         A CAMINHADA DA CATEQUESE NO BRASIL

 

Cada dois anos, a Linha 3 realiza um Encontro Nacional com os Coordenadores Regionais de Catequese e alguns convidados especiais. Este evento dá prioridade ao intercâmbio entre os participantes e fornece à CNBB uma panorâmica sobre o caminhar da catequese no Brasil, ao mesmo tempo que reflete sobre um aspecto previamente escolhido e preparado. Duas motivações novas existem para o Encontro de 1985: o acompanhamento da "operacionalização do Documento Catequese Renovada", estudado no Encontro de 1983 e a preparação para a Semana Brasileira de Catequese no segundo semestre de 1986.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Consulta às bases

1985 1º semestre

Linha 3

Elaboração, envio, estudo de subsídios.

agosto 15 a 18.

 

Encontro.

 

 

Relatório.

 

 

 

PROJETO-PE-3-3   CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO E ANALISE DE TEXTOS CATEQUÉTICOS

 

Dos pedidos de assessoria que mais chegam à Linha 3, além de cursos, seminários e presença em Assembléias Catequéticas dos Regionais, avultam os referentes a orientações sobre Manuais de Catequese de acordo com o Documento Catequese Renovada.

Mais que produzir os referidos manuais ou indicar os mais adaptados é tarefa da Linha 3 traçar alguns critérios para a elaboração e análise dos manuais. Este estudo, feito com apoio do Grupo de Reflexão de Catequese e consulta às bases, será apresentado à Presidência e CEP e, possivelmente, poderá constar na coletânea "Estudos da CNBB".

A Linha 3 estará atenta a outras necessidades nesta linha e, se necessário for, realizará algum outro estudo neste mesmo estilo.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Grupo de Trabalho (esboço 1).

1985 abril e junho.

Linha 3 com apoio do GRECAT.

Grupo de Reflexão de Catequese da CNBB (estudo 1).

2º semestre 1986

 

Consulta às bases

1º semestre

 

Grupo de Trabalho e GRFCAT

2º semestre

 

Presidência e CEP

 

 

Publicação

 

 

 

PROJETO-PE-3-4         PARTICIPAÇÃO EM PROJETOS DE CATEQUESE DO DECAT-CELAM

 

Após ampla consulta aos diversos países da América Latina sobre as principais necessidades da catequese no continente, o CELAM, através de seu Departamento de Catequese, elaborou, para o quadriênio 1983-1986, vários e importantes projetos. Em comunhão e participação, a Linha 3 continuará participando destes projetos, de diversos modos, conforme a índole de cada um, ou seja, com a produção de documentos, colaboração em grupos de trabalho, participação em seminários etc. Além de colaborar na obtenção dos objetivos próprios desses projetos do CELAM, a Linha 3 procurará fazer com que, segundo o caso, tenham a devida repercussão no Brasil.

 

SITEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Reflexão sobre os Documentos de consulta enviados pelo CELAM

1985 2° semestre

Linha 3 AEC

Movimento "Fé e Luz"

Entidade que realizam pastoral com deficientes mentais.

Participação em seminários:

1986 2° semestre

linha 3.

* Catequese Familiar (Chile),

Final do 1° semestre

 

* Pastoral Bíblica na América Latina (Colômbia),

Biênio

 

* Catequese e CEB (Brasil)

1985

junho

17 a 21

 

* Catequese e Liturgia,

1985

julho

21 a 27

 

* Catequese e Audiovisual.

1985

outubro

14 a 18

 

Comunicação dos resultados.

1986

Após cada encontro.

 

Realização de trabalhos semelhantes no Brasil.

Biênio.

 

 

PROJETO-PE-3-5 CATEQUESE COM DEFICIENTES MENTAIS

 

No vasto campo do mundo dos pobres, há várias categorias ainda bastante esquecidas pela catequese. Uma delas é a do deficiente, especialmente auditi vo, visual e mental. Sabemos que há pessoas isoladas dedicando-se com zelo a buscar caminhos de catequese especial com estes deficientes. A CNBB, no 7º Plano Bienal, deu atenção à Catequese de Deficiente Auditivo com um projeto realizado em janeiro de 1985 que desencadeou uma organização nacional específica. Neste próximo biênio, a Linha 3 procurará impulsionar recursos humanos e financeiros para atender à algumas necessidades básicas da Catequese com Deficientes Mentais, sobretudo articulando as iniciativas existentes nesta área.

 

SITEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Criação de grupos de trabalho.

1985 2° semestre

Linha 3 AEC

Movimento "Fé e Luz"

Entidade que realizam pastoral com deficientes mentais.

Levantamento da situação.

1986 2° semestre

 

Seminário nacional

Final do 1° semestre

 

Relatório

 

 

 

PROJETO-PE-3-6         ENCONTRO NACIONAL DE COOR-DENADORES ESTADUAIS DE ENSINO RELIGIOSO ESCOLAR DA REDE OFICIAL DE ENSINO

 

A CNBB, desde a implantação da Lei 5692/71, têm dado oportunidade a uma permanente reflexão sobre o Ensino Religioso Escolar (ERE) especialmente na rede oficial de Ensino. Publicou em 1974, um alentado estudo sobre o assunto (Cf. Estudos da CNBB n.° 14). Organizou de dois em dois anos, um Encontro Nacio nal de Coordenadores Estaduais de Ensino Religioso Escolar. Os temas até agora trabalhados foram: a) Finalidade e Organização do ERE; b) o Professor de ERE: missão, preparação e situação legal; c) o Específico do Ensino Religioso Escolar em confronto com a Catequese na Comunidade. Visando dar continuidade à reflexão, à avaliação do. processo, troca de experiência e a responder a novas exigências do ERE a partir da realidade, realizar-se-á, em 1986, mais um Encontro Nacional de Coordenadores Estaduais de ERE. E como foi resolvido no último Encontro, em junho de 1984, em preparação do próximo, cada Estado ou Região realizará encontros e seminários com os professores de ERE sobre a temática estudada em 1984 e que consta na Revista de Catequese n.° 28/84.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Grupo de Trabalho.

1985 agosto

Linha 3 Linha 6: Setor Educação AEC Grupo de Trabalho

Consulta às bases. Realização do Seminário.

2° semestre 1986 maio junho 29 a 06

 

Relatório.

 

 

 

PROJETO-PE-3-7         PESQUISA SOBRE O ENSINO RELIGIOSO ESCOLAR NAS ESCOLAS DA REDE OFICIAL DE ENSINO

 

O novo Código de Direito Canônico prescreve no cânon 804: "Compete à Conferência dos Bispos traçar 'normas gerais' sobre a formação e educação religiosa católica que se ministra em quaisquer escolas". Há anos a CNBB vem acompanhando de perto as regulamentações estaduais dá lei 5692/71, artigo 7º Publicou, em 1976, um amplo estudo da questão como se encontrava na época (Col. Estudos da CNBB n.° 14: "Educação Religiosa nas Escolas" Ed. Paulinas). Ao completar dez anos deste trabalho, sente-se a necessidade, também em vista do cânon 804, de tomar conhecimento da realidade neste campo, refletir sobre a situação e atualizar as orientações gerais então elaboradas. Importa, portanto, fazer um estudo comparado das regulamentações estaduais atual mente em vigor; levantar o parecer dos Bispos a partir das orientações por eles traçadas em suas dioceses ou regionais; saber o que se faz para a formação dos professores de ensino religioso; avaliar os textos em uso para o ensino religioso; captar parecer de pais, alunos, professores e autoridades em educação.

 

SISTEMÁTICA:

PRAZO:

RESPONSÁVEL:

Nomeação de grupo de trabalho:

Biênio

Linha 3 AEC.

Articulação com o CERIS e o Ministério da Educação.

 

Linha 6 Setor Educação CERIS

Realização de levantamentos, tabulação e interpretação dos mesmos.

 

 

Elaboração de 'Normas Gerais' da CNBB para o ERE com ampla consulta.

 

 

Divulgação dos diversos estudos e das 'Normas Gerais'.

 

 

Continuidade do processo de acompanhamento e reflexão sobre a questão, nas bases

 

 

 

PROJETO-PE-3-8 SEMANA BRASILEIRA DE CATEQUESE

 

Nesta gestão da CNBB (1983-1986) que teve em seu início a aprovação e o lançamento do Documento "Catequese Renovada", a Linha 3 se aplicou em operacionalizá-la em todo o Brasil. Torna-se necessário, após 4 anos deste amplo trabalho, realizar uma avaliação e ao mesmo tempo providenciar instâncias que possam dar garantia de continuidade do processo de renovação da catequese, nos próximos anos. Neste sentido, um Congresso Catequético, reunindo os principais mentores e dinamizadores da Catequese Renovada nestes últimos anos, será uma privilegiada ocasião para realizar estes objetivos. Ao mesmo tempo, dará oportunidade para troca de experiências, o intercâmbio e sobretudo a tomada de posição frente a novos desafios que a realidade apresenta à catequese.

 

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVE

Grupo de Trabalho.

1985 agosto.

Linha 3 Grupo de Trabalho.

Consulta aos Regionais e Dioceses Circulares de Orientação..

2º sem. e 1986 1º semestre

 

Congressos Diocesanos Regionais.

1986 1º semestre

 

Semana de Catequese.

1986 outubro 13 a 18.

 

Publicação de relatório ou livro.

Logo após a realização da Semana de Catequese.

 

 

PROGRAMA 4

 

LINHA 4 - DIMENSÃO LITÚRGICA (PE-4)

 

"É o Espírito que reúne a povo em assembléias para a escuta da Palavra de Deus e para celebrar a Palavra feita carne e alimento, e, em união com o mesmo Cristo, oferecê-lo e oferecer-se como oblação pura, e assim comprometer-se a viver mais intensamente a fraternidade" (Diretrizes Gerais, 85).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A dimensão litúrgica da vida cristã foi declarada, pelo Concílio  Vaticano  II, cume e fonte de  toda a ação  da  Igreja  (cf. SC, 10). Assim, o Concílio nos deu uma indicação sobre o lugar e a importância desta dimensão também nas atividades pastorais da Igreja no Brasil, em nível nacional.

No decorrer dos 20 anos após a publicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, implantou-se, também no Brasil, a liturgia-pós-conciliar. Os livros litúrgicos foram publicados em língua portuguesa. Fizeram-se, igualmente, sobretudo na primeira década depois do Concílio, grandes esforços para a formação litúrgica em todos os níveis.

Deve-se reconhecer, no entanto, que os livros litúrgicos foram apenas traduzidos, não adaptados, e que a formação litúrgica não atingiu todos nem criou um novo espírito. Houve mais uma reforma do que uma renovação profunda. A liturgia da Igreja no Brasil ainda não integrou, como o Concílio Vaticano II o exige, o  que    de  válido nas tradições e na índole do nosso povo em sua religiosidade comunitária e na oração  particular (cf. SC, 40). Surgiram, igualmente, nas comunidades de base e nas celebrações das comunidades eclesiais em geral, riquezas litúrgicas que deveriam ser aproveitadas para criar uma liturgia realmente renovada e adequada à Igreja que está assumindo um modo próprio de ser na América Latina e no Brasil.

A renovação da liturgia no Brasil, neste sentido, que está plenamente dentro do objetivo geral da CNBB, particularmente da opção pelos pobres, é a grande preocupação da Linha 4 para os próximos anos. Estamos também convencidos de que, levando este processo para frente, em diálogo com as outras Conferências Episcopais da América Latina e com a Santa Sé, podemos dar uma contribuição válida para a renovação litúrgica em nosso continente e no mundo.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Traduzir, elaborar e publicar livros e subsídios litúrgicos:

a)         Liturgia das Horas:

           Edição em quatro volumes

           Ofício das Leituras

b)         Lecionários, incluindo pesquisa sobre o trata-mento pronominal.

c)         Edição adaptada e definitiva dos livros litúrgicos:

           Missal Romano, conforme a segunda edição típica, que foi publicada em 1975

       Rito de Iniciação Cristã de Adultos

       Rito do Matrimônio

       Cerimonial dos Bispos

       Livro das Bênçãos

d)         Edição popular da Liturgia das Horas

e)         Músicas para a Liturgia das Horas

f)          Hinário Litúrgico Nacional

g)         Documentário Litúrgico

 

           Assessorar:

a)         Campanha da Fraternidade

b)         Regionais e Dioceses

c)         Congressos Eucarísticos

d)         Curso de pós-graduação e especialização em Liturgia de São Paulo

e)         Centro de Pastoral Popular (Liturgia Doméstica), em Brasília

f)          Revista de Liturgia "A Vida em Cristo e na Igreja" e a outras Revistas

 

           Participar:

a)         De encontros regionais, inter-regionais e internacionais de Liturgia

b)         De outros encontros de interesse da Linha 4, por exemplo: CEBs, religiosidade popular e oração particular.

 

           Dialogar:

com a Sé Apostólica, CELAM, Conferências Episcopais e Outras instituições.

 

PROJETOS

 

PROJETO-PE-4-1         NOVO IMPULSO PARA A RENOVAÇÃO LITÚRGICA NO BRASIL

 

O levantamento sobre a situação da liturgia no Brasil, por ocasião dos 20 anos da "Sacrosanctum Concilium", revelou grandes desafios para a pastoral litúrgica, que, por sua vez, exigem uma ação adequada em vista de uma autêntica renovação litúrgica.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVE

Publicação dos resultados do levantamento e da análise dos mesmos.

1985, março.

Linha 4.

Incentivo a atividades adequadas, através dos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.

1985, julho.

 

Preparação remota de um ano intensivo de formação litúrgica, culminando num Congresso Nacional de Liturgia em 1988.

1986, dezembro.

 

 

PROJETO-PE4-2          ENCONTRO DOS PRESIDENTES E SECRETÁRIOS DAS COMISSÕES NACIONAIS DE LITURGIA DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

Os problemas comuns e a necessidade de formas comuns na liturgia dos países de língua portuguesa exigem um maior conhecimento mútuo, assim como reflexão e ação comum correspondentes.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVE

Comunicação mútua dos problemas.

1985, janeiro.

Linha 4.

Preparação de um encontro internacional.

1985, maio.

 

Encontro Internacional.

1985, julho.

 

 

         PROJETO-PE-4-3 LITURGIA NOS REGIONAIS

 

Os desafios, que a situação da liturgia no Brasil apresenta, exigem reflexão e ação em todos os níveis, as quais devem ser incentivadas pelos Bispos responsáveis de Liturgia nos Regionais.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Encontros Nacionais dos Bispos responsáveis pela Liturgia nos Regionais.

1985

abril

10

julho

15 a 18

1986

setembro.

 

Linha 4.

 

            PROJETO-PE-4-4         ENSINO DA LITURGIA

 

Para superar as grandes falhas na formação litúrgica, em todos os níveis, é importante o ensino da liturgia de maneira profunda, prática e atualizada.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Encontros Nacionais de Liturgistas.

1985

fevereiro

11 a 14

1986

fevereiro

10 a 13.

Linha 4.

 

PROJETO-PE-4-5 MÚSICA LITÚRGICA

(EM NÍVEL NACIONAL)

 

Vista a situação da música litúrgica no Brasil, sente-se a necessidade de avaliar a realidade e de incentivar a criação de músicas propriamente litúrgicas.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONS./PARTIC.

Encontro Nacional de Coordenadores e compositores de Música Litúrgica.

1986

outubro.

Linha 4.

 

             PROJETO-PE-4-6 MÚSICA LITÚRGICA

                     (EM NÍVEL INTER-REGIONAL)

 

Por causa da dificuldade de muitos músicos, de participarem em encontros nacionais, é preciso possibilitar o contato deles, entre si e com a CNBB. em encontros inter-regionais.

 

SISTEMÁTICA:

PRAZO:

RESPONSÁVEL:

Encontros Inter-Regionais de Coordenadores e Compositores de Música Litúrgica:

1985.

Linha 4.

N1, N2 e NE 4 (Belém)

NE 1, NE 2 e NE 3 (Recife)

1985

agosto

23 a 25.

 

CO e EO (Goiânia)

1985

setembro

13 a 15.

 

Li, L2 e S1 (Rio de Janeiro)

1985

outubro

15 a 17.

 

S 2, S 3 e S 4 (Curitiba)

1985

outubro

22 a 24.

 

 

               PROJETO-PE-4-7      FOLHETOS LITÚRGICOS

 

Dada a grande influência e aceitação dos folhetos litúrgicos, é necessário trocar experiências: elaborar orientações e princípios que possam levar as assembléias a celebrar o Mistério Pascal encarnado na vida real das comunidades.

 

SISTEMÁTICA:

PRAZO:

RESPONSÁVEL:

Encontro Nacional de Autores e Editores de Folhetos Litúrgicos.

1986

agosto

11 a 14.

Linha 4.

 

PROJETO-PE-4-8 LITURGIA DE RÁDIO E TELEVISÃO — Veja Projeto PE-6-21

 

PROJETO-PE-4-9 CRITÉRIOS PARA ADAPTAÇÃO NA LITURGIA

 

Para se conseguir uma adaptação criteriosa da liturgia à mentalidade e às tradições do nosso povo, conforme o espírito da "Sacrosanctum Concilium", e urgente a elaboração de critérios.

 

SISTEMÁTICA:

PRAZO:

RESPONSÁVEL:

Elaboração de critérios  por um grupo de peritos.

1985

setembro.

Linha 4.

 

            PROJETO-PE-4-10 RELIGIOSIDADE POPULAR

                                 E LITURGIA

 

Na religiosidade popular, existem valores autênticos que não se devem perder e que podem ser inseridos, pelo menos em parte, na liturgia, para que esta se torne mais popular.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Estudo, por um grupo de peritos, a partir dos resultados do Seminário de fevereiro de 1981.

1985

dezembro

1986

março.

Linha 4.

 

PROJETO-PE-4-11             ORIENTAÇÕES LITÚRGICO-PASTORAIS PARA DOMINGOS, SEMANAS E MESES TEMÁTICOS

 

A fim de evitar a instrumentalização na celebração litúrgica do Dia do Senhor, por temários superpostos, são necessárias seguras orientações litúrgico-pastorais.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Análise do assunto por grupo de peritos.

1985

agosto.

Linha 4.

Envio do ante-projeto de orientações aos Bispos.

1985

2º semestre

 

Apresentação na 24ª Assembléia Geral da CNBB para discussão e aprovação.

1986.

 

 

PROJETO-PE-4-12        ORIENTAÇÕES PARA CELE-BRAÇÕES DOMINICAIS SEM PADRE

 

Por falta de padres, muitas comunidades, no domingo, não celebram a Eucaristia, mas se reúnem para celebrações presididas por leigos, sendo pois necessárias orientações para uma celebração autêntica do Dia do Senhor.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Análise do assunto por grupo de peritos.

1985

agosto.

Linha 4.

Envio do ante-projeto de orientações aos Bispos.

1985

2º semestre

 

Apresentação na 24ª Assembléia Geral da CNBB para discussão e aprovação.

1986.

 

 

PROJETO-PE-4-13 REFLEXÃO SOBRE A TEOLOGIA E PRÁXIS DA LITURGIA

 

Sendo que a Linha 4 não tem condições de refletir suficientemente sobre a teologia e a práxis da liturgia no Brasil. é necessário assessoramento para conseguir maior ligação entre Liturgia e vida.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros da Equipe de Reflexão da Linha 4 com peritos e estudiosos.

1985

setembro

1986

março

setembro.

Linha 4.

 

 

PROGRAMA 5

 

LINHA 5 - DIMENSÃO ECUMÊNICA E DIÁLOGO RELIGIOSO (PE-5)

 

"É o Espírito quem impulsiona, a todo momento, a Igreja a viver na unidade, corrigindo suas divisões e reconstruindo a totalidade do Corpo de Cristo e abrindo-a para o diálogo religioso" (Diretrizes Gerais, 86).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

1.         Orientações comuns para o Ecumenismo e o Diá-logo Religioso

 

Fiel às grandes inspirações do Vaticano II e em resposta ao crescente pluralismo religioso no Brasil, a Igreja propõe-se a realizar o objetivo geral da sua ação em diálogo com os irmãos de outras Igrejas e Comunidades eclesiais, com adeptos de outras religiões e de concepções da vida e do mundo, fechadas ao Transcendente.

Entende-se por diálogo não só o colóquio, mas todo o conjunto de relacionamentos positivos e construtivos com quaisquer grupos e comunidades. Este diálogo, em sentido amplo, visa o conhecimento e enriquecimento mútuos, e ainda a ação comum em prol da unidade do gênero humano, da qual a Igreja se professa sacramento, ou sinal e instrumento (Lumen Gentium, 1).

Inspirados no mais recente documento do Secretariado para os Não-Cristãos (10 de junho de 1984; cf. L'Osservatore Romano, edição portuguesa, 12 de agosto de 1984, pág. 45), indicamos quatro formas de diálogo, que também valem para o relacionamento com cristãos de outras Igrejas/Comunidades. A 1.ª forma é o diálogo como espírito e atitude que devem guiar o comportamento. É o diálogo da convivência humana. A 2.ª é diálogo das ações e da colaboração com objetivos de caráter humanitário, social, econômico e político, que se orientam para a libertação e a promoção humana. A 3.ª é o diálogo em nível de especialistas, seja para confrontar, aprofundar e enriquecer os respectivos patrimônios religiosos, seja para aplicar os recursos, aí contidos, aos problemas que se põem à humanidade no decurso da História. Finalmente, a 4.ª forma é a participação na própria vida, oração e ação da outra comunidade, dentro dos limites indicados pela fé e a disciplina.

A luz da opção preferencial pelos pobres, o diálogo neste sentido amplo, deve prestar especial atenção:

 

           à defesa da dignidade da pessoa humana, mormente dos pobres e marginalizados;

 

           diálogo que está acontecendo nos meios populares, como CEBs, associações de bairro e outros; bem como aos perigos de divisão nestes meios, suscitada por movimentos religiosos independentes (seitas);

 

           ao evangelismo em meios pobres, como às várias formas do pentecostalismo aos assim chamados cultos afro-brasileiros e às formas populares do espiritismo e sincretismo, ainda que nem todos estes grupos estejam abertos ao diálogo com a Igreja.

 

Para que a Igreja, na sua ação evangelizadora, seja realmente Igreja do diálogo, merecem especial cuidado os cursos de ecumenismo e de diálogo religioso nos seminários e outros centros de formação pastoral.

 

2.         Orientações especiais para o Ecumenismo

 

A divisão entre os cristãos, que tem acontecido na História, e ainda acontece hoje, também no Brasil, e que faz surgir sempre novos grupos separados, "contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa do Evangelho a toda criatura" (Unitatis Redintegratio, 1). Todos os cristãos são chamados, obedecendo à ação do Espírito Santo, a crescerem até àquela plena comunhão que o Senhor deseja para sua Igreja e lha oferece como dom. Assim, a partir da fé comum, da incorporação em Cristo pelo Batismo validamente administrado e de outros dons que possam ter em comum, os cristãos devem crescer em comunhão, seguindo os caminhos que o Espírito abre para a Igreja.

 

A fim de que cresçam o espírito e a ação ecumênicos na Igreja, deve-se prestar especial atenção:

 

           ao ecumenismo espiritual que consiste na conversão do coração e na insistente oração pela unidade;

 

           a um mínimo de estrutura para a ação, nos regionais e nas dioceses;

 

           ao fortalecimento dos organismos oficiais (CONIC e CESE) e à colaboração com outros organismos ecumênicos.

 

3.         Orientações especiais para o Diálogo Religioso

 

No diálogo religioso, ocupa um lugar todo especial o Judaísmo; por motivos históricos (a história do anti-semitismo) e por motivos de fé (a aliança de Deus com o povo judeu).

 

Também deve-se procurar o diálogo com grupos de muçulmanos e com adeptos de religiões orientais, antigas e novas, atuantes no Brasil.

 

A situação religiosa do País torna urgente a busca de caminhos para o diálogo com os cultos afro-brasileiros e as várias formas do espiritismo.

 

4.         Orientações para o Diálogo com a Cultura Con-temporânea

 

O fenômeno de humanismos imanentes e de não-crença está, sem duvida, presente na sociedade brasileira, mas, entre nós, dificilmente grupos se formam em base destas concepções da vida e do mundo. Por esta razão, parece mais acertado procurar o diálogo com a cultura contemporânea, da qual formas de humanismo imanente e de não-crença são componentes importantes.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

Dimensão Ecumênica:

 

1                   Atividades relacionadas com a Vida e Ação da Igreja (atividades "ad intra"):

 

           dar apoio à formação ecumênica do clero e de outros agentes de pastoral (subsídios para cursos);

 

           buscar contato com os Secretariados Regionais, em vista da criação de coordenações ecumênicas;

 

           continuar contato com organismos da Igreja, em vista da dimensão ecumênica de suas atividades (DM1, CPT, Centros de Defesa de Direitos Humanos);

 

           participar em atividades da Seção de Ecumenismo do CELAM;

 

           participar em atividades do Secretariado para a Unidade dos Cristãos.

 

2                   Atividades relacionadas com outras Igrejas e Organismos Ecumênicos (atividades "ad extra"):

 

           continuar o diálogo bilateral com as Igrejas da Ortodoxia, a Igreja Episcopal do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Metodista

 

           buscar caminhos para o diálogo com líderes de Igrejas Batistas, de Igrejas Pentecostais, e com Outros líderes "evangelicais";

 

           atender a convites para participar em Concílios, Sínodos e Assembléias nacio nais de outras Igrejas;

 

           participar das atividades do CONIC, especialmente: das reuniões da Comissão Central e a Assembléia de 1986; da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos; do Seminário Nacional sobre o relatório de Lima (B. E. M.); da preparação da criação do Departamento de Liturgia e Música Sacra do CONIC; do Encontro de Responsáveis Nacionais de Ecumenismo das Igrejas membros; e da elaboração do histórico do CONIC;

 

           participar das atividades da CESE, especialmente: das reuniões da diretoria e a assembléia anual; dos encontros de representantes de projetos; do encontro de experiências ecumênicas de base, especialmente na área social; do encontro de responsáveis nacionais das Igrejas-membros na área social;

 

           participar das atividades conjuntas da CESE e do CONIC, especialmente: do 2º Encontro Nacional de Organismos Ecumênicos e do Encontro Ecumênico Internacional;

 

           continuar o contato com a Fraternidade ecumênica de Taizé (Alagoinhas-BA), especialmente em vista da sua experiência de encontros de caráter participativo;

 

           continuar o contato com organismos ecumênicos e interconfessionais, especialmente: CEDI, CESEP, Visão Mundial do Brasil, Institutos de Pesquisas Cristãs;

 

           colaborar em atividades da Sociedade Bíblica do Brasil, especialmente: a publicação da Bíblia na linguagem de hoje (com a Linha 3);

 

           continuar o contato com o Conselho Mundial de Igrejas.

 

Diálogo Religioso:

 

1                   Atividades relacionadas com a Vida e Ação da Igreja (atividades "ad intra"):

 

           ajudar na formação do clero e de outros agentes de pastoral para o diálogo religioso

 

           colaborar com a Linha 2 em seu relacionamento com grupos afro-brasilei- ros;

 

           participar em atividades das correspondentes Seções do CELAM;

 

           participar de atividades dos Secretariados para não-cristãos e não-crentes.

 

2                   Atividades relacionadas com grupos de outras Religiões (atividades "ad extra"):

 

           intensificar o diálogo com judeus;

           estudar as possibilidades de diálogo com muçulmanos;

           estudar os caminhos de relacionamento com adeptos do espiritismo e de religiões orientais.

 

PROJETOS

 

PROJETO-PE-5-1         REFLEXÃO SOBRE A SITUAÇÃO DO ECUMENISMO E DO DIÁLOGO RELIGIOSO NO BRASIL

 

Para poder acompanhar e avaliar a evolução da situação do ecumenismo e do diálogo religioso no País, é importante reunir anualmente especialistas, que se dedicam a esta dimensão da vida e ação da Igreja.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro anual.

1985

novembro

1986

data a marcar.

Linha 5.

 

PROJETO-PE-5-2 ELABORAÇÃO DE UM GUIA PARA O DIÁLOGO COM JUDEUS

 

Com a aprovação da CEP foram publicadas as primeiras orientações para os católicos no seu relacionamento com os judeus. Importa dar, agora, um segundo passo: a elaboração de um Guia que ofereça elementos necessários, de caráter informativo e orientador para os católicos no seu relacionamento com os judeus.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Equipe de especialistas.

1986

setembro.

Linha 5

com a Comissão Nacional de Diálogo com os Judeus.

 

PROJETO-PE-5-3         PUBLICAÇÃO DE UM GUIA PARA O DIÁLOGO COM OUTRAS RELIGIÕES

 

O pluralismo é um componente da atual situação religiosa do Brasil. Praticamente, todas as religiões, de uma ou outra forma, estão atuantes no País. Cresce o número de grupos religiosos independentes. Sobre este último fenômeno está previsto um projeto especial de reflexão nos programas comuns. Um Guia, que ofereça aos agentes de pastoral informações seguras sobre as mais importantes religiões e grupos não-cristãos e que oriente a respeito das possibilidades e dificuldades do diálogo, está sendo reclamado há mais tempo.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Grupo de trabalho

1985

novembro.

Linha 5.

 

PROJETO-PE-5-4         REFLEXÃO SOBRE A MAÇONARIA

 E A ATITUDE DOUTRINÁRIO-PASTORAL DA IGREJA

 

O diálogo iniciado com maçons nos anos 70 e as declarações da Congregação da Doutrina da Fé, de 1974 e de 1983, exigem uma reflexão mais aprofundada, tanto sobre a Maçonaria no Brasil, quanto sobre a atitude doutrinário-pastoral da Igreja.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro de especialistas

1985

junho

13 a 14.

Linha 5.

 

PROJETO-PE-5-5 DIÁLOGO COM A CULTURA CON-TEMPORÂNEA

 

Para a ação evangelizadora da Igreja é indispensável:

 

           detectar os grandes desafios, que a cultura contemporânea levanta para a consciência cristã relativamente ao próprio destino da pessoa humana; estudar a identidade das diversas culturas no Brasil, no sentido de evangelizá-las, respeitando a identidade das mesmas (a temática da inculturação); refletir sobre o fenômeno das várias formas do humanismo imanente e da não-crença, como um dos componentes da cultura contemporânea. O projeto propõe-se deslanchar o diálogo, visando estes objetivos.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Comissão Nacional.

1986

novembro.

Linha 5.

 

 

PROGRAMA 6

 

LINHA 6         - DIMENSÃO PROFÉTICA E TRANSFORMADORA (PE-6)

 

"É o Espírito quem anima a vida do Povo de Deus para que atue no meio da sociedade como fermento, sal e luz, transformando-a pelo testemunho e ação, para que seja mais justa, solidária e fraterna, anunciando, dessa forma, os valores do Reino definitivo" (Diretrizes Gerais, 87).

 

A Igreja, como Povo de Deus, em seu conjunto — hierarquia, religiosos e leigos —, fiéis individualmente ou em grupos, instituições e organizações, está presente na sociedade, influencia e sofre influência, interage, anuncia profeticamente o Reino e denuncia os contravalores à luz da fé, que é dom gratuito de Deus, e segundo a missão recebida de Jesus Cristo. Ela é luz, sal e fermento. E, como tal, ausculta e assume os anseios, aspirações e apelos de todos, principalmente dos pequeninos e dos pobres, e empenha-se numa ação transformadora da situação de injustiça na sociedade ainda não comprometida com a promoção do bem comum.

 

A dimensão profética e transformadora se operacionaliza através dos setores:

 

1.                Pastoral Social

2.                Educação

3.                Comunicação Social

 

SETOR PASTORAL SOCIAL

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

O objetivo e as diretrizes gerais da CNBB inspiram o programa específico de atividades do Setor Pastoral Social. Esse programa visa colaborar com todas as demais dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à transformação sócio-econômica e cultural pela qual passa o povo brasileiro; atentas e atuantes para que essa transformação se realize com a participação solidária de todos, objetivando a libertação integral do homem e a construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus.

        O Setor Pastoral Social procurará evitar paralelismos entre evangelização, promoção humana e ação organizada para a transformação das estruturas; entre a pastoral em geral e as obras sociais em especial. O referencial supremo no qual vai buscar essa unidade é Cristo e o seu Evangelho, a cuja luz toda a análise da realidade, reflexão e ação serão efetuadas; verá também nas CEBs um exemplo dessa unidade entre fé e vida, oração e ação.

Como procedimento metodológico, tratará inicialmente de obter uma compreensão adequada e crítica da realidade de modo a permitir a formação de um julgamento ético sobre a situação e a formulação de linhas de ação. Seguindo esse procedimento, a CNBB tem elaborado, com significativa colaboração do Setor Pastoral Social, documentos e estudos tais como sobre o solo urbano e rural, a situação econômica, política e social, principalmente do Nordeste. Essa forma de procedimento tem a vantagem de deixar o discurso genérico e partir para o discernimento das situações e a orientação para ações concretas, à luz da fé. Outro aspecto positivo desse modo de elaborar e propor suas reflexões é que sua palavra passa a interessar amplos setores da população, pouco identificados com outros aspectos da vida da Igreja.

O Setor Pastoral Social procurará dinamizar e ampliar suas atividades através da criação de espaços para o encontro de pessoas e instituições interessadas em participar num processo de análise e reflexão global e continuada sobre o que se poderia chamar de "a sociedade que queremos". Além de se tratar de algo importante para a vida da Igreja e do País, isso viria responder a uma necessidade sentida por muitos entre os construtores da sociedade pluralista. Um desafio para o qual aqui se deve encontrar uma resposta é de como manter esse processo articulado com os movimentos populares e de como divulgar os resultados desta reflexão.

Incentivará ainda a formação de pessoas que revelam dons de liderança. Busca-se uma formação mais continuada, mais exigente, tanto em colocar questões teóricas como na atuação prática. Enfim, uma formação que siga um método progressivo e grupal. Grande parte dos líderes de boa formação cristã no campo social foram formados há 20 e mais anos, através da Ação Católica especializada. A criação de movimentos de formação cristã para o campo social, de acordo com o meio em que se encontram os jovens, parece uma urgente necessidade apostólica da Igreja no Brasil.

Muitas pessoas e recursos, da Igreja se encontram investidos nas obras sociais" da Igreja, das quais o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS) fez um levantamento nacional. É importante continuar explorando esse material com o intuito de introduzir um processo de renovação dessas obras, principalmente mediante uma maior participação de sua clientela e uma viva motivação dos agentes, a partir de Cristo e do seu Evangelho. Nesse campo há muito ainda por fazer, tendo em vista à falta de oportunidade de maior participação do povo, a mentalidade paternalista dos agentes e a desarticulação das obras sociais da pastoral em geral.

O Setor Pastoral Social atua através de vários organismos que fazem parte da sua estrutura, mas que têm vida e dinamismo próprios. Maior articulação entre esses organismos é importante. 9º Setor Pastoral Social quer ser um espaço onde' isso possa acontecer, bem como quer também abrir-se para articulações com outros organismos, com objetivos afins. Procurar-se-ão formas para colocar em prática esse objetivo e isso com criatividade e participação de todos esses organismos que já compõem o Setor Pastoral Social. Espera-se, com esse esforço, chegar a aperfeiçoar os métodos de trabalho de cada organismo, a promover ações verdadeiramente conjuntas e a elaborar um atualizado conceito de pastoral social que sirva de plataforma comum para a ação de todo o setor e da Igreja em geral.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Analisar a problemática nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os resultados dessa análise.

 

           Analisar e avaliar a pastoral da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação.

 

           Estudar e divulgar o ensino social da Igreja universal e também das Igrejas particulares, principalmente da América Latina, Estados Unidos e Canadá.

 

           Apoiar iniciativas de Pastoral Social da Igreja, em nível regional e diocesano.

 

           Apoiar grupos e movimentos de Pastoral Social, sobretudo de caráter popular e voltados para a defesa dos interesses das classes mais necessitadas.

 

           Oferecer uma formação social a agentes de pastoral, preferencialmente àqueles que estão a serviço das CEBs.

 

           Apoiar sistematicamente as pastorais de setores mais marginalizados da população: camponeses, peões, bóia-frias, marítimos e pescadores, mulher marginalizada, doentes, idosos, menores abandonados, encarcerados etc.

 

           Prestar assistência jurídica a pessoas enquadradas na Lei de Segurança Nacional, vítimas de violência policial, estrangeiros em situação irregular no País, bem como a casos exemplares de conflitos em áreas urbanas e rurais.

 

           Propiciar a possibilidade de uma análise e reflexão conjunta diante dos desafios e Interesses comuns que surgem no campo social, em particular nesta fase de transição política.

 

PROJETO

 

PROJETO-PE-6-1         ENCONTRO SOBRE PASTORAL SOCIAL

 

O projeto terá como finalidade discutir, esclarecer e aprofundar o conceito e a função da pastoral social dentro da pastoral orgânica da Igreja do Brasil.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro.

1985

outubro.

3 e 4

Linha 6:

Setor Pastoral Social com assessorias.

 

ORGANISMOS DA PASTORAL SOCIAL

 

COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ CJP/BR

 

Além de suas atividades permanentes, a CJP/BR propõe-se promover encontros e seminários que colaborem para a concretização dos pontos 1 a 3 das atividades permanentes da Pastoral Social.

 

Estão previstos os seguintes projetos:

 

PROJETO-PE-6-2         ENCONTRO SOBRE SUBSÍDIOS PARA A FUTURA CONSTITUIÇÃO (1985)

 

PROJETO-PE-6-3         SIMPÓSIO SOBRE SOLO URBANO (1986)

 

      PROJETO-PE-6-4   ENCONTRO SOBRE VIOLÊN-CIA (1986)

 

CÁRITAS BRASILEIRA

 

            PROJETO-PE-6-5         PROMOÇÃO DA

                        PASTORAL SOCIAL

        

Os projetos aqui apresentados procuram contemplar em suas estratégias a necessidade de se ter presente uma ação educadora dentro da pedagogia libertadora no trabalho com as comunidades e grupos sociais, sem esquecer a mobilização de um número maior de agentes.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Animação e articulação da Pastoral Social em nível regional e diocesano.

Biênio.

Linha 6:

Setor Pastoral Social Cáritas Brasileira.

Apoio aos movimentos e organizações populares e CEBs.

 

 

 

PROJETO-PE-6-6 FORMAÇÃO DE AGENTES DE PASTORAL SOCIAL

 

Este programa objetiva dar ao agente de Pastoral Social a consciência de uma autêntica mentalidade evangélica, capaz de comprometer-se no social por causa de sua fé.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Capacitação de agentes de Pastoral Social em nível regional e nacional.

Biênio.

Linha 6:

Setor Pastoral Social, Cáritas Brasileira.

 

Intercâmbio de experiências.

 

 

 

         PROJETO-PE-6-7  PROJETOS ALTERNATIVOS

                          E  EMERGÊNCIA

 

O objetivo deste programa é propiciar o testemunho integral e concreto de fraternidade e solidariedade cristã das comunidades entre elas e delas para com os movimentos populares. Igualmente preocupa, nesse testemunho, a conscientização dos direitos do homem na luta contra injustiças que recriam diariamente a pobreza. Esse testemunho será dado atendendo à maioria das situações de emergência através de mini-projetos alternativos de conteúdo educativo, no contexto da Caridade Libertadora e que transcendam o puramente assistencial. Nas demais situações de emergência, onde a premência não comporte um projeto, esta preocupação se converte em outro tipo de contrapartida da comunidade, com métodos que levem à reflexão e à participação comunitária, via mutirão, por exemplo.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Apoio a iniciativas comunitárias em situações de emergência

Biênio.

Linha 6:

Setor Pastoral Social, Cáritas Brasileira.

 

Atendimento a refugiados políticos em trânsito pelo Brasil

 

 

 

INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO (IBRADES)

 

PROJETO-PE-6-8         ANÁLISE DA REALIDADE BRA-SILEIRA À LUZ DA FÉ

 

            O projeto se propõe:

 

           a análise da realidade sócio-econômica e política brasileira, tanto do ponto de vista conjuntural quanto estrutural, à luz do ensino social da Igreja, mediante a elaboração e difusão periódica de estudos sobre aspectos concretos dessa realidade; o estudo e a discussão de problemas sócio-econômicos ou sócio-políticos de atualidade, mediante seminários de especialistas, sobretudo leigos; a organização de seminários ou fóruns abertos, para grupos específicos de leigos com poder decisório, a fim de estudar e debater problemas atuais e suas implicações éticas.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminários (3) para especialistas, lideranças religiosas e leigas sobre:

* O Problema do Menor

* Política Educacional e             Escola Católica

* Nova Ordem Internacional

1985.

Linha 6:

Setor Pastoral Social, IBRADES, Regionais, Organismos da CNBB, Assessores, Pesquisadores externos.

Seminários (2) para especialistas, lideranças religiosas e leigas.

1986.

 

 

PROJETO-PE-6-9         REFLEXÃO E ESTUDO INTERDISCIPLINAR SOBRE OS VALORES HUMANOS EM JOGO NA SOCIEDADE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

 

Reflexão e estudo interdisciplinar sobre os valores humanos (éticos-sociais) em jogo, na sociedade brasileira contemporânea, em particular em relação à família, e difusão dos resultados dessa reflexão e estudo.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Pesquisa sobre "Família e Valores: Permanência e Mudança".

Biênio.

Linha 6:

Setor Pastoral Social, IBRADES.

Seminário sobre o mesmo tema.

1985

1º semestre

Com a colaboração de : Instituições acadêmicas e de pesquisa.

Grupos interdisciplinares de reflexão sobre valores na esfera cultural e sócio-política.

Biênio.

Organismos provados e públicos.

Difusão dos resultados.

1986.

Assessores e pesquisadores externos.

 

PROJETO-PE-6-10 FORMAÇÃO DE AGENTES DE PASTORAL SOCIAL

 

Formação social de agentes de pastoral, mediante um curso anual de quatro meses no Rio e cursos de reciclagem.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Cursos de reciclagem (2) de 12 dias de duração para ex-alunos do IBRADES.

1985

1º e 2º semestre

Linha 6:

Setor Pastoral Social, IBRADES.

Curso de 4 meses no Rio de Janeiro.

1986

2º semestre

 

 

PROJETO-PE-6-11        FORMAÇÃO DE AGENTES DE PASTORAL SOCIAL E DE LIDERANÇAS LEIGAS

 

Formação social de agentes de pastoral, de lideranças leigas (movimentos. populares e de trabalhadores, organizações de jovens, sindicatos...) e também de outros "construtores da sociedade pluralista na América Latina", mediante cursos breves e seminários, no Rio e em outros Estados.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminários (10 por ano), de três a cinco dias de duração, em diversas regiões do País.

Biênio.

Linha 6:

Setor Pastoral Social, IBRADES, Cáritas Brasileira, MEB, Regionais da CNBB, Dioceses, Grupos locais, Assessores e professores externos.

 

   PROJETO-PE-6-12 ASSESSORIAS E ACOMPANHAMENTO

 

Assessorias e acompanhamento de grupos, movimentos ou organismos especializados: Associação Comercial, Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas do Brasil — ADCE, Movimentos de Educação Popular, Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM), mediante palestras, participação em encontros etc.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Contatos e diálogos freqüentes, Palestras e seminários, Assessoria técnica, Encontros (3 ou 4 por ano).

Biênio.

Linha 6: Setor Pastoral Social, IBRADES, Organismos da CNBB, Grupos locais, Assessores externos.

 

CENTRO DE ESTATÍSTICA RELIGIOSA E INVES-TIGAÇÕES SOCIAIS (CERIS)

 

O CERIS, organismo ligado à Linha 6, Setor de Pastoral Social, propõe-se, nos anos de 85 e 86, as seguintes atividades permanentes, que se operaciona lizam em dezenas de pequenos projetos planejados e executados conforme as circunstâncias o exigirem.

 

           Apoiar e assessorar iniciativas e experiências de trabalho social na área e periferia das cidades.

 

Atendimento à necessidade de colocar em comunicação, através do deslocamento de pessoas, grupos de base em diferentes estágios de desenvolvimento para melhor domínio e conhecimento das atividades a que se propõem e oferecimento aos grupos locais de meios de capacitação e formação de seus membros, através de encontros, trocas de experiências e estudos com assessoria técnica.

 

           Estimular atividades locais de promoção social através de um diálogo crítico com grupos de base.

 

A existência de um fundo de apoio a pequenos projetos não significa um simples repasse de dinheiro, mas buscar, através da ajuda financeira, o suscitar de uma vivência de solidariedade e participação de todos no encontro de soluções para problemas comuns,

 

           Analisar projetos de trabalho social encaminhados a organizações de ajuda externa, tendo em vista uma integração com as linhas de atuação da Igreja no Brasil.

 

Necessidade de oferecer, a quem recorre à ajuda externa, uma assessoria tanto técnica, na elaboração de seus projetos, quanto questionadora da soluça-o encontrada e para a qual se pede apoio não local e. portanto, externo.

 

           Realizar pesquisas integradas para grupos locais que buscam conhecer sua realidade.

 

Trata-se de assessoria de quem, com conhecimentos e praticas de pesquisas e levantamento de dados, propõe-se a oferecer um serviço não acadêmico mas participativo na área de conhecimento da realidade, fazendo da coleta de informações e do seu aproveitamento uma atividade de todos.

 

           Avaliar projetos realizados no campo social em nível diocesano.

 

Obras sociais, grupos locais e movimentos que atuam na área social, muitas vezes precisam de uma avaliação do caminho andado, dos objetivos procurados, alcançados ou não, dos meios e recursos colocados à sua disposição.

 

           Acompanhar projetos em curso no campo social, em nível diocesano.

 

Obras sociais, grupos locais e movimentos que atuam no campo social, muitas vezes necessitam de um acompanhamento e assessoria na busca de seus objetivos. Esta atividade dispõe-se a oferecer uma ajuda com pessoas qualificadas na ares técnica e de ciências humanas.

 

           Assessorar organizações católicas de ajuda na determinação e inventariação de critérios prioritários de apoio a projetos sociais, em conformidade com as linhas de ação da Igreja no Brasil.

 

Trata-se de um serviço tantas vezes já procurado pelas organizações de ajuda externa que, distantes dos problemas vividos pelo solicitante, premidos pelo aumento dos pedidos e limitação dos recursos disponíveis, precisam de uma escala de prioridade para as suas decisões.

 

Comissão Pastoral da Terra CPT:

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Unir esforços ao CIMI para que o serviço aos índios e aos trabalhadores, no que se refere ao problema da terra, seja mais atuante, trabalhando, juntas, as duas pastorais (CPT e CIMI) para que os camponeses não ocupem terras indígenas e seja reconhecido o direito à terra dos indígenas e dos trabalhadores rurais.

 

           Assessorar, nesta hora de mudanças políticas, os trabalhadores para que participem ativamente da vida política do País e sobretudo na preparação da Assembléia Constituinte.

 

           Acompanhar os trabalhadores rurais para conquistar um sindicalismo ativo e desatrelado do Ministério do Trabalho e os movimentos livres dos trabalhadores rurais pela conquista da terra, da cidadania, dos direitos trabalhistas.

 

Aprofundar, a partir da fé dos trabalhadores, a ligação entre fé e vida, a reflexão sobre Bíblia e terra.

 

           Lutar junto com os trabalhadores contra a violência no campo, e para que o problema do Nordeste seja assumido por toda a sociedade brasileira.

 

           Ajudar toda a comunidade da Igreja a entender o problema dos trabalhadores e assumi-lo.

 

PROJETO

 

  PROJETO-PE-6-13 ASSEMBLÉIA DOS 10 ANOS DA CPT

 

A CPT completa, em agosto de 1985, dez anos de vida a serviço dos trabalhadores rurais. Para celebrar essa data, será realizada uma assembléia que avaliará o trabalho da CPT, sobretudo no que se refere à Reforma Agrária, à conquista da terra por parte dos trabalhadores, à sua organização, ao anúncio do Evangelho entre os trabalhadores e pelos mesmos e à Teologia da terra.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Assembléia.

1985

agosto.

CPT

 

SETOR EDUCAÇÃO

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Toda ação evangelizadora, enquanto converte a consciência pessoal e coletiva das pessoas, sua atividade, seu meio concreto (cf. EN, 18), é educativa. A educação eclesial, no entanto, se concretiza, particularmente, seja na educação da fé, promovida de maneira sistemática na catequese, seja em outras formas de educação, que visam colaborar nas tarefas da promoção humana e cultural e são assumidas pela Igreja como servidora dos homens. Todos os cristãos são chamados a empregar seus esforços na tarefa de criar a nova educação (cf. Medellín, 4,11,2) exigida para a formação  do  homem  novo,  em  vista  da  nova  sociedade  (cf. Puebla 1308).

É nesta segunda forma de educação que se situa o Setor Educação. A ele cabe incentivar, assessorar e dinamizar a Pastoral da Educação, tendo presente posições que decorrem das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, da natureza da educação e dos apelos da realidade. Isto supõe a criação e/ou dinamização de organismos regionais e diocesanos de Coordenação da Pastoral da Educação. Esta tem um campo de abrangência muito grande. Considera tanto a educação escolar em todos os seus níveis e tipos de instituições, como a educação popular e a educação permanente, no que diz respeito tanto ao processo educativo como aos educadores.

Em estreita relação com os demais setores da CNBB, a Pastoral da Educação tentará criar condições para que, nas diversas situações e instituições de educação, se concretizem todas as dimensões da vi da eclesial. Neste sentido, deverão continuar recebendo especial atenção, no presente biênio, os destaques assumidos nas Diretrizes Gerais da Ação Pastoral e, mais especificamente: o acompanhamento da pastoral do educador leigo, o apoio à formação de assessores de pastoral de juventude, o desenvolvimento de uma pastoral vocacional nas instituições escolares, a reflexão sobre a dimensão pedagógico-educativa das CEBs, dos movimentos populares e associativos, a irradiação da pastoral das escolas para a pastoral da família, a inclusão da dimensão do trabalho no próprio processo educativo-escolar.

A Pastoral da Educação contribui para que o processo educativo, visando à promoção das pessoas — a pessoa toda e todas as pessoas —, seja, ao mesmo tempo, expressão de um compromisso real com a formação de "homens novos", evangelicamente críticos e criativos, com espírito fraterno e compromisso social, capazes de encontrar alternativas para uma nova sociedade (cf. Puebla 1308).

A atuação do Setor visa incentivar e favorecer uma educação libertadora-evangelizadora em todas as situações. Para isto, é necessário que a educação se realize a partir da análise - iluminada pela fé - do próprio fenômeno educativo, dentro do contexto sócio-político-econômico em que ele se processa e não a partir de uma visão idealista da educação que com promete muito pouco. É preciso ter presente o engodo que representa uma preocupação puramente técnico-pedagógica, desvinculada da dimensão sócio-política da educação.

A educação libertadora-evangelizadora desafia, a partir da realidade social e das exigências da fé, os conteúdos, as metodologias, as relações educativas, o educador e as instituições, exigindo a revisão de práticas educativas que, muitas vezes, favorecem as desigualdades sociais, a eliminação dos mais pobres, reforçando o individualismo, a competição, enfim, o próprio sistema injusto que se denuncia verbalmente.

A opção pelos pobres, ao mesmo tempo em que impulsiona para que se canalizem, de preferência, recursos e esforços na educação das classes populares, constitui a pedagogia evangélico-libertadora para todos os setores da sociedade. É a partir da causa dos pobres e de seu projeto histórico que deve ser constantemente repensado o processo educativo, tanto na educação formal como na educação não-formal.

A própria maneira de encaminhar e realizar a ação na Pastoral Educativa deve ser um constante "questionamento crítico e construtivo" do sistema educacional vigente (cf. Puebla, 440).

"Ser educador, hoje, constitui um verdadeiro desafio. Exige contínua disponibilidade e abertura às novas situações. Além do mais, quem se propõe a tarefa de educar deve educar-se também, continua mente, a si mesmo" (Mensagem do Santo Padre aos participantes do XI Congresso da AEC, 1983). Nesta perspectiva, impõe-se a criação de condições para a formação permanente do educador e a valorização dos movimentos e grupos de leigos educadores.

            Os dados da avaliação do 7º Plano dos Organismos Nacionais da CNBB e os obtidos nos contatos com os Regionais confrontados com as Orientações para a Ação, do mesmo plano, alertaram para desafios e problemas que geram múltiplas necessidades. Algumas já haviam sido detectadas em avaliações anteriores e outras novas foram-se manifestando. A urgência de dar respostas a essas necessidades exige uma atuação específica do Setor no próximo biênio. Essa atuação se expressa, especialmente, nas atividades permanentes abaixo previstas, que constituem estratégias de ação, visando possibilitar estímulo e assessoria a atividades e projetos de nível regional, facilitando ou reforçando a organização e atuação da Coordenação Regional do Setor, condição para que se efetive a Pastoral da Educação. Os projetos dizem respeito a duas situações específicas que requerem tratamento direto em nível nacional: a problemática da democratização do Ensino e da Pastoral da e na Universidade.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Manter ligação com a AEC, ABESC, MEB e outras entidades de Igreja, de cunho nacional, que atuem nó campo da educação, visando uma ação conjunta na dinamização da Pastoral da Educação.

 

           Promover a reflexão sobre a dimensão pastoral da educação e sobre a dimensão educativa de toda a pastoral, divulgando o Documento de Estudo da CNBB: "Para uma Pastoral da Educação" e assesso rando encontros regionais ou inter-regionais com uma proposta "de reflexão-ação" em torno do tema.

 

           Incentivar e assessorar a criação e/ou o fortalecimento de organismos de coordenação da Pastoral da Educação nos Secretariados Regionais da CNBB e favorecer o intercâmbio entre esses organismos.

 

           Incentivar a articulação de centros, movimentos, instituições e associações de educação católica, com a Pastoral Orgânica e com instituições similares de outras Igrejas e da sociedade civil.

 

           Estimular e colaborar na dinamização da Pastoral do Leigo Educador, sua formação cristã, seu comprometimento como agente da Pastoral da Educação, presença da Igreja nas instituições de ensino, sua organização em nível regional e nacional e sua articulação com o Conselho Nacional de Leigos.

 

           Desenvolver, com a AEC, um programa de assessoramento à transformação curricular, à revisão das estruturas de poder e econômica das escolas católicas e à busca de novas estruturas participativas a de novas formas de manutenção das mesmas, em vista da educação na e para a justiça (opção pelos pobres).

 

           Estimular e criar condições para que se efetue uma presença evangelizadora, através de educadores leigos e de escolas católicas no trabalho educativo das escolas mantidas pelos poderes públicos, na linha da reflexão, animação e disponibilidade de recursos.

 

           Promover iniciativas em vista da Pastoral da e na Universidade e colaborar com a ABESC para "desencadear um processo de reflexão e formação de agentes educativos e de revis5o da ação das IESCs, em ordem a um Projeto Educativo que encarne a missão evangelizadora à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil" (Conclusão do Seminário Nacional CNBB-ABESC).

 

           Incentivar e acompanhar iniciativas no campo da educação popular, especialmente formas alternativas de educação de crianças e jovens, e promover a articulação dessas iniciativas com a educação formal convencional, em nível de reflexão e de ação.

 

           Favorecer a avaliação das iniciativas de educação popular da Igreja, em especial do MEB, colaborando no processo avaliatório, sempre que solicitado.

 

           Refletir sobre o posicionamento a ser assumido diante do Movimento Nacional pela Escola Pública e Gratuita".

 

           Acompanhar criticamente a evolução das orientações governamentais sobre educação e das propostas para a nova Constituição, no que diz respeito à educação.

 

           Refletir sobre as possibilidades e limitações das novas tecnologias em educação, promovendo a formação de juízo e postura crítica frente às mesmas.

 

           Oferecer aos Regionais, particularmente através da AEC, condições para assessorar e dinamizar as Campanhas da CNBB, em especial a CF e:. as Promoções Vocacionais e Missionárias nas escolas e nos movimentos de educação.

 

           Promover atividades conjuntas com outros setores e dimensões da CNBB, em especial com a Catequese, a Juventude, os Leigos, a Família, a Comunicação Social e as Estruturas de Igreja.

 

           Entrosar-se com a CRB, sobretudo em aspectos relacionados com a educação.

 

           Manter contato e colaborar com organismos da educação em nível nacional e internacional, particularmente com a Sagrada Congregação para as Escolas Católicas e com o Departamento de Educação Católica do CELAM.

 

           Participar de encontros que interessem diretamente ao Setor.

 

PROJETO

 

             PROJETO-PE-6-14     IGREJA E

            DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO

 

O projeto iniciado no plano anterior mostrou a complexidade do problema, a diversidade de posicionamentos e tendências em relação à democratização do ensino, tanto na Igreja como na sociedade civil; a gravidade da problemática da Escola Católica, principalmente no que diz respeito às estruturas de poder e econômicas, sua importância como elemento evangelizador e presença institucionalizada da Igreja no campo da educação; a importância de a Igreja apoiar o esforço no sentido de tornar a Escola Publica, uma escola de muito boa qualidade, Já que ela é freqüentada pela grande maioria empobrecida. Há necessidade de encaminhamentos concretos em busca de alternativas para essas situações e impasses e de posicionamento claro da Igreja em relação à educação, especialmente à Escola Católica, em vista da nova Constituição.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Seminário com a assessoria do IBRADES.

1985

julho

29 a 31.

AEC.

Encontros com representantes de Entidades Mantenedoras de Escolas Católicas.

1985

2º semestre

1986

1º semestre

Linha 6:

Setor Educação, Participação da CRB

 

Participação em debates e oferecimento de subsídios sobre educação, em vista da nova Constituição.

Biênio.

 

 

PROJETO-PE-6-15        REFLEXÃO SOBRE OS RUMOS E PERSPECTIVAS DA PASTORAL UNIVERSITÁRIA

 

Considerando-se a situação atual da pastoral universitária, restrita ao compromisso evangelizador dos estudantes, percebe-se a necessidade de encaminhar uma reflexão no sentido de possibilitar que essa Pastoral recupere seu real alcance, atingindo não só estudantes, mas também docentes, funcionários das Escolas Superiores e, em geral, a evangelização global da Universidade.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontro de estudo com a participação de representantes da ABESC, da PU e de Grupos de Docentes Universitários Cristãos.

1985

2º semestre

Linha 6:

Setor Educação Pastoral Universitária

 

PROJETO-PE-6-16    REFLEXÃO SOB

PASTORAL  DA EDUCAÇÃO

 

Os desafios e as necessidades da Pastoral da Educação, decorrentes da complexidade da problemática que lhe concerne, tornam indispensável, para a caminhada desta pastoral. que se possibilite uma reflexão periódica, mais ampla, com a participação de representantes das diferentes áreas que constituem o Setor, para auxiliar no encaminhamento e na avaliação de sua ação.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Encontros da Equipe de Reflexão da Pastoral da Educação (EREPE).

1985

julho

dezembro

1986

abril

julho

novembro.

Linha 6:

Setor Educação

 

SETOR COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Como forma de realizar a dimensão profética e transformadora, o Setor de Comunicação Social está no Plano Pastoral para servir a todos os setores da ação da Igreja, quer no seu interior, quer no seu relacionamento com o mundo. Pois "a comunicação é ato criador de cultura, concebida como expressão dos valores essenciais e identificadores do povo, os quais deverão ser base e centro de sua realização em busca também de uma Nova Ordem - (Nova Ordem Mundial de Informação e Comunicação - NOMIC, Brasil, 1982).

 

No esforço de contribuir para a realização do Objetivo Geral da Igreja no Brasil, o Setor Comunicação Social procura fazer com que, tanto os comunicadores como os usuários, tenham consciência da realidade e da sua responsabilidade diante da mesma. Dessa maneira, intenta provocar transformações, visando à libertação integral do homem e da sociedade.

 

Porém, isto só será possível mediante uma Pastoral da Comunicação, que se realiza em três momentos:

 

           através dos meios de comunicação, buscando expressar-se com linguagem do veículo, da área e do receptor, sendo voz dos que não têm voz e abrindo espaço aos que não a têm;

 

           nos meios de comunicação, levando a Igreja a ser uma presença evangelizadora entre os profissionais, procurando conseguir "uma ordem mais hu mana e mais justa na Comunicação" (NOMIC, 1982);

 

           diante dos meios de comunicação, promovendo a formação do povo para que tenha uma atitude crítica em face do impacto das mensagens ideológicas, culturais e publicitárias. Neste sentido, é de importância continuar       apoiando e      assessorando grupos especializados que atuam junto a escolas, oferecendo elementos que facilitem o trabalho de formação da consciência crítica dos alunos.

 

Puebla nos diz que a "evangelização não pode prescindir, hoje em dia, dos meios de comunicação social" (1064). De fato, a evangelização é comunicação (cf. 1063). São inúmeros os espaços de que a Igreja dispõe nesses meios. Uma Pastoral adequada capacitará seus agentes a usar esses espaços com a técnica e a linguagem próprias de cada veículo.

 

Por isso, é preciso retomar as propostas pastorais de Puebla: "Urge que a hierarquia e os agentes pastorais em geral conheçam, compreendam e experimentem mais a fundo o fenômeno da Comunicação Social a fim de que se adaptem as respostas pastorais a esta nova realidade e se integre a Comunicação na Pastoral de Conjunto" (1083). Como também, a afirmativa de que a tarefa da formação no campo da Comunicação é tarefa prioritária, quer para os aspirantes à vida sacerdotal ou religiosa, que devem ter programas específicos em seus estudos, quer para os sacerdotes, religiosos, religiosas e agentes de pastoral que devem ter programas de formação per manente (cf. 1085).

 

A comunicação leva a liturgia a ser momento privilegiado da comunhão e participação para uma libertação integral. É importante que a Missa e outras celebrações de rádio e TV sejam momentos fortes, geradores dessa comunhão participativa.

 

A comunicação grupal e popular já é bastante vivida pela Igreja no Brasil. Importa tomar consciência do seu valor e da necessidade de integrá-la no conjunto da Pastoral da Comunicação.

 

Um passo importante a ser dado é, sem dúvida, a constituição e dinamização de Equipes Regionais de Comunicação, marcando presença de Igreja nos meios de comunicação locais. Para que esta presença seja adequada, os agentes de Pastoral precisam conhecer a importância do uso dos meios de comunicação na evangelização hoje e convencer-se da necessidade de se capacitarem para transmitir a mensagem dentro da linguagem própria de cada instrumento.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

           Promover a organização e/ou animação dos Setores Regionais, com a finalidade de integrar sempre mais a Comunicação na Pastoral de Conjunto, coordenando as atividades nos vários níveis, e possibilitando maiores resultados das iniciativas programadas.

 

           Fortalecer e estimular no cumprimento de seus objetivos as Entidades de Comunicação (UCBC União Cristã Brasileira de Comunicação; UNDA, Federação de Emissoras Católicas; OCIC/BR, Organização Católica Internacional de Cinema e outras) e sua função na irradiação do pensamento e da ação da Igreja.

 

           Estimular a conquista e o aproveitamento de espaços nos Meios de Comunicação, para uma comunicação verdadeiramente libertadora, avaliando constantemente as produções religiosas católicas, numa visão crítica dos conteúdos veiculados.

 

           Estudar meios para a retomada, divulgação e aplicação da Instrução Pastoral "Communio et Progressio" e dos recentes Documentos sobre comunicação, da Igreja no Brasil e na América Latina.

 

           Permanecer em contato com associações de pesquisa, centros, agremiações e sindicatos ligados à Comunicação, para um mútuo intercâmbio de informações e experiências, engajando-os na ação libertadora e evangelizadora da Igreja no Brasil.

 

           Manter correspondência ativa com os Regionais e as Instituições de comunicação (UCBC, UNDA, OCIC, UCLAP, DECOS e outras afins) no Brasil e no Exterior.

 

           Preparar subsídios para o Dia Mundial da Comunicação, da Paz, bem como para as Campanhas da Fraternidade, das Vocações, da Bíblia e das Missões.

 

           Incentivar, através de contatos freqüentes, os Meios de Comunicação para a divulgação dos momentos fortes da atuação pastoral da Igreja no Brasil, como a Campanha da Fraternidade, Dia Mundial das Comunicações, da Paz, Mês das Vocações, da Bíblia, das Missões e outras, com o envio de subsídios adequados (artigos, filmes, discos).

 

           Estimular a divulgação, em linguagem popular, dos documentos da Igreja, em boletins, revistas, jornais, programas de rádio e de televisão.

 

           Conferir o prêmio "Margarida de Prata" ao melhor filme brasileiro do ano. Encaminhar o estudo e a viabilidade de outorgar prêmios semelhantes nas demais áreas de comunicação (teatro, rádio, televisão, imprensa, literatura e outros).

 

           Apoiar a organização de leigos-comunicadores, incentivando sua formação permanente, seu engajamento como agentes de transformação da sociedade, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil.

 

           Continuar promovendo a formação da consciência crítica diante dos Meios de Comunicação Social, em todos os níveis, visando a superação da sociedade consumista.

 

           Promover gradativamente, na comunidade eclesial, a consciência da realidade e importância das novas tecnologias e sua implicação na Pastoral da Igreja.

 

           Realizar reuniões trimestrais com a Equipe de Reflexão para um acompanhamento sistemático das atividades e projetos do Setor, e motivar os Regionais para que também constituam suas equipes, em nível regional na área da Comunicação.

 

           Levar adiante as reuniões semestrais das Editoras Católicas e acompanhar a aplicação das resoluções que eventualmente forem nelas tomadas.

 

           Participar de encontros regionais, nacionais e internacionais promovidos por entidades afins e que tenham relacionamento com o Setor de Comunicação.

 

PROJETOS

 

PROJETO-PE-6-17        PRESENÇA JUNTO ÀS ESCOLAS DE COMUNICAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR CATÓLICO (IESCs)

 

A carência de comunicadores comprometidos com a transformação da realidade, numa visão eclesial e a exigência das próprias escolas de Comunicação, que gostariam de ter um posicionamento pastoral mais claro de seu papel, exigem que se leve as Faculdades Católicas de Comunicação a questionar sua identidade e seu papel na formação de agentes de pastoral e de lideranças no campo da Comunicação.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Contatos com a ABESC e UCBC para um trabalho em conjunto.

1985

2º semestre

Linha 6:

Setor Comunicação Social.

 

Pesquisa para conhecer a realidade das Escolas de Comunicação.

1986

1º semestre

 

Realização de um Encontro com os Diretores.

Possível elaboração de diretrizes comuns.

 

1986

2º semestre

 

 

            PROJETO-PE-6- 18       ENCONTRO NACIONAL COM OS RESPONSÁVEIS REGIONAIS DOS MCS

 

O papel que a Comunicação tem na informação e difusão da ação pastoral da Igreja hoje e a necessidade, sempre de novo expressa, de os Regionais se sentirem entrosados e unidos ao Nacional, aconselham o fortalecimento dos Regionais através de incentivo mútuo e elaboração de pistas comuns de trabalho, respeitadas as características locais.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Pesquisa para levantar realidade.

1985

2º semestre

Linha 6:

Setor Comunicação Social.

Envio de pistas de reflexão sobre os objetivos e coleta das respostas.

 

 

Realização do Encontro.

1985

outubro 31 a 3 de novembro.

 

Acompanhamento e avaliação da aplicação das conclusões.

1986.

 

 

PROJETO-PE-6-19        FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS NA ÁREA DA COMUNICAÇÃO

 

O poder da Comunicação no processo de transformação da sociedade é fundamental. A formação de comunicadores engajados conscientemente na Pastoral da Comunicação é ação prioritária da Igreja, sugerida por Puebla (cf. 1085).

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Elaboração de um instrumento de trabalho e envio a comunicadores e Instituições de Comunicação para estudo, análise e complementação.

1985.

Linha 6:

Setor Comunicação Social.

Publicação e divulgação do texto definitivo. 

1986

1º semestre

 

 

 

PROJETO-PE-6-20        CURSO PARA PROFESSORES DE COMUNICAÇÃO NOS SEMINÁRIOS E INSTITUTOS DE FORMAÇÃO

 

Em muitos Seminários não se observa a norma conciliar, solicitada também em Puebla, por falta de pessoas capacitadas. A necessidade de inserir a Comunicação no currículo teológico e a importância da Comunicação na Pastoral de Conjunto urge a preparação de elementos capacitados para aplicar o programa elaborado na etapa anterior (83/84).

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Levantamento de candidatos.

1985

1º semestre

Linha 6:

Setor Comunicação Social com a colaboração da Linha 1: Setor Vocações e Ministérios - OSIB.

Realização do Curso.

1985

outubro

16 a 22.

 

Acompanhamento para a atualização constante de bibliografia.

Biênio.

 

Avaliação, no final do Biênio, com professores e reitores.

1986

2º semestre

 

 

PROJETO-PE-6-21        REALIZAÇÃO DO 5º ENCONTRO NACIONAL DE LITURGIA DE RÁDIO E TELEVISÃO: ASSEMBLÉIA ELETRÔNICA, COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO

 

A necessidade de dar continuação aos Encontros anteriores, de estudar o fato das missas de Rádio e Televisão e analisar até que ponto esse "fato" cria novas Assembléias Litúrgicas e interfere na pastoral orgânica, o estudo das possibilidades de outras Assembléias Eletrônicas que não sejam missa, justificam este Encontro.

 

SISTEMÁTICA

PRAZO

RESPONSÁVEL

Realização de um Seminário em preparação ao tema.

1985.

Linha 6:

Setor Comunicação Social, Linha 4.

Estudo, análise e complementação por peritos.

1985

fevereiro

4 a 7.

 

Elaboração de um instrumento de trabalho.

1985

1º semestre