CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL - BRASÍLIA - DF

 

7º PLANO BIENAL DOS ORGANISMOS NACIONAIS

 

1983/1984

 

 

INTRODUÇÃO

 

1.            O 7º Plano Bienal dos Organismos Nacionais (1983-1984) situa-se no processo de planejamento iniciado em 1962 com o Plano de Emergência. Este processo vem se aperfeiçoando e vem se estendendo aos vários níveis eclesiais e revelando-se instrumento qualificado e fecundo da ação Pastoral no Brasil.

 

2.            Este Plano inspira-se nas Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil (Documentos da CNBB, 28). Tem como fundamento o Objetivo Geral, aprovado na 21ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil:

 

  Evangelizar

 

  o povo brasileiro em processo de transformação sócio-econômica e cultural,

 

  a partir da verdade sobre Jesus Cristo, a Igreja e o homem,

 

  à luz da opção preferencial pelos pobres,

 

  pela libertação integral do homem,

 

  numa crescente participação e comunhão,

 

  visando à construção de uma sociedade mais justa e fraterna,

 

  anunciando assim o Reino definitivo.

 

Ao mesmo tempo que programa as atividades dos Organismos Nacionais, o plano oferece elementos dinamizadores para os demais níveis eclesiais. Seu quadro de referência é o conjunto das seis linhas ou dimensões da ação Pastoral, que são, em sua totalidade e integração recíproca, o elemento constitutivo da vida cristã pessoal e comunitária:

 

  Linha 1 - Dimensão comunitária e participativa,

 

  Linha 2 - Dimensão missionária,

 

  Linha 3 - Dimensão catequética,

 

  Linha 4 - Dimensão litúrgica,

 

  Linha 5 - Dimensão ecumênica e de diálogo religioso,

 

  Linha 6 - Dimensão profética e transformadora.

 

Essas linhas ou dimensões se concretizam em realidades humanas, históricas e bem definidas, que constituem as situações pastorais. Conforme indicação da 21ª Assembleia, o plano apresenta ainda alguns destaques que devem ocupar a atenção da Igreja no quadriênio: Jovens. CEBs, Vocações e Ministérios, Famílias, Leigos e Mundo do Trabalho.

 

3.            O 7° Plano Bienal leva em conta os dados da avaliações da caminhada da Igreja no Brasil, em especial do 6° Plano Bienal, e tem como primeira característica o fato de ser fruto de um processo de planejamento que propôs viabilizar ampla participação em preparar, executar e avaliar a ação Pastoral. Este processo representa a concretização de anseios das bases regionais e diocesanas e possibilita a ação Pastoral ser coerente com o espírito de comunhão e co-responsabilidade. O nível nacional, embora mantendo sua indentidade e atuação especificas, não opera isolado dos Regionais, mas procura estar a serviço de sua necessidades pastorais.

 

4.            Uma segunda característica desse Plano é sua composição em nove programas, assim distribuídos:

 

           programas 1 a 6, correspondentes às seis linhas ou dimensões, com atividades específicas de cada dimensão em favor do conjunto da ação Pastoral;

 

           o programa 7 completa algumas situações pastorais julgadas urgentes, a partir de critérios determinados;

 

           o programa 8 refere-se aos destaques indicados pelos Bispos na Assembléia de abril de 1983;

 

           o programa 9 diz respeito a todas as atividades da Coordenação Nacional e Serviços Especiais da Presidência, Secretário Geral e Comissão Episcopal de Pastoral.

 

5.            A terceira característica, aquela que mais importa destacar no momento, é a integração das seis linhas nos projetos comuns. O espírito que anima esse Plano nos leva a perceber a organicidade e integração que entre as diversas linhas ou dimensões, de tal sorte que não tem sentido uma ação Pastoral não interpenetrada por todas as dimensões. Nem é possível pensar uma dimensão que não se complemente com aquilo que é específico de todas e de cada uma das outras. Isto se torna evidente em relação às situações pastorais (Programa 7) e aos destaques (Programa 8). São um campo de ação comum a todas as linhas ou dimensões, pois, somente ganharão sentido se, em cada qual, se realizarem todas as dimensões simultaneamente. Embora, por motivos práticos, a condução das atividades seja confiada a uma outra linha (ou Organismo), deve haver uma colaboração sistemática e coordenada de todas as linhas.

 

6.            Enfim, uma última característica do 7° Plano Bienal é que ele dá maior destaque às atividades permanentes, situando melhor os projetos como momentos fortes, bem definidos e delimitados no tempo e no espaço, com sistemática determinada.

 

7.            O acompanhamento e a avaliação normais do Plano se darão, em nível nacional, nas reuniões mensais da Comissão Episcopal de Pastoral (CEP) e nas reuniões do Grupo de Assessores. Haverá também momentos especiais de avaliação: de modo parcial, em fins de 1983 e, global, em fins de 1984. Dentro do processo participativo, a avaliação deverá também fazer-se nos níveis de Igreja atingidos por este Plano e seus resultados deverão ser canalizados ao nível nacional para orientar a elaboração do próximo Plano Bienal.

 

Brasília, 29 de setembro de 1983

Luciano Mendes de Almeida

Secretário Geral da CNBB

 

 

PROGRAMA - 1

 

   LINHA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E           PARTICIPATIVA

 

 

"É o Espírito que convoca e reúne seu povo para viver em comunidade, conforme o carisma e missão que a cada um são concedidos, segundo o dom de Deus" (Diredrizes Gerais, 82).

 

Pela dimensão comunitária e participativa, essencial para a vida de fé, a Igreja no Brasil pretende valorizar todas as vocações, carisma e ministério do Povo de Deus; criar condições para que tais vocações sejam vividas em crescente comunhão e fazer com que suas estruturas possibilitem plena participação de todos para atingir aquela unidade que é gérmem do Reino e sinal para que o mundo creia.

 

Nessa dimensão incluem-se três setores:

 

1.            Vocação e ministério

 

2.            Leigos

 

3.            Estruturas de Igreja

 

 

   1.         SETOR VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

       1.1 VOCAÇÕES E MINISTÉRIOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Numa Igreja toda ministerial, todos chamados a assumir algum serviço ou ministério, por fidelidade a Cristo, ao homem e à História. Por isso, cabe à comunidade cristã a tarefa de se responsabilizar pela promoção e amadurecimento de todas as vocações.

Entre estas, diante de multidões de "ovelhas sem pastor" marginalizadas da fé e da vida as vocações ao ministério presbiteral adquirem particular relevância. Conseqüentemente, as casas de formação e seminários têm a ingente tarefa de preparar os futuros padres inseridos na vida da Igreja e sensíveis às necessidades do povo.

Também o ministério diaconal começa a se fazer presente e necessário, como aquele sinal sensível e específico do Cristo Servo, para que toda a comunidade se torne cada vez mais servidora de Cristo nos pobres.

O Espírito tem suscitado entre nós diversos ministério confiados aos leigos que, diligentemente preparados, serão capazes de rejuvenescer e reforçar o dinamismo evangelizador da Igreja.

Lança-se, enfim, à Igreja, o desafio de valorizar a vocação específica à vida consagrada, em suas diversas formas, como manifestação profética e carismática do Reino, fazendo com que os consagrados se sintam chamados a assumir, segundo seus carismas, postos de vanguarda evangelizadora nas "situações de fronteira", em favor de todos os homens, preferencialmente dos mais necessitados.

Assim, a participação de todas as vocações, carismas e ministérios na mesma missão de evangelizar fará crescer a unidade da Igreja, fermento de comunhão para a sociedade.

 

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Incentivar e aprofundar a compreensão da vocação cristã como dimensão a ser vivenciada nas várias vocações específicas.

 

  Aprofundar o sentido e acompanhar a práxis dos ministérios exercidos pelos leigos, como instrumentos de rejuvenescimento do dinamismo evangelizador da Igreja.

 

  Acompanhar regularmente a Comissão Nacional do Clero (CNC), apoiando sua tarefa de proporcionar elementos para uma vivência de maior participação e comunhão a todos os que vivem a vocação presbiterial.

 

  Acompanhar a Comissão Nacional de Diáconos (CND), apoiando sua tarefa de animar a vocação ao ministério diaconal, sobretudo como animador de comunidades e responsável pela Pastoral de áreas específicas.

 

  Colaborar com a CRB e com a CNIS, no âmbito das respectivas conferências, para que a vida consagrada assuma na Igreja a sua vocação específica, como manifestação profética e carismática do Reino. Para isto, que as respectivas conferências, em sintonia com a CNBB, desenvolvam uma programação adequada, procurando animar e dinamizar a vida consagrada e coordenar as atividades que contribuem para tanto. Destaquem-se as iniciativas da CRB junto aos religiosos que se dedicam à Pastoral da Saúde e com as religiosas de vida contemplativa.

 

  Criar condições para a capacitação adequada dos formadores dos futuros presbíteros, apoiando os cursos para formadores de seminários nos Regionais.

 

  Acompanhar os estudos em torno do anteprojeto das Diretrizes Básicas da Formação Sacerdotal no Brasil.

 

  Implementar, juntamente com a OSIB, o Encontro de Formadores de Seminários, a atualização do Catálogo dos Seminários e do Cadastro de Professores dos Institutos de Filosofia e de Teologia do Brasil.

 

  Acompanhar e analisar as atividades dos Regionais no campo da promoção e formação vocacional, promovendo o intercâmbio de subsídios e informações, especialmente em preparação aos momentos intensivos de Pastoral Vocacional.

 

  Desenvolver, sobretudo nas comunidades e grupos jovens, o serviço de Pastoral Vocacional específica para o presbiterato diocesano.

 

  Promover mais intensamente as vocações presbiterais e de vida consagrada no meio urbano, entre operários, universitários e profissionais liberais.

 

  Promover uma Pastoral Vocacional em dimensão universal, procurando suscitar vocações missionárias nas comunidades.

 

  Manter fraterno relacionamento com o setor de Vocações e Ministérios do CELAM, bem como com o de outras conferências episcopais, colaborando com suas solicitações e participando de possíveis encontros internacionais.

 

   PROJETOS

 

   1.         CURRÍCULO DE FILOSOFIA E TEOLOGIA PARA OS SEMINÁRIOS MAIORES

 

Faz parte do anteprojeto das novas Diretrizes Básicas da Formação Sacerdotal no Brasil, em estudo, a parte relativa ao currículo de Filosofia e Teologia, que deverá ser encaminhado proximamente para a aprovação da Assembléia Geral dos Bispos ou do Conselho Permanente.

 

 

PROJETO:          1.1.1

Sistemática:       Reunião com a diretoria da OSIB.

   Estudo de texto provisório sobre currículo.

   Encontros de Reitores de Institutos de Filosofia e Teologia.

   Elaboração da proposta de texto do currículo.

Responsável:     Linha 1: Setor Vocações e Ministérios, OSIB

Prazo:    1983, 2º semestre

 

 

   2. SITUAÇÃO E VIDA DOS SEMINARISTAS MAIORES DO BRASIL

 

A ampla pesquisa sociográfica entre os seminaristas maiores do Brasil proporcionará dados novos sobre sua situação e vida, principalmente no que se refere às suas origens, às suas aspirações e à sua formação para uma Igreja que caminha em um mundo em profundas transformações. Com este projeto pretende-se aprofundar os estudos em torno dessa pesquisa e divulgá-los por todo o Brasil. Espera-se, com isso, um aperfeiçoamento na Pastoral Vocacional e na formação dos futuros presbíteros.

 

PROJETO:          1.1.2

Sistemática:       Publicação da pesquisa sociográfica: Situação e vida dos seminaristas maiores do Brasil e dos estudos afins, ora em curso.

   Encontro Nacional de Formadores de Seminários Maiores do Brasil.

Responsável:     Linha 1: Setor Vocações e Ministérios, OSIB

Prazo:    1983, 2° semestre

   1984, 2° semestre

 

1.2          PRESBÍTEROS

 

A programação Pastoral dos Presbíteros será assumida pela Comissão Nacional do Clero.

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A Comissão Nacional do Clero, órgão subsidiário da CNBB, há de sempre considerar tarefa sua a animação constante da vida e ministério do presbítero, buscando servir, progressivamente, os presbíteros da Igreja do Brasil em comunhão com o episcopado.

 

O trabalho de animação realiza-se no esforço conjunto de proporcionar elementos para uma vivência de maior participação e comunhão em seus presbitérios, em nível regional e nacional.

 

Sinal de unidade, a Comissão Nacional do Clero deve fortalecer as Comissões Regionais do Clero, guardando deste modo a fidelidade às bases.

 

Interessa à CNC encontrar caminhos próprios, inclusive de sua sustentação econômica, a fim de que tenha condições de promover os seus objetivos e ser uma voz organizada do clero.

 

A CNC estará atenta a todas as iniciativas no campo da Pastoral Vocacional, sobretudo no que se refere à formação de presbíteros para a Igreja de hoje.

 

A CNC, existindo para e em função dos irmãos presbíteros, procurará promover o intercâmbio de experiências e subsídios, bem como o aprofundamento de documentos sobre a vida e ministério do presbítero.

 

A CNC deseja intensamente chegar às bases e ajudar a esclarecer mais o lugar e papel do presbítero, extremamente relevantes. Mas não só, a CNC se propõe uma meta maior, em nível regional e nacional, conduzindo sua caminhada até uma esperada e necessária Assembléia Nacional de Presbíteros.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Assessorar a CEP em assuntos ligados à vida e ministério do presbítero, bem como participar, em nível de CNBB, de todos os encontros abertos à CNC.

 

  Estabelecer o contato permanente entre as Comissões Regionais do Clero (CRCs) e a CNC, pelos encontros, em diferentes níveis, e relatórios das atividades programadas.

 

  Realizar duas vezes ao ano encontros com os membros da CNC, empenhando-se pela presença e participação de todos, levando às bases a reflexão desenvolvida por ocasião desses encontros, desejando ser um instrumento de comunicação de experiências e subsídios de cada Regional.

 

  Acompanhar e apoiar, por meio das CRCs, os presbíteros em circunstâncias especiais de seu exercício Pastoral.

 

  Possibilitar uma permanente formação e atualização do clero, através de cursos, seminários, retiros e encontros especializados.

 

  Agilizar projetos que tenham em vista a melhoria de condições de vida humana do presbítero e incentivar, por todos os meios, a valorização pessoal do presbítero, projetando sempre uma imagem positiva da sua vida e de sua missão.

 

  Contribuir para uma eventual reestruturação dos Conselhos Presbiterais Diocesanos (CPDs), de modo a serem lugar privilegiado de participação e comunhão de todos e espaço para análise de seus problemas, além de respostas às suas legítimas aspirações.

 

  Fundamentar a unidade presbiteral numa espiritualidade que se alimente constantemente da Palavra de Deus e da Eucaristia e estimular a formação de grupos de presbíteros, comprometidos com sua realização humana e sacerdotal, em nível pessoal e comunitário.

 

  Realizar encontros, especialmente destinados aos padres jovens, tendo em vista uma plena integração no seio de sua Igreja particular.

 

  Despertar no clero, em decorrência da co-responsabilidade com o futuro da Igreja, o interesse pela formação integral do futuro presbítero, como também prestar atenção à realidade daqueles que deixaram o ministério.

 

         PROJETO

 

        ENCONTROS DA COMISSÃO NACIONAL DO CLERO

 

Após a caminhada desencadeada pelo Documento da CNBB, nº 20, Vida e ministério do presbítero, aparece como relevante a necessidade de a Comissão Nacional do Clero continuar a reflexão, ali iniciada, e buscar caminhos próprios e concretos para o fortalecimento dos presbitérios em suas Igrejas. Assim sendo, estaremos propiciando aos nossos presbítero: maior realização pessoal em sua vocação, maior participação e comunhão em seus presbitérios e um esforço comum de assumir em unidade a missão da Igreja.

 

PROJETO:          1.1.3

 

SISTEMÁTICA:   Encontro dos membros da CNC, durante as Assembléias dos Bispos, em Itaici Acompanhamento da realização dos Encontros Regionais, promovidos pelas CRCs Encontros  anuais,  promovidos pela CNC, com a participação de outros presbíteros, para a coleta das reflexões das CRCs, avaliação, divulgação das conclusões e elaboração das atividades anuais da CNC.

 

RESPONSÁVEL: Linha 1:

   Setor Vocações e Ministérios,

   CNC

   CRCs

 

PRAZO:   1983

   1984

 

         2. SETOR LEIGOS

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Na realidade concreta de hoje, uma Pastoral dos Leigos preocupada com o engajamento do dinamismo da fé dos cristãos na transformação de uma sociedade cada vez mais injusta, desumana e opressiva, não pode se limitar à sensibilização das consciências para com as exigências evangélicas do Reino de Deus, a realizar-se em Cristo.

 

Parece evidente que esta mentalização ou evangelização colocará os cristãos em posição de desacordo e de recusa em relação à sociedade, mas sem que por isso se empenhem na transformação de um mundo que se apresenta cada dia mais complexo e estruturado e diante do qual o indivíduo se encontra desarmado.

 

Um questionamento se coloca em relação a essa Pastoral: a transformação do mundo e da sociedade construídos como estruturas ou instituições articuladas entre si  mesmas e como subsistemas de um sistema global, não pede uma Pastoral dos Leigos concebida, ela também, de modo estrutural? Transformar um mundo estruturado não pede certo tipo de ação de grupos cristãos nas diversas instituições que operam na sociedade?

 

Não basta denunciar por conta própria, ou ao lado da hierarquia, que já o está fazendo, os mecanismos do sistema vigente ou elaborar modelos alternativos, se cada um, na sua vida profissional, continua sua prática sem revisá-la nem modificá-la. Procedendo assim, ele está perpetuando e até reforçando um sistema social, político e econômico que denuncia em palavras.

 

Em todas as organizações e instituições do Brasil atual não faltam cristãos: mas estes, cristãos praticantes e, às vezes, membros de grupos que os despertam para a crítica social, continuam "ganhando a sua vida" sem pensar onde exercem sua atividade, sem abrir brechas nos mecanismos criadores da injustiça e da opressão.

 

Não será preciso descobrir estes cristãos e encaminhá-los para a revisão de sua vida numa autocrítica lúcida de suas próprias práticas, que de fato favorecem a desigualdade, a eliminação dos mais pobres e a dominação dos mais desamparados?

 

Esta ação evangelizadora a desenvolver supõe que os leigos, já conscientes e organizados, se encontrem também regularmente não só como movimentos, mas como organismo que deve ser seu lugar de diálogo e de reflexão: o Conselho Nacional dos Leigos.

 

Ela supõe também que se ofereça aos leigos os meios de assegurar sua formação social, econômica, política e, evidentemente, sua formação doutrinal. Sem esta formação doutrinal, corolário de uma conversão pessoal, a ação evangelizadora correria o risco de reduzir-se a mero ativismo sócio-político.

 

A formação a dar, a partir da vida e da ação, deverá, na medida do possível, contemplar as dimensões sa ação Pastoral explicitadas nas Diretrizes Gerais.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Estudar junto com os leigos as Diretrizes Gerais propostas para o quadriênio a fim de que suas atividades sejam orientadas em conformidade com o objetivo geral e as dimensões da ação Pastoral.

 

  Estudar as possibilidades e modalidades de participa ção dos leigos nos organismos intra-eclesiais e na Pastoral Orgânica em seus níveis regional, diocesano e paroquial.

 

  Ajudar o Conselho Nacional dos Leigos a se estruturar para que se transforme num órgão capaz de assumir as iniciativas e responsabilidades próprias da missão do leigo.

 

  Colaborar com os leigos no aprofundamento da compreensão e vivência de sua vocação específica.

 

  Estudar com eles as modalidades de uma participação mais ativa, permanente e efetiva na Comissão Nacional de Pastoral.

 

  Continuar os esforços empreendidos para que os leigos se organizem nos níveis regional e diocesano e estejam presentes nas instâncias pastorais correspondentes.

 

  Manter presença, de acordo com os movimentos, em reuniões nacionais deliberativas, tais como Assembléias e Conselhos.

 

   PROJETOS

 

   1.         REUNIÃO DAS EQUIPES NACIONAIS DOS

    MOVIMENTOS LEIGOS

 

O estudo em comum das Diretrizes Gerais deve permitir o aprofundamento da vocação eclesial do leigo e sua missão específica, assim como a conciliação de sua justa autonomia no seu campo específico com a necessidade de seu compromisso com a Pastoral Orgânica.

 

PROJETO:          1.2.4

Sistemática:       Apresentação do Objetivo Geral e das Diretrizes Situação dos movimentos Decisões

Responsável:     Linha 1: Setor Leigos, CNL

Prazo:    1983, 2° semestre

 

   2.         CURSOS DE FORMAÇÃO DE LEIGOS

 

O objetivo destes cursos (5), que se realizarão por regiões, é estimular e apoiar os leigos para que tomem consciência da dimensão evangelizadora das funções temporais e das tarefas que a realidade do País impõe à sua responsabilidade cristã.

 

PROJETO:          1.2.5

Cursos:   Cursos por regiões:

   Centro

   Sul

   Centro-Oeste

   Nordeste

   Norte

Sistemática:       Reuniões de leigos engajados em busca de sua identidade de cristãos no temporal e dispostos a caminhar como laicato organizado

Responsável:     Linha 1: Setor Leigos, CNL, Regionais da CNBB

Prazo:    1983, 2° semestre

   1984

 

   3.         LEVANTAMENTO DOS MOVIMENTOS LEIGOS

 

Faz-se necessário um conhecimento real da situação dos movimentos leigos, tanto do ponto de vista quantitativo (número de membros) quanto qualitativo (realidade da ação evangelizadora que exercem).

 

PROJETO:          1.2.6

Sistemática:       Levantamento por meio de questionário preparado em colaboração com o CNL e CERIS

Responsável:     Linha 1: Setor Leigos, CERIS

Prazo:    1984

 

   4.         ENCONTRO DE ASSESSORES DOS MOVIMENTOS

 

É necessária uma reflexão sobre o papel dos assessores como educadores da fé e animadores da ação evangelizadora dos movimentos.

 

PROJETO:          1.2.7

Sistemática:       Reunião para:

            Colocação em comum das experiências

            Estudo dos textos conciliares e pós-conciliares que lhes dizem respeito

            Confronto e conclusões

Responsável:     Linha 1: Setor Leigos

Prazo:    1984

 

 

3. SETOR ESTRUTURAS DE IGREJA

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A preocupação deste setor é, sem absolutizá-la, fortalecer as estruturas de comunhão e de participação que permitam a todos os homens, especialmente aos mais pobres, serem plenamente Povo de Deus, tornando visível, no mundo de hoje, o amor do Pai.

As estruturas e organismos novos, tais como as Assembléias Diocesanas do Povo de Deus, os Conselhos de Pastoral em diferentes níveis, os Conselhos Presbiterais e as Comunidades Eclesiais de Base continuam merecendo particular atenção, pela importância de que se revestem em vista de maior comunhão e participação.

Entre estas, as CEBs despontam como um novo modo de ser Igreja", em que se aprofunda a fé e a vida cristã. Surgem novos ministérios confiados aos leigos e se promove maior justiça e solidariedade. Em comunhão com seus pastores, são uma grande riqueza para a Igreja do País, revitalizando a ação evangelizadora e colaborando, em muito, para benefício das comunidades mais amplas. Em seu compromisso com a libertação integral do homem e da sociedade, principalmente por seu enraizamento entre os mais pobres, as CEBs fermentam, com as energias do Evangelho, os movimentos populares, as promoções de bairro e a convivência humana.

Também as comunidades paroquiais têm recebido novo dinamismo, através destes organismos e das pastorais específicas, tornando-se progressivamente mais comunitárias e participativas.

Assim, a Igreja pretende, através de suas estruturas, revelar e fazer presente o amor do Pai pelos homens, de modo visível e adequado para cada etapa de sua História.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Desenvolver, em colaboração com o INP, um trabalho permanente de observação, levantamento de dados e reflexão sobre as CEBs e demais organismos e estruturas de participação e de co-responsabilidade eclesial.

 

  Acompanhar as CEBs nos seguintes aspectos levantados pelo Conselho Permanente: CEBs e os pobres; CEBs e dimensão sócio-política da evangelização; CEBs e luta comum pela justiça; CEBs e movimentos populares; CEBs e movimentos leigos; coordenação e responsabilidade última nas CEBs; CEBs como alvo de interesse e incompreensão.

 

  Criar intercâmbio de experiências entre os Regionais sobre coordenação, ministérios e formação dentro das CEBs.

 

  Oferecer subsídios para formação teológica e Pastoral das CEBs, com a colaboração do INP.

 

  Incentivar os Regionais para que promovam reflexões e estudo sobre CEBs entre seminaristas, padres, Bispos e agentes de Pastoral.

 

  Acompanhar os Encontros Nacionais e Regionais de CEBs.

 

        PROJETOS

 

               ASSEMBLÉIAS DE IGREJA, DIOCESANAS E              REGIONAIS, COMO ORGANISMOS DE            PARTICIPAÇÃO

 

Nos últimos anos, muitas Dioceses e Regionais têm promovido assembléias de Igreja. É importante um conhecimento desta realidade relativamente nova, sob o aspecto de participação e representatividade.

 

PROJETO:          1.3.8

 

SISTEMÁTICA:   Pesquisa junto aos Regionais e Dioceses

   Grupo de trabalho e análise da pesquisa

   Divulgação das conclusões       

 

RESPONSÁVEL: CERIS

   Linha 1: Setor Estruturas de Igreja

 

PRAZO:   1984

 

 

PROGRAMA 2

 

LINHA 2  -           DIMENSÃO MISSIONÁRIA

 

"É o Espírito quem faz do Povo de Deus um povo que proclama a Palavra e oferece a toda a humanidade os dons de sua fé e pertença ecle-sial (Diretrizes Gerais, 83)".

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Tendo presente que a missão é inerente à vocação cristã e eclesial (cf. Doc. CNBB n.o 28, p. 75), a dimensão missionária se caracteriza por manter sempre viva a consciência da responsabilidade missionária universal na Igreja local (dioceses, paróquias e comunidades), buscando a comunhão de todos os povos em Cristo.

 

A dimensão missionária contribuirá, sobretudo, para que a Igreja se mantenha fiel às suas origens, evangelizando de modo missionário. Esta atitude promoverá nas CEBs o empenho missionário, utilizando suas experiências de Evangelho e vida para o surgimento de novas comunidades. Incentivará as paróquias a proceder de maneira missionária, formando grupos que assumam a evangelização nas periferias, nos núcleos habitacionais urbanos e outros. Animará as congregações religiosas e os institutos missionários na fidelidade aos seus carismas diante da missão, inserindo-se na História de cada povo, urgindo a concretização do Reino de Deus. Lembrará às Dioceses e aos Regionais que assumir compromisso missionário com Igrejas irmãs do País é expressão visível de comunhão e de participação. E, particularmente, manterá viva, em todo o conjunto da Igreja no Brasil, a consciência da missão "ad gentes: a necessidade de dar, a partir de nossa pobreza.

 

Para que estas orientações sejam atuadas, o plano de Pastoral deve ter em tudo uma dimensão missionária que se concretiza especialmente em algumas atividades permanentes e projetos.

 

ATIVIDADES PERMANANTES

 

  Animar a ação missionária do Brasil, nas dimensões interna e externa, promovendo e orientando centros locais e regionais de animação missionária, preparando subsídios, participando de encontros, orientando os MCS na sensibilização missionária.

 

  Prestar apoio às igrejas carentes do País, estimulando e orientando o programa "Igrejas-irmãs" e todas as outras formas de cooperação intereclesial.

 

  Estudar e orientar o problema de uma distribuição mais justa dos recursos humanos e materiais na evangelização do País e fora dele.

 

  Articular o recrutamento, preparação, envio e acompanhamento dos missionários brasileiros e estrangeiros que trabalham no País.

 

  Acompanhar os missionários brasileiros que trabalham em outros países, através de correspondência, remessa de subsídios e notícias da vida da Igreja no Brasil.

 

  Organizar cursos de formação contínua para os missionários brasileiros e estrangeiros que aqui trabalham.

 

  Organizar cursos de preparação para os missionários brasileiros que se destinam a trabalhar fora de sua Igreja particular, dentro ou fora do País.

 

  Organizar cursos de primeira aculturação para os missionários estrangeiros que vêm trabalhar no Brasil.

 

  Animar, orientar e formar os missionários leigos brasileiros.

 

  Articular os institutos e organismos missionários existentes no País.

 

  Acompanhar os institutos que preparam missionários para o exterior, para que a formação e o envio aconteçam em comunhão com a Igreja no Brasil.

 

  Promover intercâmbio de experiências pastorais e troca de informações, entre Igrejas da África e do Brasil, em vista de uma comunhão intereclesial mais intensa.

 

  Sensibilizar para a dimensão missionária a Igreja no Brasil, através da campanha missionária do mês de outubro e, ao longo do ano, mediante publicações e informações missionárias.

 

   PROJETOS

 

   1.         REFLEXÃO SOBRE COMUNHÃO E PARTICIPA-ÇÃO INTERECLESIAL

 

O episcopado brasileiro assumiu o compromisso de uma distribuição mais justa dos recursos materiais e humanos na evangelização do País. Para isto, incumbiu a Linha 2 de orientar a reflexão e as atuações concretas de uma eficaz comunhão e participação intereclesial, especialmente através do programa "Igrejas-irmãs". Em particular, sente-se a necessidade deste encontro para a troca de experiências e a busca de perspectivas concretas neste campo.

 

PROJETO:          2.9

Sistemática:       Encontros nacionais de responsáveis pelo programa Igrejas-irmãs, com a participação de representantes de outros países

Responsável:     Linha 2: Ação e Animação Missionária

Prazo:    1983 — dezembro, 05 a 09

   1984 — 2° semestre

 

   2. ARTICULAÇÃO DOS INSTITUTOS,   ORGANISMOS E MOVIMENTOS MISSIONÁRIOS

 

Incentivar a atuação dos organismos missionários com seu carisma específico a atuar na Igreja local, orientando-os na sua abertura missionária interna e externa.

 

PROJETO:          2.10

Sistemática:       Reuniões do COMINA

   Encontro Nacional com os responsáveis pela Ação e Animação Missionária

Responsável:     Linha 2: Ação e Animação Missionária

Prazo:    1983 — julho, 11 a 15

   1984 — janeiro, 13 a 14

 

   3.         PERSPECTIVAS FORMATIVAS DE FUTUROS MISSIONÁRIOS

 

Necessidade de refletir sobre a atuação no campo formativo e daí traçar pistas para a formação do missionário hoje.

 

PROJETO:          2.11

Sistemática:       Encontros anuais de formadores de missionários e responsáveis pela formação nas várias províncias de congregações missionárias, com a participação de formandos

Responsável:     Linha 2: Ação e Animação Missionária

   Linha 1: Setor Vocações e Ministérios

Prazo:    1983 — setembro, 09 a 12

   1984 — setembro, 14 a 17

 

4.            ARTICULAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS DOS GRUPOS MISSIONÁRIOS ESTRANGEIROS QUE TRABALHAM NO BRASIL

 

A presença de missionários estrangeiros na ação Pastoral é um dado relevante, justificando toda a iniciativa que vise unir as forças para a atuação conjunta.

 

PROJETO:          2.12

Sistemática:       Encontros com os responsáveis dos grupos

Responsável:     Linha 2: Ação e Animação Missionária

Prazo:    1983 — outubro, 27 e 28

   1984 — 2°. semestre

 

 

PROGRAMA 3

 

LINHA 3  - DIMENSÃO CATEQUÉTICA

 

É o espírito quem faz crescer continuamente o Povo de Deus, mediante o aprofundamento e a vivência permanente na fé, e o ensina a ler os acontecimentos cotidianos à luz da palavra e da vida de Jesus Cristo" (Diretrizes Gerais; 84).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A terceira dimensão da vida cristã e, portanto, da Ação Pastoral da Igreja, é a CATEQUÉTICA. Sua importância é fundamental, visto que "sempre mais se impõe uma educação permanente da fé que acompanhe o homem por toda a vida e se integre em seu crescimento global" (Catequese Renovada, 129), e visto também que "se a catequese for bem feita nas Igrejas locais, tudo o mais será feito com a maior facilidade" (CT, 63).

Consciente disso, João Paulo II veementemente insiste para que se estabeleça por toda a parte uma organização adaptada e eficaz que empenhe na atividade catequética as pessoas, os meios e os instrumentos e também os recursos financeiros necessários" (CT, 63), de modo "a suscitar e a alimentar uma verdadeira paixão pela catequese" (CT, 63).

Dentro desse espírito, a CNBB aprovou e publicou o documento Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo (nº 26), que passa a constituir, com os demais documentos sobre o assunto, referência e parâmetro necessário para a catequese no Brasil. Enraizado na Palavra de Deus, na tradição, na História e nas necessidades do mundo atual, este documento estabelece um novo conceito e alcance da catequese como "um processo de educação comunitária, permanente, progressiva, ordenada, orgânica e sistemática da fé", tendo como finalidade "a maturidade da fé, num compromisso pessoal e comunitário de libertação integral, que deve acontecer já aqui e culminar na vida eterna feliz" (CR, 318). Esta catequese realiza-se por uma Inter-ação (=um relacionamento mútuo e eficaz) entre a experiência de vida e a formulação da fé; entre a vivência atual e o dado da tradição" (CR, 113), assumindo "as situações  históricas  e  as  aspirações  autenticamente humanas" como parte indispensável do seu conteúdo (CR, 74; cf. Medellín, Cat. 6).

Há um florescer esperançoso da catequese em nosso país, de alguns anos para cá, reforçado pelo processo participativo utilizado para a elaboração do documento de catequese. Importa integrar na Pastoral Orgânica o movimento catequético que está se articulando nas paróquias, dioceses, Regionais, nos grupos e movimentos, nas escolas católicas e públicas nas CEBs, nos institutos e escolas de Teologia e/ou Ciências Religiosas, Catequéticas e nos meios de comunicação. A formação continuada de catequistas, a atenção à catequese especial, o esforço para que todas as instâncias de Pastoral assumam a catequese renovada polarizarão os trabalhos da Linha 3 — Catequese, em nível nacional, além de procurar estar presente às solicitações dos Regionais e de outros organismos diretamente ligados à animação catequética.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Divulgar, aprofundar, operacionalizar o recém-aprovado e publicado documento Catequese Renovada

 

  Apoiar os Regionais, mediante subsídios e produções, presença em sua programação catequética, intercâmbio entre os Regionais, informação.

 

  Colaborar no surgimento e fortalecimento de coordena ções regionais e inter-regionais de catequese.

 

  Acompanhar, motivar e subsidiar a reflexão-ação sobre ensino religioso escolar, tanto de escolas públicas como de escolas católicas, em sintonia com a AEC.

 

  Dinamizar o "Grupo Nacional de Reflexão Catequética", com assessoria do INP, para acompanhar criticamente a caminhada da catequese renovada e subsidiá-la segundo as necessidades.

 

  Coordenar a elaboração e avaliação das seções de catequese do manual da Campanha da Fraternidade.

 

  Colaborar em revistas especializadas de catequese:

 

  Acompanhar, apoiar, motivar, subsidiar escolas e institutos de formação de catequistas.

 

  Subsidiar todos os destaques assumidos pela Igreja no quadriênio, com a necessária articulação catequética: jovens, CEBs, vocações e ministérios, família, leigos, mundo do trabalho.

 

  Acompanhar, integrar, apoiar, subsidiar os movimentos de Pastoral Bíblica (Círculos Bíblicos, Mês da Bíblia, Liga de Estudos Bíblicos).

 

  Assessorar a formação catequética dos futuros presbíteros e religiosos nos seminários e centros de formação, em integração com os planos do setor Vocações e Ministérios e OSIB.

 

  Participar dos projetos de catequese solicitados pelo Departamento de Catequese do CELAM e da Comissão Internacional da Catequese do Vaticano.

 

  Manter diálogo, intercâmbio, fornecer e receber subsídios de autores de textos de catequese, de editoras católicas.

 

  Desencadear um processo de intercâmbio, de reflexão sobre catequese especializada com pessoas deficientes.

 

  Colaborar com a dinamização da catequese familiar, em integração com a Pastoral Familiar.

 

  Desenvolver, com ajuda de especialistas, orientações quanto à catequese segundo as idades e situações e quanto aos lugares da catequese.

 

  Subsidiar a reflexão e as experiências de evangelização e catequese através dos MCS.

 

  Realizar um levantamento dos institutos e escolas de catequese e facilitar-lhes intercâmbio, confronto de currículo e interajuda.

 

  Subsidiar a catequese de preparação, de celebra ção e de vivência dos sacramentos.

 

       PROJETOS

 

   1.         APROFUNDAMENTO E OPERACIONALIZAÇÃO DO DOCUMENTO "CATEQUESE RENOVADA, ORIEN-TAÇÕES E CONTEÚDO"

 

Um grande esforço foi aplicado na elaboração do documento Catequese Renovada durante mais de três anos e com ampla participação das bases. Uma vez aprovado, urge desencadear, em todo o Brasil, um estudo para aprofundamento de seu conteúdo teológico, metodológico e a busca de sua operacionalização nas bases. Só assim o documento realizará seu objetivo, que é o de impulsionar e alimentar a busca e realização da catequese que o Brasil hoje necessita, cujas orientações se encontram neste documento.

 

PROJETO:          3.13

Sistemática:       Encontro nacional de catequese com representantes de Regionais, editoras, institutos de catequese e com autores de subsídios catequéticos

   Circulares, trabalhos nos Regionais

Responsável:     Linha 3: Catequese, Equipe que elaborou o documento

Prazo:    1983 — setembro, 19 a 23

 

   2.         AVALIAÇÃO E PROSPECTIVAS DA PASTORAL BÍBLICA E CATEQUESE

 

Há um grande florescer na Pastoral Bíblica no Brasil, através dos Círculos Bíblicos, folhetos de divulgação, Movimentos bíblicos e do Mês da Bíblia. É, sem dúvida, um privilegiado meio de catequese do povo. É enriquecedora uma sempre maior sintonia da Pastoral Bíblica com as orientações da CNBB quanto à catequese e às diretrizes da ação Pastoral da Igreja no Brasil, para se realizar uma caminhada de unidade. Além do mais, conforme o documento Catequese Renovada, a Bíblia é o livro de catequese por excelência (cf. CR, 153-5).

 

PROJETO:          3.14

Sistemática:       Encontro com os dinamizadores da Pastoral Bíblica

Responsável:     Linha 3: Catequese, Equipe do Mês da Bíblia

Prazo:    1983 — novembro, 14 e 15

   1984 — novembro

 

   3.         AVALIAÇÃO E PROSPECTIVAS DO ENSINO RELIGIOSO NAS ESCOLAS

 

A CNBB tem realizado, periodicamente, estudos, encontros e traçado orientações sobre o ensino religioso. Um dos principais meios utilizados tem sido o Encontro Nacional com os responsáveis esta duais do ensino religioso. O 1° e o 2° Encontros versaram sobre "Finalidade e organização do ensino religioso" a partir da Lei 5.692/71 e das regulamentações de cada Estado. O 3° se ocupou da "Pessoa do professor do ensino religioso: aspectos legais, formação etc". O 4° Encontro, em 1984, terá como tema "Avaliação e prospectivas do ensino religioso", confrontando o que já existe nos diversos Estados e procurando orientações básicas sobre a especificidade do ensino religioso e sua complementação com a catequese paroquial. Um destaque maior será dado à questão do currículo específico do ensino religioso.

 

Projeto   3.15

Sistemática:       Encontro Nacional com os responsáveis estaduais pelo ensino religioso

   Circulares preparatórias

   Convocação de um grupo de trabalho

   Levantamento de dados sobre os conteúdos existentes

Responsável:     Linha 3: Catequese, AEC, Grupo de trabalho, Setor Educação

Prazo:    1984,  junho, 6 a 10

 

   4.         INTERCAMBIO E ESTUDO SOBRE CATEQUESES

   ESPECIALIZADAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS

 

Dentro da opção preferencial pelos pobres, há alguns campos ainda bastante esquecidos pela catequese. Um deles é o do deficiente (auditivo, visual, mental etc.). Há pessoas isoladas dedicando-se a buscar caminhos para a catequese especial para estes deficientes. A CNBB dará um grande impulso se canalizar para este tipo de catequese recursos humanos e financeiros para um levantamento da situação e um estudo da problemática com busca de orientações.

 

PROJETO:          3.16

Sistemática:       Levantamento do que já existe no Brasil sobre o assunto.

Responsável:     Linha 3: Catequese, Grupo de trabalho, AEC

Prazo:    1984 — outubro, 17 a 20

 

   5.         ESTUDO SOBRE CATEQUESE FAMILIAR

 

É uma convicção adquirida pela Igreja de que a família é o primeiro lugar e ambiente da educação da fé e de que os pais são os primeiros e principais catequistas. Estamos vendo dia-a-dia a família se desmantelar pela opressão de um sistema econômico falho e, ao mesmo tempo, por um sistema de destruição de valores perenes no ser humano. O processo catequético paroquial e escolar é, em grande parte, truncado por falta de apoio da família. E a catequese renovada, que requer uma catequese permanente, obviamente precisa dar prioridade à catequese de adultos e nessa, à catequese familiar (CR 120, 121-3, 133-4).

 

PROJETO:          3.17

Sistemática:       Levantamento sobre o    assunto.

Responsável:     Linha 3: Catequese, Pastoral da Família, Grupo de Trabalho

Prazo:    1984 - 2º semestre

 

   6.         PESQUISA NACIONAL SOBRE A SITUAÇÃO DA CATEQUESE NO BRASIL

 

Em 1974, a pedido da CNBB, o CERIS realizou uma pesquisa nacional sobre catequese. Dez anos depois e após uma firme caminhada que resultou no documento Catequese Renovada, é conveniente realizar uma nova pesquisa com análise e confronto para detectar os passos acontecidos, os entraves e apontar caminhos.

 

Projeto:  3.18

Sistemática:       Levantamento nacional sobre a situação da catequese

   Tabulação

   Análise e conclusões

   Confronto com a pesquisa realizada em 1974

Responsável:     Linha 3: Catequese, CERIS

Prazo:    1984, 1º semestre

 

 

PROGRAMA 4

 

LINHA 4  - DIMENSÃO LITÚRGICA

 

"É o Espírito que reúne o povo em assembléias para a escuta da Palavra de Deus e para celebrar a Palavra feita carne e alimento, e, em união com o mesmo Cristo, oferecê-lo e oferecer-se como oblação pura, e assim comprometer-se a viver mais intensamente a fraternidade" (Diretrizes Gerais, 85).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

A dimensão litúrgica da vida cristã foi declarada, pelo Concílio Vaticano II, cume e fonte  de  toda  a  ação  da  Igreja  (cf. SC, 10). Assim, o Concílio nos deu uma indicação sobre o lugar e a importância desta dimensão também nas atividades pastorais da Igreja no Brasil, em nível nacional.

Nos quase 20 anos que se passaram desde a publicação da Constituição sobre a sagrada Liturgia, implantou-se, também no Brasil, a liturgia-pós-conciliar. Os livros litúrgicos foram publicados em língua portuguesa. Fizeram-se, igualmente, sobretudo na primeira década depois do Concílio, grandes esforços para a formação litúrgica em todos os níveis.

Deve-se reconhecer, no entanto, que os livros litúrgicos foram apenas traduzidos, não adaptados, e que a formação litúrgica não atingiu todos nem criou um novo espírito. Houve mais uma reforma do que uma renovação profunda. A liturgia da Igreja no Brasil ainda não integrou, como o Concílio Vaticano II o exige, o que    de  válido  nas tradições e na índole do nosso povo em  sua  religiosidade  comunitária  e  na  oração  particular (cf. SC, 40). Surgiram, igualmente, nas comunidades de base e nas celebrações das comunidades eclesiais em geral, riquezas litúrgicas que deveriam ser aproveitadas para criar uma liturgia realmente renovada e adequada à Igre ja que está assumindo um modo próprio de ser na América Latina e no Brasil.

A renovação da liturgia no Brasil, neste sentido, que está plenamente dentro do objetivo geral da CNBB, particularmente da opção pelos pobres, e de todos os destaques escolhidos, sobretudo das CEBs e dos leigos, é a grande preocupação da Linha 4 para os próximos anos. Estamos também convencidos de que, levando este processo para frente, em diálogo com as outras Conferências Episcopais da América Latina e com a Santa Sé, podemos dar uma contribuição válida para a renovação litúrgica em nosso continente e no mundo.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Realizar levantamento de celebrações significativas das CEBs, reflexão sobre elas e coleção das melhores, para publicações em vista de um enriquecimento da liturgia que deve tornar-se mais popular.

 

  Completar a tradução da Liturgia das Horas, com o Ofício das Leituras.

 

  Continuar as traduções dos lecionários.

 

  Fazer a tradução da parte que falta do Missal Romano, conforme a 2.ª edição típica, que foi publicada, em latim, em 1975.

 

  Rever a parte elaborada do Documentário Litúrgi co para publicação e continuar a elaboração dos anos seguintes.

 

  Participar de encontros de liturgia: inter-regionais, regionais e internacionais.

 

  Participar de encontros de religiosidade popular, oração particular e de outros encontros que interessam à linha 4.

 

  Elaborar subsídios litúrgicos para a Campanha da Fraternidade.

 

  Assessorar os Regionais e as Dioceses na caminhada litúrgica, no sentido de maior formação e participação, e motivar para que haja equipes regionais e diocesanas de liturgia.

 

  Assessorar Congressos Eucarísticos.

 

  Colaborar com a Revista A Vida em Cristo e na Igreja e com outras revistas.

 

  Assessorar a Faculdade de Liturgia e o Curso de Especialização em Liturgia de São Paulo.

 

  Continuar os contatos com a Santa Sé, o CELAM, Conferênciais Episcopais e outras instituições.

 

  Manter o diálogo e a programação de atividades comuns com as outras linhas de Pastoral.

 

        PROJETOS

 

   1.         NOVO IMPULSO PARA A RENOVAÇÃO LITÚRGICA NO BRASIL

 

A celebração dos 20 anos da publicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia é um momento oportuno para suscitar, em todos os níveis e entre as diversas categorias dos responsáveis pela liturgia, uma reflexão profunda sobre os princípios do Vaticano II, com respeito à liturgia, para chegar a celebrações imbuídas do espírito do Concílio e mais adaptadas à índole do povo do Brasil.

 

PROJETO:          4.19

Sistemática:       Circular para motivar Regionais, Dioceses, grupos e agentes responsáveis pela liturgia para estudos e ações neste campo.

   Contatos com grupos responsáveis pela liturgia, por ocasião dos encontros previstos, para planejar atividades em Regionais e Dioceses, em institutos de ensino e casas de formação.

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1983 — setembro

   1984 — julho a outubro

 

   2.         CRITÉRIOS PARA A ADAPTAÇÃO DA LITURGIA

 

A reforma litúrgica pós-conciliar, particularmente no Brasil, contentou-se quase exclusivamente com a tradução dos novos livros litúrgicos. Falta a adaptação profunda da liturgia à mentalidade e às tradições do povo conforme Sacrossanctum Concilium (37-40).

 

PROJETO:          4.20

Sistemática:       Solicitação à Santa Sé para a realização do Simpósio sobre adaptações na liturgia, conforme a moção da 21ª Assembléia Geral da CNBB.

   Elaboração de critérios para adaptação da liturgia no Brasil por um grupo de peritos.

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984, 2.º semestre

 

   3.         ENCONTROS COM OS GRUPOS RESPONSÁVEIS PELA LITURGIA NO BRASIL

 

Muitos problemas impedem a liturgia de ser realmente celebração do mistério da redenção e da vida da comunidade. É preciso estudar esta problemática e procurar pistas de ação nos diversos campos em que atuam os vários grupos responsáveis pela liturgia no Brasil atual.

 

PROJETO           4.21

Atividades:         Promoção da liturgia em todos os Regionais.

Sistemática:       Encontros nacionais dos Bispos representantes dos Regionais, em matéria de Liturgia

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1983 — setembro, 22 a 25

   1984 — setembro, 28 a 30

 

PROJETO           4.22

Atividades:         Reflexão sobre a teologia e práxis da liturgia

Sistemática:       Encontro da Equipe de Reflexão: Linha 4 com peritos e estudiosos

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984, 30 março a 1º de abril

 

PROJETO:          4.23

Atividades:         Música litúrgica

Sistemática:       Encontro nacional de coordenadores e compositores de música litúrgica

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984 — outubro, 19 a 21

 

PROJETO:          4.24

Atividades:         Formação litúrgica

Sistemática:       Encontros nacionais dos professores de liturgia

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1983,  julho, 8 a 11

   1984,  julho, 2 a 5

 

PROJETO:          4.25

Atividades:         Folhetos litúrgicos

Sistemática:       Encontro nacional dos autores de folhetos litúrgicos

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984, outubro, 19 a 21

 

PROJETO:          4.26

Atividades:         Revisão da tradução dos lecionários

Sistemática:       Levantamento sobre aceitação de propostas de melhoria dos lecionários

   Encontro com tradutores e revisores

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984, fevereiro, 26 a 28

 

   4. ORIENTAÇÕES LITÚRGICO-PASTORAIS PARA DO-MINGOS, SEMANAS E MESES TEMÁTICOS

 

Pela superposição crescente de temas sobre o mistério central dos domingos como Páscoa semanal, perde-se sempre mais o sentido autêntico do ano litúrgico. Faltam critérios e orientações que ajudem a harmonização entre o mistério celebrado e as grandes preocupações do Povo de Deus.

 

PROJETO:          4.27

Sistemática:       Escolha de equipe de trabalho no encontro dos Bispos, em setembro de 1983

   Estudo da situação e elaboração das orientações litúrgico-pastorais

   Encontro da Linha 4 com a equipe de trabalho

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1983, setembro, 23 a 25

   1984, julho, 2

 

   5.         EDIÇÃO POPULAR DA LITURGIA DAS HORAS E COLEÇÃO DE MÚSICAS PARA A MESMA

 

Uma vez publicada definitivamente a Liturgia das Horas, ela deve ser acessível também às comunidades eclesiais e ao povo simples e deve ser cantável, nas partes que se destinam ao canto.

 

PROJETO:          4.28

Atividades:         Edição popular da Liturgia das Horas

Sistemática:       Constituição de uma equipe de serviço, elaboração e publicação

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984 — 1° semestre

 

PROJETO:          4.29

Atividades:         Música para a Liturgia das Horas

Sistemática:       Coleta do que já existe e composição de cantos e recitativos do que ainda não existe

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984, agosto

 

   6.         CANCIONEIRO LITÚRGICO NACIONAL

 

Embora a produção de cânticos religiosos seja abundante, faltam cânticos realmente litúrgicos. Um cancioneiro litúrgico-nacional pode oferecer às comunidades um repertório para as suas celebrações e, aos compositores, modelos para o seu trabalho.

 

PROJETO:          4.30

Sistemática:       Continuação do levantamento dos melhores cantos litúrgicos em todo o País e seleção dos mesmos, em nível regional

   Trabalho de uma equipe nacional de técnicos e litúrgistas para a seleção

   Publicação

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984,  2º semestre

 

   7.         RELIGIOSIDADE POPULAR

 

Na religiosidade popular existem valores autênticos que não se podem perder. Alguns deles deveriam ser inseridos na liturgia para que esta se torne mais popular.

 

PROJETO:          4.31

Sistemática:       Estudo de um grupo de peritos, a partir dos resultados do seminário de fevereiro de 1981

   Encontro de especialistas

Responsável:     Linha 4: Liturgia

Prazo:    1984,  31 agosto e 1º de setembro

 

 

PROGRAMA  5

 

LINHA 5 - DIMENSÃO ECUMÊNICA E DIÁLOGO RELIGIOSO

  

 

"É o Espírito quem impulsiona, a todo o momento, a Igreja a viver na unidade, corrigindo suas divisões e reconstruindo a totalidade do Corpo de Cristo e abrindo-a para o diálogo religioso" (Diretrizes Gerais, 86).

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

   1.         DIMENSÃO ECUMÊNICA

 

A vida da Igreja é essencialmente comunitária; comunhão que tem sua fonte na própria vida trinitária

Assim mesmo, na Igreja de Cristo têm acontecido e ainda acontecem freqüentes divisões. Segundo fontes fidedignas, chegamos à escandalosa situação de uns 20.800 grupos de cristãos diversificados entre si por confissão ou estrutura. No Brasil também tem crescido o número de Igrejas e de grupos cristãos opostos e separados.

No entanto, o Espírito do Senhor sempre tem suscitado o Povo de Deus a tomar consciência da unidade em Cristo ainda existente, a superar as divisões e a caminhar para aquela plena comunhão de todos os discípulos que o Senhor deseja e concede à sua Igreja.

É a dimensão ecumênica da vida eclesial. Ela existe desde que apareceram as divisões no cristianismo, mas tem crescido muito na consciência do povo cristão, sobretudo depois do Concílio Vaticano II.

A Igreja católica, numericamente majoritária no Brasil, ao se evangelizar e fazer crescer sua comunhão com Cristo, faz crescer também a comunhão com os outros cristãos. É sua tarefa primeira e mais urgente. Deve reconhecer que também outras Igrejas e comunidades consideram a evangelização sua tarefa primordial e que desejam dar, e de fato dão, a sua contribuição para a evangelização do povo brasileiro.

Deve-se promover o ecumenismo espiritual, que consiste na conversão do coração e na oração pela unidade, alma de toda a ação ecumênica. Esta oração é obrigatória para os católicos também nas situações em que não podem orar com outros cristãos.

 

   2.         DIMENSÃO DO DIÁLOGO RELIGIOSO

 

Na humanidade existe o que se poderia chamar a unidade "fontal": todas as pessoas são criadas segundo a imagem e semelhança de Deus. Desde o início da criação, o Espírito de Deus age em todos os seres humanos e espalha na sua vida, nas suas culturas e religiões como que "sementes do Verbo". Todos foram remidos pelo sangue de Cristo e todos são chamados à plena comunhão de vida em Cristo.

A consciência desta unidade fontal, da dignidade de pessoa humana e da sua liberdade, faz nascer na Igreja a atitude dialogante com todos os grupos humanos, seja com adeptos de religiões não-cristãs, seja com os de concepções de vida fechadas ao Deus transcendente.

Este diálogo é método de evangelização, mas tem também o seu valor intrínseco, em vista especialmente da construção de uma sociedade humana, livre, justa e fraterna. Por esta razão, o diálogo religioso faz parte da dimensão missionária da Igreja e, também, da dimensão ecumênica.

Dentro desta orientação, há necessidade de intensificar o diálogo religioso com os judeus, para conhecer mais profundamente as nossas raízes religiosas e melhorar o nosso relacionamento. Também deve-se procurar o diálogo com grupos de muçulmanos e com adeptos das grandes religiões orientais antigas e novas. Em vista da situação brasileira, há necessidade de buscar, com urgência, o diálogo religioso com as várias formas do espiritismo e com os cultos afro-brasileiros.

Para o diálogo com os não-crentes, a Igreja se preocupa em ajudar a tomar consciência da realidade e da extensão do fenômeno não-crença, com vistas à purificação da fé e da vida dos cristãos, bem como a colaboração na busca da paz, na justiça e na construção de um mundo mais fraterno. Puebla observa que ele é bastante freqüente nos ambientes universitários, em meios juvenis e operários (Puebla, 875-1106).

Também há novos desafios. Surgem novos grupos, organizações e movimentos de índole interconfessional, sem vínculos oficiais e mesmo sem conexão com os organismos ecumênicos aprovados pelas autoridades eclesiásticas. Eles fomentam ideais generosos e idéias criativas diante dos grandes desafios da sociedade em mudança. Para evitar atividades paralelas ou até perigo de novas divisões, é indispensável que as Igrejas e seus organismos ecumênicos busquem o diálogo e a comunicação com tais grupos.

 

Enfim, o espírito ecumênico e dialogal deve penetrar todas as dimensões e atividades da Igreja. A ação ecumênica, realizada à luz da opção preferencial pelos pobres, deve prestar especial atenção:

 

       à defesa da dignidade da pessoa humana, mormente dos pobres e marginalizados, através de uma ação comum;

 

       ao ecumenismo e diálogo religioso que estão acontecendo em meios populares, como CEBs, associações de bairro e outros;

 

       ao evangelismo em meios pobres, como as várias formas do pentecostalismo, os assim chamados cultos afro-brasileiros e as formas populares do espiritismo e sincretismo.

 

Com prioridade para o alcance dessas metas, é necessário que os agentes de Pastoral da Igreja tenham formação ecumênica. Especial cuidado merecem os cursos de ecumenismo em seminários, em escolas de Teologia e os cursos de formação para agentes de Pastoral em geral. Nos cursos de capacitação para setores especializados da Pastoral, como saúde, catequese, coordenadores de comunidades, Pastoral da Família e outros, nunca deve faltar uma iniciação ao ecumenismo. Pois, como diz João Paulo II, a tarefa ecumênica ainda não ocupa o lugar que deve ter em nossa Pastoral.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Elaborar um curso básico de ecumenismo para agentes de Pastoral.

 

  Colaborar com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) na publicação de subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

 

  Colaborar com a publicação de uma série de es tudos e documentos do CONIC.

 

  Publicar informações em revistas e boletins.

 

  Acompanhar as comissões bilaterais existentes.

 

  Participar das atividades do CONIC e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).

 

  Participar de assembléias, sínodos e concílios das Igrejas-membros do CONIC.

 

  Promover intercâmbio de documentação, correspondência e visitas entre as Igrejas.

 

  Manter contatos com: Conselho Mundial de Igrejas, Sociedade Bíblica, Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEP) e Visão Mundial.

 

  Acompanhar a ação ecumênica em nível regional, diocesano e os acontecimentos ecumênicos em nível internacional.

 

  Contatar organismos ligados à CNBB que tenham experiências ecumênicas, especialmente CIMI, CPT, Centros de Defesa ou Comissões de Direitos Humanos e grupos afro-brasileiros.

 

  Acompanhar a Comissão Nacional de Diálogo com o judaísmo e os Conselhos de Fraternidade Cristã-Judaica.

 

  Estudar as possibilidades de um diálogo com os muçulmanos.

 

  Continuar o contato com grupos espíritas e de religiões orientais antigas e novas.

 

  Participar das atividades da dimensão missionária referente ao diálogo entre o Evangelho e a cultura afro-brasileira.

 

  Estudar o fenômeno da não-crença, especialmente em grupos de influência (universitários, sindicais, empresariais e outros).

 

  Participar das atividades do Secretariado para Não-Crentes e da divulgação dos documentos de suas assembléias e pesquisas.

 

   PROJETOS

 

   1.         DIÁLOGO BILATERAL COM A IGREJA ORTODOXA

 

Como a Igreja ortodoxa tem, no Brasil, sua hierarquia constituída para atendimento de seus fiéis, a Igreja católica, em suas relações ecumênicas, como sinal de apreço pela grande tradição ortodoxa, deseja um diálogo oficializado e permanente, através da Comissão Bilateral Ortodoxa-Católica.

 

PROJETO:          5.32

Sistemática:       Grupo misto de trabalho

Responsável:     Linha 5: Ecumenismo e Diálogo Religioso

Prazo:    1984 — até novembro

 

   2.         DIÁLOGO BILATERAL COM A IGREJA METODISTA

 

A Igreja metodista já participa das várias iniciativas ecumênicas das Igrejas históricas, tanto no Brasil quanto em nível internacional. Merece especial realce sua ativa participação no Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. Com este projeto, busca-se um diálogo sobre questões específicas do relacionamento com a Igreja católica em vista de mútua compreensão e colaboração.

 

PROJETO:          5.33

Sistemática:       Grupo misto de trabalho

Responsável:     Linha 5: Ecumenismo e Diálogo Religioso

Prazo:    1984 — até novembro

 

   3.         DIÁLOGO COM IGREJAS LIVRES

 

Em vários lugares há uma crescente atitude de diálogo com as Igrejas livres. A Visão Mundial, órgão missionário dessas Igrejas, vem mantendo contatos freqüentes com a Igreja católica. Em plano universal, a Santa Sé mantém diálogo ecumênico com os "Evangelicais", através do Comitê de Lausana", e começou diálogo com a Aliança Batista Mundial. Embora subsistam reais dificuldades, temos sólida esperança de constituir um grupo interconfessional de diálogo com essas Igrejas.

 

PROJETO:          5.34

Sistemática:       Grupo misto de trabalho

Responsável:     Linha 5: Ecumenismo e Diálogo Religioso

Prazo:    1984 — até novembro

 

   4.         ESTUDO E REFLEXÃO SOBRE O FENÔMENO DAS SEITAS

 

Em 1983, foi realizada uma pesquisa inicial sobre o fenômeno das seitas no Brasil. Esta pesquisa, além de exigir um aperfeiçoamento, requer estudos mais aprofundados, principalmente no que diz respeito às causas do crescimento das seitas e à elaboração de uma adequada resposta Pastoral a esse fenômeno.

 

PROJETO           5.35

Sistemática:       Grupo de trabalho

Responsável:     Linha 5: Ecumenismo e Diálogo Religioso

Prazo:    1984 — até novembro

 

   5.         PREPARAÇÃO DE UM GUIA DE RELACIONAMENTO COM RELIGIÕES NÃO-CRISTÃS

 

O Brasil conta com um grande número de imigrantes de religiões muçulmana, budista e outras de origem oriental, em relação às quais os católicos não têm maiores conhecimentos nem padrões de relacionamento. Pretende-se elaborar noções e princípios para orientar seu relacionamento com os seguidores das principais religiões não-cristãs do Brasil.

 

PROJETO:          5.36

Sistemática:       Grupo misto de trabalho

Responsável:     Linha 5: Ecumenismo e Diálogo Religioso

Prazo:    1984 — até novembro

 

   6.         ESTUDO DE DOCUMENTOS OFICIAIS DE COMISSÕES E ENTIDADES ECUMÊNICAS

 

Os estudos publicados pelas Comissões Bilaterais no Brasil são pouco divulgados e estudados. A riqueza desses trabalhos está sendo ignorada não somente pelos dirigentes das Igrejas, como também por seus teólogos e pastoralistas. O presente projeto visa superar esta lacuna.

 

PROJETO:          5.37

Sistemática:       Grupo misto de trabalho

Responsável:     Linha 5: Ecumenismo e Diálogo Religioso

Prazo:    1984 — até novembro

 

 

    PROGRAMA 6

 

LINHA 6 - DIMENSÃO PROFÉTICA E TRANSFORMADORA

 

 

"É o Espírito quem anima a vida do Povo de Deus para que atue no meio da sociedade como fermento, sal e luz, transformando-a pelo testemunho e ação, para que seja mais justa, solidária e fraterna, anunciando dessa forma os valores do Reino definitivo" (Diretrizes Gerais, 87).

 

A Igreja, como Povo de Deus, em seu conjunto — hierarquia, religiosos e leigos; fiéis individualmente ou em grupos, instituições e organizações — está presente na sociedade, influencia e sofre influência, interage, anuncia profeticamente o Reino e denuncia os contravalores à luz da fé, que é dom gratuito de Deus, e segundo a missão recebida de Jesus Cristo. Ela é luz, sal e fermento. E, como tal, ausculta e assume os anseios, aspirações e apelos de todos, principalmente dos pequeninos e dos pobres, e empenha-se numa ação transformadora da situação de injustiça na sociedade ainda não comprometida com a promoção do bem comum.

 

A dimensão profética e transformadora se operacionaliza através dos setores:

 

1. Ação social,

2. Educação,

3. Comunicação social.

 

  

1. SETOR AÇÃO SOCIAL

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

O objetivo e as diretrizes gerais da CNBB inspiram o programa específico de atividades do Setor Ação Social. Esse programa visa colaborar com todas as demais dimensões de atuação eclesial, para que estejam atentas e sensíveis à transformação sócio-econômica e cultural pela qual passa o povo brasileiro se realize com a participação solidária de todos, objetivando a libertação integral do homem e a construção de uma sociedade justa e fraterna, segundo o Espírito de Jesus.

O Setor Ação Social procurará evitar o paralelismo entre evangelização e promoção humana, entre a Pastoral em geral e as obras sociais em especial da análise da realidade, reflexão e ação serão efetuadas

Como procedimento metodológico, tratará inicialmente de obter uma compreensão adequada e crítica da realidade de modo a permitir a formação de um julgamento ético sobre a situação e a formulação de linhas de ação. Seguindo esse procedimento, a CNBB tem elaborado, com significativa colaboração do Setor Ação Social, documentos e estudos tais como sobre o solo urbano e rural, a situação econômica, política e social. Essa forma de procedimento tem a vantagem de deixar o discurso genérico e partir para o discernimento das situações e a orientação para ações concretas, à luz da fé. Outro aspecto positivo desse modo de elaborar e propor suas reflexões é que sua palavra passa a interessar amplos setores da população, pouco identificados com outros aspectos da vida da Igreja.

O Setor Ação Social procurará dinamizar e ampliar suas atividades através da criação de espaços para o encontro de pessoas e instituições interessadas em participar num processo de análise e reflexão global e continuada sobre o que se poderia chamar de a sociedade que queremos. Além de se tratar de algo importante para a vida da Igreja e do País, isso viria responder a uma necessidade sentida por muitos entre os construtores da sociedade pluralista. Um desafio para o qual aqui se deve encontrar uma resposta é de como manter esse processo articulado com os movimentos populares e de como divulgar os resultados desta reflexão.

Incentivará ainda a formação de pessoas que revelam dons de liderança. Busca-se uma formação mais continuada, mais exigente, tanto em colocar questões teóricas como na atuação prática. Enfim, uma formação que siga um método progressivo e grupal. Grande parte dos líderes de boa formação cristã no campo social foram formados há 20 e mais anos, através da ação católica especializada. A criação de movimentos de formação cristã para o campo social, de acordo com o meio em que se encontram os jovens, parece uma urgente necessidade apostólica da Igreja no Brasil.

Muitas pessoas e recursos da Igreja se encontram investidos nas "obras sociais" da Igreja, das quais o Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (CERIS) fez um levantamento nacional. É importante continuar explorando esse material com o intuito de introduzir um processo de renovação dessas obras, principalmente mediante uma maior participação de sua clientela e uma viva motivação dos agentes, a partir de Cristo e do seu Evangelho. Nesse campo há muito ainda por fazer, tendo em vista a falta de oportunidade de maior participação do povo, a mentalidade paternalista dos agentes e a desarticulação das obras sociais da Pastoral em geral.

O Setor Ação Social atua através de vários organismos que fazem parte da sua estrutura, mas que têm vida e dinamismo próprios. Maior articulação entre esses organismos é importante. O Setor Ação Social quer ser um espaço onde isso possa acontecer, bem como quer também abrir-se para articulações com outros organismos com objetivos afins. Procurar-se-ão formas para colocar em prática esse objetivo e isso com a criatividade e participação de todos esses organismos que já compõem o Setor Ação Social. Espera-se, com esse esforço, chegar a aperfeiçoar os métodos de trabalho de cada organismo, a promover ações verdadeiramente conjuntas e a elaborar uma espécie de plataforma comum para a ação da Igreja no social.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

  Analisar a problemática nacional e questões sociais de atualidade e refletir, à luz da fé, sobre os resultados dessa análise.

 

  Analisar e avaliar a ação da Igreja no campo social, para uma renovação dessa ação.

 

  Estudar e divulgar o ensino social da Igreja.

 

  Apoiar iniciativas de ação social da Igreja, em nível regional e diocesano.

 

  Apoiar grupos e movimentos de ação social, so bretudo de caráter popular e voltados para a defesa dos interesses das classes mais necessitadas.

 

  Oferecer uma formação social a agentes de pasto ral, preferencialmente àqueles que estão a serviço das CEBs.

 

  Apoiar sistematicamente as pastorais de setores mais marginalizados da população: camponeses, peões, bóias-frias, marítimos e pescadores, mulher marginalizada, doentes, idosos, menores abandonados...

 

  Prestar assistência jurídica a pessoas enquadradas na Lei de Segurança Nacional, vítimas de violência policial, estrangeiros em situação irregular no país, bem como a casos exemplares de conflitos em áreas urbanas e rurais.

 

   PROJETOS E ATIVIDADES DOS ORGANISMOS

 

               1. MAIOR CONHECIMENTO E ENTROSAMENTO DOS ORGANISMOS ANEXOS         QUE COMPÕEM O SETOR AÇÃO SOCIAL

 

Como os organismos vinculados à CNBB que atuam na área social são componentes do Setor Ação Social e são por ele articulados, surge a necessidade de um melhor conhecimento mútuo e de uma sistemática de atuação de cada um, de uma troca de experiências e de integração de suas atividades.

 

PROJETO:          6.1.38

Sistemática:       Encontro

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social

   Todos os organismos anexos da CNBB que compõem o Setor Ação Social

Prazo:    1983 — 2° semestre

   1984 — 2° semestre

 

   2.         COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ (CJP/BR)

 

Estudo sobre solo urbano

 

Além de suas atividades permanentes, a CJP/BR se propõe a promover seminários que colaborem para a concretização dos Objetivos 1 a 3 das atividades permanentes da Ação Social. De modo especial, apresenta o projeto de "Seminário sobre solo urbano", tendo em vista estudar o anteprojeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNDU) em tramitação no Congresso Nacional e oferecer subsídios para a reflexão sobre o mesmo, na Igreja e na sociedade.

 

PROJETO:          6.1.39

Sistemática:       Seminário

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CJP/BR

Prazo:    1983 — 2° semestre

 

   3.         CÁRITAS BRASILEIRA

 

   3.1. Animação da ação social em nível regional e diocesano

 

Necessidade de redimensionar a ação caritativa da Igreja, sobretudo em nível diocesano, tendo em vista o processo de empobrecimento crescente do povo.

 

PROJETO:          6.1.40

Sistemática:       Avaliação permanente dos grupos que atuam no campo social

   Encontro com grupos diocesanos e regionais que atuam no campo social

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, Caritas Brasileira

Prazo:    1983

   1984

 

   3.2. Formação de agentes de Pastoral Social

 

Necessidade de uma formação mais específica do agente de Caritas, que deve ter uma autêntica mentalidade evangélica, capaz de unir fé e compromisso social e um verdadeiro sentido de caridade que promove e liberta.

 

PROJETO           6.1.41

Sistemática:       Divulgação do pensamento social da Igreja

   Cursos, seminários e ciclos de estudos

   Encontros, estágios e visitas

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, Caritas Brasileira

Prazo:    1983

   1984

 

   3.3. Animação, capacitação e acompanhamento dos agentes das obras sociais

 

A partir da pesquisa realizada recentemente pelo CERIS, torna-se necessário repensar, juntamente com as Obras Sociais e os grupos diocesanos, suas práticas, a fim de adequá-las aos desafios propostos pela sociedade de hoje.

 

PROJETO:          6.1.42

Sistemática:       Divulgação dos resultados da pesquisa

   Encontros de reflexão e avaliação

   Cursos, seminários e ciclos de estudo

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, Caritas Brasileira

Prazo:    1983

   1984

 

   3.4. Apoio a iniciativas comunitárias nas situações de emergência

 

Necessidade de coordenar os esforços das comunidades no atendimento aos irmãos afetados por situações de emergência.

 

PROJETO           6.1.43

Sistemática:       Apoio a pequenos projetos de desenvolvimento comunitário

   Articulação com organismos internacionais

   Encontros de avaliação

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, Caritas Brasileira

Prazo:    1983

   1984

 

   3.5. Atendimento a refugiados políticos em trânsito pelo Brasil

 

Além das situações de emergência provocadas pelos fenômenos físico-naturais, a Caritas Brasileira também volta sua atenção para as situações provocadas pelos fenômenos sócio-políticos. Hoje, ainda é alto o número de refugiados políticos em trânsito pelo Brasil. Enquanto aguardam reconhecimento pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e posterior encaminhamento a países de asilo, os refugiados recebem as atenções da Igreja do Brasil.

 

Projeto   6.1.44

Sistemática:       Assistência médica e psicossocial aos refugiados

Contatos com organismos envolvidos no trabalho

   Avaliação e acompanhamento

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, Caritas Brasileira

Prazo:    1983

   1984

 

   4.         CENTRO DE ESTATÍSTICA RELIGIOSA E INVES-TIGAÇÕES SOCIAIS (CERIS)

 

   4.1. Serviço de assessoria em questão de terras da Igreja

 

Trata-se de um estudo e busca de soluções para aquelas situações de terras pertencentes, por variados títulos, a dioceses e que ou se acham ocupadas por terceiros e quer-se regularizar a sua posse, ou que, sendo improdutivas e não ocupadas, pretende-se dar-lhes uma função social.

 

PROJETO:          6.1.45

Sistemática:       Levantamento de situações críticas de terras da Igreja

   Busca de soluções alternativas na base de encontros de dioceses e troca de experiências

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS, , CPT, CJP, Dioceses

Prazo:    1983

   1984

 

   4.2. Apoio e assessoria a iniciativas e experiências de trabalho social na área rural e periferia das cidades

 

Necessidade de colocar em comunicação, através do deslocamento de pessoas, grupos de base em diferentes estágios de desenvolvimento para melhor domínio e conhecimento das atividades a que se propõem. Oferece ainda aos grupos locais meios de capacitação e formação de seus membros através de encontros, trocas de experiências e estudos com assessoria técnica.

 

PROJETO:          6.1.46

Sistemática:       Encontros

   Visitas de grupos a experiências bem sucedidas

   Atividades de formação através de cursos e dias de estudo

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS, Regionais da CNBB, Agentes sociais

   Organismos de formação social e grupos locais

Prazo:    1983

   1984

 

   4.3. Estímulo a atividades locais de promoção social através de um diálogo crítico com grupos de base

 

A existência de um fundo de apoio a pequenos projetos não significa um simples repasse de dinheiro, mas buscar, através da ajuda financeira, o suscitar de uma vivência de solidariedade e participação de todos no encontro de soluções para problemas comuns.

 

PROJETO:          6.1.47

Sistemática:       Discussão crítica das atividades

Debate de alternativas de ação

   Apoio financeiro pelo fundo de mini projetos

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS, CNBB, Grupos locais, Agentes Sociais

Prazo:    1983

   1984

 

   4.4. Análise de projetos de trabalho social encami-nhados a organizações de ajuda externa, ten-do em vista uma integração com as linhas de atuação da Igreja no Brasil

 

Necessidade de oferecer, a quem recorre à ajuda externa, uma assessoria tanto técnica, na elaboração de seus projetos, quanto questionadora da solução encontrada e para a qual se pede apoio não local e, portanto, não participativo.

 

PROJETO:          6.1.48

Sistemática:       Visitas ao local do projeto para contatos e coleta de informações

   Pareceres técnicos de viabilidade e consistência

   Orientação a grupos interessados no encaminhamento de projetos a entidades de ajuda externa

   Assessoria na elaboração e reformulação de projetos na área sócio-econômica

   Elaboração de textos de orientação

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS, Grupos locais, Profissionais, liberais técnicos

   Organismos de promoção social

Prazo:    1983

   1984

 

   4.5. Realização de pesquisas integradas para grupos locais que buscam conhecer sua problemática para melhor encontrar caminhos de solução

 

Trata-se de assessoria de quem, com conhecimentos e práticas de pesquisas e levantamento de dados, propõe-se a oferecer um serviço não acadêmico mas participativo nessa área de conhecimento da realidade, fazendo da coleta de informações e do seu aproveitamento uma atividade de todos.

 

PROJETOS:        6.1.49

Sistemática:       Montagem do projeto

Assessoramento e encontros locais

   Execução técnica participada

   Elaboração de documento

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS, Grupos locais, Assessores, técnicos

   Agentes sociais

Prazo:    1983

   1984

 

   4.6. Avaliação de projetos realizados no campo so-cial em nível diocesano

 

Obras Sociais, grupos locais e movimentos que atuam na área social, muitas vezes, precisam de uma avaliação do caminho andado, dos objetivos procurados, alcançados ou não, dos meios e recursos colocados à sua disposição. O presente projeto quer oferecer uma oportunidade para semelhante reflexão e repensamento.

 

PROJETO:          6.1.50

Sistemática:       Montagem participada da avaliação

   Execução participada da coleta de dados

   Elaboração de relatórios e documentos

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social,, CERIS, Pessoas envolvidas com o projeto

Prazo:    1983

   1984

 

   4.7 Acompanhamento de projetos em curso no campo social em nível diocesano

 

Obras Sociais, grupos locais e movimentos que atuam no campo social, muitas vezes, necessitam de um acompanhamento e assessoria na busca de seus objetivos. Este projeto dispõe-se a oferecer uma ajuda com pessoas qualificadas na área técnica e de ciências humanas.

 

PROJETO           6.1.51

Sistemática:       Reuniões com os agentes locais

   Visitas ao projeto

   Coleta de dados

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS, Agentes sociais

   Pessoas envolvidas com o projeto

Prazo:    1983

   1984

 

   4.8. Produção de textos de orientação prática que fundamentam o trabalho social de grupos enga-jados com população marginalizada

 

Trata-se da elaboração de textos à base da experiência e conquistas, que grupos de base viveram e realizaram, para serviço de outros que iniciam os mesmos passos.

 

PROJETO:          6.1.52

Sistemática:       Reuniões e seminários

   Produção de documentos

   Divulgação

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social,, CERIS, Organismos anexos da CNBB,

   Agentes sociais, Grupos locais

Prazo:    1983

   1984

 

   4.9. Assessoria a organizações católicas de ajuda na determinação e inventariação de critérios prioritários de apoio a projetos sociais, em conformidade com as linhas de ação da Igreja no Brasil

 

Trata-se de um serviço tantas vezes já procurado pelas organizações de ajuda externa que, distantes dos problemas vividos pelo solicitante, premidos pelo aumento dos pedidos e queda dos recursos disponíveis, precisam de uma escala de prioridade para as suas decisões.

 

PROJETO:          6.1.53

Sistemática:       Análise de projetos sociais

Encontros

   Elaboração de documentos

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, CERIS

Prazo:    1983

   1984

 

   5.         INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO (IBRADES)

 

   5.1. Análise e reflexão da realidade brasileira à luz da fé

 

Análise da realidade sócio-econômica e política brasileira, tanto do ponto de vista conjuntural quanto estrutural, à luz do ensino social da Igreja, mediante a elaboração e difusão periódica de estudos sobre aspectos concretos dessa realidade.

Estudo e discussão de problemas sócio-econômicos ou sócio-políticos de atualidade, mediante seminários de especialistas, sobretudo leigos.

Organização de seminários ou fóruns abertos, para grupos específicos de leigos com poder decisório, a fim de estudar e debater problemas atuais e suas implicações éticas.

 

PROJETO:          6.1.54

Sistemática:       Seminários (4) para especialistas, lideranças religiosas e leigas

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, IBRADES, Organismos anexos da CNBB, Assessores,

   Pesquisadores externos

Prazo:    1983

   1984

 

   5.2. Reflexão e estudo interdisciplinar sobre os valores humanos em jogo na sociedade brasileira contemporânea

 

Reflexão e estudo interdisciplinar sobre os valores humanos (ético-sociais) em jogo, na sociedade brasileira contemporânea, em particular em relação à família, e difusão dos resultados dessa reflexão e estudo.

 

PROJETO:          6.1.55

Sistemática:       Pesquisa sobre os valores da família brasileira

Seminários para especialistas

   Grupos interdisciplinares de reflexão

   Difusão dos resultados

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, IBRADES, Organismos anexos da CNBB,

   Instituições acadêmicas e de pesquisa, Assessores, Pesquisadores externos

Prazo:    1983 — 2o semestre

   1984

 

   5.3. Formação de agentes de Pastoral Social

 

Formação social de agentes de Pastoral, sobretudo daqueles que estão a serviço das CEBs, mediante um curso anual de quatro meses no Rio, e cursos breves (de três a cinco dias), nas diversas regiões do País.

 

PROJETO:          6.1.56

Sistemática:       Curso de quatro meses no Rio de Janeiro

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, IBRADES, Assessores, Professores externos

   Organismos anexos da CNBB

Prazo:    1984 — 1o. semestre

 

   5.4. Formação de agentes de Pastoral Social e lideranças leigas

 

Formação social de liderança de grupos ou movimentos populares, de movimentos e organizações de jovens, de movimentos de trabalhadores e, também, de outras classes (na perspectiva da opção preferencial pelos pobres), mediante seminários e cursos breves, no Rio e em outros Estados.

 

PROJETO:          6.1.57

Sistemática:       Seminários (8) de três a cinco dias em diversas regiões do País

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, IBRADES Regionais da CNBB, MEB

   Dioceses, Grupos locais, Assessores, Professores, externos

Prazo:    1983, 1984

 

   5.5. Assessorias e acompanhamentos

 

Assessoria e acompanhamento de grupos, movimentos ou organismos especializados (Associação Comercial, Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas do Brasil (ADCE), Movimentos de Educação Popular, Fundação do Bem-Estar do Menor (FUNABEM)), mediante palestras, participação em encontros, entre outros.

 

PROJETO:          6.1.58

Sistemática:       Contatos e diálogos freqüentes

Palestras e seminários

   Assessoria técnica

   Encontros (3 ou 4 por ano)

   Centro de Informação e Documentação

Responsável:     Linha 6: Setor Ação Social, IBRADES, Organismos da CNBB,

   Grupos locais, Assessores externos

Prazo:    1983

   1984

 

Nota: Relacionam-se abaixo os projetos cuja responsabilidade de execução cabe à Linha 6-Setor Ação Social e que se encontram indicados no Programa 7 — Situações Pastorais":

 

7.4.72               Pesquisa sobre a família no Brasil.

 

7.5.74               Apoio ao trabalho da Igreja realizado no campo da saúde.

 

7.9.79               Seminário Nacional sobre a Pastoral da Mulher marginalizada.

 

7.10.80             Apoio e busca de perspectivas para a Pastoral Carcerária.

 

7.13.84             Acompanhamento de grupos étnicos minoritários e dos migrantes mais recentes.

 

7.13.85             Animação dos serviços existentes aos migrantes internos.

 

7.13.86             Reunião dos migrantes e debates de seus problemas.

 

7.13.86             Conhecimento das novas frentes de migração.

 

  

2.            SETOR EDUCAÇÃO

 

ORIENTAÇÕES PARA A AÇÃO

 

Toda ação evangelizadora, enquanto converte a consciência pessoal e coletiva das pessoas, sua atividade, seu meio concreto (cf. EN, 18), é educativa. A educação eclesial, no entanto, se concretiza, particularmente, seja na educação da fé, promovida de maneira sistemática na catequese, seja em outras formas de educação, que visam colaborar nas tarefas da promoção humana e cultural e são assumidas pela Igreja como servidora dos homens. Todos os cristãos são chamados a empregar seus esforços na tarefa de criar a nova educação (cf. Med., 4,II,2) exigida para a formação do homem novo, em vista da nova sociedade (cf. Puebla 1308).

 

É nesta segunda forma de educação que se situa o Setor Educação. A ele cabe incentivar, assessorar e dinamizar a Pastoral da Educação, tendo presente posições que decorrem das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, da natureza da educação e dos apelos da realidade. Isto supõe a criação e/ou dinamização de Organismos Regionais e Diocesanos de Coordenação da Pastoral da Educação. Esta tem um campo de abrangência muito grande. Considera tanto a educação escolar em todos os seus níveis e tipos de instituições, como a educação popular e a educação permanente, no que diz respeito tanto ao processo educativo como aos educadores.

 

Em estreita relação com os demais setores da CNBB, a Pastoral Educativa tentará criar condições para que, nas diversas situações e instituições de educação, se concretizem todas as dimensões da vida eclesial. Neste sentido, deverão receber especial atenção, no presente biênio, os destaques assumidos nas Diretrizes Gerais da Ação Pastoral e, mais especificamente: o acompanhamento da Pastoral do Educador leigo, o apoio à formação de assessores de Pastoral de Juventude, o desenvolvimento de uma Pastoral Vocacional nas instituições escolares, a reflexão sobre a dimensão pedagógico-educativa das CEBs, dos movimentos populares e associativos, a irradiação da Pastoral das Escolas para a Pastoral da Família, a inclusão da dimensão do trabalho no próprio processo educativo-escolar.

 

A Pastoral da Educação contribui para que o processo educativo, visando à promoção das pessoas - a pessoa toda e todas as pessoas -, seja, ao mesmo tempo, expressão de um compromisso real com a formação de "homens novos", evangelicamente críticos e criativos, com espírito fraterno e compromisso social, capazes de encontrar alternativas para uma nova sociedade (cf. Puebla 1308).

 

A atuação do Setor visa incentivar e favorecer uma educação libertadora-evangelizadora em todas as situações. Para isto, é necessário que a educação se realize a partir da análise - iluminada pela fé - do próprio fenômeno educativo, dentro do contexto sócio-político-econômico em que ele se processa, e não a partir de uma visão idealista da educação que compromete muito pouco. É preciso ter presente o engodo que representa uma preocupação puramente técnico-pedagógica, desvinculada da dimensão sócio-política da educação.

 

A educação libertadora-evangelizadora desafia, a partir da realidade social e das exigências da fé, os conteúdos, as metodologias, as relações educativas, o educador e as instituições, exigindo a revisão de práticas educativas que, muitas vezes, favorecem as desigualdades sociais, a eliminação dos mais pobres, reforçando o individualismo, a competição, enfim, o próprio sistema injusto que se denuncia verbalmente.

 

A opção pelos pobres, ao mesmo tempo em que impulsiona para que se canalizem, de preferência, recursos e esforços na educação das classes populares, constitui a pedagogia evangélico-libertadora para todos os setores da sociedade. É a partir da causa dos pobres e de seu projeto histórico que deve ser constantemente repensado o processo educativo, tanto na educação formal como na educação não-formal.

 

A própria maneira de encaminhar e realizar a ação na Pastoral Educativa deve ser um constante questionamento crítico e construtivo" do sistema educacional vigente (cf. Puebla 440).

 

"Ser educador hoje constitui um verdadeiro desafio. Exige contínua disponibilidade e abertura às novas situações. Além do mais, quem se propõe a tarefa de educar deve educar-se, também, continuamente a si mesmo" (Mensagem do Santo Padre aos participantes do XI Congresso da AEC, 1983). Nesta perspectiva, impõe-se a criação de condições para a formação permanente do educador e a valorização dos movimentos e grupos de leigos educadores.

 

ATIVIDADES PERMANENTES

 

Em ligação com a Associação de Educação Católica no Brasil (AEC/Br], com o Movimento de Educação de Base (MEB), com a Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas (ABESC) e outras entidades de Igreja que atuem na educação, visando dinamizar a Pastoral da Educação no enfoque do Objetivo Geral de Ação Pastoral da Igreja no Brasil, o Setor Educação propõe-se, para o biênio 83-84, as seguintes atividades:

 

  Estimular a aplicação no campo da educação das Diretrizes da Ação Pastoral da Igreja no Brasil.

 

  Incentivar e assessorar a criação e/ou fortaleci mento de organismos de coordenação da Pastoral da Educação nos Secretariados Regionais da CNBB e favorecer intercâmbios entre os Regionais.

 

  Estimular e acompanhar a Pastoral do Leigo educador e, em especial, a organização dos educadores leigos em nível diocesano, regional e nacional.

 

  Aprofundar a prática da educação na e para a justiça, através do estímulo e assessoria para a revisão e reformulação dos currículos das escolas.

 

  Estimular as instituições católicas para que prossigam na reflexão e na realização de ações concretas visando concretizar a opção pelos pobres na educação.

 

  Apoiar a inclusão da dimensão do trabalho - nas perspectivas da Laborem Exercens - no processo educativo das escolas.

 

  Assessorar e dinamizar as campanhas da CNBB, em especial as Campanhas da Fraternidade e promoções vocacionais e missionárias nas escolas.

 

  Promover iniciativas em vista da Pastoral da Universidade.

 

  Incentivar e apoiar as iniciativas no campo da Educa ção Popular.

 

  Refletir sobre o posicionamento a ser assumido diante do movimento nacional pela escola pública e gratuita.

 

  Entrosar-se com a CRB, sobretudo em aspectos relacionados com a educação.

 

  Promover atividades conjuntas com outros setores e dimensões de CNBB, em especial Comunicação Social, Leigos, Catequese, Juventude e Família.

 

  Contatar e colaborar com organismos de educação em nível nacional e internacional, particularmente com a Sagrada Congregação para as Escolas Católicas e com o Departamento de Educação Católica do CELAM (DEC - CELAM).

 

  Participar de encontros que interessam diretamente ao Setor.

 

   PROJETOS

 

               1.ACOMPANHAMENTO DO DESDOBRAMENTO DO     XI CONGRESSO NACIONAL DA AEC: DESAFIOS E    PROSPECTIVAS PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA

 

O XI Congresso Nacional da AEC, mobilizando escolas e educadores de todos os Estados e Territórios do País, representou um momento forte na caminhada da educação católica. Provocou um processo de reflexão-ação, em vista das exigências que a opção pelos pobres faz à prática educativa, às instituições e aos educadores, tanto na educação for mal como na educação não-formal. Esse processo requer intensivo acompanhamento para que se possa imprimir um novo rumo à educação.

 

PROJETO:          6.2.59

 

SISTEMÁTICA:   Elaboração de novos subsídios e roteiros de       estudos

   Publicação das palestras e estudos do Congresso

   Assessoria a Encontros Regionais e interdiocesanos

   Encontro Nacional de Representantes de todos os Estados e Territórios

 

RESPONSÁVEL: AEC

   Linha 6:

   Setor Educação

 

PRAZO:   1983

   2° semestre

   1983-84

   1984

   abril

 

   2.         REFLEXÃO SOBRE A PASTORAL DA EDUCAÇÃO

 

A pouca compreensão da abrangência e da importância da Pastoral da Educação, no quadro da Pastoral Orgânica, tanto por parte dos educadores como dos demais agentes de Pastoral, justifica a necessidade de uma reflexão sobre a Pastoral de Educação e da divulgação dos resultados desta reflexão.

 

PROJETO:          6.2.60

 

SISTEMÁTICA: Grupos inter-regionais de estudo

   Seminário nacional

   Elaboração e divulgação de um documento sobre Pastoral de Educação

 

RESPONSÁVEL: Linha 6:

   Setor Educação

   AEC

   ABESC

   MEB

   GRE-CRB

 

PRAZO:   1984, 1° semestre

   28 setembro a 1º de outubro

   dezembro

 

   3.         ESTUDO DAS DIRETRIZES E DAS LINHAS DE AÇÃO DO MEB E DE SUA PRÁTICA EDUCATIVA

 

Após 22 anos de atuação na educação de base e em vista das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral da Igreja no Brasil, é vantajoso um estudo avaliativo da caminhada do MEB.

 

PROJETO:          6.2.61

 

SISTEMÁTICA: Encontro Nacional de Presidentes locais, Representantes dos Conselhos Regionais, Equipe Nacional e assessores especialmente convidados

 

RESPONSÁVEL: MEB

   Linha 6:

   Setor Educação

 

PRAZO:   1984, agosto, 21 a 24

 

   4.         IGREJA E DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO

 

O movimento nacional em prol da escola pública, laica e gratuita para todos, a exigência de democratização da escola católica e as condições de sua sobrevivência requerem uma reflexão que possa fundamentar posições coerentes com os princípios da Igreja sobre educação e com as Diretrizes da Ação Pastoral.

 

PROJETO:          6.2.62

 

SISTEMÁTICA: Análise crítica das principais tendências em relação à democratização do ensino

   Reflexão sobre a posição da Igreja

   Elaboração e divulgação de um subsídio

 

RESPONSÁVEL: Linha 6:

   Setor Educação

   AEC

   ABESC

 

PRAZO:   1983, dezembro

   1984, julho

 

   5.         IDENTIDADE E CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA SUPERIOR CATÓLICA