Quem são os Anjos?

 

Os anjos são servidores e mensageiros de Deus, como diz o salmista: "poderosos executores da sua palavra, obedientes ao som da sua palavra"(Sl 103,20). Jesus disse que os anjos dos pequeninos contemplam "constantemente a face de meu Pai que está nos céus" (Mt 18,10), e a Igreja viu aí uma alusão ao Anjo da Guarda, guardião do corpo e da alma dos homens, cuja Festa celebra liturgicamente no dia 2 de outubro, desde o século XVI, universalizada pelo papa Paulo V, depois que Leão X, em 1508, aprovou o ofício composto por João Colombi. Na festa dos Arcanjos (29 de setembro), a Igreja invoca a proteção dos anjos: "Alimentados na força do pão do céu, daí-nos, ó Deus, sob a proteção dos vossos anjos, progredir no caminho da salvação. "(Depois da comunhão) Os anjos são criaturas puramente espirituais, dotados de inteligência e de vontade; são criaturas pessoais e imortais (cf. Lc 20,36). Eles superam em perfeição todas as criaturas visíveis, como dá testemunho o fulgor de sua glória (cf. Dan 10,9-12).

A existência real dos anjos

 

A existência dos Anjos é uma verdade de fé da Igreja católica. O Catecismo da Igreja no, afirma com clareza: "A existência dos seres espirituais, não-corporais, que e Sagrada Escritura chama habitualmente de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição" (§ 328). O Magistério da Igreja confirmou a realidade dos anjos sobretudo no Concílio de Latrão IV (1215), ao declarar contra o dualismo dos hereges cátaros: "Deus é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, espirituais e corporais; por sua onipotência no início do tempo criou igualmente do nada as criaturas espirituais e corporais, isto é, o mundo dos anjos e o mundo terrestre; em seguida criou o homem, que de certo modo compreende umas e outras, pois consta de espírito e corpo. O diabo e os outros demônios foram por Deus criados bons, mas por livre iniciativa tornaram-se maus.  O homem pecou por sugestão do diabo. "(DS 800 [428]). Diante de uma certa tendência de negar que os anjos são seres pessoais, mas apenas "instintos" ou "forças neutras", como se fosse apenas  uma tendência para o bem ou para o mal, o Papa Pio XII na sua encíclica Humani Generis (1959), reafirmou que os anjos são "criaturas pessoais", dotadas de inteligência sagaz e vontade livre (DS 3891 [2317]). São Gregório Magno dizia que cada página da Revelação escrita atesta a existência dos Anjos. A presença e a ação dos anjos bons e maus estão a tal ponto inseridas na história da salvação, na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja, que não podemos negar a sua existência e ação, sem destruir a Revelação de Deus. O fato de muitas vezes os anjos terem sido apresentados de maneira fantasiosa ou infantil, não nos autoriza a negar a sua existência. Por serem seres espirituais, os anjos bons e maus não podem ter a sua existência provada experimental e racionalmente; no entanto, a Revelação atesta a sua realidade.

Eles são mencionados mais de 300 vezes na Bíblia

O nosso Catecismo lembra que "Cristo é o centro do mundo angélico"(§ 331). Eles pertencem a Cristo, porque são criados por Ele e para Ele, como disse São Paulo: "Pois foi Nele que foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Dominações, Principados, Potestades, tudo foi ciado por Ele e para Ele"(Cl 1, 16). Os anjos também são de Cristo porque Ele os fez mensageiros do seu projeto de salvação da humanidade.

 

 

 


 

Fonte: Prof. Felipe Aquino - Editora Cléofas

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