AS 95 TESES DE LUTERO

 

D. Estevão Bettencourt . OSB - Mosteiro de S. Bento - Rio de Janeiro

 

 

 

I.                    As Teses

 

1. Ao dizer `Fazei penitência' etc., nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta expressão não pode ser entendida no sentido do sacramento da penitência (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. Ela também não se refere apenas a uma penitência interior; sim, ela não seria penitência se externamente não produzisse toda sorte de mortificações da carne.

4. Por isto a pena também perdura enquanto houver o ódio da pessoa contra si mesma (isto é, a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada para o reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que ele impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não pode fazer cessar culpa alguma, senão declarar e confirmar que ela foi perdoada por Deus. Além disso, ele pode sem dúvida remiti-la nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7. Deus não perdoa a culpa de quem quer que seja, sem que se sujeite em completa humildade ao sacerdote como a seu substituto.

8. Os cânones penitenciais (que são a prescrição do modo de confessar e expiar) são apenas impostos aos vivos; nada se deve impor aos moribundos com base nos mesmos.

9. Por isso o Espírito Santo nos beneficia através do papa, quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade extrema.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que ainda reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa erva daninha, de se poder transformar a pena canônica em pena do purgatório, foi semeada enquanto os bispos estavam obviamente dormindo.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Piedade ou amor imperfeitos no moribundo necessariamente trazem consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si só já basta (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão muito próximos da angústia do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semi-desespero e a segurança.

17. Tudo indica que é necessário diminuir o horror das almas no purgatório, bem como promover o amor.

18. Parece não ter sido provado, nem à base da razão nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou da possibilidade de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas e seguras de sua felicidade, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20. Portanto, sob remissão plena de todas as penas o papa não entende simplesmente todas as penas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, aqueles apregoadores de indulgências que afirmam que a pessoa é libertada e salva de toda pena pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de um único castigo que elas, segundo os cânones (da igreja), deviam ter saldado nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todos os castigos a alguém, este se dará somente aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada com essa magnífica e indistinta promessa de absolvição do castigo.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, todo bispo e cura dalmas também o têm em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina humana aqueles que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando (do purgatório).

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da igrejas, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se realmente todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Diz-se que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como o que é penitente de verdade é o que recebe autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus, através da qual a pessoa se reconcilia com Deus.

34. Isso porque aqueles favores das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por homens.

35. Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar as almas ou adquirir privilégios confessionais.

36. Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão plena de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Mesmo assim a remissão e a participação da mesma pelo papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo conciliar, perante o povo, ao mesmo tempo a liberalidade das indulgências e a necessidade de verdadeira contrição.

40. A verdadeira contrição procura e ama os castigos, ao passo que a abundância das indulgências os afrouxa e faz odiá-los, havendo ocasião para tanto.

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas-, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras de caridade.

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgência possa de alguma forma ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44. Ocorre que através da obra de caridade cresce o amor e a pessoa se toma melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre de castigo.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências. Obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa, e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgências.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre, e não constitui obrigação.

48. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa necessita mais de orações devotas a seu favor e portanto as deseja mais, ao distribuir indulgências, do que o dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis, enquanto não depositam nelas a sua confiança, porém muito prejudiciais quando, de posse delas, perdem o temor de Deus.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das extorsões feitas pelos apregoadores de indulgências, ele preferiria reduzir a cinzas a basílica de S. Pedro a edificá-la com pele, carne e ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto, como é seu dever, a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns apregoadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo se para isto fosse necessário vender a basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança de salvação conferida pelas cartas de indulgências, mesmo que o comissário\\\' ou até mesmo o próprio papa dessem sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do papa aqueles que por causa da pregação de indulgências fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências que àquela palavra.

55. A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são menos importantes) são celebradas com um toque de sino, com pompa e cerimônia, o evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, pompas e cerimônias.

56. Os tesouros da igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos junto ao povo de Cristo.

57. Os tesouros da Igreja, com certeza, não devem ser de natureza temporal, senão muitos dos pregadores de indulgências não os distribuiriam com tanta facilidade, antes apenas ficariam a ajuntá-los.

58. Tampouco consistem eles nos méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça para o homem interior e ao mesmo tempo a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. Não exageramos ao dizer que as chaves da igreja, que lhe foram proporcionadas pelos méritos de Cristo, constituem este tesouro.

61. Pois está claro que, para a remissão dos castigos e para a absolvição em determinados casos, o poder do papa por si só é suficiente.

62. O verdadeiro tesouro da igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Este tesouro, entretanto, é muito odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é com razão o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Por esta razão os tesouros do evangelho foram as redes com que outrora se pescavam os homens de grandes riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como sendo a mais sublime graça, realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.

68. Estas são, entretanto, as graças mais ínfimas, se comparadas com a graça de Deus e a devoção à cruz.

69. Os bispos e curas de almas têm a obrigação de admitir com toda reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos, em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.

71. Quem fala contra a verdade das indulgências apostólicas, seja excomungado e maldito.

72. Aquele, porém, que se empenhar zelosamente contra a devassidão, e licenciosidade de palavras do pregador de indulgências, seja bendito.

73. Assim como o papa com razão fulmina aqueles que de alguma forma procuram defraudar o comércio das indulgências.

74. Muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, defraudam a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de absolver um homem que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Em contrapartida, afirmamos que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças, é blasfêmia contra São Pedro e o papa.

78. Afirmamos, ao contrário, que também este ou qualquer outro papa tem graças maiores a dar, quais sejam o evangelho, as virtudes espirituais, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Coríntios 12.

79. Dizer que a cruz com as armas do papa, altivamente erguidas, se equipara à cruz de Cristo, é blasfêmia.

80. Terão que prestar contas de sua atitude os bispos, curas de almas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.

81. Esta licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não evacua o purgatório, por santíssimo amor às almas e pela suprema necessidade das mesmas, sendo esta de todas as causas a mais justa, já que ele redime inúmeras almas por meio do tão miserável dinheiro para a construção da basílica, que constitui uma causa tão insignificante?

83. Ou: Por que se mantêm as missas em prol dos defuntos e a memória dos aniversários de falecimento e não se restitui ou se permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, quando já não é justo orar pelos redimidos?

84. Ou: Que nova piedade, de Deus e do papa, é esta, que se permita ao ímpio e inimigo`` redimir uma alma piedosa e amiga de Deus mediante dinheiro em vez de redimir por amor esta mesma alma piedosa e dileta gratuitamente?

85. Ou: Estando os preceitos penitenciais em si já de há muito revogados e mortos de fato por desuso, por que razão são eles assim mesmo pagos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Ou: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior que a do riquíssimo Crasso, não constrói com seu próprio dinheiro, ao invés do dinheiro de seus pobres fiéis, ao menos esta basílica de São Pedro?

87. Ou: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que pelo arrependimento completo têm direito ao pleno perdão e às bênçãos?\\\'

88. Ou: Que benefício maior se poderia proporcionar à igreja, se o papa, como agora o faz uma vez \\\'4, concedesse estas remissões e bênçãos cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que com as indulgências ele procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende ele as cartas de indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Rebater estes muito perspicazes argumentos dos leigos somente pela força e sem motivos razoáveis, significa expor a igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91. Se, portanto, as indulgências fossem apregoadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, estas objeções poderiam ser facilmente dissipadas e nem mesmo teriam surgido.

92. Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo ``Paz, paz!`` sem que haja paz!

93. Abençoados, porém, sejam todos os profetas que dizem ao povo de Cristo ``Cruz! cruz!\\\'; sem que haja cruz!

94. Admoestem-se os cristãos a que procurem seguir sua cabeça, Cristo, através de penas, da morte e do inferno.

95. E assim confiem entrar no céu passando antes por muitas tribulações do que pela segurança da paz infundada``.

II. Observações ao Texto

 

 

 

 

Algumas das proposições de Lutero se ressentem de falso conceito de indulgências: o reformador as entendia como aquisição material de uma bula papal donde resultaria o perdão dos pecados; não levava em conta o conceito correto de indulgências, que exigia o arrependimento e a confissão dos pecados; não se vendia o perdão dos pecados; ver o artigo sobre indulgências.

Ao escrever suas teses, Lutero já havia concebido sua noção de justificação pela fé e de penitência cristã, noção incompatível com a da Teologia clássica.

Quem lê as 95 teses, pode ter a impressão de que foram lançadas sem muita ordem nem encadeamento de idéias; vão sendo propostas às vezes em tom passional, às vezes em vestes de humildade; estão sujeitas a repetições e imprecisões. O que têm de válido, é a preocupação, presente em quase todas as teses, com a necessidade de compunção interior mais do que de obras exteriores; infelizmente, porém, o estilo extremado e temperamental das teses leva a exageros impróprios a um teólogo.

A variedade das proposições permite distinguir rumos diversos entre elas. Assim há:

Teses aceitáveis ao Catolicismo: nn° 1, 2, 3, 7, 26, 38 e 41;

Teses demagógicas: nn° 92, 93, 94 e 95;

Teses que supõem o conceito luterano de justificação: nn° 5, 20, 21, 25, 32, 56, 58 e 62;

Teses que procuram reconhecer o magistério do Papa: nn° 42, 50, 51, 53, 55, 70 e 91;

Teses sarcásticas: n° 65, 66, 82 e 86.

Lutero proferiu suas teses sem a intenção de se afastar da Igreja.

O fato, porém, é que se tornaram o ponto de partida público de uma ruptura que foi crescendo até a consumação do cisma em 1521.

 

 

III. Conclusão

 

O cisma perdura até nossos dias; é a conseqüência de um problema pessoal, problema de uma personalidade fogosa e temperamental (há quem seja mais severo), que projetou o problema e sua falsa solução no mundo de sua época. A nação alemã aproveitou-se da rebeldia de Lutero para desabafar suas tendências anti-romanas, que haviam caracterizado a política dos Imperadores germânicos durante a Idade Média. O ambiente predisposto pela política contra Roma favoreceu o cisma de Lutero, que tem sido visto pelos alemães não somente como figura religiosa, mas também - e muito - como porta-voz das reivindicações da nação germânica do século XVI.

Atualmente verifica-se que as circunstâncias que levaram ao cisma, estão ultrapassadas; donde se pode crer que a dissidência luterana poderá ser superada, de algum modo, em favor de fraterna reaproximação. A doutrina luterana é, como dito, a expressão de um problema pessoal de Lutero apavorado, problema que o reformador resolveu a seu modo, tranqüilizando-se por uma re-leitura tendenciosa das epístolas de São Paulo. Tal solução foi lançada ao público como sendo a autêntica modalidade de entender o Cristianismo. Deste problema pessoal de Lutero originou-se o protestantismo, que é uma forma mais suave de se viver o Evangelho, mas uma forma subjetiva, concebida por Martinho Lutero apavorado para Martinho Lutero. Verdade é que a época de Lutero (primeiras décadas do século XVI) foi um período infeliz na história da Igreja Católica, cujas mazelas podiam provocar críticas e censuras, mas não fundamentavam uma ruptura ou um cisma chefiado por um homem muito religioso, mas pouco equilibrado como foi Lutero.

O cisma vai sendo, hoje em dia, revisto por luteranos e católicos, de tal modo que se têm realizado sessões de estudos reunindo as duas partes; destes colóquios tem resultado, consentimento sobre pontos importantes relativos à justificação, consentimento que se espera vá mais e mais progredindo. A bibliografia sobre Lutero é imensa, ora justificando, ora criticando o reformador. Entre as várias obras publicadas, citamos Ricardo Garcia-Villoslada, Martin Lutero, vols. I e II; BAC, Madrid. 1976.

 


 

Fonte: Prof. Felipe Aquino - Editora Cléofas

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