| Filhas da Caridade |

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30/06/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       

            Tendo-me ordenado sacerdote em Roma, voltando a Maceió fui designado pelo senhor Arcebispo, Dom Adelmo Machado, para reger a nova Paróquia de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, no Vergel do Lago. Naquela ocasião, como não havia casa paroquial, fui morar na Casa dos Pobres.  Residi naquele abrigo por mais de vinte anos e foi durante esse tempo que tive oportunidade de conhecer as Irmãs de Caridade.

            A história começou no século XVII. “Atento em seguir passo a passo a Providência e dócil à ação do Espírito, São Vicente de Paulo (1581-16600 descobriu a miséria material e espiritual de sua época e consagrou a vida ao serviço e à evangelização dos Pobres aos quais chamava “nossos Senhores e Mestres”. Para isso, fundou as Confrarias da Caridade (1617) e a Congregação da Missão (1625). Nesse ínterim, encontrou santa Luiza de Marillac (1591-1660) e associou-a a sua atividade beneficente”. Foi nessa época que apareceu a camponesa Margarida Naseau (1594-1633), que assumia os trabalhos mais humildes, que as senhoras das confrarias não queriam fazer. Foi com ela e outras companheiras, que nasceu a congregação das Filhas da Caridade. As primeiras irmãs, desde 1630, ficaram sob a responsabilidade de santa Luíza de Marillac por desejo expresso de São Vicente, mas foi somente a 29 de novembro de 1633, que as irmãs se reuniram sob a direção de Santa Luíza de Marillac “viverem um mesmo ideal em comunidade fraterna”. As Filhas da Caridade têm, pois, 3

            Seu lema é a frase paulina: “A caridade de Cristo nos impele”. De fato, dedicadas sobretudo aos pobres, as Irmãs de Caridade dedicam-se, de corpo e alma, aos mais necessidades como se fossem o próprio Cristo. É disso que realmente precisamos na ação cotidiana de nós, que fazemos a Igreja de Jesus.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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