| Chegamos ao fim do ano |

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28/12/03

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Este ano voou. Tudo passou rápido. Começamos ontem e, hoje, já estamos cantando o amém. Mas é assim mesmo a vida: tudo passa... tudo passará! E esta é uma grande lição neste fim de ano: tomar consciência de que somos passageiros neste mundo, que, por sua vez, é também passageiro. Tinha razão santa Teresa de Jesus quando, abismada diante da rapidez do tempo, exclamava: Só Deus permanece!
      Tristes de nós se nos apegarmos às coisas que passam. Passaremos com elas, ou, quando elas passarem, ficaremos tontos porque não fomos capazes de sustentar, de agarrar aquilo que tanto desejávamos e amávamos.
      Felizes de nós se, conscientes da fugacidade do mundo em que vivemos e das coisas que nos rodeiam, soubermos usar tudo com parcimônia e na devida medida. Então, sim, tudo terá servido para nosso bem, conforme é a vontade do Senhor.
       Mas, mesmo na sua rapidez, o ano que passou deve ter deixado suas marcas. Marcas boas e marcas ruins. O ano não passa sem deixar suas marcas. O cristão, por sua vez, diante dessas marcas tem que levantar os braços para os céus e agradecer a Deus por elas. A Bíblia nos convida a dar graças a Deus por tudo, salmodiando, louvando e cantando. Agradecer é próprio da grandeza de ser pessoa humana. Por isto, não percamos o tempo e digamos o nosso muito obrigado a Deus e a todas as pessoas que, de algum modo, neste ano que finda relacionaram-se conosco. Não custa nada dizer nosso obrigado, mas dizê-lo é muito bonito, muito rico e nos torna mais humanos.
      Rapidez do tempo é a lição; agradecer por tudo é o dever; eis aí dois pensamentos simples, mas que merecem ser refletidos, quando estamos chegando ao fim do ano.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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