| Santo Estévão |

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28/04/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       

Nestes últimos dias, a liturgia tem-nos dado o prazer de ler e meditar alguns capítulos dos Atos dos Apóstolos. De modo particular, temos tido a satisfação de reler a história maravilhosa de santo Estêvão, protomártir da Igreja.

            É verdadeiramente impressionante o que pode ser e fazer uma pessoa cheia do Espírito Santo. O caso do diácono Estêvão é típico e exemplar. Diz a Bíblia que Estêvão fora eleito um dos sete primeiros diáconos e era «homem de fé e cheio do Espírito Santo... cheio de graça e poder« (At. 6,5.8).

            Repleto do Espírito Santo, ele tinha poder, fazia milagres e ninguém conseguia «resistir à sabedoria e ao espírito com que ele falava« (At 6,10)

            Quem abre o coração e deixa a luz de Deus entrar, ou seja, quem se torna verdadeiro e consciente templo do Espírito Santo, torna-se também um iluminado, um fortificado, um poderoso.

            Por outro lado, é triste ver o fechamento do coração à graça do Espírito Santo. No nosso caso é típico o comportamento das autoridades judaicas diante da sabedoria e coragem de Estêvão.  Viram Estêvão parecer um anjo, não conseguiram resistir à argumentação histórico-bíblico-dogmática do santo e, no entanto, não foram capazes de renderem-se à ação da graça.

            Quem abre o coração para Deus, enche-se do Espírito Santo e, quando se deixa conduzir por Ele,  faz maravilhas; quem, porém, fecha-se no seu egoísmo, na sua  auto-suficiência, torna-se obtuso, duro de coração e jamais penetrará nos umbrais divinos onde se é iluminado, fortificado e agraciado.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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