| O rosário |

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27/10/2002

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

     A palavra rosário deriva do latim “rosarium”, que significa roseiral ou jardim de rosas. Prevaleceu esta denominação por ser essa devoção em honra de Maria Santíssima, chamada pela Igreja de “Rosa Mística”.
     O rosário começou e se desenvolveu no segundo milênio. A sua história foi assim.
     Já no século III, os eremitas costumavam recitar um saltério de pai-nossos. Todavia, esse costume só se tornou comum a partir do século XI, quando os monges iletrados acompanhavam a oração dos monges coristas recitando 50 ou 150 pai-nossos, segundo o número dos salmos. No início eram usadas pedrinhas para contar os pai-nossos, depois, a partir da primeira metade do século XII, apareceu o enfiado de contas, que deu origem ao nosso terço.
     A partir do século XIII, espalhou-se o uso de repetir ave-marias, criando também o saltério de ave-marias, que foi prescrito pela primeira vez em 1195, pelo Concílio de Paris. Em 1216, esse costume foi aprovado pela Igreja. Nesse tempo, os frades dominicanos iletrados, enquanto os coristas rezavam o Ofício de Nossa Senhora, rezavam o saltério de ave-marias, isto é, diziam 50 (o terço) ou 150 (o rosário).
     A tríplice divisão dos mistérios do rosário (gozosos, dolorosos e gloriosos) foi introduzida como resumo e método da pregação de São Domingos de Gusman e por seus companheiros.
     A festa de “Nossa Senhora do Rosário” foi introduzida na liturgia após a vitória da batalha de Lepanto (7.10.11571) entre cristãos e turcos. Não podemos esquecer que Nossa Senhora, em Fátima, se apresentou como a “Senhora do Rosário”.


(*) É VIGÁRIO GERAL E DOUTOR EM TEOLOGIA

 

 

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