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27/02/2011

MONSENHOR PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Há algumas coisas ou atitudes na vivência da nossa fé na vida diária que espantam qualquer um que se ponha a meditar sobre o assunto. Por exemplo, ficamos felizes se ganhamos uma pequena relíquia de um santo, mas não mostramos muito interesse com o fato de que temos a Eucaristia, onde estão o Corpo e o Sangue de Jesus, Deus e Homem, nosso Salvador e nossa Vida, que recebemos em comunhão, de modo que o Corpo e o Sangue divinos entram em nós e se tornam nosso alimento.
Outro exemplo é o fato de que lemos o capítulo 13 da primeira Carta aos Coríntios e temos até a ousadia de pregar sobre ele, mas, na prática, vivemos criticando a vida alheia, invejando o progresso do vizinho e sabotando o sucesso de alguém. A mesma coisa acontece quando lemos os capítulos 5, 6 e 7 de São Mateus. Achamos tudo bonito. Falamos e pregamos sobre eles, mas na prática parece que Jesus perdeu seu tempo, pois os cristãos vivem como se o sermão da montanha não existisse. Os exemplos são muitos.
Por que isso acontece? Não sou doutor da lei nem imune dessas incoerências, mas creio que a causa principal é porque não temos fé e, se a temos, é fraca demais. E justamente por isso é que até as palavras de Jesus não nos despertam, não nos dão entusiasmo.
Ou seja, por falta de uma fé verdadeira, não levamos a sério a Bíblia, não a vivemos, embora a conheçamos. Assim, pregamos sobre a caridade com ódio e desprezo do outro no coração; oramos e cantamos na igreja, mas estamos cheios de inveja e ciúme. Vale a pena lembrar uma pergunta de Jesus: “Quando o Filho do homem vier, porventura encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18,8) 


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E PÁROCO DA PARÓQUIA DIVINO ESPÍRITO SANTO - JATIÚCA - MACEIÓ/AL

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