26/12/04
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
Para muita gente, cristão ou não
cristão, o Natal já passou. Na expectativa do Natal, o comércio
esmerou-se enquanto pôde. Presentes foram dados, houve festa por toda
parte, celebrações foram feitas, confraternizações realizaram-se em
quase todas as repartições, as ruas e as casas foram iluminadas à
profusão e ornadas com enfeites natalinos, votos de paz e alegria foram
pronunciados aos milhões, missas foram celebradas com grande afluência
de fiéis, mas tudo passou. Acabaram-se os presentes, terminaram as
propagandas, fecharam-se as vitrines com ofertas especiais e até os presépios
foram retirados das igrejas. Será que o Natal acabou? Não. Na verdade, o
Natal nunca termina, o que acaba são as manifestações populares. O
Natal é a chegada-memória do Cristo. É a revivescência da sua entrada
no mundo dos homens, mas nunca poderemos esquecer que Ele se chama
Emanuel, o Deus conosco.
Ele armou a sua tenda entre nós (Jo 1,14), ou seja,
ele assumiu a nossa natureza e se tornou um de nós em tudo, menos no
pecado. A história dos homens não é mais a mesma, após o Natal de
Jesus, pois a partir de então, Deus se inseriu na nossa vida, na nossa
existência. Por isso, o Natal jamais passará, mas, para que isso seja
uma realidade, é preciso que cada cristão se encontre realmente com
Cristo, abra seu coração e deixe a luz do céu entrar, de tal modo que
Ele seja o seu caminho, a sua verdade e a sua vida.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
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