| Jesus, o solidário |

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25/07/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       

            Rezando e meditando o rosário da Virgem Maria, tenho me impressionado com uma coisa: o solidarismo de Jesus. Senão, vejamos.

            Jesus tem duas naturezas: uma, humana; outra, divina. É, porém, uma só pessoa, pessoa divina. Como tal, ele é Deus. Deus, diz-nos São João, é amor. E é próprio do amor ser solidário. Portanto, Jesus é solidário pela sua própria condição divina.

            Solidário conosco. Solidário com a humanidade toda e com toda a criação.( Solidário em todas as circunstâncias e momentos. Vejamos alguns exemplos.

            Nos mistérios gozosos, encontramos um Jesus que nasce de uma mulher (1º.), com a qual aprende a ser solidário (2º.) e vem ao mundo pobre, sem teto e sem nenhuma assistência pública ou governamental. (3º.)  E isto acontece, malgrado estarem seus pais cumprindo uma ordem do governo. Ele se submete às leis do seu país, do seu povo, da sua religião. Ele é apresentado no templo e é resgatado como qualquer menino judeu do seu tempo (4º.) e, ainda menino, já comunica sua missão divina (5º.)

            Nos mistérios luminosos, Jesus se solidariza conosco na necessidade do batismo (1º.), está presente nos grandes acontecimentos da vida cotidiana do povo (2º.), transmite sua revelação aos que querem ouvi-lo (3º.), mostra-nos como seremos se aceitarmos sua palavra (4º.), fica presente noite e dia entre nós (5º.). Ele continua com sua tenda armada entre nós (Jo 1,)

            Nos mistérios dolorosos, Jesus se solidariza conosco nas horas de incompreensão, solidão, ingratidão, prisão e desprezo (1º.), com aqueles que são esbofeteados, açoitados, pisados e quase esfolados (2º.), nos momentos de menosprezo, gozação, insultos, pancadas, ferimentos (3º.), quando carregamos nossa cruz diária tão pesada, que nos massacra (4º.), quando somos morremos com qualquer espécie de morte, que é sempre dolorosa.

            Nos mistérios gloriosos, Jesus se solidariza com nosso sepultamento (1º.), com nossa futura ressurreição nele e por ele (2º.), envia-nos seu próprio Espírito de vida (3º.), leva sua mão para junto dele para concretizar sua solidariedade com os homens (4º.) e a transforma em nossa mãe e senhora, par anão nos deixar órfãos (5º.).


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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