| Maria dos Prazeres |

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22/08/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       A palavra prazer tem duas conotações diferentes. Uma, é o prazer provocado por sensações e sentimentos oriundos de satisfações humanas, naturais, terrenas e mais voltadas para os instintos e concupiscências da criatura; outra, é o prazer provocado por vibrações espirituais, que elevam o homem até mesmo às raias da divindade. Assim, o prazer de degustar um bom doce de leite é um prazer da primeira dimensão; enquanto que o prazer que provém da presença de Cristo em nós após a santa Comunhão é um prazer da segunda conotação. Ambos os prazeres são de dupla direção, ou seja, ambos podem ser bons ou maus. Assim, o prazer provocado pelo uso desenfreado e desordenado do sexo é mau; como é mau o prazer de alguém que está feliz porque roubou uma fortuna.


    A criatura humana tem necessidade de prazeres de ambas as formas. Todos os seres humanos precisam de sensações agradáveis, que sejam honestas e justas, bem como precisam de alegrias, digamos, espirituais, que elevam e robustecem o espírito. Quem não sente prazer algum ou já morreu ou está muito doente. E é curioso que, as pessoas que começam a perder gosto pelos prazeres bons e honestos da vida começam igualmente a entrar num estado de depressão, que pode ser fatal. Maria, a mãe de Jesus e nossa mãe, é a senhora dos prazeres. E isto por dois motivos. Primeiramente, porque como criatura sadia e perfeita, Maria gozou também de bons prazeres na sua vida. Basta citar o fato de Caná da Galiléia, onde a vemos participando de uma festa e cuidando junto a seu Filho, para que não faltasse o vinho. Ademais, ao lado de suas grandes dores, Maria sentiu grandes prazeres ao ver os milagres de Jesus e assistindo-o na pregação do Reino de Deus. Em segundo lugar, porque ela nos deu Jesus, tornando-se assim causa de nossa alegria. E solidária com todos os seus filhos, Maria continua a nos proporcionar constantemente os mais diversos e bons prazeres da vida.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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