| UM APÊNDICE ESTUPENDO |

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22/04/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       

Hoje, em todas as igrejas católicas do mundo, será lida uma parte do capítulo vinte e um do evangelho escrito por São João. Todos sabemos que essa parte do quarto evangelho provavelmente ou certamente não foi escrita pelo apóstolo evangelista, mas todos sabemos também que ela é inspirada e, portanto, digna de fé e de consideração. Ademais, é uma passagem bíblica carregadinha de mensagens bonitas e dirigidas à nossa existência cristã de cada dia.

            Após a ressurreição, antes da vinda do Espírito Santo, Pedro resolve pescar no lago da Galiléia. Alguns apóstolos vão com ele. Passam uma noite inteira e não pegam nem uma piaba. Para pescadores, que conheciam aquele lago como a palma da mão, foi certamente uma grande decepção. De manhã, tristes e acabrunhados, voltam para a praia, quando então encontram Jesus. O Senhor lhes pede algum peixe e, como não têm, ele lhes mandar jogar as redes à direita do barco. Obedecem e apanham tantos peixes, que os barcos quase iam ao fundo.

            Na praia, quando estão cara à cara com Jesus, encontram, preparados, pela  ternura da sua caridade do Mestre, pão e peixe. É um café da manhã para aqueles, que tentaram pescar sem Jesus e não conseguiram nada. É um café da manhã para que eles soubessem que, mesmo nas horas de decepção e fracasso, Jesus se encontra presente. É um café da manhã para conversar com Pedro, que se lançara nas águas profundas, frias e perigosas do lago, a fim de encontrar-se logo com o Senhor, que ele negara na hora da paixão. É uma café da manhã, momento propício para dizer aos apóstolos e ao mundo que o que importa de verdade é o amor, mesmo que seja um amor fruto do arrependimento. É um café da manhã no qual o Ressuscitado se encontra, mais uma vez, com sua Igreja nascente para formá-la na fé e no amor.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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