| Faca de dois gumes |

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21/11/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       O homem é algo fantástico, maravilhoso. Sua inteligência toca as raias do infinito; sua vontade é capaz de querer o absoluto. Esse ser em si minúsculo e realmente fraco, é imagem de Deus e por isso Deus o fez pouco abaixo dos anjos (Sl 8,6).
    Pois bem, esse ser homem tem criado coisas estupendas que formam a glória da sabedoria humana. Acontece, porém, que ele tem coisas que em si não são más, podem ser até boas, mas podem também servir para o mal. Veja-se o exemplo o uso do urânio; veja-se a Internet, uma das maiores criações da história da humanidade.
    A Internet é algo tão fantástico, que ainda não se chegou a avaliar o seu valor e a sua importância. Todavia, essa mesma Internet, que derrubou os muros das culturas, as paredes dos museus, as distâncias das livrarias e bibliotecas, os protocolos e obstáculos da comunicação mundial; essa mesma Internet tem servido e pode servir para separar casais, para destruir lares, para se maquinar o mal com requinte e tecnologia, para se roubar os direitos pessoais, para se difundir a maldade de todos os tipos e em todas as escalas. Na verdade, há gente que vive de criar vírus, que adora roubar e penetrar nas contas bancárias das pessoas, que se diverte espalhando o sexo desenfreado, que não respeita as crianças, que só deseja fazer o mal a todo custo.
    Eu sei que há seres humanos que parecem não ter nascido com o uso da razão, mas há muita gente boa, que precisa da Internet para fazer o bem a si e aos outros. Por isso, a Internet é uma faca de dois gumes, que deve ser respeitada e usada, mas com todo cuidado, com princípios éticos e com respeito à dignidade de outro.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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