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| AS PROVAÇÕES DE MARIA E JOSÉ | Página Inicial 21/04/03 MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE * No Livro do Apocalipse está escrito: “Eu repreendo e castigo aqueles que amo”. (3,19) Como Deus é amor, toda sua ação ad extra só pode ser por amor. Assim, quando Deus ama uma pessoa, por amor quer o seu bem e o bem, na lei cristã, só se consegue com a purificação e, como diz a Carta aos Hebreus, “sem derramamento de sangue não há redenção”. (Hb 9,22) Em outras palavras, quando amamos alguém de verdade, querendo o seu bem verdadeiro e autêntico, às vezes temos de prová-lo, para purgá-lo, deixá-lo enxuto, limpo, puro, mais perfeito. Até Cristo, “embora fosse Filho, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que padeceu.” (Hb 5,8) Aí está a explicação do quinto mistério. Jesus, apaixonado por seus pais, quer vê-los mais santos, mais amados do Pai, por isto, purifica-os com essa provação. E não foi ela a primeira nem a única. Os pais de Jesus foram provados constantemente durante todas suas vidas. Provados na fé, provados na pobreza, provados na perseguição sem defesa, provados diante da incompreensão dos conterrâneos, provados na falta de um abrigo para o nascimento de Jesus, provados pela dureza dos corações dos judeus. E Maria, pelo que sabemos dos Evangelhos, foi provada ainda pela covardia dos apóstolos, pela negação de Pedro, pela traição de Jesus, pela condenação de Jesus, pela paixão e morte de seu Filho. Sim, o quinto mistério glorioso é apenas uma lição do amor de Deus por nós; amor que nos quer livres, puros, perfeitos como o Mestre, Jesus.
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