| Páscoa |

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20/04/03

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

        Chegou a grande semana. Chegou o tempo, em que nós, católicos, vamos celebrar a Páscoa. E podemos dizer como Jesus: “Desejei ardentemente comer esta Páscoa...” (Lc 22,15), porque Páscoa para nós é tudo; é cume da montanha, é o topo do mistério salvífico; é o fundamento de nossa vida cristã.

        Para muita gente, até cristã, páscoa pode ser escrita com letra minúscula, porque não passa de um mais um tempo feriado; um tempo de passeios; um tempo de comer ovos grandes feitos de chocolate; um tempo par aumentar a venda no comércio e para faturar mais um pouquinho, mesmo que seja à custa de uma oferta absurda e vergonhosa, como a que se faz para se passar a páscoa num motel.

        Mas, na verdade, Páscoa, com letra maiúscula, é o mistério da Morte e ressurreição do Senhor; é a celebração da libertação da nossa escravidão do pecado e da morte; é o festejo da nossa travessia vitoriosa pelo mar da vida em demanda da Terra prometida, da Jerusalém celeste.

        Na prática, Páscoa é morrer, mais uma vez, com Cristo para ressuscitar com Ele para a glória. Essa morte significa renunciar a tudo que nos desune; renunciar ao pecado de todo o tipo e de toda a espécie; é renunciar a ficar amarrado a pequenas tolices, como a inveja, o ciúme, o orgulho, o egoísmo; é renunciar a julgar mal os outros; é renunciar à maledicência. Por outro lado, também é comprometer-se seriamente com uma vida profunda de união com Deus; comprometer-se a ser uma nova criatura na expressão paulina e isso não somente de palavras, mas na verdade e na sinceridade; é comprometer-se a ser luz e sal na terra; é comprometer-se a ser um filho querido do Pai, um seguidor autêntico de Jesus e um guiado pelo Espírito Santo.

* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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