| Política e Práxis |

Página Inicial

19/09/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Vamos tratar sinteticamente da política numa tríplice dimensão, isto é, na sua relação com a práxis, com a filosofia e a teologia. De início restringindo o conceito de política, tomemo-la numa conceituação geral e etimológica, a saber, como a arte ou a ciência que trata do governo da cidade. Cidade, aqui, deve ser tomada no sentido lato, ou seja, tudo aquilo que o aspecto de um aglomerado de gente morando num determinado espaço geográfico. Ora, todo cidadão é responsável pela comunidade em que vive, logo a política deve fazer parte dos interesses de todos nós. Somos, pois, neste sentido, obrigatoriamente políticos. Como disse Aristóteles, todo homem é político. Evidentemente, na prática, a política inclui também o partidarismo, embora com ele jamais deva ser confundido. Com efeito, toda pessoa deve ser política no sentido geral e global, mas não é obrigada a ser partidária. Por outro lado, a política não deve ser confundida outrossim com politicagem, que é o mau uso da própria política. Portanto, são três coisas diferentes (política, partidarismo e politicagem), embora comumente entrelaçadas, mesmo que não devam jamais ser confundidas. Estamos vivendo uma época de grande movimentação política, pois é tempo de eleições. É tempo, pois, de despertamos e vivenciarmos, ativa e sadiamente, nossa missão de sermos autenticamente políticos. Nesse tempo de efervescência eleitoral, pode acontecer que alguém se esqueça de sua responsabilidade política e se torne apático e indiferente aos acontecimentos atuais das eleições. Por outro lado, pode acontecer outro sério e grave problema, isto é, a confusão de política com partidarismo e politicagem. Estejamos atentos para não sermos omissos, mas também para não fazermos uma salada avinagrada e desagradável, degradando a nobre missão da política.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

Copyright  2004 -  Paróquia Divino Espírito Santo - Maceió/AL