| Ano Litúrgico |

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18/01/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Diz Adolf Adam: “O que chamamos de ano litúrgico é a celebração festiva, ao longo do ciclo anual, dos diversos fatos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo”. O ano litúrgico, pois, é a celebração anual dos mistérios salvíficos de Jesus Cristo, tanto na sua pessoa, quanto na sua ação redentora. Um documento da Igreja assim descreve o ano litúrgico: “Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, da Encarnação ao Dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor”.
      O ano litúrgico da Igreja não coincide com o ano civil. Ele começa com o primeiro domingo do Advento, que sempre acontece muitos dias antes do dia primeiro de janeiro. Todavia, não se deve tomar o ano civil nem como concorrente nem como inimigo do ano litúrgico. Na verdade, todo tempo é tempo de Deus, portanto, de oração, de culto, de salvação.
      Como já notamos, o ano litúrgico começa com o Advento (quatro semanas), tempo de expectativa, de mergulho no mistério de Deus, que vai se revelar em Jesus Cristo. Depois vem o tempo do Natal, que começa na noite do dia 24 de dezembro e vai até o Batismo do Senhor. Após uma pequena fase de tempo comum, a Igreja entra na Quaresma, que é um tempo de penitência e de preparação para a celebração do evento pascal. Com a Páscoa, a Igreja chega ao cume do ano litúrgico.
       Após a Páscoa, vem a Ascensão do Senhor e a grande festa de Pentecostes, quando a Igreja começou a se espalhar pelo mundo, impelida pela força e pela luz do Espírito Santo, conforme a vontade do seu Fundador, Jesus Cristo.
De Pentecostes ao Advento, muitas festas são celebradas, não somente do Senhor, mas dos santos e, especialmente, da Virgem Maria. Tudo, porém, girando em torno do mistério salvífico de Jesus. Portanto, viver o ano litúrgico é viver a fé, pois a liturgia é a fé vivida no culto.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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