| O papa e o rosário |

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17/11/02

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *


     No último dia 16 de outubro, o Papa João Paulo II enviou ao mundo mais uma Carta Apostólica. Seu título diz seu tema: Rosarium Viriginis Mariae, ou seja, O Rosário da Virgem Maria. É uma carta do Papa dirigida ao episcopado, ao clero e aos fiéis do mundo inteiro sobre o rosário de Nossa Senhora.
     Não é a primeira vez que isto acontece, pois desde urbano IV (1261-1264), os Papas têm inculcado essa devoção mariana. Só  para dar dois exemplos, recordamos que Leão XIII, no dia 1o de setembro de 1883, promulgou uma Encíclica sobre o rosário com o título de Supremi apostolatus officio, e que Paulo VI escreveu uma Exortação Apostólica, intitulada Marialis Cultus, na qual destacou a importância do santo rosário de Maria.
     A Carta Apostólica de João Paulo II começa com uma introdução bonita, em que a Papa expõe os motivos pelos quais está enviando aquela Carta. O Pontífice fala da sentido cristológico do rosário e do interesse que essa devoção tem provocado na Igreja, mesmo entre os Papas. Num rasgo de confidência, João Paulo II declara seu amor particular pela recitação do rosário não somente durante o seu pontificado, mas desde seus primeiros anos de vida, dizendo que o rosário tem sido para ele consolo e fortaleza nos momentos difíceis da vida. O Papa continua a introdução rejeitando as duas principais objeções que são apresentadas contra o rosário, a saber, que o rosário seria um empecilho ao ecumenismo e que a sua recitação se afasta das celebrações da liturgia. João Paulo responde, dizendo que o rosário põe em prática a liturgia e que, sendo uma oração cristológica, certamente ajudará, por Maria, que todos os cristãos cheguem de fato a Cristo.
     Vamos continuar resumindo essa belíssima Carta Apostólica de João Paulo II.


* É Doutor em Teologia e Vigário Geral

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