16/11/03
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
Quando eu era seminarista menor,
eram muito difundidos entre os alunos do Seminário os livros da autoria
do então padre Nivaldo Monte, que, depois, foi arcebispo de Natal e,
atualmente, é bispo emérito.
Lembro-me perfeitamente de que, em um dos
seus livros, há uma frase que me marcou profundamente. O autor falava
sobre ideal e dizia assim: “Quem não tem um ideal a colimar não é
digno de viver”. Tinha e tem toda razão, o querido dom Nivaldo Monte.
O ideal é o farol, o objetivo, o sentido,
a razão de se viver a vida. Faltando isto, como poderemos marchar, que
caminho poderemos tomar, que obra poderemos realizar, que meta poderemos
alcançar? Faltando um ideal, ficamos como cego em tiroteio, ficamos
perdidos e baratinados como barata doida sem saber para onde ir.
O ideal, além de marcar a finalidade da
nossa existência, dá, indiretamente, força e coragem para galgarmos os
degraus de cada dia na busca da realização. Digo indiretamente, porque
quem nos dá força e coragem na vida é a Santíssima Trindade, mediante
a sua divina graça; mas o ideal é o instrumental subjetivo e humano que
é capaz de levar o homem não somente a pedir a graça, mas a vivê-la em
profundidade.
Quem não tem ideal, pois, não vive mais, já
morreu. Sem ideal, com efeito, não há vida; tudo está parado, perdido,
desorientado, morto. Por isto podemos dizer que, quem não tem ideal não
é digno de viver!
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
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