15/08/04
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
Tendo-me ordenado sacerdote em
Roma, voltando a Maceió fui designado pelo senhor arcebispo, dom Adelmo
Machado, para reger a nova Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro, no Vergel do Lago. Naquela ocasião, como não havia casa
paroquial, fui morar na Casa dos Pobres. Residi naquele abrigo por mais de
vinte anos e foi durante esse tempo que tive oportunidade de conhecer as
Irmãs de Caridade.
A história começou no século XVII. “Atento
em seguir passo a passo a Providência e dócil à ação do Espírito, São
Vicente de Paulo (1581-1660) descobriu a miséria material e espiritual de
sua época e consagrou a vida ao serviço e à evangelização dos pobres
aos quais chamava “nossos Senhores e Mestres”. Para isso, fundou as
Confrarias da Caridade (1617) e a Congregação da Missão (1625). Nesse
ínterim, encontrou santa Luiza de Marillac (1591-1660) e associou-a a sua
atividade beneficente”.
Foi nessa época que apareceu a camponesa Margarida
Naseau (1594-1633), que assumia os trabalhos mais humildes, que as
senhoras das confrarias não queriam fazer. Foi com ela e outras
companheiras, que nasceu a congregação das Filhas da Caridade. As
primeiras irmãs, desde 1630, ficaram sob a responsabilidade de santa
Luiza de Marillac por desejo expresso de São Vicente, mas foi somente a
29 de novembro de 1633, que as irmãs se reuniram sob a direção de Santa
Luiza de Marillac “viverem um mesmo ideal em comunidade fraterna”.
Seu lema é a frase paulina: “A caridade de Cristo
nos impele”. De fato, dedicadas sobretudo aos pobres, as Irmãs de
Caridade dedicam-se, de corpo e alma, aos mais necessitados como se fossem
o próprio Cristo. É disso que realmente precisamos na ação cotidiana
de nós, que fazemos a Igreja de Jesus.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
Copyright
2004 - Paróquia
Divino Espírito Santo - Maceió/AL