15/06/03
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
Nós, cristãos-católicos,
nascemos, criamo-nos e morremos com a Trindade Santíssima. Com efeito,
fomos batizados em nome da Trindade; a cada instante do dia,
persignamo-nos com os nomes da Trindade; professamos nossa fé na Trindade
muitíssimas vezes, sobretudo quando rezamos o Creio; recebemos todos os
sacramentos em nome da Trindade e morremos sacramentalizados pela Trindade
e, até depois de mortos, somos enterrados e sufragados em nome da
Trindade. Com uma vida assim mergulhada na Trindade, será que, de fato,
sabemos quem é a Trindade Santíssima e será que vivemos na prática uma
vida de perfeita união com a Trindade?
Na vida cotidiana, aparece tudo
ao contrário. Os católicos ignoram o que seja realmente a Santíssima
Trindade; lembram-se muito pouco dela; citam seu nome sem ao menos
perceber o que dizem; persignam-se com gestos ridículos e indiferentes;
demonstram às vezes mais atenção e amor aos santos do que à Trndade; não
a sentem; não a vivem; não lhe dão nem ao menos atenção. Para muitos
católicos, se o dogma da Santíssima Trindade fosse, por impossível,
retirado do rol da sua fé, não lhes faria falta, não sentiriam nada. E,
no entanto, a Santíssima Trindade é tudo, porque é Deus. É o começo e
o fim de todas as coisas. É a força da nossa vida; é a razão do nosso
viver; é o objetivo de nossa vida; é a razão de nossa existência.
A Santíssima Trindade é Deus
uno e trino; uno na essência e trino nas pessoas. A Santíssima Trindade
é o Deus, que Jesus nos revelou, o Deus-Amor. Por ser amor, esse Deus é
uno; por ser pessoa, é trino, porque é o eterno Amante (o Pai), o eterno
Amado (o Filho) e o eterno Amor (o Espírito Santo) que liga o eterno
Amante no eterno Amado. Viemos da Trindade pois, e nossa vocação é
voltar para a Trindade, por isso vivamos mergulhados na Trindade.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
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Divino Espírito Santo - Maceió/AL