| São Vicente e Santa Teresinha |

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13/07/03

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       De caminho a Roma, acompanhando S. Exa Dom José Carlos Melo, C.M., parei com o Sr. Arcebispo, na França. Na verdade, aproveitamos a mesma passagem à cidade eterna, que nos dava direito a essa parada na antiga “filha primogênita da Igreja”.
       O Sr. Arcebispo é Lazarista e, por isto, ficamos hospedados, em Paris, na Maison Mère, na rue de Sèvres, 95. Chegamos numa tarde, hora de greves e manifestações populares. À noite, após o jantar, visitamos a casa mãe das Filhas da Caridade. Havia religiosas de todo o mundo, uma vez que estava havendo um capítulo, no qual acabara de ser eleita a nova Superiora Geral, da Congregação.
       No dia seguinte, celebramos a santa Missa na Capela da Rue du Bac, onde Nossa Senhora apareceu a Santa Catarina Labouré. Nessa breve visita à fonte das duas grandes congregações vicentinas, rezamos diante dos corpos de São Vicente, de santa Catarina e santa Luiza de Marillac, mas, sobretudo, veneramos, com muito amor, a Mãe das Graças, cuja imagem é muitíssimo visitada na sua famosa capela, de Paris.
       Nesse mesmo dia, após o almoço, rumamos para Lisieux, terra onde viveu e morreu Santa Teresinha do Menino Jesus. Aí, a caridade teresiana não se fez esperar. Da chegada à saída, fomos tratados com muito carinho e atenção.
       Pessoalmente, vivi os momentos lexovienses com muita emoção. E no dia seguinte à chegada, recebi um grande presente. Com efeito, após a santa Missa, o sr. Arcebispo e eu fomos recebidos pela Madre Priora do Carmelo de Lisieux. No término da visita, disse à madre que nunca tivera o privilégio de conhecer o Carmelo por dentro. Foi o suficiente para que a reverenda Priora nos convidasse para uma visita ao interior do Carmelo. Foi aí que meu coração disparou. Afinal, um sonho de tantos anos era realizado. E eu, ao vivo e a cores, pude ver os corredores de tijolo aparente percorridos pela Santa; o quarto onde ela viveu doente e morreu aos 24 anos e a alameda das amendoeiras de que ela fala tanto na sua “História de uma Alma”.
       Dizer o que senti naqueles instantes é impossível. Afinal, tudo é graça!


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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