| Sal e Luz |

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13/02/2011

MONSENHOR PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Continuando o sermão da montanha, Jesus, a verdadeira luz do mundo e sal da terra, teve a coragem, para não dizer a ousadia, de dizer que os cristãos são sal da terra e luz do mundo. Peço licença a Jesus para inverter a declaração e começo, então, com a luz, para, seguida, meditar o sal.
O tema da luz já aparece forte no Antigo Testamento, mas é sobretudo no Novo Testamento e, especialmente, em são João, que ele aparece com toda força. O próprio Jesus declara: “Eu sou a luz do mundo! Quem me segue, não andará nas trevas”(Jo 8,12). E, na sua carta, João escreve que “Deus é luz!” (1Jo 1,5)
Luz clareia, ilumina, dá vida, faz-nos sentir a beleza e as formas de tudo, é alegria, é festa.
Ao contrário, escuridão, trevas, apagão, tudo isso significa cegueira, queda, tristeza, em suma, não sentir a vida. Por isso, amamos a luz e sempre queremos ver. Mas que significa ser luz?
Ser luz é ser iluminado por Jesus Cristo, ser luz é viver o seu Evangelho, ser luz é andar na presença do Senhor.
Mas, como o sol ilumina a terra e a terra ilumina a lua, assim o cristão, iluminado por Cristo, ilumina seus irmãos com sua oração, com seus exemplos e com sua palavra e essa prática de iluminação acontece pelo serviço, pelo amor, pela caridade (Is 58,7-10).
Mas, não basta ser luz, é preciso conservá-la em si e nos outros, por isso Jesus acrescentou: “Sois sal da terra.”
O sal serve para manter vivo o elemento salgado e para dar gosto àquilo que ele salga.
O cristão também é chamado a dar gosto às coisas de Deus e a lutar para manter viva a luz da fé, o fogo do Evangelho, a Palavra de Jesus.
Por isso, ele precisa tanto de ser iluminado e fortificado pelo Espírito Santo, o Deus da luz e do Deus da força. 


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E PÁROCO DA PARÓQUIA DIVINO ESPÍRITO SANTO - JATIÚCA - MACEIÓ/AL

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