12/12/04
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
Uma afilhada minha me deu para
ler um documento precioso, que ela recebera pela Internet. O documento
conta-nos uma resposta estupenda, que o nosso ministro da Educação, o
sr. Cristovam Buarque, deu a um estudante, quando de uma palestra que ele
proferiu em uma Universidade, nos Estados Unidos. O estudante, como todo
americanozinho, que pensa que é dono do mundo, perguntou ao ministro se a
nossa Amazônia não deveria ser internacionalizada e, de imediato, pediu
que o ministro respondesse como humanista e, não, como brasileiro.
Nosso ministro respondeu, bonito e destemido, que, como
brasileiro, era contra a internacionalização da Amazônia, como
humanista era a favor, desde que os poços de petróleo dos vários
continentes, dos quais se servem todas as nações; os grandes museus do
mundo, patrimônio da humanidade; a Disney, parque internacional da criançada;
Manhattan, centro internacional financeiro do mundo; Veneza, Roma, Paris,
Nova York, megalópoles internacionais; tudo isso e muitas outras coisas,
que servem não apenas a um país, mas a todos os povos, fossem também
internacionalizadas. Na verdade, não se poderia dar uma resposta mais cabível,
mais pronta e mais categórica do que essa. Parabéns, senhor ministro!
Vossa Excelência é inteligente e brasileiro! Honra a função que
exerce!
Com efeito, por que os países ricos querem ser donos
do mundo, ocupar as propriedades dos países pobres e ditar normas para as
nações menos desenvolvidas? Que os Estados Unidos e seus pares,
preocupados sempre em crescer à custa das outras nações, cuidem dos
seus interesses e nos deixem em paz, que saberemos cuidar da nossa inseparável
Amazônia.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
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