12/09/04
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
Em geral, costumamos celebrar o
dia do nosso aniversário natalício. Pelo menos, os que podem e gostam
assim o fazem. Quando se trata de alguém de que gostamos muito, então
fazemos festa também e participamos, com alegria e presentes, das celebrações
para as quais somos convidados. É até chato, nos nossos costumes,
esquecer o aniversário de alguém, que é nosso amigo, nosso parente e
que amamos muito. Pois bem, assim procedemos com o aniversário natalício
do nosso Senhor e Redentor, Jesus Cristo. A festa do Natal, celebrada no
mundo do cristianismo, é, sem dúvida, uma das mais belas, comoventes e
vividas de todo o ano. Com efeito, não só celebramos o fato do
nascimento de Jesus, mas também o significado e a importância desse
nascimento para toda a humanidade. O mesmo, porém, não acontece com o
dia do natal da mãe de Jesus e de todos nós, Maria Santíssima. É uma
pena, mas a maioria dos católicos nem sabe quando é a festa da
natividade de Nossa Senhora. É verdade que na liturgia católica, o dia 8
de setembro, natal de Nossa Senhora, é uma festa, que não chega, porém,
a ser uma solenidade e, penso eu, deixa muito a desejar para uma comemoração
tão importante. Digo que a natividade de Maria é importante, porque sem
Maria, pelo menos na atual economia da salvação, não teria existido
Jesus, salvador e único mediador entre os homens e Deus. O nascimento de
Maria não somente é a concretização de um projeto divino pensado desde
toda a eternidade, mas é também, de certa maneira, o início do processo
salvífico que será realizado por Cristo e continuado na sua Igreja,
através dos séculos, na força e na luz do Espírito Santo. No
nascimento de Maria, uma obra-prima de Deus vem à luz: aquela que será a
mais bendita de todas as criaturas; toda pura, sem pecado original, por
ser predestinada a ser templo do Espírito Santo, que no seu ventre
produzirá a concepção virginal deJesus, o salvador. Portanto, no
momento do nascimentode Maria realiza-se não só um fato de altíssima
significação com relação à própria Maria, mas também de profunda
importância pela sua relação com o mistério salvífico da humanidade.
Todavia, essa data passa quase despercebida. É uma pena! Apesar disso,
parabéns Mãe!
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
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