| A família |

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10/11/02

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *


     Tudo mundo sabe que a família é peça central e fundamental da sociedade. Tenho a tentação de dizer que, família é coisa do sangue, isto é, é uma instituição que está no mais profundo do ser. Até alguns animais constituem família a seu modo. Destruir a família, pois, é levar a sociedade à falência.
     Nos tempos dos Romanos, certo escritor ilustre, chamado Tito Lívio, escreveu um livro famoso, no qual lamenta a decadência dos costumes do seu povo e aponta como causa da queda do Império Romano justamente a derrocada das instituições , que tornaram forte e grandioso o nome de Roma. Sabemos, e a história do Império Romano é um grande exemplo, que onde a família humana entra em colapso, aquela civilização amolece e cai.
     No nosso chamado mundo cristão, estamos vendo, e isto já vem de há muito tempo, uma degradante queda dos costumes familiares. Hoje, nos meios de comunicação, fala-se, publica-se e divulga-se um regulamento novo para nossas famílias. Regulamento degradante, no qual falta o respeito aos pais; no qual desaparecem, quase por completo, as normas da ética familiar e da moral cristã; no qual há uma involução dos princípios norteadores e firmes da constituição de uma família, como o respeito, a compreensão, a ajuda mútua e, sobretudo, o amor.
     O resultado, estamos vendo cada dia. Famílias esfaceladas; pais desprezando filhos e filhos odiando pais; irmãos que não se falam; pululam os divórcios, pois o amor virou conversa e comércio de pouco tempo. A desordem é tanta, que filhos matam pais e pais já matam os próprios filhos.
     A Igreja católica sempre se preocupou com a questão da família e, por isso, tem tantos movimentos e pastorais para salvá-la, purificá-la, defendê-la e fortificá-la. Salvemos a família brasileira, enquanto é tempo, pois se ela naufragar, o Brasil também cairá.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO GERAL

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