| Santos e beatos |

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10/10/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       A Igreja de Cristo é santa e pecadora. Pecadora porque formada de criaturas humanas, que, por natureza, são fracas, limitadas, inclinadas ao mal por causa do pecado original. Santa por causa do seu fundador, Jesus Cristo, por causa do Espírito Santo que a governa e a santifica, por causa dos meios de santificação que possui, por causa da graça divina que percorre suas veias, por ser o Corpo Místico de Cristo etc. Por ser pecadora, a Igreja sempre teve e tem de ser reformada, renovada, restabelecida nos seus fundamentos, encaminhada e orientada à luz do Espírito Santo, que se manifesta sobretudo no Magistério oficial da própria Igreja.

    Por ser santa, a Igreja sempre possuiu, possui e possuirá uma plêiade maravilhosa e inumerável de santos e beatos, que a dignificam, a exaltam, a santificam e mostram o seu verdadeiro ideal: a santificação de todas as criaturas humanas.

    João Paulo II tem procurado mostrar, de uma maneira admirável, essa riqueza estupenda da Igreja, que são os santos e beatos. No domingo passado, 3 de outubro, ele nos deu mais cinco novos beatos, entre os quais um imperador (Carlos da Áustria), um padre fundador de congregação (Pe. Pedro Vigne) e uma estigmatizada (Katarina Emmerick).

    Pouco tempo antes, canonizara uma jovem italiana, que dizia que tudo que fizera na vida fora viver com e de Jesus; um jovem engenheiro, que participou ativamente da política italiana e um sacerdote, que era também médico. Assim, o Santo Padre quer mostrar aos cristãos que a santidade não é privilégio de ninguém. Em toda e qualquer situação, em toda e qualquer condição social, em todo e qualquer estado particular de vida, podemos e devemos ser santos. A santidade é vocação universal de todo e qualquer cristão!

* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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