| Visitar Doentes |

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10/08/03

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Certo dia, Jesus recebeu um recado. É que ele devia ir logo à casa de Lázaro, que estava muito doente. Jesus demorou a ir a Betânia e, quando lá chegou, Lázaro já havia morrido. Marta, com toda sua simplicidade e confiança, reclamou da demora de Jesus. O Mestre, ao saber que seu amigo morrera, chorou, mas como era Deus, ressuscitou-o.
        Este fato evangélico não faz recordar a palavra de Jesus, quando vier no final dos tempos, para julgar os vivos e mortos: “estive doente e não me visitastes”. Na verdade, a visita aos doentes é uma das obras de misericórdia, que a nossa Igreja nos inculca desde criança.
        O doente em geral sente necessidade de presença. Talvez não seja uma presença longa e chata, mas uma presença que lhe diga palavras de conforto, de ânimo, de esperança. A coisa pior que pode acontecer a um doente é sentir-se só e, conseqüentemente, não amado. O doença diminui, quando o doente vê ao seu lado os amigos, aqueles que na hora incerta estão ali, juntinhos dele, para ajudá-lo a levantar a cabeça e o coração. Portanto, mesmo que não fosse uma ordem de Jesus e orientação da Igreja, todos nós deveríamos visitar os enfermos, sobretudo aqueles que são nossos vizinhos e aqueles que confiam muito em nós.
        A solidão e o menosprezo podem levar o doente a um estado psíquico de desânimo, de covardia, de instabilidade emocional e, neste caso, a doença aumenta e o enfermo custa a se recuperar. Santa Teresinha nos aconselha a afastar dos doentes remédios perigosos, por causa da tentação suicídio. Ninguém está isento dessa tentação. Por isto, a presença de amigos e familiares é um dos melhores remédios para trazer alegria e esperança para os doentes. Aliás, é na doença, que você descobre os seus verdadeiros amigos!


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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