10/01/2010
MONSENHOR PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
No começo do ano, nada melhor
do que meditar as Sagradas Escrituras, por isso trago, hoje, à meditação,
uma sentença do livro dos Provérbios, que me foi sugerida por amiga, que
a tomou como norma para este novo ano.
A verdade preciosa
escondida neste versículo bíblico é que o domínio da nossa boca (com
ela, comemos, mordemos, beijamos) e da nossa língua (com ela, falamos,
cantamos), gera paz e alegria, enquanto que o descomedimento no uso desses
órgãos só nos traz tristeza, perseguição, incompreensão, angústia.
Essa mesma idéia aparece muitas vezes na Bíblia e vale a pena conferir
Pe 13,3; Eclo 28,25-26 e, de modo especial, Tg 3,2-12.
Às vezes, fico admirado ao ouvir certos jogadores, quando entrevistados
após um jogo durante o qual se comportaram mal, dizendo: “É que eu
estava de cabeça quente!”
É verdade, quem não sabe moderar sua língua pode fazê-la jorrar uma
torrente de tolices, de impropérios, de injustiças, e de outras coisas
das quais terá certamente, ao depois, de se lamentar profundamente.
A moderação ao falar, ao contrário, em nada prejudica, porque as
palavras saem no momento certo e com a dosagem também certa.
Conta-se que são Domingos de Gusmão quase não gostava de falar, a não
ser quando se tratava das coisas de Deus, tanto assim que fundou uma
congregação religiosa, que passou a se chamar “Ordem dos
Pregadores”.
Tinha razão o santo, pois nossa boca e nossa língua em especial foram
feitos para louvar a Deus, para dizer coisas lindas e valiosas, para
ilustrar e orientar e para anunciar mensagens de vida.
O silêncio, neste mundo de movimento e barulho, não faz mal a ninguém;
o muito falar, pelo contrário, em geral só traz prejuízos, cansaço,
tensões e angústia.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E PÁROCO DA PARÓQUIA DIVINO ESPÍRITO SANTO -
JATIÚCA - MACEIÓ/AL
Copyright
2010 - Paróquia
Divino Espírito Santo - Maceió/AL